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title: 5 boas práticas de compliance e gestão de riscos legais para cooperativas | Notícias | Sistema OCB
description: A casa do cooperativismo no Brasil. Apoiamos o crescimento sustentável das cooperativas, fornecendo recursos para fortalecer e promover desenvolvimento.
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date: 2025-11-27T15:56:53Z
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 Toda organização deve atuar em conformidade com leis, decretos, resoluções e toda a legislação vigente. Essa prática, conhecida como *compliance*, não apenas fortalece a imagem da marca e sua relação com cooperados e parceiros, mas também protege a organização de riscos legais e problemas judiciais. Para que a gestão de riscos legais seja bem-sucedida e o *compliance* se integre à cultura institucional, algumas etapas são fundamentais. A seguir, confira boas práticas para assegurar que a cooperativa opere em estrita conformidade com todas as leis e regulamentações necessárias.

## **Antes de tudo, entenda o que é compliance**

O termo *compliance* deriva do verbo em inglês *"to comply"*, que traduzido significa "agir de acordo com uma ordem, um conjunto de regras ou uma solicitação". No contexto corporativo, o termo se refere ao compromisso das organizações de estarem em conformidade com [leis e regulamentos](https://somoscooperativismo-ms.coop.br/cooperativismo/legislacao). Compliance é, portanto, uma estratégia para manter a adequação das operações e serviços às normas vigentes, sejam elas governamentais ou internas. Além de aprimorar o trabalho, essa prática é essencial para a segurança da cooperativa. O compliance auxilia na gestão de riscos legais, certificando a proteção jurídica da marca. Isso aumenta a confiança de cooperados e clientes e previne que a cooperativa enfrente ações judiciais.

### **Como o termo surgiu e se consolidou?**

[Compliance é um termo antigo, consolidado em resposta a diversos cenários que impactaram o mercado](https://www.somoscooperativismo.coop.br/arquivos/noticias/afinal-o-que-e-compliance-e-por-que-virou-palavra-de-ordem-nas-organizacoes_7361.pdf). A década de 1970 nos Estados Unidos foi marcada por corrupção e problemas que exigiam solução. A promulgação da *Foreign Corrupt Practices Act* (FCPA), criada para proibir o suborno de autoridades estrangeiras por empresas americanas, foi um marco crucial. No Brasil, o termo evoluiu até o conceito atual. A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) é um exemplo de legislação vital para as práticas de *compliance* modernas. Ela dispõe sobre a responsabilização de empresas por corrupção e fraude contra a administração pública, nacional e estrangeira. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) (Lei nº 13.709/2018), que protege informações e dados pessoais, é outro exemplo de norma importante que garante que as organizações atuem sem ferir direitos ou a integridade do público. Estar atento a essas e outras regulamentações é indispensável para garantir o *compliance*. Elas ajudam a cooperativa a preservar o nome e a credibilidade, proporcionando segurança jurídica e operacional.

## **Qual a importância do compliance e da gestão de riscos legais em uma cooperativa?**

As práticas de *compliance* são essenciais para manter uma gestão de riscos legais eficiente. Ao garantir a conformidade com as leis, a cooperativa reforça seu compromisso social e o respeito a cooperados, clientes e parceiros. Considerando que a legislação está em constante evolução, cooperativas precisam acompanhar as mudanças e a chegada de novas normas. De fato, só para citar como exemplo, algumas leis e regulamentos recentes que afetam o *compliance* devem estar no radar das cooperativas:

- A [Lei Complementar 213/2025](https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-representacao/lei-213-2025-um-marco-para-o-cooperativismo) regulamentou a participação das cooperativas no mercado de seguros. Sancionada em 15 de janeiro de 2025, a legislação reconheceu o papel das cooperativas na modernização e democratização do setor no Brasil.
- O programa de crédito consignado privado, em vigor desde março de 2025, também impactou o cooperativismo de crédito. As cooperativas precisaram se adaptar para garantir a competitividade com a [chegada da nova lei](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2025/julho/presidente-lula-sanciona-lei-que-amplia-o-credito-do-trabalhador).
- A LGPD, sancionada em 2018, continua sendo vital. Com o avanço das tecnologias e da inteligência artificial, o uso de dados e informações sensíveis deve seguir rigorosamente as regulamentações definidas para evitar riscos legais.

### **Riscos de uma cooperativa sem compliance:**

Portanto, a falta de conformidade legal expõe cooperativas a sérios impactos negativos, como a perda de credibilidade e multas pesadas. Os principais riscos são:

#### **Impacto na reputação e credibilidade**

Estar envolvida em problemas jurídicos e descumprir leis prejudica a reputação da cooperativa de forma irreparável. Um único escândalo basta para manchar a marca e abalar a relação com cooperados e parceiros. O compliance protege a marca:

- Estrutura o trabalho de forma legal e transparente.
- Melhora a conduta dos colaboradores.
- Garante a integridade, blindando a cooperativa contra crises reputacionais.

#### **Prejuízos financeiros e riscos legais**

O compliance é essencial para blindar a cooperativa de riscos que geram perdas financeiras. Infrações como corrupção, vazamento de dados e processos trabalhistas podem resultar em multas pesadas e sanções judiciais. Além das penalidades, gastos com advogados e o tempo despendido na resolução desses problemas desviam recursos e foco do negócio. A conformidade legal evita despesas inesperadas e grandes transtornos.

#### **Erosão da confiança de cooperados e clientes**

O modelo de negócio cooperativo tem o aspecto humano como foco. A relação com cooperados e comunidades é sustentada por confiança e transparência, sendo crucial para o sucesso. Nesse contexto, a integridade é indispensável. O compliance garante o respeito às normas e, consequentemente, preserva a lealdade, a segurança e a satisfação dos cooperados e clientes.

#### **Instabilidade e dificuldade para crescer**

Problemas judiciais resultam em crises, mudanças drásticas e perdas financeiras. Essas questões ameaçam a longevidade e a sustentabilidade da cooperativa no longo prazo. O compliance fortalece a marca e sua competitividade:

- Impulsiona a tomada de decisões mais seguras.
- Prepara a organização para lidar com o inesperado.

#### **Baixa eficiência operacional**

Manter-se em dia com normas e regulamentos garante que o trabalho seja eficiente e produtivo. Decisões organizacionais baseadas em leis e regulamentos asseguram a qualidade dos serviços e produtos. O compliance melhora o desempenho da cooperativa e fortalece o trabalho dos colaboradores, não apenas seguindo normas legais, mas também estabelecendo políticas internas e regras de conduta para aprimorar o ambiente de trabalho.

## **Boas práticas de compliance e gestão de riscos** 

Vimos os inúmeros benefícios que a conformidade normativa traz ao cooperativismo. Para que o compliance faça parte da rotina, listamos cinco práticas que facilitam esse processo e fortalecem a gestão de riscos – e ainda trouxemos uma dica extra. Confira!

### **1. Construa e divulgue políticas e códigos de conduta alinhados à legislação** 

O primeiro passo é criar canais de denúncia seguros para funcionários, cooperados e consumidores. É fundamental que a cooperativa assegure que todos se sintam protegidos e atuem conforme as normas. Neste processo, a criação de um código de conduta e a definição de políticas internas são cruciais. Esse documento deve ser o guia para que as práticas da organização se alinhem às normas legais e institucionais.

### **2. Invista na capacitação contínua dos cooperados e colaboradores**

Regulamentações e legislações de mercado mudam constantemente. Para manter colaboradores e cooperados sempre alinhados e atualizados, é essencial investir em treinamentos e capacitações periódicas. A constância nos treinamentos constrói uma cultura sólida de compliance em todos os setores da organização, prevenindo possíveis riscos legais.

### **3. Trabalhe com auditorias e monitoramento constante** 

Monitorar as práticas de compliance garante que elas sejam cumpridas da melhor forma possível. Para isso, a cooperativa pode contratar auditores externos ou estabelecer um processo de auditoria interna. A auditoria é uma ferramenta vital para manter a conformidade e o bom funcionamento das atividades, processos e sistemas. Ela examina a rotina da instituição para identificar falhas e sugerir mudanças operacionais.

### **4. Crie uma gestão de riscos proativa** 

Diversos [riscos operacionais](https://negocios.coop.br/mercado-nacional/gestao-de-riscos-operacionais-como-identificar-avaliar-e-mitigar/) podem impactar o sucesso do negócio. Os riscos legais são um deles, e a cooperativa precisa ter uma equipe preparada para lidar com esses imprevistos. Para tal, é essencial construir uma cultura organizacional que promova a proatividade entre os colaboradores. A gestão deve saber identificar, avaliar e mitigar as ameaças em potencial antes que elas se concretizem.

### **5. Defina os responsáveis por acompanhar as políticas de compliance** 

Designar um colaborador ou uma equipe responsável pelas políticas de *compliance* assegura que o processo ocorra da melhor maneira. O representante deve se manter atualizado sobre as normas e leis vigentes, promover treinamentos para outros times e realizar o monitoramento em conjunto com as auditorias. Essa equipe também será responsável por verificar se as políticas internas e os códigos de ética estão sendo seguidos por toda a cooperativa.

### **Dica extra: Programa Nacional de Compliance e Integridade** 

O [Programa Nacional de compliance e Integridade (PNCI)](https://somoscooperativismo.coop.br/solucoes/esgcoop/governan%C3%A7a-e-gestao/compliance-e-integridade), uma parceria do Sistema OCB com a Escola de Negócios da PUC/PR, oferece capacitação e prática para que cooperativas de grande porte dos ramos Agropecuário e Saúde tenham as ferramentas necessárias para criar seus programas internos de compliance e integridade. Com o auxílio do programa, a cooperativa mapeia e estuda os riscos de integridade e a falta de conformidade. A instituição também deve oferecer treinamentos para cooperados e colaboradores, monitorar as práticas e disponibilizar canais de denúncia para fortalecer o programa.

## **Conclusão: compliance e gestão de riscos legais são essenciais para o cooperativismo**

Investir em *compliance* e gestão de riscos legais é investir na longevidade, reputação e segurança do negócio. Em um momento de crescimento acelerado, o cooperativismo precisa se blindar para manter sua competitividade e segurança no mercado. Visando auxiliar cooperativas nessa jornada, o Sistema OCB criou o curso específico sobre *Compliance*. Desenvolvido para cooperados ou colaboradores, o curso ajuda a compreender e a cumprir normas legais e regulamentares, políticas e diretrizes da cooperativa, além de auxiliar na detecção e correção de irregularidades.

> **Para desenvolver ações de compliance no dia a dia da sua cooperativa, [confira o curso Compliance na CapacitaCoop](https://capacita.coop.br/cursos-studion/compliance)**!

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