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title: Como monitorar e melhorar a eficiência operacional da cooperativa | Notícias | Sistema OCB
description: A casa do cooperativismo no Brasil. Apoiamos o crescimento sustentável das cooperativas, fornecendo recursos para fortalecer e promover desenvolvimento.
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date: 2024-10-04T11:31:53Z
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 Em um mercado altamente competitivo, as cooperativas precisam ser eficientes em seus processos produtivos. Esse é um caminho importante para manter a qualidade da operação e otimizar os custos. Ou seja: a eficiência operacional não pode ser deixada de lado. Eficiência operacional não quer dizer, necessariamente, produzir muito. A qualidade dos processos é mais importante do que a quantidade da produção. É perfeitamente possível ter uma alta taxa de volume de produção com baixa eficiência operacional. Neste artigo, você vai entender o que é eficiência operacional, entender por que as cooperativas devem buscar aprimorá-la e quais são os caminhos para isso. Tenha uma boa leitura!

## **Eficiência operacional: o que é e por que ela importa**

Eficiência operacional é a capacidade de um negócio produzir bens ou serviços da maneira mais otimizada possível, minimizando custos e desperdícios sem comprometer a qualidade do produto final. Nesse contexto, a eficiência operacional não tem a ver apenas com a questão financeira, mas também com a gestão inteligente do tempo dos colaboradores e cooperados. A alocação estratégica de recursos humanos, evitando tarefas manuais desnecessárias em[ processos passíveis de automação](https://inova.coop.br/blog/robos-autonomos-como-a-automacao-contribui-para-a-eficiencia-nos-negocios-b2cfc1775f1e), é um exemplo de eficiência operacional. Alcançar a eficiência operacional demanda um monitoramento constante de todos os aspectos da operação, desde o desempenho individual até a eficácia dos processos. Trata-se, ainda, de um processo contínuo de aperfeiçoamento que impacta diretamente na competitividade das cooperativas.

### **Por que se importar com a eficiência operacional**

A eficiência operacional traz uma série de benefícios para a cooperativa, tais como:

- **Melhora na qualidade:** ao aprimorar a eficiência operacional, a cooperativa vai conseguir reduzir erros no processo produtivo e, consequentemente, gerar melhores produtos.
- **Gestão de tempo:** ao otimizar processos, a eficiência operacional resulta na melhor alocação de recursos - inclusive do tempo. Com isso, é possível produzir mais rapidamente. Além disso, cooperados e colaboradores têm mais tempo para se dedicar a outras atividades.
- **Aumento na receita:** uma vez que os processos são realizados de forma eficiente, é possível diminuir os custos com desperdícios de insumos e retrabalhos. Além disso, produtos melhores são mais atrativos para os consumidores.

## **Formas de monitorar eficiência operacional** 

Um dos grandes desafios que as cooperativas enfrentam nesta jornada é mensurar e monitorar a eficiência operacional dos processos. Existem indicadores adequados e ferramentas importantes para lidar com essa etapa, como:

### ***Overall Equipment Effectiveness* (OEE)**

O [*Overall Equipment Effectiveness*](https://www.oee.com/) (Eficiência Global de Equipamentos, em português) é o indicador de produtividade mais utilizado em todo o mundo, sobretudo nas indústrias de manufatura. Fortemente ligado à metodologia de manufatura enxuta, que busca otimizar processos, o OEE avalia a performance de um determinado equipamento. Para isso, o indicador mensura o quão efetivamente um equipamento produziu em comparação com a sua capacidade em relação ao tempo. Para calcular o OEE, é necessário compreender três fatores:

- **Disponibilidade:** mede o tempo em que o equipamento está realmente produzindo em relação ao tempo planejado para produção. É afetada por paradas não planejadas (falhas, quebras) e paradas planejadas (manutenção, troca de ferramentas).
- **Performance:** avalia a velocidade de produção em relação à velocidade ideal do equipamento. É impactada por pequenas paradas e ciclos lentos.
- **Qualidade:** analisa a proporção de produtos bons produzidos em relação ao total produzido. Reflete perdas por produção de peças defeituosas ou que requerem retrabalho.

### **O Cálculo do OEE**

Esses elementos se combinam na fórmula: OEE = Disponibilidade x Performance x Qualidade. Veja um exemplo de como esse cálculo pode ser feito na prática. Vamos supor que uma máquina de empacotamento teve os seguintes dados em um turno de 8 horas - isto é, 480 minutos:

- **Tempo de parada planejada:** 30 minutos para manutenção preventiva.
- **Tempo de parada não planejada:** 20 minutos devido a um problema elétrico.
- **Tempo de ciclo ideal:** 10 segundos por embalagem.
- **Total de embalagens produzidas:** 2500
- **Embalagens defeituosas:** 50

A lógica do cálculo leva em consideração os três elementos que vimos acima. A disponibilidade mede o tempo de operação, que é Tempo total - Tempo de parada planejada - Tempo de parada não planejada. Na prática, é assim:

- **Tempo de operação** = 480 - 30 - 20 = 430 minutos
- **Tempo de produção planejado** = Tempo total - Tempo de parada planejada
- **Tempo de produção planejado** = 480 - 30 = 450 minutos
- **Disponibilidade** = (Tempo de operação / Tempo de produção planejado) \* 100
- **Disponibilidade** = (430 / 450) \* 100 = 95,56%

A performance, por sua vez, consiste no tempo de ciclo real, que é: Tempo de operação / Total de embalagens produzidas

- **Tempo de ciclo real** = (430 \* 60) / 2500 = 10,32 segundos
- **Performance** = (Tempo de ciclo ideal / Tempo de ciclo real) \* 100
- **Performance** = (10 / 10,32) \* 100 = 96,90%

Também é necessário calcular a qualidade com a lógica a seguir: Total de embalagens produzidas - Embalagens defeituosas) / Total de embalagens produzidas \* 100.

- **Qualidade** = (2500 - 50) / 2500 \* 100 = 98%

O cálculo final do OEE, portanto, é o seguinte, levando em consideração a fórmula que que aprendemos há pouco:

- **OEE** = 0,9556 x 0,9690 x 0,98 = 0,904 ou 90,4%

O OEE de 90,4% indica que a máquina de empacotamento operou com 90,4% de sua eficiência máxima durante o turno. Há espaço para melhorias, principalmente na disponibilidade, reduzindo paradas não planejadas, e na performance, otimizando a velocidade de produção.

### **Outras métricas relevantes** 

Há outras maneiras de mensurar e acompanhar a eficiência operacional da sua cooperativa. Uma delas tem a ver com calcular o valor das entradas e saídas dos processos, na fórmula Eficiência Operacional = Despesas / Receitas. Quanto maior o resultado, pior é a eficiência operacional. Os [KPIs (Key Performance Indicators, ou indicadores-chave de performance)](https://inova.coop.br/blog/o-que-e-kpi-e-como-usa-lo-para-medir-a-performance-da-inovacao-8511b0e7efa8) também podem ser usados em situações mais específicas para mensurar a eficiência operacional. Na prática, KPIs são as métricas selecionadas para avaliar o sucesso de algum processo da cooperativa. Um KPI relevante nesse cenário é o *Overall Labor Effectiveness* (OLE), que mensura a eficácia do trabalho. Ele funciona pela fórmula OLE = Disponibilidade x Performance x Qualidade, em que os elementos são:

- **Disponibilidade:** mensura o tempo em que os funcionários estão realmente trabalhando em relação ao tempo planejado para trabalho. É afetada por faltas, atrasos, e outras interrupções não planejadas.
- **Performance:** avalia a velocidade de produção em relação à velocidade padrão esperada. É influenciada por fatores como treinamento, motivação e organização do trabalho.
- **Qualidade:** mede a proporção de produtos ou serviços entregues sem defeitos em relação ao total produzido/entregue. Reflete o impacto de erros, retrabalho e desperdícios.

## **Caminhos para melhorar a eficiência operacional nas cooperativas**

Agora é hora de conhecermos as maneiras de aprimorar a eficiência operacional das cooperativas. Confira essas dicas para aplicar na sua cooperativa!

### **Conheça seus processos a fundo**

A eficiência operacional começa com um profundo entendimento de como cada processo funciona dentro da cooperativa. Por isso, é crucial mapear as etapas, identificar gargalos e encontrar pontos de ineficiência. Ao conhecer seus processos a fundo, é possível ter uma visão clara de onde estão as oportunidades de melhoria e, assim, tomar decisões mais assertivas para aumentar a produtividade e reduzir custos. Além disso, analisar os processos em detalhes ajuda a identificar atividades que não agregam valor e podem ser eliminadas, liberando recursos para atividades mais estratégicas. Conhecer os processos a fundo também permite encontrar pontos críticos que exigem maior atenção e controle, garantindo a qualidade do produto ou serviço.

### **Padronize os processos**

Uma vez que você conhece seus processos a fundo, é hora de padronizá-los. A padronização garante que as atividades sejam executadas da mesma forma, sempre, por todos os envolvidos. Isso reduz a variabilidade, minimiza erros e retrabalhos, e torna os resultados mais previsíveis. Processos padronizados também facilitam o treinamento de novos colaboradores e a integração de equipes, garantindo que todos estejam alinhados. A padronização também permite o monitoramento e controle do desempenho dos processos de forma mais eficaz. Dessa maneira, é mais fácil identificar falhas e corrigi-las.

### **Aposte na automação**

A automação é uma ferramenta poderosa para aumentar a eficiência operacional, eliminando tarefas repetitivas e manuais, liberando seus funcionários e cooperados para atividades mais estratégicas e criativas. A automação também reduz erros, aumenta a velocidade de execução e permite o processamento de um volume maior de trabalho em menos tempo. Ao automatizar seus processos, as cooperativas ganham escalabilidade, podendo facilmente aumentar ou diminuir a capacidade de produção de acordo com a demanda. Ademais, a automação também habilita a coleta de[ dados valiosos sobre os processos](https://negocios.coop.br/inteligencia-de-mercado/como-tomar-melhores-decisoes-baseadas-em-dados/), que podem ser usados para [identificar oportunidades de melhoria contínua e otimizar processos.](https://negocios.coop.br/inteligencia-de-mercado/transformando-numeros-em-estrategias/)

### **Inovação e tecnologia são aliadas**

A busca por [inovação e a adoção de novas tecnologias](https://inova.coop.br/blog/inovacao-e-produtividade-o-match-perfeito-9538d52875a9) são fundamentais para se manter competitivo no mercado. Assim sendo, as cooperativas devem estar sempre atentas às novidades e tendências do seu setor. É importante avaliar como novas tecnologias podem ser aplicadas para aprimorar processos e, consequentemente, aumentar a eficiência operacional. A tecnologia pode trazer [soluções inovadoras](https://negocios.coop.br/inteligencia-de-mercado/inovacao-como-propulsor-da-economia/) para problemas antigos, permitindo que você faça mais com menos recursos. Desde a implementação de softwares de gestão até a adoção de [inteligência artificial](https://negocios.coop.br/inteligencia-de-mercado/entenda-o-impacto-da-ia-nos-negocios-das-cooperativas/) e machine learning, a tecnologia pode transformar a maneira como você opera, tornando sua empresa mais ágil, eficiente e competitiva.

### **Faça treinamentos e incentive o aperfeiçoamento**

Investir no desenvolvimento de colaboradores e cooperados é essencial para garantir a eficiência operacional. As cooperativas que estão nessa jornada devem proporcionar treinamentos regulares para aprimorar habilidades das equipes, mantê-las atualizadas com as melhores práticas do mercado e motivar as pessoas a buscarem o aperfeiçoamento contínuo. Portanto, a busca pela eficiência operacional passa por construir uma cultura de aprendizado e desenvolvimento. Outro ponto relevante é encorajar colaboradores e cooperados a contribuir com ideias e sugestões para melhorar os processos.

### **Acompanhe métricas para identificar fragilidades**

Vimos algumas maneiras de calcular a eficiência operacional nas cooperativas. Acompanhar métricas de desempenho é fundamental para identificar fragilidades e oportunidades de melhoria nos processos. Assim, as cooperativas devem definir indicadores relevantes para cada processo e monitorá-los de perto, buscando entender as causas dos problemas. Utilize [ferramentas de análise de dados](https://negocios.coop.br/inteligencia-de-mercado/conheca-as-ferramentas-para-implementar-uma-gestao-de-dados-na-sua-cooperativa/) para extrair *insights* valiosos e tomar decisões baseadas em evidências. Ao acompanhar suas métricas de perto, você poderá identificar gargalos, ineficiências e problemas de qualidade antes que eles causem grandes impactos na sua operação, permitindo que você aja de forma proativa para corrigir o curso e garantir a eficiência operacional.

### **Use o ciclo PDCA**

Sempre que algo não estiver dentro das conformidades, a cooperativa que busca aprimorar a eficiência operacional deve aplicar o Ciclo PDCA. Trata-se de uma técnica para lidar com o problema de forma sistemática a fim de que ele seja resolvido e não volte a ocorrer. As quatro etapas do [Ciclo PDCA](https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/4-etapas-do-pdca-melhoram-gestao-dos-processos-e-qualidade-do-produto,9083438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD) são:

- **Plan (planejar):** identificar um problema, analisar qual é a raiz e planejar uma solução.
- **Do (fazer):** executar as medidas necessárias planejadas.
- **Check (conferir):** avaliar a eficácia da solução aplicada.
- **Act (agir):** acompanhar oportunidades de melhoria, novos riscos e mudanças necessárias.

## **Conclusão**

A busca pela eficiência operacional é central na jornada das cooperativas rumo à competitividade. A enorme concorrência em diversos setores da economia faz com que seja necessário buscar constantemente maneiras de tornar a operação mais eficiente.

> Para conferir outras estratégias de competitividade, confira o nosso [e-book que mostra formas de tornar sua cooperativa mais competitiva](https://negocios.coop.br/aprendamais/competitividade-como-tornar-sua-cooperativa-competitiva/)!

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