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16/10/2026

Cooperativismo dinamiza sistema financeiro e beneficia comunidades, afirma representante do BC

Quando as cooperativas de crédito avançam, o efeito vai além dos cooperados: amplia a concorrência no sistema financeiro, o consumidor passa a encontrar melhores condições e o ganho gerado por elas fortalece territórios, movimentando a economia local. A avaliação é do chefe-adjunto do Departamento de Supervisão de Cooperativas e Instituições Não Bancárias (Desuc) do Banco Central do Brasil, Ivens Aruã Neves de Miranda, e dialoga com o tema do Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito (DICC) 2026, celebrado em 15 de outubro: “Cooperativas de Crédito: um símbolo da estabilidade em um mundo de oportunidades”. Em entrevista ao Sistema OCB, Miranda destacou o papel do segmento cooperativista para a inclusão financeira no país, principalmente em cidades de pequeno porte e regiões menos atendidas pelo sistema bancário tradicional. Segundo dados do AnuárioCoop 2026, em 1.072 municípios brasileiros, as cooperativas de crédito são a única instituição financeira com presença física.  Em todo o país, o setor reúne 22,9 milhões de cooperados em 682 cooperativas. Juntas, elas oferecem a maior rede de atendimento do país, com 10.553 agências e postos em 59% dos municípios.  Segundo Miranda, a relevância e solidez do modelo cooperativo também passam pela supervisão contínua a que as cooperativas de crédito estão sujeitas por serem reguladas pelo Banco Central, o que reforça a segurança e a confiabilidade do ramo. Servidor de carreira da instituição há mais de 20 anos, ele atua na supervisão e no diálogo com as cooperativas de crédito. Leia a entrevista completa: Sistema OCB: Qual a importância das cooperativas de crédito para o desenvolvimento econômico do país? Ivens Aruã Neves de Miranda: Diferentemente das instituições financeiras tradicionais, os proprietários das cooperativas são os próprios associados, que participam dos resultados. Esse modelo possibilita a oferta de serviços financeiros mais aderentes às necessidades locais. Do ponto de vista econômico, as cooperativas de crédito podem incentivar a inclusão financeira em municípios de pequeno porte e regiões menos atendidas pelo sistema bancário tradicional. Elas também podem ampliar o acesso ao crédito para micro e pequenas empresas, produtores rurais e empreendedores; aumentar a competição no sistema financeiro, contribuindo para melhores condições de preços e serviços e fortalecer economias locais por meio do reinvestimento dos recursos captados nas próprias comunidades. Além disso, diversos estudos demonstram que regiões com forte presença cooperativista tendem a apresentar indicadores mais favoráveis de desenvolvimento econômico, empreendedorismo e inclusão financeira. As cooperativas de crédito são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central. Como funcionam os critérios de autorização e o relacionamento entre as cooperativas e o BC? As cooperativas de crédito integram o Sistema Financeiro Nacional e dependem de autorização do Banco Central para funcionar. O processo de autorização envolve a análise da viabilidade econômico-financeira do projeto; a capacidade patrimonial dos fundadores; a estrutura de governança; a qualificação e reputação dos administradores;  controles internos e gerenciamento de riscos e a conformidade com a legislação e regulamentação aplicáveis. Após autorizadas, as cooperativas permanecem sujeitas à supervisão contínua do Banco Central, que busca assegurar sua solidez, liquidez e sustentabilidade do Sistema Financeiro Nacional. A relação entre o Banco Central e o setor cooperativista é caracterizada por diálogo técnico permanente. O objetivo é conciliar o desenvolvimento do segmento com a preservação da estabilidade financeira e a proteção dos depositantes e dos associados. O Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) superou R$1 trilhão em ativos totais em 2025. Quais os impactos dessa presença consolidada do cooperativismo na economia do país?  Nos últimos anos, o cooperativismo de crédito passou por uma importante modernização regulatória. Entre os principais avanços, destacam-se a implementação dos novos padrões de gerenciamento de riscos e de controles internos alinhados às melhores práticas internacionais; a adoção de regras vinculadas à Resolução CMN nº 4.966/2021, que modernizou o tratamento contábil e prudencial dos instrumentos financeiros; o aprimoramento da regulamentação de capital e de patrimônio líquido e o fortalecimento dos requisitos de governança corporativa, destacando as políticas de sucessão e de remuneração.  Para exemplificar, a Lei Complementar nº 196/2022 representou um importante avanço para o cooperativismo de crédito brasileiro ao modernizar a Lei Complementar nº 130/2009 e fortalecer a estrutura institucional do SNCC. Além de reconhecer formalmente as confederações de serviço e submetê-las à supervisão do Banco Central, a lei trouxe maior segurança jurídica para a organização sistêmica das cooperativas, aprimorou mecanismos de governança e ampliou possibilidades de captação de recursos junto a entes públicos municipais. Também fortaleceu instrumentos de suporte financeiro e reconheceu juridicamente estruturas de integração que contribuem para ganhos de escala, eficiência, gestão de riscos e resolução de entidades em anormalidade operacional. Essas mudanças aproximam o segmento das melhores práticas internacionais, aumentando sua capacidade de crescimento sustentável. O FGCoop nasceu em 2014 para contribuir com a solidez e confiança do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. Qual o papel do fundo no atual cenário? O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito [FGCoop] foi criado para proteger depositantes e investidores das cooperativas associadas e fortalecer a confiança no SNCC. Sua atuação é semelhante, em essência, à do FGC [Fundo Garantidor de Créditos] para os bancos, embora possua estrutura própria voltada ao cooperativismo de crédito. Além da garantia de depósitos, o FGCoop atua como elemento complementar da rede de proteção do Sistema Financeiro Nacional, exercendo atividades de monitoramento, acompanhamento das instituições associadas, bem como viabilizando reorganizações societárias. Assim, ele protege os recursos depositados em centenas de cooperativas de crédito e bancos cooperativos, contribuindo para a estabilidade e para a confiança de milhões de cooperados. Na prática, para o cidadão, o FGCoop aumenta a segurança ao manter recursos em cooperativas de crédito, reforçando a credibilidade do setor e reduzindo o risco de perda dos depósitos cobertos pelo mecanismo de garantia, bem como reduzindo assimetrias indesejáveis com as demais instituições financeiras. O Banco Central atualizou a supervisão das cooperativas e o Sistema de Riscos e Controles (SRC) está em vigor desde janeiro de 2026. Como funciona esse modelo de supervisão?  O Sistema de Riscos e Controles representa uma evolução importante na supervisão baseada em risco realizada pelo Banco Central. Em vez de concentrar a atenção apenas em indicadores financeiros históricos, o modelo busca compreender de forma mais ampla a qualidade da governança corporativa;  a efetividade dos controles internos;  o gerenciamento dos diversos riscos; a capacidade da instituição de enfrentar cenários adversos e a sustentabilidade de seu modelo de negócios. O SRC permite uma supervisão mais prospectiva, podendo identificar vulnerabilidades antes que elas se transformem em problemas relevantes. Para os cooperados, isso significa maior proteção, instituições mais resilientes e um ambiente financeiro mais seguro. Além disso, o modelo incentiva o fortalecimento da cultura de gestão de riscos e a melhoria contínua dos mecanismos de governança das cooperativas.Uma boa estrutura de governança permite que elas identifiquem riscos de forma tempestiva, mantenham níveis adequados de capital, fortaleçam seus controles internos, aprimorem a qualidade das decisões estratégicas e atuem preventivamente diante de cenários adversos. Em outras palavras, a governança corporativa robusta torna-se essencial para a sustentabilidade desse segmento financeiro. Quais as lacunas e desafios da economia brasileira que as cooperativas de crédito têm potencial de contribuir positivamente? O Brasil ainda possui importantes desafios relacionados à inclusão financeira, produtividade, educação financeira e acesso ao crédito. As cooperativas de crédito possuem potencial para contribuir de forma relevante em diversos desses aspectos, podendo ser destacada a inclusão financeira ao oferecer serviços financeiros para localidades pouco atendidas pelo mercado tradicional. Além dela, o crédito para pequenos negócios, ao ampliar o financiamento de micro e pequenas empresas, fundamentais para a geração de empregos. O apoio ao agronegócio fortalece cadeias produtivas locais e o financiamento ao setor rural. A educação financeira, por sua vez, promove maior conscientização financeira dos associados e a transformação digital inclusiva combina tecnologia com relacionamento próximo ao associado. O desafio dos próximos anos será conciliar crescimento, inovação e transformação digital com elevados padrões de governança, capitalização e gestão de riscos. Portanto, as cooperativas devem conciliar crescimento robusto com preservação dos princípios cooperativistas. Quanto maiores e mais complexas se tornam as estruturas, mais importante passa a ser a existência de conselhos qualificados, diretorias técnicas, segregação de funções, gestão profissional de riscos e mecanismos efetivos de prestação de contas aos cooperados.
Cooperativismo dinamiza sistema financeiro e beneficia comunidades, afirma representante do BC
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16/10/2026

Tania Zanella recebe Comenda do Mérito Cooperativo em Goiás

Homenagem reconhece lideranças que contribuem para o desenvolvimento do movimento no Brasil  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, recebeu nesta sexta-feira (16) a Comenda e o Diploma do Mérito Cooperativo 2026, concedidos pelo Sistema OCB/GO. A cerimônia foi realizada em Goiânia, durante as comemorações dos 70 anos da organização estadual.  Em sua quarta edição, a Comenda do Mérito Cooperativo homenageia lideranças estaduais e nacionais que se destacam na defesa e no desenvolvimento do cooperativismo. Neste ano, além de Tania, foram homenageados o engenheiro agrônomo e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.  Ao receber a honraria, Tania agradeceu ao Conselho do Sistema OCB/GO pela indicação e às cooperativas goianas pelo trabalho que dá sentido à homenagem. Ela também destacou a importância da organização estadual, fundada em 1956, e reafirmou a parceria entre o Sistema OCB e a representação do cooperativismo em Goiás.  “Receber a Comenda do Mérito Cooperativo é uma honra que recebo com muita alegria, gratidão e responsabilidade. Esta homenagem chega em um ano especial, em que a OCB/GO completa 70 anos de história. O trabalho feito nesta casa é fundamental para o cooperativismo goiano, e o Sistema OCB caminha junto com vocês nesse objetivo”, afirmou.    Trajetória construída com pessoas  Natural de Ipumirim, no oeste de Santa Catarina, Tania relembrou como o contato com a cooperação desde a infância influenciou sua trajetória profissional. Ela ingressou no Sistema OCB em 2008, como analista, e passou pela gerência geral e pela superintendência antes de assumir a presidência executiva, em dezembro de 2025. Foi a primeira mulher a ocupar cada uma dessas funções na história da organização.  A experiência em diferentes áreas da instituição, segundo ela, contribui para uma gestão que combina atenção às pessoas e compromisso com resultados. Tania também agradeceu aos profissionais que fizeram parte de sua caminhada, com destaque para a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, além da família e das equipes das unidades estaduais.  “Quando me perguntam o que me trouxe até aqui, eu falo de três coisas: o trabalho, as pessoas que confiaram em mim e me deram oportunidades e o próprio cooperativismo, que me ensinou que todo resultado é construído em conjunto. Em parceria”, disse.  A presidente executiva também dedicou a homenagem às mulheres do cooperativismo e defendeu a ampliação da participação feminina nos conselhos, nas diretorias e nos espaços de liderança das cooperativas.    Sete décadas de cooperativismo em Goiás  A homenagem ocorre no ano em que o Sistema OCB/GO completa sete décadas de atuação. De acordo com o AnuárioCoop 2026, com dados de 2025, o estado reúne 262 cooperativas e mais de 710 mil cooperados, além de gerar 18.859 empregos diretos. No período, os ingressos do cooperativismo goiano chegaram a R$ 36,9 bilhões.  Ainda durante a cerimônia, Tania reforçou o compromisso do Sistema OCB de atuar em parceria com as organizações estaduais para representar e apoiar as cooperativas em todo o país.    Saiba Mais:  Cooperativas de crédito ampliam acesso e fortalecem comunidades  Live debate crescimento sustentável do cooperativismo de crédito  Senado aprova PEC que prevê redução da jornada de trabalho
Tania Zanella recebe Comenda do Mérito Cooperativo em Goiás
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15/10/2026

Live debate crescimento sustentável do cooperativismo de crédito

Em celebração ao DICC, encontro organizado pela Confebras destacou inovação e diferenciais do modelo   O cooperativismo de crédito mais que dobrou o número de cooperados em sete anos e chegou a cerca de 23 milhões de pessoas em 2025. Com presença em diferentes regiões do país e atuação próxima das comunidades, o setor tem espaço para continuar avançando. O desafio é fazer isso sem perder as características que diferenciam o modelo, como a participação dos associados e o compromisso com o desenvolvimento local. O tema esteve em debate nesta quinta-feira (15), durante live promovida pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) em celebração ao Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC), celebrado anualmente sempre na terceira quinta-feira de outubro.  A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, participou do painel ao lado de Cledir Magri, coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco) do Sistema OCB, conselheiro de administração da Confebras e presidente da Cresol Confederação. “A confiança no nosso modelo de negócio começa por uma diferença em relação aos outros modelos: a cooperativa pertence às pessoas que utilizam seus serviços. O cooperado deixa de ser apenas um cliente e passa a ser também dono, a participar das decisões e dos resultados. Isso cria pertencimento, responsabilidade compartilhada e uma visão de longo prazo”, afirmou Fabíola.  A proximidade com as comunidades também foi apontada como um diferencial. Segundo a superintendente, as cooperativas conhecem as necessidades dos territórios onde atuam e direcionam recursos para financiar famílias, produtores rurais e pequenos negócios locais. Essa relação contribui para distribuir oportunidades econômicas para além dos grandes centros urbanos.  A presença das cooperativas de crédito é especialmente relevante em municípios com acesso limitado a serviços financeiros. De acordo com o AnuárioCoop 2026, o segmento é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 municípios brasileiros.    Crescimento com identidade cooperativista  O avanço do ramo crédito nos últimos anos também foi destaque na participação. O número de cooperados passou de 10,8 milhões, em 2019, para cerca de 23 milhões, em 2025, mais que dobrando no período. Para Fabíola, o desafio é garantir que essa expansão venha acompanhada de planejamento e da preservação da identidade cooperativista. Ela apontou três condições importantes para o desenvolvimento sustentável do setor: um ambiente regulatório que considere as particularidades do modelo, o investimento em educação cooperativista e o fortalecimento da intercooperação e da comunicação.  Ela ressaltou ainda que o aumento da base de associados exige atenção à formação dos cooperados, para que conheçam seus direitos, deveres e possibilidades de participação. O tema ganha relevância diante do crescimento acelerado do ramo e da necessidade de manter os princípios cooperativistas presentes no dia a dia das instituições. “Precisamos crescer sem perder a nossa identidade e o propósito cooperativista. É fundamental preparar o cooperado para que ele saiba que é dono da cooperativa, conheça seus direitos e deveres e participe da experiência cooperativa”, destacou.  Outro ponto defendido por Fabíola foi a atuação conjunta entre cooperativas para compartilhar conhecimento, desenvolver soluções e enfrentar desafios comuns. “Na comunicação, o trabalho integrado pode ajudar a apresentar à sociedade, de forma mais clara, os diferenciais do modelo”, acrescentou.    Tecnologia a serviço das pessoas  A transformação digital foi mais um tema abordado no encontro. Para Fabíola, a tecnologia oferece oportunidades para ampliar o alcance das cooperativas, reduzir custos e tornar os serviços mais acessíveis. O desafio é incorporar essas ferramentas sem enfraquecer o vínculo com os associados.  A experiência digital também pode estimular a participação, facilitar o acesso à informação e ampliar as possibilidades de envolvimento dos cooperados nas decisões, inclusive por meio de assembleias digitais. A intercooperação, por sua vez, permite compartilhar investimentos em tecnologia e segurança, ampliando a capacidade de inovação das instituições. “A tecnologia v ai mudar cada vez mais a forma como o serviço financeiro é prestado. O que não pode mudar é para quem e para que a cooperativa existe”, disse.  Ao encerrar sua participação, a superintendente parabenizou as cooperativas de crédito pela data e a Confebras pelos 40 anos de atuação, celebrados em 2026. “Quanto mais longe o cooperativismo de crédito chegar, mais importante será lembrar de onde viemos e o que nos torna cooperativa. Preservar a nossa essência não significa olhar para trás, mas garantir que continuaremos diferentes, relevantes e preparados para o futuro”, concluiu.    Saiba Mais:  Cooperativas de crédito ampliam acesso e fortalecem comunidades  Senado aprova PEC que prevê redução da jornada de trabalho  Daypat 2026 promove cuidado, bem-estar e prevenção no trabalho
Live debate crescimento sustentável do cooperativismo de crédito
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15/10/2026

Cooperativas de crédito ampliam acesso e fortalecem comunidades

No Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, campanha destaca a confiança, a proximidade e as oportunidades geradas pelo setor  O crescimento das cooperativas de crédito no Brasil está ligado a três características do modelo: confiança, proximidade com os cooperados e participação coletiva. Celebrado nesta quinta-feira (15), o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC) destaca como essas instituições ampliam o acesso aos serviços financeiros e geram oportunidades para pessoas, empresas e comunidades.  Com o tema Cooperativas de crédito: um símbolo de estabilidade em um mundo de oportunidades, a campanha de 2026 é inspirada na proposta do Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU, na sigla em inglês) e adaptada pelo movimento SomosCoop. A iniciativa valoriza a relação entre cooperados e instituições, construída com base na participação, na confiança e no compromisso com o desenvolvimento local.  No Brasil, o cooperativismo de crédito reúne 22,9 milhões de cooperados, o equivalente a 8,4% da população. O segmento registra, em média, mais de 1 milhão de novas adesões por ano e amplia sua presença em diferentes regiões do país. Em 1.072 municípios, as cooperativas são a única instituição financeira com atendimento presencial, desempenhando um papel importante na inclusão financeira.  Em 2025, as cooperativas responderam por 8,5% do crédito concedido no país. Entre micro, pequenas e médias empresas, a participação chegou a 19,3%. No crédito rural para pessoas físicas, alcançou 22%, contribuindo para financiar atividades produtivas e movimentar a economia local.   “As cooperativas de crédito oferecem serviços financeiros, mas também constroem relações de confiança com as pessoas e as comunidades. A participação dos cooperados e o compromisso com o desenvolvimento local fazem parte desse modelo e ajudam a criar condições para que famílias, produtores e empresas possam planejar o futuro e aproveitar novas oportunidades”, afirma Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB. Campanha  Ao longo de outubro, a campanha do DICC conta com ações digitais para ampliar o conhecimento sobre o cooperativismo de crédito. A programação inclui iniciativas em parceria com instituições financeiras cooperativas, criadores de conteúdo e o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Os conteúdos também abordam temas como segurança e educação financeira, impacto nas comunidades, responsabilidade social e atendimento próximo. Saiba Mais:  Dia Mundial da Alimentação destaca inovação e papel do cooperativismo  Sistema OCB recebe comitiva internacional para intercâmbio  Conheça os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 
Cooperativas de crédito ampliam acesso e fortalecem comunidades
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15/10/2026

Crianças e jovens são protagonistas em cooperativas mirins

O secretário Pedro Lucas Santos participa de reuniões, discute ideias com a diretoria, se reúne com conselheiros e toma decisões para melhorar o atendimento aos cooperados. Tudo conforme o esperado para a rotina de um cooperativista, a não ser por um detalhe: ele tem 11 anos. O estudante de Mendes, no interior do Rio de Janeiro, é um dos 59 integrantes da Cooperativa União e Cooperação (Unicoop), primeira coop mirim do estado.  A organização foi fundada há oito anos dentro da Escola Municipalizada Prefeito João Gurito, com o apoio do  Sicoob Fluminense, e reúne crianças de 8 a 12 anos, que participam de todos os processos de gestão e governança, aprendendo, na prática, o papel transformador da cooperação. “Nossa cooperativa não fica só dentro da escola, a gente faz coisas que incluem todo o  nosso bairro”, afirma Pedro Lucas.  Heitor Gianini, de 8 anos, é um dos cooperados da Unicoop e diz que a participação na coop mirim já trouxe muitos aprendizados. “Eu acho muito legal, aqui aprendo a cuidar da natureza, do meio ambiente, da comunidade, eu aprendo a respeitar, a ganhar e perder, e também gosto dos passeios e das brincadeiras”.  Cinco professoras acompanham a cooperativa mirim, mas todas as funções são executadas pelos próprios estudantes. Para Laize Bernardo Monteiro, representante do Sicoob Fluminense na Unicoop, esse é o grande diferencial do projeto. “Na escola, o aluno aprende diferentes conteúdos e, na cooperativa, tem a oportunidade de colocar muitos desses conhecimentos em ação, assumindo responsabilidades e participando das decisões”, detalha. Cooperação na prática  Um dos eixos dessas atividades é a produção de biscoitos. Da receita à venda, os mini cooperados  planejam, executam, divulgam e avaliam resultados, aplicando conhecimentos de matemática, ciências e língua portuguesa em situações reais, em sintonia com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Durante o processo, também desenvolvem habilidades de comunicação, criatividade, pensamento crítico e autonomia, além de valores como solidariedade, democracia e respeito. “Nosso objetivo é promover a educação cooperativista, desenvolver o protagonismo infantil, fortalecer a aprendizagem significativa e preparar os estudantes para a vida em sociedade. Queremos formar crianças capazes de trabalhar em equipe, tomar decisões, administrar responsabilidades, compreender a importância da participação democrática e reconhecer que a cooperação pode contribuir para transformar a escola, a família e a comunidade”, destaca Laize. Além dos benefícios para os estudantes, os efeitos positivos da coop mirim ultrapassam os muros da escola. As crianças levam o que vivem na cooperativa para casa, e a Unicoop promove ações voltadas ao bairro, como o Varal Solidário, que arrecadou roupas de frio para doações. “Quando uma criança aprende a cooperar, ouvir, respeitar opiniões diferentes, dividir responsabilidades e ajudar o próximo, esses comportamentos podem também ser reproduzidos em outros espaços. A longo prazo, estamos contribuindo para formar cidadãos mais conscientes”, ressalta a representante do Sicoob Fluminense.  Para Laize, o exemplo das coops mirins mostra que a cooperação é o caminho para transformar a realidade e que acreditar nas crianças é olhar para o que vem pela frente. “Investir nas cooperativas mirins é investir no futuro, porque os estudantes de hoje serão os profissionais, líderes e integrantes da sociedade de amanhã. Quanto mais cedo aprendermos a cooperar, maiores serão as possibilidades de construirmos comunidades mais participativas, solidárias e conscientes”. De olho no futuro Em Ceilândia, no Distrito Federal, a cooperativa Alecrim Mirim atua numa região de vulnerabilidade social. Primeira coop mirim do DF, ela reúne crianças e adolescentes de 8 a 15 anos que, há dois anos, vivenciam o cooperativismo na prática, com o apoio do Sicoob Credibrasília.  A estrutura reflete o modelo das cooperativas de adultos. Dos 84 integrantes, 12 ocupam cargos de direção e 72 são cooperados. Os dirigentes mirins se dividem entre o conselho de administração e as diretorias operacional, administrativa, de riscos, de negócios e de marketing, cada uma com um superintendente. Maria de Jesus Pereira, presidente da Alecrim Social, instituição responsável pela cooperativa, destaca o efeito positivo dessa rotina de responsabilidades. “É muito expressiva a mudança e crescimento das crianças que assumem os cargos, eles desejam ocupar as posições de liderança e se comprometem no dia a dia a aprender e se desenvolver para conseguirem assumir esse lugar, além de se tornarem exemplos para os outros colegas”, resume. A coop mirim reúne meninos e meninas em situação de risco e abre caminho para novas possibilidades de futuro. O compromisso com os estudos é parte da metodologia: para participar, eles precisam estar matriculados em uma escola e manter bom rendimento. O critério dá resultado, e entre os integrantes há estudantes de desempenho de excelência, com conquistas em olimpíadas escolares e competições de robótica. Os efeitos se estendem às famílias, que também ganham novas perspectivas, como explica Maria de Jesus. “Nós nos preocupamos em manter um relacionamento muito próximo com as famílias das crianças e dos jovens, investimos na comunicação diária e transparente para que seja um trabalho conjunto. Agora nossa missão tem sido despertar essa consciência nas crianças, através da cooperativa, para que eles também atuem conosco e possam ajudar a comunidade ao mesmo tempo em que são beneficiados”. Conheça também a história da Cooperativa Mirim Marajoara.
Crianças e jovens são protagonistas em cooperativas mirins
Notícias saber cooperar
14/10/2026

Cultura se constrói no dia a dia e começa pela liderança, afirma especialista

A cultura de uma organização é estruturada nas decisões e comportamentos que se repetem no dia a dia. Para as cooperativas, isso significa transformar princípios e valores em práticas concretas, a partir de relações de confiança, clareza sobre o que se espera das equipes e, sobretudo, do exemplo de quem lidera. É essa coerência entre o que se diz e o que se faz que dá vida à cultura, segundo Dafna Blaschkauer, especialista no tema.  “A cultura é a infraestrutura, é o DNA da sua empresa, da sua cooperativa, é o seu grande diferencial”, afirmou a executiva em palestra durante a Semana de Competitividade 2026. Em entrevista durante o evento, ela também destacou o papel da liderança em fortalecer a cultura por meio do exemplo, com coerência entre o que se fala e o que se faz.  Ex-atleta e campeã brasileira de tênis aos 18 anos, Dafna liderou equipes em algumas das maiores empresas do mundo – Nike, Apple e Microsoft –  e atualmente é professora na Fundação Getulio Vargas (FGV) e na Universidade de São Paulo (USP).  Leia a entrevista completa: Sistema OCB: Sua palestra destacou a importância de entender a cultura organizacional como parte do dia a dia. Para as cooperativas, como esse olhar pode ajudar a transformar valores em comportamentos dentro das equipes?  Dafna Blaschkauer: Bom, em primeiro lugar, a gente precisa entender o que é a cultura. De uma forma muito simples, cultura é a combinação dos valores, das crenças e comportamentos que são repetidos todos os dias. Então, é extremamente importante que os líderes estejam atentos àquilo que eles estão recompensando diariamente, que tipo de comportamento eles estão tolerando e, principalmente, sobre como liderar pelo exemplo. Vale a reflexão sobre o que cada líder está fazendo diariamente, mais do que aquilo que está falando. Eu costumo dizer o seguinte: 'O seu time não faz aquilo que você fala, seu time faz aquilo que você faz.' Então, se para você, líder, é extremamente importante que seu time entregue um trabalho com qualidade, com excelência, liderar pelo exemplo começa por você entregar com essa qualidade e confiança. Para que essa cultura se fortaleça no dia a dia, qual é a importância da relação de confiança entre a liderança e as equipes?  A confiança é o maior ativo da liderança. De forma que você estabeleça relações com a sua equipe, desenvolva relações de confiança e esse comportamento esperado vai sendo repetido. Mas, para isso, você precisa ser coerente e consistente. Existem quatros Cs da liderança: clareza, coerência, consistência, e coragem; e o primeiro C, não à toa, é clareza. O time tem que ter clareza. Qual é a estratégia junto com a cultura para você atingir este resultado? O que significa na prática? O que é esperado? Muitas vezes, os colaboradores sequer sabem aquilo que é esperado; eles são apenas cobrados. É um microgerenciamento.  Como essa estratégia da clareza pode ser colocada em prática?  O meu time não segue aquilo que eu falo, segue aquilo que eu faço. Em inglês, tem uma expressão boa para isso, walk the talk: ser coerente entre o que você pensa, o que você fala e como você age. Se para mim é importante que meu time seja pontual, isso começa comigo. Se é importante que tenha foco, meu papel é dar clareza sobre qual é a prioridade. E tudo isso se conecta na ideia dos quatro Cs: clareza na direção; coerência com essa direção;  consistência, que é repetição; e coragem. Coragem porque liderar não é sobre ser popular, não é concurso de simpatia. É sobre ter coragem para tomar as decisões que são importantes para o negócio, mesmo quando elas não são convenientes para você. Qual o papel da escuta nesse processo? Como as lideranças das cooperativas podem olhar para as diferenças dentro das equipes e contribuir para o desenvolvimento das pessoas? Cada pessoa do seu time performa de um jeito diferente e é seu papel, como líder, desenvolver essas pessoas, colocá-las nos lugares em que elas melhor performam. Por isso gosto tanto da analogia com o esporte. Para o técnico de uma equipe, não basta contratar bem. Ele contrata bem, desenvolve, treina bem e coloca cada pessoa, cada peça no lugar para poder performar. Então, essa combinação de clareza, de contratação, de repetição de valores no dia a dia... E mais importante do que falar é fazer, é liderar pelo exemplo. Quais as principais orientações sobre cultura e liderança para as cooperativas?  Primeiro: cultura não é o que você diz, é o que você faz, o que você tolera e o que você recompensa. Segundo: você não terceiriza cultura, não compra cultura; você vivencia na prática, no dia a dia. Terceiro: a cultura começa no topo, é moldada pelos fundadores, mas sobrevive na base. Quarto: o que é recompensado na sua organização revela o que é, de fato, priorizado. E liderar pelo exemplo não é a melhor forma de liderar: é a única.  A liderança é uma escolha, a cultura é uma escolha. Escolha é o seu superpoder. Todo dia, a cada minuto, vocês estão escolhendo. A cada decisão, você multiplica o que você reproduz. Façam com que essa escolha da sua liderança e da sua cultura seja consciente. As pessoas não se apaixonam pelas cooperativas. As pessoas se apaixonam pela cultura das cooperativas. As pessoas se apaixonam pelas pessoas, pela liderança dessa cooperativa.
Cultura se constrói no dia a dia e começa pela liderança, afirma especialista
Notícias representação
14/10/2026

Senado aprova PEC que prevê redução da jornada de trabalho

Proposta prevê redução para 40 horas semanais; Sistema OCB defendeu equilíbrio nas relações de trabalho 
Senado aprova PEC que prevê redução da jornada de trabalho
Notícias eventos
14/10/2026

Daypat 2026 promove cuidado, bem-estar e prevenção no trabalho

Com o tema Comer, Relaxar e Cooperar, iniciativa reuniu atividades de saúde, movimento e integração 
   Daypat 2026 promove cuidado, bem-estar e prevenção no trabalho
Notícias eventos
14/10/2026

Sistema OCB recebe comitiva internacional para intercâmbio

Executivos do programa CIBP Link conheceram áreas de representação, crédito e desenvolvimento  O Sistema OCB recebeu, nesta terça-feira (13), 15 participantes internacionais do CIBP Link, programa de desenvolvimento de executivos da Confederação Internacional de Bancos Populares (CIBP). A visita abriu a agenda de imersão do grupo no Brasil, que segue até 17 de outubro, com o Sicoob como anfitrião.  Na recepção, a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, deu as boas-vindas à comitiva e destacou a importância da troca de experiências entre os países. Esta é a segunda vez que a instituição recebe participantes do programa. A primeira visita ocorreu em 2022, também a convite do Sicoob.   “Queremos mostrar como nos organizamos, como atuamos na representação e no desenvolvimento das cooperativas e, principalmente, abrir espaço para a troca de experiências. Tenho certeza de que esse diálogo contribui para fortalecer o cooperativismo em diferentes países”, destacou Fabíola.  A programação foi organizada para apresentar a trajetória do cooperativismo brasileiro, o papel do Sistema OCB na representação e articulação do movimento e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país.   A agenda incluiu uma apresentação institucional e outra sobre a atuação política nacional e internacional do Sistema OCB, conduzidas por João Penna, coordenador de Relações Internacionais. O grupo também conheceu mais sobre o Ramo Crédito, com o coordenador do ramo, Thiago Borba, e sobre a promoção de cooperativas e o portfólio de soluções oferecidas pelo Sistema, em apresentação realizada por Tomás Vasconcelos, coordenador de Desenvolvimento de Cooperativas.  O CIBP Link reúne executivos em módulos dedicados a liderança, inovação e estratégia. A passagem pela Casa do Cooperativismo brasileiro abriu espaço para conhecer de perto a organização do movimento no país e compartilhar experiências sobre o papel das cooperativas no desenvolvimento dos negócios e das comunidades.    Saiba Mais:  Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026  Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta  Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador 
Sistema OCB recebe comitiva internacional para intercâmbio
Notícias eventos
13/10/2026

Dia Mundial da Alimentação destaca inovação e papel do cooperativismo

Sessão solene no Congresso debateu produção sustentável, combate à fome e acesso aos alimentos  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou nesta terça-feira (13) da sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro. Realizada no Plenário do Senado Federal, a cerimônia discutiu os desafios da produção de alimentos e da segurança alimentar.                                                       Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Autora do requerimento que motivou a sessão, a senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (FPA) pelo Senado, Tereza Cristina (MS), destacou a importância da ciência e da tecnologia para ampliar a produção de alimentos e enfrentar desafios como a fome e o desperdício. “A qualidade da alimentação de uma família é o primeiro sinal de bem-estar de uma nação”, afirmou. Ela também defendeu ampliar o acesso à internet, ao crédito rural e à assistência técnica, além de fortalecer a compra de produtos da agricultura familiar para abastecer escolas e hospitais públicos.  A senadora ressaltou ainda que a inovação depende de parcerias entre governos, setor privado, instituições de pesquisa, produtores rurais e sociedade civil. O acesso ao crédito rural, à assistência técnica e à internet no campo também foram citados como condicionantes para ampliar os resultados da produção e garantir que os avanços cheguem a produtores de diferentes portes.  “Nesse cenário, o cooperativismo tem participação importante em diferentes etapas da cadeia de alimentos, da produção à distribuição. Segundo o AnuárioCoop 2026, o ramo agropecuário reúne 1.254 cooperativas, 1,13 milhão de cooperados e registrou R$ 487,3 bilhões em ingressos em 2025. As cooperativas respondem ainda por 53% da produção nacional de grãos”, destacou Tania.  A atuação do setor também contribui para a inclusão produtiva: 71,2% dos produtores cooperados pertencem à agricultura familiar, conforme dados do  Censo Agropecuário do IBGE. “A organização em cooperativas propicia o acesso a mercados, assistência técnica e tecnologia, além de ampliar as condições para que pequenos produtores agreguem valor ao que produzem”, disse a presidente Tania.   O Dia Mundial da Alimentação marca a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945. Para 2026, a organização definiu o tema Inovar hoje. Nutrir o amanhã, que propõe uma reflexão sobre o papel da inovação na construção de sistemas alimentares capazes de atender às necessidades da população.   Saiba Mais:  Conheça os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026  Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador  Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta
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09/10/2026

Conheça os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026

18 cases e 12 trabalhos jornalísticos estão na disputa; premiação será realizada em Brasília Nesta sexta-feira (9), foram divulgados os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026. Ao todo, 18 cases de cooperativas foram selecionados em seis categorias, com três concorrentes em cada uma, e 12 trabalhos jornalísticos avançaram na categoria Imprensa, divididos em quatro modalidades. Os projetos selecionados representam diferentes iniciativas do cooperativismo brasileiro, desde ações de comunicação, educação e participação dos cooperados até soluções ambientais, inovação e parcerias entre organizações. Na categoria Imprensa, os trabalhos destacam histórias, resultados e impactos do cooperativismo em diferentes regiões do país. A seleção ocorre após as etapas de habilitação, avaliação técnica e julgamento final. Na análise dos projetos das cooperativas, foram considerados critérios como resultados alcançados, relevância para o público beneficiado, qualidade técnica, inovação, eficiência no uso de recursos e potencial de replicação. Criado para valorizar iniciativas que geram resultados concretos para cooperados, colaboradores e comunidades, o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano também estimula o compartilhamento de experiências entre as cooperativas brasileiras. Os projetos reconhecidos contribuem para que soluções bem-sucedidas possam inspirar outras organizações. A cerimônia de premiação será realizada em 8 de dezembro, em Brasília. Cooperativas finalistas Comunicação Coop COMIGO (GO):50 anos COMIGO: uma campanha comemorativa integrada. Sicredi União RS/ES (RS):113 mil vozes, uma só Cooperativa: A força da participação na assembleia da Sicredi União RS/ES. Unimed Campos (RJ):A coragem veste rosa – Desfile Unimed Campos. Coop Cidadã Fepacoore (SP):Ser Mais Ser Juntos. Sicoob Credivale (MG):Sicoob Credivale Mudando Olhares nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Sicredi Caminho das Águas (RS):Implementação da Cooperativa Escolar CeerIuz: inclusão e cidadania na educação especial. Cultura Cooperativista Cooperativa Tradição (PR):Programa Prosperar – Fidelizados Tradição. Copérdia (SC):Unicooper – Universidade Copérdia: formando a próxima geração do cooperativismo. Sicredi Grandes Rios MT/PA/AM (MT):Transformando participação em impacto: Assembleia de Núcleos como agente de desenvolvimento social. Desenvolvimento Ambiental Coopavel (PR):Efluentes Transformados em Água e Energia na Maior Granja de Matrizes de Suínos da América Latina. Coopercitrus (SP):Cooper Nascentes e Cooper Semear: água, floresta e cooperação para regenerar o campo. Sicoob Credivale (MG):Economia Circular na Prática: Transformando Resíduos em Valor. Inovação Coopavel (PR):Biocoop, A Primeira Biofábrica de Bioinsumos de Cooperativas do Brasil. Cooperação (ES):Em 90 dias, da beira do fechamento à reinvenção por dados: cinco frentes de inovação cooperativa. Cootracam (RS):Uso mútuo de implementos na frota da cooperativa. Intercooperação Cerbranorte (SC), em parceria com a Cegero:Intercooperação que fez história: a primeira linha 138 kV compartilhada do setor elétrico. coop (CE), em parceria com Coopanest-CE, Hemocoop, Coopego, Coopneuro, Coopend, Ccardio e Coocirurge:PROALI: quando cooperativas se unem com inteligência, nenhuma oportunidade escapa. Sicoob Sarom (MG), em parceria com a Cooperativa Educacional Sarom:Inspirar pela Educação: Sicoob Sarom e Cooperativa Educacional transformando realidades.  Finalistas da categoria Imprensa Impresso/Digital Juliana Santos Alves, do jornal A Gazeta (MT), comEducação financeira forma uma geração para o futuro. Lucas França da Silva, do jornal Tribuna Independente (AL), com Cooperativa de Marisqueira muda realidade de famílias no Vergel do Lago. Núbia Mara da Silva Oliveira, do jornal O Tempo (MG), comCooperativa de crédito avança em MG e ocupa espaço de bancos + Ampliação do acesso a crédito viabiliza os pequenos negócios. Mídia Cooperativista Ayla Micheline, da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (MG), com Donas de si e líderes na vida. Bruna Oliveira Scheifler, da Cotrijal (RS), com Legado para o futuro: cooperativismo e sucessão rural são chaves para o desenvolvimento sustentável. Priscilla Maria de Souza Silva, da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia, com Umbu: Raízes da Caatinga. Radiojornalismo Edson Honaiser, da Rádio Celinauta, em parceria com a Cooperativa de Crédito Sicredi Soma (PR), com Cooperativa soma relatos na responsabilidade social. Lukas de Jesus Santiago de Sousa, da Rádio Tabajara – Empresa Paraibana de Comunicação (PB), com Série especial – Empreendedorismo que anda junto, Cooperativismo que vai mais longe. Roberta Rocha de Sousa Farias Rafael, da Rádio FM Dom Bosco 96.1 (CE), com Reoxigenação do Cooperativismo: a força das novas gerações nas cooperativas do Ceará. Telejornalismo Bruno Pinheiro Faustino, do programa Negócio Rural (ES), com A história de quem planta sonhos e colhe futuro no Espírito Santo. Marinês Barboza de Jesus, da NDTV Record (SC), com Agro Saúde e Cooperação - Ano Internacional das Cooperativas. Suzan Naiara Rodrigues Metling, da NDTV Record (SC), com Indústria verde: Engrenagens do Futuro.   Saiba Mais: Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026 Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao crédito do trabalhador
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08/10/2026

Sistema OCB participa da 55ª Convenção Nacional Unimed

Evento reúne representantes do coop em Porto Alegre e debate transformações no setor de saúde  O Sistema OCB está participando da 55ª Convenção Nacional Unimed, realizada em Porto Alegre (RS) desde esta terça-feira (6). Com o tema Saúde em Transformação, Cooperar é a Solução, o encontro conta com representantes de cooperativas de todo o país para discutir os desafios e as oportunidades que estão mudando o setor.   A programação segue até esta sexta-feira (9) e combina conteúdos sobre saúde, economia, tecnologia e gestão com momentos voltados à conexão entre os participantes. Palestrantes nacionais e internacionais compartilham tendências e experiências relacionadas ao futuro do setor, enquanto espaços de networking aproximam dirigentes e profissionais de diferentes regiões.  A experiência da convenção também foi organizada a partir dos quatro elementos da natureza. Terra, água, fogo e ar aparecem como conceitos associados a diferentes aspectos do encontro, como pertencimento, adaptação, transformação, movimento e troca. A proposta é integrar conteúdo e experiências ao longo dos quatro dias de programação.  Inovação e tecnologia estão entre os temas, assim como cultura, bem-estar e novas formas de relacionamento. A programação também reserva momentos culturais, como a apresentação de Almir Sater em uma noite especial de candlelight (luz de vela).  Presença do Sistema OCB  O Sistema OCB participa da convenção representado pelo coordenador de Ramos, Hugo Andrade, e com um estande dedicado às soluções oferecidas às cooperativas. O espaço tem recebido dirigentes e profissionais interessados em conhecer ferramentas que apoiam o acompanhamento de indicadores de governança, gestão e desempenho.  As soluções também permitem que as cooperativas tenham uma visão comparativa de seus resultados, tanto em relação ao próprio ramo quanto a outras organizações. A iniciativa aproxima os participantes dos serviços disponíveis e abre espaço para conversas sobre os desafios enfrentados no dia a dia da gestão cooperativista.  “Uma convenção como essa é uma oportunidade importante para estarmos próximos das cooperativas, entendermos suas necessidades e apresentarmos soluções que podem apoiar decisões e melhorar a gestão. Ao mesmo tempo, a troca entre diferentes realidades do cooperativismo amplia nossa visão sobre os caminhos que temos pela frente”, afirma Hugo.  Representantes das Organizações Estaduais do Sistema OCB do Rio Grande do Sul, de São Paulo e da Paraíba também participam do encontro. A presença reforça a integração entre as diferentes estruturas do cooperativismo e acompanha as discussões que movimentam um dos principais segmentos do setor.  Ao longo dos quatro dias, a 55ª Convenção Nacional Unimed reúne conhecimento, relacionamento e experiências em torno de um cenário de rápidas transformações na saúde. Para o cooperativismo, o encontro também representa um espaço para compartilhar práticas, identificar tendências e construir, de forma conjunta, respostas aos novos desafios do setor.  Saiba Mais:  Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026  Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta  Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador 
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08/10/2026

A nova composição do Congresso Nacional | Se Liga no Sistema OCB

O 1º turno das eleições de 2026 refletiu a vontade popular de renovar o Congresso Nacional. Esse novo cenário traz impactos diretos para o futuro do cooperativismo no Brasil: foram eleitos 80 candidatos comprometidos com as pautas e o desenvolvimento do nosso movimento. Neste vídeo, a Gerente-Geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, analisa os desdobramentos do resultado das urnas sobre a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e compartilha as perspectivas estratégicas do Sistema OCB para a próxima legislatura. Confira a lista completa dos parlamentares eleitos que assinaram o Termo de Compromisso com o Cooperativismo: eleicoes2026.coop.br
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07/10/2026

Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026

Sistema OCB apresentou experiências sobre cultura, inovação, sucessão e liderança em conferência nos EUA 
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06/10/2026

Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador

Reunião com MTE e Dataprev detalhou próximos passos para a participação direta das coops de crédito  O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (6), de reunião com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Dataprev para tratar da implementação do modelo simplificado do Programa Crédito do Trabalhador para as cooperativas de crédito. O encontro detalhou a solução tecnológica, alinhou os procedimentos necessários e avançou na preparação das instituições para o início das operações nesse modelo.  A implantação da solução em produção está prevista para a noite de 24 de novembro, com acesso aos serviços pelas cooperativas a partir do dia 25 de novembro. O cronograma foi definido pelo MTE em articulação com a Dataprev e comunicado pelo Sistema OCB às cooperativas no fim de setembro.  A solução permitirá que as cooperativas consultem a margem disponível dos trabalhadores e façam a declaração da margem consumida em operações realizadas em seus próprios canais. Para acessar os serviços, as instituições serão cadastradas na Plataforma Crédito do Trabalhador com um código de oito caracteres e utilizarão certificado digital. A integração será feita diretamente com a Dataprev, sem a necessidade de outros atores.   “A definição do cronograma traz mais segurança para as cooperativas planejarem sua preparação e seus processos internos. Agora, com as datas e as condições de acesso estabelecidas, temos um caminho mais claro para que as instituições interessadas possam se preparar para iniciar as operações”, afirmou Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.    Integração  A participação direta das cooperativas é uma demanda que vem sendo acompanhada pelo Sistema OCB desde a regulamentação do modelo. Em agosto, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) também havia solicitado ao Ministério do Trabalho e à Dataprev a adoção das medidas necessárias para garantir a integração direta das cooperativas interessadas à infraestrutura do programa.  A integração direta foi defendida pelo setor como forma de garantir maior segurança jurídica e operacional, além de ampliar a concorrência e as opções de crédito disponíveis aos trabalhadores. O documento também destaca a presença das cooperativas de crédito em milhares de municípios e seu papel na inclusão financeira.  Durante a reunião, representantes do MTE, da Dataprev, do Sistema OCB, da Federação Nacional das Cooperativas de Crédito (FNCC) e da Frencoop puderam alinhar os próximos passos para a implementação. A expectativa agora é que as cooperativas utilizem o período até a entrada em produção para realizar os procedimentos necessários à habilitação e adequação de seus processos.  “A partir desse avanço, nosso foco é garantir que as cooperativas tenham todas as informações necessárias para chegar ao início da operação preparadas. O diálogo com o MTE e a Dataprev continua sendo fundamental para esclarecer os procedimentos e dar previsibilidade ao setor”, destacou Clara.      Saiba Mais: Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027 Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate
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06/10/2026

Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta

Entidades defendem mais tempo para discutir a PEC 221/2019 e avaliar seus efeitos na economia   O Sistema OCB e outras cinco confederações empresariais (CNI, CNT, CNC, CNA e CNSeg) alertam para os possíveis efeitos econômicos da PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6x1. Em posicionamento divulgado nesta terça-feira (6), as entidades defendem que a proposta seja discutida com mais tempo antes de uma eventual votação no Senado Federal.  Entre os efeitos apontados estão o aumento dos custos de produção, a pressão sobre os preços de produtos e serviços e possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores. Para as entidades, a análise também precisa considerar as diferenças entre os setores e as características de cada atividade.  Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, poderia elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.  A CNI estima ainda uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Os produtos de supermercado poderiam ficar 5,7% mais caros, enquanto os industrializados teriam aumento médio de 6%. Para roupas e calçados, a projeção chega a 6,6%.   A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula uma elevação de pelo menos 13% na inflação. Já a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta R$ 11,9 bilhões em custos adicionais com mão de obra apenas no setor.  No campo, a preocupação se soma à dificuldade de contratação já enfrentada pelos produtores. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade para contratar trabalhadores e 88,3% já percebem reflexos na produção.  “O cooperativismo reúne atividades muito diferentes, e uma alteração na jornada precisa levar essa diversidade em conta. É importante discutir formas de melhorar as condições de trabalho, mas também avaliar os efeitos sobre os custos, os empregos, a produção e a competitividade. Uma decisão dessa natureza precisa ser construída com diálogo e tempo para que seus impactos sejam devidamente analisados”, afirma Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.  Outro ponto destacado no posicionamento é o custo associado à criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Segundo as estimativas apresentadas pelas entidades, a medida poderia elevar em 9,1% os custos com empregos formais, inclusive para empresas e órgãos públicos que já adotam jornadas de 40 horas distribuídas em cinco dias.  As entidades defendem que eventuais mudanças considerem a negociação coletiva e regras de transição que permitam a adaptação dos diferentes setores. Também avaliam que a votação durante o período eleitoral reduz o espaço para uma discussão técnica sobre os efeitos da proposta.  “O momento exige uma análise responsável, porque os efeitos de uma mudança na jornada ultrapassam as relações de trabalho. Eles também alcançam a produção, os preços e a capacidade de geração de empregos. O Sistema OCB entende que o diálogo entre trabalhadores, empresas e governo é o melhor caminho para construir uma proposta equilibrada”, completa Tania.  Signatários do posicionamento:  Confederação Nacional da Indústria (CNI)    Confederação Nacional do Transporte (CNT)    Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)    Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)   Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)    Organização das Cooperativas do Brasil (OCB)       Saiba Mais: Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027 Sistema OCB participa do GAFFFF 2026
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05/10/2026

Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027

15 integrantes da atual diretoria estarão na próxima legislatura; 80 candidatos comprometidos com o cooperativismo foram eleitos 
Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027
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02/10/2026

Ambiente de negócios é chave para o desenvolvimento do Brasil

Sistema OCB propõe medidas para ampliar competitividade, reduzir burocracia e valorizar Sistema S  Criar condições mais favoráveis para quem produz, investe e gera oportunidades é uma das prioridades apresentadas pelo Sistema OCB no documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030. No eixo 5, dedicado a temas estruturantes para o desenvolvimento do país, a entidade reúne medidas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, ao aumento da competitividade, à educação e à formação profissional, além de defender a valorização do Sistema S como instrumento estratégico para preparar trabalhadores e organizações para as transformações da economia.  A agenda parte do entendimento de que o crescimento sustentável depende de um ambiente econômico com segurança jurídica, previsibilidade e regras capazes de estimular investimentos. Entre as propostas estão medidas de simplificação e desburocratização de processos, aperfeiçoamento do ambiente regulatório e harmonização de normas sanitárias, além de ações voltadas à redução de entraves que impactam as atividades produtivas.  Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o eixo reúne questões que ultrapassam os limites do cooperativismo e dizem respeito às condições necessárias para o desenvolvimento do Brasil.  “Estamos falando de uma agenda que interessa ao país como um todo. Melhorar o ambiente de negócios, investir na formação das pessoas e aumentar a eficiência das instituições são condições fundamentais para que o Brasil consiga crescer de maneira sustentável, gerar oportunidades e elevar sua competitividade. O cooperativismo quer contribuir com esse debate a partir da experiência de um modelo que está presente em diferentes setores e regiões”, afirma.    Ambiente de negócios e competitividade  A melhoria do ambiente de negócios ocupa posição central no eixo 5. Para o Sistema OCB, reduzir burocracias, aprimorar processos regulatórios e ampliar a segurança jurídica são medidas importantes para elevar a produtividade e criar melhores condições para investimentos e expansão das atividades econômicas.  A agenda defende um ambiente institucional com regras claras e maior previsibilidade para que cooperativas, empresas e demais organizações possam planejar investimentos e tomar decisões de longo prazo.  “Quem produz e investe precisa saber quais são as regras e ter segurança para planejar. Quando há excesso de burocracia, insegurança jurídica ou mudanças constantes nos procedimentos, aumentam os custos e diminui a capacidade de investir”, explica Tania.   Ainda segundo ela, “melhorar o ambiente de negócios significa tornar o Estado mais simples, previsível e eficiente para que as organizações possam direcionar esforços para produzir, inovar, crescer e gerar oportunidades”.    Simplificação e normas sanitárias  Entre as medidas apresentadas está a necessidade de simplificar registros e processos junto ao poder público e avançar na harmonização de normas sanitárias. A proposta busca reduzir sobreposições e diferenças de procedimentos que podem dificultar a atuação das organizações e aumentar os custos de quem produz.  De acordo com o documento, aperfeiçoar esses processos não significa reduzir padrões de controle ou proteção, mas buscar maior integração, clareza e eficiência na aplicação das regras. “A simplificação precisa caminhar junto com a segurança. Estamos falando em evitar duplicidades, procedimentos excessivamente complexos e diferenças que dificultam a atividade produtiva. A harmonização de normas e a modernização dos processos podem trazer mais eficiência para o poder público e mais segurança para quem precisa cumprir essas exigências”, destaca Tania.  Para a presidente executiva, os efeitos da desburocratização também chegam à competitividade. “Cada etapa que conseguimos tornar mais simples e eficiente representa menos tempo e recursos gastos com burocracia. Isso melhora o ambiente de negócios, reduz custos e permite que cooperativas e demais organizações concentrem esforços naquilo que efetivamente gera desenvolvimento”.     Educação e formação profissional  Outro ponto estratégico da agenda é o investimento em educação e qualificação profissional. O avanço tecnológico, a digitalização e as transformações nos modelos produtivos têm gerado demandas para trabalhadores e organizações, o que torna a formação contínua um elemento importante para elevar a produtividade e a capacidade de inovação.  O documento defende o fortalecimento da educação e da formação profissional como parte de uma estratégia de desenvolvimento do país, aproximando a preparação dos trabalhadores das novas competências demandadas pelo mercado. “Aumento sustentável de produtividade exige investimento nas pessoas. A economia está mudando rapidamente, novas tecnologias estão transformando profissões e exigindo novas competências. Precisamos garantir que trabalhadores, jovens e empreendedores tenham acesso à formação necessária para participar dessas transformações e aproveitar as oportunidades que estão sendo criadas”, acrescenta Tania.  Educação e competitividade, complementa, fazem parte da mesma agenda. “Quando investimos em conhecimento e qualificação, ampliamos oportunidades individuais, mas também fortalecemos as organizações e a economia. Capital humano qualificado é um dos principais ativos de um país que pretende inovar, produzir mais e competir em um cenário cada vez mais tecnológico”.    Valorização do Sistema S  Nesse contexto, o Sistema OCB também destaca a importância da valorização do Sistema S e da preservação de sua capacidade de investir em educação, capacitação e formação profissional.  As instituições que integram o Sistema S desempenham papel relevante na preparação de trabalhadores, no desenvolvimento das organizações e na disseminação de conhecimento aplicado às necessidades dos diferentes setores da economia.  No cooperativismo, essa atuação é exercida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), responsável por ações de formação profissional, desenvolvimento da gestão e promoção social voltadas às cooperativas, cooperados e empregados.   “O Sistema S possui uma capacidade muito importante de transformar conhecimento em qualificação conectada às necessidades reais dos setores produtivos. São instituições que conhecem a realidade de quem está na ponta e conseguem desenvolver soluções de formação que acompanham as mudanças do mercado de trabalho. Valorizar esse modelo é reconhecer a educação profissional como parte da estratégia de desenvolvimento do Brasil”, ressalta Tania.  Ela acrescenta que a experiência do Sescoop demonstra o impacto da formação sobre a capacidade de gestão e desenvolvimento das organizações.  “No cooperativismo, vemos diariamente como a capacitação melhora a gestão, fortalece a governança e prepara as cooperativas para crescer e inovar. O Sescoop cumpre esse papel ao levar conhecimento para diferentes regiões e realidades do país. Preservar e fortalecer essa estrutura significa continuar investindo diretamente nas pessoas e na competitividade das organizações”.    Desenvolvimento  Além das prioridades relacionadas ao ambiente de negócios e à formação profissional, o eixo 5 reúne propostas estruturantes em áreas como estabilidade econômica, responsabilidade fiscal, infraestrutura, comércio internacional e eficiência da gestão pública.  A agenda defende ainda uma administração pública orientada por planejamento, transparência, modernização e avaliação de resultados, com maior capacidade de transformar políticas públicas em entregas concretas para a sociedade.   “O Brasil tem enorme capacidade produtiva, recursos, conhecimento e pessoas preparadas para empreender. O desafio é criar as condições para que esse potencial se transforme em desenvolvimento. Isso passa por infraestrutura, estabilidade econômica, instituições eficientes, educação e um ambiente de negócios que estimule investimentos em vez de criar obstáculos”, afirma Tania.  Para a presidente executiva, a contribuição apresentada pelo cooperativismo busca justamente inserir essas questões no debate sobre as prioridades do próximo ciclo do país. “As propostas não olham apenas para o cooperativismo. Elas partem da nossa experiência, mas tratam de desafios do Brasil. Queremos contribuir para uma agenda capaz de combinar competitividade, eficiência, qualificação e desenvolvimento social, criando condições para que diferentes setores possam crescer e gerar prosperidade nos territórios”, conclui.    Saiba Mais: Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país  
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01/10/2026

Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate

Clara Maffia destacou desafios da transição e importância da preparação para as novas regras  O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (1º), do 2º Summit Sicredi de Riscos, Operações e TI, em São Paulo, com uma discussão sobre os impactos da Reforma Tributária para o cooperativismo de crédito. No painel, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, destacou que a adaptação às novas regras vai além das mudanças fiscais e envolve negócios, operações, sistemas e, principalmente, a relação com os associados.   “É um tema que precisa estar na pauta da diretoria como um todo. A reforma chega ao associado e muda a forma como ele se relaciona com fornecedores, clientes e com a própria cooperativa”, destacou durante o debate.  A Lei Complementar 214/2025 estabeleceu um regime específico e facultativo para as sociedades cooperativas. Nas operações previstas no artigo 271, a opção pelo regime reduz a zero as alíquotas do IBS e da CBS. Para produzir efeitos em 2027, a adesão deve ser formalizada entre 1º de setembro e 31 de outubro de 2026.  No caso do cooperativismo de crédito, porém, ainda há pontos que dependem de regulamentação e de definições sobre a aplicação prática das novas regras. Um dos principais temas em discussão é o tratamento das operações realizadas com associados que não estão sujeitos ao regime regular do IBS e da CBS. O Sistema OCB acompanha o assunto e atua institucionalmente junto aos órgãos responsáveis pela regulamentação e ao Congresso Nacional.  A entidade também defende a desburocratização da opção pelo regime específico, a aplicação da alíquota zero nas operações com associados não contribuintes e o tratamento das aplicações financeiras dos recursos captados dos associados.    Proximidade com o associado  Durante o painel, Clara ressaltou que a presença das cooperativas nos municípios pode ser um diferencial durante a transição. A orientação aos associados passa por decisões que envolvem preços, contratos, escolha de regimes tributários e planejamento do capital de giro.   De acordo com o AnuárioCoop 2026, o cooperativismo de crédito reúne 682 cooperativas e mais de 22 milhões de cooperados. Os ativos do ramo ultrapassam R$ 1 trilhão e suas cooperativas estão presentes de forma exclusiva em 1.072 municípios, onde é a única instituição financeira.  Para o Sistema OCB, a preparação para a Reforma Tributária também representa uma oportunidade para fortalecer a relação das cooperativas com seus associados. Com a implantação gradual do novo sistema, que começa a produzir mudanças já em 2027 e segue até 2033, as organizações terão de adaptar processos e sistemas, mas também poderão ampliar o papel de orientação junto às pessoas e negócios que atendem.  A participação de Clara ocorreu ao lado de Leandro Souza, sócio de serviços de Business Tax da Deloitte, responsável pela abordagem geral da reforma e do mercado financeiro. O painel foi mediado por Alexandre Englert, diretor executivo de Administração, Finanças e Sustentabilidade (CFO) do Sicredi e Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito e Segmento.      Saiba Mais:  Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco  Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país
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01/10/2026

O 1º turno das eleições 2026 | Se Liga no Sistema OCB

As eleições do 1º turno acontecem neste domingo, 4 de outubro e o movimento cooperativista está mobilizado para atuar no fortalecer a democracia brasileira por meio do voto consciente. Para orientar a participação cidadã no dia da votação, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, compartilhou algumas informações importantes. Vale a pena conferir!
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