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EVENTOS
11/09/2026
Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes
Evento reuniu executivas para discutir liderança, representatividade e abertura de caminhos para mulheres O cooperativismo brasileiro esteve presente na 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizada nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Representado pela presidente executiva Tania Zanella, o Sistema OCB participou do encontro, que reuniu algumas das principais lideranças femininas do país para debater protagonismo, representatividade e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão. Em sua nona edição, o Power Lunch promoveu reflexões sobre o legado das mulheres que romperam barreiras em suas carreiras e como essas conquistas podem abrir oportunidades para novas gerações de lideranças. Executivas dos setores financeiro, tecnologia, varejo, moda e indústria compartilharam experiências sobre os desafios de ocupar posições historicamente dominadas por homens. Para Tania Zanella, reconhecida como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil em 2026, a presença do movimento em espaços de diálogo como esse fortalece uma agenda que também faz parte do desenvolvimento das cooperativas brasileiras. “Estar em um ambiente que reúne mulheres com trajetórias tão diversas reforça a importância de ampliarmos cada vez mais os espaços de liderança feminina. No cooperativismo, acreditamos que diversidade, participação e representatividade fortalecem as organizações e contribuem para decisões mais conectadas às pessoas e às comunidades”, afirmou. Abrir caminhos Um dos momentos centrais da programação foi o painel As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado, mediado pela editora da Forbes Mulher, Fernanda Almeida. Participaram da conversa Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil. As palestrantes destacaram que chegar a cargos de liderança representa mais do que uma conquista individual: significa criar referências e ampliar oportunidades para outras mulheres. Segundo Tania, esse compromisso também orienta o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB em favor da formação de novas lideranças no cooperativismo. “Quando uma mulher chega a um espaço de decisão, existe também a oportunidade de abrir portas para que outras cheguem. Esse movimento precisa ser permanente. Temos mulheres extremamente qualificadas no cooperativismo brasileiro e queremos que elas estejam cada vez mais presentes onde as decisões são tomadas”, acrescentou. O encontro também contou com a participação de lideranças como Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM; Luana Ozemela, vice-presidente do iFood; Dani Ota, CEO da Dior; Sandra Chayo, CEO da Hope; e Fayda Belo, advogada e influenciadora. Saiba mais: Tania Zanella é reconhecida entre mulheres mais poderosas do Brasil Roberto Rodrigues ressalta conquistas do coop na Forbes
SABER COOPERAR
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
Saiba mais:
Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista
Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop
SABER COOPERAR
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
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EVENTOS
10/09/2026
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
Fenacce reúne 12 cooperativas em Fortaleza, enquanto Jornada Exportadora conecta artesanato brasileiro a compradores europeus
Do Ceará a Paris, o artesanato cooperativo brasileiro ganha novas vitrines e amplia conexões comerciais no Brasil e no exterior. Em setembro, o Sistema OCB participa de duas frentes voltadas ao acesso a mercados: a 8ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, realizada pela ApexBrasil, parceira estratégica do Sistema OCB na promoção internacional das cooperativas do segmento.
As iniciativas fazem parte da estratégia dos programas NegóciosCoop Mercados Nacional e Internacional, do Sistema OCB, que atuam para ampliar o acesso das cooperativas a mercados, gerar oportunidades comerciais e aproximá-las de compradores, lojistas, parceiros e novos canais de venda, no Brasil e no exterior. O movimento também evidencia a capacidade do cooperativismo de transformar conhecimentos tradicionais, identidade cultural e produção coletiva em produtos com valor agregado, geração de renda e oportunidades para as comunidades.
“A participação em feiras e rodadas de negócios permite que as cooperativas ampliem sua presença comercial, conheçam novos compradores e estejam mais preparadas para acessar diferentes mercados. Nosso objetivo é criar condições para que elas transformem essas conexões em oportunidades concretas e sustentáveis de negócios”, afirma Pâmella Jerônimo de Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB. Fenacce reúne 12 cooperativas de nove estados
Realizada de 4 a 13 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a Fenacce conta com um estande exclusivo de 84 m² do Sistema OCB. O espaço reúne 12 cooperativas de artesanato de nove estados: Arteza (PB), Bordana (GO), Coopercrutac (RN), Cobarts (RN), Coomajt (PB), Dedo de Gente (MG), Turiarte (PA), Mulheres de Barro (PA), Cooperartban (AL), Coopervej (CE), Luz e Arte (MA) e Copamart (AM).
No estande, o público encontra diferentes expressões do artesanato cooperativo brasileiro, com bordados, cerâmicas, cestarias, esculturas em ferro e barro, itens de decoração, peças artesanais e alimentos. A diversidade representa técnicas, culturas e tradições das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Além da exposição e comercialização dos produtos, as cooperativas participam de visitas técnicas orientadas à Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e ao Centro das Rendeiras da Prainha de Aquiraz. As atividades foram estruturadas para estimular a observação de práticas, soluções e formas de organização que possam ser adaptadas posteriormente à realidade de cada cooperativa.
A metodologia segue o percurso de observar, perguntar, aprender e identificar o que pode ser incorporado aos negócios. A proposta é fazer com que a participação na feira vá além da comercialização imediata e contribua também para aprimorar gestão, posicionamento e estratégias de mercado.A Fenacce se consolidou como uma importante plataforma para o setor. Em 2025, foram 390 estandes, mais de 2,5 mil artesãos e aproximadamente 41 mil visitantes. A edição registrou ainda expectativas superiores a R$ 24 milhões em negócios para os meses seguintes.
De Fortaleza para o mercado internacional
Enquanto cooperativas apresentam seus produtos ao mercado brasileiro no Ceará, outra frente da estratégia ocorre na França. Com apoio do Sistema OCB, Comart (RN), Copamart e Turiarte participam da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026. Copamart e Turiarte também participam como expositoras da Maison & Objet.
A programação começou, na segunda-feira (7), com um seminário dedicado ao mercado francês. Os debates abordaram regras e canais de comercialização, tendências de consumo, posicionamento e estratégias para alcançar consumidores franceses de alto padrão.
Na terça-feira (8), a delegação participou de visitas técnicas a espaços comerciais e de design, entre eles Galeries Lafayette, Galerie Brazil Modernist, Le Bon Marché e Sinara Boutique. Já na quarta-feira (9), as cooperativas tiveram um dia dedicado às rodadas de negócios com potenciais compradores.
Nesta quinta-feira (10), a agenda chegou à Maison & Objet, uma das principais vitrines internacionais dos segmentos de decoração, design e lifestyle. A programação prevê visita à feira, encontro da delegação no Pavilhão da ApexBrasil, cerimônia oficial de abertura do Pavilhão Brasileiro e visita guiada.
Para Jessica Alencar Dias, analista de Negócios Internacionais do Sistema OCB, a iniciativa tem um impacto que ultrapassa a própria comercialização dos produtos. “Para o artesanato brasileiro, acessar o mercado internacional é especialmente estratégico porque amplia as possibilidades de geração de renda e, ao mesmo tempo, valoriza produtos que carregam identidade, cultura, design e a história dos territórios onde são produzidos”, descreve.
Ainda segundo ela, os resultados estão diretamente relacionados ao propósito do cooperativismo. “Quando uma cooperativa conquista um novo mercado, o resultado não fica concentrado em uma única pessoa. Ele chega aos cooperados, às suas famílias e movimenta economicamente as comunidades locais”, acrescenta.
Outro ponto destacado pela analista é o impacto da abertura de mercados para as mulheres, que têm forte presença nas cooperativas de artesanato. “Ampliar as oportunidades comerciais dessas cooperativas significa também contribuir para a autonomia econômica de muitas mulheres, para a geração de renda e para o desenvolvimento dos territórios onde elas vivem. Por isso, apoiar a internacionalização dessas cooperativas é, para o Sistema OCB, uma forma muito concreta de promover negócios e desenvolvimento local ao mesmo tempo”, conclui.
Negócio fechado
Os primeiros resultados da Jornada já começaram a aparecer. Para a Comart, cooperativa do Rio Grande do Norte especializada em bordados artesanais, a rodada resultou em um negócio fechado com uma compradora da Grécia e abriu perspectivas de negociações com Portugal e Bélgica. “As reuniões foram bem proveitosas. Estou muito feliz com o resultado, com um negócio fechado com a compradora da Grécia e mais dois possíveis em andamento cm Portugal e Bélgica”, relatou a presidente Jailma Araújo.
Segundo ela, os compradores demonstraram interesse tanto nas peças, quanto na forma como são produzidas. “Eles mostraram interesse e curiosidade no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, na variedade de pontos e nas texturas únicas”.
A Comart trabalha com bordados produzidos inteiramente à mão, reunindo técnicas tradicionais e máquinas de costura acionadas a pedal. A produção inclui peças para cama, mesa e banho, decoração e moda. Os bordados produzidos na região contam ainda com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento relacionado à origem e às características do trabalho artesanal local.
Novos produtos
A Copamart, de Manaus (AM), também saiu das reuniões com perspectivas de continuidade das negociações. Compradores solicitaram imagens de outros produtos da cooperativa para avaliar aquisições e, em alguns casos, sinalizaram o envio de desenhos e referências para o desenvolvimento de peças exclusivas. “A Rodada de Negócios foi muito boa para nós. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos, entender melhor o que os compradores europeus procuram e receber retornos muito importantes sobre o potencial do nosso trabalho”, afirmou a presidente da cooperativa, Terezinha Lira.
Para ela, os contatos feitos em Paris demonstram que há espaço para o artesanato da cooperativa na Europa, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial. “Como ainda estamos no começo das negociações, é cedo para falar em valores fechados, mas saímos da rodada com ótimos contatos e portas abertas para continuar essas conversas depois”, completou.
Fundada em 2011 e sediada em Manaus, a Copamart reúne 14 artesãs e produz biojoias, acessórios de moda e itens de decoração utilizando fibras naturais, sementes, madeira, têxteis e materiais reciclados.
Identidade amazônica
Também presente na Jornada, a Turiarte levou à Europa peças produzidas por mulheres de comunidades da região do Rio Arapiuns, no Pará. “O feedback foi muito positivo. Os compradores destacaram principalmente a identidade do nosso artesanato, o colorido das peças e o fato de trabalharmos com princípios de comércio justo. Isso mostrou para nós que existe, sim, potencial para os produtos da Turiarte no mercado europeu”, contou Natália Dias, presidente da cooperativa.
Um dos sinais positivos surgiu depois da própria rodada. Uma lojista indicou os produtos e compartilhou o contato da cooperativa com outros comerciantes que não haviam participado das reuniões. Para Natália, a experiência também permitiu identificar os ajustes necessários para avançar no comércio exterior. “Além das reuniões de negócios, estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor o mercado internacional, trocar experiências e entender o que precisamos aprimorar para estar cada vez mais preparados para exportar nossos produtos, inclusive em questões práticas, como embalagem, logística e envio das peças”, explicou.
Fundada em 2015 às margens do Rio Arapiuns, no Pará, a Turiarte nasceu da união de sete comunidades e da força de 70 mulheres. Atualmente, reúne mais de 130 mulheres, que encontram no trabalho artesanal com a palha de tucumã uma fonte de renda, autonomia econômica e preservação da cultura local.
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REPRESENTAÇÃO
04/09/2026
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Proposta promove previsibilidade para as fontes de recursos e ajuste o Fundo de Catástrofe para sua efetiva implementação; texto segue para sanção
O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que moderniza o marco legal do Seguro Rural no Brasil. A proposta, que integra a Agenda Institucional do Cooperativismo, foi aprovada na forma do substitutivo da Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
O texto atualiza dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e do Fundo de Catástrofe. Entre as principais mudanças está a alteração no orçamento do PSR que deixará de ser discricionário e passará a ser obrigatório, além da criação de condições para regulamentar o Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a proteção do setor produtivo diante de eventos que possam comprometer a atividade agropecuária.
Para o Sistema OCB, a aprovação representa um avanço na construção de um ambiente mais seguro para produtores e cooperativas. A entidade participou das discussões desde as etapas iniciais de construção da proposta e atuou em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em defesa do texto. Foto: Ton Molina/Agência Senado
“A modernização do Seguro Rural é uma medida importante para dar mais segurança a quem produz e para fortalecer a capacidade de resposta do setor diante dos riscos da atividade agropecuária. Para o cooperativismo, que está presente em diferentes etapas das cadeias produtivas, contar com instrumentos de gestão de risco mais estruturados significa também contribuir para um ambiente de negócios mais previsível e sustentável”, afirmou Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.
A proposta busca fortalecer a política de gestão de riscos no campo ao criar mecanismos para ampliar a capacidade de financiamento do Seguro Rural e dar maior previsibilidade à proteção da produção. Na avaliação do Sistema OCB, o avanço dessas medidas beneficia tanto os produtores rurais quanto as cooperativas que atuam diretamente no desenvolvimento e na organização das cadeias agropecuárias.
Atuação do cooperativismo
A aprovação do PL contou com a mobilização de parlamentares que acompanharam a construção e a tramitação da proposta nas duas casas do Congresso Nacional. A senadora Tereza Cristina (MS), autora do projeto; o deputado Pedro Lupion (PR), relator de Plenário na Câmara; o senador Jayme Campos (MT), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado; e o senador Jaime Bagattoli (RO), relator de Plenário no Senado, todos integrantes da Frencoop, tiveram atuação fundamental no processo.
“O resultado de hoje é fruto de um trabalho construído a muitas mãos. O Sistema OCB agradece aos parlamentares que se dedicaram ao tema e, especialmente, aos integrantes da Frencoop que conduziram as discussões no Congresso. A aprovação mostra a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Legislativo para construirmos políticas públicas que respondam às necessidades reais do campo”, complementou Tania.
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Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
REPRESENTAÇÃO
02/09/2026
Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
Oferta sistêmica reúne soluções nacionais e estaduais para apoiar o desenvolvimento das cooperativas
Nem toda cooperativa enfrenta os mesmos desafios. Enquanto uma pode estar em busca de novas oportunidades de mercado, outra precisa avançar em gestão, qualificar suas lideranças, investir em inovação ou estruturar ações de sustentabilidade. Para responder a essa diversidade e, ao mesmo tempo, dar mais escala à atuação do Sistema OCB, foi estruturado o Portfólio Sistêmico de Soluções, desenvolvido em conjunto com as Organizações Estaduais.
O portfólio organiza a oferta do Sistema OCB a partir das necessidades identificadas no dia a dia das cooperativas. A construção está alinhada às diretrizes do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) e busca facilitar a conexão entre os desafios encontrados e as soluções capazes de apoiar cada etapa da jornada de desenvolvimento.
O material funciona como um mapa das possibilidades oferecidas pelo sistema. “Os diagnósticos indicam pontos de melhoria e oportunidades de atuação. Depois dessas constatações, o próximo passo é o desenvolvimento do plano de ação para a cooperativa baseado no portfólio sistêmico e também no estadual, para operacionalizar o que for necessário ao seu desenvolvimento. O portfólio ajuda justamente a enxergar esse conjunto e a compor o plano considerando tudo que é ofertado”, explica Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Nove eixos para diferentes necessidades
A versão atual do Portfólio de Soluções está organizada em nove eixos: Dados e Inteligência, Capacitação, Cultura, Gestão, ESG, Negócios, Inovação, Representação e Comunicação.
A divisão permite visualizar, de forma integrada, diferentes dimensões do desenvolvimento de uma cooperativa. A oferta contempla tanto as necessidades que estão “porta para dentro” da cooperativa — como informações e diagnósticos, capacitações, gestão, negócios, sustentabilidade e inovação — quanto as possibilidades do ambiente externo, na perspectiva de “porta para fora”. Nesse campo, estão as frentes de representação institucional e governamental, além da comunicação e divulgação do cooperativismo para a sociedade.
Dentro desses grandes grupos, a cooperativa pode encontrar soluções individuais ou programas, que combinam diferentes iniciativas em formato de jornada. Isso permite uma atuação mais conectada às necessidades identificadas.
Uma cooperativa que pretende ampliar sua atuação no mercado, por exemplo, pode precisar trabalhar simultaneamente aspectos de gestão, capacitação, inovação e cultura. Da mesma forma, uma iniciativa voltada à sustentabilidade pode envolver diagnóstico, soluções de ESG e ações de gestão.
Escala nacional, conhecimento local
A atuação conjunta do Sistema OCB e das Organizações Estaduais é um dos diferenciais do portfólio. A organização nacional da oferta permite ganho de escala em razão do compartilhamento de recursos, conhecimentos, experiências e soluções, evitando esforços duplicados e ampliando a capacidade de atendimento às cooperativas.
Essa atuação sistêmica também contribui para alinhar discursos e fortalecer a representação do cooperativismo. Com uma visão comum sobre prioridades e soluções, as entidades que integram o sistema podem levar posicionamentos mais coordenados à sociedade, aos governos e a outros organismos nacionais e internacionais.
Outro ganho está na comparabilidade e consolidação de dados. A adoção de sistemas e referências comuns facilita a obtenção e o uso das informações, permitindo que as cooperativas sejam avaliadas com base em parâmetros semelhantes e que o sistema tenha uma visão mais consistente sobre as necessidades do cooperativismo.
O resultado é uma base mais estruturada para a tomada de decisão, a defesa de interesses e o desenvolvimento de projetos voltados às necessidades reais das cooperativas e de seus cooperados.
Mas a escala nacional não significa uma oferta padronizada para todos. As Organizações Estaduais tem papel estratégico na definição das prioridades e na construção das jornadas, porque conhecem de perto as características, os desafios e as oportunidades de cada território.
“O papel da OCE é fundamental porque ela conhece de perto as cooperativas do seu estado. É esse olhar que permite transformar um conjunto amplo de possibilidades em um plano de ação ou jornada, acompanhando a evolução da cooperativa. Esse atendimento consultivo está no nosso mantra: o que? Para quem?”, destaca Débora.
Essa combinação entre uma oferta sistêmica e a leitura das realidades locais fortalece também o ecossistema cooperativista. O sistema se relaciona com parceiros, instituições de apoio ao desenvolvimento, universidades, fornecedores, organismos internacionais, governos, reguladores e outros atores que fazem parte do ambiente em que as cooperativas estão inseridas. O portfólio também muda a lógica de utilização das soluções. Em vez de escolher uma iniciativa de forma isolada, a proposta é compreender primeiro onde a cooperativa está, aonde quer chegar e quais obstáculos precisa superar.
Por isso, dados e diagnósticos tem papel importante no início da jornada. A partir deles, entram capacitações, soluções especializadas e programas capazes de responder aos desafios encontrados. A combinação pode variar de acordo com o momento e os objetivos de cada cooperativa.
Essa visão permite que a oferta acompanhe a evolução da organização. Uma necessidade identificada em um diagnóstico pode levar a uma capacitação e, posteriormente, à adoção de uma solução específica de gestão, inovação ou ESG, por exemplo.
Um portfólio em movimento
O Portfólio de Soluções não é um catálogo definitivo. Ele está em permanente construção e atualização, acompanhando as transformações do cooperativismo e o surgimento de novas demandas.
As necessidades das cooperativas mudam, novos desafios aparecem e outras soluções passam a fazer parte da atuação do Sistema OCB e das Organizações Estaduais. Manter a oferta organizada e atualizada, portanto, também é parte do processo de desenvolvimento.
Para Débora, essa característica é essencial. “O cooperativismo está em movimento e as nossas soluções também precisam estar. O portfólio é uma fotografia do que temos hoje, mas, ao mesmo tempo, é uma ferramenta para pensarmos no que as cooperativas vão precisar amanhã”, conclui.
A lógica é combinar escala e integração, sem perder de vista as particularidades de cada território. Assim, o portfólio transforma uma oferta ampla de soluções em caminhos mais coordenados para apoiar o desenvolvimento das cooperativas.
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09/09/2026
REPRESENTAÇÃO
Demandas do coop sobre a Reforma Tributária são levadas ao governo
Agendas com o vice-presidente da República e ministro trataram de ajustes na regulamentação do IBS e da CBS
O Sistema OCB levou ao governo federal, nesta quarta-feira (02), as principais sugestões do cooperativismo com a regulamentação da Reforma Tributária do Consumo. Em agenda com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e outra com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou pontos considerados importantes para garantir que as novas regras preservem o tratamento tributário específico das cooperativas.
As agendas contaram com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e foram articuladas pelo deputado federal Sergio Souza (PR).
As reuniões ocorreram no contexto da regulamentação do IBS e da CBS, após a publicação do Decreto 12.955/2026 e da Resolução CGIBS 6/2026. O Sistema OCB defende ajustes no texto para assegurar que as regras previstas na Lei Complementar 214/2025 sejam mantidas e aplicadas de forma adequada ao modelo cooperativista.
Entre as preocupações apresentadas estão questões relacionadas às cooperativas de crédito e seus associados, regras de acesso das cooperativas ao regime específico de cooperativas, à dinâmica de transferência de créditos entre cooperados e cooperativas, à manutenção de créditos em operações com alíquota zero e ao tratamento tributário das cooperativas de saúde. Também foram discutidas regras para aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas de crédito com recursos dos associados.
Para Tania, a regulamentação precisa considerar as características próprias do cooperativismo e evitar que exigências administrativas ou interpretações restritivas criem custos adicionais para as cooperativas e seus cooperados. “O cooperativismo tem um tratamento específico reconhecido pela legislação e nosso papel é garantir que esse princípio seja preservado na regulamentação, conforme aprovado na Lei Complementar. Estamos dialogando com o governo para construir soluções que deem segurança jurídica às cooperativas sem criar custos ou obrigações que não estejam previstos na legislação”, afirmou.
Cooperativas de crédito
Um dos principais pontos apresentados pelo Sistema OCB envolve o acesso pleno das cooperativas de crédito ao regime específico de cooperativas previsto na Reforma Tributária. A preocupação é que a regulamentação limite esse tratamento nas operações realizadas com associados que não são contribuintes regulares do IBS e da CBS, perfil que representa grande parte dos cooperados.
Segundo a entidade, uma interpretação restritiva pode aumentar o custo de tarifas, comissões e outros serviços oferecidos aos associados, além de afetar a atuação das cooperativas em municípios onde a presença do sistema financeiro tradicional é menor.
O Sistema OCB também propõe maior clareza sobre o tratamento das aplicações financeiras feitas com recursos próprios das cooperativas, dos associados e de recursos públicos vinculados às atividades de crédito.
“A Reforma Tributária é uma mudança estrutural para o país e, por isso, é fundamental que sua regulamentação seja construída com diálogo e atenção às particularidades dos diferentes setores. O cooperativismo quer contribuir para esse processo, com propostas objetivas e alinhadas ao que foi aprovado pelo Congresso”, destacou Tania.
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02/09/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Lei 15.324/2026 abriu caminho para atuação direta e mobiliza setor para prestação de serviços
A nova legislação de telecomunicações já começou a abrir novos caminhos no cooperativismo. Desde a publicação da Lei 15.324/2026, que passou a permitir expressamente a prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, algumas organizações já trabalham na adequação de seus estatutos sociais para incluir a atividade em seus objetos.
A mudança não significa, porém, que as cooperativas só agora chegaram ao setor. Algumas já oferecem serviços de telecomunicações por meio de empresas limitadas controladas pela própria cooperativa, formato adotado diante das restrições que existiam para a atuação direta.
Agora, o cenário permite que essas atividades sejam estruturadas sem a necessidade de estruturas diferenciadas. Para isso, as organizações estão avaliando questões jurídicas, regulatórias e operacionais, além dos procedimentos necessários para eventual migração dos serviços já prestados.
“Temos cooperativas que já conhecem o mercado de telecomunicações e agora estão avaliando como trazer essa atividade para dentro do modelo. A alteração do estatuto é um dos primeiros passos, mas cada caso precisa ser analisado de acordo com o serviço que será oferecido”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.
Orientações da Anatel
O Sistema OCB tem acompanhado esse processo junto às Organizações Estaduais (OCEs) e mantém diálogo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já foram realizadas reuniões com a Presidência da Agência e com as superintendências de Planejamento e Regulamentação; e de Outorga e Recursos à Prestação.
Entre os esclarecimentos obtidos está o de que as exigências para atuar no setor variam conforme o serviço a ser prestado. Para os que devem concentrar a atuação das cooperativas, a regra geral é a necessidade de autorização da Anatel.
Também não é preciso que a cooperativa tenha as telecomunicações como atividade exclusiva. O serviço pode ser incluído junto a outras atribuições previstas no estatuto, desde que sejam cumpridas as exigências aplicáveis.
Outro ponto importante é que não está prevista, neste momento, uma regulamentação específica para cooperativas. Elas estão sujeitas às mesmas regras gerais aplicadas aos demais prestadores de serviços de telecomunicações.
“Estamos acompanhando os primeiros casos justamente para entender as dificuldades que podem aparecer e transformar esse aprendizado em orientação para outras cooperativas. É um movimento que ainda está começando, e ter clareza sobre os procedimentos será importante para dar segurança a quem quiser avançar”, complementa Clara.
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02/09/2026
REPRESENTAÇÃO
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🗳️ Você sabe quais cargos estarão em disputa nas Eleições 2026 e como funciona a contagem dos votos?
28/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativismo e as Eleições 2026 | Pense no Coop
📢 O primeiro vídeo da série #PenseNoCoop já está no ar!
🗳️ Você sabe qual é a relação entre cooperativismo e eleições?
21/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativas de transporte operam frota com mais de 43 mil veículos
Ramo movimentou R$ 12 bilhões em 2025 e mantém frota de cargas mais jovem que a de autônomos
Do transporte de cargas ao deslocamento diário de passageiros, as cooperativas ajudam a conectar pessoas, regiões e atividades produtivas em todo o país. O modelo permite que transportadores organizem sua atuação de forma coletiva, compartilhem estruturas e serviços e ampliem sua capacidade de competir em um mercado marcado por custos elevados e constantes transformações.
Os dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), mostram a dimensão dessa atuação. O Ramo Transporte reúne 730 cooperativas, responsáveis por congregar 128.649 cooperados e gerar 5.377 empregos diretos. Em 2025, as cooperativas movimentaram aproximadamente R$ 12 bilhões em ingressos e somaram R$ 3,04 bilhões em ativos. O ramo também registrou R$ 320,1 milhões em despesas com pessoal, indicadores que demonstram sua contribuição para a atividade econômica e para a geração de trabalho e renda.
O número de cooperados aumentou 12% em relação a 2024, quando o ramo registrou 114.878 associados. O avanço demonstra a capacidade do cooperativismo de reunir profissionais do transporte em torno de soluções compartilhadas para geração de trabalho, renda e competitividade. “O cooperativismo permite que transportadores atuem com mais organização, escala e capacidade de negociação. Ao compartilhar estruturas e participar diretamente das decisões, esses profissionais fortalecem seus negócios e encontram melhores condições para gerar renda e prestar serviços com qualidade e segurança”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Frota mais jovem fortalece o transporte de cargas
As cooperativas que atuam no transporte de cargas mantêm uma frota superior a 43 mil veículos. Entre os principais tipos registrados estão cerca de 20,4 mil caminhõese 19,5 mil semirreboques , além de caminhonetes e outros veículos utilizados nas operações.
Um dos destaques é a idade média dessa frota. Os veículos das cooperativas têm, em média, 14,1 anos, resultado significativamente inferior aos 23,1 anos registrados entre os Transportadores Autônomos de Cargas. A diferença de nove anos sinaliza maior capacidade das cooperativas de apoiar a renovação dos veículos, melhorar as condições operacionais e acompanhar as exigências de segurança, eficiência e sustentabilidade do setor.
Segundo Tania, a organização coletiva cria condições mais favoráveis para esse processo. “Renovar uma frota exige planejamento, acesso a crédito e capacidade de investimento. A cooperativa ajuda o transportador a enfrentar esses desafios de forma conjunta, oferece suporte para modernizar a operação, reduzir custos e tornar o serviço mais eficiente, seguro e sustentável”.
Transporte de passageiros
Embora o transporte rodoviário de cargas represente uma parcela expressiva do ramo, as cooperativas atuam em diferentes modalidades, podendo atuar em mais de um segmento simultaneamente. O AnuárioCoop 2026 mostra que 364 cooperativas são ligadas ao transporte rodoviário de cargas, o equivalente a 49,9% do total. Outras 328 cooperativas atuam no transporte rodoviário coletivo de passageiros, enquanto 192 estão ligadas ao transporte individual. O ramo também reúne cooperativas dos segmentos aquaviário e aéreo.
Essa atuação ganha relevância especialmente em territórios onde a oferta de transporte é limitada. Ao reunir os próprios profissionais responsáveis pelo serviço, as cooperativas podem desenvolver soluções adaptadas às necessidades de cada localidade, conectar áreas rurais e urbanas e ampliar a mobilidade.
Intercooperação
A integração com outros ramos também contribui para a sustentabilidade das cooperativas de transporte. Em 2025, 390 organizações, ou 53,4% do total, mantiveram movimentação financeira com cooperativas de crédito. Também foram registradas relações com cooperativas de saúde, trabalho e agropecuárias, além da contratação de serviços de outras cooperativas de transporte.
Essa rede permite ampliar o acesso dos cooperados a crédito, assistência e soluções operacionais, fazendo com que os recursos circulem dentro do próprio movimento cooperativista. Nesse cenário, as cooperativas oferecem aos transportadores uma forma de atuação baseada em organização coletiva, autonomia e participação democrática.
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INOVAÇÃO
19/05/2026
Coop debate estratégias para transformar inovação em resultado
Encontro promovido pelo Sistema OCB mostrou como acessar editais, incentivos e linhas de crédito
A inovação, o acesso a recursos e o fortalecimento das cooperativas tem se tornado cada vez mais estratégicos para o desenvolvimento do setor. Com esse foco, a palestra Fontes de Fomento para Inovação, realizada nesta terça-feira (19), promovida pelo Sistema OCB/MT, reuniu representantes do coop para debater mecanismos de financiamento, estratégias de inovação e oportunidades capazes de ampliar a competitividade das cooperativas brasileiras.
A analista do Núcleo de Inovação do Sistema OCB, Hellen Beck, abriu a programação e destacou que inovar está muito mais relacionado à capacidade de resolver problemas do cotidiano do que a transformações tecnológicas distantes da realidade das organizações. “Às vezes as pessoas enxergam inovação como algo futurista ou impossível. Mas inovação é melhorar a forma como você trabalha, fazer algo de maneira mais rápida, mais eficiente ou evitar desperdícios. Se você resolveu um problema, você já inovou”, afirmou.
A apresentação reforçou a proposta central do encontro: mostrar às cooperativas que existem instrumentos de apoio financeiro e oportunidades acessíveis para impulsionar projetos inovadores em diferentes áreas de atuação. Segundo Hellen, o objetivo é ampliar o conhecimento das cooperativas sobre as possibilidades disponíveis e estimular uma cultura mais aberta à inovação. “Existem editais, programas e fontes de fomento específicos para cooperativas que querem inovar. Muitas vezes, as cooperativas já têm potencial para acessar esses recursos e precisam apenas conhecer melhor os caminhos disponíveis”, destacou.
Durante o encontro, especialistas da ABGi detalharam conceitos ligados à inovação incremental, inovação radical, geração de valor e cultura organizacional voltada ao desenvolvimento de soluções. A programação também trouxe exemplos práticos aplicados ao cooperativismo e mostrou como mudanças em processos, serviços e modelos de negócio podem gerar impactos positivos para cooperados e comunidades.
Os palestrantes Felipe Barbosa e Vinícius Sales também ressaltaram que a inovação vai além da tecnologia de ponta e que passa, principalmente, por melhorias simples no dia a dia das cooperativas, como automatização de processos, ampliação de serviços e adoção de novas estratégias de relacionamento com cooperados.
Outro tema abordado foi o papel das fontes de financiamento e dos instrumentos de fomento para reduzir riscos e acelerar projetos inovadores. As diferenças entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis foram explicadas, além dos mecanismos de incentivo fiscal e linhas de crédito voltadas ao desenvolvimento de soluções inovadoras.
Foram compartilhados, ainda, os dados da pesquisa de inovação conduzida pelo Sistema OCB junto às cooperativas brasileiras. O levantamento mostra que a maioria das cooperativas reconhece a importância da inovação para o crescimento do setor, mas ainda enfrenta desafios relacionados à falta de recursos financeiros, organização de projetos e capacitação de equipes.
Nesse contexto, Hellen Beck reforçou a importância da participação das cooperativas no mapeamento conduzido pelo Sistema OCB para identificar gargalos e oportunidades no ecossistema cooperativista. “Quanto mais informações tivermos, mais assertivos conseguiremos ser na construção de soluções. A inovação nasce justamente da capacidade de entender desafios reais e criar respostas para eles”, finalizou.
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INOVAÇÃO
30/04/2026
AnuárioCoop: cooperativas devem preencher questionário até 3 de junho
Atualização via SouCoop garante dados mais precisos e fortalece a leitura do cooperativismo no país
Cooperativas de todo o país tem até 3 de junho para preencher os questionários do SouCoop e garantir a atualização das informações que irão compor AnuárioCoop 2026. A etapa é essencial para consolidar a principal base de dados do cooperativismo brasileiro, utilizada como referência para construção de estudos, análise de desempenho, formulação de estratégias e fortalecimento da representação institucional do setor. A qualidade e a consistência dessas informações dependem diretamente do engajamento das cooperativas no envio de dados completos, atualizados e alinhados à realidade de suas operações.
O AnuárioCoop cumpre um papel central na organização e na visibilidade do cooperativismo no Brasil. A partir dos dados consolidados, o Sistema OCB consegue ampliar a capacidade de diálogo com o poder público, qualificar a defesa de pautas prioritárias e direcionar políticas e projetos mais aderentes às necessidades das cooperativas. Além disso, o material contribui para evidenciar, de forma estruturada, a relevância econômica e social do setor, com impactos concretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do país.
“O preenchimento dos questionários do Anuário no SouCoop é fundamental para que possamos retratar, com precisão, a realidade do cooperativismo brasileiro. São essas informações que sustentam nossas análises, fortalecem a nossa atuação institucional e ampliam a visibilidade do setor”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
A recomendação é que as cooperativas realizem o preenchimento com antecedência, com tempo hábil para revisão das informações e para evitar possíveis instabilidades decorrentes do acesso concentrado nos últimos dias do prazo. A mobilização coletiva é determinante para assegurar um retrato fiel, atualizado e representativo do cooperativismo brasileiro, o que fortalece a capacidade de planejamento e atuação de todo o movimento.
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INOVAÇÃO
Workshop reúne OCEs para mapear uso de inteligência artificial
Pontos focais vão diagnosticar maturidade digital e estruturar iniciativas no cooperativismo
O Sistema OCB realizou na sexta-feira (6), em Brasília, o Workshop de Mapeamento de Soluções de Inteligência Artificial com Pontos Focais das Organizações Estaduais do Cooperativismo (OCEs). O encontro discutiu o uso estratégico da tecnologia nos nas unidades do cooperativismo em todo o Brasil. A iniciativa integra o Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial, que busca, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre a tecnologia entre os colaboradores e levantar um diagnóstico nacional sobre o nível de adoção de ferramentas de IA no cooperativismo.
A proposta do encontro foi promover um momento de escuta ativa, alinhamento conceitual e construção coletiva de oportunidades de aplicação da tecnologia nas rotinas de trabalho das organizações. Durante as atividades, os participantes compartilharam experiências, levantaram desafios e discutiram caminhos para incorporar soluções baseadas em inteligência artificial de forma estruturada e responsável.
Um dos principais pontos abordados ao longo do workshop foi a abordagem metodológica para adoção da tecnologia. A mensagem central foi de que a implementação de IA não deve começar pela escolha de ferramentas tecnológicas, mas pela compreensão detalhada dos processos organizacionais.
Nesse sentido, os debates destacaram a importância de mapear fluxos de trabalho já existentes, identificar gargalos operacionais, compreender as principais necessidades das equipes e, somente a partir desse diagnóstico, avaliar quais etapas poderiam se beneficiar de automação ou apoio analítico.
A proposta busca evitar um problema comum em iniciativas de inteligência artificial: a adoção de soluções tecnológicas sem um diagnóstico claro dos processos. Quando isso ocorre, é frequente que projetos avancem até a fase de protótipos, mas não se consolidem como soluções efetivas no dia a dia das organizações.
Durante o encontro, os participantes também foram estimulados a refletir sobre o papel da tecnologia como instrumento de melhoria de processos. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta capaz de ampliar eficiência e apoiar a tomada de decisão, desde que aplicada sobre atividades com objetivos bem definidos e estrutura operacional clara.
A programação incluiu dinâmicas de trabalho colaborativas, nas quais os representantes das OCEs puderam analisar rotinas institucionais, identificar oportunidades de aprimoramento e discutir possíveis frentes de inovação que possam ser exploradas futuramente no Sistema.
O workshop integra o projeto de construção do Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial do Sistema OCB, iniciativa que será desenvolvida ao longo de 2026 com a participação das unidades estaduais. Nesse processo, os pontos focais terão papel importante no acompanhamento das discussões técnicas e no compartilhamento de informações sobre iniciativas e necessidades identificadas nos estados.
“O objetivo é entender como as organizações estaduais já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em suas rotinas e, a partir disso, estruturar um plano consistente para o Sistema OCB. Estamos falando de uma tecnologia com enorme potencial para aumentar eficiência, apoiar decisões e qualificar ainda mais nossos serviços.” destacou o coordenador do projeto e gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra.
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09/03/2026
INOVAÇÃO
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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23/01/2026
INOVAÇÃO
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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09/12/2025
INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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17/06/2025
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NEGÓCIOS
22/05/2026
Cooperativismo amplia conexões e negócios na Apas Show 2026
Sistema OCB levou campanha Escolha o Coop para a feira e fortaleceu presença das coops no varejo
Em meio a corredores movimentados, degustações concorridas e reuniões de negócios, o cooperativismo conquistou espaço de destaque na Apas Show 2026. Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da maior feira supermercadista do mundo com um estande coletivo voltado à promoção das cooperativas brasileiras, e ampliou a visibilidade do setor diante de varejistas, atacadistas, distribuidores e compradores nacionais e internacionais.
Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira reuniu empresas de diferentes segmentos ligados à cadeia de alimentos, bebidas, tecnologia, logística e inovação. Em um ambiente marcado por tendências de consumo, lançamentos e conexões estratégicas, o cooperativismo apresentou diversidade, qualidade e capacidade competitiva por meio de produtos que chegaram ao público alinhados à campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop.
O estande do Sistema OCB contou com 103,5 m² e a presença de sete cooperativas expositoras: Cocamar, Nova Aliança, Ouro do Sul, Cocapec, Cooprata, Cemil e Sanjo. Ao longo dos quatro dias de evento, os visitantes puderam conhecer e degustar cafés, vinhos, espumantes, sucos, produtos lácteos, molhos e bebidas à base de soja, além de cortes suínos e embutidos.
A estratégia de degustação foi um dos pontos altos da participação das cooperativas e ajudou a aproximar o público dos produtos coop. Segundo Jean Fernandes, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, a ação contribuiu para gerar conexões mais diretas com os visitantes e fortalecer o posicionamento do cooperativismo no setor supermercadista.
“Esse já é o nosso segundo ano consecutivo na APAS e dá para perceber o quanto estar nesse ambiente fortalece a presença das cooperativas. A feira é uma grande porta de entrada para o varejo, atacarejos e supermercados. Conseguimos um espaço mais estratégico este ano e isso refletiu diretamente no movimento do estande”, destacou o analista.
Jean também ressaltou a sintonia entre a participação do Sistema OCB na feira e a nova campanha institucional do cooperativismo. “A Apas conversa muito com a campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop. Estávamos na feira certa, promovendo as cooperativas para o público certo e com uma campanha totalmente alinhada com esse momento”.
Expansão comercial
Para as cooperativas participantes, a feira representou uma oportunidade concreta de expansão comercial, abertura de mercados e fortalecimento institucional. O Diretor comercial da Cemil, Wallisson Caitano, considerou a relevância da iniciativa coletiva para ampliar oportunidades de negócios e integração entre as cooperativas. “Foi um evento muito importante. Tivemos muitos visitantes, oportunidades e trocas de experiências. Trazer o cooperativismo para dentro de uma feira desse porte é fundamental”.
Na mesma linha, Artur Ferreira, coordenador de vendas da Cooprata, afirmou que a participação na Apas ajudou a acelerar negociações comerciais em andamento. “A feira abriu portas para negociações que antes encontravam resistência. Fizemos muitos contatos e as expectativas para as próximas semanas são muito positivas”, contou.
Já Victor Ferreira, gestor de torrefação da Cocapec, declarou que a experiência ampliou possibilidades de prospecção e relacionamento. “Uma feira desse tamanho facilita o acesso a mercados que talvez fossem mais difíceis sem essa oportunidade. Além disso, foi importante reencontrar parceiros, clientes e representantes em um ambiente extremamente qualificado”, disse.
Relacionamento
A participação das cooperativas também foi marcada pelo lançamento de produtos e pela aproximação com grandes redes varejistas. A gestora de Mercados Internacionais da Cocamar, Elis Simone Ferreira Fernandes, destacou que a Apas foi escolhida como palco para apresentar novos hambúrgueres e almôndegas de carne precoce 100% bovina. “É um evento onde encontramos varejistas, distribuidores e consumidores qualificados. Não haveria ambiente melhor para esse lançamento”, afirmou.
Por sua vez, Alysson Kaiper, da Sanjo, ressaltou a importância estratégica da feira para ampliar relacionamentos comerciais. Segundo ele, a participação permitiu estreitar vínculos com grandes parceiros e abrir portas para novos clientes em um mercado de grande alcance. Para Ismael Hilgert, da Ouro do Sul, a alta visibilidade da Apas Show foi decisiva para gerar novas possibilidades de negócios. “Tivemos contato com diversos países e grandes possibilidades de abrir novas portas comerciais”, relatou.
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NEGÓCIOS
22/02/2026
NegóciosCoop Reciclagem certifica cooperativas no Pará
Programa fortaleceu gestão e governança, além de avanços em renda, parcerias e novos mercados
Na última sexta-feira (20), o Sistema OCB/PA celebrou a formatura das três cooperativas paraenses participantes do primeiro ciclo do Programa NegóciosCoop para a Reciclagem no estado. A cerimônia marcou a conclusão de 12 meses de acompanhamento técnico voltado ao fortalecimento da gestão, da produção e da inserção no mercado de organizações do setor.
Participaram do ciclo as cooperativas ACCSB, Concaves e Filhos do Sol. Ao longo da trilha de capacitação, foram destinadas 234 horas de atendimento técnico, entre diagnóstico inicial, análise documental, módulos formativos e diagnóstico final. O percurso contemplou conteúdos como fundamentos do cooperativismo, gestão financeira e contábil, liderança, eficiência na cadeia de suprimentos, foco no cliente e inovação.
O programa é estruturado em cinco pilares: Organização Social para Empreendimento; Produção; Gestão; Agregação de Valor, Verticalização; e Mercado, e tem como objetivo consolidar as cooperativas como negócios sustentáveis, com maior autonomia e capacidade de geração de renda.
Evolução em gestão e governança
Os diagnósticos comparativos indicaram avanço consistente na maturidade das cooperativas. Entre os destaques registrados ao longo do ciclo estão a definição e internalização de planos de negócio, ampliação da presença em redes sociais, participação em eventos, fortalecimento da liderança com protagonismo feminino e estruturação de novas frentes de atuação, como iniciativas de verticalização e serviços ambientais.
Para a presidente da Cooperativa Concaves, Débora Baía, o processo representou um divisor de águas na forma de enxergar o próprio negócio. “Foi um desenvolvimento pessoal e profissional muito importante. Para mim, como presidente, foi uma lição contar com esse suporte técnico e operacional. As capacitações, principalmente na parte de mercado, ajudaram a entender nosso papel como empreendedores. A gente passou a compreender que tem capacidade, sim, de prestar um serviço qualificado e ocupar novos espaços”, afirmou.
Segundo ela, o aprendizado foi além da teoria. “Os consultores trouxeram informações que a gente não tinha. Colocamos em prática e vimos a realidade da cooperativa mudar. Hoje temos orgulho de dizer que somos referência no estado do Pará.”
Os resultados alcançados no Pará foram expressivos e demonstram impacto concreto na estruturação das cooperativas. Em um dos casos, o número de parcerias mais do que triplicou ao longo do ciclo, superando 200% de crescimento.
No campo econômico, os avanços foram ainda mais significativos: houve registros de crescimento superior a 300% na receita média mensal da cooperativa e aumento de quase 150% na renda média dos cooperados.
De forma agregada, o programa proporcionou uma elevação média de aproximadamente 70% na renda dos cooperados e crescimento superior a 100% na receita mensal das cooperativas, números que evidenciam a efetividade da metodologia aplicada.
Para Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA, o programa amplia a atuação estratégica do cooperativismo no estado. “Ficamos muito felizes em ser piloto do Programa NegóciosCoop. No Pará, o Sescoop atua como órgão de fomento e existem mercados que podem, e devem, ser ocupados pelas cooperativas. O programa qualifica e capacita cada vez mais esses empreendimentos para que possam acessar novas oportunidades.”
Durante a realização da COP30 em Belém, as cooperativas também tiveram papel relevante. “Elas foram importantes não só como política pública, mas como empreendimentos que geraram trabalho e renda durante o evento. Após um ano de trabalho, percebemos uma evolução significativa nas três cooperativas, principalmente no acesso a novos mercados. O Programa NegóciosCoop amplia essa área de atuação do Sescoop e contribui para a sustentabilidade desses empreendimentos”, completou.
Transformação na prática
Ao todo, cerca de 54 cooperados concluíram a jornada formativa. Segundo Luciane Fiel, analista de Desenvolvimento e Monitoramento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, a formatura simboliza comprometimento e persistência. “Foi um momento muito especial. Representa o interesse dos cooperados em fortalecer a gestão, organizar melhor a produção e ampliar a visão de negócio. Esse processo trouxe mais autonomia, mais capacidade de planejamento e melhores condições para acessar novos mercado.”
A analista de Negócios do Sistema OCB, Luana Mendonça, também destacou que os resultados vão além dos indicadores econômicos. “Quando os cooperados entendem mais sobre gestão e planejamento, ganham força para crescer. Os resultados não são apenas números: representam mais renda, mais organização, novas parcerias e mais segurança para o futuro. Isso demonstra que estamos no caminho certo."
Superação de desafios estruturais
O ciclo foi realizado em meio a uma série de desafios concretos no dia a dia das cooperativas. A instabilidade da coleta seletiva municipal; as reformas estruturais em preparação para a Conferência do Clima (COP30), que aconteceu em Belém em novembro de 2025; a necessidade constante de validações técnicas; e o contexto de vulnerabilidade social impactaram diretamente o ritmo das atividades e a rotina dos cooperados.
Mesmo diante desse cenário, o trabalho seguiu. O acompanhamento técnico ajudou a manter o grupo mobilizado, garantir a realização dos encontros e fortalecer o papel das lideranças na condução das mudanças propostas.
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NEGÓCIOS
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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05/12/2025
NEGÓCIOS
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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19/09/2025
NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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03/07/2025
NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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27/06/2025
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31/08/2026
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Inovar e Cooabriel participam de iniciativa para aperfeiçoar ações e ampliar sustentabilidade
A eficiência energética vai além da redução do consumo de eletricidade. Para as cooperativas, olhar com atenção para a forma como a energia é utilizada também significa encontrar oportunidades de economia, aperfeiçoar processos e tomar decisões mais estratégicas. É com esse propósito que o Sistema OCB desenvolveu a Solução Eficiência Energética, iniciativa que reúne diagnóstico técnico, capacitação e acompanhamento especializado.
Entre as cooperativas participantes estão a Cooabriel e a Inovar, que passam por uma análise dos seus processos e padrões de consumo para identificar pontos críticos e oportunidades de melhoria.
O diagnóstico técnico considera áreas prioritárias de cada cooperativa e envolve o levantamento detalhado do consumo energético, a avaliação de equipamentos e processos e a análise dos hábitos de utilização da energia. A partir dessas informações, são elaboradas recomendações práticas para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
“A lógica da iniciativa é transformar dados em decisões. Em vez de adotar medidas de forma isolada, as cooperativas passam a contar com uma base técnica para definir prioridades, avaliar investimentos e acompanhar os resultados das ações implementadas”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Na Cooabriel, o diagnóstico apontou que a cooperativa já conta com uma estrutura adequada e equipamentos em boas condições de conservação, o que cria um cenário favorável para avançar com ações direcionadas. “A eficiência energética é uma oportunidade estratégica para a Cooabriel, com potencial para reduzir custos, aumentar a competitividade e fortalecer a sustentabilidade. A boa estrutura e a conservação dos equipamentos também favorecem ganhos de desempenho com investimentos direcionados e melhorias de gestão", destaca Reinaldo Bolsoni, gerente de Obras e Manutenção.
A participação da cooperativa também é motivo de satisfação para o Sistema OCB/ES, que acompanha o projeto no Estado. Segundo Vinícius Schiavo, analista de Desenvolvimento Cooperativista da entidade, as agendas de campo permitiram identificar oportunidades importantes para a Cooabriel, especialmente diante da crescente exigência dos mercados por eficiência e sustentabilidade.
“Identificamos diversas oportunidades de melhoria na Cooabriel, e, em um mercado cada vez mais exigente, sustentabilidade e eficiência são cada vez mais importantes”, afirma.
Avanço
Na Inovar, a participação no projeto é vista como uma oportunidade de aprofundar uma agenda de sustentabilidade que já faz parte da cooperativa. “Estamos muito felizes por termos a Inovar como escolhida pelo Sistema OCB para participar do projeto de Eficiência Energética. Recebemos essa oportunidade com muita responsabilidade, mas também com grande expectativa sobre tudo o que podemos aprender e transformar a partir dessa experiência”, afirma Érika Marins, coordenadora de Enfermagem da cooperativa.
Segundo ela, o trabalho também permite revisitar processos sob uma perspectiva mais consciente. “Acreditamos que esse projeto vai contribuir para melhorar o uso dos nossos recursos e buscar mais eficiência, assim como fortalecer uma jornada de sustentabilidade que a Inovar já vem desenvolvendo”, completa.
Para Roberta de Almeida Gordo dos Santos, presidente da Inovar, a iniciativa chegou para agregar conhecimento e novas possibilidades às práticas já adotadas pela cooperativa. “Já temos a sustentabilidade como parte das nossas ações e acreditamos que esse projeto chega para somar, trazendo novos conhecimentos, melhorias e oportunidades para tornar nossa operação cada vez mais eficiente”, destaca.
Resultados
Além da possibilidade de reduzir custos operacionais, o trabalho pode contribuir para melhorar a eficiência dos processos, identificar oportunidades de otimização com baixo investimento e dar mais segurança às decisões relacionadas ao consumo de energia.
A iniciativa também está conectada à agenda ESG e aos esforços de descarbonização das cooperativas, ao estimular uma gestão mais eficiente dos recursos e avaliar, inclusive, oportunidades relacionadas ao uso de fontes renováveis.
Os resultados alcançados por cooperativas que já participam da solução mostram o potencial. Há registros de até 22% de ganho médio de eficiência e casos que ultrapassam 30% de redução no consumo de energia.
Como parte da iniciativa, o Sistema OCB também promove uma série de workshops online sobre eficiência energética, em parceria com a Stride. Os encontros apresentam oportunidades específicas para diferentes ramos do cooperativismo, além de cases e experiências práticas de cooperativas que já avançaram nessa agenda. Para as cooperativas de crédito, o workshop será realizado em 9 de setembro, às 10h (horário de Brasília), com participação de representantes de Sicoob, Sicredi e Cresol. No dia 10 de setembro, também às 10h, será a vez das cooperativas agropecuárias, com cases de C.Vale e Aurora Coop.
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Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
ESG
28/08/2026
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
GHG Protocol encerra ciclo de trabalho em evento que contou com a presença do Sistema OCB
O cooperativismo esteve entre os setores presentes no evento anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, realizado nesta quarta e quinta-feira (26 e 27), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O encontro marcou a conclusão de mais um ciclo de trabalho com cooperativas que estão avançando na mensuração e na gestão das emissões de gases de efeito estufa.
Neste ano, 13 cooperativas do Ramo Agro foram apoiadas pelo Sistema OCB por meio da Solução Neutralidade de Carbono, iniciativa que apoia as cooperativas na mensuração e gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Das 13 cooperativas participantes, 12 já publicaram seus inventários no Registro Público de Emissões — e todas conquistaram o Selo Prata do Programa Brasileiro GHG Protocol. O resultado evidencia o avanço do cooperativismo agropecuário na construção de uma agenda climática baseada em dados, transparência e gestão efetiva das emissões.
Nove das cooperativas apoiadas participaram presencialmente do evento: Primato, Coocafé, Capul, Fecoagro/SC, Coabra, Copercana, Cotrirosa, Coplana e Nater Coop. Completam o grupo apoiado neste ciclo a Coamo, Cocari, Cográn e Coopercarne.
Em 2025, 29 cooperativas tinham inventários publicados. Agora, são 39. O resultado representa mais organizações que passam a conhecer suas fontes de emissão e a usar essas informações como ponto de partida para definir ações de redução.
A Solução Neutralidade de Carbono existe desde 2024 e vem acompanhando esse avanço. A iniciativa faz parte do Programa ESGCoop e oferece suporte técnico para que as cooperativas avancem na gestão de suas emissões e estejam mais preparadas para os desafios climáticos que já impactam as cadeias produtivas.
Da medição à transformação
A programação do evento também contou com a participação da Cooxupé em um dos painéis. O analista de Qualidade e Meio Ambiente da cooperativa, Cairo Rômulo, apresentou a experiência da organização na construção de sua jornada de descarbonização, com destaque para os desafios de mensurar as emissões do Escopo 3.
Na cooperativa, 99,3% das emissões estão concentradas nesse escopo, que considera aquelas geradas ao longo da cadeia de valor. Desse total, 85,2% estão relacionadas à produção de café, o que coloca os mais de 21 mil cooperados no centro da estratégia climática.
O trabalho exige uma coleta de dados ampla e representativa. Em 2023, a Cooxupé analisou informações de 11 propriedades para a categoria relacionada à produção de café. Em 2025, o número chegou a 127. A coleta é feita por profissionais da cooperativa diretamente nas propriedades, em um processo que considera as diferenças entre os perfis dos produtores e os sistemas de produção.
Durante o painel, Cairo destacou que a mensuração é apenas o início do processo. Depois de identificar as emissões, é preciso transformar os dados em informação, definir prioridades e estabelecer planos de ação. “Somente medir, somente inventariar não é suficiente. A partir do momento que você mede e inventaria, você tem um dado. Aí é preciso transformar esse dado em informação, entender essa informação, priorizar, estabelecer um plano de ação e aprimorar, melhorar ciclo após ciclo”, explicou.
Para o analista, um dos principais desafios dos próximos anos será ampliar a qualidade e a representatividade dos dados com o envolvimento dos diferentes elos da cadeia. No caso da cafeicultura, isso inclui desde os produtores até fornecedores de insumos, como fertilizantes, por exemplo.
A experiência da Cooxupé também mostra que a jornada de descarbonização é construída gradualmente. A cooperativa iniciou seu primeiro inventário em 2022 e, desde 2023, passou a fazer a mensuração anual dos três escopos. A partir dos resultados, tem ampliado a coleta de informações e estruturado novas ações para reduzir as emissões.
Cooperativas mais preparadas
O crescimento do número de inventários publicados indica que a agenda climática começa a ganhar espaço de forma mais estruturada no cooperativismo. O aumento de 29 para 39 cooperativas em um ano representa crescimento de cerca de 34% e mostra que mais organizações estão incorporando a mensuração de emissões à sua gestão.
Para Lisangela Passarello, executiva de Gestão da Coabra, participar do evento foi uma oportunidade de acompanhar de perto essa evolução e ampliar a visão sobre os impactos da agenda de descarbonização para o setor. “Para as cooperativas, especialmente as do agro, medir as emissões ajuda a entender melhor os impactos da atividade e também os desafios que estão presentes em toda a cadeia. Essa troca de experiências é importante para que possamos aprender com diferentes iniciativas e avançar de forma mais estruturada”.
No agro, esse movimento ganha uma dimensão ainda maior, já que boa parte das emissões está ligada às atividades desenvolvidas ao longo da cadeia produtiva. Nesse cenário, as cooperativas têm papel importante na aproximação com os produtores e na disseminação de boas práticas que podem contribuir para uma produção mais eficiente e de menor impacto ambiental.
“Esse crescimento mostra que as cooperativas estão entendendo que conhecer suas emissões é uma etapa importante para tomar decisões mais conscientes sobre o próprio negócio. Nosso papel, por meio da Solução Neutralidade de Carbono, é apoiar esse processo e ajudar as cooperativas a transformarem a mensuração em gestão”, afirma Laís Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
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ESG
Sustentabilidade também fez parte da Semana de Competitividade
Gestão de resíduos, compostagem e compensação de emissões estiveram presentes no evento em Brasília
A sustentabilidade esteve presente nos debates da Semana de Competitividade 2026 e também na forma como o próprio evento foi realizado. Ao longo dos três dias de programação, de 11 a 13 de agosto, em Brasília, práticas de gestão de resíduos e redução dos impactos ambientais fizeram parte da operação da Semana, que reuniu cerca de 800 cooperativistas de todo o país.
Nos três dias, foram coletados 338 quilos de resíduos secos. Desse total, seis em cada dez quilos foram encaminhados para reciclagem. Os resíduos orgânicos também tiveram destinação adequada: 100% do material gerado durante o evento foi destinado a compostagem. Os números foram apresentados aos participantes como parte da própria experiência do evento, mostrando que escolhas simples no descarte também fazem diferença.
A iniciativa dialogou diretamente com a proposta de uma Semana que buscou aproximar reflexão e prática. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, a programação discutiu educação, governança, comunicação, educação, legado e sucessão, sempre com o desafio de transformar os aprendizados em ações dentro das cooperativas.
A Semana de Competitividade foi realizada como um evento carbono neutro. Ao todo, foram contabilizadas 133 toneladas de CO₂ equivalente associadas às emissões da programação. Esse volume foi compensado por meio de créditos de carbono certificados, gerados pelo Projeto REDD RESEX Jacundá, finalista do Global Sustainability Awards 2026, da Reuters, em duas categorias. Além de contribuir para a compensação das emissões, a iniciativa está relacionada à conservação da floresta e à geração de benefícios para a comunidade local.
“Quando falamos em cultivar uma cultura cooperativista, abordamos as escolhas que fazemos todos os dias. A sustentabilidade precisa sair do discurso e estar presente na forma como organizamos nossos negócios, nossos eventos e nossas relações com a comunidade. A Semana mostrou que é possível transformar esse compromisso em prática, e esse é um caminho que precisa continuar depois que o evento termina”, destacou Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Sustentabilidade no cotidiano
Durante a Semana, os participantes foram convidados a fazer parte desse processo. A comunicação sobre os resíduos orientou o público a observar as lixeiras e fazer a separação correta antes do descarte. A proposta foi transformar uma ação cotidiana em parte da experiência cooperativista vivida durante os três dias.
A iniciativa se alinhou aos princípios e valores que estiveram no centro das discussões da Semana. Ao abordar o futuro do cooperativismo, os participantes discutiram como manter a identidade do movimento diante das transformações econômicas, sociais e ambientais.
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20/08/2026
ESG
Solução Eficiência Energética beneficia cooperativas de saúde e crédito
Iniciativa do Sistema OCB fortalece gestão, reduz custos e impulsiona práticas de sustentabilidade
A busca por operações mais eficientes e sustentáveis tem levado cooperativas de diferentes ramos a investir em uma gestão mais estratégica do consumo de energia. Desenvolvida pelo Sistema OCB, a Solução Eficiência Energética, integrante do Programa ESGCoop, já começa a transformar essa realidade em diferentes regiões do país. Após ser implantada na Unimed Caruaru (PE), primeira cooperativa do Sistema Unimed a aderir à iniciativa, a solução também chegou ao Sicoob Norte Sul (BA), primeira cooperativa baiana a integrar a segunda turma do projeto.
A iniciativa busca reduzir custos com energia elétrica, otimizar processos e fortalecer uma cultura permanente de gestão energética, alinhando eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade. A metodologia proposta contempla, inicialmente, a capacitação das equipes, seguida da realização de um diagnóstico detalhado do consumo energético. Com base nos resultados obtidos, são identificadas oportunidades de melhoria, estruturado um plano de ação e promovido o suporte à implementação das medidas recomendadas. O processo é complementado por um monitoramento contínuo dos resultados, garantindo a sustentabilidade dos ganhos e a melhoria contínua do desempenho energético.
Entre as ações avaliadas estão a modernização dos sistemas de iluminação, otimização dos equipamentos de climatização, automação de processos e revisão de hábitos relacionados ao consumo de energia. "A eficiência energética permite que a cooperativa conheça melhor seu consumo, identifique oportunidades de melhoria e tome decisões baseadas em dados. Investir em gestão energética é investir na sustentabilidade do negócio, na competitividade e na qualidade dos serviços prestados aos cooperados e clientes”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Referência no Ramo Saúde
Uma das primeiras experiências da solução ocorreu na Unimed Caruaru. Com 478 médicos cooperados, cerca de 68 mil clientes e uma estrutura que reúne hospitais, clínicas e unidades administrativas, a cooperativa possui uma operação intensiva em consumo de energia elétrica. Com o diagnóstico, foi possível identificar oportunidades para tornar a operação mais eficiente sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Para o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Pedro Melo, o olhar técnico especializado faz diferença mesmo em organizações que já possuem processos consolidados. "Mesmo quando a cooperativa acredita que está fazendo um bom trabalho, não pode abrir mão do olhar especializado. Em estruturas de grande porte, pequenos ajustes podem representar uma economia significativa. A eficiência energética exige acompanhamento constante, atualização e busca permanente por conhecimento para aperfeiçoar processos que muitas vezes já consideramos eficientes", declarou.
O vice-presidente do Conselho de Administração, André Muniz, destacou que a iniciativa estimula uma mudança de cultura dentro da cooperativa. "Os resultados do diagnóstico nos mostraram que, muitas vezes, um novo olhar é suficiente para transformar processos que pareciam consolidados. A solução desperta a curiosidade, provoca reflexão e mostra que sempre há espaço para inovar. Esse aprendizado vai além da gestão da energia e passa a influenciar a forma como planejamos nossos projetos e conduzimos a cooperativa", relatou.
Já o superintendente Jean Charles disse considerar que o diagnóstico servirá como referência para futuras ampliações na estrutura da cooperativa. "O levantamento mostrou que temos uma boa infraestrutura, mas também revelou oportunidades importantes de evolução. O maior ganho é incorporar esse conhecimento desde a concepção dos novos projetos. Pensar em eficiência energética ainda na fase de planejamento evita retrabalhos, reduz custos futuros e garante empreendimentos mais sustentáveis desde o início”, afirmou.
Crédito também avança
A solução também passou a ser aplicada no Sicoob Norte Sul, tornando a cooperativa a primeira da Bahia e uma das primeiras do país a participar da segunda turma da Solução de Eficiência Energética. Entre os dias 21 e 23 de julho, um especialista da consultoria Stride juntamente com equipe do Sistema OCB e do Sistema OCEB realizaram visitas técnicas e levantamentos na matriz, em Santo Antônio de Jesus, e na unidade de Cruz das Almas para identificar oportunidades de melhoria na gestão do consumo de energia.
Assim como na Unimed Caruaru, a etapa atual consistiu em um diagnóstico detalhado da operação. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com prioridades, metas, cronograma e responsáveis pela implementação das melhorias, seguido de acompanhamento técnico e monitoramento dos resultados.
"A etapa de diagnóstico é um trabalho técnico que analisa as atividades da cooperativa e identifica pontos de melhoria a partir de uma metodologia que explica, de forma clara, como cada equipamento e até mesmo os hábitos das equipes impactam o consumo de energia. Muitas vezes, a mudança de comportamento é a principal virada de chave para uma gestão energética mais eficiente”, salientou Mayara Araujo dos Reis, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Para o diretor de Negócios do Sicoob Norte Sul, Gabriel Chagas, a iniciativa está alinhada aos princípios do movimento e contribuirá para o fortalecimento da gestão da cooperativa. "Acreditamos que esse projeto representa um importante passo para gerar benefícios para a cooperativa, mas também para os cooperados e para a comunidade. Essa parceria vai trazer melhorias nos processos, na gestão da eficiência energética e orientar decisões sobre futuras instalações e reformas".
O gerente de Suporte Organizacional da cooperativa, Robert dos Santos, considerou que o diagnóstico permitiu enxergar oportunidades que servirão de base para os próximos investimentos. "As visitas técnicas nos permitiram identificar oportunidades de melhoria tanto nas unidades atuais quanto nos projetos que ainda serão desenvolvidos. Esse conhecimento será importante para planejarmos estruturas cada vez mais eficientes", declarou.
Sustentabilidade como estratégia
A implementação da solução também é acompanhada pelos sistemas estaduais de cooperativismo. Na Bahia, o trabalho é realizado em parceria com o Sistema Oceb e na Unimed Caruaru, com o Sistema OCB/PE. "O Programa ESGCoop demonstra que é possível crescer economicamente sem abrir mão da boa governança, do cuidado com as pessoas e da responsabilidade ambiental. A eficiência energética é uma ferramenta importante para tornar as cooperativas ainda mais competitivas”, acrescentou o presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio.
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29/07/2026
ESG
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
Cooperativa inicia plano para aumentar a eficiência energética e fortalecer sua agenda ESG
Entre os últimos dias 7 e 9 de julho, a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) deu mais um passo para fortalecer sua gestão sustentável ao concluir a etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema OCB, apoia cooperativas na identificação de oportunidades de redução do consumo de energia, aumento da eficiência operacional e fortalecimento das práticas ESG.
O trabalho foi realizado por especialistas da Stride, em parceria com o Sistema OCB e o Sistema OCB/GO, e envolveu uma análise detalhada de diferentes unidades da cooperativa. Foram avaliados o posto de combustível, supermercado, sede administrativa, loja agropecuária, fábrica de rações, armazém e cerealista, além do laticínio. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com recomendações técnicas, prioridades de investimento e estratégias para otimizar o uso da energia em toda a operação.
O diagnóstico oferece uma visão estratégica sobre o consumo energético da cooperativa, para permitir que decisões futuras sejam tomadas com base em dados técnicos. A iniciativa também contribui para reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a competitividade do negócio.
Melhoria contínua
Para o presidente da Cooperbelgo, André Luiz de Mattos, a participação no projeto representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda que já faz parte das prioridades da cooperativa. "A perspectiva de fazer parte desse projeto é muito boa, porque é um tema muito atual e necessário, tanto para gerar economia para a cooperativa quanto para difundir, entre os cooperados e colaboradores, uma mentalidade voltada à sustentabilidade. O diagnóstico realizado pela Stride, em conjunto com o Sistema OCB nacional e o Sistema OCB Goiás, certamente vai gerar bons resultados para a Cooperbelgo", afirmou.
A diretora administrativa operacional da cooperativa, Caroline Paixão do Amaral, destacou que a iniciativa está alinhada ao processo de crescimento da organização e ao compromisso com a melhoria contínua. "Esse projeto vem ao encontro da nossa busca por crescer, melhorar nossa produtividade e nossos resultados. Também fortalece nossa atuação dentro da agenda ESG. Ficamos muito felizes por fazer parte das cooperativas selecionadas pelo Sistema OCB para participar dessa iniciativa. Saber que estamos entre as 22 cooperativas do país contempladas nos enche de orgulho e nos motiva a evoluir cada vez mais, fazendo a diferença também para o meio ambiente", declarou.
O envolvimento das equipes durante a realização do diagnóstico também foi destacado por Leonardo Carrara, responsável pela área de Compliance da Cooperbelgo. Segundo ele, o desafio agora será transformar as recomendações técnicas em ações concretas. "Estamos muito felizes por sermos contemplados com esse projeto, que traz um conhecimento fundamental para a cooperativa. Agora é o momento de colocar as ações em prática. Toda a equipe está empenhada e comprometida em seguir em frente para alcançar os resultados esperados."
Para o Sistema OCB, a etapa de diagnóstico representa o início de uma jornada de transformação na gestão da energia das cooperativas. "O diagnóstico permite que a cooperativa compreenda, com profundidade, como a energia é utilizada em cada etapa da operação e identifique oportunidades reais de ganho de eficiência. A partir dessas informações, é possível definir prioridades, direcionar investimentos e construir uma gestão energética mais estratégica. O objetivo do Sistema OCB é apoiar as cooperativas na adoção de soluções que gerem resultados econômicos, ambientais e fortaleçam sua competitividade no longo prazo”, explicou a analista de Desenvolvimento de Cooperativas, Mayara Araújo dos Reis.
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14/07/2026
ESG
Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul
Cooperativa conclui etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética e avança na construção de um plano para reduzir custos, otimizar processos e ampliar sua competitividade
Reduzir custos, aumentar a competitividade e tornar o uso da energia cada vez mais inteligente. Esses são alguns dos objetivos que levaram a Copasul a participar da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Sistema OCB que apoia cooperativas na identificação de oportunidades para otimizar o consumo energético e fortalecer suas estratégias de sustentabilidade.
Como parte dessa jornada, a cooperativa concluiu a etapa de diagnóstico técnico em campo, realizada por especialistas, que analisaram processos, equipamentos e padrões de consumo para identificar oportunidades de melhoria. O levantamento servirá de base para a construção de um plano de ação estruturado, com prioridades definidas, indicadores de desempenho e acompanhamento técnico especializado.
O diagnóstico oferece informações que permitem transformar dados em decisões. A partir da análise detalhada do consumo energético, a Copasul poderá direcionar investimentos, reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e ampliar sua resiliência diante dos custos crescentes da energia.
Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, o sucesso desse tipo de iniciativa depende do envolvimento das pessoas e da criação de uma cultura permanente de melhoria. "Esse trabalho precisa ter um comitê acompanhando de perto. Se não houver alguém responsável por acompanhar a evolução, as coisas acabam não avançando. O mais interessante é que, muitas vezes, as maiores economias são resultado de pequenas ações do dia a dia. São mudanças simples que geram economia, mas também engajamento. As pessoas levam esse comportamento para a vida, inclusive para casa, e isso cria uma verdadeira mudança de cultura."
Essa visão também é compartilhada pela equipe industrial da cooperativa. Segundo o gerente industrial, Marcos do Nascimento, a eficiência energética dialoga diretamente com a filosofia Lean, que busca fazer mais com menos recursos e reduzir desperdícios em todas as etapas dos processos. "Desde as primeiras conversas sobre o projeto, enxerguei uma conexão muito forte com o pensamento Lean, que já buscamos implantar na cooperativa. O ganho não está apenas na redução dos custos com energia, mas também na construção de uma cultura de aproveitamento inteligente dos recursos. Fazer melhor, com menos desperdício, fortalece a sustentabilidade e melhora nossos processos."
Já para o gerente de Sustentabilidade, Inovação e Novos Negócios da Copasul, Egidio Tsuji, a eficiência energética vai além da economia e influencia diretamente os indicadores ambientais da organização. "A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como conduzimos nossa operação. A energia, além de representar um dos principais custos da cooperativa, impacta diversos indicadores ambientais. Quando conseguimos operar com mais eficiência, reduzimos o consumo de recursos, diminuímos as emissões e fortalecemos nossa agenda ESG. Esse trabalho também ajuda os colaboradores a compreenderem que pequenas mudanças no dia a dia podem gerar resultados importantes para o negócio e para o meio ambiente."
A experiência da Copasul integra uma estratégia mais ampla conduzida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na gestão eficiente da energia. A Solução Eficiência Energética contempla capacitação de gestores, diagnóstico técnico especializado, elaboração de planos de ação, acompanhamento contínuo e integração com iniciativas de descarbonização.
"O diagnóstico é o primeiro passo para transformar a gestão da energia em uma vantagem competitiva. Quando a cooperativa conhece com precisão onde e como consome energia, consegue priorizar investimentos, eliminar desperdícios e fortalecer sua agenda ESG de forma consistente. Mais do que economizar, estamos ajudando as cooperativas a desenvolver uma cultura de melhoria contínua, com impactos positivos para a competitividade, a sustentabilidade e a perenidade dos seus negócios”, finalizou o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo.
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06/07/2026
ESG
Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática
Equipes da entidade avançam em indicadores ESG, COP31 e mercado regulado de carbono
O coop brasileiro está se preparando para uma nova etapa de sua atuação na agenda de sustentabilidade. Com foco em integração, planejamento e geração de resultados concretos, o Sistema OCB promoveu, nesta segunda-feira (22), uma reunião conjunta entre o Time ESG, o Grupo de Trabalho ESG (GT ESG) e as Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente. Entre os assuntos debatidos estiveram a construção dos indicadores ESG do cooperativismo, o plano de trabalho para a COP31 e os próximos passos relacionados ao mercado regulado de carbono no Brasil.
Logo na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deixou claro a importância do encontro: “a sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e passou a ocupar posição estratégica para a competitividade e a perenidade dos negócios. Nosso desafio é demonstrar, com dados e resultados, que o cooperativismo entrega soluções concretas para a transição climática e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação do estágio atual dos Indicadores ESG do Cooperativismo Brasileiro, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa ESGCoop. O trabalho já resultou na homologação de 56 indicadores universais, aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões social, ambiental, econômica e de governança. Além disso, avançam as construções dos indicadores setoriais específicos para os diferentes ramos do cooperativismo.
Como parte do movimento de integração entre as equipes, também foi anunciada a unificação das Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente, que passam a atuar conjuntamente sob a denominação de Câmara Temática de Meio Ambiente e Clima. A mudança busca ampliar a articulação entre os temas e fortalecer a construção de posicionamentos técnicos e estratégicos para o cooperativismo.
Da COP30 para a COP31
Outro tema central foi a avaliação dos resultados da participação do cooperativismo na COP30 e a construção da estratégia para a COP31, que será realizada em novembro na Turquia. A participação na conferência realizada em Belém foi considerada fundamental para consolidar o protagonismo do cooperativismo brasileiro no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
Ao longo do evento, cooperativas participaram de dezenas de painéis, oficinas e espaços de articulação institucional, levando experiências práticas relacionadas a financiamento climático, agricultura sustentável, transição energética, descarbonização e inclusão produtiva.
Segundo Débora, o momento agora é de transformar esse reconhecimento conquistado em ações concretas. “A COP30 ampliou a visibilidade do cooperativismo e reforçou nossa capacidade de articulação. Entramos a partir dela em uma fase de implementação, em que precisamos transformar posicionamentos em entregas efetivas, fortalecendo ainda mais a contribuição das cooperativas para as soluções climáticas”, ressaltou.
O plano de trabalho para a COP31 prevê ações de articulação institucional, participação em fóruns nacionais e internacionais, fortalecimento de parcerias estratégicas e apoio às cooperativas em iniciativas voltadas à descarbonização e eficiência energética.
Mercado de carbono
A agenda do mercado regulado de carbono também teve espaço de destaque durante a reunião. O Sistema OCB acompanha a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e atua para garantir que as especificidades do modelo cooperativista sejam consideradas nesse processo.
Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, o avanço da regulamentação do mercado de carbono representa uma oportunidade estratégica para o cooperativismo ampliar sua contribuição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas já desenvolvem práticas que geram benefícios ambientais concretos, como recuperação de áreas, agricultura de baixo carbono e manejo sustentável. Nosso papel é garantir que essas iniciativas sejam reconhecidas e que os cooperados tenham condições de participar desse mercado com segurança, previsibilidade e geração de valor”.
Débora lembrou que, atualmente, dezenas de cooperativas participam das ações do Programa ESGCoop voltadas à neutralidade de carbono, envolvendo iniciativas de mensuração, monitoramento e redução de emissões. “Temos uma oportunidade concreta de mostrar que o cooperativismo é parte da solução. Nossa força está na capacidade de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e à preservação ambiental. Quanto mais alinhada e integrada for nossa atuação, maior será o impacto que conseguiremos entregar para o país e para o mundo”, concluiu.
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22/06/2026
ESG
15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão
Programa consolidou desenvolvimento nas cooperativas, ao conectar governança, desempenho e ESG
Há 15 anos, o Sistema OCB iniciou um movimento estratégico para atender à legislação que exigia o monitoramento das cooperativas. O que poderia ter se limitado a uma obrigação regulatória evoluiu significativamente. De forma colaborativa, com as Organizações Estaduais e as próprias cooperativas, foram desenvolvidas ferramentas diagnósticas que se consolidaram como a principal porta de entrada para o desenvolvimento organizacional.
Esse processo deu origem a uma estratégia nacional de inteligência analítica: o AvaliaCoop. Hoje, ele não apenas apoia o monitoramento, mas sustenta a gestão, o planejamento e a tomada de decisão de milhares de cooperativas, posicionando-se como base estruturante da inteligência do cooperativismo brasileiro.
Hoje, o eixo reúne soluções diagnósticas em temas estratégicos como identidade cooperativista, governança e gestão, desempenho econômico-financeiro, negócios e ESG. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o aniversário marca muito mais do que uma data. "Quinze anos do AvaliaCoop representam quinze anos de compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras. Essa iniciativa nasceu das necessidades contingenciais do cooperativismo no início dos ano 2000 e cresceu sustentada por rigor técnico, parceria com os estados e visão estratégica e de longo prazo. Hoje, ela é um dos pilares do nosso trabalho de desenvolvimento, porque ajuda cada cooperativa a se conhecer melhor, a planejar com mais precisão e a evoluir com consistência. É um orgulho enorme ver o quanto esse programa transformou a cultura de gestão do setor."
Susan Vilela, gerente de Controle Interno do Sistema OCB, foi precursora da operacionalização das soluções, fortalecendo uma agenda pautada na intercooperação e na escuta ativa, promovendo reuniões e espaços de diálogo com as Organizações Estaduais e as cooperativas. "Percebemos que, primeiro, era necessário identificar a dor da cooperativa para então entregar a melhor solução possível", relembra Susan
Esse movimento coletivo permitiu compreender, de forma aprofundada, os diferentes contextos e necessidades. Como resultado, os diagnósticos desenvolvidos — independentemente da metodologia ou das referências adotadas — passaram a refletir de forma consistente as especificidades do modelo de negócios cooperativo e suas respectivas legislações.
Identidade
O primeiro grande marco veio com o Diagnóstico Identidade, desenvolvido em parceria com a Fundace. A ferramenta buscava mapear elementos essenciais do modelo cooperativista, considerando princípios, conformidade legal e aspectos ligados à identidade organizacional. A construção aconteceu de forma coletiva, com forte participação das organizações estaduais. O processo também abriu espaço para troca de experiências e compartilhamento de boas práticas.
Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade. Além de fortalecer sua identidade, as cooperativas precisavam avançar em gestão e governança para responder às exigências do mercado e ampliar sua competitividade.
Governança e gestão
Em 2012, o Sistema OCB firmou parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para desenvolver o diagnóstico de Governança e Gestão, hoje uma das soluções mais consolidadas do AvaliaCoop. O modelo foi estruturado em níveis de maturidade e permite que cada cooperativa evolua de forma gradual, respeitando seu contexto e estágio de desenvolvimento.
A lógica é acompanhar uma jornada contínua de evolução, uma vez que implementar boas práticas exige preparo, tempo e amadurecimento institucional. Foi nesse contexto que nasceu também o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, criado para incentivar o compartilhamento de conhecimento entre cooperativas. A iniciativa deu origem ao compêndio de boas práticas, que segue como uma importante ferramenta de disseminação de experiências dentro do cooperativismo.
Para o coordenador de Inteligência Analítica do Sistema OCB, Tomás Nascimento, essa consistência metodológica é o que garante resultados concretos. "Celebrar os 15 anos dos diagnósticos AvaliaCoop é reconhecer o trabalho de todos que se dedicaram para chegarmos até aqui, com a consistência de um trabalho tático-operacional que sustenta resultados concretos. Ao estruturar metodologia e conteúdo, evoluir sistemas, analisar dados com rigor e apoiar as OCEs de forma ativa, consolidamos uma cultura orientada a dados. Esse conjunto integrado é o que transforma informação em direcionamento e garante a efetividade e a evolução contínua das cooperativas."
A coordenadora de Governança e Gestão, que atuou na coordenação de Inteligência Analítica por quase 10 anos, Simone Montandon, destaca que a robustez do programa está diretamente ligada ao seu processo de aprimoramento permanente. "Durante esses 15 anos, os diagnósticos passaram por uma evolução contínua e estruturada, com revisões sistemáticas de questionários, atualização de conceitos e refinamento metodológico a cada ciclo. Houve também um investimento permanente na evolução tecnológica da plataforma, ampliando a confiabilidade dos dados, a comparabilidade e a qualidade das devolutivas. O resultado é um sistema mais intuitivo, mais rastreável e com impacto cada vez mais concreto na gestão das cooperativas."
Apoio
Com o avanço dos diagnósticos, o AvaliaCoop passou a apoiar diretamente outras áreas do Sistema OCB, especialmente em formação profissional e decisões estratégicas. Os dados coletados passaram a orientar o planejamento de ações e soluções voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, incluindo a criação de cursos, capacitações e iniciativas conectadas às demandas reais do setor. "Antes disso, muitas iniciativas acabavam sendo repetidas sem um direcionamento claro. Com os diagnósticos, tornou-se possível identificar prioridades com mais precisão e aumentar a efetividade das entregas", conta Susan.
Ao longo dos anos, o AvaliaCoop deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para assumir uma posição estratégica dentro do Sistema OCB. Atualmente, o eixo reúne cinco soluções diagnósticas principais: Identidade, Governança e Gestão (PDGC), Desempenho, Negócios e ESG.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, explica que essa evolução acompanhou as transformações do mercado e as novas demandas do cooperativismo. Segundo ela, o conceito de monitoramento se ampliou e passou a incorporar uma atuação mais voltada à inteligência analítica e ao desenvolvimento organizacional. "O diagnóstico não é um fim em si mesmo. Ele é a porta de entrada para entender desafios, definir prioridades e desenvolver soluções mais assertivas", afirma.
Essa nova fase ganhou ainda mais força a partir de 2022, quando o Sistema OCB iniciou uma revisão do portfólio de soluções para integrar de forma mais clara os diagnósticos às áreas de capacitação, negócios, ESG e cultura cooperativista.
Sustentabilidade
O movimento também acompanhou mudanças importantes no ambiente de negócios. Temas ligados à sustentabilidade, impacto social e governança passaram a ocupar espaço central na estratégia das cooperativas e impulsionaram a criação do diagnóstico ESG.
A solução foi desenvolvida para apoiar cooperativas na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o cooperativismo às exigências atuais do mercado. "O mercado mudou e as cooperativas precisam acompanhar essas transformações para continuarem competitivas e sustentáveis", destaca Débora.
Futuro
Além do ESG, o AvaliaCoop passou a ampliar seu olhar para temas que vêm adquirindo cada vez mais importância, ligados à saúde organizacional, desempenho laboral e sustentabilidade dos negócios, e que se relacionam diretamente com a NR1. Entre as próximas entregas previstas está o Diagnóstico de Saúde e Bem-Estar, atualmente em fase piloto e com lançamento nacional previsto para o próximo ano.
Outro foco imediato do Sistema OCB é ampliar a adesão das cooperativas às soluções diagnósticas e evoluir as estratégias e metodologias de oferta dessas. A avaliação é que a cultura do desenvolvimento organizacional ainda tem muito espaço para crescer dentro do cooperativismo brasileiro. A proposta é dar um grande passo para otimizar a experiência da jornada AvaliaCoop e fazer com que os diagnósticos integrem cada vez mais a rotina das cooperativas, apoiando o planejamento, a priorização de investimentos e o fortalecimento da gestão.
Para Susan, olhar para os 15 anos do AvaliaCoop é reconhecer uma construção coletiva, feita gradualmente e sempre em diálogo com as necessidades das cooperativas. "Tudo foi construído aos poucos. O importante é entender essa trajetória e continuar evoluindo sem perder de vista o caminho que foi percorrido até aqui", ressalta.
Débora reforça que o desenvolvimento organizacional precisa fazer parte da cultura das cooperativas. "Tudo começa com uma pergunta simples: como estou? Não adianta querer abraçar o mundo. Uma prioridade bem estruturada vale mais do que dez objetivos que ficam só no papel", conclui.
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SABER COOPERAR
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
Saiba mais:
Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista
Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop
SABER COOPERAR
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
Saiba mais:
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Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop
SABER COOPERAR
Intercooperação fortalece cooperativas e gera valor para os cooperados
Imagine um caixa eletrônico único que atendesse a todas as cooperativas de crédito. Ou uma solução tecnológica capaz de aprimorar as contas digitais oferecidas a cooperados de diferentes instituições. Iniciativas como essas podem se tornar realidade e mostram o potencial da intercooperação, 6º princípio do cooperativismo, que incentiva as cooperativas a trabalharem juntas para ampliar sua capacidade de atuação, resultados e impacto socioeconômico.
No cooperativismo de crédito, esse movimento ganhou força a partir de 2021, quando o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) definiu a intercooperação como uma de suas prioridades e passou a planejar ações, produtos e serviços que pudessem ser desenvolvidos de forma sistêmica. Dois anos depois, em 2023, foi assinado um Protocolo de Intenções para promover práticas de intercooperação entre os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e iniciar a construção conjunta de soluções em áreas consideradas estratégicas para o ramo.
Em 2024, o conselho definiu seis temas de estudo e desenvolvimento: securitização; transporte de valores e numerário; Universidade Cooperativa; segurança cibernética e antifraude; seguros; e contratação de consultoria para implementação do split payment – mecanismo tecnológico que separa de forma instantânea os impostos devidos do restante da receita de uma transação.
Para cada tema, foram criados grupos de trabalho com técnicos indicados pelos sistemas cooperativistas de crédito e um representante das cooperativas singulares independentes. O especialista em cooperativismo financeiro Lúcio Faria, coordenador dos grupos de trabalho de intercooperação do Ceco, explica que a proposta é unir conhecimentos e experiências para desenvolver soluções, produtos e serviços capazes de gerar ganhos de escala, reduzir custos e aumentar a eficiência do SNCC.
“Mais importante do que os resultados, é que esteja sendo criada uma cultura de intercooperação. Essa talvez seja a maior entrega do projeto, porque cria um ambiente permanente de confiança entre os sistemas para desenvolver soluções conjuntas também no futuro. É mais fácil intercooperar para o novo do que para o que já está constituído”, destaca o consultor do Sistema OCB.
Entre as frentes do projeto, a Universidade Cooperativa vem ganhando destaque por priorizar a formação de conselheiros de administração das cooperativas. Sicoob e Sescoop, por exemplo, já possuem programas de certificação voltados a esses dirigentes e estão compartilhando suas experiências para contribuir com a concepção da universidade.
“Já foi construída a matriz de competências, com contribuições dos sistemas e do Banco Central, e o projeto está em fase de contratação para os mapas de conteúdo. Logo depois, teremos as etapas de desenvolvimento de conteúdos e das propostas metodológicas, além da produção dos cursos e guias metodológicos, com previsão de conclusão em setembro de 2027”, detalha Faria.
Mais do que estabelecer parcerias negociais, o projeto de intercooperação no ramo crédito visa consolidar uma forma de atuação baseada no 6º princípio, com união, ajuda mútua e confiança. Na prática, a redução de custos e o ganho de eficiência proporcionados pelas soluções conjuntas podem melhorar a oferta de produtos e serviços e, ao final do exercício, gerar resultados que retornem ao cooperado. “A intercooperação amplia a capacidade das cooperativas de entregar mais valor ao cooperado, preservando a essência do modelo cooperativista e fortalecendo a cultura coop”, afirma o especialista
O projeto conduzido pelo Ceco também evidencia um diferencial relevante do cooperativismo: as cooperativas podem competir entre si no mercado, mas encontram dentro do movimento oportunidades para intercooperar e atuar conjuntamente em questões que impactam todo o segmento. “O século 21 apresenta desafios que serão mais facilmente enfrentados com cooperação. Entre eles, podemos destacar a transformação digital e rápida evolução tecnológica, a crescente competição e a maior complexidade regulatória. Quando as cooperativas se unem para desenvolver soluções em conjunto, fortalecem todo o sistema e ampliam sua capacidade de competir no mercado”, ressalta Lúcio Faria.
Base histórica
“Cooperativas se fortalecem quando aprendem, fazem negócios e constroem soluções juntas”. A afirmação é do professor Rafael Campolino, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Católica de Brasília (UCB), para quem a intercooperação também significa fortalecer alianças. “O 6º princípio parte de uma compreensão bastante concreta: uma cooperativa pode realizar muito, mas amplia sua força quando trabalha em conjunto com outras”, compara.
Essa atuação conjunta pode ocorrer por meio da troca de conhecimentos, do compartilhamento de tecnologias e estruturas, da formação de profissionais, da abertura de mercados ou da realização de projetos comuns. “Na prática, a intercooperação permite ganhar escala sem perder a identidade. Uma cooperativa continua preservando sua autonomia, mas passa a integrar uma rede capaz de enfrentar desafios que, isoladamente, seriam mais difíceis. É uma relação construída com confiança, reciprocidade e a compreensão de que o crescimento pode ser compartilhado”, afirma Campolino.
A intercooperação tem raízes nas origens do cooperativismo moderno. Segundo Campolino, suas bases estão relacionadas às ideias do filósofo político e reformista social Robert Owen, que, no século 19, defendia uma organização econômica fundamentada na educação, na ajuda mútua e na construção coletiva de melhores condições de vida. Ideais que se materializaram em 1844, quando os Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra, se uniram para criar uma cooperativa baseada na participação democrática e na união de esforços.
Desde então, a intercooperação vem transformando a união, a parceria e a ajuda mútua em prática cotidiana nas cooperativas. E isso ocorre de várias maneiras: quando uma cooperativa compartilha uma experiência bem-sucedida, oferece apoio diante de uma dificuldade ou se une a outras para alcançar um objetivo comum. “Quando uma cooperativa ajuda a fortalecer outra, todo o movimento cooperativista ganha mais capacidade de representação, inovação e geração de oportunidades”, destaca Campolino.
“A intercooperação pode ampliar o acesso a mercados, serviços, crédito, tecnologias, capacitações e oportunidades de trabalho e renda. Também pode melhorar as condições de compra e comercialização e reduzir custos por meio do compartilhamento de estruturas e soluções”, lista o professor.
Além de benefícios para as cooperativas, a prática e fortalecimento do 6º princípio trazem vantagens para os cooperados, que passam a fazer parte de uma rede mais ampla de apoio e oportunidades. Isso ocorre porque, quando as cooperativas atuam em conjunto, aumentam sua capacidade de negociar, inovar, superar dificuldades e defender interesses comuns.
Segundo Campolina, em meio a um contexto de transformações econômicas e tecnológicas cada vez mais rápidas, a intercooperação permanece atual. “Questões como acesso ao crédito, inovação, sustentabilidade, competitividade e abertura de mercados dificilmente são enfrentadas de maneira satisfatória por uma organização isolada. A intercooperação permite unir competências, compartilhar recursos e encontrar caminhos mais sólidos”.
Intercooperação de ideias
Nas salas de aula do curso de formação em Gestão de Cooperativas, oferecido pela UCB em parceria com o Sescoop/DF, Campolino acompanha de perto como o 6º princípio ganha forma no dia a dia. Como estudantes da turma, representantes de cooperativas de reciclagem do Distrito Federal encontram espaço para compartilhar conhecimentos e desafios de seu trabalho cotidiano.
“Uma experiência de gestão, uma solução operacional ou uma tecnologia conhecida por uma cooperativa pode abrir novas possibilidades para as demais”, destaca o professor. “Quando o conhecimento de uma cooperativa contribui para o crescimento de outra, o cooperativismo revela sua verdadeira força. É o 6º princípio aplicado na prática: cooperativas unindo esforços para gerar oportunidades, fortalecer comunidades e transformar a vida das pessoas”, complementa Campolino.
Leia as outras matérias da série Princípios do Cooperativismo:
Qual o significado de adesão voluntária e livre?
Gestão democrática fortalece governança e pertencimento
Participação econômica gera ciclo virtuoso de desenvolvimento
Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca
Educar para cooperar: 5º princípio mantém viva a cultura coop
Acesse a nova trilha de aprendizagem sobre Cultura Coop na plataforma CapacitaCoop:
História, Memória e Cultura Cooperativista
01/09/2026
SABER COOPERAR
Cooperativas poderão criar cultura de seguros no Brasil, afirma especialista
Da zona rural, no interior do país, às áreas urbanas castigadas por eventos climáticos extremos, a falta de proteção securitária é uma realidade que atravessa o Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), menos da metade dos brasileiros (46%) têm algum tipo de seguro ou previdência privada. É nesse cenário que o cooperativismo chega ao mercado com potencial para transformar o setor, pela “experiência, governança e compromisso com as pessoas”, na avaliação de Angélica Carlini, que atua há quatro décadas no segmento segurador.
Advogada, professora e consultora do Ramo Seguros do Sistema OCB, ela acompanha de perto a regulamentação conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), por meio da Resolução CNSP 492/2026, e ajuda a orientar as cooperativas interessadas em ingressar no setor.
Para a especialista, a chegada das cooperativas é uma oportunidade histórica de levar proteção securitária a quem o mercado tradicional não alcança e de construir, pela primeira vez em larga escala no país, uma cultura de seguros.
“É preciso educar para o seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam”, afirmou Angélica Carlini em entrevista ao Sistema OCB.
A consolidação do coop de seguros alinha o Brasil a uma realidade global, em que cooperativas e mútuas já respondem por cerca de 26% da atividade securitária, segundo a Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), participação que supera 40% em países como Estados Unidos, França e Alemanha.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: A regulamentação abriu portas para a constituição das novas cooperativas de seguros. Como a atuação ampla do cooperativismo impacta o setor?
Angélica Carlini: Os seguros são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de uma sociedade. Países mais desenvolvidos possuem uma atividade de seguros pujante, o que significa que os seguros estão presentes na vida das pessoas em seu cotidiano, não são um luxo ou algo inatingível, mas um instrumento de proteção com o qual se pode contar de forma contínua. No Brasil, a contratação de seguros ainda é pequena e, principalmente, nem sempre chega àqueles que estão mais expostos aos riscos, o que é uma contradição muito ruim. A chegada das cooperativas de seguros é um fato a ser comemorado. Teremos maior capilarização e, certamente, maior diversidade de produtos de seguro, sempre com adequação às principais necessidades dos contratantes. Por outro lado, as cooperativas de seguros vão atuar em um mercado em que existem amplas oportunidades de crescimento e de sinergia com tudo aquilo que o cooperativismo já desenvolve no país, o que é altamente positivo.
O que os cidadãos têm a ganhar ao escolher uma proteção feita pelo cooperativismo em vez de uma seguradora comum? Quais serão os diferenciais do coop nesse mercado?
A perspectiva é de que ganhe no preço e na adequação do produto de seguro. Seguradoras são sociedades anônimas com custo operacional muito diferente das cooperativas e com a obrigatoriedade de trazer lucro para seus acionistas; só esse detalhe já sinaliza o quão diferente poderá ser a precificação. Além disso, os cooperados poderão organizar melhor as coberturas de seguro em conformidade com aquilo que, realmente, possui necessidade de proteção. Vale destacar, ainda, que as cooperativas poderão ser muito mais ágeis para efetuar o pagamento das indenizações, o que sempre é uma vantagem competitiva.
No cenário global, as cooperativas e mutualistas respondem por até 40% do mercado de seguros em alguns países. Como o Brasil pode alcançar esse patamar?
No Brasil, o maior diferencial das cooperativas de seguro pode ser chegar em locais onde as seguradoras não chegam, capilarizar a oferta de seguros para uma parcela da população que ainda não contrata e que, muitas vezes, nem conhece seguro de forma satisfatória. Outro diferencial importante é que as cooperativas de seguro poderão oferecer seguros mais adequados ao perfil dos cooperados porque, a rigor, cada cooperado é também um contratante de seguro, ajuda a otimizar as coberturas mais adequadas e necessárias para os cooperados. A experiência internacional será muito válida para que as cooperativas de seguro brasileiras aprendam com os erros e acertos praticados em outras partes do mundo, em especial na América Latina, cujos países guardam muitas semelhanças entre si.
Como o cooperativismo de seguros pode democratizar o acesso a esse serviço e chegar a regiões em que as grandes seguradoras não estão presentes?
O mercado tradicional de seguros é movimentado por sociedades anônimas com capital aberto ou fechado, mas que possuem acionistas, que são investidores e querem ter retorno. Ou seja, as seguradoras precisam dar lucro para que os investidores não desistam dos investimentos feitos. Para isso, é preciso organizar a atividade negocial de forma a atender alguns objetivos muito diferentes daqueles de uma cooperativa. É preciso lembrar, ainda, que a maior parte das seguradoras do país se instalou nos grandes centros urbanos há muito tempo e, desenvolveu estratégias para atuar nessas regiões porque ali estava o seu maior público.
As cooperativas têm uma história diferente, nasceram em locais em que era preciso somar esforços para superar obstáculos e avançar econômica e socialmente, por isso é muito mais fácil para elas atuarem em locais mais distantes das grandes cidades com eficiência e agilidade. É importante lembrar que para chegar a todos os cantos do país há um passo a ser dado e que não pode ser ignorado de forma alguma: é preciso educar para seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam.
No Brasil ainda não há essa cultura do seguro?
Não. É comum que alguém diga em uma fábrica ou restaurante: 'estou aqui há 40 anos e nunca tive que pagar uma indenização para ninguém'. O dia que tiver que pagar a primeira, se não tiver contratado um seguro, poderá ter que vender o estabelecimento para poder fazer isso. Ou então alguém que nos diz: “tenho esta casa há 30 anos e nunca tive nenhum problema’. Que bom, porque, sem seguro, um único curto circuito na fiação elétrica pode ser o fim do imóvel se o incêndio destruir tudo. Isso sem falar que as pessoas podem falecer repentinamente e deixar filhos pequenos, dependentes econômicos, que terão muita dificuldade em seguir vivendo com dignidade sem os recursos de seu genitor ou genitora. Não se trata de pensar em tragédias! A educação para o seguro nos ensina a considerar que os acidentes acontecem e que temos que agir de forma preventiva, para evitar que aconteçam; mas também de forma positiva para ter recursos se vierem a ocorrer independentemente das precauções adotadas.
Qual a principal orientação para grupos que estão se organizando para constituir novas cooperativas de seguros e submeter à avaliação da Susep?
Existem vários passos a serem dados e todos são muito importantes para que os resultados finais sejam positivos. O estatuto é desses passos muito importantes. Mas, também é preciso se informar sobre seguros, fazer os cursos que a OCB colocou à disposição na plataforma CapacitaCoop, buscar informações com profissionais que tenham realmente conhecimento para assessorar e, principalmente, seguir corretamente as determinações do órgão regulador, Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, que se encontra na Resolução 492/2026. A OCB já preparou material sobre esse tema, inclusive um conjunto de Perguntas e Respostas que vai ajudar muito, junto com os minicursos, a expandir o conhecimento das lideranças motivadas para a constituição de cooperativas de seguro.
Assista à live “Cooperativismo de Seguros: a Resolução CNSP 492/2026 e os novos caminhos para o coop”
01/09/2026
SABER COOPERAR
Educar para cooperar: 5º princípio mantém viva a cultura coop
São Roque de Minas (MG) já foi conhecida pelo título de “a cidade que morria devagar”. A economia estagnada e a ausência de instituições bancárias levavam a população do município mineiro para longe, em busca de oportunidades, especialmente os jovens. A chegada do cooperativismo de crédito e o investimento em educação mudaram o final dessa história. Com o fortalecimento do 5º princípio do cooperativismo – Educação, formação e informação e comunicação –, São Roque hoje acumula projetos bem sucedidos que transformaram gerações da comunidade.
Essa mudança teve início em 1991, com a fundação do Sicoob Sarom, antiga Saromcredi. A cooperativa de crédito garantiu o acesso dos moradores a serviços financeiros e impulsionou a produção artesanal do queijo Canastra. A economia local se fortaleceu e a cooperativa passou a refletir sobre como manter os jovens na cidade para fortalecer o desenvolvimento do município.
Foi assim que, em 1999, nasceu a Cooperativa Educacional Sarom (CES), com apoio do Sicoob. A missão da escola era formar lideranças alinhadas com a visão do cooperativismo, que compreendessem a importância do trabalho coletivo e do interesse pela comunidade. “A criação da cooperativa educacional, com o apoio da Sarom, foi também uma estratégia de sustentabilidade da cooperativa de crédito. Na época, tínhamos poucas pessoas na cidade com cursos de graduação, o que dificultava o crescimento da cooperativa em razão da falta de mão-de-obra”, destaca Ighor Oliveira, gerente de Educação e Desenvolvimento do Sicoob Sarom.
A escola começou oferecendo educação infantil, e hoje atende todas as etapas da educação básica, até o ensino médio. A diretora da CES, Maria José Leite, conta, orgulhosa, que já formou gerações de cooperativistas e hoje há ex-alunos trazendo os filhos, trabalhando na instituição e até mesmo integrando o Conselho de Administração.
“A educação cooperativista é um processo de longo prazo. Atualmente, 51% dos alunos que se formaram na CES e concluíram a graduação, voltaram a São Roque. Aquilo que a gente desejou lá no passado, que era o retorno dos filhos de São Roque, aconteceu. Talvez seja o maior reconhecimento do nosso trabalho”, afirma. Em 2026, a CES atingiu a marca de 200 alunos matriculados.
Raízes
O exemplo de São Roque de Minas mostra como os princípios do cooperativismo – que nasceram com a Sociedade dos Pioneiros de Rochdale, em 1844 – seguem atuais e estão conectados ao dia a dia das cooperativas, segundo o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Pablo Albino.
“Não é algo separado, que está em uma placa. Eles são fundamentais para nortear a estratégia e o futuro das cooperativas, mesmo em 2026”, afirma Albino, que coordena o curso de graduação em Cooperativismo da universidade.
O professor aponta que, em um momento de forte expansão do coop brasileiro, torna-se ainda mais urgente fortalecer os diferenciais desse modelo de negócios e destaca a importância estratégica do 5º princípio para essa construção. “Se olharmos para o tamanho que as cooperativas estão tomando no Brasil – em número de cooperados e funcionários – esse princípio precisa de atenção. Se a cooperativa não fizer esse trabalho de educação e informação, vamos ter cooperados e colaboradores envolvidos nas organizações sem saber do que eles estão fazendo parte”, pondera.
Albino destaca que há diferentes tipos de estratégias para colocar o 5º princípio em prática: seja em cooperativas escolares, como a de São Roque, ou ações de educação, capacitação e formação de cooperados, colaboradores e novas lideranças.
Semente
Em São Roque de Minas, além de seguir apoiando a cooperativa educacional e oferecer bolsas de estudo na instituição para os filhos de seus cooperados, o Sicoob Sarom entendeu que era preciso ir além e ampliou os esforços para fortalecer a cultura cooperativista na região.
Em 2013, a cooperativa criou o Movimento Coop Educação para levar o modelo a outras escolas. “A experiência da Cooperativa Educacional está, geograficamente, limitada a São Roque de Minas. Por isso, a partir do movimento, levamos a educação cooperativista para as escolas públicas dos municípios onde o Sicoob Sarom atua”, explica Oliveira.
O projeto leva filosofia cooperativista, empreendedorismo e educação financeira para as salas de aula de mais de 100 escolas públicas e privadas parceiras, em sete municípios. Mais de 2 mil professores e 50 mil estudantes já foram impactados pelo movimento. “Se lá atrás se a gente tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada, hoje em São Roque de Minas, nossa sede, 40% dos nossos colaboradores vieram, ou da cooperativa educacional, ou do programa educacional”, destaca.
O modelo inspira e pode ajudar outras cooperativas interessadas nesse investimento a longo prazo na educação cooperativista. O gerente conta que, todos os anos, recebe visitantes de diferentes partes do país interessados em conhecer a revolução educacional promovida pelo Sicoob Sarom. “Estamos abertos a receber visitas de intercooperação e compartilhar nossa experiência”, convida.
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História, Memória e Cultura Cooperativista
20/08/2026
SABER COOPERAR
Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca
Como conciliar parcerias comerciais, relacionamento com governos e a atuação em um mercado cada vez mais competitivo sem perder a essência cooperativista? A resposta está no 4º Princípio do Cooperativismo: Autonomia e independência. Mais do que garantir a liberdade de gestão das cooperativas, ele assegura que elas possam realizar alianças estratégicas e fortalecer sua atuação sem abrir mão de sua identidade, valores e dos direitos dos cooperados.
Segundo o professor Márcio Nunes, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), esse princípio permanece tão atual quanto na época em que foi incorporado ao conjunto de diretrizes que orientam o cooperativismo, em 1995, pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
“O 4º princípio segue cada vez mais relevante porque as cooperativas precisam realizar diversas parcerias institucionais por estarem inseridas em um ambiente competitivo. A autonomia garante que elas realizem alianças com terceiros sem perder a sua identidade, missão, valores e sem interferir na gestão democrática”, detalha.
Na prática, isso significa que toda parceria, negociação ou iniciativa que envolva governos, instituições financeiras ou outras organizações deve respeitar a autonomia da cooperativa e preservar o controle democrático exercido pelos cooperados. Qualquer influência externa que comprometa esse princípio, favoreça interesses particulares ou conceda privilégios em detrimento da coletividade enfraquece a essência do modelo cooperativista.
Nunes, no entanto, pondera que a independência prevista no 4º princípio não significa isolamento em relação ao poder público. Pelo contrário, ela permite que as cooperativas tenham acesso a políticas públicas e estabeleçam relações institucionais sem comprometer sua autonomia nem a gestão exercida pelos associados. “A autonomia e independência não impedem que os governos reconheçam o valor das cooperativas e apoiem o seu desenvolvimento. Pelo contrário, leis, políticas e regulamentos podem ser criados ou aperfeiçoados no âmbito das cooperativas sem interferir em suas características”.
Impacto positivo para os cooperados
Esse equilíbrio entre autonomia, parcerias e gestão democrática pode ser observado na prática na Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar da Comunidade de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), no interior da Bahia. A cooperativa mantém uma ampla rede de parcerias com órgãos públicos, instituições financeiras e entidades de apoio para ampliar oportunidades aos cooperados e acessar novos mercados. Ainda assim, todas as decisões estratégicas permanecem sob o controle da cooperativa, sendo deliberadas pela gestão e pelos cooperados, principalmente durante as assembleias, onde cada associado tem voz e direito a voto.
“O 4º princípio é extremamente importante porque garante que a Cooperlad preserve sua identidade, atue sempre em benefício dos cooperados e mantenha uma gestão participativa, transparente e comprometida com o desenvolvimento da agricultura familiar”, afirma o presidente da cooperativa, Cristóvão Roma.
Os resultados dessa atuação beneficiam cerca de 200 cooperados distribuídos em mais de cinco territórios de identidade da Bahia. Por meio da organização coletiva, da agroindustrialização e do acesso a mercados, produtores rurais de diferentes municípios ampliam suas oportunidades de geração de renda sem abrir mão da participação nas decisões da cooperativa. Assembleias, prestação de contas e diálogo permanente garantem que a gestão seja construída de forma coletiva.
“Autonomia, transparência e democracia estão diretamente ligadas. Esses valores fortalecem a confiança, estimulam o envolvimento dos associados e garantem que todos tenham voz dentro da cooperativa”, destaca Roma.
Para o presidente, o maior benefício para os cooperados é a segurança de fazer parte de uma organização que representa seus interesses, sem interferências externas. Ao participar das decisões e acompanhar de perto a gestão, cada associado contribui para o fortalecimento da cooperativa e para o desenvolvimento coletivo.
“A autonomia permite que a Cooperlad mantenha seus objetivos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, promovendo oportunidades, geração de renda e crescimento para seus cooperados. Essa forma de trabalhar garante mais oportunidades, participação nas decisões, fortalecimento da produção, acesso a mercados e melhoria da qualidade de vida”, resume.
Como fortalecer o 4º princípio
Na avaliação do professor de Gestão de Cooperativas da UFRB, a autonomia e a independência das cooperativas se fortalecem quando os cooperados exercem, de fato, o controle sobre a organização. Para isso, é indispensável que tenham acesso a informações rápidas, claras e confiáveis, capazes de subsidiar a participação nas decisões e o exercício da gestão democrática.
“A transparência e a prestação de contas contribuem para a gestão democrática da cooperativa, pois impulsionam a participação dos cooperados nos espaços de decisão, reduzem conflitos, ampliam a confiança entre os membros e fortalecem a governança da organização”, explica Nunes.
Mais do que um princípio de governança, a autonomia e a independência garantem que as cooperativas continuem fiéis ao seu propósito de promover o desenvolvimento econômico e social de forma democrática, sustentável e centrada nas pessoas.
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14/08/2026
SABER COOPERAR
Histórias de um mundo melhor
O documentário Histórias de um Mundo Melhor percorre diferentes regiões do país revelando, por meio de histórias reais, como o cooperativismo transforma a vida das pessoas. Da floresta manejada de forma sustentável em Rondônia às vinhas centenárias da Serra Gaúcha, cada trajetória revela um Brasil que resiste, se reinventa e cuida do coletivo. Mais do que um filme, a produção é um retrato sensível do que o cooperativismo tem de mais bonito: gente que se une para construir um futuro mais justo e próspero para todos.
06/08/2026
SABER COOPERAR
Conquistas do coop no 1° semestre de 2026 | Se Liga no Sistema OCB
Neste Se Liga no Sistema OCB, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, apresenta alguns dos principais avanços alcançados, como o reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural do Brasil, a presença das cooperativas no MasterChef Brasil, ações de promoção internacional, importantes vitórias na agenda de representação institucional e o lançamento de mais uma edição do Programa de Educação Política.
06/08/2026
Todos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
09/09/2026
ECA Digital: ANPD publica orientações preliminares sobre aferição de idade
Como já abordado em edições anteriores deste informativo a Lei nº 15.211/2025 (ECA Digital), estabelece uma série de medidas para prevenção de riscos e proteção integral de menores no ambiente digital, impactando diretamente cooperativas que mantêm plataformas digitais, aplicativos, e-commerces e sites potencialmente acessíveis por menores.
Afinal, quais cooperativas precisam implementar as medidas previstas no ECA Digital?
Cooperativas que disponibilizem produtos ou serviços digitais direcionados ou de “acesso provável” por crianças e adolescentes, tais como:
sites institucionais com áreas interativas;
aplicativos;
plataformas educacionais;
e-commerces;
ambientes digitais voltados à capacitação;
programas sociais ou de relacionamento com jovens;
canais digitais com possibilidade de interação entre usuários.
A avaliação sobre “acesso provável” deve ser realizada individualmente por cada cooperativa, considerando fatores como público potencial da solução digital, funcionalidades disponíveis, atratividade para menores, possibilidade de interação entre usuários, dentre outros. O próprio ECA Digital utiliza conceitos amplos, motivo pelo qual a ANPD reconhece que o tema exige aprofundamento regulatório.
Além disso, determinadas atividades exigem medidas de aferição de idade independentemente da discussão sobre “acesso provável”. É o caso de cooperativas que comercializam produtos proibidos para menores de 18 anos em ambiente digital, como bebidas alcoólicas ou outros itens sujeitos à restrição etária. Nesses casos, mecanismos confiáveis de verificação de idade tornam-se medida necessária para impedir acesso ou aquisição indevida por menores.
Quais são as novidades relacionadas ao tema?
Recentemente, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou o documento “Mecanismos confiáveis de aferição de idade – Orientações Preliminares”, trazendo as primeiras diretrizes oficiais sobre um dos temas considerados mais prioritários para implementação do ECA Digital: a verificação confiável da idade dos usuários em ambientes digitais.
A aferição de idade é um dos aspectos mais importantes já que a partir da correta identificação etária, é possível aplicar medidas proporcionais de proteção, como restrição de acesso a conteúdos inadequados, ativação de mecanismos de supervisão parental, limitação de funcionalidades, adoção de configurações mais protetivas de privacidade, dentre outras. Sobre o ponto, a ANPD destaca no documento recentemente publicado que a simples autodeclaração da idade não é considerada mecanismo confiável. Segundo as orientações preliminares, soluções baseadas exclusivamente em informação fornecida pelo próprio usuário possuem baixo grau de confiabilidade e podem ser facilmente burladas.
O documento apresenta os principais requisitos que deverão orientar os mecanismos de aferição de idade:
proporcionalidade entre o método adotado e o risco do serviço;
acurácia, robustez e confiabilidade da solução;
proteção da privacidade e minimização de dados;
inclusão e não discriminação;
transparência e auditabilidade; e
interoperabilidade entre soluções tecnológicas.
As orientações reforçam que os mecanismos implementados devem observar os princípios da LGPD, especialmente minimização de dados, finalidade e segurança. A ANPD recomenda evitar coleta excessiva de informações e priorizar soluções capazes de validar apenas o atributo etário necessário, reduzindo impactos à privacidade dos usuários. Além disso, a Agência demonstra preocupação com mecanismos excessivamente invasivos, especialmente soluções baseadas em biometria facial.
Embora o tema ainda dependa de regulamentações complementares, as orientações preliminares deixam claro que a aferição de idade deverá ser uma das primeiras medidas alvo de fiscalização pela ANPD. Logo, cooperativas que disponibilizam ambientes digitais acessados ou potencialmente acessíveis por menores devem iniciar imediatamente avaliações de risco e planos de adequação.
LGPD
10/04/2026
Shadow AI e proteção de dados pessoais: desafios para a governança cooperativista
A rápida disseminação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem proporcionado ganhos relevantes de produtividade e eficiência, mas também evidenciou um novo e significativo risco para a conformidade com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as boas práticas Segurança da Informação: a chamada Shadow AI.
Esse fenômeno ocorre quando, por exemplo, colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial (como chatbots públicos, geradores de texto ou soluções de análise de dados e código) sem aprovação formal, supervisão técnica ou governança institucional, muitas vezes motivados pela intenção legítima de otimizar tarefas do dia a dia.
No contexto das cooperativas esse uso não controlado representa um risco direto à conformidade legal e à segurança das informações. Some-se a isso o fato de que o modelo cooperativista é fundamentado na confiança mútua entre cooperados e gestão: um incidente de segurança não representa apenas um problema jurídico, mas pode abalar a própria essência do vínculo cooperativo.
Na prática, a Shadow AI se materializa quando dados pessoais e informações institucionais, como relatórios, contratos, dados cadastrais, informações financeiras ou registros de atendimento, são inseridas em ferramentas de IA não homologadas para obtenção de análises, resumos ou sugestões. O risco não está na tecnologia em si, mas no fato de que, ao realizar esse procedimento, as informações e dados pessoais ultrapassam o “perímetro de segurança” sem qualquer controle técnico, garantias de confidencialidade ou clareza quanto ao armazenamento, reutilização ou descarte dessas informações, que podem ser utilizadas para treinamento de modelos, ampliando significativamente os riscos de exposição.
Diferentemente dos ataques cibernéticos tradicionais, não há indícios claros de violação, como malware ou invasões e a exposição ocorre de forma silenciosa, decorrente de ações internas aparentemente inofensivas.
Sob a perspectiva da LGPD, a Shadow AI cria um conjunto relevante de vulnerabilidades. O uso não autorizado de dados pessoais viola princípios fundamentais desta legislação, como finalidade, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização, além da ausência de rastreabilidade sobre onde e como as informações e dados pessoais foram processados, fragilizando a governança corporativa como um todo.
Para cooperativas, cuja cultura é baseada em colaboração e confiança, a abordagem mais eficaz envolve a adoção de políticas institucionais bem definidas com participação ativa do Encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO) e das áreas de TI, sendo fundamental a orientação sobre o uso adequado de tecnologias de IA.
Nesse contexto, o maior risco já não reside apenas em agentes externos maliciosos, mas em práticas internas que podem comprometer a governança institucional. Antecipar esses riscos, estruturar uma governança para uso inteligência artificial e fortalecer a cultura de proteção de dados pessoais são medidas essenciais para preservar a confiança dos cooperados, a reputação institucional e os princípios fundamentais do cooperativismo.
LGPD
Decretos regulamentam o ECA Digital
Em 18 de março de 2026, o Governo Federal publicou três decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), trazendo maior clareza sobre como as obrigações legais devem ser implementadas. De forma geral, a regulamentação não traz muitas orientações práticas (indicando que a Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD o fará oportunamente), mas define competências institucionais, estrutura a atuação estatal e indica caminhos para a adoção das medidas exigidas.
Os decretos tratam, essencialmente, de três frentes:
Detalhamento da aplicação do ECA Digital (Decreto nº 12.880/2026)
Estabelece diretrizes para sua execução, reforçando a necessidade de adoção de medidas como verificação de idade, controles parentais, gestão de riscos e proteção de dados de crianças e adolescentes. Ainda que não esgote todos os aspectos técnicos, o decreto orienta a implementação com base em uma abordagem de risco e no melhor interesse do menor, indicando que as soluções adotadas devem ser proporcionais ao nível de risco das atividades. Na prática, isso significa que as cooperativas passam a ter maior previsibilidade sobre como estruturar seus programas de adequação, ainda que persistam lacunas que dependerão de regulamentação complementar pela ANPD.
Reestruturação da ANPD e fortalecimento da fiscalização (Decreto nº 12.881/2026)
Promove alterações relevantes na estrutura da ANPD, responsável pela fiscalização do ECA Digital. Destaca-se a criação de superintendências especializadas, o que tende a ampliar a capacidade técnica e operacional da Autoridade, especialmente para lidar com temas relacionados à proteção de dados de crianças e adolescentes e à regulação de ambientes digitais. Com isso, a ANPD se consolida como protagonista na interpretação e aplicação prática do ECA Digital, inclusive com competência para editar normas complementares — que serão essenciais para esclarecer pontos ainda abertos, como critérios técnicos de verificação de idade e supervisão parental.
Centralização de denúncias e atuação repressiva (Decreto nº 12.882/2026)
O terceiro decreto institui o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal, com a função de centralizar denúncias de violações ocorridas no ambiente digital. A medida busca integrar e agilizar a resposta estatal, permitindo o encaminhamento mais eficiente de casos envolvendo exploração, violência ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes em plataformas digitais.
A regulamentação representa um avanço importante para que as cooperativas que disponibilizam soluções de acesso provável para menores ou que comercializam produtos proibidos para esse público (ex.: bebidas alcoólicas) implementem os controles previstos na lei. Ainda assim, o cenário ainda é de regras e parâmetros desconhecidos e que demandarão regulação complementar pela ANPD. Para as cooperativas, tal realidade reforça a necessidade de adotar uma abordagem estruturada de adequação, baseada em avaliação de riscos, decisões justificadas e documentação das medidas implementadas (que, neste momento, talvez não sejam as ideais, mas as possíveis diante da ausência de regras mais claras).
23/03/2026
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março: confira as principais obrigações
A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, estabelece uma série de medidas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
06/03/2026
LGPD
Decisão de adequação Brasil–União Europeia
Novo marco para a transferência internacional de dados pessoais
23/02/2026
LGPD
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
24/11/2025
LGPD
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
23/11/2025
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
Todos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
EVENTOS
10/09/2026
Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes
Evento reuniu executivas para discutir liderança, representatividade e abertura de caminhos para mulheres
O cooperativismo brasileiro esteve presente na 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizada nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Representado pela presidente executiva Tania Zanella, o Sistema OCB participou do encontro, que reuniu algumas das principais lideranças femininas do país para debater protagonismo, representatividade e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.
Em sua nona edição, o Power Lunch promoveu reflexões sobre o legado das mulheres que romperam barreiras em suas carreiras e como essas conquistas podem abrir oportunidades para novas gerações de lideranças. Executivas dos setores financeiro, tecnologia, varejo, moda e indústria compartilharam experiências sobre os desafios de ocupar posições historicamente dominadas por homens.
Para Tania Zanella, reconhecida como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil em 2026, a presença do movimento em espaços de diálogo como esse fortalece uma agenda que também faz parte do desenvolvimento das cooperativas brasileiras. “Estar em um ambiente que reúne mulheres com trajetórias tão diversas reforça a importância de ampliarmos cada vez mais os espaços de liderança feminina. No cooperativismo, acreditamos que diversidade, participação e representatividade fortalecem as organizações e contribuem para decisões mais conectadas às pessoas e às comunidades”, afirmou.
Abrir caminhos
Um dos momentos centrais da programação foi o painel As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado, mediado pela editora da Forbes Mulher, Fernanda Almeida. Participaram da conversa Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil. As palestrantes destacaram que chegar a cargos de liderança representa mais do que uma conquista individual: significa criar referências e ampliar oportunidades para outras mulheres.
Segundo Tania, esse compromisso também orienta o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB em favor da formação de novas lideranças no cooperativismo. “Quando uma mulher chega a um espaço de decisão, existe também a oportunidade de abrir portas para que outras cheguem. Esse movimento precisa ser permanente. Temos mulheres extremamente qualificadas no cooperativismo brasileiro e queremos que elas estejam cada vez mais presentes onde as decisões são tomadas”, acrescentou.
O encontro também contou com a participação de lideranças como Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM; Luana Ozemela, vice-presidente do iFood; Dani Ota, CEO da Dior; Sandra Chayo, CEO da Hope; e Fayda Belo, advogada e influenciadora.
Saiba mais:
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Roberto Rodrigues ressalta conquistas do coop na Forbes
EVENTOS
10/09/2026
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
Fenacce reúne 12 cooperativas em Fortaleza, enquanto Jornada Exportadora conecta artesanato brasileiro a compradores europeus
Do Ceará a Paris, o artesanato cooperativo brasileiro ganha novas vitrines e amplia conexões comerciais no Brasil e no exterior. Em setembro, o Sistema OCB participa de duas frentes voltadas ao acesso a mercados: a 8ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, realizada pela ApexBrasil, parceira estratégica do Sistema OCB na promoção internacional das cooperativas do segmento.
As iniciativas fazem parte da estratégia dos programas NegóciosCoop Mercados Nacional e Internacional, do Sistema OCB, que atuam para ampliar o acesso das cooperativas a mercados, gerar oportunidades comerciais e aproximá-las de compradores, lojistas, parceiros e novos canais de venda, no Brasil e no exterior. O movimento também evidencia a capacidade do cooperativismo de transformar conhecimentos tradicionais, identidade cultural e produção coletiva em produtos com valor agregado, geração de renda e oportunidades para as comunidades.
“A participação em feiras e rodadas de negócios permite que as cooperativas ampliem sua presença comercial, conheçam novos compradores e estejam mais preparadas para acessar diferentes mercados. Nosso objetivo é criar condições para que elas transformem essas conexões em oportunidades concretas e sustentáveis de negócios”, afirma Pâmella Jerônimo de Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB. Fenacce reúne 12 cooperativas de nove estados
Realizada de 4 a 13 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a Fenacce conta com um estande exclusivo de 84 m² do Sistema OCB. O espaço reúne 12 cooperativas de artesanato de nove estados: Arteza (PB), Bordana (GO), Coopercrutac (RN), Cobarts (RN), Coomajt (PB), Dedo de Gente (MG), Turiarte (PA), Mulheres de Barro (PA), Cooperartban (AL), Coopervej (CE), Luz e Arte (MA) e Copamart (AM).
No estande, o público encontra diferentes expressões do artesanato cooperativo brasileiro, com bordados, cerâmicas, cestarias, esculturas em ferro e barro, itens de decoração, peças artesanais e alimentos. A diversidade representa técnicas, culturas e tradições das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Além da exposição e comercialização dos produtos, as cooperativas participam de visitas técnicas orientadas à Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e ao Centro das Rendeiras da Prainha de Aquiraz. As atividades foram estruturadas para estimular a observação de práticas, soluções e formas de organização que possam ser adaptadas posteriormente à realidade de cada cooperativa.
A metodologia segue o percurso de observar, perguntar, aprender e identificar o que pode ser incorporado aos negócios. A proposta é fazer com que a participação na feira vá além da comercialização imediata e contribua também para aprimorar gestão, posicionamento e estratégias de mercado.A Fenacce se consolidou como uma importante plataforma para o setor. Em 2025, foram 390 estandes, mais de 2,5 mil artesãos e aproximadamente 41 mil visitantes. A edição registrou ainda expectativas superiores a R$ 24 milhões em negócios para os meses seguintes.
De Fortaleza para o mercado internacional
Enquanto cooperativas apresentam seus produtos ao mercado brasileiro no Ceará, outra frente da estratégia ocorre na França. Com apoio do Sistema OCB, Comart (RN), Copamart e Turiarte participam da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026. Copamart e Turiarte também participam como expositoras da Maison & Objet.
A programação começou, na segunda-feira (7), com um seminário dedicado ao mercado francês. Os debates abordaram regras e canais de comercialização, tendências de consumo, posicionamento e estratégias para alcançar consumidores franceses de alto padrão.
Na terça-feira (8), a delegação participou de visitas técnicas a espaços comerciais e de design, entre eles Galeries Lafayette, Galerie Brazil Modernist, Le Bon Marché e Sinara Boutique. Já na quarta-feira (9), as cooperativas tiveram um dia dedicado às rodadas de negócios com potenciais compradores.
Nesta quinta-feira (10), a agenda chegou à Maison & Objet, uma das principais vitrines internacionais dos segmentos de decoração, design e lifestyle. A programação prevê visita à feira, encontro da delegação no Pavilhão da ApexBrasil, cerimônia oficial de abertura do Pavilhão Brasileiro e visita guiada.
Para Jessica Alencar Dias, analista de Negócios Internacionais do Sistema OCB, a iniciativa tem um impacto que ultrapassa a própria comercialização dos produtos. “Para o artesanato brasileiro, acessar o mercado internacional é especialmente estratégico porque amplia as possibilidades de geração de renda e, ao mesmo tempo, valoriza produtos que carregam identidade, cultura, design e a história dos territórios onde são produzidos”, descreve.
Ainda segundo ela, os resultados estão diretamente relacionados ao propósito do cooperativismo. “Quando uma cooperativa conquista um novo mercado, o resultado não fica concentrado em uma única pessoa. Ele chega aos cooperados, às suas famílias e movimenta economicamente as comunidades locais”, acrescenta.
Outro ponto destacado pela analista é o impacto da abertura de mercados para as mulheres, que têm forte presença nas cooperativas de artesanato. “Ampliar as oportunidades comerciais dessas cooperativas significa também contribuir para a autonomia econômica de muitas mulheres, para a geração de renda e para o desenvolvimento dos territórios onde elas vivem. Por isso, apoiar a internacionalização dessas cooperativas é, para o Sistema OCB, uma forma muito concreta de promover negócios e desenvolvimento local ao mesmo tempo”, conclui.
Negócio fechado
Os primeiros resultados da Jornada já começaram a aparecer. Para a Comart, cooperativa do Rio Grande do Norte especializada em bordados artesanais, a rodada resultou em um negócio fechado com uma compradora da Grécia e abriu perspectivas de negociações com Portugal e Bélgica. “As reuniões foram bem proveitosas. Estou muito feliz com o resultado, com um negócio fechado com a compradora da Grécia e mais dois possíveis em andamento cm Portugal e Bélgica”, relatou a presidente Jailma Araújo.
Segundo ela, os compradores demonstraram interesse tanto nas peças, quanto na forma como são produzidas. “Eles mostraram interesse e curiosidade no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, na variedade de pontos e nas texturas únicas”.
A Comart trabalha com bordados produzidos inteiramente à mão, reunindo técnicas tradicionais e máquinas de costura acionadas a pedal. A produção inclui peças para cama, mesa e banho, decoração e moda. Os bordados produzidos na região contam ainda com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento relacionado à origem e às características do trabalho artesanal local.
Novos produtos
A Copamart, de Manaus (AM), também saiu das reuniões com perspectivas de continuidade das negociações. Compradores solicitaram imagens de outros produtos da cooperativa para avaliar aquisições e, em alguns casos, sinalizaram o envio de desenhos e referências para o desenvolvimento de peças exclusivas. “A Rodada de Negócios foi muito boa para nós. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos, entender melhor o que os compradores europeus procuram e receber retornos muito importantes sobre o potencial do nosso trabalho”, afirmou a presidente da cooperativa, Terezinha Lira.
Para ela, os contatos feitos em Paris demonstram que há espaço para o artesanato da cooperativa na Europa, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial. “Como ainda estamos no começo das negociações, é cedo para falar em valores fechados, mas saímos da rodada com ótimos contatos e portas abertas para continuar essas conversas depois”, completou.
Fundada em 2011 e sediada em Manaus, a Copamart reúne 14 artesãs e produz biojoias, acessórios de moda e itens de decoração utilizando fibras naturais, sementes, madeira, têxteis e materiais reciclados.
Identidade amazônica
Também presente na Jornada, a Turiarte levou à Europa peças produzidas por mulheres de comunidades da região do Rio Arapiuns, no Pará. “O feedback foi muito positivo. Os compradores destacaram principalmente a identidade do nosso artesanato, o colorido das peças e o fato de trabalharmos com princípios de comércio justo. Isso mostrou para nós que existe, sim, potencial para os produtos da Turiarte no mercado europeu”, contou Natália Dias, presidente da cooperativa.
Um dos sinais positivos surgiu depois da própria rodada. Uma lojista indicou os produtos e compartilhou o contato da cooperativa com outros comerciantes que não haviam participado das reuniões. Para Natália, a experiência também permitiu identificar os ajustes necessários para avançar no comércio exterior. “Além das reuniões de negócios, estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor o mercado internacional, trocar experiências e entender o que precisamos aprimorar para estar cada vez mais preparados para exportar nossos produtos, inclusive em questões práticas, como embalagem, logística e envio das peças”, explicou.
Fundada em 2015 às margens do Rio Arapiuns, no Pará, a Turiarte nasceu da união de sete comunidades e da força de 70 mulheres. Atualmente, reúne mais de 130 mulheres, que encontram no trabalho artesanal com a palha de tucumã uma fonte de renda, autonomia econômica e preservação da cultura local.
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EVENTOS
Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem
Encontro abordou registro obrigatório e participação em congresso da categoria em NatalO Sistema OCB e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) discutiram, nesta quinta-feira (10), iniciativas para fortalecer a atuação das cooperativas de enfermagem e ampliar a parceria entre as duas instituições. O encontro contou com a participação do vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, e de representantes do cooperativismo.
Entre os principais temas debatidos esteve a possibilidade de o Cofen orientar os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens) sobre o registro obrigatório das cooperativas no Sistema OCB. A iniciativa busca ampliar o alinhamento institucional e contribuir para a regularidade e o fortalecimento das organizações cooperativistas que atuam no setor.
A reunião também tratou da participação do cooperativismo no próximo Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), espaço de discussão e troca de experiências entre profissionais e instituições da enfermagem. O evento será realizado entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro no Centro de Convenção de Natal (RN).
Para o presidente do Sistema OCB/DF, Remy Gorga Neto, que participou da reunião, o encontro reforça o reconhecimento do modelo cooperativista e abre espaço para novas ações conjuntas. “O cooperativismo sai da reunião mais reconhecido e com a possibilidade de ampliar parcerias com o Cofen e com os Corens”, afirmou.
O vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, também destacou a aproximação entre as instituições e as possibilidades de atuação conjunta em temas de interesse da enfermagem. “O Cofen e o Sistema OCB possuem pautas convergentes e que podem ser trabalhadas em conjunto, para o fortalecimento da enfermagem no país”, destacou Daniel.
Como encaminhamento, Sistema OCB e Cofen devem realizar novos encontros para dar continuidade às pautas discutidas e avançar na construção de outras parcerias entre as instituições.
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EVENTOS
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Cases mostram economia milionária com uso de IA, energia solar, biomassa e ganhos de eficiência Reduzir a conta de energia deixou de ser uma iniciativa restrita à agenda ambiental e passou a fazer parte das estratégias de produtividade e competitividade das cooperativas brasileiras. Experiências nos setores de crédito e agro mostram que automação, inteligência artificial, energia solar, biomassa e mudanças na operação já são utilizadas para cortar despesas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
Os resultados foram apresentados nesta quarta (9) e quinta-feira (10), durante dois Workshops de Eficiência Energética promovidos pelo Sistema OCB em formato online. No primeiro dia, a programação foi dedicada às cooperativas de crédito, com experiências dos sistemas Sicredi, Sicoob e Cresol. Nesta quinta-feira, o foco passou para as cooperativas agropecuárias, com cases de Aurora Coop, C.Vale e Coasa.
No Sicredi, por exemplo, a combinação entre automação, análise de dados e gestão das contas de energia já proporcionou aproximadamente R$ 6,1 milhões em economia. No Sicoob, o uso de inteligência artificial e machine learning na climatização de um data center aumentou a eficiência energética em 16,27% nos primeiros 120 dias de operação. Já a Cresol Horizonte conseguiu reduzir o consumo em 12,67% em um ano, mesmo com a abertura de duas novas agências e a ampliação do número de colaboradores.
No agro, as discussões reforçaram a relação direta entre eficiência energética, produtividade, custos de produção e margem. A programação mostrou que uma gestão estruturada começa pela medição do consumo e pela criação de indicadores capazes de revelar desperdícios incorporados à rotina das operações. Além da geração própria de energia, os ganhos podem vir de ajustes em equipamentos, manutenção, automação e processos produtivos, especialmente em atividades de alto consumo, como refrigeração, secagem de grãos, aeração e produção de vapor.
As apresentações fazem parte da estratégia do Sistema OCB para estimular as cooperativas a tratarem a energia também como uma variável econômica do negócio. A Solução Eficiência Energética integra o Programa ESGCoop e combina diagnóstico, capacitação, consultoria e acompanhamento para identificar desperdícios, reduzir custos e melhorar o desempenho energético.
Para Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, eficiência energética precisa ser observada também pela perspectiva econômica. “Quando falamos de eficiência energética, estamos falando, na prática, de competitividade das cooperativas. Quando pensamos em reduzir desperdícios, otimizar processos, aumentar a eficiência operacional e melhorar as margens, temos um resultado ainda mais positivo para a cooperativa e para os cooperados”, afirmou.
Eficiência começa pelo diagnóstico e pela gestão do consumo
Alexandre Matter, sócio da Stride, consultoria parceira do Sistema OCB, participou do primeiro dia e ressaltou, em sua apresentação, que eficiência energética envolve uma gestão contínua do consumo, a partir do diagnóstico das instalações, definição de indicadores, identificação de desperdícios, padronização de processos e acompanhamento dos resultados.Segundo ele, fatores como clima, tamanho das unidades, horários de funcionamento, climatização, iluminação e equipamentos influenciam o desempenho energético. “A proposta é transformar as oportunidades identificadas em melhorias permanentes na operação e incorporar a eficiência energética à gestão das cooperativas”, declarou.
Já no segundo dia, voltado às cooperativas agropecuárias, Marcos Gilberto Beuren, também sócio da Stride, ressaltou a importância de identificar desperdícios incorporados à rotina e transformar o consumo de energia em indicador de desempenho. “No agro, processos como refrigeração, aeração, moagem, secagem e produção de vapor concentram oportunidades relevantes de economia, que podem ser ampliadas com automação, inversores de frequência, melhorias nos sistemas produtivos e aproveitamento de resíduos para geração de energia”, considerou.Beuren também chamou atenção para a análise do custo dos equipamentos ao longo de sua vida útil, uma vez que o consumo de energia representa uma parcela significativa do custo total de operação.
Sicredi registra R$ 6,1 milhões em economia
No Sicredi, as ações de eficiência energética envolvem mais de 260 unidades consumidoras e 45 cooperativas. Entre as medidas estão otimização da demanda contratada, recuperação de cobranças indevidas das concessionárias, gestão do desempenho e rateio de usinas solares, Mercado Livre de Energia, consórcio de energia e migração tarifária.
Desde 2022, mais de 148 mil faturas de energia foram automatizadas. Em 2026, o acompanhamento já reúne mais de 3,7 mil unidades consumidoras, com aproximadamente 21 mil faturas capturadas e cerca de 85% dos dados de energia obtidos automaticamente. “A automação dos dados de energia contribui para as ações de eficiência operacional do Sicredi e também para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Hoje, conseguimos trabalhar esses dados para identificar oportunidades de economia e tornar a gestão cada vez mais eficiente”, afirmou Raissa Cabral, analista administrativo financeiro do sistema.
O avanço também aparece na origem da energia consumida. A participação das fontes renováveis passou de 23,1%, em 2022, para 51,3%, em 2025. No ano passado, foram 63.835 MWh provenientes de fontes renováveis, diante de um consumo total de 124.375 MWh.
Inteligência artificial aumenta eficiência de data center do Sicoob
No Sicoob, a eficiência energética chegou à infraestrutura tecnológica. O Data Center SIG passou a utilizar inteligência artificial e machine learning para controlar a climatização. Nos primeiros 120 dias de operação, a tecnologia proporcionou ganho de eficiência energética de 16,27%. Segundo os dados apresentados, o Sicoob tornou-se o segundo data center do Brasil a operar a climatização integralmente por uma plataforma de inteligência artificial e machine learning.
Outra frente está no Mercado Livre de Energia. O Sicoob contabiliza R$ 2,3 milhões em economia desde a migração. Desde outubro de 2024, 100% da energia consumida pelo Data Center SIG e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS) é proveniente de fontes renováveis. “Eficiência energética é sustentabilidade, competitividade e resiliência. A tecnologia e a gestão mostram que é possível transformar compromissos ambientais em resultados concretos para o negócio”, afirmou Alex Santiago, coordenador de Tecnologia da Informação.
Na estrutura predial, as iniciativas incluem automação da iluminação, modernização da climatização e substituição de equipamentos por modelos mais eficientes. Entre as ações previstas está a troca de 3 mil notebooks em 2026, com redução estimada de aproximadamente 30% no consumo de energia desses equipamentos.
Cresol combina energia solar, tecnologia e gestão
Na Cresol, a estratégia de eficiência energética combina geração solar, monitoramento do consumo e gestão da operação. Na sede da instituição, que reúne 674 colaboradores em 26 mil metros quadrados de área edificada, 373 placas solares produziram 10.220 kWh em junho de 2026, o equivalente a 13,4% do consumo do mês. A economia foi estimada em R$ 9,5 mil mensais, com projeção superior a R$ 114 mil por ano. Sensores, acompanhamento das faturas e gestão dos horários de maior demanda complementam a estratégia, que concentra 89,4% do consumo fora do horário de ponta.
Os ganhos também aparecem nas cooperativas singulares. Na Cresol Horizonte, o consumo de energia caiu 12,67% entre julho de 2025 e julho de 2026, mesmo com a expansão de 20 para 22 agências e o aumento de 226 para 262 colaboradores. “Conseguimos reduzir o consumo em 12,67%, mesmo com o aumento de 36 colaboradores e a abertura de duas novas agências. Isso mostra que, quando existe acompanhamento e envolvimento das equipes, é possível crescer e, ao mesmo tempo, consumir energia de forma mais eficiente”, afirmou a analista de Relacionamento Kely de Oliveira Ramos.
Aurora Coop projeta economia de R$ 180 mil por ano
Na Aurora Coop, Luciano Braz Acosta, do Departamento de Manutenção, e Diego Cadaval Machado, encarregado de Utilidades, apresentaram uma experiência desenvolvida no sistema de refrigeração de uma unidade industrial em Chapecó (SC). A partir de diagnóstico, a equipe identificou que, nos fins de semana, quando a carga térmica da unidade era menor, era possível reorganizar o funcionamento do sistema e operar com um compressor a menos. A mudança permitiu uma redução de aproximadamente 12,36 MWh por fim de semana, com economia projetada em cerca de R$ 180 mil por ano.
O principal diferencial é que a medida não exigiu a aquisição de novos equipamentos. A economia veio da reorganização da operação e da adequação do sistema de refrigeração à demanda efetiva da unidade. “Não há necessidade de ficar com dois compressores ligados consumindo energia sem necessidade”, explicou Diego.
C.Vale encontra oportunidades em matrizeiro de 48 milhões de ovos por ano
Pela C.Vale, o engenheiro eletricista André Luiz Ribeiro Barbieri apresentou a experiência realizada em um matrizeiro de aves da cooperativa em Palotina (PR), responsável pela produção de cerca de 48 milhões de ovos por ano. A escolha do local foi proposital. Em vez de concentrar o diagnóstico em uma grande planta industrial ou casa de máquinas, a cooperativa decidiu procurar oportunidades em uma estrutura que normalmente receberia menos atenção quando o assunto é eficiência energética.
O diagnóstico identificou oportunidades de redução de consumo na iluminação, nos motores, na climatização, no isolamento dos aviários, na manutenção das placas evaporativas e até na forma como os colaboradores se deslocam dentro da unidade. “Quando pensamos em eficiência energética, olhamos além da questão elétrica, da energia. Verificamos também a questão do processo”, afirmou.
Essa visão levou a cooperativa a revisar rotinas de manutenção e limpeza dos equipamentos utilizados na climatização dos galpões. As primeiras medidas implementadas representaram economia estimada em cerca de R$ 53 mil por ano. O diagnóstico também passou a fornecer referências para futuros projetos da cooperativa, permitindo que soluções identificadas no matrizeiro sejam consideradas desde a concepção de novas estruturas.
Coasa aposta em biomassa e busca resíduo zero
Na Coasa, a diretora administrativa Aline Bacega apresentou uma experiência ainda em fase de implementação. A cooperativa começou a estruturar indicadores para mensurar os resultados das mudanças realizadas principalmente no processo de secagem de grãos. Uma das principais frentes é a substituição gradual de sistemas alimentados com lenha por equipamentos que utilizam cavaco de madeira como biomassa. “Ainda não tem indicadores, mas percebemos que a qualidade do produto seco fica muito melhor porque tem uma uniformidade de trabalho”, relatou.
A mudança também traz reflexos sobre a mão de obra e a segurança. Como a secagem de grãos pode funcionar 24 horas por dia, a maior uniformidade do processo reduz a necessidade de intervenções e melhora as condições operacionais. A estratégia da Coasa, porém, vai além da substituição do combustível. A cooperativa pretende aproveitar resíduos gerados na armazenagem, secagem e processamento de grãos como fonte de energia para a própria operação. “O sonho da cooperativa e ter resíduo zero”, acrescentou Aline.
Fórum Latino-Americano amplia debate sobre transição energética
Após os dois dias de workshops, a agenda de eficiência energética no cooperativismo terá continuidade nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília (DF), com o II Fórum Latino-Americano de Energia Cooperativa. O encontro será realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e reunirá especialistas de diferentes nacionalidades para debater temas estratégicos relacionados ao avanço da transição energética.
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EVENTOS
Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
Cooperativas e associações participam de agenda com compradores e especialistas em Paris
O artesanato brasileiro desembarca em Paris na próxima semana com uma agenda voltada a novos negócios e à entrada em mercados internacionais. Entre os dias 7 e 10 de setembro, 20 artesãos, cooperativas, associações e empresas de 14 estados participam da Jornada Exportadora Artesanato 2026, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O Sistema OCB é parceiro institucional da iniciativa, que faz parte do programa Brasil Feito à Mão, voltado à qualificação e à promoção internacional do artesanato brasileiro. A programação reúne capacitação, visitas técnicas, encontros com compradores europeus e participação na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de decoração e design.
A missão foi formada a partir de 267 inscrições. Para chegar à seleção final, os participantes foram avaliados em critérios como preparação para exportar, participação em capacitações, presença digital, potencial dos produtos e maturidade do negócio. Também foram considerados aspectos como design, acabamento, matérias-primas, identidade cultural e adequação ao mercado francês.
A delegação reúne representantes do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre os participantes estão as cooperativas Copamart, Comart e TuriarteTuriarte, que levam à missão produtos e saberes do artesanato cooperativo brasileiro. Ao todo, 25% dos selecionados são cooperativas e associações, 55% são artesãos individuais ou grupos com marca própria e 20% são empresas que comercializam produtos artesanais ou trabalham em parceria com artesãos. A participação feminina também é expressiva: 90% dos negócios são liderados por mulheres.
“A experiência representa uma oportunidade de conhecer de perto um mercado com novas demandas e possibilidades de comercialização. Ao mesmo tempo, permite apresentar ao público internacional produtos que carregam técnicas, materiais e conhecimentos construídos ao longo de gerações”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Preparação
A viagem é resultado de um processo que começou antes da chegada a Paris. Nos últimos meses, os participantes participaram de quatro webinars, que somaram cerca de dez horas de capacitação sobre temas como marketing internacional, formação para rodadas de negócios, seguro de crédito à exportação e características do mercado francês de acessórios, casa e decoração.
O Sistema OCB também atuou diretamente na preparação das cooperativas participantes, com reuniões preparatórias, desenvolvimento de folder comercial bilíngue e acompanhamento técnico ao longo da Jornada.
Também receberam acompanhamento individual de consultores credenciados pelo Apex+Perto. Durante dois meses, foram trabalhados temas como formação de preços, estratégia de vendas, posicionamento, marketing e procedimentos para exportação. Onze participantes fazem, ainda, parte da Trilha do Conhecimento para Exportação de Artesanato Brasileiro, iniciada em abril.
De Paris para o mundo
Na capital francesa, a programação começa com um seminário sobre o funcionamento do mercado local. Especialistas vão apresentar regras e canais de comercialização, tendências de consumo e estratégias para posicionar produtos diante do público francês.
A agenda também terá uma rodada de negócios com dez compradores de oito países: Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Grécia, Portugal, Holanda, Bélgica e França. O objetivo é aproximar a produção brasileira de potenciais parceiros comerciais e transformar a preparação em oportunidades concretas.
O encerramento será na Maison&Objet. Além de conhecer a feira e o pavilhão brasileiro, nove empresas participantes da jornada foram selecionadas para expor seus produtos no evento.
A iniciativa reúne o trabalho de ApexBrasil, Sistema OCB, Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e Sebrae.
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EVENTOS
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB
O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE.
A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE.
Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE.
A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas.
“A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola.
Projeto-piloto para o FNE
Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo.
O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios.
A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo.
O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada.
“A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola.
Mais capilaridade para os recursos
A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades.
Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada.
Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos.
A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série.
A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027.
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Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
01/09/2026
EVENTOS
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro
A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.
No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.
Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.
Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.
A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.
O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.
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01/09/2026
