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EVENTOS
13/02/2026
Visita a cooperativas de eletrificação fortalece atuação em SC
Agenda debateu desafios, oportunidades e futuro do Ramo Infraestrutura na região Representantes do Sistema OCB e do Sistema Ocesc percorreram, entre os dias 9 e 12 de fevereiro, um conjunto de cooperativas permissionárias de infraestrutura no estado de Santa Catarina. O objetivo principal da agenda foi aprofundar o diálogo com dirigentes locais, conhecer de perto as realidades das cooperativas que atuam com eletrificação, distribuição e geração de energia e, em alguns casos, também com serviços de telecomunicações por meio de cooperativas limitadas controladas. O roteiro contemplou cerca de 15 das 22 cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina (Fecoerusc), entidade que representa as permissionárias de energia elétrica no estado e atua há mais de 60 anos promovendo desenvolvimento e qualidade no atendimento aos cooperados e às comunidades rurais e urbanas. O diálogo com as cooperativas ocorreu em diferentes regiões catarinenses, do centro ao norte e ao sul do estado, em encontros considerados ricos e intensos pelos participantes. Os dirigentes puderam expor suas “dores” cotidianas, discutir perspectivas de investimentos, e compartilhar práticas de gestão que têm fortalecido a atuação no setor de infraestrutura. “Essa agenda nos permitiu ouvir de perto as demandas dos dirigentes, compreender os desafios regulatórios e operacionais e, sobretudo, fortalecer a integração com o Sistema OCB para construir soluções conjuntas. Nosso papel é apoiar essas cooperativas na modernização da gestão, na qualificação técnica e na ampliação de investimentos, garantindo que continuem sendo protagonistas no desenvolvimento regional e na transição para uma matriz energética cada vez mais sustentável”, afirmou Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB. Fundadas majoritariamente na década de 1960, muitas dessas cooperativas desempenham papel essencial na vida de moradores e produtores rurais. A Federação reúne cooperativas que, juntas, atendem mais de 1 milhão de pessoas em 82 municípios e operam mais de 22 mil quilômetros de redes elétricas, além de engajar iniciativas de geração distribuída e uso de fontes renováveis. Estratégias Durante as conversas, também foram debatidas pautas estratégicas que impactam o setor, como os efeitos de políticas públicas recentes; benefícios fiscais que incentivam investimentos em redes e subestações; e a crescente necessidade de qualificação técnica e gestão moderna. Em Santa Catarina, a atualização da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica permitiu a liberação de recursos estaduais, fruto da articulação conjunta entre cooperativas e governo, para fortalecer a infraestrutura energética e ampliar a capacidade de atendimento das comunidades. Os cooperativistas destacaram que a aproximação com o Sistema OCB é uma oportunidade para ampliar a troca de experiências com outros ramos e sistemas cooperativos, além de captar soluções que podem ser adaptadas às necessidades locais. A agenda integrou uma série de visitas presenciais que a área de Gestão Técnica do Sistema OCB vem realizando pelo país para ouvir as demandas dos cooperativistas, mapear desafios operacionais, identificar oportunidades de negócios e apresentar soluções que o cooperativismo nacional tem desenvolvido em conjunto com seus pares regionais. Antes de chegar a Santa Catarina, a equipe esteve, em anos anteriores, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Saiba Mais: Dia C 2025 amplia atuação e beneficia quase 4 milhões de pessoas Sistema OCB debate modernização da escala de trabalho e segurança jurídica Inclusão financeira cresce com cooperativas no Norte e Nordeste
EVENTOS
12/02/2026
Sistema OCB debate modernização da escala de trabalho e segurança jurídica
Entidade acompanha discussões e reforça necessidade de atuação conjunta do setor produtivo
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (11), de reunião promovida pela Comissão Trabalhista do Instituto Pensar Agro (IPA) para discutir a modernização da jornada de trabalho. O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos do setor produtivo, além de confederações patronais e entidades setoriais, em um esforço multissetorial para avaliar cenários e alinhar estratégias.
A discussão ocorreu em meio à tramitação de propostas que tratam do fim da escala 6x1 e da redução da carga horária semanal. Para o Sistema OCB, o debate exige cautela e responsabilidade institucional, sobretudo no que se refere às particularidades de cada segmento econômico.
“A modernização das relações de trabalho é um tema legítimo e necessário, mas precisa ser conduzida com equilíbrio, diálogo e base técnica. O cooperativismo, por exemplo, atua em diferentes realidades econômicas e sociais, e qualquer mudança deve considerar essa diversidade”, afirmou a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do IPA, Tania Zanella.
Segundo ela, a construção de soluções passa pelo diálogoentre os setores e pelo fortalecimento da negociação coletiva como instrumento capaz de conciliar proteção ao trabalhador e viabilidade econômica. “Defendemos uma atuação conjunta e estratégica do setor produtivo. O caminho mais seguro é aquele que respeita as especificidades de cada atividade e garante relações de trabalho harmoniosas”, acrescentou.
O sociólogo e professor José Pastore participou do debate e alertou que a redução da jornada por imposição legal pode desencadear uma série de ajustes econômicos nos empreendimentos, especialmente onde não houver capacidade de absorver o aumento do custo do trabalho. Entre os possíveis efeitos, ele citou o repasse de despesas aos preços; a substituição de trabalhadores e o aumento da rotatividade; a aceleração da automação como alternativa para conter custos e até a redução da escala produtiva, com impactos sobre crescimento e emprego.
Pastore também chamou atenção para ocupações remuneradas por comissão ou produtividade, nas quais a diminuição da jornada, sem reequilíbrio do modelo, pode resultar em queda de renda. Em contraponto, defendeu que a tendência internacional aponta para a redução da jornada por meio da negociação coletiva, e não por imposição legal. Para ele, o Brasil já dispõe de instrumentos de flexibilização e compensação.
Ao final, as entidades destacaram a importância de consolidar dados técnicos e estimativas de impacto que ajudem a dimensionar os efeitos das propostas para o setor produtivo e para a sociedade. Também ressaltaram a necessidade de qualificar o debate público com informações consistentes, evitando simplificações e leituras polarizadas.
O Sistema OCB segue acompanhando a pauta com prioridade e participando das articulações institucionais, com o objetivo de mitigar riscos ao modelo cooperativista e contribuir para uma agenda trabalhista que promova segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.
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SABER COOPERAR
11/02/2026
Mulheres lideram pesquisas sobre cooperativismo
A presença de mulheres na ciência é um fator decisivo para a construção de conhecimento mais diverso e alinhado às demandas da sociedade, além de contribuir para reduzir as desigualdades de gênero, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência reforça esse compromisso, que no cooperativismo já se traduz em realidade: as mulheres foram maioria entre os cientistas presentes no último Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo (EBPC).
A data foi criada pela ONU em 2015 para reconhecer o papel fundamental exercido pelas mulheres e pelas meninas na ciência e na tecnologia. No Brasil, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, apesar de serem maioria entre os bolsistas de mestrado (54%) e doutorado (53%) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres representam apenas 35,5% das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica.
No 8º EBPC, realizado em outubro de 2025, mais da metade dos artigos científicos selecionados foram produzidos por mulheres. Dos 67 trabalhos apresentados, 41 foram liderados por pesquisadoras, representando 61% do total.
A analista de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Ocemg, Priscila Andrade, é uma delas. Graduada em Cooperativismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e ex-integrante do grupo de pesquisa Centro de Referência em Empreendedorismo e Cooperativismo para o Desenvolvimento Sustentável (CREC), a pesquisadora apresentou o trabalho Análise da Segmentação de Cooperados das Cooperativas de Crédito: um estudo de caso, no eixo Governança e Gestão.
Em sua pesquisa, ela concluiu que ainda há um amplo campo a ser explorado nas coops de crédito nas áreas de comunicação e relacionamento, o que pode fortalecer os vínculos com os cooperados e promover resultados financeiros mais positivos para as cooperativas.
“Minha principal área de estudo é entender de que maneira o setor de Organização do Quadro Social (OQS) das cooperativas de crédito pode contribuir para melhorar o relacionamento com os cooperados. O objetivo é aumentar a participação econômica deles na cooperativa e fidelizá-los, analisando os diferentes produtos e serviços que utilizam”, resumiu.
A pesquisadora conta que ficou surpresa com o número de mulheres cientistas apresentando seus trabalhos no EBPC. “Na sala em que estava, por exemplo, fomos maioria. Assim como o número de colaboradoras mulheres vem crescendo em alguns ramos, o número de mulheres pesquisadoras também parece ser uma crescente”, comemora.
Segundo Priscila, a decisão de produzir pesquisas sobre o cooperativismo surgiu de seu vínculo com o movimento e do interesse em buscar soluções e ferramentas que apoiem as cooperativas em sua atuação pelo desenvolvimento econômico e social nas comunidades em que atuam. “O cooperativismo, para mim, não é apenas uma formação ou trabalho, é uma filosofia de vida. Pesquisar o setor fornece os insumos necessários para atuar com excelência, pois amplia minha compreensão sobre seus princípios e práticas, permitindo que eu compartilhe conhecimentos, transforme aprendizados em ações concretas e aplicáveis”.
Ciência e coop para a Amazônia
Também da UFV – um dos principais polos de conhecimento cooperativista do Brasil – a mestranda em Administração Graziela Reis se dedica a pesquisar o coop desde 2021, com foco na atuação de cooperativas de agricultura familiar na Amazônia. Segundo ela, ao longo dos anos, o trabalho tem proporcionado não apenas formação técnica, mas também humana. “O cooperativismo me mostrou que as pessoas carregam trajetórias, saberes e experiências próprias, e que soluções efetivas nascem do diálogo, da participação e da construção coletiva”.
Entre os principais achados de suas pesquisas, Graziela destaca que a organização produtiva em cooperativas faz a diferença para a agricultura familiar na Amazônia. Seus estudos comprovam que, especialmente nessa região do país, o cooperativismo contribui para a redução de assimetrias econômicas e sociais ao fortalecer a autonomia dos produtores locais e criar condições para um desenvolvimento socialmente justo. “No cooperativismo, a pesquisa permite compreender realidades complexas, validar ou revisar práticas existentes, transformar informações em soluções e orientar políticas públicas e iniciativas institucionais mais aderentes às realidades locais”.
Durante o EBPC, a pesquisadora apresentou o trabalho Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, em que ressaltou a necessidade de que os governos consolidem uma agenda contínua e estruturada de apoio a esses empreendimentos, reconhecendo o papel estratégico do cooperativismo para a região.
“Espaços como o EBPC são fundamentais para o compartilhamento de resultados de pesquisa e de experiências empíricas, para o diálogo qualificado entre pesquisadores de diferentes áreas e regiões do país e para a construção de novas agendas de investigação”, avaliou.
Educação e inovação
A assistente de crédito do Sicoob Costa do Descobrimento e integrante do Comitê de Jovens Geração C do Sistema OCB, a pesquisadora Daniele Scopel também se dedica a produzir ciência sobre o coop. Ela participou do 8º EBPC como co-autora da pesquisa A crítica ao paradigma proprietário em Locke: individualismo possessivo e a proposta cooperativista, no eixo Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo.
Segundo Daniele, seu interesse científico pelo cooperativismo surgiu a partir de sua atuação profissional no movimento, quando passou a compreender as cooperativas como espaços que vão além do trabalho, capazes de transformar vidas e realidades. “É um caminho eficaz para um desenvolvimento mais justo e sustentável, no qual todos trabalham, participam das decisões e compartilham os resultados do crescimento”, afirma. Para ela, pesquisar o cooperativismo também representa a oportunidade de aprofundar um tema com o qual tem afinidade e que integra seu cotidiano profissional.
Ciência no ramo Crédito
A doutora em Controladoria e Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da Universidade de São Paulo (USP), Flávia Zancan, também tem muito a contribuir com o cenário de pesquisa sobre o movimento coop. Tanto é que sua tese de doutorado, defendida em 2025, foi indicada ao Prêmio de Melhor Tese do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP).
Foi durante o doutorado na USP que Flávia conheceu o movimento, quando fez parte do Observatório do Cooperativismo da USP, grupo dedicado a gerar e disseminar o conhecimento sobre as cooperativas no Brasil. Hoje, a pesquisadora se dedica a estudos sobre as cooperativas de crédito e a importância da supervisão regulatória e do contexto econômico nas decisões financeiras e na adaptação do segmento.
No 8º EBPC, Flávia apresentou o estudo Avaliação do desempenho financeiro e social de cooperativas de crédito brasileiras por meio do método AHP-Gaussiano – no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho – que indica ferramentas para a construção de um ranking de cooperativas de crédito, identificação de disparidades de desempenho e suporte para a tomada de decisões estratégicas e governança cooperativa. O trabalho ficou entre os 50 melhores do evento. “Os achados das nossas pesquisas subsidiam gestores, conselhos de administração e formuladores de políticas públicas na definição de estratégias, na alocação mais eficiente de recursos e no aumento do impacto econômico e social das cooperativas”, explica.
Segundo ela, o ambiente de conhecimento compartilhado no EBPC contribuiu para o aprimoramento de sua pesquisa, especialmente pelas trocas com colegas, contribuições práticas e ajustes para submissão à revistas científicas.
Cultura organizacional
A mestra em Educação e especialista em Gestão de Pessoas, Cultura Organizacional e Gestão de Cooperativas, Graça Souza, é mais uma pesquisadora que tem feito a diferença no universo acadêmico do cooperativismo, especialmente em temas ligados aos ramos Crédito e Agropecuário.
Seu vínculo com o movimento cooperativista começou há quase 10 anos, quando desenvolveu um projeto junto ao Sistema OCB/Rondônia, trabalho que despertou na pesquisadora um olhar mais atento para o cooperativismo e seus princípios. Atualmente, ela se dedica a investigar fatores que influenciam o fortalecimento da cultura organizacional, o engajamento das pessoas e a promoção da segurança psicológica como caminhos para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e cooperativos.
“Minha principal linha de pesquisa está voltada à gestão estratégica de pessoas e à cultura organizacional no contexto cooperativista. Busco compreender como os valores cooperativistas, as práticas de gestão e os processos educativos contribuem para o fortalecimento do cooperativismo e para a sustentabilidade das organizações”, resume a autora da pesquisa A Gestão de Pessoas e a Cultura Organizacional como Estratégias Formativas em Cooperativa de Crédito, também apresentada no 8º EBPC, no eixo Educação, Inovação e Diversidade.
Segundo Graça, estudar o cooperativismo permite transformar conhecimento em ações concretas, especialmente na integração entre cultura organizacional, gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças. “Esses estudos contribuem diretamente para a construção de ambientes de trabalho mais humanizados, cooperativos e alinhados aos princípios do movimento cooperativista, com impacto real na vida das pessoas e das organizações”.
Mais participação
Apesar do cenário positivo, as mulheres pesquisadoras relatam desafios para garantir e ampliar a presença feminina na ciência. “A pesquisa realizada por mulheres no Brasil tem apresentado avanços. Ainda que esses progressos ocorram de forma lenta, eles se dão em um cenário marcado por limitações estruturais e institucionais”, destaca a pesquisadora Flávia Zancan.
Entre os principais desafios relatados pelas pesquisadoras cooperativistas estão:
- Dificuldade de acesso a posições de liderança no espaço acadêmico;
- Consolidação de fontes de pesquisa que deem visibilidade à atuação das mulheres no cooperativismo;
- Insuficiência de incentivo e apoio financeiro às pesquisas;
- Visibilidade, reconhecimento acadêmico e conciliação entre pesquisa, trabalho e vida pessoal.
Mulheres no coop
As mulheres compõem 42% do quadro social das cooperativas brasileiras, representando mais de 10 milhões de mulheres cooperadas, de acordo com o AnuárioCoop 2025. Elas também são a maioria entre os empregados das coops, com 52%, com destaque para os ramos Consumo, Crédito, Saúde e Trabalho, Produção de Bens e Serviços.
EVENTOS
10/02/2026
Inclusão financeira cresce com cooperativas no Norte e Nordeste
Estudo apresentado no 8º EBPC mostra impacto em municípios de pequeno porte entre 2016 e 2022
O artigo Impacto das cooperativas de crédito na inclusão financeira dos municípios do Norte e Nordeste do Brasil, apresentado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), mostra que a presença dessas instituições tem ampliado de forma consistente o acesso a serviços financeiros em municípios das duas regiões, especialmente os de pequeno porte, onde a bancarização ainda é limitada.
O estudo analisou cidades com até 50 mil habitantes entre 2016 e 2022 para responder a uma questão central: municípios com cooperativas apresentam níveis mais altos de inclusão financeira do que aqueles sem instituições financeiras? Segundo os autores Valéria Gama Fully Bressan, Gustavo Henrique Dias Souza e Marcelo Henrique Shinkoda, a resposta é positiva.
Os pesquisadores aplicaram o método de Pareamento por Escores de Propensão (PSM), comparando municípios com características socioeconômicas semelhantes. O impacto foi medido pelo Índice de Inclusão Financeira (IIF), que avalia acesso e uso de serviços financeiros.
Os resultados apontam efeitos positivos e estatisticamente significativos na região Norte entre 2017 e 2022. O avanço chegou a 8,14 pontos percentuais em 2018, desempenho superior ao de municípios atendidos exclusivamente por bancos. No Nordeste, os impactos também foram relevantes entre 2017 e 2021, com destaque também para 2018, quando o aumento aproximado foi de 3,91 pontos percentuais.
O estudo também identificou mudanças no mapa institucional dessas regiões. O número de municípios atendidos apenas por cooperativas dobrou no Norte, passando de 16 para 32, e cresceu de 28 para 45 no Nordeste. Já as localidades com presença exclusiva de bancos diminuíram, indicando expansão territorial do cooperativismo financeiro.
Apesar da persistência de áreas com baixos níveis de inclusão em partes do Amazonas, do Pará e em municípios nordestinos, houve melhorias localizadas, como em trechos do Amazonas e da Bahia. Em alguns casos, a coexistência de cooperativas e bancos gerou impactos ainda maiores, embora com menor intensidade após 2020.
O estudo evidencia que o cooperativismo financeiro se consolida como instrumento relevante para políticas públicas de inclusão, planejamento territorial e cidadania financeira. Dados do Banco Central reforçam esse movimento: a presença das cooperativas passou de 23,3% para 30,2% nos municípios do Norte e de 10% para 12,5% no Nordeste entre 2017 e 2021. No mesmo período, os Postos de Atendimento Cooperativo cresceram 41,23%.
Os autores ressaltam, contudo, limitações como o recorte em municípios de pequeno porte e a menor disponibilidade de dados sobre digitalização. Ainda assim, defendem o monitoramento contínuo da atuação cooperativista e o fortalecimento de estratégias de educação financeira para ampliar os avanços observados.
Saiba Mais:
Dia C 2025 amplia atuação e beneficia quase 4 milhões de pessoas
Arnaldo Jardim reforça protagonismo do cooperativismo em 2026
Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
REPRESENTAÇÃO
10/02/2026
Arnaldo Jardim reforça protagonismo do cooperativismo em 2026
Presidente da Frencoop analisa desafios e oportunidades do novo ciclo legislativo para o movimento
Com o início do ano legislativo de 2026, o cooperativismo volta a ocupar espaço estratégico na agenda do Congresso Nacional, em um contexto marcado pela retomada dos debates estruturantes, pela proximidade das eleições gerais e pela necessidade de consolidar políticas públicas capazes de promover desenvolvimento econômico com inclusão social. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
À frente do processo de interlocução do movimento com os Poderes Legislativo e Executivo, o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), se destaca como um dos maiores e mais atuantes parlamentares do país.
Com uma trajetória consolidada e reconhecida pela capacidade de articulação suprapartidária, Arnaldo tem contribuído de forma estratégica e efetiva para fortalecer o reconhecimento do cooperativismo como um modelo econômico moderno, democrático e profundamente conectado ao desenvolvimento regional e sustentável do Brasil.
E esse percurso construiu bases sólidas para esse novo ciclo de atuação, no qual o cooperativismo se posiciona como protagonista na formulação de soluções para desafios nacionais como crédito, sustentabilidade, inclusão produtiva, infraestrutura e participação cidadã.
Nesta entrevista exclusiva para o Sistema OCB, o deputado analisa as perspectivas do trabalho legislativo em 2026, comenta o papel da Frencoop em um ano eleitoral e detalha as pautas prioritárias do cooperativismo no Congresso Nacional e na interlocução com o Poder Executivo. Confira:
O início de 2026 marca a retomada dos trabalhos no Congresso em um ano com características muito próprias. Como o senhor avalia esse momento para o cooperativismo e para a Frencoop?
O início de 2026 é particularmente relevante porque reúne dois fatores importantes: a continuidade de uma agenda legislativa madura e a proximidade do processo eleitoral. Para o cooperativismo, isso significa a oportunidade de consolidar avanços, acelerar projetos estratégicos e reforçar seu papel como um modelo capaz de responder a desafios econômicos e sociais complexos.
A Frencoop entra nesse novo ciclo com uma atuação organizada, suprapartidária e conectada às prioridades do país. Nosso compromisso é garantir que o cooperativismo siga presente no centro do debate legislativo, não como um tema setorial, mas como parte das soluções estruturantes para o desenvolvimento do Brasil.
Ao longo dos últimos anos, o senhor tem conduzido a Frencoop em um processo de fortalecimento institucional. Que balanço faz dessa trajetória e do papel da frente hoje no Congresso?
A Frencoop se consolidou como um espaço de diálogo qualificado e de construção coletiva dentro do Parlamento. Hoje, é uma frente respeitada, com ampla adesão de parlamentares de diferentes partidos e regiões, o que demonstra a capilaridade e a relevância do cooperativismo no Brasil.
Esse fortalecimento institucional é resultado de um trabalho contínuo de articulação, escuta e convencimento. Temos buscado mostrar, com dados e exemplos concretos, que as cooperativas geram emprego, renda, inclusão e desenvolvimento regional. Isso cria um ambiente político mais favorável, que permite avançar em pautas estratégicas e garantir maior segurança jurídica para o setor.
Entre as prioridades legislativas do cooperativismo em 2026, o PLP 262/2019 e o PL 357/2025 ganham destaque. Por que esses projetos são considerados estruturantes para o cooperativismo?
O PLP 262 trata do acesso das cooperativas aos fundos regionais de desenvolvimento, um tema central para reduzir desigualdades e estimular investimentos produtivos nos territórios. As cooperativas estão profundamente enraizadas nas regiões onde atuam e têm enorme capacidade de transformar recursos em desenvolvimento sustentável. Garantir esse acesso é reconhecer o papel estratégico do cooperativismo no crescimento regional do país.
Já o PL 357, que é de minha autoria, reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, tem um valor simbólico e institucional muito forte. Ele reforça que o cooperativismo não é apenas uma forma de organização econômica, mas uma expressão de valores como solidariedade, democracia, participação e responsabilidade social. Esse reconhecimento fortalece o setor no diálogo com o Estado e com a sociedade.
Além desses projetos, quais outras pautas prioritárias o cooperativismo acompanha no Congresso Nacional e na agenda do Poder Executivo em 2026?
A agenda do cooperativismo é ampla e transversal. No Legislativo, acompanhamos projetos que tratam da reorganização de cooperativas, da inserção do cooperativismo nos currículos da educação nacional, da modernização de regras para produtos financeiros, além de temas ligados ao trabalho, à saúde, à energia e à sustentabilidade. São propostas que buscam atualizar o marco legal, dar mais segurança jurídica e ampliar as oportunidades de atuação das cooperativas.
No âmbito do Poder Executivo, a prioridade está na regulamentação adequada de leis já aprovadas, especialmente em áreas como crédito, seguros, telecomunicações, cooperativas de trabalho e a própria reforma tributária, sempre com atenção ao respeito ao ato cooperativo. Também acompanhamos de perto agendas estratégicas como crédito rural, fundos constitucionais, licitações e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. Nosso esforço é garantir que o cooperativismo seja tratado de forma justa e coerente com sua natureza.
Como a Frencoop tem atuado na interlocução com o Poder Executivo diante dessa agenda regulatória tão relevante?
A Frencoop exerce um papel de ponte institucional. Muitas vezes, o desafio não está apenas na aprovação da lei, mas na forma como ela será regulamentada. Por isso, mantemos um diálogo permanente com ministérios, agências reguladoras e órgãos do governo, sempre em articulação com o Sistema OCB.
Nosso objetivo é contribuir tecnicamente para a construção de normas que reconheçam as especificidades do cooperativismo, promovam segurança jurídica e ampliem a capacidade das cooperativas de gerar desenvolvimento econômico e social. Esse diálogo qualificado é essencial para evitar distorções e garantir um ambiente regulatório equilibrado.
Em um ano de eleições gerais, que papel o senhor acredita que o cooperativismo pode desempenhar no debate público?
O cooperativismo tem uma contribuição muito relevante a oferecer ao debate eleitoral. Ele está presente em milhares de municípios, fortalece economias locais e promove inclusão produtiva e financeira. É um modelo que dialoga diretamente com temas centrais da agenda nacional, como desenvolvimento regional, sustentabilidade, geração de oportunidades e participação social.
Minha expectativa é que o cooperativismo ajude a qualificar o debate, mostrando que é possível crescer com equilíbrio, democracia e responsabilidade. As experiências concretas das cooperativas oferecem exemplos reais de políticas que funcionam e que podem inspirar decisões públicas mais eficientes.
Nesse contexto, qual a importância do Programa de Educação Política do Sistema OCB?
A educação política é fundamental para o fortalecimento da democracia. O Programa de Educação Política do Sistema OCB contribui para formar cidadãos mais conscientes, capazes de compreender o funcionamento do Estado e de participar de forma qualificada do debate público.
Quando cooperados e dirigentes entendem melhor o processo legislativo e as políticas públicas, eles se tornam agentes ativos da transformação social. Isso fortalece o cooperativismo e contribui para uma democracia mais participativa, transparente e responsável.
Para finalizar, que mensagem o senhor deixa para o movimento cooperativista neste início de 2026?
A mensagem é de confiança e perspectiva de futuro. O cooperativismo tem demonstrado, de forma consistente, sua capacidade de gerar desenvolvimento com inclusão, resiliência e responsabilidade. A Frencoop seguirá firme na defesa desse modelo, trabalhando para que o ambiente legislativo e institucional seja cada vez mais favorável.
Cooperar é construir soluções coletivas para desafios complexos. E o Parlamento tem a responsabilidade de criar as condições para que o cooperativismo continue crescendo, inovando e contribuindo para um Brasil mais justo, sustentável e democrático.
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Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
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Decisão do STF fixa entendimento quanto à representação sindical no Ramo Crédito
REPRESENTAÇÃO
27/01/2026
WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas
País tem 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo e acompanha crescimento do setor
O cooperativismo brasileiro encerrou mais um ano em posição de destaque. De acordo com o World Cooperative Monitor 2025, o Brasil reúne 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo, em um ranking que evidencia a distribuição global do setor: 169 cooperativas estão na Europa, 86 nas Américas, 44 na região Ásia-Pacífico e uma na África. O levantamento, produzido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), analisou o desempenho econômico das maiores cooperativas e mútuas do planeta.
O projeto, que envolve um amplo processo de coleta, integração e análise de dados, chegou à sua 13ª edição e teve destaque especial em 2025, ano declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. Para marcar a data, o WCM 2025 foi lançado como uma edição especial, com colaboração do Círculo de Lideranças de Cooperativas e Mútuas (CM50). A publicação trouxe, além dos dados econômicos, uma série de entrevistas destacando ações e iniciativas das lideranças cooperativistas globais voltadas à melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de cooperados e comunidades.
As cooperativas brasileiras listadas no ranking atuam em diferentes ramos. Integram a lista: Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C. Vale, Sicoob, Lar, Aurora Alimentos, Comigo, Cocamar, Copacol, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esses resultados refletem um modelo de negócios baseado em gestão profissional, visão de longo prazo e forte compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde as cooperativas atuam. “Ficamos extremamente felizes com o reconhecimento do nosso modelo de negócios que tem todos os requisitos para ser ainda maior e mais presente nos próximos anos”, declarou.
O WCM também apresentou o crescimento consistente do faturamento agregado das 300 maiores cooperativas do mundo. O faturamento dessas organizações passou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,05 trilhões em 2019, avançou para US$ 2,21 trilhões em 2021 e atingiu US$ 2,78 trilhões em 2023, considerando a taxa média de câmbio do período. A trajetória de alta reflete a expansão das operações cooperativas em escala global e dialoga diretamente com o desempenho das cooperativas brasileiras listadas, que atuam em cadeias produtivas estratégicas e têm ampliado sua presença nos mercados interno e externo.
Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o desempenho global confirma a relevância econômica do cooperativismo. “O crescimento contínuo das maiores cooperativas globais demonstra que o movimento é capaz de crescer de forma constante e consistente, mesmo em cenários desafiadores.”
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Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação
Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
REPRESENTAÇÃO
Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral
Iniciativa do Sistema OCB mobiliza lideranças e amplia participação do setor no debate público
O cooperativismo brasileiro chega ao ano eleitoral com um recado claro: participar é fundamental. Ao longo dos últimos anos, o movimento vem investindo na formação de lideranças e no fortalecimento da participação cidadã por meio do Programa de Educação Política.
A iniciativa, conduzida pelo Sistema OCB, é voltada exclusivamente ao público cooperativista e tem como essência estimular a participação política de forma consciente, responsável e contínua. O foco está no fortalecimento da representação político-institucional do setor e na defesa das pautas que impactam diretamente a vida das cooperativas e de milhões de cooperados.
“O programa ajuda o cooperativismo a entender melhor o ambiente político e a se posicionar de forma qualificada. A ideia é mostrar que participar do debate público faz parte e é fundamental para o desenvolvimento do setor”, explicou Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Desde que foi lançado, em 2022, o programa aposta em informação acessível e formação prática. Cartilhas, vídeos, cursos, encontros regionais e conteúdos digitais ajudam a traduzir temas como voto consciente, processo eleitoral, atuação parlamentar e impacto das políticas públicas no cooperativismo. O resultado é uma base mais preparada para dialogar com candidatos, acompanhar mandatos e contribuir com propostas.
Um dos pilares do programa é o incentivo à escolha de candidatos alinhados aos valores e às demandas do cooperativismo, com potencial para integrar a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. A expectativa é ampliar uma base parlamentar comprometida com o modelo cooperativo e com o desenvolvimento econômico e social do país.
Neutralidade ideológica e partidária são princípios que orientam todas as ações. O trabalho é pautado por critérios técnicos, com base em dados objetivos sobre a atuação dos parlamentares, projetos em tramitação no Congresso, histórico de posicionamentos e resultados concretos da representação institucional. “Nosso papel é informar, orientar e dar transparência. A decisão final é sempre do cooperado”, reforçou Eduardo.
Atuação compartilhada em todo o país
O Programa de Educação Política é estruturado de forma colaborativa. No âmbito nacional, o Sistema OCB é responsável por definir diretrizes, produzir materiais técnicos, elaborar propostas e disponibilizar conteúdos como cartilhas de boas práticas, perfis parlamentares e peças informativas.
Nos estados, as Organizações Estaduais colocam o programa em prática. Cabe a elas também a formação de coordenadores e grupos focais, que ajudam a capilarizar as ações. As cooperativas entram como protagonistas, indicando lideranças, jovens e mulheres para atuar como multiplicadores. Já os cooperados assumem um papel essencial como disseminadores das informações nas comunidades onde vivem.
Preparação que se intensifica em 2026
O ciclo atual do programa foi desenhado justamente para chegar ao ano eleitoral com o movimento mais organizado e consciente. Entre os objetivos estão ampliar a participação do cooperativismo na construção de propostas para candidatos, estimular o engajamento de novas lideranças, dar transparência à atuação institucional do Sistema OCB e da Frencoop e reforçar a compreensão sobre como decisões políticas impactam os negócios cooperativos.
As ações incluem desde cursos e palestras de educação política e legislação eleitoral até encontros regionais com candidatos, criação de canais de comunicação nas redes sociais e estímulo à formação de movimentos em prol do voto consciente em candidatos comprometidos com o cooperativismo.
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21/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo
Encontro marca a retomada da agenda de articulação do cooperativismo de crédito
Nesta quarta (21), o Sistema OCB avançou na agenda de articulação institucional sobre os Fundos Constitucionais, em reunião com o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger Rocha dirigentes. O encontro teve como foco a apresentação das propostas do cooperativismo de crédito para o aprimoramento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e a defesa da atuação das cooperativas como agentes de desenvolvimento regional.
A reunião integra uma série de agendas conduzidas pelo Sistema OCB com agentes operadores, ministérios e superintendências regionais, com o objetivo de ampliar a participação das cooperativas de crédito nas políticas públicas de financiamento. No caso do BNB, o diálogo focou nos aspectos técnicos e operacionais que podem facilitar o acesso das cooperativas aos recursos do fundo.
Participaram do encontro a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o presidente da OCB/PB, André Pacelli, e representante da Região Nordeste no Conselho de Administração, que falou em nome dos presidentes e superintendentes das Organizações Estaduais da região, também presentes no encontro.
A agenda contou ainda com a presença de representantes do cooperativismo de crédito indicados pelo Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco).
Entre os principais pontos discutidos, esteve a proposta de realização de projetos-piloto para introdução do cooperativismo de crédito como agente credenciado nos repasses do FNE, tema que será analisado pelo BNB. Também foi aberto o diálogo para a construção de estratégias voltadas à ampliação do acesso das cooperativas de produção aos recursos do fundo, com apoio de ações de formação promovidas pelo Sescoop.
Segundo Tania, o cooperativismo de crédito reúne condições concretas para ampliar o alcance do FNE. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega. Elas conhecem a realidade local, acompanham de perto os empreendimentos e conseguem direcionar o crédito de forma mais eficiente”.
Durante a apresentação, o Sistema OCB reforçou que as propostas entregues ao longo de 2025 buscam ajustes normativos, regulatórios e operacionais que tornem o acesso ao fundo mais compatível com o modelo cooperativista, sem abrir mão da segurança e dos objetivos da política pública. A expectativa é que essas melhorias ampliem o crédito produtivo orientado, especialmente para pequenos e médios produtores, empreendedores e cooperativas locais.
Para a presidente executiva, o alinhamento com o agente operador do fundo é etapa fundamental para que os avanços saiam do papel. “O diálogo com o Banco do Nordeste é estratégico porque permite construir soluções conjuntas, com base técnica e visão de longo prazo”, destacou.
A agenda de interlocução seguirá nos próximos meses, com novos alinhamentos técnicos e institucionais.
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21/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU
Resolução da Assembleia Geral estabelece celebração a cada dez anos
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em dezembro de 2025, uma resolução histórica que conclama a realização do Ano Internacional das Cooperativas a cada dez anos. O texto reconhece o papel estratégico do cooperativismo na promoção do desenvolvimento econômico e social inclusivo, além de consolidar o modelo como aliado permanente da agenda global de sustentabilidade.
A resolução A/RES/80/182 reforça que as cooperativas promovem a participação plena das pessoas na vida econômica e social, com contribuições diretas para o combate à pobreza e à fome, a promoção da igualdade de gênero, a inclusão social e a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O documento também destaca o alinhamento do cooperativismo aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Com a decisão, a ONU institucionaliza um ciclo decenal para a celebração do Ano Internacional das Cooperativas, a partir da experiência bem-sucedida das edições de 2012 e 2025, sendo esta última, inclusive, a primeira vez em que a organização repetiu um tema de ano internacional.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a decisão confirma, em nível internacional, aquilo que o cooperativismo demonstra na prática há décadas. “É um modelo econômico moderno, eficiente e centrado nas pessoas, que merece esse reconhecimento”, afirmou.
O texto aprovado também faz recomendações aos governos e organismos internacionais para o fortalecimento do ambiente institucional das cooperativas, incluindo melhorias nos marcos legais e regulatórios, ampliação do acesso ao crédito, estímulo à inovação, inclusão digital, apoio às cooperativas agropecuárias e financeiras, bem como o incentivo à participação feminina em espaços de liderança.
Na avaliação da presidente executiva, Tania Zanella, a resolução amplia o protagonismo do cooperativismo na agenda pública internacional. “A ONU sinaliza que o cooperativismo é uma alternativa econômica e uma solução estruturante para o desenvolvimento sustentável. Esse reconhecimento mostra a importância de políticas públicas que valorizem o modelo cooperativo e ampliem seu alcance, especialmente em territórios mais vulneráveis”, declarou.
A resolução também reafirma a importância da celebração anual do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado no primeiro sábado de julho. Em 2026, a data será celebrada em 4 de julho, com tema ainda a ser divulgado.
O documento se soma a um histórico de reconhecimento da ONU ao cooperativismo. Desde a década de 1950, a Assembleia Geral adota resoluções sobre cooperativas no contexto do desenvolvimento social, de forma sistemática a cada dois anos desde 1992. Em 2023, a organização aprovou ainda a primeira resolução específica sobre a promoção da economia social e solidária para o desenvolvimento sustentável.
Atualmente, o cooperativismo reúne mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, presentes em setores como agropecuária, crédito, consumo, saúde, habitação e trabalho, com mais de 1 bilhão de cooperados e cerca de 280 milhões de empregos gerados globalmente.
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13/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
OCB, representando a cadeira 1.3, vai liderar Conselho de Administração da associação por 20 semanas
O cooperativismo de crédito brasileiro ampliou seu protagonismo ao assumir, nesta terça-feira (6), a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance. Com a mudança, a OCB passa a exercer a liderança do colegiado pelas próximas 20 semanas.
“O exercício da presidência do conselho consolida o reconhecimento do cooperativismo de crédito como um ator estratégico na evolução do sistema financeiro brasileiro, com contribuições técnicas qualificadas e compromisso com a inovação, a concorrência saudável e o interesse do usuário”, afirmou Clara Maffia, gerente-geral da OCB.
A OCB é representada no Conselho por Márcio Alexandre, superintendente de Arquitetura e Governança de TI do Sicoob. A atuação ocorre em um momento decisivo para a consolidação do Open Finance no Brasil, marcado pelo avanço da interoperabilidade, da segurança da informação e da ampliação do protagonismo dos usuários no sistema financeiro.
A vice-presidência do Conselho de Administração será ocupada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, representada por Gustavo Cappi, executivo do Itaú Unibanco. A composição do colegiado reflete a pluralidade de segmentos que integram a governança do Open Finance no país e evidencia o reconhecimento da maturidade técnica e institucional do cooperativismo de crédito no debate estratégico do setor.
Para a OCB, assumir a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance representa um avanço institucional consistente, amplia a presença do cooperativismo em instâncias decisórias e reforça sua contribuição para a construção de um ambiente financeiro mais competitivo, inovador e inclusivo.
Evolução
O Open Finance Brasil, regulamentado pelo Banco Central, é uma evolução do Open Banking, e amplia o escopo de compartilhamento de dados e serviços financeiros. O sistema abrange dados de contas e crédito, além de produtos como cartão de crédito, seguros, previdência, câmbio, investimentos e serviços de pagamento. A iniciativa é vista como uma transformação da relação entre consumidores e instituições financeiras, ao promover inovação, personalização de produtos e maior transparência.
Considerado um dos sistemas mais avançados do mundo, o Open Finance Brasil começou a ser implementado em 2021. Ele visa transformar a relação entre consumidores e instituições financeiras, criando um ecossistema mais integrado e dinâmico. O sistema segue padrões rígidos de segurança cibernética e proteção de dados, e os consumidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, têm total controle sobre o compartilhamento de suas informações, podendo autorizar, restringir ou revogar o acesso a seus dados de maneira a qualquer momento.
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07/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade
Sanção presidencial reconhece atuação do cooperativismo e abre caminho para inclusão digital
Nesta terça-feira (6), foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei nº 15.324/2026, que assegura às cooperativas a prestação de serviços de telecomunicações em todo o país. A nova legislação não teve vetos e já está em vigor.
A medida representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao conferir segurança jurídica e ampliar a participação do modelo cooperativo na oferta de conectividade, especialmente em áreas rurais e regiões com menor cobertura.
“A sanção desta lei é uma conquista histórica para o cooperativismo. Ela reconhece o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento e abre novas frentes para levar inclusão digital, competitividade e qualidade de vida às comunidades”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB.
A nova legislação resulta da conversão do PL 1.303/2022, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, após ampla articulação do Sistema OCB, em parceria com cooperativas do ramo de infraestrutura e entidades do setor. Nesse processo, a Infracoop teve atuação relevante na produção de subsídios técnicos e na articulação institucional, colaborando no diálogo permanente com integrantes do Parlamento e do Poder Executivo. O texto reconhece formalmente as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações.
Autor da proposta, o deputado federal e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo (ES), destaca o impacto social da medida. “É um passo concreto para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com base na organização comunitária”.
No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Flávio Arns (PR), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e integrante da Frencoop. Para ele, a aprovação e a sanção do texto reforçam o caráter inclusivo da política pública. “A conectividade é condição básica para cidadania, educação e inovação. As cooperativas têm capilaridade e compromisso local, e essa lei amplia as possibilidades de levar tecnologia e oportunidades a milhões de brasileiros”, afirmou.
Na Câmara dos Deputados, o projeto teve relatoria do deputado Heitor Schuch (RS), que acompanhou de perto a articulação com o setor. “O cooperativismo tem histórico de prestação de serviços essenciais com eficiência e compromisso social. Ao garantir segurança jurídica às cooperativas de telecom, o Congresso fortalece um modelo que gera inclusão e desenvolvimento regional”, avaliou.
Com a sanção, o cooperativismo passa a contar com um ambiente regulatório mais claro para atuar no setor de telecomunicações, amplia sua contribuição para a inclusão digital e reforça o papel das cooperativas na oferta de serviços essenciais, em complemento às políticas públicas e ao mercado tradicional.
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05/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil
As entidades setoriais da indústria financeira e bancária, de meios de pagamento, bem como do mercado capitais, que representam, em seu conjunto, um universo de 757 Instituições Financeiras (IFs), entre comuns e exclusivas, além de 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas à Fin, REITERAM sua posição pública de que:
depositam plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central, nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização;
é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro;
o Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.
11 Entidades signatárias da Nota Conjunta
Sigla das Entidades
Denominação da Entidade Representativa
Quantidade de Associadas
Fin
Confederação Nacional das Instituições Financeiras
15 associações
ABBC
Associação Brasileira de Bancos
127 IFs
ABBI
Associação Brasileira de Bancos Internacionais
48 IFs
ABDE
Associação Brasileira de Ifs de Desenvolvimento
35 IFs
Abecs
Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
72 IFs
ABRACAM
Associação Brasileira de Câmbio
111 IFs
Acrefi
Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento
78 IFs
Anbima
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais
139 IFs
Febraban
Federação Brasileira de Bancos
115 IFs
OCB
Organização das Cooperativas Brasileiras
689 Cooperativas
Zetta
Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos
32 Fintechs
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04/01/2026
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
INOVAÇÃO
23/01/2026
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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INOVAÇÃO
09/12/2025
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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17/06/2025
INOVAÇÃO
8ª EBPC incentiva pesquisa acadêmica como motor do cooperativismo
Edição 2025 busca ampliar debate sobre contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chega à sua 8ª edição e reafirma o papel essencial no avanço das pesquisas sobre o cooperativismo no Brasil. Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília, e está com chamada aberta para submissão de trabalhos e iniciação científica até o dia 1º de junho.
Desde 2010, o EBPC tem se consolidado como o principal espaço de diálogo entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e os agentes de fomento ao setor. É um ambiente que valoriza o cooperativismo como um campo de estudo estratégico, multidisciplinar e profundamente conectado com os desafios contemporâneos da sociedade.
“Mais do que um evento científico, o EBPC é um espaço de construção coletiva de saberes. A cada edição, vemos crescer o interesse da academia pelo cooperativismo, o que demonstra a potência do setor como objeto de estudo e ação. Este ano, com o tema alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, vamos aprofundar o debate sobre o impacto do modelo cooperativista no desenvolvimento sustentável do país”, destaca Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
A oportunidade reforça o compromisso do EBPC com o fortalecimento da produção acadêmica qualificada e com o reconhecimento dos pesquisadores dedicados ao tema.
Os trabalhos devem se enquadrar em um dos cinco eixos temáticos:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Além da visibilidade científica, os trabalhos aprovados e apresentados no 8º EBPC serão convidados a participar do processo de Fast Track, um fluxo prioritário de publicação em revistas científicas renomadas. A participação deverá respeitar os critérios definidos por cada publicação (serão divulgadas em breve) e o aceite será facultado ao aceite dos autores. Para esta edição as revistas habilitadas são: .
Revista de Gestão e Organizações Cooperativas - RGC (UFSM) - ISSN 2359-0432
Brazilian Administration Review - BAR (ANPAD) - ISSN 1807-7692
Contabilidade Vista & Revista (UFMG) - ISSN 0103-734
Administração Pública e Gestão Social (UFV) - ISSN 2175-5787
Pesquisadores, estudantes e profissionais engajados na construção de um setor mais robusto e sustentável são convidados a contribuir com o evento. Submeta seu artigo científico ou de iniciação científica até 01 de junho no site do evento.
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Sistema OCB estimula cultura de inovação com protagonismo coletivo
17/04/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB estimula cultura de inovação com protagonismo coletivo
Programa de Ideias reúne colaboradores em jornada de colaboração e experimentação
Com o objetivo de estimular o pensamento criativo, fortalecer a cultura da inovação e impulsionar soluções com alto impacto institucional, o Sistema OCB promoveu, no dia 10 de abril, o workshop Como Gerar Boas Ideias, que reuniu cerca de 55 colaboradores em um encontro virtual conduzido pela especialista em transformação cultural e inovação, Mari Barbosa, parceira da ACE Cortex, consultoria de negócios.
A ação marcou o início do Programa de Ideias, iniciativa estratégica da entidade voltada à promoção da inovação de forma colaborativa e contínua entre os times da organização. Mais do que uma capacitação, o workshop foi um convite à experimentação. “Foi uma demonstração prática de como a inovação pode ser acessível a todos. Ver colaboradores de diferentes áreas realizando trocas e construindo juntos ideias que podem fazer a diferença no dia a dia do Sistema OCB é extremamente motivador”, declarou Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
Para Hellen Beck, analista de inovação, o engajamento dos participantes foi inspirador. “Estou muito empolgada com o que estamos construindo juntos! O Programa de Ideias é uma grande oportunidade para colocarmos em prática nosso potencial criativo e, mais do que isso, para inovarmos de forma coletiva e com propósito, assim como o cooperativismo”, afirmou.
Durante a atividade, os participantes foram provocados a refletir sobre os conceitos de inovação, valor e impacto, a partir da compreensão de que boas ideias surgem da combinação entre desejo, viabilidade e execução. Por meio de dinâmicas práticas, o grupo foi incentivado a enxergar problemas sob novas perspectivas, relacionar desafios institucionais com oportunidades de inovação, e transformar insights em propostas concretas para submissão ao programa.
Segundo Mari Barbosa, iniciativas como a do Sistema OCB representam um importante passo para democratizar a inovação dentro das instituições. “Inovar não é algo distante, mas uma responsabilidade conjunta. Intraempreender é, acima de tudo, olhar para os desafios do dia a dia com curiosidade, colaboração e provocação”, disse. Para ela, “foi encantador ver esse comportamento durante o workshop, com cada participante contribuindo, escutando e sonhando um futuro de alto impacto para o Sistema OCB”, destacou.
Ao longo do encontro, temas como colaboração entre áreas, escuta ativa, construção coletiva e a conexão entre propósito e inovação permearam os exercícios propostos. As ideias apresentadas pelos participantes serão, agora, organizadas e inscritas no programa, que prevê novas etapas ao longo do ano para seleção, desenvolvimento e implantação das sugestões mais promissoras.
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14/04/2025
INOVAÇÃO
Consórcio internacional aponta caminhos para o cooperativismo digital
Fórum anuncia conferência sobre inteligência artificial e apresenta novos bolsistas
Na última terça-feira (01), foi realizada a primeira reunião oficial do Consórcio de Cooperativismo de Plataforma, uma iniciativa internacional que reúne pesquisadores, organizações e lideranças cooperativistas para discutir os rumos da economia de plataformas colaborativas e seus impactos sobre o futuro do cooperativismo.
Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, afirmou que a entidade é parceira do projeto e reforça seu compromisso com a inovação e com o acompanhamento das transformações que moldam os novos modelos de organização econômica e social. “Estamos atentos às mudanças na economia digital porque sabemos que elas impactam diretamente os modelos de organização produtiva e social e, por isso, queremos que o cooperativismo esteja na linha de frente desse futuro”, disse.
Sob a liderança de Trebor Scholz, professor e pesquisador reconhecido globalmente por seus estudos sobre cooperativismo digital, o consórcio atua como um fórum permanente de articulação, produção de conhecimento e construção de alternativas cooperativas para o universo das plataformas digitais. A iniciativa é apoiada pelo Institute for the Cooperative Digital Economy (ICDE), entidade independente voltada à pesquisa sobre os impactos da economia de plataformas colaborativas e cooperativas.
Durante a reunião, foram apresentados os novos bolsistas do ICDE, entre eles dois pesquisadores brasileiros que se destacaram internacionalmente por seus trabalhos sobre cooperativismo digital, economia solidária e tecnologias inclusivas.
O pós-doutor Kenzo Seto, atualmente na Faculdade de Direito de Yale, com doutorado em Comunicação pela UFRJ, estuda infraestruturas digitais descentralizadas e cooperativas de plataforma no Brasil e na Argentina. O foco de sua pesquisa está na soberania digital e na democracia econômica, que conecta direito, tecnologia e teoria política a partir de uma base de ativismo e organização coletiva entre trabalhadores da tecnologia.
Já Lila Gaudêncio, bolsista de Gates Cambridge e doutoranda na Universidade de Cambridge, dedica sua pesquisa à análise da plataforma E-dinheiro, do Brasil. Seu trabalho investiga como moedas comunitárias digitais podem transformar as finanças solidárias, promover governança cooperativa e democratizar a participação econômica por meio de fintechs orientadas por valores cooperativistas.
Para Guilherme Cost, acompanhar, de perto, o avanço da economia de plataformas colaborativas é fundamental para o futuro do cooperativismo brasileiro. “Essas transformações nos ajudam a antecipar mudanças, adaptar modelos de negócio e explorar novas formas de cooperação, tanto por meio da adoção de tecnologias quanto pelo surgimento de cooperativas inovadoras, mais conectadas com os desafios e oportunidades do nosso tempo”.
Durante a reunião, também foi anunciada a realização da primeira conferência global sobre Cooperativismo e Inteligência Artificial. Batizado de Cooperative AI, o evento será realizado entre os dias 11 e 14 de novembro, em Istambul (Turquia), e reunirá especialistas, cooperativistas e desenvolvedores de tecnologia para discutir os potenciais e os riscos da IA sob a ótica dos valores cooperativos.
A proposta é aprofundar o debate sobre como a inteligência artificial pode ser incorporada de forma ética, democrática e inclusiva no ambiente das cooperativas, promovendo ganhos de eficiência e inovação sem abrir mão da autonomia e da participação coletiva que são a base do modelo cooperativista.
Mais informações em podem ser encontradas no site do Consórcio
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08/04/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
NEGÓCIOS
05/12/2025
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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NEGÓCIOS
19/09/2025
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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03/07/2025
NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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27/06/2025
NEGÓCIOS
Parceria CIEE e Sistema OCB fortalece formação de jovens aprendizes
Proposta atende diretrizes do Ministério do Trabalho e reforça papel do cooperativismo na inclusão produtiva da juventude
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) firmaram uma parceria estratégica para incluir o cooperativismo nos programas de formação da aprendizagem profissional, conforme previsto na Portaria 3.872/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com base no artigo 18 da normativa, que determina a abordagem de conteúdos sobre cooperativismo e empreendedorismo autogestionário com foco na juventude, o Sistema OCB, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desenvolveu um material didático completo e adaptável para jovens aprendizes. A iniciativa visa apoiar entidades formadoras, como o próprio CIEE, no cumprimento da legislação e, sobretudo, na formação cidadã e profissional de adolescentes e jovens.
O conteúdo foi elaborado para uso em diferentes modalidades (presencial, híbrida e à distância), com cargas horárias flexíveis entre 8 e 16 horas. As apostilas dos aprendizes combinam teoria e prática em uma linguagem acessível e preparada para promover competências técnicas, sociais e colaborativas. Já os guias dos instrutores oferecem suporte pedagógico completo, com orientações para aplicação dos conteúdos em sala de aula e no ambiente virtual.
Além disso, foi criado um guia exclusivo para as entidades formadoras, que apresenta as possibilidades de uso do material. A parceria também contempla sugestões de cursos e vídeos da CapacitaCoop, plataforma de ensino EAD do Sistema OCB, que podem ser incorporados aos programas permanentes de capacitação de instrutores, conforme exige o artigo 10 da Portaria.
“Acreditamos que o cooperativismo é uma poderosa ferramenta de transformação social, especialmente para os jovens em fase de iniciação profissional. Com essa parceria, estamos ajudando a construir um futuro mais colaborativo, justo e sustentável”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
“A parceria com o Sescoop reforça o compromisso do CIEE em oferecer conteúdos de qualidade aos aprendizes. O cooperativismo é um tema fundamental e crucial para o desenvolvimento econômico e social do país e passar esse conhecimento para a juventude é imprescindível”, ressalta Elaine Bancalá, gerente Nacional de Aprendizagem do CIEE.
A ação também reforça o compromisso das instituições com a qualificação profissional da juventude brasileira e com a disseminação dos princípios cooperativistas como alternativa viável e promissora de geração de renda, inclusão produtiva e protagonismo juvenil.
O cooperativismo emprega, segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, mais de 550 mil pessoas em todo o Brasil e as perspectivas de crescimento são expressivas. São 23,4 milhões de cooperados que geraram R$ 692 milhões em movimentação financeira em 2023. Com o desafio BRC 1 TRI, o objetivo até 2027, é chegar a 30 milhões de cooperados e R$ 1 trilhão em movimentação.
O CIEE, por sua vez, tem 61 anos de atuação e é a maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem da América Latina dedicada à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
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26/06/2025
NEGÓCIOS
Cooperativas ganham destaque na Naturaltech 2025
Maior feira de alimentos naturais da América Latina reuniu 800 expositores e 1,7 mil marcas
O cooperativismo brasileiro marcou presença na 19ª edição da Naturaltech & Bio Brazil Fair, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerada a maior feira de alimentos naturais, orgânicos e saudáveis da América Latina, a Naturaltech reuniu mais de 800 expositores e 1,7 mil marcas, com expectativa de atrair mais de 50 mil visitantes ao longo do evento.
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da Naturaltech com o estande institucional SomosCoop – Cooperativas do Brasil, reforçando o compromisso com a promoção de negócios, visibilidade de marca e acesso a mercados estratégicos. A ação foi coordenada pela área de Negócios da entidade, que busca fortalecer a presença cooperativista em segmentos promissores da economia.
“O cooperativismo tem muito a contribuir com o mercado de produtos naturais, e eventos como esse são fundamentais para mostrar a qualidade, a diversidade e o potencial comercial das nossas cooperativas. A Naturaltech é um espaço estratégico para ampliar conexões, gerar negócios e promover a marca cooperativista no cenário nacional e internacional”, destacou Jean Fernandes, analista da Coordenação de Negócios do Sistema OCB.
Participaram da feira 12 cooperativas de diferentes estados brasileiros (BA, ES, MG, PA, PR, RS, SC e SP), com produtos que vão de cafés especiais a sucos, vinhos, espumantes, doces, queijos, mel e frutas nativas. O estande recebeu grande fluxo de consumidores, distribuidores, redes varejistas e representantes de food service, com destaque para negociações com grandes players como Sam's Club, Outback e rede Zeferino.
A engenheira de alimentos Leidiane Vieira, da Cooperlad (BA), destacou a importância da participação na Naturaltech. “Foi uma oportunidade grandiosa para nós. Fizemos contatos com compradores, apresentamos amostras de polpas de frutas e projetamos a criação de um centro de distribuição em São Paulo. Isso representa mais trabalho, renda e desenvolvimento para nossos cooperados”.
Carlos Lima, presidente da CONAP (MG), celebrou os resultados obtidos durante a feira. “Tivemos a chance de dialogar com redes varejistas, exportadores e consumidores que valorizam um produto diferenciado. Essa interação direta reforça a importância de investir na apresentação, na padronização e na expansão da presença dos nossos produtos no mercado nacional e internacional”, declarou.
Para Eliane Lopes, da Cooperativa Vinícola Nova Aliança (RS), a Naturaltech foi estratégica. “Levamos nossa missão junto com nossos produtos. Estabelecemos contatos com distribuidores e exportadores, recebemos feedback positivo e saímos com importantes insights para o desenvolvimento de novos produtos”.
Já Giulia Castellani, do setor comercial da CAISP (SP), reforçou o impacto institucional da presença no evento. “Participar de uma feira dessa magnitude fortalece nossa marca e nos conecta com consumidores, varejistas e potenciais parceiros. O apoio da OCB tem sido essencial para nosso posicionamento no mercado”.
A participação também foi comemorada por Alysson Kaiper, da Sanjo (SC). “Tivemos a visita de clientes estratégicos e potenciais novos parceiros. A estrutura e o suporte da OCB nos permitiram mostrar a força da nossa cooperativa. Esperamos estar nas próximas edições”, salientou.
As cooperativas participantes foram: Cafesul, Amazoncoop, Cocamar, Witmarsum, Nova Aliança, CCGL, Vinícola Aurora, Sanjo, Coopafasb Caisp, Conap e Cooperlad.
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Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
ESG
21/10/2025
Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE
Publicação orienta passo a passo para inventário e gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa
O Sistema OCB lançou, em parceria com a Ambipar, o Guia Metodológico do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma publicação técnica que faz parte da Solução Neutralidade de Carbono, do Programa ESGCoop. O material foi desenvolvido para apoiar as cooperativas de todos os ramos na estruturação, coleta, tratamento e reporte de informações sobre suas emissões, de forma padronizada e transparente.
O guia é um passo importante na jornada das cooperativas rumo à sustentabilidade,à gestão climática eficiente e à neutralidade de carbono Elaborado com base nas metodologias ABNT NBR ISO 14064-1:2019 e no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) — referências internacionais no tema —, o documento apresenta orientações detalhadas sobre os três escopos de emissões (diretas, indiretas de energia adquirida e indiretas na cadeia de valor) e traz instruções práticas para o uso da ferramenta oficial do GHG Protocol.
“O inventário de emissões é uma ferramenta fundamental para compreender o impacto climático das atividades da cooperativa e identificar caminhos para reduzir esse impacto. Medir é o primeiro passo para gerenciar, e esse guia vem justamente para facilitar esse processo, tornando-o acessível e confiável”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
O guia descreve todas as etapas do processo — desde a definição dos limites organizacionais e operacionais até a consolidação e o reporte dos dados —, sempre alinhado aos princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A publicação também orienta sobre o armazenamento de evidências, essencial para auditorias e verificações independentes, além de indicar boas práticas que permitem às cooperativas buscar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o mais alto nível de conformidade metodológica no país.
“O diferencial do material é traduzir uma metodologia internacional para a realidade das cooperativas brasileiras. Ele oferece um passo a passo prático, com linguagem acessível e foco na aplicabilidade. A ideia é apoiar desde cooperativas que estão iniciando sua jornada de sustentabilidade até aquelas que já têm um inventário consolidado e buscam aprimoramento”, acrescenta Débora.
A publicação se integra à agenda ESG do Sistema OCB, que busca ampliar o engajamento do movimento cooperativista nas ações de mitigação das mudanças climáticas e de transição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas têm um papel estratégico nessa agenda. Elas já nascem com uma lógica de uso responsável dos recursos e de geração de valor coletivo. Agora, com ferramentas como o Guia Metodológico, poderão mensurar e comunicar esse valor de forma ainda mais robusta e transparente”, completa a gerente.
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17/10/2025
Solução Eficiência Energética: coops ampliam ganhos sustentáveis
Workshop do Sistema OCB destaca resultados, aprendizados e novos passos da iniciativa
Com foco em inovação, economia e impacto ambiental, o Sistema OCB realizou, nesta sexta (17), o Workshop da Solução Eficiência Energética, uma das iniciativas do Programa ESGCoop. O encontro online contou com representantes de organizações estaduais, gerentes de Desenvolvimento de Cooperativas, integrantes do GT ESGCoop e parceiros técnicos para debater os resultados do ciclo 2025, os aprendizados das cooperativas-piloto e as perspectivas de expansão da solução.
Desenvolvida em parceria com a Stride Consultoria, a Solução Eficiência Energética tem como objetivo apoiar as cooperativas na identificação de desperdícios, otimização do consumo e redução de custos operacionais, promovendo, ao mesmo tempo, a diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Na abertura do encontro, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou que a eficiência energética é um dos pilares mais estratégicos da sustentabilidade. “Assim como a agenda de carbono, a eficiência energética é essencial para a competitividade e a perenidade das cooperativas. Ela transforma responsabilidade ambiental em economia real e fortalecimento de imagem. É um tema que une propósito, inovação e resultado”, afirmou.
Segundo ela, a solução é um exemplo prático de como o Sistema OCB está apoiando as cooperativas na consolidação de suas agendas ESG. “Nosso objetivo é mostrar que eficiência energética é mais do que apenas uma pauta ambiental, é uma oportunidade concreta de inovação e de ganho econômico. As experiências que já estão em andamento comprovam o potencial transformador dessa iniciativa”, completou.
A analista de sustentabilidade, Laís Castro, apresentou o panorama geral da solução, que já conta com 14 cooperativas-piloto de oito estados. “Os resultados são expressivos: identificamos reduções médias de consumo em torno de 22%, chegando a mais de 30% em alguns casos. Além da economia direta, há ganhos intangíveis importantes — como o engajamento das lideranças e a mudança de cultura organizacional em relação ao uso e gestão da energia”, explicou.
Laís ressaltou que a iniciativa complementa outras ações do ESGCoop. “Enquanto a Neutralidade de Carbono mede e reporta as emissões, a Eficiência Energética atua diretamente na redução delas. As duas soluções se conectam e fortalecem o posicionamento do cooperativismo frente à agenda climática e à COP30”, destacou.
Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, reforçou o papel estratégico da energia no modelo de negócio das cooperativas. “A energia é um insumo central em todos os ramos. Trabalhar com eficiência é reduzir custos, aumentar competitividade e contribuir de forma efetiva para o enfrentamento das mudanças climáticas. É um investimento que gera retorno ambiental e financeiro”, afirmou.
Durante o workshop também foi anunciado que, em novembro, o Sistema OCB irá lançar cartilhas e ebooks que reúnem orientações técnicas e cases de destaque das cooperativas participantes.
“Essa é uma iniciativa de transformação cultural. Queremos inspirar cada cooperativa a tratar a energia como um ativo estratégico, e não apenas como um custo operacional”, concluiu Débora.
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Sistema OCB anuncia cooperativas que representarão o Brasil na COP30
Painéis temáticos darão visibilidade internacional a experiências sustentáveis de todos os ramos
O cooperativismo brasileiro já está praticamente de malas prontas para marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. O Sistema OCB divulgou, nesta sexta-feira (17), o resultado da seleção de cooperativas para os painéis temáticos do cooperativismo na COP30.
A chamada pública, lançada em agosto, teve como objetivo identificar e selecionar experiências concretas de cooperativas de todos os ramos que contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas, com base nos cinco eixos estratégicos do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30:
Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono
Financiamento climático e valorização das comunidades
Transição energética e desenvolvimento sustentável
Bioeconomia e uso eficiente dos recursos naturais
Adaptação e mitigação de riscos climáticos
As cooperativas escolhidas participarão de painéis temáticos promovidos pelo Sistema OCB durante a conferência, em espaços oficiais de destaque, além de atividades paralelas nos pavilhões do governo brasileiro, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e em espaços de parceiros institucionais.
Cooperativas selecionadas
A lista de cooperativas que representarão o cooperativismo brasileiro na COP30 contempla os ramos do cooperativismo, com projetos que envolvem desde produção agropecuária de baixo carbono, energia renovável e eficiência energética, até finanças verdes, bioeconomia e recuperação de áreas degradadas. “Nosso papel é mostrar ao mundo que o cooperativismo brasileiro já entrega soluções concretas para a transição climática justa”, destacou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.
Os cases selecionados terão duas formas de participação:
Apresentação presencial, em painéis e debates nos espaços do cooperativismo na COP30;
Exposição digital, com conteúdo exibido nos totens do evento e no portal Coop na COP30, além de campanhas e materiais de divulgação institucional.
A proposta é ampliar o alcance das boas práticas cooperativistas e reforçar a imagem do cooperativismo como modelo de negócios sustentável, inovador e alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Estamos construindo uma presença plural e representativa. A COP30 será o palco para mostrar a força das cooperativas brasileiras e como elas já contribuem, na prática, para o desenvolvimento de uma economia verde e inclusiva”, reforçou Tania.
Confira a lista das cooperativas selecionadas:
Cases com presença física na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicredi Confederação
Projetos de financiamento do empreendedorismo feminino, transição energética
Sicoob Confederação
Captações Temáticas: impulsionando inclusão social e promovendo a transição para uma economia verde
Cresol Confederação
Experiências de microcrédito para agricultura sustentável.
Coopatrans
Case chocolates da Cacauway, um negócio de impacto social
Coopsertão
Produção Sustentável na Caatinga: Agroecologia, água e solo
Cooxupé
Protocolo Gerações - Resiliência Climática e Sustentabilidade na Cafeicultura Cooperativista
Sicoob Credip
Robustas Amazônicos: cooperação e investimento em tecnologias mudam a realidade da agricultura, geram integração e salvam a floresta
Sicredi Confederação
Quantificação de Riscos Climáticos como Ferramenta Estratégica para Proteção das Culturas Agrícolas dos associados
CCPR
Enxergando Sentido Global – Práticas Nota 10
Cooperativa Vinícola Aurora Ltda
Estratégias para minimizar os impactos das mudanças climáticas na viticultura da Serra Gaúcha
COASA
Nosso Solo, Nossa Colheita. Um case cooperativo que cultiva a sustentabilidade na agricultura
CAMTA
Referência em produção a partir de sistemas agroflorestais, com manejo sustentável na Amazônia
Lar
Programa de qualificação e certificação sustentável da produção de alimentos
SICOOB COOESA
Cooperativa Mirim Marajoara: crianças e adolescentes unidos pela cooperação, cultivando futuro sustentável no Marajó
Recicle a Vida Cooperativa De Catadores do DF
“Recicle a Vida: Economia Circular, Inclusão Social e Inovação na Reciclagem de Plásticos”
Cresol Encostas da Serra Geral
Case Abelhas Nativas, Cooperativismo e Impacto: da Capital Nacional da Meliponicultura ao Protagonismo Internacional em Sustentabilidade, Educação e Renda
Central Sicoper-Cresol
Cresol Siga: financiamento para saneamento, infraestrutura e gestão da água
Sicredi Confederação
Programa de Captações Sustentáveis
Sicoob Confederação
Projetos de apoio inclusivo ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas de cafeicultura e pecuária bovina
Cooperativa Agropecuaria Mista Terranova Ltda
Energia solar como alternativa para reduzir custos na produção leiteira
Creral
Bioroz e Cinroz: Biopolímeros sustentáveis a partir da casca e cinzas de casca de arroz associado a produção de energia pela casca de arroz
Sicredi Confederação
Café Carbono Neutro
Sicoob São Miguel SC/PR/RS
COOPENAD: Cooperação que ilumina um futuro sustentável
Sicredi Confederação
Sicredi pelo Rio Grande: solidariedade e reconstrução após o desastre climático
Cresol Horizonte
Incentivo a boas práticas ambientais na cadeia produtiva de bubalinos
Coomflona
Manejo Florestal Sustentável na Flona do Tapajós
Coopercitrus
Restauração que transforma: cooperação e parcerias pela água, floresta e clima
Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA
Fortalecimento da Bioeconomia na Amazônia por Meio do Cooperativismo Sustentável
Cooperacre
Arranjo produtivo da sociobioeconomia na Amazônia
Coopmetro
PAV – Programa de Renovação de Frota: mobilidade sustentável e fortalecimento da economia local
Primato Cooperativa Agroindustrial
SUÍNO VERDE - Energia Limpa do Campo ao Transporte
Sistema Ocemg
Programa MinasCoop Energia
Coopernorte
Cooperação Embrapa–COOPERNORTE: inovação e resiliência climática para a Amazônia
Coplana
Tecnologias de agricultura de precisão, bioinsumos e soluções em baixo carbono
Cocamar
Práticas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e produção sustentável em larga escala
Cases com conteúdo na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicoob Credicenm
Formando Cidadãos Conscientes: Cooperativas Mirins e o Futuro Sustentável
CCPR
Enxergando Sentido Global – Logística Nota 10
CCPR
Enxergando Sentido Global – Usina Fotovoltaica
CCPR
Enxergando Sentido Global – Cooperando Com O Planeta
Sicredi Confederação
Complexo Solar Sicredi Confederação
CCPR
Enxergando Sentido Global – Recicla Mais
Sicoob Aracoop
Fortalecimento Sustentável da Cadeia Produtiva da Piscicultura em Morada Nova de Minas
Sicoob Aracoop
Financiamento de Usina Fotovoltaica para o Cooperativismo de produção de frutas em Pirapora MG
Sicoob Credinacional
Micro Usinas Sicoob Credinacional: Energia Limpa e Impacto Social
Sicoob Coopemata
Transformação Sustentável: Neutralização de CO₂ e Reflorestamento para um Futuro Verde
Sicoob Credialto
Compartilhando Energia, Multiplicando Saúde: Cooperando por uma Saúde Sustentável
Sicoob Centro
Do cacau ao chocolate: cooperar é coisa nossa
Sicoob Montecredi
O despertar de uma Terra Adormecida: A Fazenda Três Meninas, a cafeicultura regenerativa no Cerrado Mineiro e sua contribuição para o produtor, o consumidor e o planeta
Unicred União
Projeto Integrado de Energia Renovável: Microusinas e Intercooperação da Unicred União
Cooperconcórdia
Programa multiplicadores lixo zero
Turiarte
Geração de renda sustentável com artesanato e turismo comunitário na Amazônia
Coopric
Café com identidade: Sustentabilidade e resiliência na Chapada Diamantina
Copercampos
Uma cooperativa sustentável – Ação local, impacto global
Coopercitrus
Sistematização agrícola de precisão: transformando paisagens, reduzindo emissões e multiplicando renda
Coopernorte
Programa de Produtividade COOPER+: inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo
Coopernorte
CPAC – Pesquisa aplicada e resiliência climática para a agricultura cooperativa amazônica
Coopernorte
Agroindústria COOPERNORTE: agregação de valor, segurança alimentar e sustentabilidade para o Pará
Cresol Confederação
"Geração de Renda Sustentável contribuindo com a Valorização da Cultura Quilombola na Comunidade Vargem do Sal através do Artesanato em Licuri''
Cresol Confederação
Transição Agroecológica Participativa para Cadeias Hortícolas e Frutícolas no Brasil e Uruguai
Cresol Evolução
Projeto Tampinhas Solidárias - Projeto de reciclagem de tampinhas
FECOGAP
O Garimpo como Aliado do Desenvolvimento Sustentável e da Inclusão Social na Amazônia
Lar
Cadeia de Proteína Animal da Lar Cooperativa: um Modelo de organização social e de desenvolvimento econômico
Lar
Alimentação animal sustentável e de baixo carbono aliada á eficiência produtiva
Lar
Lar Cooperativa: eficiência no uso dos recursos e geração de energia a partir de resíduos
Lar
Produção sustentável de biodiesel como estratégia de redução de emissões e transição energética
Lar
Redução da emissão de metano em dejetos de suínos, a partir da produção de energia elétrica por meio de biogás
Lar
Da Fonte à Vida: Protegendo e Recuperando Nascentes
Lar
Ferramenta de Impacto Sustentável com ênfase na agricultura de Precisão, redução de GEE e gestão de carbono no solo
Lar Cooperativa Corretora de Seguros
Gestão inteligente de riscos climáticos com seguro agrícola
Sicoob Conexão
Reinholz Chocolates: Empoderamento Feminino e Sustentabilidade no Campo
Sicoob Confiança
Piscicultura Autossustentável com Energia Fotovoltaica e Integração Cooperativa
Sicoob Metropolitano
Ativo Verde Digital: Preservação Ambiental com Blockchain
Sicredi Confederação
Projeto Recuperando Nascentes
Unicred Ponto Capital
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14/10/2025
ESG
ESGCoop: Unicred aposta em eficiência energética para reduzir impactos
Diagnóstico identificou oportunidades de melhoria e reforçou compromisso com práticas ESG
Nos dias 8 e 9 de outubro, a Unicred do Brasil recebeu a equipe do Programa ESGCoop, do Sistema OCB, para a realização da terceira fase da Solução Eficiência Energética, uma iniciativa que busca promover o uso mais racional e sustentável da energia nas cooperativas. As atividades ocorreram em Florianópolis (SC), com visitas às cooperativas Unicred Valor Capital, Unicred Coomarca e ao Núcleo Conexão.
A agenda reuniu representantes do Sistema OCB, do Sistema Ocesc, da consultoria Stride e da Unicred, além das equipes técnicas das cooperativas, que acompanharam todo o processo. A etapa teve como objetivo realizar um diagnóstico detalhado de eficiência energética, identificando oportunidades de melhoria, padronização e aprimoramento da gestão.
De acordo com a analista de Meio Ambiente do Sistema OCB, Laís Castro, a presença da equipe em campo é um passo essencial para o avanço da Solução. “Essa fase é fundamental para compreender a realidade de cada cooperativa e construir, de forma conjunta, estratégias que tragam resultados efetivos. O engajamento das equipes locais mostra o comprometimento do cooperativismo de crédito em unir sustentabilidade e eficiência operacional”, destacou.
Durante os dois dias de trabalho, foram mapeados processos internos e levantadas informações sobre o consumo e o gerenciamento de energia em diferentes unidades. O resultado será consolidado em um plano de ação a ser implementado com o acompanhamento técnico da consultoria especializada.
Para Ana Paula Martello Rodrigues, coordenadora técnica do Sistema Ocesc, a iniciativa reforça o papel de liderança do cooperativismo catarinense na agenda ESG. “As cooperativas Unicred Valor Capital e Unicred Coomarca reafirmam seu compromisso com a sustentabilidade e a otimização do uso de recursos ao participarem da Solução Eficiência Energética. A iniciativa reforça o alinhamento com as diretrizes ESG e evidencia o protagonismo do cooperativismo de crédito na promoção de práticas responsáveis”, destacou.
A diretora de Sustentabilidade e Supervisão da Unicred do Brasil, Silvana Parisotto Agostini, falou sobre a importância do projeto no contexto estratégico da instituição.“O projeto une pilares fundamentais da atuação cooperativista: sustentabilidade, viabilidade financeira, inovação e impacto ambiental positivo. Ao investir em soluções que otimizam o consumo de energia, a instituição reduz custos operacionais e reafirma seu compromisso com a responsabilidade ambiental”.
A Solução Eficiência Energética faz parte do Programa ESGCoop, coordenado pelo Sistema OCB, que apoia cooperativas de todos os ramos na implementação de práticas sustentáveis e de governança. A iniciativa fortalece o compromisso do cooperativismo com o desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade ambiental e social.
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13/10/2025
ESG
Solução Neutralidade de Carbono: Cooperativas avançam na agenda climática
Workshop do Sistema OCB destaca resultados de 2025 e presença estratégica na COP30
Nesta sexta-feira (3), o Sistema OCB realizou o Workshop da Solução Neutralidade de Carbono: do projeto piloto ao palco internacional, com a participação de dirigentes e técnicos de cooperativas, representantes das organizações estaduais e parceiros estratégicos. O encontro online marcou a consolidação dos resultados do ciclo 2025 do projeto e apontou os próximos passos da iniciativa, que ganhará visibilidade internacional na COP30, em Belém (PA).
Na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou a importância do engajamento coletivo. “Este projeto só existe porque as cooperativas acreditaram e se engajaram. Hoje, temos a materialização prática do princípio da intercooperação. Juntos conseguimos negociar melhor, aprender juntos e avançar em uma pauta que parecia distante, mas que agora é realidade para o cooperativismo brasileiro”, afirmou.
A solução já conta com a adesão de 18 cooperativas, que realizaram seus inventários de emissões de gases de efeito estufa e publicaram no Registro Público de Emissões. Para Débora, esse movimento fortalece a imagem do cooperativismo como regime produtivo sustentável, capaz de responder a um dos maiores desafios globais. “Estamos saindo do discurso para a prática, e é essa experiência que queremos levar para a COP30. O cooperativismo brasileiro tem muito a mostrar ao mundo”, acrescentou.
Resultados e avanços
A apresentação dos resultados ficou a cargo de Laís Nara Castro, analista de sustentabilidade do Sistema OCB. Ela explicou que todas as cooperativas participantes conquistaram, no mínimo, o Selo Prata no Programa Brasileiro GHG Protocol – reconhecimento que certifica a qualidade dos inventários de emissões.
Segundo Laís, a Solução Neutralidade de Carbono vai além da mensuração: oferece consultoria, ferramentas tecnológicas, capacitação e suporte metodológico, e cria condições para que as cooperativas avancem na redução de emissões e no desenvolvimento de projetos de descarbonização.
“O inventário funciona como um diagnóstico. A partir dele, conseguimos identificar oportunidades de melhoria de processos, redução de custos e até acesso a novos mercados e linhas de crédito. Mais do que uma exigência de mercado, a descarbonização se mostra como um diferencial competitivo para as cooperativas”, explicou.
Laís também apresentou o guia metodológico desenvolvido em parceria com a Ambipar, que orienta passo a passo o processo de inventário e será disponibilizado às organizações estaduais e às cooperativas interessadas.
Narrativa estratégica
Para o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, o maior desafio é construir uma narrativa clara e acessível para a alta liderança das cooperativas. “Carbono não é algo tangível, mas precisamos traduzir esse tema em valor: em redução de custos, reputação, novos negócios e acesso facilitado ao crédito. Esse é o papel da solução: apoiar tecnicamente e ajudar a comunicar de forma simples e direta o valor da descarbonização”, destacou.
Alex reforçou ainda que a agenda climática é um caminho sem volta, seja por demanda dos consumidores, exigências regulatórias ou pressão do mercado financeiro. “As cooperativas que quiserem se manter relevantes e competitivas precisam começar agora. E o Sistema OCB está preparado para apoiá-las nessa jornada”.
Conexão com a COP30
Um dos pontos altos do workshop foi a discussão sobre a presença do cooperativismo na COP30, marcada para novembro de 2025, em Belém. O Sistema OCB terá participação em diferentes espaços de debate e articulação, com destaque para o AgriZone, em parceria com a Embrapa e cooperativas de crédito, e para o pavilhão de Negócios de Impacto, em cooperação com uma entidade da ONU.
“Não basta estar presente fisicamente. Precisamos ocupar espaços de diálogo e decisão, levando propostas e mostrando a relevância do cooperativismo na agenda climática”, afirmou Débora Ingrisano.
Próximos passos
Além dos reconhecimentos já conquistados, o Sistema OCB projeta a evolução da solução, para incentivar as cooperativas a darem continuidade ao processo de inventário e implementação de ações de descarbonização. Também foi anunciado que cursos do CapacitaCoop e o novo guia metodológico estarão disponíveis para ampliar a capilaridade do tema e dar suporte técnico às organizações.
“A COP30 não é um ponto de chegada, mas parte de um processo de fortalecimento da agenda climática dentro das cooperativas. O Sistema OCB seguirá ao lado das cooperativas brasileiras, potencializando a jornada rumo à neutralidade de carbono”, concluiu Alex Macedo.
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03/10/2025
ESG
C.Vale avança na Solução Eficiência Energética do Programa ESGCoop
Diagnóstico presencial identificou oportunidades de melhoria na gestão de energia
A cooperativa C.Vale, com sede em Palotina (PR), recebeu entre os dias 16 e 18 de setembro a visita de equipes do Sistema OCB, do Sistema Ocepar e da consultoria Stride para a realização da terceira fase da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Programa ESGCoop. O trabalho faz parte de um ciclo de ações voltadas a apoiar cooperativas de diferentes ramos na adoção de práticas de gestão mais sustentáveis, eficientes e alinhadas às demandas do futuro.
Nesta etapa, foi aplicado um diagnóstico presencial nas unidades de recria e produção de aviários da cooperativa. O objetivo foi identificar oportunidades de melhoria, padronização e aprimoramento da gestão energética, considerando tanto aspectos técnicos quanto de rotina operacional. A programação incluiu reuniões com a diretoria, visitas de campo acompanhadas pelas equipes técnicas e, ao final, a apresentação dos resultados e das recomendações iniciais.
Segundo o cronograma da solução, a partir do diagnóstico será elaborado um plano de ação específico para a C.Vale, que contará com acompanhamento técnico da consultoria para sua implementação. A expectativa é que os ganhos ultrapassem a economia direta de energia e tragam impactos positivos também na competitividade, na sustentabilidade e na cultura organizacional.
Para o CEO da C.Vale, Édio José Schreiner, a iniciativa reflete a forma como a cooperativa enxerga seu compromisso diário com a eficiência. “Na C.Vale acreditamos que cultura é construída todos os dias, pela forma como cada um conduz o seu trabalho. Eficiência energética é parte desse compromisso: melhorar continuamente, aprender sempre e assumir a responsabilidade pelo resultado. Quando cada colaborador age com senso de dono, a cooperativa se fortalece, cresce e garante um futuro de sucesso para todos”, destacou.
A percepção de que a eficiência energética se constrói a partir de atitudes simples e disciplina diária também foi ressaltada por Felipe Ferreira, supervisor de Gestão de Energia da cooperativa. “O diagnóstico em campo nos mostrou que eficiência energética nasce do simples: atenção aos detalhes, disciplina diária e responsabilidade no uso de cada kWh. Quando fazemos o básico bem-feito, abrimos espaço para grandes resultados. Essa é a nossa contribuição direta para tornar a cooperativa mais competitiva e sustentável”, declarou.
O Sistema OCB avaliou que a visita reforçou o papel estratégico do cooperativismo na construção de um modelo de desenvolvimento mais responsável. “A visita aos aviários da C.Vale evidencia, na prática, que a eficiência energética é um caminho estratégico para aliar produtividade, redução de custos e compromisso com a sustentabilidade no campo”, afirmou Thayná Côrtes, analista técnico-institucional.
Para a analista de desenvolvimento técnico Bruna Mayer, o diagnóstico realizado permitiu identificar oportunidades que vão além da manutenção e operação, oferecendo uma visão ampla dos principais consumidores de energia da unidade. “Ficou claro que os maiores gargalos muitas vezes resultam de pequenas ações que, somadas, geram grandes impactos. Parabenizamos a C.Vale pela iniciativa e a OCB por disponibilizar uma ferramenta tão relevante para a eficiência energética e o enfrentamento às mudanças climáticas.”
A Solução Eficiência Energética já vem sendo aplicada em cooperativas de diferentes ramos, sempre com foco em gerar indicadores, orientar investimentos e apoiar gestores na adoção de melhores práticas. A iniciativa integra o conjunto de soluções do Programa ESGCoop, criado para apoiar o cooperativismo brasileiro no avanço de práticas ambientais, sociais e de governança. A proposta é que cada ação tenha caráter prático, aplicável ao dia a dia das cooperativas, permitindo resultados concretos e mensuráveis.
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22/09/2025
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O cooperativismo agropecuário brasileiro deu mais um passo estratégico rumo à consolidação de sua agenda de sustentabilidade. Foi realizada nesta terça-feira (16) e quarta-feira (17), em Brasília, o encontro do Grupo de Trabalho ESGCoop dedicado à construção dos indicadores ESG do Ramo Agro. A iniciativa, conduzida pelo Sistema OCB em parceria com a Gália Consultoria, reúne cooperativas de diferentes segmentos do agro e Organizações Estaduais (OCEs) para debater e consolidar parâmetros que possam traduzir, em números e evidências, a atuação sustentável do setor.
O objetivo é criar indicadores específicos para o Ramo Agro, capazes de refletir toda a sua complexidade produtiva e regional. Participaram representantes de cooperativas de café, grãos, leite, proteína animal, fiação, flores, vinhos, citros e cana, entre outros. A diversidade de perfis assegura uma visão ampla e inclusiva sobre os desafios ambientais, sociais e de governança enfrentados pelo agro cooperativo.
A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, destacou o caráter estratégico do encontro. “Estamos construindo uma base sólida de indicadores que darão visibilidade ao compromisso do cooperativismo agropecuário com a sustentabilidade. Nosso desafio é traduzir práticas em métricas que possam ser medidas, acompanhadas, comunicadas e reconhecidas pela sociedade, pelos mercados e pelos formuladores de políticas públicas”, afirmou.
O encontro integra a estratégia do ESGCoop de definir indicadores globais e setoriais para todos os ramos do cooperativismo. A ideia é construir um conjunto de métricas que permita aferir, com transparência e comparabilidade, o impacto positivo das cooperativas em diferentes áreas.
Até o momento, já foram desenvolvidos os indicadores globais e os específicos do Ramo Crédito, enquanto os do Ramo Saúde estão em fase final de elaboração. Agora, com o início da construção dos indicadores para o Ramo Agro, o movimento se expande para contemplar também a diversidade produtiva do campo. Ainda este ano, será dado início ao processo de definição dos indicadores voltados aos ramos Transporte e Infraestrutura, consolidando o compromisso do cooperativismo em mensurar e comunicar, de forma cada vez mais precisa, seus impactos socioambientais e de governança.
Também esteve em destaque, durante a agenda, uma reunião conjunta das Câmaras Temáticas Ambiental e COP30, que buscou ampliar o diálogo sobre sustentabilidade e reforçar a participação do cooperativismo nos debates globais de clima e governança.
Entre as cooperativas presentes estiveram Cooabriel (ES), Comigo (GO), CCPR (MG), Cooxupé (MG), Copasul (MS), Agrária (PR), Copacol (PR), Cocamar (PR), Frimesa (PR), Frísia (PR), Integrada (PR), Aurora Vinícola (RS), Coasa (RS), Cotripal (RS), Santa Clara (RS), Fecoagro/RS, Cooper A1 (SC), Coopercitrus (SP), Coplacana (SP), Holambra Agro Industrial (SP), Veiling Holambra (SP) e Cooperfrigu (TO). Além delas, dirigentes e técnicos das OCEs de nove estados também contribuíram com o debate.
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19/09/2025
ESG
ESGCoop: diagnóstico impulsiona modernização no Sicoob Confederação
Levantamento aponta avanços e novas oportunidades para gestão sustentável dos data centers
O Sicoob Confederação concluiu, no início de setembro, o diagnóstico de eficiência energética promovido pelo Sistema OCB, por meio do Programa ESGCoop. A iniciativa avaliou de forma detalhada a operação dos data centers da instituição e a estrutura predial identificando pontos de modernização e oportunidades de melhoria nos processos, com foco na redução de custos, no consumo consciente de energia e na sustentabilidade.
Entre os aspectos observados no diagnóstico, estiveram temas como a operação manual da climatização, revisão de isolamentos, limpeza por performance em vez de periodicidade fixa da usina fotovoltaica, uso de motores de altíssima eficiência, free cooling e maior automação na gestão dos sistemas. O levantamento destacou que, embora os avanços sejam consistentes, o fortalecimento da padronização e da melhoria contínua são práticas universais para garantir resultados duradouros em gestão energética.
Para Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, o projeto é um marco na integração entre sustentabilidade e competitividade no cooperativismo financeiro. “O diagnóstico no Sicoob demonstra que a eficiência energética é um caminho estratégico para reduzir custos, inovar e, ao mesmo tempo, contribuir para a descarbonização. Essa iniciativa reforça a importância de soluções que gerem retorno econômico e fortaleçam a agenda socioambiental das cooperativas, alinhando o setor às metas globais de transição energética e neutralidade de carbono.
Emanuelle Marques, gerente da área de Cidadania e Sustentabilidade do Sicoob, considerou que a adoção da solução representa um movimento estratégico. “Ela contribui diretamente para a redução de custos operacionais, fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade e nos posiciona de forma responsável frente aos desafios climáticos. Ao aplicar essa solução, demonstramos que é possível unir eficiência e impacto positivo, reforçando nosso papel como cooperativa financeira comprometida com o desenvolvimento sustentável”, declarou.
Já Janderson Facchin, da Diretor da área Administrativa e Financeira do Sicoob, destacou a integração de múltiplos fatores no projeto. “Essa iniciativa fortalece nossa atuação como cooperativa financeira que valoriza o desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que nos posiciona de forma proativa frente aos desafios climáticos contemporâneos. Ao integrar tecnologia, inovação, eficiência energética, automação e consciência ambiental em um único projeto, demonstramos que é possível transformar modernização em impacto positivo, tanto para o Centro Cooperativo Sicoob quanto para as demais cooperativas e comunidades que servimos”.
O superintendente de Infraestrutura e Operações de TI, Dênio Rodrigues, reforçou que os resultados já começam a ser percebidos. “A consultoria de eficiência energética promovida pela OCB, por meio do ESGCoop, foi muito importante para reforçar que estamos trilhando o caminho certo na gestão sustentável dos nossos data centers, nos apoiando no aprimoramento de indicadores táticos operacionais, na priorização de investimentos e no alinhamento às melhores práticas de mercado. Resultado das ações empreendidas pelo Centro Cooperativo (CCS), fomos classificados como finalistas do DCD Latam Awards 2025 nas categorias Enterprise Data Center Evolution e Energy Impact. Parceiras como essa são fundamentais para ampliar a cultura da eficiência em todo o sistema cooperativo nacional, integrando tecnologia, propósito e responsabilidade socioambiental”, concluiu.
Além de sua ampla presença territorial, o Sistema Sicoob é coordenado pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), com sede em Brasília (DF). Reunindo mais de 9,1 milhões de cooperados, o Sicoob está presente em todas as 27 unidades federativas e possui atuação direta em 2.452 municípios, por meio de 14 cooperativas centrais, 323 cooperativas singulares e 4.685 agências. A instituição também emprega mais de 38 mil colaboradores, que atuam tanto nas unidades físicas quanto nos canais digitais, garantindo atendimento próximo, personalizado e eficiente. Paralelamente, investe continuamente na expansão e no aprimoramento de seus canais digitais, assegurando praticidade e acesso facilitado aos seus serviços.
Essa estrutura sólida permite ao Sicoob aliar capilaridade, eficiência operacional e proximidade com seus cooperados, fortalecendo sua capacidade de desenvolver e implementar projetos de inovação, sustentabilidade e educação financeira em escala nacional.
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18/09/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
SABER COOPERAR
11/02/2026
Mulheres lideram pesquisas sobre cooperativismo
A presença de mulheres na ciência é um fator decisivo para a construção de conhecimento mais diverso e alinhado às demandas da sociedade, além de contribuir para reduzir as desigualdades de gênero, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência reforça esse compromisso, que no cooperativismo já se traduz em realidade: as mulheres foram maioria entre os cientistas presentes no último Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo (EBPC).
A data foi criada pela ONU em 2015 para reconhecer o papel fundamental exercido pelas mulheres e pelas meninas na ciência e na tecnologia. No Brasil, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, apesar de serem maioria entre os bolsistas de mestrado (54%) e doutorado (53%) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres representam apenas 35,5% das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica.
No 8º EBPC, realizado em outubro de 2025, mais da metade dos artigos científicos selecionados foram produzidos por mulheres. Dos 67 trabalhos apresentados, 41 foram liderados por pesquisadoras, representando 61% do total.
A analista de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Ocemg, Priscila Andrade, é uma delas. Graduada em Cooperativismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e ex-integrante do grupo de pesquisa Centro de Referência em Empreendedorismo e Cooperativismo para o Desenvolvimento Sustentável (CREC), a pesquisadora apresentou o trabalho Análise da Segmentação de Cooperados das Cooperativas de Crédito: um estudo de caso, no eixo Governança e Gestão.
Em sua pesquisa, ela concluiu que ainda há um amplo campo a ser explorado nas coops de crédito nas áreas de comunicação e relacionamento, o que pode fortalecer os vínculos com os cooperados e promover resultados financeiros mais positivos para as cooperativas.
“Minha principal área de estudo é entender de que maneira o setor de Organização do Quadro Social (OQS) das cooperativas de crédito pode contribuir para melhorar o relacionamento com os cooperados. O objetivo é aumentar a participação econômica deles na cooperativa e fidelizá-los, analisando os diferentes produtos e serviços que utilizam”, resumiu.
A pesquisadora conta que ficou surpresa com o número de mulheres cientistas apresentando seus trabalhos no EBPC. “Na sala em que estava, por exemplo, fomos maioria. Assim como o número de colaboradoras mulheres vem crescendo em alguns ramos, o número de mulheres pesquisadoras também parece ser uma crescente”, comemora.
Segundo Priscila, a decisão de produzir pesquisas sobre o cooperativismo surgiu de seu vínculo com o movimento e do interesse em buscar soluções e ferramentas que apoiem as cooperativas em sua atuação pelo desenvolvimento econômico e social nas comunidades em que atuam. “O cooperativismo, para mim, não é apenas uma formação ou trabalho, é uma filosofia de vida. Pesquisar o setor fornece os insumos necessários para atuar com excelência, pois amplia minha compreensão sobre seus princípios e práticas, permitindo que eu compartilhe conhecimentos, transforme aprendizados em ações concretas e aplicáveis”.
Ciência e coop para a Amazônia
Também da UFV – um dos principais polos de conhecimento cooperativista do Brasil – a mestranda em Administração Graziela Reis se dedica a pesquisar o coop desde 2021, com foco na atuação de cooperativas de agricultura familiar na Amazônia. Segundo ela, ao longo dos anos, o trabalho tem proporcionado não apenas formação técnica, mas também humana. “O cooperativismo me mostrou que as pessoas carregam trajetórias, saberes e experiências próprias, e que soluções efetivas nascem do diálogo, da participação e da construção coletiva”.
Entre os principais achados de suas pesquisas, Graziela destaca que a organização produtiva em cooperativas faz a diferença para a agricultura familiar na Amazônia. Seus estudos comprovam que, especialmente nessa região do país, o cooperativismo contribui para a redução de assimetrias econômicas e sociais ao fortalecer a autonomia dos produtores locais e criar condições para um desenvolvimento socialmente justo. “No cooperativismo, a pesquisa permite compreender realidades complexas, validar ou revisar práticas existentes, transformar informações em soluções e orientar políticas públicas e iniciativas institucionais mais aderentes às realidades locais”.
Durante o EBPC, a pesquisadora apresentou o trabalho Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, em que ressaltou a necessidade de que os governos consolidem uma agenda contínua e estruturada de apoio a esses empreendimentos, reconhecendo o papel estratégico do cooperativismo para a região.
“Espaços como o EBPC são fundamentais para o compartilhamento de resultados de pesquisa e de experiências empíricas, para o diálogo qualificado entre pesquisadores de diferentes áreas e regiões do país e para a construção de novas agendas de investigação”, avaliou.
Educação e inovação
A assistente de crédito do Sicoob Costa do Descobrimento e integrante do Comitê de Jovens Geração C do Sistema OCB, a pesquisadora Daniele Scopel também se dedica a produzir ciência sobre o coop. Ela participou do 8º EBPC como co-autora da pesquisa A crítica ao paradigma proprietário em Locke: individualismo possessivo e a proposta cooperativista, no eixo Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo.
Segundo Daniele, seu interesse científico pelo cooperativismo surgiu a partir de sua atuação profissional no movimento, quando passou a compreender as cooperativas como espaços que vão além do trabalho, capazes de transformar vidas e realidades. “É um caminho eficaz para um desenvolvimento mais justo e sustentável, no qual todos trabalham, participam das decisões e compartilham os resultados do crescimento”, afirma. Para ela, pesquisar o cooperativismo também representa a oportunidade de aprofundar um tema com o qual tem afinidade e que integra seu cotidiano profissional.
Ciência no ramo Crédito
A doutora em Controladoria e Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da Universidade de São Paulo (USP), Flávia Zancan, também tem muito a contribuir com o cenário de pesquisa sobre o movimento coop. Tanto é que sua tese de doutorado, defendida em 2025, foi indicada ao Prêmio de Melhor Tese do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP).
Foi durante o doutorado na USP que Flávia conheceu o movimento, quando fez parte do Observatório do Cooperativismo da USP, grupo dedicado a gerar e disseminar o conhecimento sobre as cooperativas no Brasil. Hoje, a pesquisadora se dedica a estudos sobre as cooperativas de crédito e a importância da supervisão regulatória e do contexto econômico nas decisões financeiras e na adaptação do segmento.
No 8º EBPC, Flávia apresentou o estudo Avaliação do desempenho financeiro e social de cooperativas de crédito brasileiras por meio do método AHP-Gaussiano – no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho – que indica ferramentas para a construção de um ranking de cooperativas de crédito, identificação de disparidades de desempenho e suporte para a tomada de decisões estratégicas e governança cooperativa. O trabalho ficou entre os 50 melhores do evento. “Os achados das nossas pesquisas subsidiam gestores, conselhos de administração e formuladores de políticas públicas na definição de estratégias, na alocação mais eficiente de recursos e no aumento do impacto econômico e social das cooperativas”, explica.
Segundo ela, o ambiente de conhecimento compartilhado no EBPC contribuiu para o aprimoramento de sua pesquisa, especialmente pelas trocas com colegas, contribuições práticas e ajustes para submissão à revistas científicas.
Cultura organizacional
A mestra em Educação e especialista em Gestão de Pessoas, Cultura Organizacional e Gestão de Cooperativas, Graça Souza, é mais uma pesquisadora que tem feito a diferença no universo acadêmico do cooperativismo, especialmente em temas ligados aos ramos Crédito e Agropecuário.
Seu vínculo com o movimento cooperativista começou há quase 10 anos, quando desenvolveu um projeto junto ao Sistema OCB/Rondônia, trabalho que despertou na pesquisadora um olhar mais atento para o cooperativismo e seus princípios. Atualmente, ela se dedica a investigar fatores que influenciam o fortalecimento da cultura organizacional, o engajamento das pessoas e a promoção da segurança psicológica como caminhos para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e cooperativos.
“Minha principal linha de pesquisa está voltada à gestão estratégica de pessoas e à cultura organizacional no contexto cooperativista. Busco compreender como os valores cooperativistas, as práticas de gestão e os processos educativos contribuem para o fortalecimento do cooperativismo e para a sustentabilidade das organizações”, resume a autora da pesquisa A Gestão de Pessoas e a Cultura Organizacional como Estratégias Formativas em Cooperativa de Crédito, também apresentada no 8º EBPC, no eixo Educação, Inovação e Diversidade.
Segundo Graça, estudar o cooperativismo permite transformar conhecimento em ações concretas, especialmente na integração entre cultura organizacional, gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças. “Esses estudos contribuem diretamente para a construção de ambientes de trabalho mais humanizados, cooperativos e alinhados aos princípios do movimento cooperativista, com impacto real na vida das pessoas e das organizações”.
Mais participação
Apesar do cenário positivo, as mulheres pesquisadoras relatam desafios para garantir e ampliar a presença feminina na ciência. “A pesquisa realizada por mulheres no Brasil tem apresentado avanços. Ainda que esses progressos ocorram de forma lenta, eles se dão em um cenário marcado por limitações estruturais e institucionais”, destaca a pesquisadora Flávia Zancan.
Entre os principais desafios relatados pelas pesquisadoras cooperativistas estão:
- Dificuldade de acesso a posições de liderança no espaço acadêmico;
- Consolidação de fontes de pesquisa que deem visibilidade à atuação das mulheres no cooperativismo;
- Insuficiência de incentivo e apoio financeiro às pesquisas;
- Visibilidade, reconhecimento acadêmico e conciliação entre pesquisa, trabalho e vida pessoal.
Mulheres no coop
As mulheres compõem 42% do quadro social das cooperativas brasileiras, representando mais de 10 milhões de mulheres cooperadas, de acordo com o AnuárioCoop 2025. Elas também são a maioria entre os empregados das coops, com 52%, com destaque para os ramos Consumo, Crédito, Saúde e Trabalho, Produção de Bens e Serviços.
SABER COOPERAR
14/01/2026
Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop
Em 2026, a campanha SomosCoop traz um convite simples e direto para os brasileiros: Escolha o coop. Uma mensagem para transformar o ato de consumir em uma decisão consciente, capaz de promover desenvolvimento, sustentabilidade e impacto. A mobilização será lançada oficialmente no dia 23 de março, mas as cooperativas já podem se preparar para fazer parte desse movimento de forma estratégica e fortalecer o coop como a melhor escolha.
O foco da campanha é reforçar a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas, com ações multimídia e em pontos de venda e fortalecimento do carimbo SomosCoop. Para isso, o Sistema OCB desenvolveu materiais de divulgação, conteúdos para rádio e TV, peças digitais para redes sociais, entre outros itens, que podem ser acessados pelas cooperativas na Central da Marca.
A comunicação visual da campanha utiliza ilustrações que mostram o cooperativismo no cotidiano dos brasileiros: no supermercado, no atendimento médico, na gestão de resíduos, nas instituições financeiras e em projetos e iniciativas que preservam o meio ambiente.
“A campanha aposta em narrativas universais: pequenas escolhas do cotidiano, decisões familiares, consumo responsável, planejamento do futuro e cuidado com o outro. Em vez de explicar o cooperativismo de forma teórica, mostramos seus efeitos concretos na vida das pessoas”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Para amplificar a mensagem divulgada pelas cooperativas, a campanha terá ações nacionais com três personalidades reconhecidas pelos brasileiros: a apresentadora Ana Maria Braga, a educadora financeira Nath Finanças e o humorista e influenciador Ed Gama.
“A parceria envolve ações integradas em mídia digital, conteúdos especiais e ativações em programas de grande audiência. A ideia é associar imagens conhecidas à campanha, mas também utilizar a influência deles para legitimar a mensagem do cooperativismo e mostrar, de forma prática, por que produtos e serviços de cooperativas merecem ser escolhidos”, explica Samara.
Além dessas personalidades, outros influenciadores vão compor o time de celebridades que levará a mensagem do coop para “fora da bolha” neste ano. Também estão previstas ações especiais para o Dia Internacional do Cooperativismo (CoopsDay), conectadas à Copa do Mundo, e uma inserção no programa MasterChef Brasil.
Marca coop
Uma das principais ferramentas para ajudar os consumidores a escolher o cooperativismo é o carimbo SomosCoop, marca estampada em produtos, serviços e materiais institucionais das cooperativas brasileiras. Uma em cada quatro coops do país já utiliza a logo, e a meta da campanha é ampliar esse engajamento em 2026 e consolidar ainda mais a identidade cooperativista entre os brasileiros.
“Quando o consumidor encontrar o carimbo nos produtos e serviços de cooperativas, ele reconhecerá que ali existe um modelo de negócio diferente, comprometido com impactos positivos reais. Ao dar protagonismo ao carimbo SomosCoop, reforçamos sua função como um orientador de escolha, fortalecemos o reconhecimento das cooperativas e influenciamos positivamente a escolha das pessoas”, afirma Samara Araujo.
O carimbo SomosCoop é de uso livre e gratuito pelas cooperativas de todos os ramos e portes em produtos, serviços e comunicações. Formada por um box com cantos arredondados que contém a palavra SomosCoop e a bandeira do Brasil em um pequeno círculo, a marca pode ser utilizado com a cor institucional do movimento – verde – ou adaptada à identidade visual da cooperativa, de acordo com as orientações do manual disponível na Central da Marca do movimento SomosCoop.
Histórico
O chamado ao consumo consciente de produtos e serviços cooperativistas proposto pela campanha 2026 é uma evolução natural do movimento SomosCoop que, desde 2020, já teve mobilizações com os temas “Vem ser coop”, “O coop faz muito e faz bem”, “Bora cooperar”, “O coop é um bom negócio” e “Bora cooperar por um mundo melhor”.
Desta vez, além de apresentar o coop como o modelo de negócios ideal para um país mais justo e sustentável, a iniciativa transforma posicionamento em comportamento. “Mais do que um slogan, é um convite à reflexão e à atitude. A mensagem parte do princípio de que toda escolha carrega consequências e que optar por produtos e serviços de cooperativas é escolher um modelo de negócio que valoriza pessoas, territórios e o futuro. Não se trata apenas de reconhecer o cooperativismo como algo positivo, mas de incorporá-lo como critério de decisão”, reforça Samara Araujo.
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Sistema OCB abre levantamento nacional com cooperados e colaboradores
O Sistema OCB iniciou a fase quantitativa da Pesquisa de Cultura Cooperativista, um levantamento nacional que convida cooperados e colaboradores de todos os ramos a compartilharem suas percepções sobre valores, engajamento e identidade do cooperativismo. A participação ocorre por meio de um questionário online, disponível até 13 de março deste ano.
A pesquisa pode ser respondida de forma digital (clique aqui), e leva, em média, 5 minutos para ser concluída. Quanto maior a participação, mais representativo será o retrato do cooperativismo brasileiro e mais qualificadas serão as ações futuras do Sistema OCB no tema da cultura cooperativista.
A coleta de dados contempla cooperativas de todos os ramos e regiões. O questionário é estruturado, validado academicamente e organizado em cinco eixos fundamentais, que abordam desde o conhecimento sobre os princípios cooperativistas até o nível de engajamento e pertencimento no dia a dia das cooperativas.
A pesquisa é resultado direto dos debates do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que apontou desafios centrais para o movimento, como a necessidade de atualizar os programas de promoção da cultura cooperativista, alinhar o discurso nacional, enfrentar a lacuna geracional e fortalecer os processos de sucessão, além de ampliar o engajamento de cooperados e colaboradores com os princípios cooperativistas.
Antes de chegar à etapa quantitativa, o estudo passou por uma fase qualitativa, com entrevistas em profundidade realizadas junto a lideranças de cooperativas e institutos cooperativistas. Esse trabalho permitiu mapear boas práticas já existentes e compreender diferentes realidades regionais, servindo de base para a construção do questionário aplicado agora em escala nacional.
Com a escuta ampliada, o Sistema OCB busca reunir informações consistentes para orientar políticas, programas de formação e estratégias de comunicação voltadas ao fortalecimento da cultura cooperativista.
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12/01/2026
SABER COOPERAR
“Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura
Uma em cada três mulheres trabalhadoras no mundo atua em sistemas agroalimentares, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Além de produzirem alimentos, elas protegem o meio ambiente e impulsionam o desenvolvimento sustentável, papéis que terão destaque global durante o Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pela ONU para 2026.
No cooperativismo brasileiro, essa agenda tem uma representante de destaque: a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, que vem fortalecendo o protagonismo feminino no setor e ampliando o diálogo sobre a importância das mulheres para a inovação, a competitividade e o futuro das cooperativas.
De acordo com a ONU, as mulheres agricultoras mobilizam comunidades, influenciam políticas públicas e constroem pontes entre a ação local e o progresso global. Em muitos países, elas têm liderado movimentos coletivos em prol da igualdade, da justiça climática e da transformação social. Apesar disso, muitas delas acabam tendo seu potencial limitado pela desigualdade de recursos, financiamento e educação, evidenciando a necessidade de fortalecimento desse grupo como estratégia para o progresso global.
Em entrevista ao Sistema OCB, Tania Zanella destaca o potencial das mulheres no cooperativismo agropecuário – ramo em que representam 19,2% dos cooperados – e o papel que exercem para tornar o segmento cada vez mais relevante para a economia e para a construção de um futuro mais sustentável.
“Quando uma cooperativa valoriza a mulher agricultora, fortalece todo o negócio. No agro, um setor onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta”, afirma.
Além da presidência executiva do Sistema OCB, Tania lidera o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e está entre as “100 Mulheres Mais Poderosas do Agronegócio”, segundo ranking da Forbes.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: No momento em que a ONU celebra o Ano Internacional da Mulher Agricultora, qual é o cenário da participação feminina no cooperativismo agropecuário brasileiro?
Tania Zanella: As mulheres têm um papel cada vez mais relevante nas cooperativas do agro. Elas não estão apenas como cooperadas ou colaboradoras, mas assumem funções de liderança, gestão e tomada de decisão. Isso é transformador para o movimento cooperativista. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, já temos cerca de 41% de mulheres entre os cooperados no Brasil. Esse dado mostra que avançamos muito, mas também revela que ainda temos desafios importantes. Há reconhecimento e iniciativas para ampliar essa participação. Porém, quando olhamos para cargos de alta gestão e governança, a presença feminina ainda é menor do que gostaríamos, especialmente no agro, que historicamente é um setor masculino. Ou seja: estamos no caminho certo, mas precisamos acelerar para garantir mais espaço e oportunidades para a mulher agricultora.
Como começou sua relação com o ramo agropecuário?
Minha história com o agro começou na infância, em Santa Catarina, um estado com forte tradição cooperativista. Cresci vendo a força da agricultura e da cooperação para transformar comunidades. O agro não é só produção de alimentos: é geração de emprego, desenvolvimento regional e soberania alimentar. É um setor que conecta o Brasil ao mundo e que tem no cooperativismo um modelo sustentável e inclusivo.
Em 2008, essa paixão virou missão: há 17 anos trabalho pelo fortalecimento do cooperativismo brasileiro, porque acredito que o nosso movimento tem histórias reais de transformação por meio do trabalho, geração de renda e criação de oportunidades. Passei por diferentes áreas na Casa do Cooperativismo, inclusive fui a primeira mulher a ocupar cargos estratégicos. Essa trajetória me deu uma visão ampla: da base cooperada às políticas públicas, da governança às relações institucionais. Fui a primeira mulher a ocupar cargos como gerente-geral, superintendente e, hoje, presidente executiva do Sistema OCB. Isso reforça meu compromisso: abrir caminhos e mostrar que é possível.
Como as cooperativas agropecuárias podem fortalecer a participação das mulheres em suas estruturas?
Existem ações práticas que fazem diferença e que já estão sendo incentivadas pelo Sistema OCB. Quando a cooperativa adota essas medidas, ela não só valoriza a mulher agricultora, mas fortalece todo o negócio. Destacamos a importância dos Comitês de Mulheres, que criam espaços formais de atuação com metas e voz ativa. Para isso, disponibilizamos o Manual de Implementação de Comitês de Mulheres nas Cooperativas. Além disso, incentivamos a capacitação e liderança, que significa investir em programas voltados para mulheres, com temas como governança, inovação, negociação e articulação.
Temos também as políticas de equidade, que garantem regras claras para ampliar a participação feminina em conselhos e diretorias, oferecer mentorias e apoiar a conciliação entre trabalho e vida familiar. Destacamos ainda a cultura inclusiva, que mostra que a diversidade não é só imagem, é estratégia. Como sempre digo: diversidade gera inovação e resultados sustentáveis. Por fim, a intercooperação, que cria redes de apoio entre cooperativas para compartilhar boas práticas e dar visibilidade ao protagonismo feminino. O movimento Elas pelo Coop é um exemplo disso.
Qual é o impacto positivo da promoção de ações para a equidade de gênero dentro das cooperativas?
Equidade de gênero não é só uma causa social: é uma vantagem competitiva para o cooperativismo. Por isso mesmo, os impactos são claros e estratégicos. Para começar, cito uma governança mais robusta, pois a diversidade traz diferentes perspectivas e melhora a qualidade das decisões. Também temos mais inovação e competitividade, pois equipes diversas pensam diferente e criam soluções mais completas.
Ações para equidade de gênero também fortalecem a cultura, pois promover mulheres mostra que a cooperativa valoriza meritocracia e justiça, o que atrai e retém talentos. Essas práticas geram credibilidade social porque questões ESG hoje são fundamentais. Cooperativas que praticam equidade ganham relevância e confiança. Para finalizar, destaco a resiliência e sustentabilidade, já que no agro, onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta.
Como é para você ser uma inspiração para as mulheres cooperativistas?
É uma honra e uma responsabilidade que me motivam todos os dias. Acredito que inspirar não é estar distante, é caminhar junto. É ouvir, apoiar, compartilhar experiências e celebrar conquistas. Cada mulher que assume um papel de liderança fortalece todo o sistema. Iniciativas como o movimento Elas pelo Coop e os comitês de mulheres são instrumentos para transformar essa inspiração em prática. Porque não se trata de uma jornada individual, mas coletiva.
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07/01/2026
SABER COOPERAR
Cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas
O cooperativismo brasileiro encerra 2025 com conquistas que reforçam sua relevância econômica, social e institucional. Ao longo do Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento ampliou sua visibilidade, fortaleceu parcerias e consolidou seu papel como força capaz de construir um mundo melhor e promover soluções para desafios globais de desenvolvimento sustentável.
“O Ano Internacional nos deixa um legado de avanços concretos: maior reconhecimento institucional, mais articulação com os poderes públicos, fortalecimento da governança e da integração com agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com o respaldo da ONU, as cooperativas mostraram, na prática, que é possível gerar crescimento econômico com responsabilidade social e protagonismo coletivo”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Confira cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas 2025:
Mais visibilidade para o coop
A declaração de 2025 como Ano Internacional das Cooperativas é um marco histórico que chamou a atenção do mundo para o nosso modelo de negócios e permitiu que o movimento cooperativista ampliasse sua atuação global.
No Brasil, a campanha SomosCoop de 2025 teve como mote “Bora cooperar por um mundo melhor” e reforçou o impacto social e econômico do cooperativismo por meio de ações de comunicação e projetos de valorização do movimento. Na celebração do CoopsDay, em julho, uma ação inovadora do Sistema OCB levou o cooperativismo para as ruas de cinco capitais brasileiras, em projeções mapeadas vistas por milhares de pessoas. O coop também conquistou espaço em grandes veículos de comunicação, intensificou a atuação nas redes sociais por meio de parcerias estratégicas com influenciadores e reforçou laços com a imprensa, ampliando seu alcance entre os brasileiros.
Mais influência política do coop
O ano de 2025 foi um período de fortalecimento da articulação institucional do movimento cooperativista junto aos Três Poderes nos âmbitos local, estadual e federal. Uma das conquistas mais importantes foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional. De autoria do deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta destaca a inserção do cooperativismo na sociedade brasileira e sua força transformadora.
Em julho, uma sessão solene na Câmara dos Deputados homenageou o Dia Internacional do Cooperativismo com a presença de parlamentares, lideranças cooperativistas e autoridades – entre elas o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza. A homenagem destacou a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento do país e reforçou a necessidade de garantir políticas públicas que fortaleçam as cooperativas.
Mais ação climática coop
No Ano Internacional das Cooperativas, outro marco histórico também impulsionou a presença do coop nos debates globais: a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), com participação histórica das cooperativas. O movimento demonstrou, com cases reais, que é parte da solução para a crise climática em áreas como transição energética, agricultura de baixo carbono, financiamento verde, bioeconomia, segurança alimentar e fortalecimento de comunidades vulneráveis.
Mais de 60 cases cooperativistas foram apresentados na COP30, com participação presencial de 36 cooperativas em painéis em áreas estratégicas, entre elas a Blue Zone (onde ocorreram as negociações oficiais), na Green Zone, na AgriZone, na Casa do Seguro e no espaço Coop na COP 30, organizado em parceria com a ONU.
Mais orgulho de ser coop
O reconhecimento da ONU, a maior visibilidade do coop na sociedade e a repercussão nas redes sociais e na mídia impulsionaram o orgulho de ser coop entre os mais de 25,8 milhões de brasileiros que fazem parte do movimento.
Essa valorização do pertencimento a um modelo de negócios que gera impacto econômico e social de forma sustentável foi retratada no documentário Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma. A produção audiovisual percorreu as cinco regiões do país para contar histórias reais que mostram o impacto das cooperativas para as pessoas e suas comunidades. O resultado é um mosaico sensível e potente sobre como o coop amplia oportunidades e constrói um Brasil melhor. Além do documentário, o livro fotográfico Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor também reúne imagens e relatos de 60 cooperativas de todos os estados brasileiros que representam propósito, pertencimento e prosperidade nos locais onde atuam.
Mais coop pelo mundo
Para encerrar o Ano Internacional das Cooperativas e deixar um legado de reconhecimento, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) desenvolveu, com apoio do Sistema OCB, o Mapa do Patrimônio Cultural Cooperativo, um inventário digital de marcos históricos e simbólicos da cooperação nos cinco continentes.
A plataforma já reúne 31 locais simbólicos para o coop em 25 países e será atualizada de forma colaborativa. O Brasil está representado com o Monumento ao Cooperativismo, situado em Nova Petrópolis, berço da primeira cooperativa de crédito do país e Capital Nacional do Cooperativismo. A próxima etapa do projeto da ACI é a catalogação de tradições orais, práticas e rituais que incorporam a cultura cooperativa, compondo o patrimônio imaterial do coop pelo mundo.
Conheça as ações realizadas pelo cooperativismo brasileiro durante o Ano Internacional das Cooperativas no site especial.
29/12/2025
SABER COOPERAR
“Nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade”, afirma Márcio Lopes de Freitas em balanço sobre o Ano Internacional das Cooperativas
O reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) ao cooperativismo em 2025 deixará um legado permanente para o movimento, com ganhos de visibilidade, ampliação de negócios e fortalecimento da representação institucional. A avaliação é do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que celebra o encerramento do período com o olhar para o futuro, trabalhando para consolidar conquistas e seguir mostrando ao mundo que as cooperativas são parte da solução para desafios econômicos, sociais e ambientais.
“A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais”, afirmou Lopes de Freitas em entrevista.
Entre as conquistas para o coop brasileiro durante o Ano Internacional, ele cita a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, a participação histórica das cooperativas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ampliação do mercado de seguros para as cooperativas, entre outros avanços regulatórios e institucionais.
Para 2026, além de um novo modelo de governança estratégica – com Conselho de Administração e Diretoria Executiva – o Sistema OCB começa o ano com a missão de aprofundar a agenda propositiva sobre o coop, garantindo a defesa de interesses do movimento em planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais.
Confira a entrevista completa:
Sistema OCB: Houve um aumento da visibilidade das cooperativas na imprensa, nas redes sociais e na sociedade em 2025. De que forma esse movimento foi construído ao longo do ano e quais os resultados desse conjunto de ações?
Márcio Lopes de Freitas: O crescimento da visibilidade é resultado de uma estratégia consistente: campanhas do movimento SomosCoop, maior presença nas redes sociais, aproximação com jornalistas, dados robustos apresentados no AnuárioCoop e o protagonismo das cooperativas em agendas sensíveis – como clima, crédito, segurança alimentar e desenvolvimento regional. As pesquisas mostram isso: nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade. A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais e mostrando que o cooperativismo é solução real para desafios contemporâneos.
Qual o balanço da agenda do cooperativismo nos espaços públicos em 2025?
O cooperativismo brasileiro tem realmente trabalhado de forma cada vez mais intensa e efetiva sua representação institucional. No Ano Internacional das Cooperativas, atuamos de forma concentrada no Congresso, nas assembleias e nas câmaras municipais, com posicionamentos claros, propostas estruturadas e diálogo técnico permanente. O balanço é muito positivo: conquistamos avanços regulatórios importantes, ampliamos o reconhecimento do cooperativismo como ator estratégico para o desenvolvimento e aprofundamos o diálogo com o Executivo em temas como clima, energia, crédito e inclusão produtiva. O que faz diferença nesse processo é nossa abordagem propositiva. Em vez de reagir a agendas, levamos soluções prontas – com dados, impacto e articulação nos territórios. Isso mostra ao poder público que cooperativismo não é demanda: é oferta de políticas públicas eficazes.
Como a participação das cooperativas na COP30 contribuiu para essa agenda de reconhecimento?
A presença inédita e estruturada do cooperativismo brasileiro na COP30 é uma das maiores conquistas do Ano Internacional das Cooperativas. Levamos ao mundo um pavilhão próprio, painéis, oficinas, produtos da bioeconomia e experiências concretas em agricultura de baixo carbono, crédito verde, reciclagem e energias renováveis. Mostramos que o cooperativismo brasileiro não discursa – entrega. E isso foi determinante para posicionar nossas cooperativas como atores relevantes na implementação das políticas climáticas, na transição energética justa e na construção de economias mais resilientes. A COP30 abriu portas para novos acordos, parcerias e investimentos. E, principalmente, ampliou a autoestima das cooperativas brasileiras como soluções de impacto global.
Como a aprovação do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, abre novas possibilidades para o movimento?
O reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural brasileira muda profundamente a forma como o país enxerga o nosso movimento. Estamos deixando de ser vistos apenas como um modelo econômico para sermos reconhecidos como parte da identidade nacional – uma forma brasileira de organizar trabalho, produção, solidariedade e vida comunitária. A mobilização da Frencoop [Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional] no Ano Internacional das Cooperativas abre portas inéditas: preservação de práticas tradicionais, fortalecimento das cooperativas ligadas a territórios e culturas locais, valorização de saberes comunitários e inclusão do cooperativismo em políticas de turismo cultural, educação patrimonial e desenvolvimento regional. Em um país onde estamos presentes em milhares de municípios, esse marco reforça a mensagem de que cooperativismo não é apenas atividade econômica – é cultura viva, que atravessa gerações e molda territórios.
Quais os impactos de iniciativas internacionais como o Contrato por uma Nova Economia Global, a plataforma CM50 e a Estratégia Global da ACI 2026 - 2030 para o coop brasileiro?
Essas iniciativas inauguram uma nova etapa do cooperativismo no mundo. O Contrato Global, a plataforma CM50 e a Estratégia da ACI apontam para prioridades claras: resiliência comunitária, inclusão financeira, digitalização democrática, novas lideranças, segurança alimentar e climática. O Brasil está bem posicionado para essa agenda. Somos um dos maiores sistemas cooperativos do mundo, com impacto direto em setores essenciais como agro, crédito, saúde, energia, reciclagem e infraestrutura. Temos capilaridade, diversidade e resultados econômicos robustos. Mas também estamos desafiados. O novo marco global exige mais ambição. Precisamos intensificar a transição energética justa, ampliar o acesso ao financiamento verde, atuar em territórios vulneráveis e colocar jovens e mulheres no centro das decisões. Nosso compromisso é alinhar o planejamento do Sistema OCB à estratégia da ACI 2026-2030 e fazer do Brasil um dos protagonistas desse novo ciclo global do cooperativismo.
Para finalizar, quais as perspectivas do cooperativismo para 2026, ano eleitoral no Brasil?
De uma forma geral, para 2026, vejo três prioridades: consolidar o aumento da nossa visibilidade conquistada no Ano Internacional das Cooperativas, transformando-a em engajamento; aprofundar a narrativa de que as cooperativas são respostas práticas às crises ambiental, social e econômica; fortalecer agendas de juventude, inclusão de mulheres, inovação e bioeconomia, mostrando que o cooperativismo é tradição e futuro ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, será mais um ano de trabalho intenso e, acreditamos, conquistas efetivas. Vamos trabalhar para que o cooperativismo esteja presente nos planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais. A prioridade será clara: transformar o legado do AIC 2025 e da COP30 em políticas públicas permanentes.
Entre os temas estratégicos estão: fortalecimento do crédito cooperativo e dos seguros; expansão das cooperativas de saúde, infraestrutura e reciclagem; bioeconomia e clima; inclusão produtiva; inovação, digitalização e formação de lideranças jovens e femininas. E, claro, também iremos acompanhar as eleições com responsabilidade institucional para garantir que o Brasil avance no reconhecimento das cooperativas como solução para emprego, renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
21/12/2025
SABER COOPERAR
Memes potencializam presença digital das cooperativas
A palavra meme entrou para o vocabulário de quem usa redes sociais há alguns anos e o conceito se tornou uma ferramenta estratégica de comunicação digital, inclusive no cooperativismo. De acordo com os dicionários, trata-se de “breve imagem, vídeo, texto ou semelhante, com efeito humorístico ou satírico, que se propaga rapidamente através das redes sociais, muitas vezes com pequenas variações”. Na prática, um meme tem poder para impulsionar a presença digital de uma pessoa comum, de um influenciador ou até de uma instituição com conteúdos que viralizam, geram engajamento e ampliam o alcance da mensagem.
Apesar de estarem constantemente relacionados à diversão e entretenimento, os memes também têm uma função importante de construção de identidade coletiva por meio de uma linguagem própria e uso de símbolos culturais, políticos ou sociais.
Por toda essa abrangência, os memes chegaram para ficar na comunicação cooperativista. De forma descontraída, eles transmitem mensagens complexas de maneira envolvente e têm ganhado espaço entre as contas institucionais de cooperativas que buscam inovar e se aproximar do público.
“Os memes são uma ferramenta poderosa quando falamos de estratégia de comunicação. Esse tipo de linguagem causa impacto e ajuda a aproximar a mensagem do cooperativismo de mais pessoas, conectando gestão estratégica e propósito dentro do movimento cooperativista”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Segundo ela, na era da cultura digital, com várias páginas e conteúdos competindo para se destacar, o uso dos memes pode ser uma estratégia valiosa para o cooperativismo, para gerar engajamento e nas redes sociais, desde que usados com critério.
O poder das trends
Como usar os memes na comunicação da sua cooperativa? Para começar, é preciso entender a diferença entre eles e as trends, outra ferramenta de engajamento digital:
As trends são mobilizações amplas e repetidas nas redes sociais. Tradução em inglês da palavra tendência, elas se referem a um comportamento que ganha popularidade de forma rápida e exponencial nas redes sociais. Um exemplo foram os desenhos feitos pela inteligência artificial inspirados em um estúdio de cinema japonês, que viralizaram no primeiro semestre deste ano. A página do SomosCoop no Instagram embarcou na trend dos animes e fez a sua versão com os personagens da série SomosCoop na Estrada.
Já os memes têm como característica principal o humor ou a ironia e, muitas vezes, são conteúdos culturais, reproduzidos em várias versões e contextos. Um exemplo que vem do coop é a publicação do Sicoob Credsaopaulo no Instagram, que utilizou o meme em que a personagem Nazaré Tedesco parece confusa em meio a números para falar sobre educação financeira e a importância das cooperativas de crédito nesse processo. “Que tal não ficar mais assim igual a icônica Nazaré Tedesco, tentando lembrar onde gastou o dinheiro? Conte conosco para te ajudar na educação financeira!”, dizia a legenda do post.
Mais engajamento para o coop
O uso dos memes e trends como estratégia de comunicação também vem sendo colocado em prática pelo Sistema OCB em suas redes sociais oficiais com resultados expressivos. Em abril, um vídeo sobre como a Geração Z descreveria o cooperativismo fez sucesso na página @somoscoop no Instagram, com mais de 8 mil curtidas e cerca de mil comentários. O post agregou diversas gerações que se sentiram representadas pelo gerente financeiro do Sistema OCB, Fabio Luis Trinca, surpreendido com as gírias da nova geração para falar sobre o cooperativismo de forma leve e divertida.
Depois do post do SomosCoop, várias cooperativas também entraram na trend, como a Viacredi, do Sistema Ailos. O escolhido para apresentar o cooperativismo no estilo da Geração Z foi o diretor executivo da coop, Marcelo Cestari, que conquistou quase 2 mil likes com sua atuação descontraída.
Em setembro, o @somoscoop trouxe a série Wandinha, sucesso nos streamings, para conectar o público mais jovem ao cooperativismo. Com o mote “A Wandinha virou coop?”, o post abordou o tema de pertencimento, senso de coletividade e o carimbo SomosCoop de forma criativa e original.
Em várias partes do Brasil, cooperativas também têm se destacado na publicação de memes, utilizando a linguagem das novas gerações para apresentar os diferenciais do coop. Em outubro, a Sicredi Vale do Jaguari Zona da Mata inovou em um post com a temática do Halloween. A coop publicou um vídeo sobre educação financeira com o personagem Drácula e gerou muito engajamento da comunidade.
Nacionalmente, o Sicredi também tem produzido conteúdo engraçado a partir da linguagem de memes que tem atraído o público que ainda não tinha ouvido falar sobre o cooperativismo de crédito. O vídeo “Assombrações da vida adulta” é um exemplo de conteúdo que recebeu o seguinte comentário: “Adorei! Só comecei a seguir o Sicredi por conta do Coala 😂😂😂😂 show de bola o vídeo”.
A Viacredi Alto Vale - Ailos decidiu falar sobre a proximidade com o cooperado em suas agências por meio do humor e da identificação com a cultura da região. A coop utilizou como estratégia um vídeo leve e acolhedor que encantou os seguidores gaúchos pela identificação com o sotaque típico do Rio Grande do Sul. “O bom mesmo é saber que tu está num lugar que se importa contigo, que te trata com respeito, carinho e te chama pelo nome, não por número!”, diz a legenda da publicação que teve mais de 13 mil curtidas e 358 comentários.
Na Cresol, os escolhidos para levar a mensagem do coop para mais brasileiros foram bichinhos muito amados nas redes sociais: os gatos. No vídeo “Gatinhos explicando o cooperativismo de crédito”, o sistema cooperativista narra de forma simples – e fofa – as vantagens de ser coop e ter acesso a serviços financeiros justos, direito a voto nas decisões e participação nas sobras.
Estratégia digital
Em Minas Gerais, o Sicoob Crediriodoce vem dando o que falar em suas redes sociais. Este ano, a equipe de comunicação da cooperativa decidiu intensificar o uso de memes no Instagram após perceber que conteúdos com linguagem mais leve geravam maior conexão, interação e identificação. A analista de Marketing da coop, Ester Ferraz, explica que foi feita uma análise do comportamento do público na página e do que ele costuma consumir nas redes sociais.
“Adaptamos então nossa comunicação para formatos que entregam informação de maneira mais próxima e compatível com o que as pessoas já estão habituadas a ver”, conta. O levantamento mostrou que os seguidores da cooperativa nas redes buscam conteúdos com os quais consigam se identificar e que sejam interessantes de acompanhar, um desafio para os gestores diante da quantidade de informações disponíveis para navegar.
“Por isso, adequar nossa mensagem aos formatos que despertam interesse é fundamental. Os memes acabam sendo uma porta de entrada para apresentar conceitos do cooperativismo de forma mais leve e acessível”, afirma Ester Ferraz.
A coop hoje trabalha com três linhas principais de conteúdo: educativo, comercial e interativo. Cada uma tem objetivos diferentes e, por isso, gera engajamentos distintos, sendo que os conteúdos baseados em humor e em situações de identificação registram métricas superiores, especialmente em interação e compartilhamentos.
“Isso reforça a conexão com o público e amplia nosso alcance. Na última publicação desse tipo, por exemplo, mais de 70% das visualizações vieram de não seguidores, o que demonstra o potencial do formato para aumentar o reconhecimento da marca”, destaca a comunicadora cooperativista.
Segundo Ester, o trabalho de criação desses posts inclui pesquisas, análise de mercado e acompanhamento constante das tendências. No dia a dia, várias páginas e criadores são monitorados para identificar o que está em alta e avaliar como adaptar essas oportunidades às pautas do mês, sempre alinhadas ao planejamento estratégico da cooperativa. Para conteúdos com temas financeiros, a equipe de comunicação conta também com o apoio da área comercial para validação técnica.
Uso com moderação
Apesar do sucesso, o uso dos memes deve ser cuidadosamente avaliado nas estratégias de comunicação cooperativista. É preciso estar atento ao uso do humor, evitar preconceitos, estereótipos e ofensas a pessoas ou grupos. Segundo Ester Ferraz, do Sicoob Crediriodoce, nem todo meme pode ser utilizado por uma cooperativa.
“É importante ter cautela, porque conteúdos desse tipo podem gerar repercussões tanto positivas quanto negativas. O ideal é manter atenção ao tom da comunicação, evitar temas polêmicos e priorizar leveza e bom senso. A mensagem precisa refletir cuidado, empatia e responsabilidade, garantindo que o conteúdo contribua para aproximar o público da marca e não para criar ruídos e descrédito”, afirma.
Além disso, os memes têm vida curta, por isso é fundamental acompanhar as tendências com agilidade e publicar o material em tempo hábil para a compreensão do seu público, ou seja, sem parecer forçado ou desconectado.
17/12/2025
SABER COOPERAR
Comunicação cooperativista deve valorizar proximidade como vantagem estratégica, diz especialista
Em um cenário de transformação digital cada vez mais rápida e ascensão da inteligência artificial (IA) como ferramenta de negócios, as cooperativas têm um diferencial que as conectam com seu público e as mantém relevantes: o fator humano. A avaliação é da publicitária e estrategista de dados Debora Nitta, umas das mais influentes executivas de comunicação e marketing do Brasil, com mais de duas décadas de atuação no mercado.
De acordo com a especialista, tecnologia se compra e se aprende, mas relações genuínas, construídas no olho no olho, levam tempo e não têm preço, o que dá às cooperativas uma vantagem competitiva em relação às empresas convencionais que precisa ser aproveitada.
“Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é valorizar o humano. E nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado”, afirmou Debora Nitta em entrevista ao Sistema OCB. A executiva foi uma das palestrantes da Semana de Competitividade de 2025.
Na conversa, a ex-Head de Agências do Facebook e ex- diretora de Marketing para Negócios da Meta também falou sobre como a IA tem impactado as áreas de estratégia, planejamento e comunicação das organizações e como as cooperativas podem amplificar seu diferencial humano na era digital.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Como a inteligência artificial tem impactado as áreas de estratégia e planejamento?
Debora Nitta: A IA está impactando a humanidade, da mesma forma que um dia, lá atrás, fomos impactados pela eletricidade; pela internet, a partir da década de 80; por uma característica muito peculiar e única, que é a transversalidade do impacto dessa tecnologia. O impacto disso no planejamento e na estratégia é absoluto.
Ainda não sabemos quantificar, mas já começamos a tatear, e o primeiro grande movimento das pessoas que trabalham com estratégia de comunicação, que criam posicionamentos e desenvolvem estratégias para as marcas, é compreender como usá-la, se usá-la e qual é essa dosagem. Acredito que ainda vai levar um tempo até chegar a essas respostas, mas é uma obrigatoriedade começar a testar.
Sempre tem os pioneiros, que adotam e testam primeiro, e depois vêm as grandes ondas e assim os estrategistas e gestores de grandes e pequenas marcas em desenvolvimento precisam testar. Precisam começar a aprender usando, testando, abordando. Mas com um ponto muito importante, que é compreender o valor do humano nessa equação.
Se a gente está falando do universo de cooperativas e do cooperativismo – o fator humano sendo o elemento central da construção das relações que a partir delas existem, desde colaboração, desenvolvimento de produto, estratégias – isso precisa ser preservado.
Como essa tecnologia pode definir o futuro da comunicação estratégica?
Não dá para imaginar um apocalipse em que as tecnologias, a internet e a inteligência artificial vão acabar com tudo que foi feito, com os empregos, e trazer as soluções e as respostas. Não acredito nisso. Acredito que o olhar humano para humanos – para ler a entrelinha dos dados, das pesquisas de mercado e aplicá-las para humanos – vai ser ainda mais valioso, mas a gente precisa estar preparado para isso.
Antes não se falava da IA como se fala hoje, mas ela já estava por trás de grandes mecanismos e grandes soluções tecnológicas. O ponto é não se assustar achando 'meu Deus do céu, eu sou muito pequeno, isso vai nos engolir!’, porque não é verdade. Não acreditar que as grandes empresas e corporações têm as soluções e sabem como usar, porque elas também não sabem.
A gente precisa testar, eu tento testar ao máximo o que chega até mim: pergunto e busco saber de colegas, de fontes, de relatórios e me questiono: “isso significa o quê? Como vou aplicar isso?” E fazer as perguntas de novo, porque as perguntas precisam ser refeitas. Talvez ainda não tenhamos todas as respostas, mas a gente sempre precisa fazer as perguntas.
Quais são os maiores ganhos e benefícios do planejamento e estratégia para uma organização, especialmente no caso das cooperativas?
O nível de complexidade no mercado aumentou muito nos últimos 10, 15 anos. Tem uma curva, uma projeção geométrica do nível de complexidade que as marcas, instituições ou cooperativas têm que lidar hoje em dia. Não só a complexidade pelas inúmeras novas frentes, mas também a rapidez que tudo acontece. Então, seja pela evolução rápida ou pela complexidade, qualquer gestor de uma empresa ou de uma cooperativa convive com essa rotina hoje.
Quando você tem a estratégia e o planejamento como centro dessas conversas, o grande objetivo não é obrigatoriamente simplificar, mas ajudar a navegar na imprevisibilidade e na complexidade que só cresce. Então, os elementos que formam uma estratégia, desde entender e fazer um grande levantamento de dados a desenvolver um plano com essas informações, têm intencionalidade para colhê-los, para analisá-los e para usá-los.
Desenvolver hipóteses para as pesquisas de mercado ou qualquer tipo de pesquisa, trazer relatórios e dados de terceiros que podem enriquecer essas análises, testar, comprovar, errar, acertar, aplicar o que você aprendeu, compartilhar, tudo isso em um ciclo que é cada vez mais fluido, ele não é cartesiano. O planejamento vai ajudar a ser pulso, termômetro, bússola ou GPS nesse processo, mostrando como navegar nessas águas que são cada vez mais turbulentas.
Então, a importância crucial do planejamento e da estratégia aplicada à comunicação e ao marketing é clarear os olhos para conseguir enxergar o que mais faz sentido para aquele momento, porque a complexidade é tão grande que a gente começa a achar que tudo importa. Ainda mais quando a gente fala de dados e de pesquisa.
Quais os diferenciais das cooperativas nesse contexto de complexidade e velocidade das transformações diante das novas tecnologias?
Um dos fatores mais poderosos e a grande fortaleza das cooperativas é o fator humano, são as relações construídas para a geração de prosperidade que geram novas receitas a longo prazo. E as empresas comerciais não sabem mais fazer isso. O valor do humano é o mais difícil de conquistar, porque tecnologia a gente aprende, a gente compra, a gente aplica sistemas. E quanto mais escalabilidade essas tecnologias têm, mais baratas elas estarão, e na verdade elas já estão ficando muito mais acessíveis.
O que não tem preço – e que é extremamente difícil de estruturar na cultura de uma empresa, de implementar como um DNA corrente entre as pessoas que fazem parte destas marcas e instituições – é o valor do humano. Isso as grandes empresas não conseguem mais, elas se distanciaram de uma maneira que elas olham para os seus consumidores através de dashboard de dados.
E esse é um grande recado para as cooperativas: não se assustem, está todo mundo ainda não sabendo o que fazer e os grandes também não sabem. Eles não sabem e eles têm um porém: ao se desvincular da realidade do humano, de onde a verdade acontece, e ainda não terem a tecnologia aplicada, eles têm o pior dos mundos: não ter a tecnologia aplicada nem o humano como centro dessa conversa. Já as cooperativas têm esse enorme valor.
Os outros não vão aprender como valorizar o momento da verdade que acontece com o cliente, com o consumidor que tem um corpo a corpo, que tem um olho no olho, que tem o fator humano para tomar decisões que não demandam apenas de dados. Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é entender o humano. Não pensem que isso é menos valioso. Nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado. E construir isso leva tempo, é caro. As plataformas ou a digitalização ainda não conseguiram atingir esse valor nessa profundidade. Estamos falando de relações construídas para serem relações de longo prazo.
O que fica de tudo isso é que os cases mais poderosos de trabalho e de sucesso, de construção de marca, são aqueles onde a marca conseguiu compreender verdades humanas e tensões e traduziu isso em produtos, serviços, soluções e comunicação que se ligam de verdade com a pessoa.
15/12/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
24/11/2025
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
LGPD
23/11/2025
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
LGPD
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
26/06/2025
LGPD
Agentes de Tratamento de Pequeno Porte
Todas as organizações, sem exceção, devem cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
29/05/2025
LGPD
Gestão de terceiros e LGPD
A proteção de dados pessoais não se limita apenas ao ambiente interno da cooperativa.
18/04/2025
LGPD
Cuidados com Dispositivos Móveis
Os dispositivos móveis estão cada vez mais presentes em nossas rotinas de trabalho. Hoje, nossos celulares são ferramentas indispensáveis, essenciais para contato com cooperados, clientes, colaboradores e parceiros.Mas temos de lembrar que os dispositivos móveis estão expostos a ameaças de segurança que podem comprometer dados pessoais e informações confidenciais. Não é à toa que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) fala muito em segurança, embora não nos diga quais medidas tomar para alcançá-la.Confira algumas das boas práticas em segurança de dispositivos móveis.
1. Mantenha Tudo Atualizado
Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos devem ser mantidos atualizados. Atualizações não só adicionam novos recursos, mas também corrigem falhas de segurança. Sempre que uma vulnerabilidade é descoberta, os desenvolvedores correm para lançar uma atualização que a corrija. Se você deixa as atualizações do seu dispositivo em segundo plano, o seu dispositivo pode ser comprometido.
2. Bloqueio de tela
Além das ameaças que vem por meio da internet, também temos de pensar na segurança física do seu dispositivo. Isso começa no bloqueio de tela. Use algum método de bloqueio, de preferência uma senha. Essa é a sua primeira linha de defesa contra acessos não autorizados, especialmente em caso de perda ou roubo do dispositivo. Importante! Configure seu dispositivo para que ele seja automaticamente bloqueado após um período de inatividade.
3. Instale Apenas Aplicativos Oficiais
Evite colocar seu dispositivo em risco com aplicativos de fontes duvidosas. É recomendado baixar apps apenas das lojas oficiais (Google Play Store ou App Store). Se o dispositivo for corporativo, sempre consulte a equipe de TI antes de instalar novos aplicativos.
4. Remova Aplicativos Não Utilizados
Cada aplicativo instalado em seu dispositivo pode trazer consigo riscos e vulnerabilidades próprias. Muitos aplicativos pedem permissões excessivas ou não são mais atualizados, o que aumenta a superfície de ataque do seu dispositivo. Por isso, remova aplicativos que você não usa.
5. Cuidado com Redes Wi-Fi Públicas
Usar redes públicas de Wi-Fi, por exemplo, em restaurantes ou cafeterias, aumenta os riscos de segurança do seu dispositivo. Pessoas com acesso à mesma rede que você tem maior chance de interceptar informações e de comprometer o seu aparelho. Caso não tenha acesso a uma rede confiável, priorize o acesso à internet por dados móveis e evite ao máximo usar redes públicas.
6. Rastreamento de Dispositivo
Ative funções de localização remota em seu dispositivo. Ferramentas como "Encontrar Meu iPhone" (para iOS) ou "Encontre Meu Dispositivo" (para Android) permitem rastrear seu celular e bloquear o acesso em caso de roubo ou perda. Assim, mesmo que o dispositivo seja perdido, você terá a chance de proteger suas informações à distância.
7. Antivírus
A instalação de um antivírus no seu dispositivo móvel é recomendada para a proteção contra malwares. Ele oferece uma camada extra de segurança, especialmente quando você baixa aplicativos ou navega na internet. A proteção adicional pode prevenir ataques e manter seu aparelho mais seguro.
Não esqueça
A segurança dos dispositivos móveis da sua cooperativa depende das suas ações. Se você adotar as práticas indicadas acima, você diminuirá dramaticamente os riscos.Gostou do tema? Nos acompanhe e fique por dentro das melhores práticas em Segurança da Informação.
24/03/2025
LGPD
Avança a fiscalização do uso de dados pessoais no Brasil
O tratamento de dados pessoais, apesar de essencial para as atividades de qualquer cooperativa, é um risco crescente. As ações de fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) têm se intensificado, e as organizações que não cumprirem com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estão sujeitas a multas expressivas e sanções administrativas. Confira os recentes movimentos da ANPD:
1️⃣ Coleta da Íris
Uma empresa estrangeira chamada Tools for Humanity têm coletado imagens da íris de brasileiros, em troca de compensações financeiras. A ANPD determinou a suspensão dessas compensações pela entrega das imagens, visto que o incentivo financeiro pode ser prejudicial ao livre consentimento. Ocorre que o consentimento para o tratamento de dados pessoais deve ser dado livremente, e não em troca de vantagem financeira. Agravando a situação, a íris é um dado biométrico, considerado dado pessoal sensível pela LGPD, de modo que seu tratamento exige cuidados adicionais.
Saiba mais clicando aqui.
Para as cooperativas, essa ação da ANPD reforça a necessidade de cuidados específicos quando o tratamento de dados pessoais se justifica no consentimento. Há formas específicas de coletar o consentimento, que pode ser revogado a qualquer momento. Além disso, as cooperativas devem estar atentas que o tratamento de dados pessoais sensíveis exige cuidados redobrados e análises detalhadas dos riscos envolvidos no seu tratamento.
2️⃣ Redes de Farmácia
Em outro caso, a ANPD concluiu a fiscalização de redes de farmácias e exigiu ajustes como, por exemplo, facilitar o acesso dos titulares a informações sobre o tratamento dos seus dados. As farmácias também deverão entregar diversos documentos à Autoridade. Por ter identificado irregularidades, a ANPD também instaurou processo administrativo sancionador a fim de investigar a possibilidade de venda de perfis de consumo a partir do histórico de compras nas farmácias.
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Para as cooperativas, fica a lição de que dados pessoais devem ser tratados sempre com transparência e a partir de objetivos legítimos. Documentar as operações de tratamento de dados pessoais e adotar medidas efetivas de transparência é essencial para que a cooperativa se mantenha em conformidade com a lei.
3️⃣ Reconhecimento facial em estádios
A ANPD também está fiscalizando o uso de sistemas de reconhecimento facial por 23 clubes de futebol, que usam a tecnologia para a venda de ingressos e controle de entrada nos estádios. O reconhecimento facial depende do cadastro da biometria facial, que é um dado pessoal sensível. Por isso, seu tratamento exige uma série de cuidados especiais.
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As cooperativas também usam dados pessoais sensíveis. Mesmo que a biometria não seja utilizada, informações de saúde, etnia ou eventual filiação sindical são dados pessoais sensíveis, e o tratamento deve ser realizado a partir de fundamentos legais específicos.
Vamos com calma!
Se a sua cooperativa tem dúvidas, não se preocupe. Cada uma dessas iniciativas da ANPD envolve novas tecnologias e complexidades. Além disso, aplicar a legislação de proteção de dados pessoais no contexto dessas tecnologias requer uma cautela ainda maior.
O importante é saber que a ANPD está vigilante em relação às organizações que utilizam dados pessoais, incluindo as cooperativas. Acompanhe nossas publicações para manter sua organização informada e preparada.
26/02/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
EVENTOS
13/02/2026
Visita a cooperativas de eletrificação fortalece atuação em SC
Agenda debateu desafios, oportunidades e futuro do Ramo Infraestrutura na região
Representantes do Sistema OCB e do Sistema Ocesc percorreram, entre os dias 9 e 12 de fevereiro, um conjunto de cooperativas permissionárias de infraestrutura no estado de Santa Catarina. O objetivo principal da agenda foi aprofundar o diálogo com dirigentes locais, conhecer de perto as realidades das cooperativas que atuam com eletrificação, distribuição e geração de energia e, em alguns casos, também com serviços de telecomunicações por meio de cooperativas limitadas controladas.
O roteiro contemplou cerca de 15 das 22 cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina (Fecoerusc), entidade que representa as permissionárias de energia elétrica no estado e atua há mais de 60 anos promovendo desenvolvimento e qualidade no atendimento aos cooperados e às comunidades rurais e urbanas.
O diálogo com as cooperativas ocorreu em diferentes regiões catarinenses, do centro ao norte e ao sul do estado, em encontros considerados ricos e intensos pelos participantes. Os dirigentes puderam expor suas “dores” cotidianas, discutir perspectivas de investimentos, e compartilhar práticas de gestão que têm fortalecido a atuação no setor de infraestrutura.
“Essa agenda nos permitiu ouvir de perto as demandas dos dirigentes, compreender os desafios regulatórios e operacionais e, sobretudo, fortalecer a integração com o Sistema OCB para construir soluções conjuntas. Nosso papel é apoiar essas cooperativas na modernização da gestão, na qualificação técnica e na ampliação de investimentos, garantindo que continuem sendo protagonistas no desenvolvimento regional e na transição para uma matriz energética cada vez mais sustentável”, afirmou Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB.
Fundadas majoritariamente na década de 1960, muitas dessas cooperativas desempenham papel essencial na vida de moradores e produtores rurais. A Federação reúne cooperativas que, juntas, atendem mais de 1 milhão de pessoas em 82 municípios e operam mais de 22 mil quilômetros de redes elétricas, além de engajar iniciativas de geração distribuída e uso de fontes renováveis.
Estratégias
Durante as conversas, também foram debatidas pautas estratégicas que impactam o setor, como os efeitos de políticas públicas recentes; benefícios fiscais que incentivam investimentos em redes e subestações; e a crescente necessidade de qualificação técnica e gestão moderna. Em Santa Catarina, a atualização da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica permitiu a liberação de recursos estaduais, fruto da articulação conjunta entre cooperativas e governo, para fortalecer a infraestrutura energética e ampliar a capacidade de atendimento das comunidades.
Os cooperativistas destacaram que a aproximação com o Sistema OCB é uma oportunidade para ampliar a troca de experiências com outros ramos e sistemas cooperativos, além de captar soluções que podem ser adaptadas às necessidades locais.
A agenda integrou uma série de visitas presenciais que a área de Gestão Técnica do Sistema OCB vem realizando pelo país para ouvir as demandas dos cooperativistas, mapear desafios operacionais, identificar oportunidades de negócios e apresentar soluções que o cooperativismo nacional tem desenvolvido em conjunto com seus pares regionais. Antes de chegar a Santa Catarina, a equipe esteve, em anos anteriores, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
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Sistema OCB debate modernização da escala de trabalho e segurança jurídica
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EVENTOS
12/02/2026
Sistema OCB debate modernização da escala de trabalho e segurança jurídica
Entidade acompanha discussões e reforça necessidade de atuação conjunta do setor produtivo
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (11), de reunião promovida pela Comissão Trabalhista do Instituto Pensar Agro (IPA) para discutir a modernização da jornada de trabalho. O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos do setor produtivo, além de confederações patronais e entidades setoriais, em um esforço multissetorial para avaliar cenários e alinhar estratégias.
A discussão ocorreu em meio à tramitação de propostas que tratam do fim da escala 6x1 e da redução da carga horária semanal. Para o Sistema OCB, o debate exige cautela e responsabilidade institucional, sobretudo no que se refere às particularidades de cada segmento econômico.
“A modernização das relações de trabalho é um tema legítimo e necessário, mas precisa ser conduzida com equilíbrio, diálogo e base técnica. O cooperativismo, por exemplo, atua em diferentes realidades econômicas e sociais, e qualquer mudança deve considerar essa diversidade”, afirmou a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do IPA, Tania Zanella.
Segundo ela, a construção de soluções passa pelo diálogoentre os setores e pelo fortalecimento da negociação coletiva como instrumento capaz de conciliar proteção ao trabalhador e viabilidade econômica. “Defendemos uma atuação conjunta e estratégica do setor produtivo. O caminho mais seguro é aquele que respeita as especificidades de cada atividade e garante relações de trabalho harmoniosas”, acrescentou.
O sociólogo e professor José Pastore participou do debate e alertou que a redução da jornada por imposição legal pode desencadear uma série de ajustes econômicos nos empreendimentos, especialmente onde não houver capacidade de absorver o aumento do custo do trabalho. Entre os possíveis efeitos, ele citou o repasse de despesas aos preços; a substituição de trabalhadores e o aumento da rotatividade; a aceleração da automação como alternativa para conter custos e até a redução da escala produtiva, com impactos sobre crescimento e emprego.
Pastore também chamou atenção para ocupações remuneradas por comissão ou produtividade, nas quais a diminuição da jornada, sem reequilíbrio do modelo, pode resultar em queda de renda. Em contraponto, defendeu que a tendência internacional aponta para a redução da jornada por meio da negociação coletiva, e não por imposição legal. Para ele, o Brasil já dispõe de instrumentos de flexibilização e compensação.
Ao final, as entidades destacaram a importância de consolidar dados técnicos e estimativas de impacto que ajudem a dimensionar os efeitos das propostas para o setor produtivo e para a sociedade. Também ressaltaram a necessidade de qualificar o debate público com informações consistentes, evitando simplificações e leituras polarizadas.
O Sistema OCB segue acompanhando a pauta com prioridade e participando das articulações institucionais, com o objetivo de mitigar riscos ao modelo cooperativista e contribuir para uma agenda trabalhista que promova segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.
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EVENTOS
Inclusão financeira cresce com cooperativas no Norte e Nordeste
Estudo apresentado no 8º EBPC mostra impacto em municípios de pequeno porte entre 2016 e 2022
O artigo Impacto das cooperativas de crédito na inclusão financeira dos municípios do Norte e Nordeste do Brasil, apresentado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), mostra que a presença dessas instituições tem ampliado de forma consistente o acesso a serviços financeiros em municípios das duas regiões, especialmente os de pequeno porte, onde a bancarização ainda é limitada.
O estudo analisou cidades com até 50 mil habitantes entre 2016 e 2022 para responder a uma questão central: municípios com cooperativas apresentam níveis mais altos de inclusão financeira do que aqueles sem instituições financeiras? Segundo os autores Valéria Gama Fully Bressan, Gustavo Henrique Dias Souza e Marcelo Henrique Shinkoda, a resposta é positiva.
Os pesquisadores aplicaram o método de Pareamento por Escores de Propensão (PSM), comparando municípios com características socioeconômicas semelhantes. O impacto foi medido pelo Índice de Inclusão Financeira (IIF), que avalia acesso e uso de serviços financeiros.
Os resultados apontam efeitos positivos e estatisticamente significativos na região Norte entre 2017 e 2022. O avanço chegou a 8,14 pontos percentuais em 2018, desempenho superior ao de municípios atendidos exclusivamente por bancos. No Nordeste, os impactos também foram relevantes entre 2017 e 2021, com destaque também para 2018, quando o aumento aproximado foi de 3,91 pontos percentuais.
O estudo também identificou mudanças no mapa institucional dessas regiões. O número de municípios atendidos apenas por cooperativas dobrou no Norte, passando de 16 para 32, e cresceu de 28 para 45 no Nordeste. Já as localidades com presença exclusiva de bancos diminuíram, indicando expansão territorial do cooperativismo financeiro.
Apesar da persistência de áreas com baixos níveis de inclusão em partes do Amazonas, do Pará e em municípios nordestinos, houve melhorias localizadas, como em trechos do Amazonas e da Bahia. Em alguns casos, a coexistência de cooperativas e bancos gerou impactos ainda maiores, embora com menor intensidade após 2020.
O estudo evidencia que o cooperativismo financeiro se consolida como instrumento relevante para políticas públicas de inclusão, planejamento territorial e cidadania financeira. Dados do Banco Central reforçam esse movimento: a presença das cooperativas passou de 23,3% para 30,2% nos municípios do Norte e de 10% para 12,5% no Nordeste entre 2017 e 2021. No mesmo período, os Postos de Atendimento Cooperativo cresceram 41,23%.
Os autores ressaltam, contudo, limitações como o recorte em municípios de pequeno porte e a menor disponibilidade de dados sobre digitalização. Ainda assim, defendem o monitoramento contínuo da atuação cooperativista e o fortalecimento de estratégias de educação financeira para ampliar os avanços observados.
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Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento
10/02/2026
EVENTOS
Dia C 2025 amplia atuação e beneficia quase 4 milhões de pessoas
Edição registrou crescimento em iniciativas, voluntários e alcance territorial
A edição 2025 do Dia de Cooperar (Dia C) obteve recorde em ações de voluntariado no cooperativismo brasileiro. Com crescimento expressivo em todos os indicadores, a campanha beneficiou quase 4 milhões de pessoas em todas as regiões do país, por meio de ações realizadas por mais de mil cooperativas, com apoio das Organizações Estaduais do Sistema OCB.
O Dia C é um movimento nacional de voluntariado que mobiliza cooperativas de todo o país na realização de ações sociais voltadas às comunidades onde estão inseridas, colocando em prática o sétimo princípio do cooperativismo: o Interesse pela Comunidade. Ao longo de 2025, as iniciativas desenvolvidas no âmbito do Dia C e de outras frentes do cooperativismo brasileiro alcançaram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com maior concentração em ações ligadas à saúde e bem-estar, educação de qualidade e parcerias para o desenvolvimento.
Em comparação com 2024, houve aumento de 37% no número de iniciativas, que passou de 6.017 para 8.215 ações sociais ao longo do ano. O engajamento voluntário também ganhou força, com crescimento de 33% no número de participantes, saltou de 131 mil para 174 mil voluntários mobilizados.
Outro destaque da edição de 2025 foi a ampliação do alcance territorial. As ações do Dia C chegaram a 2.211 municípios, 15% a mais do que no ano anterior, o que representa aproximadamente 40% das cidades brasileiras. A participação das cooperativas acompanhou esse movimento subindo de 1.020 para 1.091, um incremento de 7%.
Para o presidente do Conselho de Administração da Unidade Nacional do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os números refletem o papel do cooperativismo no atendimento as comunidades. “Os resultados do Dia C 2025 mostram a força do cooperativismo como agente de transformação social”.
O ciclo da campanha para o Dia de Cooperar 2026, com o tema Quando a escolha é cooperar, o mundo gira melhor, é de 09 de fevereiro a 15 de janeiro de 2027. A celebração nacional do Dia C ocorre sempre no último sábado de agosto em alusão do Dia do Voluntário, este ano, marcada para 29 de agosto.
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Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento
Monitor da Reforma Tributária é lançado com apoio de Frentes Parlamentares
Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB
09/02/2026
EVENTOS
Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento
Sistema OCB participa de debates sobre inclusão, justiça social e acesso a financiamentos
O cooperativismo brasileiro participou das discussões internacionais sobre desenvolvimento social esta semana. A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, participou de dois momentos estratégicos da 64ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social das Nações Unidas, realizada na sede da ONU, em Nova York. O primeiro foi no Fórum Multistakeholder da Comissão, nesta quinta-feira (5), e o segundo, um evento paralelo promovido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), nesta sexta-feira (6).
O primeiro encontro reuniu lideranças globais para debater caminhos capazes de reduzir a pobreza, gerar empregos e construir sociedades mais inclusivas, com atenção especial ao papel de modelos econômicos baseados na cooperação. Durante painel dedicado a parcerias e modelos de financiamento, Fabíola destacou que ampliar soluções locais exige instrumentos financeiros conectados às realidades das comunidades.
Segundo ela, nesse contexto, as cooperativas devem ser vistas como parceiras estratégicas na arquitetura de financiamento dos países. “Elas são parceiras com raízes profundas nas comunidades e capacidade comprovada de gerar empregos, inclusão e resiliência onde isso mais importa”, afirmou.
Experiência nacional
A superintendente também ressaltou que a experiência brasileira demonstra como o reconhecimento institucional e marcos regulatórios adequados permitem que o crédito alcance pequenos negócios, produtores rurais e territórios historicamente menos atendidos pelo sistema financeiro tradicional. “Hoje, as cooperativas de crédito brasileiras atendem mais de 20 milhões de pessoas, somam cerca de R$ 885 bilhões em ativos e estão presentes como única instituição financeira em 469 municípios”, declarou.
Fabíola chamou atenção para a importância da parceria entre cooperativas e poder público. De acordo com ela, políticas consistentes e representação institucional fortalecem o ambiente de negócios e permitem que o modelo cooperativo cresça com estabilidade. “No Brasil, aprendemos algo simples: quando governos tratam o financiamento cooperativo como parte de sua estratégia nacional, mais recursos chegam ao nível local e o impacto social se amplia”.
Outro exemplo citado foi a atuação conjunta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fabíola lembrou que, entre 2023 e junho de 2025, o banco aprovou R$ 96 bilhões em financiamento verde, sendo 73% das operações realizadas por meio de bancos cooperativos e cooperativas de crédito.
Justiça social
No segundo compromisso da agenda, o evento organizado pelo Comitê para a Promoção e o Avanço das Cooperativas (Copac) debateu como cooperativas e organizações da economia social e solidária podem transformar compromissos globais em políticas concretas para reduzir desigualdades e fortalecer o desenvolvimento sustentável.
Fabíola destacou que o cooperativismo tem papel essencial para aproximar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da realidade. “Quando falamos dos desafios globais, é fácil permanecer no nível dos grandes conceitos. Mas é nas cooperativas que esses objetivos se tornam reais, pessoas se unem para superar barreiras de acesso a mercados, financiamento e serviços essenciais”, afirmou.
Segundo ela, baseadas na governança democrática e na solidariedade, as cooperativas promovem inclusão, ampliam o acesso ao crédito, geram trabalho decente e ajudam a manter a riqueza nas comunidades. Também contribuem para o empoderamento feminino, tema que ganha ainda mais relevância com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, em 2026.
A superintendente ressaltou ainda que o impacto do modelo depende de um ambiente regulatório favorável. “Essa escala não é apenas resultado de boas intenções. Ela depende de políticas públicas que criem condições para que as cooperativas invistam, inovem e ampliem seus serviços”, explicou.
Ao encerrar, Fabíola convocou os Estados-membros da ONU a reconhecerem o cooperativismo como parceiro estratégico do desenvolvimento. “Precisamos tratar as cooperativas não como exceções, mas como aliadas da inclusão social, da sustentabilidade e do crescimento econômico”, concluiu.
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Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB
Monitor da Reforma Tributária é lançado com apoio de Frentes Parlamentares
Tania Zanella destaca força do coop financeiro em evento do Sicoob
06/02/2026
EVENTOS
Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB
Encontro tratou de acesso ao financiamento, capacitação e aperfeiçoamento do crédito rural
Nesta quarta-feira (4), o Sistema OCB se reuniu com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Banco do Brasil (BB) para debater temas relacionados ao crédito, com foco no fortalecimento do acesso das cooperativas da agricultura familiar às linhas de financiamento. O encontro faz parte da agenda de diálogo institucional voltada à construção de soluções que ampliem a inclusão produtiva e a segurança alimentar no país.
A reunião contou com a presença da secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Ana Terra Reis, e do vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt. Pelo Sistema OCB, participaram a presidente executiva, Tania Zanella, a gerente geral, Clara Maffia, e o gerente Técnico e Econômico, João Prieto.
Durante a agenda, foram discutidas as condições de acesso ao crédito por parte das cooperativas da agricultura familiar, bem como a importância da capacitação desse público, considerado estratégico para a produção de alimentos no Brasil. Atualmente, a agricultura familiar representa 71,2% do quadro social das cooperativas agropecuárias brasileiras.
Para Tania, o fortalecimento do crédito é um passo essencial para ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar e garantir maior estabilidade aos produtores. “As cooperativas têm papel estratégico na eficiência da uttilização e capilaridade de recursos ao setor rural , principalmente por oferecerem assistência técnica e promoverem organização produtiva. Quando fortalecemos essas estruturas, contribuímos diretamente para a segurança alimentar do país e para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais”, afirmou.
O Sistema OCB também destacou o papel das cooperativas como aliadas das políticas públicas voltadas ao setor, com destaque na orientação aos produtores e na promoção da gestão eficiente das atividades produtivas. “O cooperativismo transforma a realidade da agricultura familiar ao gerar escala, competitividade e melhores condições de comercialização para todos os perfis de agricultores. Nosso compromisso é seguir atuando em diálogo com o poder público e as instituições financeiras para aprimorar instrumentos que atendam às necessidades do campo”, acrescentou Tania.
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Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
05/02/2026
EVENTOS
Portas Abertas 2026 inicia com foco em infraestrutura
Primeira edição do ano reuniu Aneel e MME para alinhar pautas e ampliar diálogo com coops de energia
Nesta quarta-feira (04), o Sistema OCB realizou a primeira edição de 2026 do Programa Portas Abertas. A iniciativa recebeu representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Ministério de Minas e Energia (MME), incluindo o Foto: Divulgação MMESecretário Nacional de Energia Elétrica do MME, João Daniel, e o Superintendente de Mediação Administrativa da Aneel, André Ruelli, para uma agenda voltada ao desenvolvimento do Ramo Infraestrutura e ao avanço do cooperativismo de energia no país.
Na abertura, a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância do Portas Abertas como espaço de aproximação institucional e construção conjunta de soluções. “Criar espaços de escuta e cooperação é essencial para que possamos antecipar desafios, aproveitar oportunidades e garantir um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento das cooperativas”, afirmou em sua fala.
A apresentação institucional foi conduzida pelo coordenador de Ramos, Hugo Andrade. “O Sistema OCB trabalha para garantir que as cooperativas tenham um ambiente regulatório adequado para crescer com segurança, competitividade e reconhecimento do seu papel no desenvolvimento do país”, destacou.
Energia cooperativa em crescimento
Na sequência, a analista Thayná Côrtes trouxe um panorama do Ramo Infraestrutura com dados atualizados, funcionamento do segmento de energia e as principais demandas acompanhadas pelas câmaras temáticas de Distribuição e Geração Distribuída (GD). “As cooperativas de energia tem papel estratégico na expansão do acesso, na modicidade tarifária e na construção de um sistema elétrico mais equilibrado. Nosso desafio é garantir segurança regulatória para sustentar esse avanço”, relatou.
Durante a apresentação, também foram abordados estudos sobre cooperativas permissionárias e autorizadas, o mapeamento dos principais desafios do segmento, materiais de orientação e as perspectivas para o Fórum Latino-Americano de Energia Cooperativa 2026.
Convênios para projetos de impacto nacional
A coordenadora Maria do Carmo apresentou o processo convênios do Sescoop Nacional como uma ferramenta estratégica para viabilizar projetos estruturantes e de alcance nacional. Com recursos previstos para 2026, a iniciativa apoia ações nas áreas de educação, capacitação e consultoria especializada. “Os convênios são um instrumento para transformar prioridades estratégicas em projetos concretos, com potencial de gerar impacto sistêmico e fortalecer todo o cooperativismo”, explicou.
Como exemplo prático dessa atuação, as cooperativas de distribuição de energia do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina concluíram, no fim do ano passado, um projeto de convênio executado entre 2023 e 2025 voltado ao estudo da abertura do mercado livre de energia, tema inserido no contexto do sandbox regulatório da Aneel. A iniciativa contribuiu para ampliar o conhecimento técnico do segmento e apoiar a preparação das cooperativas diante das mudanças no setor elétrico.
Agora, o grupo se mobiliza para submeter uma nova proposta, também direcionada à pauta regulatória da Agência. O movimento reforça o compromisso das cooperativas com o aprimoramento do ambiente regulatório e com uma atuação cada vez mais qualificada frente às transformações do mercado de energia.
Sustentabilidade como vetor de competitividade
Encerrando a agenda, a analista de sustentabilidade Laís Nara apresentou as iniciativas do Programa ESGCoop, com destaque para o piloto de energias renováveis, a Solução de Eficiência Energética, o Programa de Negócios e os indicadores ESG do Ramo Infraestrutura. Ações que buscam apoiar as cooperativas na estruturação da governança, no planejamento estratégico e financeiro e na identificação de novas oportunidades de receita, ao mesmo tempo em que fortalecem o compromisso ambiental do setor. “Quando a cooperativa investe em eficiência energética e gestão sustentável, ela reduz custos, aumenta sua competitividade e se posiciona melhor em um mercado cada vez mais atento às práticas ESG”, ressaltou.
O Programa
O Portas Abertas é uma iniciativa do Sistema OCB que aproxima o coop de autoridades e instituições estratégicas ao criar um espaço de diálogo sobre temas prioritários para o setor. A proposta é apresentar a atuação das cooperativas, compartilhar demandas e construir caminhos conjuntos para impulsionar o desenvolvimento do país.
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04/02/2026
EVENTOS
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Presidente executiva do Sistema OCB participou da Convenção dos Delegados do MaxiCrédito
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou da Convenção dos Delegados do Sicoob MaxiCrédito, realizada na Serra Gaúcha, no último sábado (31). O evento reuniu lideranças, dirigentes e representantes da cooperativa financeira para debater resultados, desafios e perspectivas para o futuro do cooperativismo de crédito.
Durante sua palestra, Tania destacou o papel estratégico das cooperativas financeiras no fortalecimento da economia regional, na ampliação do acesso ao crédito e na promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuam.
Segundo ela, o cooperativismo de crédito tem se consolidado como um dos principais instrumentos de inclusão financeira no país, especialmente em municípios de pequeno e médio porte. “O cooperativismo financeiro gera oportunidades, estimula o empreendedorismo local e mantém os recursos circulando nas próprias comunidades, fortalecendo a economia regional”, afirmou.
Tania também ressaltou a importância da governança cooperativista e da participação ativa dos cooperados nas decisões estratégicas. Para ela, esse modelo é um diferencial competitivo que garante solidez às cooperativas, mesmo em cenários econômicos desafiadores. “A governança democrática é um dos pilares que sustentam o sucesso das cooperativas. Quando os cooperados participam, acompanham e decidem, a cooperativa se fortalece, ganha legitimidade e amplia sua capacidade de gerar impacto positivo”.
Ela ainda enfatizou que o bom desempenho das cooperativas financeiras nos últimos anos é resultado de uma atuação responsável, alinhada às necessidades reais dos cooperados e às demandas dos territórios. Nesse contexto, ela reforçou a importância da integração entre cooperativas, sistemas e entidades representativas para o avanço do movimento no país. “O crescimento consistente do cooperativismo de crédito mostra que é possível conciliar solidez financeira, inclusão e desenvolvimento. Esse é um modelo que responde aos desafios do presente e aponta caminhos sustentáveis para o futuro”, concluiu.
Com atuação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o Sicoob MaxiCrédito é uma das maiores cooperativas financeiras do Sistema Sicoob. A instituição reúne mais de 250 mil cooperados, está presente em mais de 60 municípios e construiu uma trajetória marcada pelo crescimento sustentável, pela proximidade com os cooperados e pelo compromisso com soluções financeiras justas e humanas.
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04/02/2026
