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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

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30/10/2026

Coops avançam na gestão de emissões e planejam ações de descarbonização

Encontro da solução Neutralidade de Carbono apresentou resultados do ciclo 2026 e experiências de sucesso  A gestão das emissões de gases de efeito estufa tem ganhado espaço na estratégia das cooperativas. Os resultados do ciclo 2026 da solução Neutralidade de Carbono, do Sistema OCB, mostram avanços nesse trabalho e apontam oportunidades para reduzir impactos ambientais e fortalecer a competitividade dos negócios.  Os dados foram apresentados no encontro de encerramento do ciclo da solução, que reuniu cooperativas participantes, a consultoria Biofílica e representantes do Sistema OCB. No recorte de treze cooperativas analisadas, foram inventariadas 344 unidades, com mais de 190 mil toneladas de CO₂ equivalente nos escopos 1, 2 e 3. Ao todo, 12 cooperativas publicaram seus inventários no Registro Público de Emissões (RPE), e todas conquistaram o selo prata do Programa Brasileiro GHG Protocol.  A análise identificou a combustão estacionária e móvel entre as principais fontes de emissão, além de oportunidades relacionadas ao tratamento de resíduos, ao consumo de energia e à cadeia de valor. O levantamento também reforçou a importância de ampliar a mensuração do escopo 3, que considera as emissões indiretas das atividades.  Para Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB, o inventário é o ponto de partida para mudanças que podem gerar benefícios para toda a organização. “Quando a cooperativa começa a medir suas emissões, passa a conhecer melhor suas operações e a identificar oportunidades que também podem trazer ganhos de eficiência e competitividade. A descarbonização precisa fazer parte da estratégia”, destacou.    Experiências e próximos passos  O encontro também contou com relatos da Copa Sul e da Cooxupé. As cooperativas compartilharam os desafios e avanços de suas jornadas de descarbonização, desde a organização dos dados até a ampliação dos inventários e a inclusão do escopo 3. As experiências mostraram como a gestão de emissões pode contribuir para decisões mais eficientes e fortalecer o relacionamento com parceiros.  Ao encerrar a reunião, Laís reforçou que a descarbonização é um caminho contínuo e que as cooperativas podem contar com o apoio do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs). A solução oferece suporte na elaboração e publicação dos inventários, além de relatórios de oportunidades, capacitações e materiais de orientação. “A trajetória de descarbonização está apenas começando. O importante agora é dar continuidade ao trabalho, aproveitar os aprendizados e avançar na identificação de novas oportunidades”, concluiu.    Saiba Mais:  COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação  Coopera+Amazônia amplia participação das cooperativas na governança  Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo 
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30/10/2026

Coopera+Amazônia amplia participação das cooperativas na governança

Sistema OCB participa da posse de representantes do movimento em comitê do projeto  A participação das cooperativas nas decisões sobre o desenvolvimento de seus territórios ganhou um novo espaço nesta quinta-feira (29), com a posse de representantes do movimento no Comitê de Governança do Coopera+Amazônia. A cerimônia foi realizada na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, e contou com a participação da superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.  Lançado em novembro de 2025, durante a COP30, em Belém (PA), o projeto reúne instituições públicas e organizações do cooperativismo para fortalecer empreendimentos coletivos ligados à sociobiodiversidade amazônica. A iniciativa prevê atender 50 cooperativas e cerca de 6 mil famílias no Acre, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia, com ações voltadas à organização produtiva, à agregação de valor e à ampliação do acesso a mercados.  O Sistema OCB contribui para a construção do projeto desde 2024, com conhecimentos em governança e gestão, organização da produção e acesso a mercados. Para Fabíola, a entrada de representantes das cooperativas no comitê é um passo importante para aproximar as decisões da realidade de quem está na ponta.  “Quando as cooperativas participam diretamente da governança, elas ajudam a definir os caminhos do projeto a partir de suas próprias experiências e necessidades. O cooperativismo tem muito a contribuir para transformar o potencial da sociobiodiversidade amazônica em oportunidades de renda e desenvolvimento, respeitando os conhecimentos tradicionais e mantendo a floresta em pé”, afirmou.    Representação  Com a posse, Anderson Uruam Suruí, representante da Coopsur, de Cacoal (RO), assume como titular no comitê, enquanto Maria Divina Lopes, da Coomara, de Imperatriz (MA), passa a ocupar a suplência. A representação amplia a presença das próprias cooperativas no espaço de governança, que reúne também o Sistema OCB, o Sebrae, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).  A cerimônia também prestou homenagem a Maria Domingas Marques Pinto, da Coobavida, de Itapecuru-Mirim (MA), quebradeira de coco babaçu e representante no Fórum das Cooperativas. A homenagem reconheceu a contribuição das mulheres que, por meio do trabalho coletivo e da preservação de saberes tradicionais, movimentam a economia de seus territórios.  “Fortalecer o cooperativismo amazônico é também valorizar as pessoas que fazem esse trabalho acontecer todos os dias. São as cooperativas e suas comunidades que conhecem os desafios locais e as possibilidades de cada cadeia produtiva. Por isso, o compromisso do Sistema OCB é seguir ao lado dessas organizações, contribuindo para que tenham melhores condições de produzir, crescer e acessar novos mercados”, destacou Fabíola.    Apoio à produção e à geração de renda  Coordenado pelo Sebrae em parceria com o MDIC, o Coopera+Amazônia reúne instituições como o Sistema OCB, MMA, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), MDA, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Unicafes. O projeto atua em cadeias produtivas como as do babaçu, do açaí, do cupuaçu e da castanha-do-brasil.  Em julho de 2026, foram formalizados R$ 103 milhões para a execução da iniciativa ao longo de quatro anos, com recursos provenientes do Fundo Amazônia, responsável por 97% do total, e do Sebrae, que aporta os outros 3%.  Além do comitê, o projeto conta com o Fórum das Cooperativas, que reúne representantes estaduais e busca ampliar a articulação entre os empreendimentos participantes. A proposta é fortalecer a atuação coletiva e criar condições para que as cooperativas ampliem sua participação nos mercados.    Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento de cadastro para o Censo Agropecuário  Sistema OCB leva pesquisa inédita a congressos internacionais  Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito
Coopera+Amazônia amplia participação das cooperativas na governança
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30/10/2026

COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação

Sistema OCB volta à conferência para apresentar soluções e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade  Faltam poucos dias para o início da COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começa dia 9 de novembro, em Antalya, na Turquia. O Sistema OCB estará presente, ao lado de cooperativas brasileiras, para mostrar como o cooperativismo contribui para enfrentar os desafios da atualidade e promover o desenvolvimento sustentável. A participação deste ano conta com painéis em diferentes espaços da conferência, com discussões sobre temas como transição energética, financiamento climático, bioeconomia, seguros, transporte e sustentabilidade no agronegócio.     O legado da COP30  A nova participação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o cooperativismo brasileiro teve presença expressiva na COP30, em Belém (PA). Durante duas semanas, o movimento ocupou espaços na Blue Zone, Green Zone e Agri Zone, além de participar de agendas temáticas, como as da Casa do Seguro. A programação levou ao público experiências e soluções ligadas à bioeconomia, ao financiamento climático, à energia renovável, à agricultura de baixo carbono e à segurança alimentar. 36 cooperativas brasileiras estiveram representadas por seus delegados, enquanto outras 67 tiveram suas experiências apresentadas na programação. Ao todo, foram realizados 34 painéis e 17 oficinas. A presença também abriu oportunidades para ampliar o diálogo com governos, organismos internacionais e instituições financeiras. Ao longo da conferência, as cooperativas apresentaram experiências que conectam conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento dos territórios, além de evidenciar como a organização coletiva pode contribuir para a transição climática.  Outro resultado importante foi o avanço de articulações e acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas, voltados a áreas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, manejo florestal sustentável e finanças verdes.   Outro legado importante foi a consolidação de uma agenda propositiva. Por meio do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, foram apresentadas propostas organizadas em cinco grandes eixos: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; financiamento climático; transição energética; bioeconomia; e adaptação e gestão de riscos climáticos. Essas propostas continuam orientando a atuação institucional e contribuem para o posicionamento que será levado à COP31.    De Belém a Antalya  Na COP31, o objetivo é dar continuidade a essa agenda e ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas pelas cooperativas brasileiras. Os debates previstos vão abordar desde o acesso a recursos para iniciativas climáticas até o uso sustentável da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes.  “Os desafios climáticos exigem soluções que considerem as diferentes realidades dos territórios. As cooperativas têm muito a contribuir nesse processo, porque unem pessoas, conhecimento e capacidade de organização para promover mudanças na prática. Queremos mostrar essa diversidade de experiências e fortalecer as conexões que permitam levar essas iniciativas ainda mais longe”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.      Saiba Mais:  Comitiva da Ocepar visita Sistema OCB para agenda de educação política  Sistema OCB leva pesquisa inédita a congressos internacionais  Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo 
COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação
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29/10/2026

Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo

Resultados e iniciativas são destaques durante encontro de comunicadores da Unimed Federação Minas  Nesta terça-feira (27), o Sistema OCB participou do Encontro de Comunicação e Marketing das Unimeds de Minas Gerais.  Representada pela gerente de Comunicação e Marketing, Samara Araujo, a entidade  levou ao evento uma reflexão importante: como transformar o reconhecimento do cooperativismo em mais valorização e preferência da sociedade por esse modelo de negócio?   A partir dos resultados da Pesquisa de Imagem do Cooperativismo 2026, Samara apresentou dados sobre a percepção dos brasileiros e compartilhou estratégias adotadas pelo Sistema OCB para ampliar a visibilidade do movimento.  Realizada com 5.955 pessoas de diferentes regiões do país, a terceira edição da pesquisa mostra que o conhecimento espontâneo sobre cooperativas vem crescendo. Em 2018, 29% dos entrevistados conseguiam citar uma cooperativa sem receber opções como referência. Em 2023, o percentual chegou a 55% e, em 2026, alcançou 66,8%.  “O levantamento nos permite entender o quanto a população conhece o cooperativismo, quais atributos são associados a esse modelo e como essa percepção influencia suas escolhas. Com esses dados, conseguimos acompanhar os avanços na imagem do setor e identificar oportunidades para comunicar melhor os diferenciais do cooperativismo e ampliar seu reconhecimento pela sociedade”, explicou a gerente.  Entre os atributos relacionados ao cooperativismo, 33% dos participantes destacaram a colaboração e a união entre os cooperados. A capacidade de gerar prosperidade para a comunidade foi citada por 21,2%, enquanto a distribuição de renda apareceu em 19,9% das respostas. Preço justo, sustentabilidade e responsabilidade ambiental também foram mencionados.  A pesquisa investigou ainda a influência da origem cooperativista nas decisões de compra. Ao todo, 60,7% dos entrevistados afirmaram que comprariam ou considerariam comprar um produto ou serviço por ele ser de uma cooperativa. Entre os que responderam positivamente, 97,8% disseram que comprariam dessa cooperativa.    Comunicação para aproximar a sociedade do coop  Durante a apresentação, Samara também compartilhou a trajetória das campanhas do movimento SomosCoop, iniciativa de comunicação do Sistema OCB voltada a ampliar o conhecimento e o reconhecimento do cooperativismo no Brasil.  A mobilização envolve as próprias cooperativas, que podem aderir ao uso do carimbo SomosCoop em seus produtos e materiais de comunicação. Em 2026, contabilizamos cerca de 1.700 cooperativas engajadas no movimento, reforçando a presença da identidade SomosCoop junto ao público.  Outro exemplo apresentado foi o de Press Trip, iniciativa que aproxima jornalistas das experiências cooperativistas e ajuda a levar essas histórias a novos públicos. Em 2026, a ação resultou em 19 reportagens, sendo 13 em veículos impressos e digitais e seis em televisão, com valor estimado de mídia de R$ 4,6 milhões.  “Monitorar a imagem do cooperativismo no Brasil é essencial para orientar as nossas estratégias de comunicação, identificar oportunidades e avaliar os resultados das iniciativas do movimento SomosCoop, garantindo decisões mais assertivas e maior efetividade na valorização do cooperativismo junto à sociedade”, finalizou Samara.    Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento de cadastro para o Censo Agropecuário  Sistema OCB leva pesquisa inédita a congressos internacionais  Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito 
Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo
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28/10/2026

Comitiva da Ocepar visita Sistema OCB para agenda de educação política

Grupo conheceu iniciativas para ampliar a participação e fortalecer o diálogo com o Legislativo  O Sistema OCB recebeu, nos dias 27 e 28 de outubro, uma comitiva do Sistema Ocepar para uma agenda de formação e troca de experiências sobre representação institucional e educação política. A programação em Brasília contou com atividades voltadas ao funcionamento do Poder Legislativo, ao cenário político nacional e à atuação do cooperativismo nos espaços de decisão.  Na abertura, Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, destacou a importância da parceria com o cooperativismo paranaense para o desenvolvimento do Programa de Educação Política. O Paraná esteve entre os primeiros estados a participar da iniciativa, ainda na fase piloto, em 2018. “É muito simbólico receber vocês aqui e olhar para o quanto o programa evoluiu, avançou e ganhou força ao longo desses últimos quatro anos. Esse é um trabalho permanente, construído com quem acredita na importância de fortalecer a representação política do cooperativismo”, afirmou Clara.  A gerente geral também ressaltou que o trabalho não se encerra com as eleições. A proposta é manter o diálogo com as cooperativas e ampliar a compreensão de dirigentes, colaboradores e cooperados sobre a importância da participação política ao longo de todo o ciclo eleitoral. Segundo ela, durante as eleições 2026, o programa mobilizou mais de 70 mil pessoas em atividades relacionadas à política e à participação eleitoral.     Formação e atuação institucional  Na sequência, Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, apresentou a atuação institucional da organização, as principais frentes do Programa de Educação Política e os resultados alcançados com o ciclo que se encerra em 2026. A iniciativa busca ampliar o engajamento das cooperativas nos debates públicos, fortalecer a representação político-institucional e aproximar o setor dos espaços em que são tomadas decisões que afetam suas atividades.  A programação também incluiu uma oficina sobre o processo legislativo, onde os participantes conheceram as etapas de tramitação de uma proposição no Congresso Nacional e as principais características do Poder Legislativo, em uma atividade voltada à compreensão dos caminhos percorridos pelas propostas até se tornarem leis.   Ainda no primeiro dia, a comitiva visitou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), onde foi recebida pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, pelo secretário-adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, além de outros representantes da pasta. Durante o encontro, foram apresentadas as áreas de atuação do ministério, com foco nas políticas públicas de impacto para o cooperativismo.    Visita ao Congresso e análise do cenário político  Na quarta-feira (28), a agenda começou com uma visita guiada ao Congresso Nacional.  Na sequência, a comitiva teve um encontro com o deputado federal Sérgio Souza (PR), vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo na Câmara, e finalizaram a manhã com uma apresentação sobre o cenário político brasileiro conduzida por Raquel Alves, consultora sênior da BMJ.   Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento de cadastro para o Censo Agropecuário  Sistema OCB leva pesquisa inédita a congressos internacionais  Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito 
Comitiva da Ocepar visita Sistema OCB para agenda de educação política
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28/10/2026

Sistema OCB leva pesquisa inédita a congressos internacionais

Painéis no Chile e na Espanha apresentam evidências brasileiras sobre cultura, identidade e renovação  O cooperativismo brasileiro estará presente em dois dos principais congressos acadêmicos internacionais dedicados ao setor, em novembro. O Sistema OCB participará do XIV Encontro de Investigadores Latino-americanos em Cooperativismo (EILAC), em Santiago, no Chile, e da ICA CCR Europe Research Conference 2026, em Valência, na Espanha. Realizados praticamente na mesma semana, os encontros serão espaços para compartilhar evidências produzidas no Brasil sobre cultura cooperativista, identidade, juventude e sucessão.  As duas participações terão como ponto de partida a Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista, maior investigação já realizada sobre o tema no país. O estudo ouviu 9.761 pessoas nas 27 unidades da Federação e realizou 46 entrevistas em profundidade em 37 cooperativas. Conduzida entre outubro de 2025 e abril de 2026, a pesquisa combinou métodos quantitativos e qualitativos para construir um diagnóstico abrangente sobre a cultura do movimento cooperativista brasileiro.  Os resultados serão apresentados internacionalmente a partir de dois recortes complementares. Em Santiago, o debate estará concentrado nas condições necessárias para ampliar o pertencimento e o protagonismo dos jovens nas cooperativas. Em Valência, o foco será o modelo brasileiro desenvolvido para diagnosticar e fortalecer a cultura e a identidade cooperativistas.    Juventude e sucessão em debate no Chile  Nos dias 3 e 4 de novembro, a Universidad Central de Chile, em Santiago, recebe o XIV EILAC. Com o tema Cooperativas em tempos de policrise: laboratórios de esperança e democracia, o encontro reunirá pesquisadores, especialistas e representantes do movimento cooperativista latino-americano.  O Sistema OCB, representado pelo Analista de Relações Internacionais Enzo de Castro, promoverá o painel Cooperativismo e Juventude: condições, experiências e agenda para a inserção qualificada, com participação do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe e da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas).  A proposta é discutir as condições que favorecem a participação qualificada das novas gerações e ajudam a transformar as cooperativas em ambientes de pertencimento, sucessão e protagonismo juvenil. O debate combinará a perspectiva regional apresentada pela FAO com evidências brasileiras produzidas pelo Sistema OCB e informações da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI Américas).  Os dados da Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista contribuem para compreender como fatores relacionados à participação, identificação com o modelo, governança e geração de valor influenciam a relação das novas gerações com as cooperativas. A discussão também permitirá conectar a experiência brasileira aos desafios enfrentados pelo cooperativismo em outros países da região.    Framework brasileiro será apresentado na Espanha  Na mesma semana, entre os dias 3 e 6 de novembro, a Universitat Politècnica de València (UPV), na Espanha, recebe a ICA CCR Europe Research Conference 2026. Promovido no âmbito da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o congresso terá como tema Cooperative Enterprises for Shared Progress: Addressing Global Challenges Together (Empresas Cooperativas para o Progresso Compartilhado: Enfrentando Desafios Globais em Conjunto).  O Sistema OCB será representado pelo analista de Estudos Econômicos Arthur Nery, responsável pela apresentação do trabalho  Who sees the cooperative culture? Evidence from Brazil's first national survey of cooperative identity (Quem vê a cultura cooperativista? Evidências da primeira pesquisa de identidade cooperativa).  A participação mostrará como o cooperativismo brasileiro estruturou um modelo nacional baseado em evidências para conhecer, diagnosticar e fortalecer sua própria cultura. A pesquisa foi construída em torno de cinco dimensões: governança democrática; essência cooperativista; geração de valor e reciprocidade; impacto social; e sentimento de pertencimento.  Esse diagnóstico também sustenta o CulturaCoop, iniciativa do Sistema OCB que transforma o conhecimento produzido pela pesquisa em ações voltadas ao desenvolvimento das cooperativas. O programa reúne pilares de conhecimento, diagnóstico, formação e engajamento.  A experiência brasileira permite levar ao ambiente acadêmico internacional uma abordagem que combina pesquisa em escala nacional e aplicação prática dos resultados, criando instrumentos para que as cooperativas compreendam sua cultura, identifiquem oportunidades de desenvolvimento e fortaleçam os elementos que sustentam sua identidade.    Uma pesquisa, dois olhares para o futuro  A participação nos dois congressos reforça, segundo Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a conexão entre cultura, identidade e renovação geracional. “Em Santiago, as evidências ajudam a aprofundar o debate sobre juventude e sucessão. Em Valência, sustentam a apresentação de um framework estruturado para compreender e fortalecer a cultura cooperativista”, afirma.  Ainda de acordo com ele, ao levar a mesma base de conhecimento a dois fóruns internacionais na mesma semana, o Sistema OCB amplia o intercâmbio entre a experiência brasileira e a produção acadêmica internacional. “Os debates também abrem espaço para compartilhar metodologias e aprendizados que podem contribuir para outros contextos cooperativistas”, acrescenta.  Para Guilherme, a presença nos encontros reforça ainda a produção de conhecimento como ferramenta para compreender as transformações do movimento e orientar seu desenvolvimento. “A partir de uma pesquisa que alcançou todas as regiões do Brasil, o cooperativismo brasileiro chega ao debate internacional com evidências próprias e uma experiência concreta de aplicação dos resultados em iniciativas voltadas à cultura, à identidade e à preparação das próximas gerações”, conclui.      Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento de cadastro para o Censo Agropecuário Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito Portas abertas: Sistema OCB recebe produtores da Aurora Coop  
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28/10/2026

Sistema OCB acompanha lançamento de cadastro para o Censo Agropecuário

Ferramenta do IBGE permite atualizar a base necessária para o levantamento nacional previsto para 2027  O Sistema OCB acompanhou, nesta terça-feira (27), no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a apresentação das ações do Censo experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e o lançamento nacional do Cadastro prévio de estabelecimentos agropecuários. Desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ferramenta permitirá atualizar a base de dados que dará suporte à coleta de informações prevista para 2027.                                                        Foto: Carlos Silva /MAPA O cadastro poderá ser preenchido por produtores rurais e instituições parceiras, incluindo cooperativas, associações, sindicatos rurais e escritórios de contabilidade. A participação dessas organizações é importante para ampliar a atualização das informações sobre os estabelecimentos agropecuários e contribuir para a preparação do levantamento nacional.  O evento reuniu o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá; e o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, além de representantes de instituições ligadas ao setor.  Durante a apresentação, Guilherme Campos destacou que os dados do Censo são fundamentais para compreender a realidade do campo brasileiro e orientar a formulação de políticas públicas. O levantamento permitirá reunir informações sobre produtores de diferentes portes, localidades e atividades agropecuárias.  Pochmann ressaltou a contribuição histórica dos censos para o conhecimento do país e a importância das informações para analisar as transformações da agricultura e da pecuária. Já Silvia Massruhá enfatizou o papel dos dados no desenvolvimento de pesquisas, na inovação e na avaliação de políticas públicas.    Cooperativas podem contribuir para a atualização cadastral  O Cadastro prévio de estabelecimentos agropecuários ficará disponível de outubro de 2026 à agosto de 2027, na página oficial do IBGE, com acesso por meio de uma conta gov.br. Além do preenchimento individual pelos produtores, as instituições parceiras poderão participar com um perfil institucional para registro de estabelecimentos vinculados ou para encaminhar informações consolidadas, conforme os procedimentos definidos pelo IBGE.  A ferramenta tem finalidade exclusivamente estatística e não substitui registros como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR).  As informações reunidas ajudarão o IBGE a organizar o trabalho de campo, identificar os estabelecimentos que deverão integrar o levantamento e planejar a coleta nacional. Os resultados também servirão de referência para estudos, planejamento setorial e elaboração de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.    Censo Experimental começa em novembro  Antes da operação nacional, o IBGE realizará o Censo Experimental entre 3 de novembro e 4 de dezembro de 2026. A etapa testará, em condições reais, os sistemas tecnológicos, a logística, o treinamento das equipes e as metodologias de coleta. O objetivo é identificar ajustes necessários para o levantamento de 2027.    Saiba Mais:  Encontro online esclarece mudanças na jornada de trabalho  Uniodonto reúne lideranças para fortalecer a cultura cooperativista  Portas abertas: Sistema OCB recebe produtores da Aurora Coop 
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28/10/2026

Convivência entre gerações fortalece a cultura cooperativista

De um lado, o frescor das ideias novas, a quebra de paradigmas e muita energia. De outro, a experiência, as trajetórias consolidadas e a visão de quem já atravessou muitos ciclos. Nas cooperativas brasileiras, esses dois mundos dividem o mesmo espaço: gerações distintas trabalham lado a lado entre cooperados, colaboradores e diretorias, em uma parceria que traz diversidade, olhares renovados e mais força para o cooperativismo. O compartilhamento ativo de experiências, diferentes visões de carreira e troca de saberes fazem parte da rotina da Cooperativa de Produtores Exportadores do Vale do São Francisco (Coopexvale), onde a atual diretoria é composta por cooperativistas de 28 a 71 anos de idade.  A combinação entre legado e inovação ajuda a cooperativa pernambucana a se destacar na produção de uvas no Vale do São Francisco, uma das únicas regiões do mundo capaz de produzir duas safras e meia por ano, graças ao clima favorável e à irrigação. São 40 famílias cooperadas, que produzem 26 mil toneladas de uvas anualmente e exportam para 15 países.   A diversidade geracional na liderança não é por acaso. Para integrar os jovens – muitos deles filhos de cooperados, o que garante a continuidade dos negócios das famílias – e formar novos líderes, a Coopexvale criou iniciativas como o Comitê de Organização do Quadro Social, que incentiva a juventude a ocupar os espaços de governança, e um programa de preparação de potenciais sucessores. Para o diretor mais velho, Jorge Deon, de 71 anos, a convivência é especialmente valiosa na sucessão. “Essa mistura de gerações é muito interessante para a questão sucessória, pois soma a troca de ideias entre uma geração mais conservadora e a geração mais jovem e inovadora. Isso é importante para a renovação e continuidade da cooperativa, já que substitui a forma tradicional de ser por novas ideias, juntamente com a energia dos jovens para dar seguimento a tudo construído até aqui”, destaca. Na outra ponta, o diretor mais jovem, Henrique Aires, de 28 anos, enxerga nessa abertura uma chance de aprender na prática. “Esse movimento da Coopexvale de integrar na diretoria a geração mais jovem da cooperativa é muito importante para o futuro, pois permite que nós, mais jovens, consigamos aprender e absorver a experiência daqueles mais experientes para que possamos aplicar no futuro”.  Aos 32 anos, a integrante do Conselho de Administração Gabriela Olinda também representa a nova safra de lideranças da cooperativa. Ela conheceu o coop pelo pai, Jailson Lira, diretor e coordenador do comitê de exportação da Coopexvale, e hoje representa uma geração que se encantou pelo movimento e aprendeu com os fundadores. “Aqui temos produtores e lideranças de diferentes gerações, e isso é parte da própria identidade da cooperativa. Quem está há mais tempo traz experiência, conhecimento do negócio, da atividade produtiva e da própria história da organização. Os mais jovens chegam com outras referências, novas tecnologias, novas perspectivas e novas formas de enxergar os desafios. Para essa convivência funcionar, é fundamental existir abertura para o diálogo e, principalmente, espaço para participação”, afirma a gestora, que também é integrante do Comitê de Mulheres da Coopexvale e do Comitê de Jovens Cooperativistas de Pernambuco.  Na visão da conselheira, quem chega precisa de oportunidade para aprender com quem construiu a cooperativa, mas também de liberdade para propor mudanças. “Entre os mais jovens, vejo muita abertura para tecnologia, inovação, novas formas de comunicação, e principalmente disposição para questionar processos já estabelecidos. Acredito também que eles podem contribuir trazendo novas perspectivas sobre mercado e futuro. Já as gerações que estão há mais tempo na cooperativa carregam algo que não se aprende rapidamente: repertório. Sabem a história da organização, passaram por diferentes ciclos, conhecem os cooperados e entendem as consequências de determinadas decisões”.  No dia a dia da Coopexvale, essa convivência fortalece a cultura cooperativista: preserva a história e os valores da cooperativa e, ao mesmo tempo, abre espaço para ideias novas. Para Gabriela, é esse equilíbrio que garante o futuro. “Uma cooperativa precisa ter memória, mas também precisa se renovar para continuar existindo em um mundo de mudanças. E essa renovação acontece quando experiência e novas perspectivas caminham juntas. Legado não é simplesmente aquilo que recebemos. É aquilo que escolhemos continuar construindo todos os dias. E no cooperativismo, essa construção é coletiva”, afirma. Valorizar o passado  No Rio Grande do Sul, a Sicredi Pioneira, primeira cooperativa de crédito da América Latina, fundada em 1902, investe na experiência de quem já viveu muito como base para formar novos cooperativistas. Por meio do programa Longevidade, a cooperativa aproxima profissionais com mais de 50 anos de quem está começando a carreira no cooperativismo, como jovens aprendizes e estagiários. A proposta é promover uma troca entre quem chega ao mercado de trabalho e quem já passou por muitas realidades, com respeito e abertura para conhecer a história do outro. Para isso, o programa adota a mentoria reversa: os colaboradores mais jovens atuam como padrinhos e madrinhas dos profissionais longevos. “A iniciativa fortalece a integração, promove aprendizado mútuo e transforma a diversidade geracional em desenvolvimento, pertencimento e colaboração para todos”, destaca a líder do time de Pessoas e Cultura da Sicredi Pioneira, Cristine Wedig. Com 335 mil cooperados e 1.103 colaboradores, a Sicredi Pioneira tem hoje no quadro profissionais de 15 a 62 anos. Para Cristine, essa mistura de perfis resulta em uma governança diversa, moderna e sólida. “A diversidade etária favorece a troca de experiências, o aprendizado contínuo e a combinação entre inovação, curiosidade, conhecimento técnico e experiência de mercado, fortalecendo a construção coletiva no dia a dia”, afirma. Nessa integração, cada faixa etária contribui com o que tem de mais forte. Segundo a gestora, a Geração Z transita com naturalidade no ambiente digital, se adapta rápido a novos cenários e está aberta a novidades. Também valorizam oportunidades ligadas ao seu senso de propósito, com padrões éticos nos quais se reconheça, e buscam ambientes emocionalmente saudáveis, que respeitem a diversidade e a inclusão.  Já os profissionais mais experientes trazem repertório: como atravessaram transformações e ciclos diferentes do mercado, leem cenários com outro olhar e antecipam com mais facilidade o impacto das decisões. No dia a dia, a troca é constante: os veteranos compartilham conhecimento do negócio, de relacionamento e de carreira, e os mais jovens respondem com tecnologia, inovação e novos olhares. “Quando essas gerações trabalham juntas, a cooperativa consegue unir perfis que chegam com uma visão de quem só viveu no mundo digital com aqueles que tem vasta experiência de vida quando a internet ainda não estava disponível e as soluções ainda eram analógicas. Deste modo, respeitamos a nossa essência e história centenária, mas seguimos atentos ao que as novas gerações estão demandando”, complementa Cristine. De acordo com a gestora, a convivência entre idades também fortalece o propósito da Sicredi Pioneira. “Temos a alegria de ter cinco gerações trabalhando juntas neste momento. Isso se conecta fortemente aos nossos valores culturais em que todos são respeitados em sua individualidade. Nossa missão é construir comunidades melhores. Para isso, precisamos refletir quem somos e quem atendemos, representando todas as suas particularidades”, finaliza.  Futuro mais preparado  Na Coamo Agroindustrial Cooperativa, o investimento nos jovens cooperativistas começa cedo, aos 6 anos, e vai até o Conselho de Administração. Com atuação no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa mantém um processo consolidado e sistematizado de formação para os 33,7 mil cooperados e os 11,5 mil colaboradores.  A primeira etapa é a revistinha Coamo Kids, que apresenta os princípios do cooperativismo para crianças de forma lúdica, com jogos, histórias e muita cor. Filhos e netos de cooperados e colaboradores são os maiores beneficiados, já que desde cedo aprendem sobre temas como gestão democrática, participação e sucessão familiar no campo. Entre 13 e 17 anos, a estratégia é o programa Futuro Coop, uma capacitação com módulos sobre economia, sucessão e outros temas, todos explicados por diretores da cooperativa. A proposta é despertar nos adolescentes a curiosidade de participar e dar continuidade ao agronegócio cooperativo. O passo seguinte, segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, é a capacitação profissional. “A partir dos 18 até os 35 anos, temos um programa educacional que existe há 30 anos, o Jovens Líderes Cooperativistas, um MBA realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná. Um curso presencial de onde saem as pessoas que vão compor os conselhos da cooperativa”, explica. O resultado dessa jornada aparece no Conselho de Administração, que reúne hoje representantes de 32 a 85 anos, em uma combinação de diferentes experiências e visões de mundo. “Independentemente da idade, todos são agricultores. Dentro da cooperativa, que é uma sociedade de pessoas, é um lugar mais fácil de solidificar uma convivência de gerações em torno do mesmo objetivo”, afirma o presidente. Para os mais experientes, a Coamo reconhece a permanência na cooperativa com o programa Tempo de Casa. “Aqui temos profissionais com 10 a 50 anos de trabalho na Coamo e valorizamos isso. A cultura cooperativista é uma das fortalezas do nosso negócio e ela é transmitida por pessoas, não é passada por decretos. E essa cultura depende de as pessoas ficarem e permanecerem. Como, naturalmente, as pessoas vão ser promovidas, não têm medo de ensinar para quem está chegando”, completa.  E as novas gerações, segundo Galinari, estão entrando no cooperativismo com vontade de aprender, conexão com o mundo digital e grande capacidade de comunicação, atributos que ajudam a difundir ainda mais as cooperativas como um bom negócio. Para aproveitar esse potencial, a Coamo investe em tecnologia para manter os jovens no campo e estimula o aprendizado na prática com os cooperativistas mais experientes. “Existe um trabalho de formação desses jovens que não é feito por um professor, mas pelos próprios colaboradores, que mostram o caminho, fazendo essa transferência de cultura e de conhecimento”.
Convivência entre gerações fortalece a cultura cooperativista
Notícias saber cooperar
28/10/2026

Convivência entre gerações fortalece a cultura cooperativista

De um lado, o frescor das ideias novas, a quebra de paradigmas e muita energia. De outro, a experiência, as trajetórias consolidadas e a visão de quem já atravessou muitos ciclos. Nas cooperativas brasileiras, esses dois mundos dividem o mesmo espaço: gerações distintas trabalham lado a lado entre cooperados, colaboradores e diretorias, em uma parceria que traz diversidade, olhares renovados e mais força para o cooperativismo. O compartilhamento ativo de experiências, diferentes visões de carreira e troca de saberes fazem parte da rotina da Cooperativa de Produtores Exportadores do Vale do São Francisco (Coopexvale), onde a atual diretoria é composta por cooperativistas de 28 a 71 anos de idade.  A combinação entre legado e inovação ajuda a cooperativa pernambucana a se destacar na produção de uvas no Vale do São Francisco, uma das únicas regiões do mundo capaz de produzir duas safras e meia por ano, graças ao clima favorável e à irrigação. São 40 famílias cooperadas, que produzem 26 mil toneladas de uvas anualmente e exportam para 15 países.   A diversidade geracional na liderança não é por acaso. Para integrar os jovens – muitos deles filhos de cooperados, o que garante a continuidade dos negócios das famílias – e formar novos líderes, a Coopexvale criou iniciativas como o Comitê de Organização do Quadro Social, que incentiva a juventude a ocupar os espaços de governança, e um programa de preparação de potenciais sucessores. Para o diretor mais velho, Jorge Deon, de 71 anos, a convivência é especialmente valiosa na sucessão. “Essa mistura de gerações é muito interessante para a questão sucessória, pois soma a troca de ideias entre uma geração mais conservadora e a geração mais jovem e inovadora. Isso é importante para a renovação e continuidade da cooperativa, já que substitui a forma tradicional de ser por novas ideias, juntamente com a energia dos jovens para dar seguimento a tudo construído até aqui”, destaca. Na outra ponta, o diretor mais jovem, Henrique Aires, de 28 anos, enxerga nessa abertura uma chance de aprender na prática. “Esse movimento da Coopexvale de integrar na diretoria a geração mais jovem da cooperativa é muito importante para o futuro, pois permite que nós, mais jovens, consigamos aprender e absorver a experiência daqueles mais experientes para que possamos aplicar no futuro”.  Aos 32 anos, a integrante do Conselho de Administração Gabriela Olinda também representa a nova safra de lideranças da cooperativa. Ela conheceu o coop pelo pai, Jailson Lira, diretor e coordenador do comitê de exportação da Coopexvale, e hoje representa uma geração que se encantou pelo movimento e aprendeu com os fundadores. “Aqui temos produtores e lideranças de diferentes gerações, e isso é parte da própria identidade da cooperativa. Quem está há mais tempo traz experiência, conhecimento do negócio, da atividade produtiva e da própria história da organização. Os mais jovens chegam com outras referências, novas tecnologias, novas perspectivas e novas formas de enxergar os desafios. Para essa convivência funcionar, é fundamental existir abertura para o diálogo e, principalmente, espaço para participação”, afirma a gestora, que também é integrante do Comitê de Mulheres da Coopexvale e do Comitê de Jovens Cooperativistas de Pernambuco.  Na visão da conselheira, quem chega precisa de oportunidade para aprender com quem construiu a cooperativa, mas também de liberdade para propor mudanças. “Entre os mais jovens, vejo muita abertura para tecnologia, inovação, novas formas de comunicação, e principalmente disposição para questionar processos já estabelecidos. Acredito também que eles podem contribuir trazendo novas perspectivas sobre mercado e futuro. Já as gerações que estão há mais tempo na cooperativa carregam algo que não se aprende rapidamente: repertório. Sabem a história da organização, passaram por diferentes ciclos, conhecem os cooperados e entendem as consequências de determinadas decisões”.  No dia a dia da Coopexvale, essa convivência fortalece a cultura cooperativista: preserva a história e os valores da cooperativa e, ao mesmo tempo, abre espaço para ideias novas. Para Gabriela, é esse equilíbrio que garante o futuro. “Uma cooperativa precisa ter memória, mas também precisa se renovar para continuar existindo em um mundo de mudanças. E essa renovação acontece quando experiência e novas perspectivas caminham juntas. Legado não é simplesmente aquilo que recebemos. É aquilo que escolhemos continuar construindo todos os dias. E no cooperativismo, essa construção é coletiva”, afirma. Valorizar o passado  No Rio Grande do Sul, a Sicredi Pioneira, primeira cooperativa de crédito da América Latina, fundada em 1902, investe na experiência de quem já viveu muito como base para formar novos cooperativistas. Por meio do programa Longevidade, a cooperativa aproxima profissionais com mais de 50 anos de quem está começando a carreira no cooperativismo, como jovens aprendizes e estagiários. A proposta é promover uma troca entre quem chega ao mercado de trabalho e quem já passou por muitas realidades, com respeito e abertura para conhecer a história do outro. Para isso, o programa adota a mentoria reversa: os colaboradores mais jovens atuam como padrinhos e madrinhas dos profissionais longevos. “A iniciativa fortalece a integração, promove aprendizado mútuo e transforma a diversidade geracional em desenvolvimento, pertencimento e colaboração para todos”, destaca a líder do time de Pessoas e Cultura da Sicredi Pioneira, Cristine Wedig. Com 335 mil cooperados e 1.103 colaboradores, a Sicredi Pioneira tem hoje no quadro profissionais de 15 a 62 anos. Para Cristine, essa mistura de perfis resulta em uma governança diversa, moderna e sólida. “A diversidade etária favorece a troca de experiências, o aprendizado contínuo e a combinação entre inovação, curiosidade, conhecimento técnico e experiência de mercado, fortalecendo a construção coletiva no dia a dia”, afirma. Nessa integração, cada faixa etária contribui com o que tem de mais forte. Segundo a gestora, a Geração Z transita com naturalidade no ambiente digital, se adapta rápido a novos cenários e está aberta a novidades. Também valorizam oportunidades ligadas ao seu senso de propósito, com padrões éticos nos quais se reconheça, e buscam ambientes emocionalmente saudáveis, que respeitem a diversidade e a inclusão.  Já os profissionais mais experientes trazem repertório: como atravessaram transformações e ciclos diferentes do mercado, leem cenários com outro olhar e antecipam com mais facilidade o impacto das decisões. No dia a dia, a troca é constante: os veteranos compartilham conhecimento do negócio, de relacionamento e de carreira, e os mais jovens respondem com tecnologia, inovação e novos olhares. “Quando essas gerações trabalham juntas, a cooperativa consegue unir perfis que chegam com uma visão de quem só viveu no mundo digital com aqueles que tem vasta experiência de vida quando a internet ainda não estava disponível e as soluções ainda eram analógicas. Deste modo, respeitamos a nossa essência e história centenária, mas seguimos atentos ao que as novas gerações estão demandando”, complementa Cristine. De acordo com a gestora, a convivência entre idades também fortalece o propósito da Sicredi Pioneira. “Temos a alegria de ter cinco gerações trabalhando juntas neste momento. Isso se conecta fortemente aos nossos valores culturais em que todos são respeitados em sua individualidade. Nossa missão é construir comunidades melhores. Para isso, precisamos refletir quem somos e quem atendemos, representando todas as suas particularidades”, finaliza.  Futuro mais preparado  Na Coamo Agroindustrial Cooperativa, o investimento nos jovens cooperativistas começa cedo, aos 6 anos, e vai até o Conselho de Administração. Com atuação no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa mantém um processo consolidado e sistematizado de formação para os 33,7 mil cooperados e os 11,5 mil colaboradores.  A primeira etapa é a revistinha Coamo Kids, que apresenta os princípios do cooperativismo para crianças de forma lúdica, com jogos, histórias e muita cor. Filhos e netos de cooperados e colaboradores são os maiores beneficiados, já que desde cedo aprendem sobre temas como gestão democrática, participação e sucessão familiar no campo. Entre 13 e 17 anos, a estratégia é o programa Futuro Coop, uma capacitação com módulos sobre economia, sucessão e outros temas, todos explicados por diretores da cooperativa. A proposta é despertar nos adolescentes a curiosidade de participar e dar continuidade ao agronegócio cooperativo. O passo seguinte, segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, é a capacitação profissional. “A partir dos 18 até os 35 anos, temos um programa educacional que existe há 30 anos, o Jovens Líderes Cooperativistas, um MBA realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná. Um curso presencial de onde saem as pessoas que vão compor os conselhos da cooperativa”, explica. O resultado dessa jornada aparece no Conselho de Administração, que reúne hoje representantes de 32 a 85 anos, em uma combinação de diferentes experiências e visões de mundo. “Independentemente da idade, todos são agricultores. Dentro da cooperativa, que é uma sociedade de pessoas, é um lugar mais fácil de solidificar uma convivência de gerações em torno do mesmo objetivo”, afirma o presidente. Para os mais experientes, a Coamo reconhece a permanência na cooperativa com o programa Tempo de Casa. “Aqui temos profissionais com 10 a 50 anos de trabalho na Coamo e valorizamos isso. A cultura cooperativista é uma das fortalezas do nosso negócio e ela é transmitida por pessoas, não é passada por decretos. E essa cultura depende de as pessoas ficarem e permanecerem. Como, naturalmente, as pessoas vão ser promovidas, não têm medo de ensinar para quem está chegando”, completa.  E as novas gerações, segundo Galinari, estão entrando no cooperativismo com vontade de aprender, conexão com o mundo digital e grande capacidade de comunicação, atributos que ajudam a difundir ainda mais as cooperativas como um bom negócio. Para aproveitar esse potencial, a Coamo investe em tecnologia para manter os jovens no campo e estimula o aprendizado na prática com os cooperativistas mais experientes. “Existe um trabalho de formação desses jovens que não é feito por um professor, mas pelos próprios colaboradores, que mostram o caminho, fazendo essa transferência de cultura e de conhecimento”.
Convivência entre gerações fortalece a cultura cooperativista
Notícias negócios
27/10/2026

Metade das cooperativas se vê atrás da concorrência: como a inovação pode virar resultado

A 3ª Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro, realizada pelo Sistema OCB, ouviu 1.340 cooperativas. Um dos dados chama a atenção: 50,3% se veem atrás das empresas concorrentes em inovação. Quando a comparação é com outras cooperativas, esse número cai para 40%. Vamos entender o que a pesquisa revela sobre os gargalos que travam a inovação nas cooperativas e como algumas delas já estão transformando ideias em resultados para o negócio? Boa leitura! O que a pesquisa mostra A inovação já está na agenda do cooperativismo. Segundo a pesquisa de inovação, 77% das cooperativas se dizem abertas à inovação. No entanto, o desafio está em transformar essa abertura em prática. Apenas 13,6% das cooperativas têm metas e acompanhamento formalizados para a inovação, e 37,2% não contam com nenhuma estrutura dedicada ao tema, como uma área, um comitê ou um profissional responsável. Sem metas e indicadores, é difícil medir o retorno das iniciativas, priorizar investimentos e justificar novos projetos. Sem uma estrutura responsável, a inovação tende a depender de esforços pontuais e perde continuidade. O principal gargalo: orçamento Quando o assunto são os obstáculos para inovar, o relatório aponta a falta de orçamento como o maior, citado por 51,1% das cooperativas. Essa constatação fica evidente na distribuição orçamentária das organizações: 48% delas investem menos de 1% ou simplesmente não destinam recursos para ações de inovação. Uma parte da solução pode estar fora do orçamento próprio. Editais, programas de subvenção e linhas de financiamento voltadas à inovação são caminhos para viabilizar projetos, mas ainda são pouco aproveitados pelas cooperativas. De acordo com a pesquisa, 79,8% das cooperativas conhecem pouco ou nada o ecossistema de fomento, e apenas 3,2% captam recursos com frequência. A principal barreira não é a falta de editais, e sim a falta de informação sobre as oportunidades disponíveis, citada por 56,3%. Intercooperação e parcerias Outro caminho para superar a falta de recursos é não inovar totalmente por conta própria. O relatório mostra que as cooperativas já fazem isso, principalmente dentro do próprio movimento. O Sistema OCB é o parceiro mais citado, com 39,7%, seguido de outras cooperativas, 33%, e fornecedores ou clientes, 28,8%. Já parceiros externos ao cooperativismo ainda aparecem pouco. Universidades e centros de P&D foram citados por 16,6% das cooperativas, startups por 15,2% e governo ou agências de fomento por 12,8%. Além disso, 20,4% não tiveram nenhum parceiro em seus projetos de inovação. Parcerias como essas auxiliam as cooperativas a dividir custos, reduzir riscos e acessar tecnologias que não são encontradas internamente. Startups, por exemplo, trazem agilidade e soluções já testadas, enquanto outras coops podem compartilhar estruturas, experiências e investimentos. Cooperativas que transformaram inovação em resultado Na prática, algumas cooperativas já encontraram caminhos para estruturar a inovação, buscar parceiros e transformar ideias em ganhos para o negócio. Conheça quatro exemplos. Acelera Unimed: intercooperação em escala O Acelera Unimed é o programa de intraempreendedorismo da Unimed do Brasil. Colaboradores de qualquer cooperativa do Sistema, independentemente do cargo, podem propor ideias sobre um tema estratégico definido a cada ano. Os projetos selecionados passam por capacitação e mentoria, são avaliados por uma banca externa e os vencedores são implementados em toda a rede. Em 2024, a primeira edição recebeu 170 ideias de 58 cooperativas do Sistema Unimed, e a solução vencedora melhorou o processo de cobranças financeiras entre as cooperativas. Já a segunda edição, que focou no uso de inteligência artificial para otimizar processos, reuniu 535 ideias de 66 coops do grupo. A vencedora usou IA para agilizar a liberação de guias de atendimento. Sicredi: inovação aberta com startups O Sicredi aposta na inovação aberta para resolver desafios estratégicos. Por meio do programa Inovar Juntos, criado em 2018, a cooperativa conecta startups às suas demandas, realiza experimentos e, quando a solução funciona, parte para a contratação ou parceria. Desde o início do programa, foram mais de 65 desafios abertos, 1.065 startups inscritas, 55 experimentos e 22 soluções escaladas. A cooperativa também participa de hubs como o AgTech Garage, de onde surgiu o Caderno de Campo Digital, que já beneficiou mais de mil produtores rurais. Unimed Cascavel: Fábrica de Inovação Na Unimed Cascavel, no Paraná, a Fábrica de Inovação reúne ideias de colaboradores e cooperados por um canal virtual. Um comitê de inovação avalia as propostas a partir de critérios como: redução de custos, geração de receita, contribuição para as metas estratégicas e viabilidade financeira. Para tirar as ideias aprovadas do papel, a cooperativa criou um centro de custos específico. Desde o lançamento, em 2022, o programa recebeu mais de 250 ideias. Uma delas, a instalação de painéis solares, já gerou mais de 319 mil kWh de energia e uma economia superior a R$ 200 mil. Coafra: rastreabilidade de produtos A Coafra, Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia, no Pará, mostra que inovar não exige grandes estruturas. Quando um supermercado cliente passou a exigir que todos os fornecedores tivessem rastreabilidade dos produtos, a cooperativa tinha 30 dias para se adequar. Em parceria com a startup Amaztrace, a organização implantou em cerca de um mês um sistema em que o consumidor acessa, por QR code, a origem do hortifruti, com dados como a localização da propriedade, o lote, a data da colheita e o transporte. A manutenção custa cerca de R$ 500 por mês. Conclusão A 3ª Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro mostra que a inovação já está na agenda das cooperativas. O próximo passo é transformar essa abertura em resultado, com estrutura, metas, prioridade no orçamento e parceiros que ajudem a dividir custos e riscos. Para isso, as cooperativas podem contar com o Radar de Financiamento do InovaCoop. Lá elas encontram um painel com as principais fontes de apoio à inovação no Brasil, além de conteúdos e guias sobre crédito, investimentos e estratégias de financiamento. E para se preparar para captar esses recursos, vale também conferir o curso Fontes de Fomento para Inovação, disponível no CapacitaCoop!
Metade das cooperativas se vê atrás da concorrência: como a inovação pode virar resultado
Notícias eventos
26/10/2026

Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito

Visitas em Rondônia e Mato Grosso abordaram sobre gestão, desenvolvimento regional e impacto social
Conhecer para Cooperar: troca de experiências fortalece Ramo Crédito
Notícias saber cooperar
23/10/2026

Ramo Infraestrutura garante serviços essenciais onde o acesso é mais difícil

Ter uma moradia digna, com energia, saneamento e conectividade está entre as aspirações de milhões de brasileiros. Em diferentes regiões do país, as cooperativas de infraestrutura contribuem para tornar isso realidade, fortalecendo comunidades e melhorando a vida de quem mora nelas. Com mais de 80 anos de atuação, o ramo reúne 247 cooperativas e cerca de 1,5 milhão de cooperados, segundo dados do AnuárioCoop 2026. Em 2025, elas movimentaram R$ 6,8 bilhões na economia, gerando oportunidades em diferentes partes do país e contribuindo para a redução de desigualdades regionais. “A infraestrutura é essencial para o desenvolvimento nacional. Serviços como energia, telecomunicações, habitação, irrigação e saneamento são fundamentais para a qualidade de vida da população e para o funcionamento das atividades econômicas. As cooperativas contribuem principalmente em regiões rurais e de baixa densidade populacional, onde a oferta desses serviços costuma ser mais difícil”, explica a analista de Infraestrutura do Sistema OCB, Thayná Côrtes.  O ramo é composto por cinco segmentos: energia – o maior e mais estruturado, que inclui geração e distribuição –, construção civil/habitacional, água e saneamento, irrigação e o mais novo deles, telecomunicações, incorporado a partir da Lei nº 15.324/2026.  “Atuar em setores regulados e de grande impacto social amplia a responsabilidade do cooperativismo de infraestrutura. Nossa missão é garantir serviços essenciais, com qualidade e segurança, sem abrir mão dos valores e princípios que nos diferenciam: gestão democrática, transparência e compromisso com os cooperados e as comunidades”, ressalta a representante do Sistema OCB.  Energia cooperativa  A história do Ramo Infraestrutura começa no setor de energia, com a criação da primeira cooperativa de eletrificação rural do país, em Erechim (RS), em 1941. Na época, a iniciativa garantiu acesso à energia elétrica a centenas de famílias da zona rural. De lá para cá, o segmento cresceu, se espalhou pelo país e hoje possui uma estrutura de distribuição que atende 803.978 ligações de cooperados e consumidores, o equivalente a uma população de mais de 3,2 milhões de brasileiros.  “Ao fornecer energia de qualidade, com segurança e tarifas justas, as cooperativas criam condições para o desenvolvimento das propriedades rurais, das agroindústrias, do comércio e dos prestadores de serviços, contribuindo para a produtividade, a competitividade e a geração de renda nas regiões onde atuam”, explica Thayná. Atualmente, o Brasil possui 67 cooperativas de distribuição de energia elétrica, sendo 52 permissionárias, 14 autorizadas e uma concessionária. Ao final de 2025, elas contavam com 49 subestações próprias e mais de 112 mil quilômetros de redes de distribuição. As cooperativas de energia são reconhecidas pela qualidade na prestação do serviço e estão entre as campeãs de satisfação do consumidor, segundo ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Inovação no campo  Uma delas é a Cooperativa de Eletrificação Rural (Coprel), que atua em 72 municípios do Rio Grande do Sul e tem no interior a base de seu quadro social: cerca de 74% dos 60 mil cooperados, vivem na zona rural, e os outros 26% estão em áreas urbanas. Aos 58 anos, a coop gaúcha distribui, gera e comercializa eletricidade, além de oferecer internet de alta velocidade e soluções em telecomunicações.   Um dos diferenciais da Coprel, com efeito direto nas comunidades onde está presente, é garantir que a inovação chegue também ao interior, reduzindo desigualdades e ampliando as possibilidades de quem vive e produz no campo. “O agronegócio está cada vez mais conectado e dependente de energia de qualidade. Redes inteligentes, digitalização, automação e internet serão fundamentais para o desenvolvimento das propriedades rurais. Energia e conectividade são essenciais para a competitividade das empresas, para a permanência das famílias no campo e para a qualidade de vida das pessoas”, avalia o presidente da cooperativa, Jânio Stefanello, um dos pioneiros do cooperativismo brasileiro.  A experiência da Coprel mostra que apostar em quem produz não se resume a uma decisão econômica. Segundo Stefanello, trata-se de fortalecer comunidades e garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável, convertendo resultados em ganho coletivo. “O cooperativismo tem a capacidade de gerar desenvolvimento econômico sem perder de vista as pessoas. Cada investimento realizado, cada projeto estruturante e cada parceria construída representam oportunidades para fortalecer as comunidades, gerar renda, promover inovação e criar condições para que as próximas gerações possam viver e prosperar onde escolherem estar”, destaca o dirigente. Uma das frentes de atuação da Coprel é a expansão do acesso às redes trifásicas, capazes de entregar mais capacidade e melhor qualidade de fornecimento às propriedades rurais. Por meio do Programa Energia Forte no Campo, do governo do Rio Grande do Sul, a cooperativa executa a instalação de linhas de transmissão, postes e transformadores. Além de recursos públicos, o projeto tem aportes dos cooperados e de um fundo criado pela cooperativa. Até agora, já são 620 quilômetros de linhas construídas, beneficiando mais de 7 mil famílias em 49 municípios.  Segundo Stefanello, o impacto é sentido no dia a dia de quem produz. “Na prática, isso permite que o produtor rural invista em equipamentos mais modernos, automatize processos, aumente sua produtividade e agregue valor à produção. É uma infraestrutura crucial para acompanhar a evolução tecnológica do agronegócio”, explica. Conheça a trajetória do presidente da Coprel e de outras lideranças históricas no documentário Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro, produzido pelo Sistema OCB.  Casa própria com o coop Um terço do Ramo Infraestrutura é formado por cooperativas do segmento habitacional, uma maneira que muitos brasileiros encontraram para conquistar o sonho do imóvel próprio. Por meio da união de esforços e recursos, elas viabilizam acesso à moradia digna, com custos acessíveis e maior controle do processo construtivo.  No interior de São Paulo, a Cooperativa Nacional de Habitação e Construção (Cooperteto) já viabilizou moradia para mais de 4 mil famílias desde 1996. Fundada em Americana, a coop também tem empreendimentos em Limeira, Santa Bárbara D'oeste, Nova Odessa e Louveira, todos com o objetivo de reduzir o déficit de moradias na região por meio de iniciativas coletivas.  Um de seus fundadores, o arquiteto e urbanista Marco Antonio Alves Jorge, conhecido como Kim,  afirma que o cooperativismo habitacional vai muito além de obras de construção civil. “ É uma obra de construção social. Além da edificação dos conjuntos habitacionais, é necessário um intenso trabalho social com as famílias antes, durante e depois da obra, para que aquela comunidade consiga superar as dificuldades socioeconômicas vividas até o momento”, explica. Nos programas da Cooperteto, os cooperados participam da escolha do terreno e da elaboração e aprovação dos projetos, sempre com atenção ao desenvolvimento urbano saudável e às questões ambientais e sociais. Outra premissa é promover uma relação positiva com os demais bairros da cidade e focar no cuidado dos espaços públicos, em um modelo habitacional que começa na necessidade real das pessoas e termina beneficiando também a comunidade. “O primeiro passo é orientar o interessado sobre o modelo cooperativista, esclarecendo que o cooperado é um empreendedor, diferente de um consumidor. Sendo assim, a moradia não está sendo comprada por um consumidor nem está sendo vendida por um incorporador. É a união de pessoas representadas pela cooperativa que deverá resultar na conquista do imóvel de melhor qualidade pelo preço de custo. O lucro do empreendimento é a qualidade trabalhada e conquistada por todos”, explica.  Segundo Kim, o modelo habitacional cooperativo é uma solução viável para lacunas de infraestrutura de moradias no Brasil por sua capacidade de promover a participação social e de otimizar os recursos e investimentos, sem desperdícios e desvios de finalidade. Outro diferencial é a sustentabilidade. Na Cooperteto, por exemplo, os projetos residenciais e urbanísticos contemplam medidas de redução de impacto ambiental, como compostagem de resíduos orgânicos e sistemas de aproveitamento das águas da chuva para limpeza e irrigação.  “Ser sustentável é ser economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo. É possível fazer muito e é preciso fazer mais. O DNA do cooperativismo foi desenhado para superar os desafios do nosso tempo momento”, completa Kim.  Moradia coop para todos os públicos Em Goiás, a Cooper House, criada em 1998, já entregou mais de 50 empreendimentos construídos com autofinanciamento baseado na ajuda mútua. Atualmente, a cooperativa tem 1,8 mil cooperados em Goiânia e região metropolitana, que buscam imóveis de alto padrão com preço justo e participação nas decisões.  “Na cooperativa, elimina-se a figura do incorporador tradicional, imobiliárias e bancos financiadores. Ela administra o projeto de forma direta e transparente, onde as decisões estratégicas são votadas em assembleias baseadas no princípio de que cada associado representa um voto”, explica o presidente da Cooperhouse, Leandro Borges.  Como não há margem de lucro comercial e nem juros bancários de financiamento imobiliário convencional, os imóveis adquiridos via coops habitacionais chegam a custar de 30% a 45% abaixo do valor de mercado, segundo Borges. Além disso, o terreno fica escriturado no nome da própria cooperativa, mecanismo que elimina o risco de problemas financeiros ou falências de construtoras tradicionais afetarem o patrimônio dos moradores. “O cooperado não é apenas um cliente, ele é dono e parceiro do projeto. Há total visibilidade sobre onde cada centavo arrecadado está sendo investido nas etapas da obra”, ressalta.
Ramo Infraestrutura garante serviços essenciais onde o acesso é mais difícil
Notícias eventos
22/10/2026

Portas abertas: Sistema OCB recebe produtores da Aurora Coop

Visita aproximou produtores das ações de representação e desenvolvimento da Casa do Cooperativismo  Produtores rurais da Aurora Coop estiveram na Casa do Cooperativismo, em Brasília, nesta quarta-feira (21), para conhecer de perto o trabalho realizado pelo Sistema OCB na defesa e no desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. A visita fez parte do Programa Portas Abertas da cooperativa, iniciativa que reconhece produtores de destaque na atividade suinícola e promove experiências institucionais na capital federal.  A abertura do encontro foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, que explicou como a atuação da entidade se conecta à realidade dos produtores e às necessidades das cooperativas. Ela destacou que conhecer os desafios enfrentados no campo é fundamental para orientar o trabalho de representação institucional.  “Vocês estão lá na produção, no dia a dia do campo, e a gente está aqui para fazer com que as cooperativas sejam respeitadas nas legislações, nas políticas públicas e nas oportunidades de financiamento. Por isso, precisamos saber o que precisam e o que está dificultando a vida de vocês na ponta, para podermos fazer essa defesa aqui em Brasília”, afirmou.  Fabíola também explicou que esse trabalho envolve o diálogo com as cooperativas e a atuação junto aos poderes públicos, tanto no âmbito federal quanto nos estados. Entre os temas acompanhados estão crédito rural, , questões tributárias, questões sanitárias e políticas ambientais, que impactam diretamente as atividades e o desenvolvimento dos negócios cooperativos.  Além da representação institucional, a superintendente apresentou a atuação do Sistema OCB na capacitação e no desenvolvimento das cooperativas, com cursos e materiais voltados à formação cooperativista e às necessidades dos diferentes ramos. Ela ressaltou que o trabalho busca atender aos interesses dos milhões de brasileiros que integram o movimento cooperativista.    Cooperativismo agropecuário  Na sequência, o analista do ramo Agropecuário do Sistema OCB, José Fernando Resende Silva, apresentou dados do Anuário Coop 2026 sobre a participação do setor na economia brasileira. Os números mostram a dimensão do cooperativismo agropecuário e sua contribuição para a geração de renda, empregos e desenvolvimento no país. O ramo reúne 1.254 cooperativas e mais de 1,13 milhão de cooperados, além de gerar 277.226 empregos. Em 2026, os dados mostram R$ 487,3 bilhões em ingressos, R$ 340 bilhões em ativos e R$ 29,25 bilhões em sobras.  Os indicadores ajudam a dimensionar a presença das cooperativas agropecuárias na economia e a importância de um ambiente favorável ao crescimento dessas organizações. No segmento de proteína animal, o modelo cooperativista tem papel relevante na articulação entre produtores, distribuição de insumos, industrialização e acesso aos mercados.    Conexão   A visita integra a programação do Programa Portas Abertas da Aurora Coop, que leva produtores reconhecidos pelo desempenho na suinocultura a Brasília para conhecer instituições ligadas ao cooperativismo e à atividade produtiva.  Formada por 14 cooperativas filiadas, com atuação em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, a Aurora Coop é uma das principais referências do cooperativismo agropecuário brasileiro, especialmente na produção e industrialização de proteína animal.    Saiba Mais:  O Agro É Delas: Tania Zanella debate liderança feminina no coop  InovaCoop leva pesquisa, cases e conexões ao WCM 2026  Encontro nacional do Sicredi foca na atuação dos Comitês de Sustentabilidade 
Portas abertas: Sistema OCB recebe produtores da Aurora Coop
Notícias eventos
22/10/2026

Sistema OCB apresenta pesquisa de inovação em encontro no Paraná

Guilherme Costa compartilhou resultados da nova edição durante evento promovido pelo Sistema Ocepar  Como transformar a disposição para inovar em resultados concretos? Entre os dias 15 e 16 de outubro aconteceu o Encontro Estadual de Inovação, promovido pelo Sistema Ocepar. Com o tema Conexões que Impulsionam, o encontro discutiu tendências, compartilhou experiências e explorou caminhos para fortalecer a inovação no cooperativismo.  Representando o Sistema OCB, Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, levou essa questão ao debate e  apresentou os resultados da terceira Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro. O levantamento reúne respostas de 1.340 participantes e mostra que 77% das cooperativas se consideram abertas à inovação em algum grau.   O estudo também identifica desafios para transformar essa disposição em iniciativas efetivas, como a falta de orçamento, a resistência à mudança e a ausência de estruturas dedicadas ao tema. “Nosso maior desafio agora é instrumentalizar. As cooperativas já reconhecem a importância da inovação; precisamos ampliar o acesso a métodos, ferramentas e capacidades que permitam transformar essa disposição em resultados concretos”, afirmou o gerente.   Os dados ajudam a compreender o estágio atual da inovação no setor e apontam oportunidades para ampliar o acesso a conhecimento, ferramentas e mecanismos de apoio. A pesquisa também identificou a capacitação e a formação como as principais demandas das cooperativas ao Sistema OCB, seguidas pela conexão com parceiros e pelo compartilhamento de boas práticas.  Além dos resultados do levantamento, Jennifer Teixeira, consultora da ABGI, apresentou caminhos para que as cooperativas encontrem recursos e tirem projetos inovadores do papel. A apresentação abordou diferentes fontes de fomento disponíveis no país e destacou o Radar de Financiamento do InovaCoop, ferramenta que reúne oportunidades de editais, linhas de crédito, subvenções e programas de incentivo voltados à inovação.                              Foto: Sistema Ocepar/ Roberto Souza e Reginaldo Borguezan O acesso a essas informações pode ajudar as cooperativas a identificar oportunidades compatíveis com suas iniciativas e a estruturar projetos para buscar apoio financeiro, ampliando as condições para desenvolver novas soluções.    Pessoas e conexões  A programação também trouxe reflexões sobre o papel das pessoas na transformação dos negócios. Na abertura, Leandro Macioski, gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, relembrou a trajetória do programa de inovação da instituição, iniciado em 2017, e destacou a mudança cultural necessária para avançar nessa agenda.  A palestra de Junior Borneli, fundador da StartSe, ampliou o debate para os impactos das transformações tecnológicas. Inspirado em seu livro A Marcha da Irrelevância, o especialista apresentou a Teoria das Implicações, segundo a qual os efeitos das inovações sobre a sociedade e os modelos de negócio merecem tanta atenção quanto as próprias tecnologias.  Ao longo dos dois dias, o encontro promoveu a troca de experiências e reforçou a importância de conectar pessoas, conhecimentos e iniciativas para transformar ideias em soluções aplicáveis ao dia a dia das cooperativas, com potencial para fortalecer a competitividade do setor.     Saiba Mais:  Uniodonto reúne lideranças para fortalecer a cultura cooperativista Sistema OCB e ANTT discutem demandas do Cooperativismo Portas abertas: Sistema OCB recebe produtores da Aurora Coop
Sistema OCB apresenta pesquisa de inovação em encontro no Paraná
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22/10/2026

Uniodonto reúne lideranças para fortalecer a cultura cooperativista

Sistema OCB participa e destaca importância da participação e da formação de novas lideranças   O Sistema OCB participou da abertura da 34ª Convenção Nacional Uniodonto com uma mensagem importante: a história de uma cooperativa não se resume à sua origem. Ela também depende de como seus valores são transmitidos às novas gerações e de como os cooperados participam das decisões.  O evento começou nesta nesta quarta-feira (21), em Gramado (RS), com o tema Origens que Conectam.  Representando a instituição, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Pedroso Maffia, falou sobre a importância de manter viva a cultura cooperativista e transformar esse compromisso em parte da gestão. A solenidade reuniu dirigentes das Uniodontos de todo o país e lideranças dos sistemas Ocesp e Ocergs.  Clara também destacou a eleição de José Alves de Souza Neto, diretor presidente da Uniodonto do Brasil, para a presidência da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI Américas), no mandato 2026–2030.    Agenda de gestão  Ao falar sobre o futuro do cooperativismo, Clara destacou os resultados de pesquisa realizada pelo Sistema OCB com quase 10 mil participantes em todo o país. O levantamento mostrou que aproximadamente 90% dos cooperados querem continuar na cooperativa por muito tempo, mas também apontou desafios para a participação nas assembleias e na integração de novos membros.  “Precisamos pensar em como estamos recebendo quem chega, incentivando a participação e preparando as próximas lideranças. Será que o dentista que acabou de se formar conhece a história da Uniodonto da sua cidade? Como estamos preparando quem vai dar continuidade a esse legado daqui a dez anos? A cultura cooperativista se constrói no dia a dia, criando oportunidades para que cada cooperado conheça, viva e ajude a manter esse propósito”, afirmou.  Para apoiar esse trabalho, o Sistema OCB oferece, por meio de suas organizações estaduais, soluções como Legado, Educação Cooperativista e Futuras Lideranças. As iniciativas ajudam as cooperativas a trabalhar temas como identidade, participação e continuidade da gestão.  A convenção da Uniodonto segue com debates sobre cultura cooperativista, atração e retenção de cooperados, governança, liderança e sustentabilidade até sexta-feira (23).    Saiba Mais:  O Agro É Delas: Tania Zanella debate liderança feminina no coop  InovaCoop leva pesquisa, cases e conexões ao WCM 2026  Encontro nacional do Sicredi foca na atuação dos Comitês de Sustentabilidade
Uniodonto reúne lideranças para fortalecer a cultura cooperativista
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22/10/2026

Sistema OCB e ANTT discutem demandas do Cooperativismo

Reunião abordou desafios regulatórios, fiscalização e custos operacionais do setor  O Sistema OCB se reuniu nesta quarta-feira (21) com as Superintendências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para apresentar demandas de cooperativas de transporte e agropecuárias relacionadas à regulamentação do setor. O encontro também tratou de dificuldades envolvendo o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), a fiscalização eletrônica, o Piso Mínimo do Frete e os custos das operações logísticas.  A agenda foi solicitada pelo Conselho Consultivo do Ramo Transporte do Sistema OCB e pelo Sistema Ocepar, diante de dúvidas e entraves operacionais relatados pelas cooperativas após mudanças regulatórias recentes. O objetivo foi buscar soluções técnicas que tragam mais segurança jurídica e considerem as particularidades do modelo cooperativo.  Durante a reunião, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, ressaltou a importância de aproximar a agência reguladora das cooperativas. “Precisamos de regras claras e condições para que as cooperativas possam trabalhar com tranquilidade. Nosso papel é levar à ANTT as dificuldades enfrentadas no dia a dia e construir, em conjunto, soluções que garantam o cumprimento das normas sem criar obstáculos desnecessários para quem movimenta a produção e atende milhares de cooperados”, afirmou.    Clareza nas regras  Um dos assuntos discutidos foi a necessidade de considerar as particularidades das cooperativas de transporte na aplicação das regras. A preocupação é evitar que elas sejam tratadas da mesma forma que outros tipos de transportadores, sem levar em conta como funcionam e quais são suas responsabilidades. O tema ganhou importância com a ampliação das exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).  A fiscalização eletrônica também esteve na pauta. As cooperativas relataram dificuldades para consultar informações sobre multas, entender os motivos das autuações e acompanhar os prazos para apresentar recursos. A proposta é tornar os procedimentos mais claros e facilitar a correção de erros, garantindo que as cooperativas tenham acesso às informações necessárias para o cumprimento do rito de defesa prévia.  Outras situações do dia a dia também foram apresentadas, como cobranças de pedágio sobre eixos suspensos em veículos vazios, problemas com sistemas de pagamento e dificuldades para emitir guias e parcelar débitos. São questões que, segundo as demandas levadas à agência, podem aumentar os custos e dificultar a operação das cooperativas.    Metodologia do Piso do frete e planejamento do transporte  Em relação a atualização regulatória do Piso Mínimo de Frete, o Sistema OCB defendeu que a metodologia de cálculo esteja adequada, considerando as particularidades de cada operação, já que o transporte de cargas não funciona da mesma maneira em todas as regiões e atividades.  No caso das cooperativas agropecuárias, há particularidades como o transporte de leite, ração, animais vivos e produtos florestais, além de operações que envolvem várias coletas ao longo do percurso. Essas características precisam, conforme solicitado pelo Sistema OCB, ser consideradas na avaliação dos custos e das condições de transporte.  A reunião também abordou a participação do cooperativismo no planejamento logístico do país para as próximas décadas. A proposta é aproximar o Sistema OCB da ANTT, do Ministério dos Transportes e da Infra S.A. na construção de iniciativas ligadas ao Plano Nacional de Logística 2050.    Saiba Mais:  Lideranças do Sistema OCB discutem IA, proteção e cultura no WCM  Tania Zanella integra lista da Forbes de mulheres poderosas do agro  Pesquisa mostra avanços e gargalos da inovação nas coops brasileiras
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22/10/2026

Encontro online esclarece mudanças na jornada de trabalho

Principais pontos das novas regras, prazos de adaptação e desafios para as cooperativas foram destaque  O Sistema OCB reuniu, nesta quinta-feira (22), representantes das Organizações Estaduais de Cooperativas (OCEs) e de cooperativas de diferentes ramos para esclarecer dúvidas sobre as mudanças na jornada de trabalho e os impactos para o setor. Com mais de 350 participantes, o encontro online apresentou as novas regras, os prazos de implementação e os pontos que exigem atenção das áreas trabalhistas e jurídicas das cooperativas.  A reunião foi aberta pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, que contextualizou a atuação da entidade diante das discussões sobre a jornada de trabalho e explicou que o encontro faz parte de um esforço para manter o cooperativismo informado e preparado para as mudanças. Ela também adiantou que a agenda terá continuidade, à medida que novas definições e orientações forem divulgadas. “Esse é um primeiro encontro para tratar dos assuntos mais urgentes, mas teremos outros momentos para conversar sobre a aplicabilidade e as novidades que forem surgindo”, explicou Fabíola.  O que muda na jornada de trabalho  Na sequência, Bruno Vasconcelos, coordenador de relações trabalhistas e sindicais da CNCoop, apresentou os principais pontos da Emenda Constitucional 141/2026, promulgada em 16 de outubro, que reduz o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado.  A mudança será implementada em duas etapas. A partir de 16 de dezembro de 2026, o limite passa a ser de 42 horas semanais, com a garantia da segunda folga remunerada. Em 16 de dezembro de 2027, o teto será reduzido para 40 horas semanais, mantendo-se os dois dias de descanso.  Durante a apresentação, Bruno esclareceu que as escalas diferenciadas, como a 12x36 e a 6x1 não estão automaticamente proibidas, mas a continuidade dependerá de regulamentação prevista na Emenda Constitucional e desde que  seja assegurada a média de dois repousos semanais remunerados. A escala 5x2 passa a ser a referência constitucional, mas outras formas de distribuição da jornada poderão ser adotadas, desde que respeitem os limites e as condições previstos na Emenda.  Outro ponto abordado foi a manutenção dos salários. A nova regra veda a redução salarial e exige atenção aos efeitos da mudança sobre o custo da hora trabalhada, as horas extras e as parcelas variáveis da remuneração.    Negociação coletiva e preparação das cooperativas  A apresentação tratou da necessidade de revisar acordos e convenções coletivas. Cláusulas incompatíveis com as novas regras de jornada e repouso perderão eficácia a partir de 16 de dezembro de 2026, enquanto as demais disposições permanecem válidas. Por isso, a orientação é antecipar as negociações e avaliar as escalas praticadas, os regimes de compensação, os bancos de horas e as particularidades de cada operação.  Bruno também apontou questões que ainda dependem de regulamentação ou de interpretação jurídica, como o tratamento de escalas especiais, a compensação de jornada por acordo individual e as possíveis medidas transitórias para micro e pequenas empresas.  Para apoiar as cooperativas nesse processo, o Sistema OCB prevê a disponibilização de materiais orientativos, a realização de reuniões técnicas com federações e sindicatos do sistema sindical cooperativista e o acompanhamento de normas complementares e decisões judiciais. A atuação inclui ainda apoio técnico às negociações coletivas e a oferta de capacitações voltadas à adequação trabalhista e jurídica.  “A orientação é que cada cooperativa comece a avaliar sua realidade, considerando as jornadas praticadas, os instrumentos coletivos vigentes, os impactos financeiros e as necessidades de reorganização do trabalho. Como as mudanças envolvem diferentes áreas, o planejamento conjunto entre recursos humanos, jurídico, departamento pessoal, finanças e lideranças operacionais será importante para conduzir a transição”, destacou Bruno.    Saiba Mais:  Uniodonto reúne lideranças para fortalecer a cultura cooperativista  Sistema OCB e ANTT discutem demandas do Cooperativismo  Sistema OCB apresenta pesquisa de inovação em encontro no Paraná 
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21/10/2026

O Agro É Delas: Tania Zanella debate liderança feminina no coop

Presidente executiva participou de encontro promovido pela Globo Rural e pelo Valor Econômico, em SP  Durante o encontro nacional O Agro é Delas, que aconteceu nesta terça-feira (20), a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, falou sobre a ampliação da presença de mulheres nos espaços de decisão do agronegócio. A participação ocorreu no painel O Agro É Cooperativista, ao lado de Fabiana Alves, CEO do Rabobank no Brasil. O evento foi promovido pela Editora Globo, por meio da Globo Rural, e pelo Valor Econômico, em São Paulo.   A conversa abordou o papel das cooperativas na ampliação das oportunidades para as mulheres, com destaque para o acesso ao crédito rural, a formação para a gestão e a participação nas decisões estratégicas das propriedades e dos negócios agropecuários. A discussão também ocorreu no contexto do Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2026.  Segundo o AnuárioCoop 2026, com dados referentes a 2025, as mulheres representam 39,6% dos cooperados e 53,3% dos empregados das cooperativas brasileiras. “Os números mostram que as mulheres já tem uma presença expressiva no cooperativismo, mas ainda precisamos avançar para que essa participação se reflita nos espaços de decisão. Isso passa por ampliar as oportunidades de formação, preparar novas lideranças e criar condições para que mais mulheres assumam posições estratégicas nas cooperativas e no agronegócio”, afirmou Tania.  A trajetória da presidente executiva dentro do cooperativismo também ajuda a ilustrar esse caminho. Ela chegou ao Sistema OCB em 2008, como analista, e, em 2025, se tornou a primeira mulher a assumir a presidência executiva da instituição. Ao longo desse percurso, a formação e as oportunidades de crescimento foram importantes para que ela chegasse à liderança.    Mais mulheres nos espaços de decisão  “Para ampliar a participação feminina, o Sistema OCB conta com iniciativas como o Elas pelo Coop, que reúne 19 comitês estaduais e 330 integrantes, e a solução Futuras Lideranças, voltada à preparação de pessoas para assumir posições de gestão e governança nas cooperativas”, explicou Tania.  O tema também esteve entre as prioridades do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), realizado em maio de 2024, que definiu diretrizes para ampliar a presença de mulheres e jovens nos órgãos de governança, fortalecer a formação e combater o assédio e a violência contra as mulheres.  Para Tania, espaços de diálogo como O Agro É Delas são importantes para dar visibilidade aos desafios enfrentados pelas mulheres no setor e mostrar como o cooperativismo pode contribuir para ampliar sua participação nas decisões. “A troca de experiências também ajuda a inspirar novas lideranças e a construir um ambiente com mais oportunidades para as mulheres no agronegócio”, finalizou.    Saiba Mais:  Lideranças do Sistema OCB discutem IA, proteção e cultura no WCM  Tania Zanella integra lista da Forbes de mulheres poderosas do agro  Pesquisa mostra avanços e gargalos da inovação nas coops brasileiras 
O Agro É Delas: Tania Zanella debate liderança feminina no coop
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21/10/2026

Encontro nacional do Sicredi foca na atuação dos Comitês de Sustentabilidade

Sistema OCB apresentou a visão sistêmica sobre cooperativismo, governança e sustentabilidade nos negócios das cooperativas  Nesta terça-feira (20), o Sistema OCB, representado pela gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, esteve presente no 6º Encontro Nacional dos Comitês de Sustentabilidade do Sicredi. Na palestra Cooperativismo, governança e sustentabilidade, Débora apresentou a estratégia de fortalecimento da cultura cooperativista e a relação desta com a  evolução da gestão cooperativista e o fortalecimento das práticas ESG, ambientais, sociais e de governança.  A apresentação percorreu três temas conectados: a cultura cooperativista, o papel da governança na tomada de decisões e a evolução da agenda de sustentabilidade no movimento. A proposta foi mostrar como esses elementos podem orientar escolhas estratégicas, contribuir para o desenvolvimento das comunidades e fortalecer a perenidade dos negócios.  Ao abordar a governança, Débora explicou a importância de conectar o trabalho dos comitês às decisões dos conselhos de administração. “Os comitês tem um papel importante na governança das cooperativas, porque aprofundam temas estratégicos, analisam informações e apresentam recomendações que ajudam os conselhos a tomar decisões mais qualificadas. Quando esse trabalho está conectado à gestão, a sustentabilidade passa a fazer parte das escolhas de longo prazo, considerando riscos, oportunidades e os impactos para a cooperativa e para a comunidade”, afirmou.    Sustentabilidade na prática  A gerente também apresentou os avanços do Sistema OCB na estruturação de uma agenda nacional de sustentabilidade, com iniciativas que apoiam cooperativas de diferentes ramos na incorporação dos critérios ESG à gestão e aos negócios.  Um dos destaques foi o diagnóstico ESG aplicado pelo Sistema OCB desde 2023. Em 2026, o levantamento registrou 52,5% de aderência aos critérios ESG entre as 188 cooperativas participantes até 14 de outubro. Outro avanço foi o mapeamento dos principais indicadores ESGpara o cooperativismo, realziado por meio de grupos de trabalhos reunindo cooperativas dos 3 graus e Organizações Estaduais do Sistema OCB. A base universal recomendada pelos grupos reúne 56 parâmetros aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões econômica, social, ambiental e de governança. O trabalho também prevê indicadores específicos para cada ramo, respeitando as particularidades das atividades e dos negócios cooperativistas.  A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui diagnóstico, devolutivas às cooperativas e organização de evidências. “O Sistema OCB também trabalha na aquisição de uma plataforma de  gestão dos indicadores de cada cooperativa, e, futuramente, o objetivo é desenvolver um rating ESGCoop, para que as cooperativas possam mensurar sua atuação e aprender umas com as outras no exercício de intercooperação”, explicou Débora.     Desenvolvimento sustentável  Durante a palestra, a gerente recuperou ainda a relação histórica entre o cooperativismo e a sustentabilidade, com destaque para o sétimo princípio do movimento, o Interesse pela Comunidade. Ele estabelece que as cooperativas trabalhem pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades por meio de políticas aprovadas por seus membros. “Desde sua origem no pensamento filosófico até na aplicação prática, as cooperativas sempre foram empreendimentos coletivos orientados para o desenvolvimento das comunidades. Nunca foi só sobre nós! E é por isso também que a atuação na agenda da Sustentabilidade se torna primordial, para comprovar, com indicadores qualificados, o que sempre fizemos ”, finalizou.    Saiba Mais:  Lideranças do Sistema OCB discutem IA, proteção e cultura no WCM  Tania Zanella integra lista da Forbes de mulheres poderosas do agro  Pesquisa mostra avanços e gargalos da inovação nas coops brasileiras 
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21/10/2026

InovaCoop leva pesquisa, cases e conexões ao WCM 2026

Participação no Coop Tech Summit apresentou dados, experiências e oportunidades de troca  O InovaCoop, iniciativa do Sistema OCB voltada ao desenvolvimento da inovação no cooperativismo, participou do World Coop Management (WCM 2026), no palco do Coop Tech Summit, com uma programação dedicada ao conhecimento, troca de experiências e à valorização de iniciativas inovadoras das cooperativas brasileiras.  Um dos destaques foi a apresentação da terceira Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro, conduzida por Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB. Com 1.340 respondentes, o levantamento traça um panorama da inovação nas cooperativas brasileiras e mostra que a disposição para inovar ainda convive com desafios de estrutura, planejamento e acesso a recursos.  Os dados indicam que 77% das cooperativas se consideram abertas à inovação em algum grau. Por outro lado, 37,2% não possuem uma estrutura dedicada ao tema, enquanto 33,1% deixam a responsabilidade pela inovação a cargo de profissionais que acumulam essa função com outras atividades. A falta de orçamento (51,1%) e a resistência à mudança (47,3%) aparecem entre os obstáculos mais citados para implementar novas práticas.  A pesquisa também investigou o uso da inteligência artificial. Embora 60,9% das cooperativas participantes indiquem utilizar ao menos uma solução baseada nessa tecnologia, apenas 9,4% relatam ter uma política institucional consolidada para orientar seu uso.   O levantamento ainda identificou oportunidades de ampliar o acesso ao fomento: 79,8% das cooperativas estão no início da relação com esse ecossistema, seja por desconhecer as fontes disponíveis, seja por ainda estarem começando a conhecê-las. Entre as principais demandas dirigidas ao Sistema OCB estão capacitação e formação (69,6%), conexão com parceiros (44,7%) e compartilhamento de boas práticas (42,7%).    Cases ganham espaço  A programação também abriu espaço para as experiências das cooperativas. Durante o evento, o InovaCoop realizou gravações de videocasts com cases de inovação e registrou iniciativas que mostram, na prática, como as organizações desenvolvem soluções e buscam novos caminhos para seus negócios. Os conteúdos serão publicados nas próximas semanas nos canais do InovaCoop.  Outra ação foi a oferta de retratos profissionais aos participantes do evento. A iniciativa proporcionou um espaço para a produção de fotos que podem ser utilizadas em perfis profissionais e materiais de comunicação.  A participação no evento integra a atuação do InovaCoop para aproximar o cooperativismo de tendências, ferramentas e experiências de inovação. A plataforma reúne conteúdos, soluções e exemplos práticos para apoiar as cooperativas na construção de ambientes mais inovadores e competitivos.  Conheça mais sobre o InovaCoop e confira conteúdos, ferramentas e cases voltados à inovação no cooperativismo.    Saiba Mais:  Lideranças do Sistema OCB discutem IA, proteção e cultura no WCM  Tania Zanella integra lista da Forbes de mulheres poderosas do agro  Pesquisa mostra avanços e gargalos da inovação nas coops brasileiras 
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