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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

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15/09/2026

Representação institucional é destaque em encontro com candidatos no ES

Tania Zanella participou de agenda para aproximar o cooperativismo do debate sobre o futuro do estado A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou, nesta terça-feira (15), em Vitória (ES), do Encontro do Cooperativismo com os Candidatos ao Governo do Estado do Espírito Santo. Promovida pelo Sistema OCB/ES, a agenda reuniu cerca de 250 dirigentes, conselheiros e executivos de cooperativas capixabas para conhecer as propostas dos candidatos e apresentar as prioridades do movimento para o desenvolvimento do estado. Participaram da programação os candidatos Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Helder Salomão. Cada um contou com espaço para apresentar suas propostas e dialogar com as lideranças cooperativistas. O encontro também incluiu a entrega do documento Propostas para um ES Mais Cooperativo e a assinatura do Termo de Compromisso com o Cooperativismo. Na abertura, Tania ressaltou a importância de espaços de diálogo que permitam apresentar aos candidatos as características, demandas e contribuições do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social. O encontro foi conduzido com tratamento isonômico às candidaturas e foco na agenda institucional do movimento, conforme a proposta definida para a iniciativa. “O cooperativismo acredita no diálogo e na construção de agendas que contribuam para o desenvolvimento. Momentos como este permitem apresentar nossas prioridades, ouvir as propostas de quem se coloca à disposição para governar o estado e ampliar o conhecimento sobre a contribuição das cooperativas para a economia e para as comunidades. Fazemos isso com respeito a todas as candidaturas e com a convicção de que representar o cooperativismo também significa participar de forma qualificada do debate público”, afirmou Tania. Representação articulada Em sua participação, a presidente executiva apresentou a estrutura de representação institucional do cooperativismo brasileiro e destacou a atuação integrada do Sistema OCB. “A força da nossa representação vem da capacidade de conectar o que acontece dentro de cada cooperativa e de cada estado às grandes discussões nacionais. Temos uma estrutura organizada para transformar as demandas do movimento em propostas, construir interlocução com os poderes públicos e acompanhar os temas que influenciam diretamente o ambiente de atuação das cooperativas”, destacou. Entre as frentes que compõem a atuação de representação do Sistema OCB, Tania destacou as relações institucionais e governamentais, os Conselhos Consultivos de Ramos, a Agenda Institucional do Cooperativismo, a educação política, as relações trabalhistas e sindicais e as relações internacionais. Para ela, essa articulação ganha relevância também nos períodos eleitorais, quando o movimento tem a oportunidade de apresentar suas prioridades e ampliar o diálogo com quem pretende ocupar funções públicas. “Nosso papel é levar propostas construídas a partir das necessidades reais das cooperativas e dos cooperados. Queremos que quem assume uma função pública conheça o potencial do cooperativismo e compreenda como políticas públicas adequadas podem ampliar sua contribuição para a geração de oportunidades, renda e desenvolvimento regional. É uma atuação permanente, técnica e propositiva”, acrescentou. Diálogo O encontro promovido pelo Sistema OCB/ES integra a estratégia de participação institucional do cooperativismo no processo eleitoral, a partir do programa Pense no Coop. A iniciativa busca oferecer às lideranças cooperativistas informações para uma participação consciente e, ao mesmo tempo, apresentar aos candidatos uma agenda construída pelo movimento. O caráter apartidário e o diálogo equilibrado com todas as candidaturas foram definidos como premissas centrais da programação. Ao encerrar sua participação, Tania reforçou a importância de manter o cooperativismo presente nos espaços em que são debatidas decisões com impacto sobre as cooperativas e suas comunidades. “Representar significa estar presente, apresentar propostas e construir pontes. Quanto maior a compreensão dos gestores públicos sobre o cooperativismo, maiores são as possibilidades de construirmos ambientes favoráveis para que as cooperativas possam continuar a investir, gerar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil”, concluiu. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Representação institucional é destaque em encontro com candidatos no ES
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15/09/2026

ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas

Segundo dia de agenda no Panamá teve debates sobre patrimônio cooperativo e articulações internacionais A participação do Sistema OCB na agenda internacional do cooperativismo no Panamá registrou mais um avanço para a representação brasileira nesta segunda-feira (14). O presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito vice-presidente pelas Américas da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias (ICAO). A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral da organização e integrou o segundo dia de atividades da delegação brasileira na Cidade do Panamá. A ICAO é a organização setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) dedicada ao cooperativismo agropecuário e reúne representantes de diferentes regiões para promover intercâmbio, articulação e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor. Em 2025, a organização chegou a 42 membros de 35 países. Também foram reconduzidos os demais integrantes da liderança regional: Ivan Asiimwe, da Uganda Cooperative Alliance, como vice-presidente para a África; Akihiro Fukuzono, da Central Union of Agricultural Cooperatives (JA-Zenchu), do Japão, pela Ásia-Pacífico; e Mieczysław Grodzki, do National Cooperative Council, da Polônia, pela Europa. Ho-dong Kang, presidente da National Agricultural Cooperative Federation (NACF), da Coreia do Sul, segue à frente da ICAO. A recondução do presidente Márcio mantém o cooperativismo agropecuário brasileiro em evidência no cenário mundial. “Estar mais uma vez na vice-presidência da ICAO pelas Américas é uma oportunidade de levar a experiência do cooperativismo agropecuário brasileiro para o debate mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a troca com organizações de diferentes países. Temos desafios compartilhados, especialmente em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e geração de oportunidades para os produtores. A cooperação internacional nos ajuda a construir respostas conjuntas para esses desafios”, afirmou Márcio. Patrimônio cultural Outra frente da agenda desta segunda-feira foi a reunião do grupo dedicado ao Patrimônio Cultural Cooperativo, iniciativa que conta com participação ativa do Sistema OCB. O encontro tratou dos próximos passos do trabalho e avançou nas discussões para a realização de um simpósio internacional sobre patrimônio cultural cooperativo na Índia, previsto para 2027. A atuação do Brasil nessa agenda vem sendo construída nos últimos anos. Em novembro de 2025, o país sediou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, o lançamento do Mapa do Patrimônio Cooperativo, uma das entregas desenvolvidas no âmbito da iniciativa. O Sistema OCB também participa da condução dos projetos e ações relacionados ao tema. O assunto terá novo destaque durante a Conferência Global da ACI. Na quinta-feira (17), a programação prevê uma apresentação sobre o Patrimônio Cultural Cooperativo, com participação do presidente Márcio e de Tiago Schmidt, presidente do grupo de trabalho. A atividade abordará a construção coletiva da iniciativa e a importância da preservação da cultura para a identidade cooperativa. “A história do cooperativismo é construída pelas pessoas, pelas comunidades e pelas organizações que fizeram desse modelo uma ferramenta de transformação ao longo de gerações. Preservar esse patrimônio fortalece nossa identidade e permite que essa trajetória continue inspirando o futuro. O avanço dessa iniciativa e a perspectiva de um encontro internacional em 2027 mostram que essa agenda está ganhando dimensão global”, destacou o presidente Márcio. Articulação para as próximas eleições A programação do segundo dia incluiu ainda a reunião do Conselho de Administração da ACI Américas, com foco na preparação para a Assembleia Geral Eleitoral da organização regional, marcada para sexta-feira (18). O brasileiro José Alves é candidato à reeleição para a presidência da entidade. A delegação brasileira também participou de um almoço de networking organizado para aproximar os membros da ACI dos candidatos ao Conselho de Administração global. A eleição acontece nesta terça-feira (15), durante a Assembleia Geral Eleitoral da ACI, e reúne 24 candidatos para 15 vagas. Márcio Lopes de Freitas concorre à recondução ao Conselho, ampliando a agenda brasileira de representação nas instâncias internacionais do cooperativismo. A programação do dia foi encerrada com um jantar que reuniu integrantes dos Conselhos de Administração da ACI global e da ACI Américas. O cronograma preparado para a delegação brasileira também incluiu, ao longo do dia, reuniões das estruturas regional e global da Aliança. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
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15/09/2026

Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil 

Missão do Sistema OCB e da EPE no Paraná conecta experiências do setor ao planejamento nacional  O cooperativismo quer ampliar sua participação nas discussões sobre o futuro da energia no Brasil. Em missão técnica realizada no Paraná, representantes do Sistema OCB, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Sistema Ocepar conheceram experiências de cooperativas que mostram, na prática, como o setor pode contribuir para geração e distribuição de energia, aproveitamento de resíduos, eficiência energética e planejamento da infraestrutura do setor no país.  A agenda ocorreu em meio a um novo passo na relação entre as instituições. Em 9 de setembro, Sistema OCB e EPE formalizaram um Protocolo de Intenções, com vigência de três anos, para ampliar a cooperação em pesquisas e iniciativas relacionadas a comunidades energéticas, além de temas como planejamento, eficiência e transição energética; sustentabilidade; e energias renováveis.  No Paraná, com apoio do Sistema Ocepar, a comitiva visitou Cercar, Copacol, Primato e C.Vale. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões realizadas na C.Vale. A diversidade das organizações permitiu observar tanto a atuação histórica das cooperativas na distribuição de eletricidade quanto em novas soluções desenvolvidas pelo cooperativismo agropecuário.  Para Thayná Côrtes, analista de Infraestrutura do Sistema OCB, a aproximação permite levar ao debate energético informações que nascem da realidade das cooperativas e dos territórios onde elas atuam. “As cooperativas conhecem de perto as necessidades dos produtores, das comunidades e das regiões onde estão presentes. Essa experiência pode oferecer informações importantes para o planejamento energético e, ao mesmo tempo, mostrar como o cooperativismo já desenvolve soluções em geração, eficiência, sustentabilidade e aproveitamento de resíduos”, afirmou.  A missão no Paraná deu continuidade a uma agenda iniciada no Rio Grande do Sul, onde foram visitadas Certaja e Coopernorte, cooperativas permissionárias de distribuição de energia. Além das visitas presenciais, o Sistema OCB vem apoiando a EPE na identificação de cooperativas para entrevistas, com o objetivo de incorporar diferentes experiências, regiões e modelos cooperativos ao estudo sobre comunidades energéticas.  Além da distribuição  Um dos diferenciais da passagem pelo Paraná foi ampliar o olhar para além das cooperativas que atuam diretamente no setor elétrico. A inclusão de cooperativas agropecuárias permitiu mostrar como a energia se tornou um elemento estratégico também para produção, processamento e logística no campo.  Nas visitas, foram apresentadas experiências de geração própria, produção de biogás e biometano, aproveitamento energético de resíduos e adoção de novas fontes e tecnologias. Também entraram na discussão problemas relacionados à qualidade, estabilidade e continuidade do fornecimento de eletricidade para atividades produtivas.  Para Vinicius Rosenthal, analista da EPE, conhecer essas experiências em campo ajuda a ampliar a compreensão sobre a relação entre produção, território e demanda energética. “Quando vamos às cooperativas, conseguimos enxergar aspectos que os dados, isoladamente, nem sempre mostram. Entender como a energia interfere na produção, quais soluções já estão sendo desenvolvidas e quais dificuldades aparecem nos territórios é fundamental para enriquecer os estudos”, descreveu.  A proximidade das cooperativas com produtores e comunidades também pode fornecer informações sobre expansão das atividades econômicas, necessidades de investimento e gargalos de infraestrutura. Segundo Gabriel Konzen, consultor na EPE, as visitas mostraram que o potencial da cooperação entre as instituições ultrapassa o estudo inicialmente dedicado às comunidades energéticas.  “O trabalho começou com o olhar sobre comunidades energéticas, mas as visitas mostram uma agenda muito mais ampla. Encontramos experiências relacionadas a biogás, biometano, geração própria, qualidade do fornecimento, eficiência energética e economia circular. É um conjunto de informações que ajuda a compreender melhor o papel que iniciativas locais e coletivas podem desempenhar no setor energético”, avalia.  Do resíduo ao combustível  Na Primato, uma das experiências que chamou a atenção foi a produção de biometano a partir de dejetos da suinocultura. A solução nasceu de um problema concreto dos cooperados: a necessidade de dar destinação adequada ao volume de resíduos gerado pela produção de suínos.  Por meio da biodigestão, os dejetos passam a ser utilizados para produzir biometano. O combustível é empregado em veículos da própria operação, inclusive caminhões usados no carregamento de ração. O processo também permite aproveitar outros subprodutos, que podem ser destinados à produção e comercialização de fertilizantes.  A iniciativa evidencia uma característica do modelo cooperativista: transformar um desafio comum dos produtores em uma solução coletiva com resultados econômicos e ambientais.  Na Copacol, a comitiva conheceu outra aplicação dessa lógica. A cooperativa utiliza biogás para geração de energia e também aproveita subprodutos resultantes da biodigestão em sua atividade produtiva. As duas experiências mostram como resíduos da produção agropecuária podem retornar à cadeia como fonte de energia e novos insumos.  Energia no campo  Na Cercar, a agenda recuperou a trajetória das cooperativas de eletrificação rural e o papel desempenhado por essas organizações no desenvolvimento de regiões que, historicamente, não eram atendidas de forma satisfatória pelas distribuidoras tradicionais.  Criadas a partir da mobilização de produtores e moradores, essas cooperativas ajudaram a construir a infraestrutura necessária para levar eletricidade ao meio rural. A chegada da energia contribuiu para mecanização, armazenamento, irrigação, geração de renda, melhoria das propriedades e instalação de novas atividades econômicas.  O crescimento dessas regiões, no entanto, trouxe novos desafios. Cooperativas autorizadas de distribuição enfrentam limitações regulatórias, especialmente por estarem vinculadas ao atendimento de consumidores classificados como rurais. Em determinadas localidades, a economia e as características de consumo mudaram ao longo das décadas, enquanto as regras não avançaram na mesma velocidade.  Para Silvio Krinski, coordenador do Sistema Ocepar, compreender essa trajetória também é importante para discutir o futuro da infraestrutura energética dessas regiões. “As cooperativas tiveram papel decisivo no desenvolvimento de muitas comunidades rurais. A energia permitiu que a produção avançasse, que novos negócios surgissem e que essas regiões se desenvolvessem. Hoje, precisamos olhar também para os desafios que esse próprio crescimento trouxe e discutir condições para que a infraestrutura energética continue acompanhando o desenvolvimento dos territórios”, declarou.   Já o presidente da Cercar, Celso Prediger, agradeceu à EPE, Sistema OCB e Ocepar pela oportunidade. “Foi um diálogo muito construtivo sobre o desenvolvimento das comunidades energéticas. Uma oportunidade para compartilhar experiências, fortalecer parcerias e contribuir para um setor elétrico mais cooperativo e sustentável. Esperamos que este seja o início de novas oportunidades de diálogo e colaboração", destacou.   Infraestrutura estratégica  Na C.Vale, a comitiva conheceu parte da estrutura produtiva da cooperativa, incluindo a produção e o processamento de tilápias. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões, ampliando o debate sobre os desafios energéticos enfrentados pelas cooperativas agroindustriais.  Um dos principais pontos levantados foi a qualidade do fornecimento de energia. Para determinadas atividades produtivas, não basta que a eletricidade esteja disponível. Oscilações, interrupções ou problemas de qualidade podem afetar processos industriais e comprometer a continuidade da produção. Nesse cenário, a energia deixa de ser vista apenas como um custo ou insumo e passa a ser tratada como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento das atividades produtivas.  A discussão também mostrou como o conhecimento acumulado pelas cooperativas pode contribuir para esse processo. Por acompanharem diretamente o crescimento das atividades econômicas e as necessidades dos cooperados, essas organizações podem fornecer informações sobre demandas futuras de energia, gargalos de infraestrutura e necessidades de investimento.  Planejamento de longo prazo  A assinatura do Protocolo de Intenções consolida a aproximação entre Sistema OCB e EPE e abre caminho para que a experiência das cooperativas seja considerada em diferentes discussões sobre o futuro energético brasileiro. Segundo Thayná Côrtes, o objetivo é transformar a proximidade do cooperativismo com os territórios em uma fonte permanente de informações e experiências para o planejamento energético.  “O Sistema OCB pode fazer essa ponte entre a EPE e as cooperativas, para levar experiências que já existem e, ao mesmo tempo, apresentar as necessidades encontradas nos territórios. Queremos que essa aproximação tenha continuidade e permita que o conhecimento acumulado pelo cooperativismo contribua cada vez mais para as discussões sobre energia no país”, defendeu.   Saiba Mais:  Missão Técnica fortalece estudos sobre comunidades energéticas  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética   Cooperativismo apresenta estudo sobre mercado livre de energia 
Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil 
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15/09/2026

Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp

Formação combinou conhecimento, mentoria e diversidade para fortalecer sucessão e diversidade  Depois de seis meses de aprendizados, encontros e troca de experiências, participantes da Solução Futuras Lideranças se reuniram no último dia 1º, na sede do Sistema Ocesp, para celebrar a conclusão da jornada de formação. Ao todo, foram mais de 98 horas dedicadas ao desenvolvimento de competências relacionadas à liderança, cooperativismo, ESG, diversidade e inclusão, comunicação, sucessão e sustentabilidade, entre outros temas.  A cerimônia marcou o encerramento da segunda turma da solução em âmbito nacional e reuniu participantes, mentores, especialistas, cooperativas e profissionais envolvidos na iniciativa. Integrante do programa CulturaCoop, do Sistema OCB, o Futuras Lideranças tem como objetivo preparar a próxima geração de líderes do cooperativismo, contribuindo para os processos de sucessão e para a ampliação da diversidade nos espaços de liderança das cooperativas brasileiras.   A diversidade esteve entre os principais aspectos destacados durante o encontro. Ao longo da formação, participaram profissionais de diferentes áreas, funções, regiões e gerações, que representaram 21 cooperativas de seis ramos do cooperativismo. A variedade de trajetórias também esteve presente nas atividades de mentoria, que aproximaram profissionais de diferentes realidades e estimularam a troca de conhecimentos.   A abertura contou com a participação de Jessyca Bolzan, coordenadora de Desenvolvimento Social do Sistema OCB, que apresentou o papel da solução no âmbito da Cultura Cooperativista, como perspectiva de futuro, ao preparar lideranças capazes de responder não somente aos desafios contemporâneos das cooperativas, mas para manterem viva a essência cooperativista, por meio de uma continuidade orientada pelos valores e princípios cooperativistas.   Já Divani de Souza, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB que acompanha o desenvolvimento das turmas, reforçou que a experiência construída inicialmente com os pilotos realizados em São Paulo e Espírito Santo contribuiu para o aprimoramento da metodologia e para a expansão da iniciativa em âmbito nacional. "A cada turma realizada temos a certeza de que estamos no caminho certo, visto o alto índice de engajamento dos participantes, especialmente entre mentor e mentorado e o que essa sinergia contribui para o desenvolvimento da cooperativa”, destacou Divani.  Compartilhamento  Um dos momentos da celebração foi dedicado ao compartilhamento das experiências vividas durante a formação. Participantes de diferentes cooperativas foram convidados a relatar como o contato com outros profissionais ampliou perspectivas e trouxe novos aprendizados para suas trajetórias. Para os participantes, a formação também representou um espaço de reflexão sobre o papel que podem exercer no desenvolvimento de suas equipes e organizações.  Monica Moraes, do Sicoob Cooplivre, chamou atenção para a importância da formação de novas lideranças para a sucessão nas cooperativas. “É uma iniciativa muito importante porque busca desenvolver futuros líderes, principalmente pensando na sucessão das cooperativas em níveis mais estratégicos”, afirmou. Ela também destacou as discussões sobre diversidade, inclusão e equidade e apontou as mentorias como um dos pontos altos da experiência. “Pudemos ter momentos de mentoria em grupo e individual com os mentorados. A palavra que fica é gratidão por ter participado”.   Para Jonathan Cresp, da Cooperativa Agropecuária de Ibiúna (Caisp), a formação teve importância especial por coincidir com o início de sua trajetória como cooperado e membro do núcleo jovem da cooperativa. “Foi um curso de grande valia para mim. Eu já buscava conhecimento sobre a cooperativa e o cooperativismo. Foi também muito importante pelo contato com outras cooperativas e por conhecer diferentes formas de cooperar”, relatou. Segundo ele, iniciativas como essa também ampliam o protagonismo das novas gerações. “Cada vez mais o jovem está inserido nesse meio. É uma grande oportunidade que precisamos agarrar”, acrescentou.   Marina Cunha Oliveira, da CoopCargill, destacou especialmente as conexões construídas ao longo da jornada. “Os encontros presenciais tiveram um gostinho diferente. Tive a oportunidade de conhecer colegas, com muitas trocas de experiências e incentivo à intercooperação”, disse. Para ela, a formação também ajudou a reconhecer competências e enxergar os próximos passos profissionais. “Terminei o Futuras Lideranças com o coração cheio de gratidão, mais repertório e mais clareza sobre os desafios que quero assumir daqui para frente”.  A troca entre mentor e mentorado também foi ressaltada por Mateus Roberto Tomiasi, do Sicoob Paulista. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Pude aprender muito, compartilhar um pouco do meu conhecimento e trocar muitas ideias com o meu mentorado, inclusive levando aprendizados para a minha equipe no dia a dia”, declarou.   Manoela Santana e Larisse de Paula, ambas do Sicoob Cooplivre, ressaltaram os reflexos da experiência no desenvolvimento profissional e pessoal. “O curso foi extremamente importante. Foi uma experiência para a vida, tanto pela convivência com os professores quanto pela troca com outras cooperativas. Trouxe muita coisa positiva para dentro do nosso trabalho”.  Patricia de Paula e Luciana Souza, da Unimed Ribeirão Preto, resumiram a participação como uma experiência de aprendizado e transformação. “Contribuiu tanto para o nosso desenvolvimento pessoal quanto profissional e nos trouxe novos olhares para a liderança. Seguimos juntas, aprendendo, crescendo e fazendo a diferença”.   Encerrando os depoimentos, Daniel Benazzi, da Uniodonto Americana, destacou o conjunto de experiências proporcionado pela formação. “Foi um privilégio fazer parte dessa experiência e refletir sobre temas tão relevantes para o futuro do cooperativismo. Momentos como esse fortalecem o cooperativismo, aproximam pessoas e nos inspiram a seguir inovando e construindo juntos”, afirmou.  Saiba Mais:  Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris   Cooperativas reduzem custos com eficiência energética   Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil  
Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp
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15/09/2026

Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito

Em encontro da Sicredi União no ES, Tania Zanella defende crescimento sem perda de identidade O crescimento acelerado do cooperativismo brasileiro aumenta o desafio de fazer com que os novos associados compreendam as diferenças do modelo e participem das decisões das cooperativas. A avaliação foi apresentada pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, durante encontro da Sicredi União (RS/ES), nesta segunda-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim (ES). A participação integrou a celebração dos 113 anos da Sicredi União e dos cinco anos de atuação da cooperativa no Espírito Santo. Em palestra sobre a força do cooperativismo brasileiro, Tania defendeu que a expansão do movimento seja acompanhada pelo fortalecimento da identidade cooperativista. “Crescer é importante, mas o nosso desafio é fazer com que os novos cooperados saibam o que isso representa e reconheçam que estão em um modelo no qual participa das decisões e dos resultados”, afirmou. O Brasil chegou a 29,03 milhões de cooperados em 2025, ante 15,53 milhões em 2019, de acordo com dados do AnuárioCoop 2026. São 4.400 cooperativas presentes em 3.425 municípios, com R$ 1,6 trilhão em ativos e 613,4 mil empregos diretos. Juntas, registraram R$ 848,4 bilhões em ingressos no ano. A expansão é ainda mais expressiva no cooperativismo de crédito. O número de cooperados do ramo passou de 10,7 milhões em 2019 para 23 milhões em 2025, alta superior a 115%. Para a presidente executiva, esse avanço exige atenção para que o associado entenda a diferença entre ser apenas cliente de uma instituição financeira e fazer parte de uma cooperativa. A Sicredi União, por exemplo, reúne mais de 317 mil associados e 1,2 mil colaboradores, com 73 agências e presença em 61 municípios do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. A cooperativa soma mais de R$ 10,5 bilhões em ativos e R$ 8,3 bilhões em operações de crédito. Pertencimento A apresentação levantou justamente o questionamento sobre quanto esse novo público conhece a cultura cooperativista. “Não queremos apenas ampliar uma base de usuários de serviços financeiros. Queremos formar cooperados que entendam seu papel, participem da cooperativa e percebam que fazem parte de um empreendimento que pertence às próprias pessoas”, disse. Entre os diferenciais do modelo, a dirigente destacou o interesse pela comunidade, o vínculo de confiança, a participação dos associados nas decisões, a inclusão produtiva e a distribuição de sobras. Ela também relacionou o modelo às mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais propósito, participação, valores humanos e soluções ligadas à economia consciente e colaborativa. “O consumidor quer saber quais valores estão por trás de uma organização e qual impacto ela produz na sociedade. No cooperativismo, colocar as pessoas no centro e gerar desenvolvimento para a comunidade não são tendências novas. Fazem parte da nossa essência”, declarou. Desenvolvimento local A capacidade das cooperativas de impulsionar as economias locais também esteve entre os destaques da palestra. Segundo os dados apresentados por Tania, municípios com presença cooperativista registraram, em média, R$ 5,1 mil a mais de PIB por habitante, resultado 18,6% superior à média considerada no estudo. Esses municípios também apresentaram incremento médio de 28,4 empregos formais por 10 mil habitantes e acréscimo de US$ 96,2 por habitante no saldo comercial. “Quando uma cooperativa cresce, o resultado circula na região, fortalece negócios, gera oportunidades e ajuda a desenvolver a comunidade. Essa capacidade de combinar eficiência econômica com desenvolvimento local é uma das maiores forças do cooperativismo”, ressaltou. Fraudes, regulação e juros A presidente executiva do Sistema OCB também abordou os desafios enfrentados pelo sistema financeiro. Na área operacional, estão o avanço das fraudes por Pix e engenharia social; o uso de inteligência artificial generativa e deepfakes em golpes; e o crescimento dos ataques cibernéticos. Já na regulatória, foram destacados o custo de adaptação às novas regras; a evolução do Open Finance e do Drex; e as exigências socioambientais. No ambiente econômico, por sua vez, juros elevados, endividamento e inadimplência pressionam famílias, empresas e instituições financeiras. Entre as prioridades do Sistema OCB para o segmento estão a interlocução com o Banco Central para o fortalecimento patrimonial das cooperativas, a ampliação do acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento e a adaptação às novas regras de capital mínimo. Ao final, Tania defendeu que a preservação da identidade cooperativista seja tratada como uma questão imediata diante do ritmo de expansão do setor. “Não estamos falando do cooperativismo para daqui a três gerações. Estamos falando do cooperativismo de agora. Os desafios já estão colocados e é agora que precisamos preparar nossas cooperativas e nossos cooperados para enfrentá-los”, concluiu. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito
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15/09/2026

Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento

Encontro no Itamaraty discutiu ações que podem contribuir para inclusão produtiva em países africanos O cooperativismo brasileiro integrou, nesta segunda-feira (14), a agenda de intercâmbio entre Brasil e África voltada à identificação de soluções para o desenvolvimento rural e a inclusão produtiva. O Sistema OCB participou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, da programação da missão técnica do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ao país, que reúne representantes da instituição e de países africanos para conhecer experiências brasileiras com potencial de adaptação às diferentes realidades do continente. A missão aconteceu no contexto da cooperação entre o BAD e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Em junho deste ano, as duas instituições firmaram uma nova parceria estratégica para ampliar iniciativas conjuntas em áreas como sistemas alimentares, geração de empregos, resiliência climática e desenvolvimento do setor privado. Durante o encontro, o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou o modelo cooperativista brasileiro e destacou especialmente a atuação das cooperativas agropecuárias e de crédito. A experiência brasileira mostra como essas organizações podem atuar de forma articulada às políticas públicas para conectar produtores e empreendedores a mercados, financiamento, assistência e oportunidades de desenvolvimento. “Há um espaço interessante para construirmos parcerias futuras e compartilharmos experiências brasileiras que possam ser adaptadas às diferentes realidades africanas. O cooperativismo pode contribuir tanto para ampliar a inclusão produtiva no campo quanto para fazer com que políticas de crédito e financiamento alcancem efetivamente os produtores e os territórios”, afirmou Eduardo. Desenvolvimento a partir dos territórios A apresentação mostrou como a organização coletiva pode fortalecer pequenos produtores, ampliar sua capacidade de produção e comercialização e gerar escala para acessar mercados. Também abordou experiências brasileiras de articulação entre cooperativas, poder público e instituições de desenvolvimento, especialmente junto a produtores, empreendedores e comunidades com menor acesso aos serviços financeiros. Nesse contexto, as cooperativas de crédito cumprem papel relevante ao manter estruturas próximas das comunidades e conhecer as características econômicas de cada região. No Brasil, o segmento reúne mais de 21 milhões de cooperados e está presente em 59% dos municípios. Em 1.072 cidades, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial. No agro, a organização em cooperativas permite reunir produtores em torno de estruturas compartilhadas de compra de insumos, assistência, armazenagem, processamento e comercialização. O modelo cria condições para agregar valor à produção e ampliar a inserção dos produtores nas cadeias produtivas, aspectos que dialogam com os objetivos da cooperação em discussão entre Brasil e África. A agenda ganha ainda mais relevância diante das prioridades estabelecidas pelo BAD para o continente. Sua estratégia para 2024-2033 tem entre os objetivos acelerar o crescimento verde e inclusivo e promover economias mais prósperas e resilientes. Entre as prioridades operacionais da instituição está a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares, além do fortalecimento da iniciativa privada e da ampliação do acesso a financiamento. Cooperação Brasil-África A aproximação entre Brasil e BAD tem uma trajetória consolidada. O país tornou-se membro do Banco em 1982 e, ao longo das últimas décadas, estabeleceu iniciativas de cooperação técnica voltadas à transferência e ao intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e experiências de desenvolvimento. O novo acordo firmado entre o BAD e a ABC, em junho, amplia essa relação. Na área agrícola, estão entre as frentes previstas agricultura adaptada às mudanças climáticas, irrigação, mecanização, processamento, desenvolvimento de empreendimentos agrícolas e pesquisa aplicada. A parceria também prevê ações relacionadas a micro, pequenas e médias empresas e ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e países africanos. Para o Sistema OCB, a participação na missão abre caminho para inserir o cooperativismo entre as experiências brasileiras que podem contribuir para essas iniciativas. “Temos uma trajetória construída a partir de diferentes realidades territoriais e produtivas. O intercâmbio permite compartilhar aprendizados e conhecer soluções desenvolvidas em outros países. A perspectiva é construir uma cooperação em que essas experiências possam ser adaptadas às necessidades e características de cada território”, acrescentou Eduardo. Ao longo da missão no Brasil, a comitiva também conhecerá experiências de instituições como ApexBrasil e Embrapa. A programação busca prospectar iniciativas de cooperação e referências de políticas públicas que possam apoiar projetos voltados ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva no continente africano.   Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
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14/09/2026

Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro

Em congresso de Direito Agrário, entidade abordou contrato por safra e segurança jurídica no campo Os desafios para conciliar as particularidades da produção agropecuária, a formalização das relações de trabalho e a proteção dos trabalhadores estiveram entre os temas levados pelo Sistema OCB ao Congresso Brasileiro de Direito Agrário e Agronegócio, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, em Brasília. O coordenador sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Bruno Vasconcellos, participou do encontro com uma análise sobre o contrato de trabalho por safra e os caminhos para aperfeiçoar a legislação aplicada ao trabalho rural. Promovido pela Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (JurAgro), o congresso integrou a programação científica da 34ª Expoabra Brasília 2026, no Parque de Exposições Granja do Torto, em Brasília. Com o tema O Direito na Sustentação do Agronegócio: segurança jurídica e resiliência em tempos de crise, o encontro reuniu especialistas, produtores rurais, representantes do setor produtivo, instituições financeiras, cooperativas e profissionais do Direito para discutir questões como crédito rural, regularização fundiária, contratos, tributação e meio ambiente. Em sua participação, Bruno destacou que a própria dinâmica da produção agropecuária exige instrumentos trabalhistas capazes de acompanhar os ciclos do campo. Ele lembrou que as atividades rurais possuem períodos de maior demanda por mão de obra, especialmente durante plantio e colheita, o que torna a contratação temporária uma característica inerente a diversas cadeias produtivas. Além disso, o contrato de safra já possui disciplina específica na Lei 5.889/1973 e vincula a duração da relação de trabalho às variações sazonais da atividade agrícola. “A sazonalidade faz parte da realidade do campo e precisa estar refletida em instrumentos que ofereçam segurança para quem produz e para quem trabalha. O contrato de safra cumpre um papel importante nesse sentido, porque permite atender períodos específicos de maior demanda de mão de obra dentro de uma relação formal de trabalho”, afirmou Bruno. Formalização Um dos principais pontos apresentados pelo coordenador foi justamente o desafio de ampliar a formalização dos trabalhadores safristas sem criar uma escolha entre o emprego temporário e a manutenção da proteção social. A questão ganhou espaço no debate legislativo com o PL 715/2023, aprovado pelo Congresso Nacional com dispositivos voltados à preservação de benefícios sociais durante o período de contratação formal na safra. A proposta previa que trabalhadores temporários do campo pudessem manter benefícios sociais durante a vigência do contrato e estabelecia mecanismos para o registro das informações enquanto o eSocial ainda não dispusesse de campo específico para essa finalidade. O objetivo era reduzir um dos obstáculos identificados à formalização: o receio de que a assinatura da carteira durante uma atividade temporária pudesse comprometer o acesso do trabalhador a programas sociais. “Quando a formalização passa a ser percebida pelo trabalhador como um risco à renda familiar, cria-se uma distorção que afeta toda a cadeia. Precisamos construir uma solução que estimule o emprego formal durante a safra, preserve a proteção social e dê previsibilidade ao produtor para contratar nos períodos em que a atividade exige reforço de mão de obra”, ressaltou. O PL 715/2023 recebeu veto integral do Poder Executivo, por meio da Mensagem 520/2026, e a decisão agora cabe ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto. Ainda não há previsão para a análise, e a perspectiva é de que o tema seja apreciado somente após as eleições. Para Bruno, a discussão representa uma oportunidade para aproximar a legislação das transformações experimentadas pelo setor agropecuário. Nesse contexto, ele também chamou atenção para o PL 4.812/2025, que propõe um novo marco para o trabalho rural e atualiza regras diante de mudanças tecnológicas no campo, incluindo a utilização de máquinas operadas a distância e drones. A proposta substituiria a atual Lei 5.889/1973 e segue em discussão no Congresso. “O agro mudou profundamente nas últimas décadas. Incorporou tecnologia, novas formas de produção e novas relações de trabalho. A legislação precisa acompanhar essa evolução, com regras claras e adequadas à realidade contemporânea do campo. Modernizar esse ambiente significa criar condições para gerar emprego formal, produtividade e segurança jurídica”, acrescentou. A participação do Sistema OCB no congresso também dialogou com outros temas da programação diretamente relacionados às cooperativas e ao ambiente de negócios do campo. Ao longo dos dois dias, o evento discutiu Reforma Tributária, crédito rural, sucessão rural, regularização fundiária, mercado de carbono, licenciamento ambiental e aspectos tributários do cooperativismo agropecuário. Relações previdenciárias ‘De forma complementar, Bruno abordou a discussão sobre exposição ao agente nocivo ruído e seus efeitos previdenciários. O Sistema OCB acompanha propostas em tramitação no Congresso que tratam da aposentadoria especial, do uso de equipamentos de proteção individual e da contribuição adicional para o financiamento desse benefício. Entre elas estão o PLP 42/2023 e o PDL 106/2025, na Câmara, além do PL 385/2023, do PL 1.363/2021 e do PDL 351/2024, no Senado. O tema também chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio da ADI 7773, que discute a constitucionalidade da contribuição adicional para aposentadoria especial nos casos de exposição a ruído. O Sistema OCB ingressou na ação como amicus curiae para apresentar ao STF a perspectiva do cooperativismo. “Nossa atuação busca contribuir para regras que conciliem a proteção do trabalhador com segurança jurídica para cooperativas e demais empregadores. São discussões que envolvem impactos relevantes sobre as relações de trabalho e precisam ser construídas com equilíbrio, clareza e previsibilidade”, concluiu Bruno. Saiba Mais: Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética  Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil 
Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro
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13/09/2026

Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá

Sistema OCB participa de semana de assembleias, eleições e debates globais da ACI O cooperativismo brasileiro está presente, nesta semana, em uma das principais agendas internacionais do movimento. Entre os dias 13 e 18 de setembro, a Cidade do Panamá recebe uma série de assembleias, reuniões e encontros promovidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global da entidade. O Sistema OCB participa da programação com uma delegação brasileira formada por 34 representantes da entidade, organizações estaduais e lideranças cooperativistas, em uma agenda voltada à ampliação da presença do Brasil nos espaços de decisão e à construção de conexões com organizações de diferentes países. A semana reúne processos eleitorais para instâncias de governança da ACI global e da ACI Américas, assembleias de organizações setoriais e debates sobre temas estratégicos para o futuro do cooperativismo. Para o Sistema OCB, a participação faz parte de uma atuação internacional que busca fortalecer a voz do cooperativismo brasileiro, ampliar sua contribuição para as discussões globais e aproximar experiências capazes de gerar oportunidades para as cooperativas do país. Essa estratégia envolve diferentes frentes, da juventude ao cooperativismo agropecuário, passando pelas organizações de indústria e serviços e pelos espaços de governança continental e mundial. Os primeiros resultados dessa mobilização já estão sendo registrados. No domingo (13), primeiro dia da agenda brasileira no Panamá, o Sistema OCB foi eleito para integrar a Junta Diretiva do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas, e será representado por Enzo Ramos, analista de Relações Internacionais. No mesmo dia, Margareth Cunha, pioneira do cooperativismo brasileiro de Trabalho foi reeleita como membro da Cicopa, organização internacional que representa as cooperativas de indústria e serviços. E na Redacoop, Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro, foi eleito para o cargo de secretário.  A presença nas organizações setoriais integra a estratégia de ocupar diferentes instâncias do movimento cooperativista internacional. Além de juventude e Cicopa, a delegação brasileira participa, ao longo da semana, de agendas relacionadas ao cooperativismo agropecuário, à articulação continental nas Américas e à própria estrutura global da ACI.   Juventude ganha espaço A eleição de Enzo ocorreu durante a Assembleia Geral do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas e fortalece a participação brasileira em um espaço dedicado à inserção das novas gerações nas discussões e decisões do movimento cooperativista continental. A juventude integra uma das frentes consideradas estratégicas para a ampliação e diversificação da representação brasileira no cenário internacional. O tema ganha relevância diante dos desafios relacionados à renovação das lideranças e à participação dos jovens nos processos de decisão das organizações cooperativas. “Essa é uma oportunidade única para o cooperativismo brasileiro. Poderemos levar nossas histórias, o que fazemos de bom e aprendermos com nossos parceiros regionais”, afirmou Enzo, ao comemorar o resultado. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa participação está diretamente relacionada à capacidade de preparar o cooperativismo para as próximas décadas. “Os jovens precisam participar das decisões, trazer novas ideias e ajudar a responder às transformações que estão acontecendo no mundo. Renovar lideranças e formar novas gerações de cooperativistas também é uma agenda estratégica”, declarou. Para encerrar as atividades do primeiro dia da agenda, a delegação brasileira participou ainda de um jantar oferecido pela The Indian Farmers Fertiliser Cooperative (IFFCO), cooperativa multiestatal da Índia que fabrica e comercializa fertilizantes.   Saiba Mais: Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética  Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil 
Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá
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11/09/2026

Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes

Evento reuniu executivas para discutir liderança, representatividade e abertura de caminhos para mulheres  O cooperativismo brasileiro esteve presente na 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizada nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Representado pela presidente executiva Tania Zanella, o Sistema OCB participou do encontro, que reuniu algumas das principais lideranças femininas do país para debater protagonismo, representatividade e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.  Em sua nona edição, o Power Lunch promoveu reflexões sobre o legado das mulheres que romperam barreiras em suas carreiras e como essas conquistas podem abrir oportunidades para novas gerações de lideranças. Executivas dos setores financeiro, tecnologia, varejo, moda e indústria compartilharam experiências sobre os desafios de ocupar posições historicamente dominadas por homens.  Para Tania Zanella, reconhecida como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil em 2026, a presença do movimento em espaços de diálogo como esse fortalece uma agenda que também faz parte do desenvolvimento das cooperativas brasileiras. “Estar em um ambiente que reúne mulheres com trajetórias tão diversas reforça a importância de ampliarmos cada vez mais os espaços de liderança feminina. No cooperativismo, acreditamos que diversidade, participação e representatividade fortalecem as organizações e contribuem para decisões mais conectadas às pessoas e às comunidades”, afirmou.  Abrir caminhos  Um dos momentos centrais da programação foi o painel As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado, mediado pela editora da Forbes Mulher, Fernanda Almeida. Participaram da conversa Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil. As palestrantes destacaram que chegar a cargos de liderança representa mais do que uma conquista individual: significa criar referências e ampliar oportunidades para outras mulheres.  Segundo Tania, esse compromisso também orienta o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB em favor da formação de novas lideranças no cooperativismo. “Quando uma mulher chega a um espaço de decisão, existe também a oportunidade de abrir portas para que outras cheguem. Esse movimento precisa ser permanente. Temos mulheres extremamente qualificadas no cooperativismo brasileiro e queremos que elas estejam cada vez mais presentes onde as decisões são tomadas”, acrescentou.  O encontro também contou com a participação de lideranças como Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM; Luana Ozemela, vice-presidente do iFood; Dani Ota, CEO da Dior; Sandra Chayo, CEO da Hope; e Fayda Belo, advogada e influenciadora. Saiba mais: Tania Zanella é reconhecida entre mulheres mais poderosas do Brasil Roberto Rodrigues ressalta conquistas do coop na Forbes
Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes
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10/09/2026

“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.  Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados. Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”. Leia a entrevista completa: Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?  Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista. Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo? Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora. Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop? Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer. Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?  Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura. Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?  As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo. E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?  A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.  As respostas para os desafios do século 21 estão no coop? Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social. Saiba mais:  Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista  Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop 
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
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10/09/2026

“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.  Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados. Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”. Leia a entrevista completa: Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?  Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista. Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo? Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora. Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop? Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer. Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?  Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura. Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?  As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo. E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?  A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.  As respostas para os desafios do século 21 estão no coop? Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social. Saiba mais:  Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista  Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop 
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
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10/09/2026

Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris

Fenacce reúne 12 cooperativas em Fortaleza, enquanto Jornada Exportadora conecta artesanato brasileiro a compradores europeus  Do Ceará a Paris, o artesanato cooperativo brasileiro ganha novas vitrines e amplia conexões comerciais no Brasil e no exterior. Em setembro, o Sistema OCB participa de duas frentes voltadas ao acesso a mercados: a 8ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, realizada pela ApexBrasil, parceira estratégica do Sistema OCB na promoção internacional das cooperativas do segmento.  As iniciativas fazem parte da estratégia dos programas NegóciosCoop Mercados Nacional e Internacional, do Sistema OCB, que atuam para ampliar o acesso das cooperativas a mercados, gerar oportunidades comerciais e aproximá-las de compradores, lojistas, parceiros e novos canais de venda, no Brasil e no exterior. O movimento também evidencia a capacidade do cooperativismo de transformar conhecimentos tradicionais, identidade cultural e produção coletiva em produtos com valor agregado, geração de renda e oportunidades para as comunidades. “A participação em feiras e rodadas de negócios permite que as cooperativas ampliem sua presença comercial, conheçam novos compradores e estejam mais preparadas para acessar diferentes mercados. Nosso objetivo é criar condições para que elas transformem essas conexões em oportunidades concretas e sustentáveis de negócios”, afirma Pâmella Jerônimo de Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB. Fenacce reúne 12 cooperativas de nove estados  Realizada de 4 a 13 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a Fenacce conta com um estande exclusivo de 84 m² do Sistema OCB. O espaço reúne 12 cooperativas de artesanato de nove estados: Arteza (PB), Bordana (GO), Coopercrutac (RN), Cobarts (RN), Coomajt (PB), Dedo de Gente (MG), Turiarte (PA), Mulheres de Barro (PA), Cooperartban (AL), Coopervej (CE), Luz e Arte (MA) e Copamart (AM).  No estande, o público encontra diferentes expressões do artesanato cooperativo brasileiro, com bordados, cerâmicas, cestarias, esculturas em ferro e barro, itens de decoração, peças artesanais e alimentos. A diversidade representa técnicas, culturas e tradições das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.  Além da exposição e comercialização dos produtos, as cooperativas participam de visitas técnicas orientadas à Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e ao Centro das Rendeiras da Prainha de Aquiraz. As atividades foram estruturadas para estimular a observação de práticas, soluções e formas de organização que possam ser adaptadas posteriormente à realidade de cada cooperativa.   A metodologia segue o percurso de observar, perguntar, aprender e identificar o que pode ser incorporado aos negócios. A proposta é fazer com que a participação na feira vá além da comercialização imediata e contribua também para aprimorar gestão, posicionamento e estratégias de mercado.A Fenacce se consolidou como uma importante plataforma para o setor. Em 2025, foram 390 estandes, mais de 2,5 mil artesãos e aproximadamente 41 mil visitantes. A edição registrou ainda expectativas superiores a R$ 24 milhões em negócios para os meses seguintes.   De Fortaleza para o mercado internacional  Enquanto cooperativas apresentam seus produtos ao mercado brasileiro no Ceará, outra frente da estratégia ocorre na França. Com apoio do Sistema OCB, Comart (RN), Copamart e Turiarte participam da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026. Copamart e Turiarte também participam como expositoras da Maison & Objet.  A programação começou, na segunda-feira (7), com um seminário dedicado ao mercado francês. Os debates abordaram regras e canais de comercialização, tendências de consumo, posicionamento e estratégias para alcançar consumidores franceses de alto padrão.   Na terça-feira (8), a delegação participou de visitas técnicas a espaços comerciais e de design, entre eles Galeries Lafayette, Galerie Brazil Modernist, Le Bon Marché e Sinara Boutique. Já na quarta-feira (9), as cooperativas tiveram um dia dedicado às rodadas de negócios com potenciais compradores.   Nesta quinta-feira (10), a agenda chegou à Maison & Objet, uma das principais vitrines internacionais dos segmentos de decoração, design e lifestyle. A programação prevê visita à feira, encontro da delegação no Pavilhão da ApexBrasil, cerimônia oficial de abertura do Pavilhão Brasileiro e visita guiada.   Para Jessica Alencar Dias, analista de Negócios Internacionais do Sistema OCB, a iniciativa tem um impacto que ultrapassa a própria comercialização dos produtos. “Para o artesanato brasileiro, acessar o mercado internacional é especialmente estratégico porque amplia as possibilidades de geração de renda e, ao mesmo tempo, valoriza produtos que carregam identidade, cultura, design e a história dos territórios onde são produzidos”, descreve.   Ainda segundo ela, os resultados estão diretamente relacionados ao propósito do cooperativismo. “Quando uma cooperativa conquista um novo mercado, o resultado não fica concentrado em uma única pessoa. Ele chega aos cooperados, às suas famílias e movimenta economicamente as comunidades locais”, acrescenta.   Outro ponto destacado pela analista é o impacto da abertura de mercados para as mulheres, que têm forte presença nas cooperativas de artesanato. “Ampliar as oportunidades comerciais dessas cooperativas significa também contribuir para a autonomia econômica de muitas mulheres, para a geração de renda e para o desenvolvimento dos territórios onde elas vivem. Por isso, apoiar a internacionalização dessas cooperativas é, para o Sistema OCB, uma forma muito concreta de promover negócios e desenvolvimento local ao mesmo tempo”,  conclui.   Negócio fechado   Os primeiros resultados da Jornada já começaram a aparecer. Para a Comart, cooperativa do Rio Grande do Norte especializada em bordados artesanais, a rodada resultou em um negócio fechado com uma compradora da Grécia e abriu perspectivas de negociações com Portugal e Bélgica. “As reuniões foram bem proveitosas. Estou muito feliz com o resultado, com um negócio fechado com a compradora da Grécia e mais dois possíveis em andamento cm Portugal e Bélgica”, relatou a presidente Jailma Araújo.  Segundo ela, os compradores demonstraram interesse tanto nas peças, quanto na forma como são produzidas. “Eles mostraram interesse e curiosidade no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, na variedade de pontos e nas texturas únicas”.  A Comart trabalha com bordados produzidos inteiramente à mão, reunindo técnicas tradicionais e máquinas de costura acionadas a pedal. A produção inclui peças para cama, mesa e banho, decoração e moda. Os bordados produzidos na região contam ainda com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento relacionado à origem e às características do trabalho artesanal local.  Novos produtos  A Copamart, de Manaus (AM), também saiu das reuniões com perspectivas de continuidade das negociações. Compradores solicitaram imagens de outros produtos da cooperativa para avaliar aquisições e, em alguns casos, sinalizaram o envio de desenhos e referências para o desenvolvimento de peças exclusivas. “A Rodada de Negócios foi muito boa para nós. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos, entender melhor o que os compradores europeus procuram e receber retornos muito importantes sobre o potencial do nosso trabalho”, afirmou a presidente da cooperativa, Terezinha Lira.  Para ela, os contatos feitos em Paris demonstram que há espaço para o artesanato da cooperativa na Europa, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial. “Como ainda estamos no começo das negociações, é cedo para falar em valores fechados, mas saímos da rodada com ótimos contatos e portas abertas para continuar essas conversas depois”, completou.   Fundada em 2011 e sediada em Manaus, a Copamart reúne 14 artesãs e produz biojoias, acessórios de moda e itens de decoração utilizando fibras naturais, sementes, madeira, têxteis e materiais reciclados.  Identidade amazônica   Também presente na Jornada, a Turiarte levou à Europa peças produzidas por mulheres de comunidades da região do Rio Arapiuns, no Pará. “O feedback foi muito positivo. Os compradores destacaram principalmente a identidade do nosso artesanato, o colorido das peças e o fato de trabalharmos com princípios de comércio justo. Isso mostrou para nós que existe, sim, potencial para os produtos da Turiarte no mercado europeu”, contou Natália Dias, presidente da cooperativa.   Um dos sinais positivos surgiu depois da própria rodada. Uma lojista indicou os produtos e compartilhou o contato da cooperativa com outros comerciantes que não haviam participado das reuniões. Para Natália, a experiência também permitiu identificar os ajustes necessários para avançar no comércio exterior. “Além das reuniões de negócios, estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor o mercado internacional, trocar experiências e entender o que precisamos aprimorar para estar cada vez mais preparados para exportar nossos produtos, inclusive em questões práticas, como embalagem, logística e envio das peças”, explicou.  Fundada em 2015 às margens do Rio Arapiuns, no Pará, a Turiarte nasceu da união de sete comunidades e da força de 70 mulheres. Atualmente, reúne mais de 130 mulheres, que encontram no trabalho artesanal com a palha de tucumã uma fonte de renda, autonomia econômica e preservação da cultura local.  Saiba mais: Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
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09/09/2026

Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem

Encontro abordou registro obrigatório e participação em congresso da categoria em NatalO Sistema OCB e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) discutiram, nesta quinta-feira (10), iniciativas para fortalecer a atuação das cooperativas de enfermagem e ampliar a parceria entre as duas instituições. O encontro contou com a participação do vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, e de representantes do cooperativismo.  Entre os principais temas debatidos esteve a possibilidade de o Cofen orientar os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens) sobre o registro obrigatório das cooperativas no Sistema OCB. A iniciativa busca ampliar o alinhamento institucional e contribuir para a regularidade e o fortalecimento das organizações cooperativistas que atuam no setor.  A reunião também tratou da participação do cooperativismo no próximo Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), espaço de discussão e troca de experiências entre profissionais e instituições da enfermagem. O evento será realizado entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro no Centro de Convenção de Natal (RN).   Para o presidente do Sistema OCB/DF, Remy Gorga Neto, que participou da reunião, o encontro reforça o reconhecimento do modelo cooperativista e abre espaço para novas ações conjuntas. “O cooperativismo sai da reunião mais reconhecido e com a possibilidade de ampliar parcerias com o Cofen e com os Corens”, afirmou.  O vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, também destacou a aproximação entre as instituições e as possibilidades de atuação conjunta em temas de interesse da enfermagem. “O Cofen e o Sistema OCB possuem pautas convergentes e que podem ser trabalhadas em conjunto, para o fortalecimento da enfermagem no país”, destacou Daniel.  Como encaminhamento, Sistema OCB e Cofen devem realizar novos encontros para dar continuidade às pautas discutidas e avançar na construção de outras parcerias entre as instituições. Saiba Mais: Saúde cooperativa: acesso, emprego e inovação para o Brasil Dia Mundial da Saúde: cooperativas são protagonistas em atendimento e resultados
Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem
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09/09/2026

Cooperativas reduzem custos com eficiência energética

Cases mostram economia milionária com uso de IA, energia solar, biomassa e ganhos de eficiência Reduzir a conta de energia deixou de ser uma iniciativa restrita à agenda ambiental e passou a fazer parte das estratégias de produtividade e competitividade das cooperativas brasileiras. Experiências nos setores de crédito e agro mostram que automação, inteligência artificial, energia solar, biomassa e mudanças na operação já são utilizadas para cortar despesas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.  Os resultados foram apresentados nesta quarta (9) e quinta-feira (10), durante dois Workshops de Eficiência Energética promovidos pelo Sistema OCB em formato online. No primeiro dia, a programação foi dedicada às cooperativas de crédito, com experiências dos sistemas Sicredi, Sicoob e Cresol. Nesta quinta-feira, o foco passou para as cooperativas agropecuárias, com cases de Aurora Coop, C.Vale e Coasa.  No Sicredi, por exemplo, a combinação entre automação, análise de dados e gestão das contas de energia já proporcionou aproximadamente R$ 6,1 milhões em economia. No Sicoob, o uso de inteligência artificial e machine learning na climatização de um data center aumentou a eficiência energética em 16,27% nos primeiros 120 dias de operação. Já a Cresol Horizonte conseguiu reduzir o consumo em 12,67% em um ano, mesmo com a abertura de duas novas agências e a ampliação do número de colaboradores.  No agro, as discussões reforçaram a relação direta entre eficiência energética, produtividade, custos de produção e margem. A programação mostrou que uma gestão estruturada começa pela medição do consumo e pela criação de indicadores capazes de revelar desperdícios incorporados à rotina das operações. Além da geração própria de energia, os ganhos podem vir de ajustes em equipamentos, manutenção, automação e processos produtivos, especialmente em atividades de alto consumo, como refrigeração, secagem de grãos, aeração e produção de vapor.  As apresentações fazem parte da estratégia do Sistema OCB para estimular as cooperativas a tratarem a energia também como uma variável econômica do negócio. A Solução Eficiência Energética integra o Programa ESGCoop e combina diagnóstico, capacitação, consultoria e acompanhamento para identificar desperdícios, reduzir custos e melhorar o desempenho energético.  Para Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, eficiência energética precisa ser observada também pela perspectiva econômica. “Quando falamos de eficiência energética, estamos falando, na prática, de competitividade das cooperativas. Quando pensamos em reduzir desperdícios, otimizar processos, aumentar a eficiência operacional e melhorar as margens, temos um resultado ainda mais positivo para a cooperativa e para os cooperados”, afirmou.  Eficiência começa pelo diagnóstico e pela gestão do consumo  Alexandre Matter, sócio da Stride, consultoria parceira do Sistema OCB, participou do primeiro dia e ressaltou, em sua apresentação, que eficiência energética envolve uma gestão contínua do consumo, a partir do diagnóstico das instalações, definição de indicadores, identificação de desperdícios, padronização de processos e acompanhamento dos resultados.Segundo ele, fatores como clima, tamanho das unidades, horários de funcionamento, climatização, iluminação e equipamentos influenciam o desempenho energético. “A proposta é transformar as oportunidades identificadas em melhorias permanentes na operação e incorporar a eficiência energética à gestão das cooperativas”, declarou.  Já no segundo dia, voltado às cooperativas agropecuárias, Marcos Gilberto Beuren, também sócio da Stride, ressaltou a importância de identificar desperdícios incorporados à rotina e transformar o consumo de energia em indicador de desempenho. “No agro, processos como refrigeração, aeração, moagem, secagem e produção de vapor concentram oportunidades relevantes de economia, que podem ser ampliadas com automação, inversores de frequência, melhorias nos sistemas produtivos e aproveitamento de resíduos para geração de energia”, considerou.Beuren também chamou atenção para a análise do custo dos equipamentos ao longo de sua vida útil, uma vez que o consumo de energia representa uma parcela significativa do custo total de operação.  Sicredi registra R$ 6,1 milhões em economia  No Sicredi, as ações de eficiência energética envolvem mais de 260 unidades consumidoras e 45 cooperativas. Entre as medidas estão otimização da demanda contratada, recuperação de cobranças indevidas das concessionárias, gestão do desempenho e rateio de usinas solares, Mercado Livre de Energia, consórcio de energia e migração tarifária.  Desde 2022, mais de 148 mil faturas de energia foram automatizadas. Em 2026, o acompanhamento já reúne mais de 3,7 mil unidades consumidoras, com aproximadamente 21 mil faturas capturadas e cerca de 85% dos dados de energia obtidos automaticamente. “A automação dos dados de energia contribui para as ações de eficiência operacional do Sicredi e também para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Hoje, conseguimos trabalhar esses dados para identificar oportunidades de economia e tornar a gestão cada vez mais eficiente”, afirmou Raissa Cabral, analista administrativo financeiro do sistema.   O avanço também aparece na origem da energia consumida. A participação das fontes renováveis passou de 23,1%, em 2022, para 51,3%, em 2025. No ano passado, foram 63.835 MWh provenientes de fontes renováveis, diante de um consumo total de 124.375 MWh.  Inteligência artificial aumenta eficiência de data center do Sicoob  No Sicoob, a eficiência energética chegou à infraestrutura tecnológica. O Data Center SIG passou a utilizar inteligência artificial e machine learning para controlar a climatização. Nos primeiros 120 dias de operação, a tecnologia proporcionou ganho de eficiência energética de 16,27%. Segundo os dados apresentados, o Sicoob tornou-se o segundo data center do Brasil a operar a climatização integralmente por uma plataforma de inteligência artificial e machine learning.  Outra frente está no Mercado Livre de Energia. O Sicoob contabiliza R$ 2,3 milhões em economia desde a migração. Desde outubro de 2024, 100% da energia consumida pelo Data Center SIG e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS) é proveniente de fontes renováveis. “Eficiência energética é sustentabilidade, competitividade e resiliência. A tecnologia e a gestão mostram que é possível transformar compromissos ambientais em resultados concretos para o negócio”, afirmou Alex Santiago, coordenador de Tecnologia da Informação.  Na estrutura predial, as iniciativas incluem automação da iluminação, modernização da climatização e substituição de equipamentos por modelos mais eficientes. Entre as ações previstas está a troca de 3 mil notebooks em 2026, com redução estimada de aproximadamente 30% no consumo de energia desses equipamentos.  Cresol combina energia solar, tecnologia e gestão  Na Cresol, a estratégia de eficiência energética combina geração solar, monitoramento do consumo e gestão da operação. Na sede da instituição, que reúne 674 colaboradores em 26 mil metros quadrados de área edificada, 373 placas solares produziram 10.220 kWh em junho de 2026, o equivalente a 13,4% do consumo do mês. A economia foi estimada em R$ 9,5 mil mensais, com projeção superior a R$ 114 mil por ano. Sensores, acompanhamento das faturas e gestão dos horários de maior demanda complementam a estratégia, que concentra 89,4% do consumo fora do horário de ponta.  Os ganhos também aparecem nas cooperativas singulares. Na Cresol Horizonte, o consumo de energia caiu 12,67% entre julho de 2025 e julho de 2026, mesmo com a expansão de 20 para 22 agências e o aumento de 226 para 262 colaboradores. “Conseguimos reduzir o consumo em 12,67%, mesmo com o aumento de 36 colaboradores e a abertura de duas novas agências. Isso mostra que, quando existe acompanhamento e envolvimento das equipes, é possível crescer e, ao mesmo tempo, consumir energia de forma mais eficiente”, afirmou a analista de Relacionamento Kely de Oliveira Ramos.  Aurora Coop projeta economia de R$ 180 mil por ano  Na Aurora Coop, Luciano Braz Acosta, do Departamento de Manutenção, e Diego Cadaval Machado, encarregado de Utilidades, apresentaram uma experiência desenvolvida no sistema de refrigeração de uma unidade industrial em Chapecó (SC). A partir de diagnóstico, a equipe identificou que, nos fins de semana, quando a carga térmica da unidade era menor, era possível reorganizar o funcionamento do sistema e operar com um compressor a menos. A mudança permitiu uma redução de aproximadamente 12,36 MWh por fim de semana, com economia projetada em cerca de R$ 180 mil por ano. O principal diferencial é que a medida não exigiu a aquisição de novos equipamentos. A economia veio da reorganização da operação e da adequação do sistema de refrigeração à demanda efetiva da unidade. “Não há necessidade de ficar com dois compressores ligados consumindo energia sem necessidade”, explicou Diego.   C.Vale encontra oportunidades em matrizeiro de 48 milhões de ovos por ano  Pela C.Vale, o engenheiro eletricista André Luiz Ribeiro Barbieri apresentou a experiência realizada em um matrizeiro de aves da cooperativa em Palotina (PR), responsável pela produção de cerca de 48 milhões de ovos por ano. A escolha do local foi proposital. Em vez de concentrar o diagnóstico em uma grande planta industrial ou casa de máquinas, a cooperativa decidiu procurar oportunidades em uma estrutura que normalmente receberia menos atenção quando o assunto é eficiência energética.  O diagnóstico identificou oportunidades de redução de consumo na iluminação, nos motores, na climatização, no isolamento dos aviários, na manutenção das placas evaporativas e até na forma como os colaboradores se deslocam dentro da unidade. “Quando pensamos em eficiência energética, olhamos além da questão elétrica, da energia. Verificamos também a questão do processo”, afirmou.   Essa visão levou a cooperativa a revisar rotinas de manutenção e limpeza dos equipamentos utilizados na climatização dos galpões. As primeiras medidas implementadas representaram economia estimada em cerca de R$ 53 mil por ano. O diagnóstico também passou a fornecer referências para futuros projetos da cooperativa, permitindo que soluções identificadas no matrizeiro sejam consideradas desde a concepção de novas estruturas.  Coasa aposta em biomassa e busca resíduo zero  Na Coasa, a diretora administrativa Aline Bacega apresentou uma experiência ainda em fase de implementação. A cooperativa começou a estruturar indicadores para mensurar os resultados das mudanças realizadas principalmente no processo de secagem de grãos. Uma das principais frentes é a substituição gradual de sistemas alimentados com lenha por equipamentos que utilizam cavaco de madeira como biomassa. “Ainda não tem indicadores, mas percebemos que a qualidade do produto seco fica muito melhor porque tem uma uniformidade de trabalho”, relatou.   A mudança também traz reflexos sobre a mão de obra e a segurança. Como a secagem de grãos pode funcionar 24 horas por dia, a maior uniformidade do processo reduz a necessidade de intervenções e melhora as condições operacionais. A estratégia da Coasa, porém, vai além da substituição do combustível. A cooperativa pretende aproveitar resíduos gerados na armazenagem, secagem e processamento de grãos como fonte de energia para a própria operação. “O sonho da cooperativa e ter resíduo zero”, acrescentou Aline.   Fórum Latino-Americano amplia debate sobre transição energética  Após os dois dias de workshops, a agenda de eficiência energética no cooperativismo terá continuidade nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília (DF), com o II Fórum Latino-Americano de Energia Cooperativa. O encontro será realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e reunirá especialistas de diferentes nacionalidades para debater temas estratégicos relacionados ao avanço da transição energética.  Saiba Mais: Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Notícias representação
09/09/2026

O que as cooperativas podem fazer nas eleições| Pense no Coop

📢 O Episódio 3 da série #PenseNoCoop já está no ar!
O que as cooperativas podem fazer nas eleições| Pense no Coop
Notícias LGPD
09/09/2026

ECA Digital: ANPD publica orientações preliminares sobre aferição de idade

Como já abordado em edições anteriores deste informativo a Lei nº 15.211/2025 (ECA Digital), estabelece uma série de medidas para prevenção de riscos e proteção integral de menores no ambiente digital, impactando diretamente cooperativas que mantêm plataformas digitais, aplicativos, e-commerces e sites potencialmente acessíveis por menores. Afinal, quais cooperativas precisam implementar as medidas previstas no ECA Digital? Cooperativas que disponibilizem produtos ou serviços digitais direcionados ou de “acesso provável” por crianças e adolescentes, tais como: sites institucionais com áreas interativas; aplicativos; plataformas educacionais; e-commerces; ambientes digitais voltados à capacitação; programas sociais ou de relacionamento com jovens; canais digitais com possibilidade de interação entre usuários. A avaliação sobre “acesso provável” deve ser realizada individualmente por cada cooperativa, considerando fatores como público potencial da solução digital, funcionalidades disponíveis, atratividade para menores, possibilidade de interação entre usuários, dentre outros. O próprio ECA Digital utiliza conceitos amplos, motivo pelo qual a ANPD reconhece que o tema exige aprofundamento regulatório. Além disso, determinadas atividades exigem medidas de aferição de idade independentemente da discussão sobre “acesso provável”. É o caso de cooperativas que comercializam produtos proibidos para menores de 18 anos em ambiente digital, como bebidas alcoólicas ou outros itens sujeitos à restrição etária. Nesses casos, mecanismos confiáveis de verificação de idade tornam-se medida necessária para impedir acesso ou aquisição indevida por menores. Quais são as novidades relacionadas ao tema? Recentemente, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou o documento “Mecanismos confiáveis de aferição de idade – Orientações Preliminares”, trazendo as primeiras diretrizes oficiais sobre um dos temas considerados mais prioritários para implementação do ECA Digital: a verificação confiável da idade dos usuários em ambientes digitais. A aferição de idade é um dos aspectos mais importantes já que a partir da correta identificação etária, é possível aplicar medidas proporcionais de proteção, como restrição de acesso a conteúdos inadequados, ativação de mecanismos de supervisão parental, limitação de funcionalidades, adoção de configurações mais protetivas de privacidade, dentre outras. Sobre o ponto, a ANPD destaca no documento recentemente publicado que a simples autodeclaração da idade não é considerada mecanismo confiável. Segundo as orientações preliminares, soluções baseadas exclusivamente em informação fornecida pelo próprio usuário possuem baixo grau de confiabilidade e podem ser facilmente burladas. O documento apresenta os principais requisitos que deverão orientar os mecanismos de aferição de idade: proporcionalidade entre o método adotado e o risco do serviço; acurácia, robustez e confiabilidade da solução; proteção da privacidade e minimização de dados; inclusão e não discriminação; transparência e auditabilidade; e interoperabilidade entre soluções tecnológicas. As orientações reforçam que os mecanismos implementados devem observar os princípios da LGPD, especialmente minimização de dados, finalidade e segurança. A ANPD recomenda evitar coleta excessiva de informações e priorizar soluções capazes de validar apenas o atributo etário necessário, reduzindo impactos à privacidade dos usuários. Além disso, a Agência demonstra preocupação com mecanismos excessivamente invasivos, especialmente soluções baseadas em biometria facial. Embora o tema ainda dependa de regulamentações complementares, as orientações preliminares deixam claro que a aferição de idade deverá ser uma das primeiras medidas alvo de fiscalização pela ANPD. Logo, cooperativas que disponibilizam ambientes digitais acessados ou potencialmente acessíveis por menores devem iniciar imediatamente avaliações de risco e planos de adequação.
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Notícias eventos
04/09/2026

Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa

Cooperativas e associações participam de agenda com compradores e especialistas em Paris  O artesanato brasileiro desembarca em Paris na próxima semana com uma agenda voltada a novos negócios e à entrada em mercados internacionais. Entre os dias 7 e 10 de setembro, 20 artesãos, cooperativas, associações e empresas de 14 estados participam da Jornada Exportadora Artesanato 2026, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).  O Sistema OCB é parceiro institucional da iniciativa, que faz parte do programa Brasil Feito à Mão, voltado à qualificação e à promoção internacional do artesanato brasileiro. A programação reúne capacitação, visitas técnicas, encontros com compradores europeus e participação na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de decoração e design.  A missão foi formada a partir de 267 inscrições. Para chegar à seleção final, os participantes foram avaliados em critérios como preparação para exportar, participação em capacitações, presença digital, potencial dos produtos e maturidade do negócio. Também foram considerados aspectos como design, acabamento, matérias-primas, identidade cultural e adequação ao mercado francês.  A delegação reúne representantes do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre os participantes estão as cooperativas Copamart, Comart e TuriarteTuriarte, que levam à missão produtos e saberes do artesanato cooperativo brasileiro. Ao todo, 25% dos selecionados são cooperativas e associações, 55% são artesãos individuais ou grupos com marca própria e 20% são empresas que comercializam produtos artesanais ou trabalham em parceria com artesãos. A participação feminina também é expressiva: 90% dos negócios são liderados por mulheres.   “A experiência representa uma oportunidade de conhecer de perto um mercado com novas demandas e possibilidades de comercialização. Ao mesmo tempo, permite apresentar ao público internacional produtos que carregam técnicas, materiais e conhecimentos construídos ao longo de gerações”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.    Preparação   A viagem é resultado de um processo que começou antes da chegada a Paris. Nos últimos meses, os participantes participaram de quatro webinars, que somaram cerca de dez horas de capacitação sobre temas como marketing internacional, formação para rodadas de negócios, seguro de crédito à exportação e características do mercado francês de acessórios, casa e decoração.  O Sistema OCB também atuou diretamente na preparação das cooperativas participantes, com reuniões preparatórias, desenvolvimento de folder comercial bilíngue e acompanhamento técnico ao longo da Jornada.  Também receberam acompanhamento individual de consultores credenciados pelo Apex+Perto. Durante dois meses, foram trabalhados temas como formação de preços, estratégia de vendas, posicionamento, marketing e procedimentos para exportação. Onze participantes fazem, ainda, parte da Trilha do Conhecimento para Exportação de Artesanato Brasileiro, iniciada em abril.    De Paris para o mundo  Na capital francesa, a programação começa com um seminário sobre o funcionamento do mercado local. Especialistas vão apresentar regras e canais de comercialização, tendências de consumo e estratégias para posicionar produtos diante do público francês.  A agenda também terá uma rodada de negócios com dez compradores de oito países: Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Grécia, Portugal, Holanda, Bélgica e França. O objetivo é aproximar a produção brasileira de potenciais parceiros comerciais e transformar a preparação em oportunidades concretas.  O encerramento será na Maison&Objet. Além de conhecer a feira e o pavilhão brasileiro, nove empresas participantes da jornada foram selecionadas para expor seus produtos no evento.  A iniciativa reúne o trabalho de ApexBrasil, Sistema OCB, Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e Sebrae.    Saiba Mais:  Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil  Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações  Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local 
Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
Notícias representação
04/09/2026

Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil

Proposta promove previsibilidade para as fontes de recursos e ajuste o Fundo de Catástrofe para sua efetiva implementação; texto segue para sanção   O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que moderniza o marco legal do Seguro Rural no Brasil. A proposta, que integra a Agenda Institucional do Cooperativismo, foi aprovada na forma do substitutivo da Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.  O texto atualiza dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e do Fundo de Catástrofe. Entre as principais mudanças está a alteração no orçamento do PSR que deixará de ser discricionário e passará a ser obrigatório, além da criação de condições para regulamentar o Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a proteção do setor produtivo diante de eventos que possam comprometer a atividade agropecuária.  Para o Sistema OCB, a aprovação representa um avanço na construção de um ambiente mais seguro para produtores e cooperativas. A entidade participou das discussões desde as etapas iniciais de construção da proposta e atuou em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em defesa do texto.                                                      Foto: Ton Molina/Agência Senado “A modernização do Seguro Rural é uma medida importante para dar mais segurança a quem produz e para fortalecer a capacidade de resposta do setor diante dos riscos da atividade agropecuária. Para o cooperativismo, que está presente em diferentes etapas das cadeias produtivas, contar com instrumentos de gestão de risco mais estruturados significa também contribuir para um ambiente de negócios mais previsível e sustentável”, afirmou Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.  A proposta busca fortalecer a política de gestão de riscos no campo ao criar mecanismos para ampliar a capacidade de financiamento do Seguro Rural e dar maior previsibilidade à proteção da produção. Na avaliação do Sistema OCB, o avanço dessas medidas beneficia tanto os produtores rurais quanto as cooperativas que atuam diretamente no desenvolvimento e na organização das cadeias agropecuárias.    Atuação do cooperativismo  A aprovação do PL contou com a mobilização de parlamentares que acompanharam a construção e a tramitação da proposta nas duas casas do Congresso Nacional. A senadora Tereza Cristina (MS), autora do projeto; o deputado Pedro Lupion (PR), relator de Plenário na Câmara; o senador Jayme Campos (MT), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado; e o senador Jaime Bagattoli (RO), relator de Plenário no Senado, todos integrantes da Frencoop, tiveram atuação fundamental no processo.   “O resultado de hoje é fruto de um trabalho construído a muitas mãos. O Sistema OCB agradece aos parlamentares que se dedicaram ao tema e, especialmente, aos integrantes da Frencoop que conduziram as discussões no Congresso. A aprovação mostra a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Legislativo para construirmos políticas públicas que respondam às necessidades reais do campo”, complementou Tania.    Saiba Mais:  Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil  Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações  Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local 
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Notícias eventos
03/09/2026

Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil

Cooperativas se uniram em ações de solidariedade, serviços, cultura, esporte e sustentabilidade
Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil
Notícias representação
02/09/2026

Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local

Oferta sistêmica reúne soluções nacionais e estaduais para apoiar o desenvolvimento das cooperativas  Nem toda cooperativa enfrenta os mesmos desafios. Enquanto uma pode estar em busca de novas oportunidades de mercado, outra precisa avançar em gestão, qualificar suas lideranças, investir em inovação ou estruturar ações de sustentabilidade. Para responder a essa diversidade e, ao mesmo tempo, dar mais escala à atuação do Sistema OCB, foi estruturado o Portfólio Sistêmico de Soluções, desenvolvido em conjunto com as Organizações Estaduais. O portfólio organiza a oferta do Sistema OCB a partir das necessidades identificadas no dia a dia das cooperativas. A construção está alinhada às diretrizes do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) e busca facilitar a conexão entre os desafios encontrados e as soluções capazes de apoiar cada etapa da jornada de desenvolvimento. O material funciona como um mapa das possibilidades oferecidas pelo sistema. “Os diagnósticos indicam pontos de melhoria e oportunidades de atuação. Depois dessas constatações, o próximo passo é o desenvolvimento do plano de ação para a cooperativa baseado no portfólio sistêmico e também no estadual, para operacionalizar o que for necessário ao seu desenvolvimento. O portfólio ajuda justamente a enxergar esse conjunto e a compor o plano considerando tudo que é ofertado”, explica Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.   Nove eixos para diferentes necessidades A versão atual do Portfólio de Soluções está organizada em nove eixos: Dados e Inteligência, Capacitação, Cultura, Gestão, ESG, Negócios, Inovação, Representação e Comunicação. A divisão permite visualizar, de forma integrada, diferentes dimensões do desenvolvimento de uma cooperativa. A oferta contempla tanto as necessidades que estão “porta para dentro” da cooperativa — como informações e diagnósticos, capacitações, gestão, negócios, sustentabilidade e inovação — quanto as possibilidades do ambiente externo, na perspectiva de “porta para fora”. Nesse campo, estão as frentes de representação institucional e governamental, além da comunicação e divulgação do cooperativismo para a sociedade. Dentro desses grandes grupos, a cooperativa pode encontrar soluções individuais ou programas, que combinam diferentes iniciativas em formato de jornada. Isso permite uma atuação mais conectada às necessidades identificadas. Uma cooperativa que pretende ampliar sua atuação no mercado, por exemplo, pode precisar trabalhar simultaneamente aspectos de gestão, capacitação, inovação e cultura. Da mesma forma, uma iniciativa voltada à sustentabilidade pode envolver diagnóstico, soluções de ESG e ações de gestão.   Escala nacional, conhecimento local A atuação conjunta do Sistema OCB e das Organizações Estaduais é um dos diferenciais do portfólio. A organização nacional da oferta permite ganho de escala em razão do compartilhamento de recursos, conhecimentos, experiências e soluções, evitando esforços duplicados e ampliando a capacidade de atendimento às cooperativas. Essa atuação sistêmica também contribui para alinhar discursos e fortalecer a representação do cooperativismo. Com uma visão comum sobre prioridades e soluções, as entidades que integram o sistema podem levar posicionamentos mais coordenados à sociedade, aos governos e a outros organismos nacionais e internacionais. Outro ganho está na comparabilidade e consolidação de dados. A adoção de sistemas e referências comuns facilita a obtenção e o uso das informações, permitindo que as cooperativas sejam avaliadas com base em parâmetros semelhantes e que o sistema tenha uma visão mais consistente sobre as necessidades do cooperativismo. O resultado é uma base mais estruturada para a tomada de decisão, a defesa de interesses e o desenvolvimento de projetos voltados às necessidades reais das cooperativas e de seus cooperados. Mas a escala nacional não significa uma oferta padronizada para todos. As Organizações Estaduais tem papel estratégico na definição das prioridades e na construção das jornadas, porque conhecem de perto as características, os desafios e as oportunidades de cada território. “O papel da OCE é fundamental porque ela conhece de perto as cooperativas do seu estado. É esse olhar que permite transformar um conjunto amplo de possibilidades em um plano de ação ou jornada, acompanhando a evolução da cooperativa. Esse atendimento consultivo está no nosso mantra: o que? Para quem?”, destaca Débora. Essa combinação entre uma oferta sistêmica e a leitura das realidades locais fortalece também o ecossistema cooperativista. O sistema se relaciona com parceiros, instituições de apoio ao desenvolvimento, universidades, fornecedores, organismos internacionais, governos, reguladores e outros atores que fazem parte do ambiente em que as cooperativas estão inseridas. O portfólio também muda a lógica de utilização das soluções. Em vez de escolher uma iniciativa de forma isolada, a proposta é compreender primeiro onde a cooperativa está, aonde quer chegar e quais obstáculos precisa superar. Por isso, dados e diagnósticos tem papel importante no início da jornada. A partir deles, entram capacitações, soluções especializadas e programas capazes de responder aos desafios encontrados. A combinação pode variar de acordo com o momento e os objetivos de cada cooperativa. Essa visão permite que a oferta acompanhe a evolução da organização. Uma necessidade identificada em um diagnóstico pode levar a uma capacitação e, posteriormente, à adoção de uma solução específica de gestão, inovação ou ESG, por exemplo.   Um portfólio em movimento O Portfólio de Soluções não é um catálogo definitivo. Ele está em permanente construção e atualização, acompanhando as transformações do cooperativismo e o surgimento de novas demandas. As necessidades das cooperativas mudam, novos desafios aparecem e outras soluções passam a fazer parte da atuação do Sistema OCB e das Organizações Estaduais. Manter a oferta organizada e atualizada, portanto, também é parte do processo de desenvolvimento. Para Débora, essa característica é essencial. “O cooperativismo está em movimento e as nossas soluções também precisam estar. O portfólio é uma fotografia do que temos hoje, mas, ao mesmo tempo, é uma ferramenta para pensarmos no que as cooperativas vão precisar amanhã”, conclui. A lógica é combinar escala e integração, sem perder de vista as particularidades de cada território. Assim, o portfólio transforma uma oferta ampla de soluções em caminhos mais coordenados para apoiar o desenvolvimento das cooperativas.   Saiba Mais: Demandas do coop sobre a Reforma Tributária são levadas ao governo Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
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