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31/07/2026
Cooperativismo deve aproveitar eleições para ser mais reconhecido, afirma Fabíola Nader Motta
O ano eleitoral também é um período estratégico para as cooperativas. Em meio ao processo que definirá os rumos do país pelos próximos anos, o cooperativismo tem a oportunidade de organizar suas pautas institucionais, dialogar com os candidatos e ampliar sua presença no debate público. Segundo a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, o principal desafio é consolidar o reconhecimento do coop como um movimento permanente, organizado e comprometido com o interesse coletivo.
“O cooperativismo promove desenvolvimento local, gera oportunidades, fortalece cadeias produtivas, amplia o acesso a serviços e contribui para a redução das desigualdades. Quanto mais a sociedade compreender esse papel, maior será a capacidade do movimento de influenciar positivamente as decisões públicas”, afirma.
A consolidação desse reconhecimento, segundo a gestora, requer uma atuação institucional consistente, baseada no diálogo, na informação qualificada e participação cidadã, sem abrir mão da neutralidade partidária.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Como as cooperativas devem se preparar para as eleições gerais de 2026? É possível participar do processo sem comprometer a neutralidade partidária?
Fabíola Nader Motta: As eleições representam uma oportunidade para que as cooperativas ampliem sua participação no debate público e fortaleçam sua presença em temas que impactam diretamente seus cooperados e as comunidades onde atuam. A preparação começa muito antes da campanha eleitoral. É fundamental que as cooperativas conheçam os principais desafios de seus territórios, organizem suas pautas prioritárias e estejam preparadas para dialogar com candidatos, partidos e lideranças de diferentes espectros políticos. A força política do cooperativismo está vinculada à sua capacidade de mobilização, de apresentar propostas consistentes e de demonstrar os resultados concretos que gera para a sociedade. Nosso movimento está presente em milhares de municípios, reúne milhões de brasileiros e contribui para a geração de emprego, renda, inclusão financeira, produção de alimentos, acesso à saúde e desenvolvimento regional. Esse capital social e econômico confere legitimidade ao movimento para participar das discussões sobre o futuro do país. Manter a neutralidade partidária significa justamente concentrar a atuação institucional nas pautas de interesse do movimento. A cooperativa pode promover encontros, apresentar agendas de interesse, estimular o voto consciente e dialogar com todos os candidatos de forma transparente e equilibrada. O foco deve ser sempre a defesa de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento das cooperativas e das comunidades, independentemente de quem esteja disputando ou ocupando os cargos eletivos.
Como o Sistema OCB orienta a participação cooperativista no processo eleitoral?
Para apoiar essa preparação, o Sistema OCB desenvolveu uma série de ferramentas reunidas no site Eleições 2026, criado especialmente para fortalecer a participação cidadã e a representação institucional do cooperativismo. Entre os materiais disponíveis está o documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, que apresenta aos candidatos e tomadores de decisão uma agenda de contribuições do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do país. As cooperativas também têm acesso à cartilha Cooperativismo e as Eleições 2026, que traz orientações de boas práticas na participação política, atuação institucional e engajamento responsável de cooperativas, cooperados e Organizações Estaduais no processo eleitoral. O objetivo é apoiar a promoção da educação política e do voto consciente, contribuindo para uma participação mais ativa, informada e alinhada aos valores do cooperativismo. Esse conjunto de ferramentas contribui para a formação de lideranças mais conscientes, capazes de participar de forma qualificada e permanente dos debates que impactam o futuro do setor e das comunidades onde atuam.
Como o cooperativismo consegue organizar suas pautas e levá-las aos candidatos?
No caso do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, essa construção ocorre de forma estruturada e participativa, com a escuta de lideranças cooperativistas de todos os ramos do cooperativismo e regiões do país. As propostas também são orientadas pelo Planejamento Estratégico do Sistema OCB e pelas diretrizes do nosso Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), que em sua última edição, reuniu cerca de 3 mil lideranças cooperativistas. A partir dessa escuta, os principais desafios, tendências e oportunidades são transformados em propostas objetivas, fundamentadas em dados e conectadas às diferentes realidades regionais. O resultado é a organização de uma pauta de prioridades que representa o cooperativismo brasileiro de forma ampla e demonstra aos candidatos, de forma concreta, como o setor pode contribuir para a inclusão produtiva, a redução das desigualdades, o fortalecimento da economia e o desenvolvimento sustentável do país.
Qual o erro mais comum das cooperativas no período eleitoral?
Talvez o erro mais comum seja tratar a participação política como uma ação pontual, restrita ao período eleitoral. Quando isso acontece, perde-se a oportunidade de construir relacionamentos institucionais duradouros e de acompanhar de forma efetiva as decisões que afetam o ambiente de negócios das cooperativas. Outro equívoco recorrente é concentrar esforços em pessoas específicas em vez de fortalecer pautas e propostas. O cooperativismo precisa ser reconhecido como um movimento permanente, organizado e comprometido com o interesse coletivo. Isso exige uma atuação institucional consistente, baseada em diálogo, informação qualificada e participação cidadã. Também é importante evitar a confusão entre participação política e partidarização. O cooperativismo tem o direito e o dever de defender suas pautas, mas sempre respeitando sua natureza plural e democrática, que reúne pessoas com diferentes visões políticas em torno de objetivos comuns.
Qual a ferramenta para apoiar essa atuação contínua?
O Programa de Educação Política. A iniciativa busca fortalecer uma cultura permanente de participação cidadã e representação institucional, oferecendo conhecimento, ferramentas e espaços de diálogo para que cooperados e dirigentes compreendam melhor o ambiente político e possam atuar de forma mais estratégica. Quanto mais preparadas estiverem as cooperativas para acompanhar os debates públicos, organizar suas pautas e se relacionar com os tomadores de decisão, maior será sua capacidade de contribuir para a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades das comunidades e ao desenvolvimento do cooperativismo.
Como a educação política na base ajuda a eleger representantes alinhados com o coop?
A educação política é uma das ferramentas mais importantes para fortalecer a representatividade do cooperativismo. Quando cooperados, colaboradores e dirigentes compreendem como funcionam os Poderes da República, quais são as atribuições dos cargos eletivos e como as políticas públicas impactam seu cotidiano, eles passam a participar de forma mais consciente do processo democrático. Essa conscientização contribui para que o voto seja orientado por propostas, histórico de atuação e compromisso com temas relevantes para o desenvolvimento das comunidades. Ao entender melhor o papel da representação política, os cooperados conseguem identificar candidatos que valorizam o empreendedorismo coletivo, a inclusão produtiva, a geração de oportunidades e o desenvolvimento sustentável. O resultado é um ambiente que contribui para o fortalecimento de espaços de representação como a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que tem desempenhado papel fundamental na defesa de pautas estratégicas para o setor. A educação política fortalece, portanto, a cidadania e amplia a capacidade da sociedade de acompanhar, cobrar e participar das decisões públicas.
Quais cuidados a cooperativa deve ter com sua comunicação institucional durante o período eleitoral?
A comunicação institucional exige atenção redobrada durante o período eleitoral. As cooperativas devem assegurar que seus canais sejam utilizados para informar, educar e promover o diálogo democrático, sem qualquer favorecimento ou prejuízo a candidaturas específicas. É fundamental observar as regras da legislação eleitoral e estabelecer critérios claros para participação de candidatos em eventos, entrevistas, debates ou conteúdos institucionais. Caso haja abertura para participação de agentes políticos, o tratamento deve ser isonômico e transparente. Nas redes sociais, é importante diferenciar claramente posicionamentos institucionais de manifestações individuais de dirigentes, colaboradores ou cooperados. A comunicação da cooperativa deve permanecer focada em suas pautas, em seus resultados e em seu compromisso com o desenvolvimento da comunidade. Além de evitar riscos jurídicos, essa postura fortalece a credibilidade e a confiança na instituição.
Como se informar sobre essas orientações específicas?
O Sistema OCB disponibiliza a cartilha de boas práticas Cooperativismo e as Eleições 2026, que oferece referências seguras para que as cooperativas possam se comunicar de forma transparente, com respeito à legislação e à sua neutralidade partidária, sem abrir mão de seu papel legítimo de apresentar propostas, promover o diálogo e contribuir para o debate sobre temas relevantes para o desenvolvimento local e nacional. Dessa forma, buscamos dar às cooperativas mais segurança para participarem de maneira responsável, alinhada aos valores e princípios do cooperativismo.
Qual o principal desafio do cooperativismo brasileiro nestas eleições?
O principal desafio continua sendo ampliar o conhecimento da sociedade e dos tomadores de decisão sobre o verdadeiro alcance do cooperativismo. Apesar da sua presença em praticamente todos os setores da economia e em milhares de municípios brasileiros, muitas pessoas ainda desconhecem a dimensão do impacto que as cooperativas geram na vida das comunidades. Essa falta de conhecimento pode limitar a inclusão de pautas estratégicas do cooperativismo nos programas de governo e nas agendas legislativas. Por isso, o desafio é político, mas também comunicacional e educativo. Precisamos mostrar cada vez mais que o cooperativismo oferece benefícios que ultrapassam o seu número de cooperados. Ele promove desenvolvimento local, gera oportunidades, fortalece cadeias produtivas, amplia o acesso a serviços e contribui para a redução das desigualdades. Quanto mais a sociedade compreender esse papel, maior será a capacidade do movimento de influenciar positivamente as decisões públicas.
Como alcançar esse objetivo estratégico?
Superar esse desafio passa por ampliar o acesso à informação qualificada. Por isso, em 2026, o Sistema OCB dá um novo impulso ao Programa de Educação Política com um chamado claro: na hora de votar, #PensenoCoop. A nossa campanha convida o movimento cooperativista a fortalecer sua participação cidadã e a levar para o debate público seus valores e contribuições. Temos convicção de que a presença ativa do cooperativismo como parte da discussão e instrumento de políticas públicas, ajuda a gerar mais oportunidades, inclusão e prosperidade para milhões de brasileiros.
Que conselho você deixa para os dirigentes cooperativistas no período eleitoral?
Meu principal conselho é que assumam o protagonismo na construção do ambiente institucional em que suas cooperativas estão inseridas. As decisões tomadas nos parlamentos, nos governos e nos órgãos reguladores impactam diretamente a capacidade das cooperativas de crescer, inovar e gerar benefícios para seus cooperados. Por isso, é fundamental investir na formação política, estimular o engajamento cidadão e promover o diálogo permanente com lideranças públicas. Participar da vida democrática significa compreender os desafios do país, apresentar propostas, defender interesses legítimos e contribuir para a construção de soluções coletivas. O cooperativismo nasceu da participação, da organização e do compromisso com o bem comum. Esses mesmos valores devem orientar sua atuação no debate público. Quando cooperativas e cooperados entendem a importância da representação política e se mobilizam em torno de pautas comuns, todo o movimento ganha força para construir um Brasil mais próspero, inclusivo e cooperativo. Também recomendo que os dirigentes engajem com nossos materiais de apoio e de comunicação, disponíveis no site Eleições 2026, que podem ajudar as cooperativas a transformarem sua relevância econômica e social em maior capacidade de participação nos debates que definirão o futuro do país. Quanto mais preparadas estiverem as lideranças cooperativistas, maior será a contribuição do movimento para a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades das pessoas e das comunidades.
Notícias eventos
31/07/2026
Sistema OCB reforça apoio às coops de crédito independentes
Fórum reúne lideranças, Banco Central e FGCoop para debater desafios do novo cenário regulatório
O fortalecimento da governança, da gestão de riscos e da conformidade ganhou destaque na agenda das cooperativas de crédito independentes durante o I Fórum Conjunto das Cooperativas Independentes, realizado nesta quinta-feira (30), em Brasília. O encontro debateu os impactos do novo ambiente regulatório e os caminhos para preparar o segmento diante das crescentes exigências do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Na abertura do evento, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, ressaltou que o momento vivido pelo cooperativismo de crédito deve ser encarado como uma oportunidade de fortalecimento institucional. Segundo ela, o crescimento do segmento vem acompanhado de novas responsabilidades e exige que as cooperativas estejam preparadas para responder a um ambiente regulatório cada vez mais complexo.
"O cooperativismo de crédito é um dos ramos que mais crescem no país e esse avanço traz novos desafios. O fortalecimento da governança, da conformidade e da gestão de riscos é um passo natural para garantir a sustentabilidade das cooperativas e ampliar ainda mais a confiança da sociedade nesse modelo de negócio. O Sistema OCB está ao lado das cooperativas para apoiá-las nessa jornada", afirmou a presidente executiva.
Troca de experiências
Promovido pelo FGCoop em parceria com o Banco Central o fórum foi concebido como um espaço de diálogo e troca de experiências entre as cooperativas independentes e as instituições que acompanham o desenvolvimento do setor. Ao longo da programação, especialistas abordaram temas como desempenho institucional, cibersegurança, conformidade, sustentabilidade e perspectivas para o cooperativismo de crédito diante das transformações regulatórias.
Na sequência da abertura, a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, apresentou o portfólio de soluções desenvolvido pela entidade para apoiar as cooperativas em diferentes áreas da gestão. A apresentação reuniu iniciativas voltadas ao fortalecimento da governança, ao desenvolvimento de lideranças, à inovação, à qualificação profissional e ao aumento da competitividade.
"Nosso compromisso é oferecer soluções que acompanhem a realidade das cooperativas e contribuam para seu desenvolvimento. Temos um portfólio construído para fortalecer a gestão, apoiar a adequação às exigências regulatórias e preparar as cooperativas para enfrentar um ambiente cada vez mais dinâmico, sem perder de vista os princípios que caracterizam o cooperativismo", destacou Clara.
O encontro aconteceu em um momento de expansão do cooperativismo de crédito brasileiro. De acordo com dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), divulgado pelo Banco Central, o ramo encerrou 2025 com 21,2 milhões de cooperados e ativos próximos de R$ 1 trilhão, consolidando-se como um dos segmentos mais dinâmicos do cooperativismo nacional.
Ao mesmo tempo em que amplia sua presença no mercado financeiro, o setor também passa a conviver com um ambiente de supervisão mais rigoroso, especialmente em temas relacionados à governança, controles internos e gestão de riscos. PNesse contexto, o Sistema OCB ampliou sua atuação junto às cooperativas por meio de programas de capacitação, diagnósticos, consultorias, ferramentas de gestão e soluções voltadas ao fortalecimento da competitividade e da sustentabilidade dos negócios.
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30/07/2026
Sistema OCB orienta coops de transporte sobre a Reforma Tributária
Entidade esclareceu os impactos das novas regras e orientou ações de adaptação ao novo sistema
No dia 10 de julho, sexta-feira, o Sistema OCB promoveu um encontro para debater as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e seus reflexos para o cooperativismo de transporte, com representantes de cooperativas de diferentes estados. Conduzida pela assessora jurídica da entidade, Amanda Rezende, a reunião apresentou as principais regulamentações já publicadas, esclareceu dúvidas sobre o novo modelo tributário e reforçou a atuação da entidade na defesa do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.
O encontro teve como objetivo preparar as cooperativas para a transição ao novo sistema, detalhando as regras previstas na Emenda Constitucional 132/2023, na Lei Complementar 214/2025 e no Decreto 12.955/2026. Durante a apresentação, a equipe jurídica destacou as garantias constitucionais asseguradas ao cooperativismo e explicou como funcionará o regime específico destinado às sociedades cooperativas.
Um dos principais pontos abordados foi o tratamento tributário do ato cooperativo. O modelo previsto na reforma estabelece a não incidência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas operações realizadas entre a cooperativa e seus cooperados para preservar a neutralidade tributária característica do cooperativismo. A medida evita que a relação entre cooperativa e associado seja onerada por uma tributação mais gravosa e garante a manutenção da cadeia de créditos nas operações anteriores.
Para o coordenador do Ramo Transporte do Sistema OCB, Evaldo Matos, acompanhar de perto esse processo é fundamental para que as cooperativas estejam preparadas para as mudanças. "O transporte é um dos ramos que sentirão de forma mais direta os efeitos da Reforma Tributária. Por isso, o Sistema OCB tem atuado em duas frentes: na orientação as cooperativas sobre as mudanças e no acompanhamento da regulamentação para defender um tratamento tributário que preserve a competitividade, a segurança jurídica e a essência do ato cooperativo”, explicou.
Particularidades do transporte
Além dos aspectos gerais da Reforma, a reunião tratou das especificidades que impactam diretamente o Ramo Transporte. Entre os temas discutidos estiveram a transferência de créditos do cooperado para a cooperativa e as diferenças entre o tratamento tributário aplicado ao transporte de cargas e ao transporte coletivo de passageiros.
A assessoria jurídica também apresentou os reflexos práticos das normas já regulamentadas e explicou como esses dispositivos deverão ser aplicados pelas cooperativas.
Outro ponto de atenção destacado durante o encontro foi a necessidade de adaptação das cooperativas ao novo ambiente tributário. A implantação do modelo exigirá revisão de processos internos, reprecificação de contratos, acompanhamento do fluxo de caixa e adequação às novas obrigações acessórias relacionadas à opção pelo regime específico das sociedades cooperativas.
O Sistema OCB reforçou que continuará acompanhando a publicação dos atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, etapa considerada essencial para esclarecer procedimentos operacionais e garantir segurança jurídica às cooperativas. A entidade também seguirá defendendo pleitos importantes para o ramo, como maior clareza na aplicação do crédito presumido e a simplificação da emissão de documentos fiscais nas operações internas realizadas pelas cooperativas.
Além desses temas, outras dúvidas e questionamentos encaminhados pelas cooperativas permanecem sob análise técnica do Sistema OCB, que continuará consolidando as contribuições do ramo para orientar sua atuação institucional. Também será realizada uma nova reunião com o ramo, dando continuidade aos debates e à construção de estratégias voltadas a apoiar as cooperativas na transição para o novo modelo tributário.
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30/07/2026
Sistema OCB destaca força do coop no Outlook Agro Brasil
Evento reuniu governo, setor produtivo e especialistas para discutir perspectivas da safra 2026/27
Nesta quinta-feira (30), o Sistema OCB esteve presente na primeira edição do Outlook Agro Brasil 2026. Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela ApexBrasil, o encontro reuniu autoridades, representantes do setor produtivo, especialistas e lideranças para discutir as perspectivas da safra 2026/27 e estratégias para ampliar a inserção dos produtos brasileiros no mercado global.
Representando o Sistema OCB na sessão solene de abertura, a presidente executiva da entidade, Tania Zanella, destacou o papel das cooperativas agropecuárias como um dos principais pilares da competitividade do agro brasileiro e ressaltou a capacidade do modelo cooperativista de fortalecer a produção, agregar valor e ampliar oportunidades de acesso a novos mercados.
Ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, e do secretário de Promoção Comercial, embaixador Alex Giacomelli, Tania afirmou que o cooperativismo reúne características que tornam o setor ainda mais preparado para enfrentar os desafios do cenário internacional.
"Quando falamos em competitividade, falamos de pessoas, de organização e de capacidade de construir soluções coletivas. As cooperativas brasileiras têm mostrado, ano após ano, que conseguem transformar produção em desenvolvimento econômico, distribuir renda entre seus cooperados e ampliar a presença do Brasil nos mercados internacionais", afirmou.
Tania também destacou a relevância das cooperativas para a agropecuária nacional. “Atualmente, elas respondem por 53% da originação de grãos e fibras produzidos no país e por aproximadamente 80% da carne suína brasileira. Em 2024, o ramo agropecuário movimentou R$ 438,2 bilhões e registrou R$ 30,2 bilhões em sobras distribuídas aos cooperados, o maior resultado da série histórica”.
A presidente executiva pontuou, ainda, que a força do modelo cooperativista vai além dos indicadores econômicos. Segundo ela, mesmo em períodos de oscilação nos preços das commodities, as cooperativas mantêm sua capacidade de investir, gerar emprego, distribuir resultados e garantir renda aos produtores, consolidando um modelo de negócios baseado na cooperação e na sustentabilidade econômica.
A realização do Outlook Agro Brasil ocorre em um momento estratégico para o setor, marcado pelo fortalecimento da agenda de diversificação dos mercados internacionais para os produtos brasileiros. Nesse contexto, o cooperativismo se apresenta como um parceiro natural das iniciativas voltadas à ampliação da presença do agro nacional no exterior.
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30/07/2026
AnuárioCoop 2026: cooperativismo chega a 29 milhões de cooperados
Levantamento registra crescimento do quadro social e movimentação de R$ 848,4 bilhões em ingressos
O cooperativismo brasileiro manteve sua trajetória de expansão em 2025 e alcançou resultados que reforçam sua relevância para a economia e para o desenvolvimento das comunidades. O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 (AnuárioCoop), divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), mostra que o país chegou à marca de 29 milhões de cooperados, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior, o equivalente a 13,6% da população brasileira.
Além da expansão do quadro social, o desempenho econômico do setor confirma sua capacidade de gerar riqueza e desenvolvimento. As cooperativas brasileiras movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O patrimônio do setor alcançou R$ 1,6 trilhão em ativos, alta de 14,9%, enquanto as sobras distribuídas aos cooperados chegaram a R$ 61,3 bilhões, crescimento de 14,2%. O capital social integralizado atingiu R$ 122,7 bilhões, e o setor recolheu R$ 20,4 bilhões em tributos.
Os dados também apontam a retomada do crescimento no registros de novas cooperativas. O resultado foi impulsionado pela criação de 302 novas cooperativas, um avanço de 37,3% em comparação ao ano anterior. O ramo Agropecuário liderou esse movimento, com o maior número de novos registros, enquanto a Região Nordeste concentrou a maior quantidade de cooperativas abertas.
A presença do cooperativismo também segue capilarizada pelo território nacional. Em 2025, cooperativas mantiveram atuação em 3.425 municípios brasileiros e fortaleceram o acesso da população a serviços financeiros, assistência à saúde, produção agropecuária, transporte, infraestrutura e outros segmentos essenciais.
"Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente porque entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades. O crescimento econômico das cooperativas demonstra que é possível conciliar competitividade, inclusão e prosperidade”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Momentos antes da divulgação oficial, o Sistema OCB reuniu jornalistas de diferentes veículos de comunicação para apresentar os principais resultados do levantamento. Os dados foram detalhados por Tania e pela gerente geral de Negócios, Clara Maffia, que contextualizaram o desempenho do cooperativismo brasileiro em 2025 e destacaram os indicadores de crescimento, geração de riqueza, expansão do quadro social e impacto econômico do setor.
Mais empregos e fortalecimento da economia
O levantamento também mostra que o cooperativismo continua a ampliar sua contribuição para o mercado de trabalho. Em 2025, as cooperativas registraram 613.373 empregos diretos, crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. O desempenho supera, com ampla margem, o ritmo de expansão observado na força de trabalho brasileira no mesmo período.
As mulheres permanecem como maioria entre os empregados das cooperativas e representam 53% do total de trabalhadores do setor. O ramo Agropecuário, por sua vez, segue como o maior empregador do cooperativismo brasileiro, concentrando 277 mil postos de trabalho, o equivalente a 45,2% dos empregos do setor. Em seguida aparecem os ramos Saúde, com 162 mil empregados, e Crédito, com 134 mil.
Crédito impulsiona expansão do quadro social
O Anuário evidencia que as cooperativas de crédito continuam a desempenhar papel decisivo na ampliação do cooperativismo brasileiro. Atualmente, quase oito em cada dez cooperados pertencem ao ramo Crédito, que reúne 22,96 milhões de pessoas, crescimento de 14,1% em um ano.
A expansão acompanha o fortalecimento da presença das cooperativas financeiras no país, conforme os dados divulgados pelo Banco Central sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Em 2025, aumentou o número de municípios onde a cooperativa de crédito é a única instituição com atendimento presencial. São 1.072 municípios em que essas organizações ampliam o acesso da população a serviços bancários e ao crédito, especialmente em localidades de menor porte.
Além disso, o SNCC ampliou sua participação no mercado financeiro e alcançou 8% da carteira de crédito e 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), consolidando sua posição entre os segmentos que mais crescem no país.
Agro lidera receitas
O ramo Agropecuário manteve a liderança entre os segmentos do cooperativismo em geração de riqueza. Em 2025, respondeu por 57,4% dos ingressos de todo o setor, com movimentação financeira de R$ 487,3 bilhões. Também registrou o maior número de novas cooperativas abertas no período.
Além de permanecer como o maior empregador, as cooperativas agropecuárias se destacam pela disponibilização de mais de 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural para seus cooperados.
Crescimento espalhado pelo país
Embora o Sudeste continue concentrando o maior número de cooperativas, o Anuário registra mudanças na distribuição regional. O Nordeste passou a ocupar a segunda posição nacional em quantidade de cooperativas, ultrapassando a Região Sul. Entre unidades da Federação, Minas Gerais permanece com o maior número absoluto de cooperativas em atividade (755).
A mudanças na distribuição tem como principal indutor o aumento de novas cooperativas no Nordeste, com total de 81 novos registros, destacando principalmente os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A região Norte aparece na sequência com 69 novos registros, destaque para os estados do Pará e Amapá.
"O Anuário confirma uma tendência que observamos há alguns anos: o cooperativismo cresce em escala, amplia sua participação na economia e fortalece seu impacto nas comunidades. São resultados que demonstram a capacidade das cooperativas de gerar renda, emprego, crédito, produção e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil", complementa Tania.
Destaques do AnuárioCoop 2026
29 milhões de cooperados (+12,5%);
4.400 cooperativas em atividade;
302 novas cooperativas registradas em 2025;
Presença em 3.425 municípios;
613.373 empregos diretos (+6,1%);
R$ 848,4 bilhões em ingressos (+12%);
R$ 1,6 trilhão em ativos (+14,9%);
R$ 61,3 bilhões em sobras distribuídas aos cooperados;
R$ 122,7 bilhões em capital social integralizado;
R$ 20,4 bilhões em tributos recolhidos. Confira o infográfico com os principais dados do Anuário.
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29/07/2026
Cooperativas do Maranhão conhecem caminhos para captar recursos à inovação
Oficinas apresentaram oportunidades de financiamento para acessar recursos públicos e privados
O acesso a recursos para investir em inovação foi o tema de duas oficinas realizadas pelo Sistema OCB, em parceria com o Sistema OCB/MA, com cooperativas maranhenses, nos dias 23 e 25 de julho. A iniciativa apresentou oportunidades de financiamento e orientou a elaboração de projetos voltados à captação de recursos públicos e privados.
As capacitações fazem parte da solução Radar de Financiamento, do eixo InovaCoop, desenvolvida para aproximar as cooperativas das instituições que integram o ecossistema de fomento à inovação e ampliar o conhecimento sobre as diferentes alternativas disponíveis para financiar novos projetos.
A oficina realizada no dia 23 de julho, na sede da Unimed Maranhão do Sul, em Imperatriz, reuniu 27 participantes. Dois dias depois, em 25 de julho, a programação chegou ao Sicoob Credileste, em Grajaú, com a participação de 35 colaboradores.
Os participantes tiveram contato com conceitos relacionados à inovação e conheceram as principais modalidades de financiamento existentes no mercado. Entre elas, foram apresentadas linhas de recursos reembolsáveis, não reembolsáveis e mecanismos de incentivo indireto que podem apoiar projetos inovadores desenvolvidos pelas cooperativas.
Na segunda parte da programação, o conteúdo ganhou caráter prático. Os participantes elaboraram um canvas de fomento, ferramenta utilizada para estruturar ideias e identificar necessidades, objetivos e potenciais fontes de financiamento. Também exploraram as funcionalidades do Radar de Financiamento e realizaram um primeiro exercício de busca por oportunidades alinhadas aos projetos de suas cooperativas.
"As oficinas do Radar de Financiamento ajudam a resolver dois desafios enfrentados pelas cooperativas. Elas passam a conhecer diferentes fontes de recursos para viabilizar investimentos em novos projetos e, ao mesmo tempo, fortalecem a cultura de inovação, a partir da integração entre as equipes e estímulo a construção de novas ideias", destacou o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
Além de apresentar as possibilidades de financiamento, a metodologia busca preparar as cooperativas para que estejam aptas a identificar oportunidades, organizar propostas e aumentar suas chances de acesso aos recursos disponíveis no mercado de fomento.
Radar de Financiamento
O Radar de Financiamento foi criado para facilitar o acesso das cooperativas às principais oportunidades de financiamento para inovação disponíveis no país. A solução reúne informações sobre programas, editais, linhas de crédito e incentivos oferecidos por diferentes instituições do ecossistema de fomento, e permite que as cooperativas encontrem alternativas compatíveis com seus projetos e estágio de desenvolvimento.
As oficinas são oferecidas às cooperativas interessadas em iniciar ou fortalecer sua estratégia de captação de recursos para inovação. Para participar, basta procurar a Organização Estadual do Sistema OCB em seu estado e verificar a disponibilidade da capacitação.
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Solução Eficiência Energética beneficia cooperativas de saúde e crédito
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29/07/2026
Solução Eficiência Energética beneficia cooperativas de saúde e crédito
Iniciativa do Sistema OCB fortalece gestão, reduz custos e impulsiona práticas de sustentabilidade
A busca por operações mais eficientes e sustentáveis tem levado cooperativas de diferentes ramos a investir em uma gestão mais estratégica do consumo de energia. Desenvolvida pelo Sistema OCB, a Solução Eficiência Energética, integrante do Programa ESGCoop, já começa a transformar essa realidade em diferentes regiões do país. Após ser implantada na Unimed Caruaru (PE), primeira cooperativa do Sistema Unimed a aderir à iniciativa, a solução também chegou ao Sicoob Norte Sul (BA), primeira cooperativa baiana a integrar a segunda turma do projeto.
A iniciativa busca reduzir custos com energia elétrica, otimizar processos e fortalecer uma cultura permanente de gestão energética, alinhando eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade. A metodologia proposta contempla, inicialmente, a capacitação das equipes, seguida da realização de um diagnóstico detalhado do consumo energético. Com base nos resultados obtidos, são identificadas oportunidades de melhoria, estruturado um plano de ação e promovido o suporte à implementação das medidas recomendadas. O processo é complementado por um monitoramento contínuo dos resultados, garantindo a sustentabilidade dos ganhos e a melhoria contínua do desempenho energético.
Entre as ações avaliadas estão a modernização dos sistemas de iluminação, otimização dos equipamentos de climatização, automação de processos e revisão de hábitos relacionados ao consumo de energia. "A eficiência energética permite que a cooperativa conheça melhor seu consumo, identifique oportunidades de melhoria e tome decisões baseadas em dados. Investir em gestão energética é investir na sustentabilidade do negócio, na competitividade e na qualidade dos serviços prestados aos cooperados e clientes”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Referência no Ramo Saúde
Uma das primeiras experiências da solução ocorreu na Unimed Caruaru. Com 478 médicos cooperados, cerca de 68 mil clientes e uma estrutura que reúne hospitais, clínicas e unidades administrativas, a cooperativa possui uma operação intensiva em consumo de energia elétrica. Com o diagnóstico, foi possível identificar oportunidades para tornar a operação mais eficiente sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Para o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Pedro Melo, o olhar técnico especializado faz diferença mesmo em organizações que já possuem processos consolidados. "Mesmo quando a cooperativa acredita que está fazendo um bom trabalho, não pode abrir mão do olhar especializado. Em estruturas de grande porte, pequenos ajustes podem representar uma economia significativa. A eficiência energética exige acompanhamento constante, atualização e busca permanente por conhecimento para aperfeiçoar processos que muitas vezes já consideramos eficientes", declarou.
O vice-presidente do Conselho de Administração, André Muniz, destacou que a iniciativa estimula uma mudança de cultura dentro da cooperativa. "Os resultados do diagnóstico nos mostraram que, muitas vezes, um novo olhar é suficiente para transformar processos que pareciam consolidados. A solução desperta a curiosidade, provoca reflexão e mostra que sempre há espaço para inovar. Esse aprendizado vai além da gestão da energia e passa a influenciar a forma como planejamos nossos projetos e conduzimos a cooperativa", relatou.
Já o superintendente Jean Charles disse considerar que o diagnóstico servirá como referência para futuras ampliações na estrutura da cooperativa. "O levantamento mostrou que temos uma boa infraestrutura, mas também revelou oportunidades importantes de evolução. O maior ganho é incorporar esse conhecimento desde a concepção dos novos projetos. Pensar em eficiência energética ainda na fase de planejamento evita retrabalhos, reduz custos futuros e garante empreendimentos mais sustentáveis desde o início”, afirmou.
Crédito também avança
A solução também passou a ser aplicada no Sicoob Norte Sul, tornando a cooperativa a primeira da Bahia e uma das primeiras do país a participar da segunda turma da Solução de Eficiência Energética. Entre os dias 21 e 23 de julho, um especialista da consultoria Stride juntamente com equipe do Sistema OCB e do Sistema OCEB realizaram visitas técnicas e levantamentos na matriz, em Santo Antônio de Jesus, e na unidade de Cruz das Almas para identificar oportunidades de melhoria na gestão do consumo de energia.
Assim como na Unimed Caruaru, a etapa atual consistiu em um diagnóstico detalhado da operação. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com prioridades, metas, cronograma e responsáveis pela implementação das melhorias, seguido de acompanhamento técnico e monitoramento dos resultados.
"A etapa de diagnóstico é um trabalho técnico que analisa as atividades da cooperativa e identifica pontos de melhoria a partir de uma metodologia que explica, de forma clara, como cada equipamento e até mesmo os hábitos das equipes impactam o consumo de energia. Muitas vezes, a mudança de comportamento é a principal virada de chave para uma gestão energética mais eficiente”, salientou Mayara Araujo dos Reis, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Para o diretor de Negócios do Sicoob Norte Sul, Gabriel Chagas, a iniciativa está alinhada aos princípios do movimento e contribuirá para o fortalecimento da gestão da cooperativa. "Acreditamos que esse projeto representa um importante passo para gerar benefícios para a cooperativa, mas também para os cooperados e para a comunidade. Essa parceria vai trazer melhorias nos processos, na gestão da eficiência energética e orientar decisões sobre futuras instalações e reformas".
O gerente de Suporte Organizacional da cooperativa, Robert dos Santos, considerou que o diagnóstico permitiu enxergar oportunidades que servirão de base para os próximos investimentos. "As visitas técnicas nos permitiram identificar oportunidades de melhoria tanto nas unidades atuais quanto nos projetos que ainda serão desenvolvidos. Esse conhecimento será importante para planejarmos estruturas cada vez mais eficientes", declarou.
Sustentabilidade como estratégia
A implementação da solução também é acompanhada pelos sistemas estaduais de cooperativismo. Na Bahia, o trabalho é realizado em parceria com o Sistema Oceb e na Unimed Caruaru, com o Sistema OCB/PE. "O Programa ESGCoop demonstra que é possível crescer economicamente sem abrir mão da boa governança, do cuidado com as pessoas e da responsabilidade ambiental. A eficiência energética é uma ferramenta importante para tornar as cooperativas ainda mais competitivas”, acrescentou o presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio.
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29/07/2026
Coopercitrus Expo reúne lideranças para debater crédito e futuro do agro
Evento destacou papel do cooperativismo como estratégia para fortalecer o desenvolvimento do campo
Nesta terça-feira (28), representantes do cooperativismo, do mercado financeiro, parlamentares e especialistas se reuniram para discutir os desafios do financiamento ao agronegócio durante o 2º Encontro do Cooperativismo Agropecuário e Mercado de Capitais, realizado como parte da programação da Coopercitrus Expo 2026.
Representando o Sistema OCB, a presidente executiva Tania Zanella participou de dois momentos da programação. Pela manhã, abriu o encontro com a palestra Importância do financiamento para o agronegócio e cooperativismo. À tarde, integrou um painel sobre os desafios da política agrícola.
Na abertura, Tania destacou que as cooperativas têm uma estrutura sólida, gestão de longo prazo, e compromisso com os produtores e com as comunidades onde atuam. “Quanto mais o mercado compreender esse modelo, maiores serão as oportunidades para desenvolver instrumentos financeiros compatíveis com a realidade do cooperativismo e ampliar os investimentos no setor", Ela também lembrou a presença das cooperativas agro em toda a cadeia produtiva, do fornecimento de insumos à armazenagem, industrialização e comercialização.
Política Agrícola
No período da tarde, o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, apresentou um panorama sobre o Plano Safra 2026/2027 e o cenário do crédito rural. Ele destacou que o Sistema OCB participa há 26 anos da construção de propostas para a política agrícola e reforçou a necessidade de ampliar as fontes de financiamento para acompanhar o crescimento do agronegócio brasileiro. Também defendeu o fortalecimento do seguro rural como instrumento para reduzir riscos e garantir maior previsibilidade aos produtores.
Ele destacou que o Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 610,3 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, dos quais R$ 525,1 bilhões são voltados à agricultura empresarial. Apesar do volume de recursos, Prieto observou que as taxas de juros ainda representam um desafio para o setor e defendeu a ampliação de instrumentos privados de financiamento, além do fortalecimento de uma política permanente de seguro rural para dar mais previsibilidade aos produtores.
O gerente também ressaltou os avanços obtidos com a Medida Provisória 1.376/2026, fruto da atuação técnica do Sistema OCB, como a inclusão das cooperativas agropecuárias entre os beneficiários da renegociação de dívidas, o reconhecimento das perdas de renda como critério de acesso ao programa e a ampliação das alternativas para reestruturação do crédito rural.
Em seguida, Tania participou de painel ao lado do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (RS), e do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Arnaldo Jardim (SP). O debate abordou temas como o Plano Safra, a renegociação das dívidas rurais, o seguro rural e o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.
Para a presidente executiva, “o Plano Safra continua sendo uma política essencial para o setor, mas ele já não acompanha o ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro. Precisamos ampliar as fontes de financiamento, fortalecer a participação do mercado de capitais e construir uma política agrícola preparada para os desafios que o campo enfrenta”.
Ela também abordou a atuação do Sistema OCB nas negociações da MP 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais. Segundo Tania, a entidade defendeu que as medidas contemplassem além dos produtores afetados por eventos climáticos, aqueles que enfrentaram perdas de renda provocadas pelo aumento dos custos de produção e pelas oscilações do mercado.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de consolidar uma política permanente de seguro rural. "O seguro rural precisa deixar de ser uma política sujeita às incertezas orçamentárias e passar a oferecer previsibilidade ao produtor. É uma ferramenta fundamental para reduzir riscos, ampliar o acesso ao crédito e dar mais segurança aos investimentos no campo", complementou.
Atuação conjunta
O deputado Pedro Lupion defendeu que o fortalecimento do crédito rural e do seguro agrícola depende da atuação conjunta entre o setor produtivo e o Congresso Nacional. Segundo ele, a aprovação do novo marco legal do seguro rural e as discussões para modernizar o sistema de crédito representam avanços importantes para ampliar a segurança do produtor e tornar o financiamento mais acessível. O parlamentar também destacou o trabalho realizado para viabilizar a MP 1.376/2026.
Já Arnaldo Jardim reforçou que o agronegócio brasileiro mobiliza um volume de recursos muito superior ao orçamento destinado ao Plano Safra, o que evidencia a necessidade de ampliar os mecanismos de financiamento ao setor. Para ele, o campo precisa de instrumentos que garantam crédito, segurança jurídica e previsibilidade, para que produtores e cooperativas possam continuar a investir e ampliar sua competitividade.
Cooperativismo fortalece a resiliência no campo
Ao encerrar sua participação no evento, Tania falou sobre o papel do cooperativismo diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, pela necessidade de ampliar a produção de alimentos e pela busca por maior competitividade no meio rural.
Ela ressaltou que o modelo cooperativista reúne assistência técnica, inovação, gestão, acesso a mercados e planejamento de longo prazo. "O cooperativismo transforma desafios individuais em soluções coletivas. É um modelo que fortalece o produtor, impulsiona o desenvolvimento das comunidades e prepara o agro brasileiro para responder aos desafios do futuro", concluiu.
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28/07/2026
Brasil amplia participação na governança da ACI Américas
Conselho avança nos preparativos da Assembleia Regional e reforça presença brasileira nas decisões
O Conselho de Administração da ACI Américas realizou, nesta terça-feira (28), mais uma reunião de trabalho para discutir os preparativos da XVII Assembleia Regional e das atividades da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), programadas para setembro, no Panamá. Entre os principais temas estiveram o andamento do processo eleitoral da entidade, a organização das assembleias dos comitês setoriais, a programação do evento regional e aspectos relacionados à participação das organizações cooperativas dos países membros.
O cooperativismo brasileiro foi representado pelo coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Penna, que participou da reunião como conselheiro suplente, e por Marcos Cunha, diretor de Gestão de Saúde, Regulação e Eventos da Unimed do Brasil, que atua como conselheiro titular no colegiado.
Grande parte da pauta foi dedicada aos preparativos da Assembleia Regional, marcada para ocorrer entre 13 e 18 de setembro, na Cidade do Panamá. Os conselheiros analisaram a programação preliminar do evento, que reunirá assembleias dos comitês regionais, reuniões do Conselho Regional, encontro com o Conselho Mundial da ACI, Assembleia Geral da entidade e o processo de eleição da nova presidência e dos integrantes do Conselho de Administração da organização para o próximo mandato. Também foram apresentados detalhes sobre inscrições, logística, orçamento e mobilização dos países membros.
Outro tema de destaque foi o relatório do Comitê Eleitoral, responsável por acompanhar as eleições da entidade. Foram apresentadas as candidaturas já homologadas, debatidas as vagas ainda em aberto em alguns comitês temáticos e aprovada a prorrogação do prazo para novas inscrições em cargos específicos. O Conselho também validou a candidatura de José Alves de Sousa Neto à presidência da ACI Américas e aprovou a convocação oficial da Assembleia Regional.
João Penna também passou a integrar o Comitê Eleitoral da ACI Américas, na função de vogal, grupo responsável por acompanhar o processo de candidaturas e garantir a observância das regras eleitorais da organização.
Para ele, a participação do Brasil nas instâncias de governança da ACI Américas fortalece o diálogo regional e amplia a contribuição do cooperativismo brasileiro para a construção das estratégias do movimento no continente. "A preparação para a Assembleia Regional envolve decisões importantes para o futuro da organização. Acompanhar esse processo de perto permite compartilhar experiências, contribuir para o aprimoramento da governança e ampliar a presença do Brasil nas discussões estratégicas do cooperativismo internacional", destacou.
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28/07/2026
Sistema OCB fortalece atuação dos comitês de jovens e mulheres
Reuniões alinharam ações para ampliar protagonismo de novas lideranças e preparar participação na Semana de Competitividade
Os comitês nacionais Geração C e Elas pelo Coop realizaram, na última quinta-feira (23), suas reuniões ordinárias para alinhar ações estratégicas, compartilhar iniciativas desenvolvidas nos estados e preparar a participação de seus integrantes na Semana de Competitividade do Sistema OCB. Os encontros foram abertos por Jessyca Bolzan, coordenadora Social do Sistema OCB, e conduzidos pelas coordenações dos respectivos comitês.
Juventude cooperativista
Realizada pela manhã, a reunião do Geração C foi conduzida por Larissa Zambiasi e Elaine de Souza, integrantes da coordenação do comitê. A pauta reuniu atualizações sobre a atuação da rede nacional de jovens cooperativistas, iniciativas de formação e ações voltadas ao fortalecimento da comunicação e do engajamento da juventude no movimento cooperativista.
Durante o encontro, foram apresentados dados atualizados do comitê, que atualmente reúne representantes de 17 unidades da federação e conta com 12 comitês estaduais em funcionamento. Também foram reforçadas as orientações para conclusão das trilhas de capacitação e o compartilhamento das percepções a respeito dos aulões sobre cultura cooperativista promovidos pelo Sistema OCB.
Outro destaque foi o alinhamento da participação dos jovens na Semana de Competitividade, especialmente nas atividades da Sala Sensorial, além da apresentação da iniciativa "Geração C, pelo Brasil", que permitirá aos comitês estaduais produzirem conteúdo para divulgação no perfil nacional do movimento, ampliando a visibilidade das ações desenvolvidas em diferentes regiões do país.
A programação também contemplou a apresentação de iniciativas já realizadas pelo comitê, como encontros da juventude cooperativista em diferentes estados, e das próximas ações previstas, entre elas os encontros de jovens da Coopercitrus e do Sistema Ocemg. Também foi detalhada a proposta Cooperando Acontece, que será desenvolvida durante a Semana de Competitividade para estimular a produção colaborativa de conteúdo para as redes sociais do movimento.
Liderança feminina
No período da tarde, a reunião do Comitê Elas pelo Coop foi conduzida por Leandra Miglioranza, coordenadora do colegiado, reunindo representantes de diferentes estados para acompanhar o andamento das iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina no cooperativismo.
Os principais assuntos abrangeram a integração de novas integrantes ao comitê, o fortalecimento dos comitês estaduais e o incentivo à conclusão da trilha de formação em liderança feminina, requisito para participação no grupo. Também foram reconhecidas as integrantes que concluíram a trilha de ESG, reforçando o compromisso do comitê com a formação contínua de suas participantes.
A preparação para a Semana de Competitividade também teve espaço de destaque. As participantes receberam orientações sobre a programação do evento e sobre sua atuação, especialmente nas atividades previstas para a Sala Sensorial, um espaço pensado para proporcionar uma experiência imersiva, despertando reflexões sobre empatia, inclusão, diversidade e pertencimento por meio de vivências sensoriais.
A reunião ainda promoveu o compartilhamento de boas práticas desenvolvidas pelos estados, a apresentação de cases de integrantes do comitê e o incentivo para que as participantes divulguem suas trajetórias e iniciativas.
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28/07/2026
Semana de Competitividade: trilhas serão comandadas por especialistas
Programação terá palestras, painéis, cases de cooperativas e oficinas práticas para os participantes
Especialistas reconhecidos nacionalmente, lideranças do cooperativismo e representantes de diferentes ramos do movimento estarão reunidos na programação das salas temáticas da Semana de Competitividade 2026, que acontece entre os dias 11 a 13 de agosto. No segundo dia (12), os participantes poderão escolher entre quatro trilhas de conteúdo que abordam os principais pilares da cultura cooperativista: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão.
A sala de Governança Cooperativa reunirá especialistas e dirigentes para discutir o papel da liderança na consolidação da cultura cooperativista e os desafios da gestão nas organizações. A programação será aberta pelo consultor da Giacoo, Silvio Giusti, com a palestra Como a liderança pode promover a cultura coop. Em seguida, o presidente da Certaja Energia, Edersson Madruga, e o presidente da Coopersino, Magno Braz, compartilharão experiências sobre o fortalecimento da governança em um painel mediado pelo Sistema OCB.
Durante a tarde, os participantes acompanharão discussões sobre diversidade e inclusão nos conselhos de administração, protagonismo feminino, ESG e boas práticas de governança. Entre os convidados estão Gisele Gomes, CEO da Parônima, Rosilene Rosado, sócio-fundadora da Gália, e Ricardo Voltolini, fundador da Ideia Sustentável.
A programação também traz experiências de cooperativas como a Cocatrel, representado Coordenadora do Grupo Cafeína Cocatrel, Iandra Mendes e Sicoob Meridional, representado pela presidente do Conselho de Administração, Solange Martins, que apresentarão iniciativas voltadas ao fortalecimento da participação feminina nos processos de liderança e tomada de decisão.
Identidade
Na trilha Educação Cooperativista, os debates serão voltados ao desenvolvimento das pessoas e ao fortalecimento da identidade cooperativista. A programação começa com a palestra de José Máximo, diretor geral da Escoop, sobre educação do quadro social. Ao longo do dia, especialistas discutirão como a educação pode orientar a construção da cultura organizacional, além do papel dos educadores cooperativistas e dos impactos das novas tecnologias no processo de aprendizagem.
O painel Educação como orientadora da cultura cooperativista reunirá Helena Soares, representante da TM20, e Tania Savaget, sócia da Zaic. Já os cases previstos vão mostrar experiências desenvolvidas pela Fundação Sicredi, representada pelo diretor executivo Rogério Machado; pelo Instituto Sicoob, representado pela analista Fernanda Paiva; pelo Instituto Cresol, com a participação do gerente Itamar Vodzicki ; e pela cooperativa Cooper, com a presença da coordenadora de Marketing, Thaís Cristina.
A programação será encerrada com uma reflexão sobre o uso de dados e inteligência artificial na promoção da cultura organizacional, conduzida por Ricardo Cappra, fundador do Cappra Institute.
Pertencimento
A sala de Comunicação e Experiência vai mostrar como fortalecer o relacionamento com os cooperados e contribuir para consolidar a cultura cooperativista. A abertura será conduzida por Patrícia Marins, fundadora da Oficina Consultoria, que discutirá o papel da comunicação institucional nesse processo. Em seguida, Júlio Pollária, gerente de Marketing da Aurora Coop e o Gualter Ramalho, diretor de Mercado e Marketing da Unimed do Brasil, apresentam case do movimento SomosCoop.
Durante a tarde, a programação abordará temas como fidelização, centralidade no cooperado e construção de relacionamento e pertencimento. O gerente da Cocamar, João Sadao, e o presidente da cooperativa Arteza, Ângelo Mácio, apresentarão iniciativas desenvolvidas para aproximar ainda mais seus cooperados da gestão e dos valores do cooperativismo.
Entre os destaques também está a participação de Gisele Paula, CEO do Instituto Cliente Feliz. O encerramento ficará por conta de Marcelo Minutti, fundador da InLabs, com orientações sobre como estruturar um plano de comunicação voltado aos cooperados.
Futuras lideranças
A trilha Legado e Sucessão discutirá estratégias para garantir a continuidade das cooperativas por meio do fortalecimento da cultura organizacional e da preparação de novas lideranças. A escritora e palestrante Dafna Blaschkauer, abre a programação com um painel sobre a influência da cultura no sucesso das organizações. Na sequência, a presidente da Casa Cooperativa, Heloisa Lopes, e o presidente da Camta, Alberto Oppata, compartilham experiências relacionadas à preservação do legado cooperativista.
À tarde, os debates abordarão planejamento sucessório, desenvolvimento de lideranças e sucessão com propósito, com participação das cooperativas CooperConcórdia, representada pela professora Larissa Zambiasi; Coplana, representada pelo presidente Bruno Rangel; Sicredi Pioneira, com participação do presidente do Conselho de Administração Tiago Schmidt; e Cooperxvale, com participação da cooperada Gabriela Olinda.
O encerramento da trilha ficará a cargo de Marcus Nakagawa, que apresentará a sucessão como um dos fatores essenciais para garantir a sustentabilidade das cooperativas no longo prazo.
Conhecimento e prática
Paralelamente às salas temáticas, os participantes poderão aprofundar os conteúdos nos quatro Labs da Semana de Competitividade. Organizados nas mesmas áreas temáticas — Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão —, os espaços foram concebidos para promover oficinas colaborativas e atividades práticas.
“A proposta é que os participantes desenvolvam ferramentas, metodologias e planos de ação que possam ser implementados em suas cooperativas, transformando os debates das salas temáticas em iniciativas concretas para fortalecer a cultura cooperativista”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
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27/07/2026
Cooperativismo apresenta propostas para ampliar alcance do FNO à Sudam
Sistema OCB defende aprimoramentos na programação Anual do fundo para fortalecer desenvolvimento regional
Ampliar o acesso ao crédito para produtores rurais, empreendedores e comunidades da Região Norte foi o principal tema da reunião realizada nesta segunda-feira (27) entre o Sistema OCB e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Brasília. A presidente executiva, Tania Zanella, se reuniu com o superintendente da Sudam, Paulo Rocha, para discutir propostas de aprimoramento da programação anual do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) para 2027.
Durante o encontro, Tania destacou que ampliar as condições de atuação das cooperativas significa ampliar também o alcance do próprio FNO, e o acesso ao crédito a um número cada vez maior de municípios e beneficiários. "Nosso compromisso é contribuir para o aperfeiçoamento do FNO, com o fortalecimento de um modelo que amplia a capilaridade do crédito, respeita as especificidades do cooperativismo e gera mais oportunidades para o desenvolvimento regional", afirmou.
Presença na Região Norte
Entre 2019 e 2025, a cobertura das cooperativas na Região Norte passou de 25,6% para 42,2% dos municípios, enquanto o percentual da população cooperada cresceu de 1,4% para 5,6%.
Em âmbito nacional, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central no Panorama do Sistema Financeiro de Crédito Cooperativo 2025 (SNCC), o segmento reúne 742 cooperativas e 21,2 milhões de cooperados. Atualmente, o setor está presente em 59% dos municípios brasileiros, o equivalente a 3.287 cidades, e é a única instituição financeira em 1.072 municípios.
Segundo Tania, esses números demonstram a capacidade das cooperativas de ampliar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos empreendedores, produtores rurais e comunidades que muitas vezes não contam com alternativas de atendimento financeiro. “Os dados também evidenciam que o FNO é um instrumento estratégico para apoiar a expansão do cooperativismo de crédito e ampliar o alcance das políticas de desenvolvimento na Amazônia”, acrescentou a presidente.
Propostas
Durante a reunião, o Sistema OCB apresentou um conjunto de contribuições voltadas ao aperfeiçoamento da Programação Anual do FNO para 2027. Um dos principais pontos defendidos foi o fortalecimento da capilaridade das operações realizadas pelas cooperativas de crédito, ampliando as condições para que os recursos do Fundo cheguem a mais municípios e atendam um número maior de produtores rurais e pequenos empreendedores.
A entidade também propôs medidas para promover maior equidade entre os operadores do fundo. Atualmente, cooperativas e demais instituições financeiras que operam recursos do FNO estão sujeitas a condições diferentes, mesmo financiando projetos semelhantes. O objetivo é tornar essas regras mais equilibradas.
Outro ponto apresentado foi a necessidade de conferir maior previsibilidade às normas que orientam a execução do fundo. Entre as sugestões está a avaliação anual do ticket médio das operações do FNO Rural, em substituição ao acompanhamento semestral. A medida leva em consideração as características da produção agrícola na Região Norte, marcada pela sazonalidade das safras e pelo regime de cheias dos rios.
Potencial
Os números da atuação das cooperativas de crédito com recursos do FNO demonstram a capacidade do setor de transformar recursos públicos em desenvolvimento regional. Somente em 2025, foram realizadas 3.992 operações, que movimentaram mais de R$ 753 milhões e alcançaram 53,3% dos municípios da Região Norte.
No acumulado entre 2021 e 2025, as cooperativas de crédito contrataram mais de R$ 2,23 bilhões em financiamentos, distribuídos em 11.106 operações que levaram recursos a 67,6% dos municípios da região.
A agenda com a Sudam integra mais um ciclo de atuação coordenada do cooperativismo de crédito em defesa do fortalecimento dos Fundos Constitucionais de Financiamento. Ao longo de 2026, o Sistema OCB, em conjunto com as organizações estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras, vem apresentando contribuições às instituições responsáveis pela elaboração das Programações Anuais dos Fundos.
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24/07/2026
Sistema OCB avança na preservação do patrimônio cultural cooperativo
Grupo de trabalho analisa locais e práticas que representam a história do movimento no mundo
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (23), por videoconferência, da reunião do Grupo de Trabalho sobre Patrimônio Cultural Cooperativo da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que iniciou a avaliação das novas candidaturas ao Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo.
Presidido por Tiago Schmidt, presidente do Conselho de Administração da Sicredi Pioneira, o grupo analisou as indicações recebidas por meio da plataforma oficial da iniciativa, que reúne patrimônios culturais materiais — como edifícios, monumentos, museus e arquivos — e patrimônios imateriais, como tradições, saberes e práticas ligadas ao cooperativismo.
Segundo o coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Penna, a reunião marcou o início da etapa de seleção das candidaturas. "Apresentamos todas as indicações recebidas pela plataforma da iniciativa. Agora o grupo de trabalho inicia um processo de votação para avaliar quais locais e práticas atendem aos critérios e poderão integrar o Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo", afirmou.
Criado pela ACI, o mapa busca identificar, preservar e dar visibilidade aos bens que representam a história e a identidade do movimento cooperativista. Atualmente, a plataforma reúne 32 patrimônios culturais em 25 países, com a expectativa de ampliar esse acervo nos próximos meses.
Penna explicou que o reconhecimento depende do cumprimento de requisitos estabelecidos pelo grupo de trabalho. "Existem critérios específicos para que um lugar ou uma prática seja reconhecido como patrimônio cultural cooperativo. A votação dos membros do grupo será justamente para verificar quais candidaturas cumprem esses requisitos", disse.
Assembleia Geral da ACI
Outro tema da reunião foi a apresentação da iniciativa durante a Assembleia Geral da ACI, marcada para 15 de setembro, no Panamá. O encontro também elegerá o novo Conselho de Administração da organização.
Para João Penna, o evento será decisivo para ampliar a projeção internacional do programa. "A apresentação da iniciativa na Assembleia Geral da ACI será um momento muito importante. O Sistema OCB é uma das principais entidades que apoiam institucionalmente esse projeto e essa será uma oportunidade para apresentar os avanços alcançados para o movimento cooperativista mundial", destacou.
A participação brasileira tem sido estratégica desde a criação do grupo de trabalho. Além de presidir o colegiado, por meio de Tiago Schmidt, o Sistema OCB figura entre os principais apoiadores institucionais da iniciativa.
Agenda internacional
Durante a reunião também foram debatidas as próximas atividades do grupo. Entre elas estão a realização de um seminário internacional sobre patrimônio cultural cooperativo, previsto para fevereiro de 2027, em Kerala, na Índia, e um webinar programado para outubro, em comemoração ao Dia do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. “São iniciativas que darão continuidade ao fortalecimento desse trabalho de valorização da memória cooperativista", complementou Penna.
O Grupo de Trabalho sobre Patrimônio Cultural Cooperativo foi criado pela ACI para identificar, documentar e preservar os bens materiais e imateriais que representam a trajetória do cooperativismo no mundo, contribuindo para a valorização de sua história e identidade junto às novas gerações.
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23/07/2026
Sistema OCB promove imersão para fortalecer agenda rumo à COP31
Representantes do governo e parceiros conhecem iniciativas coop em sustentabilidade e inovação
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu.
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu. Saiba Mais:
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Notícias saber cooperar
22/07/2026
Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop
A política está mais presente no cotidiano das cooperativas do que muita gente imagina. É nos espaços de decisão que são definidas leis, regulamentações e políticas públicas capazes de impulsionar – ou limitar – o desenvolvimento do cooperativismo. Por isso, acompanhar o ambiente político-institucional e participar do diálogo com os tomadores de decisão é uma estratégia essencial para fortalecer o setor e garantir que as especificidades do modelo cooperativo sejam consideradas.
Para aprimorar essa atuação, o Sistema OCB criou o Programa de Educação Política, que prepara lideranças cooperativistas para compreender o funcionamento das instituições, qualificar a representação institucional e ampliar a participação do cooperativismo nos debates de interesse do setor. Mais do que incentivar o acompanhamento da agenda pública, o programa busca consolidar uma cultura de atuação apartidária, técnica e permanente, voltada à defesa legítima das pautas cooperativistas.
“Nossa intenção é formar cidadãos mais conscientes, lideranças mais preparadas e cooperativas mais capazes de dialogar com os tomadores de decisão. Queremos que o cooperativismo seja reconhecido não apenas por sua relevância econômica e social, mas também por sua capacidade de contribuir para a construção de soluções para os desafios do país”, explica o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz.
Esse fortalecimento da representação institucional se traduz em ações concretas. Ao acompanhar a agenda legislativa, dialogar com representantes dos Poderes e construir relacionamentos institucionais, o cooperativismo amplia sua capacidade de atuar de forma estratégica na defesa de seus interesses. Com isso, consegue apresentar propostas fundamentadas, contribuir tecnicamente para a formulação de políticas públicas e levar aos espaços de decisão a experiência de organizações que promovem inclusão produtiva, desenvolvimento regional, geração de renda e o fortalecimento das comunidades.
“Quando um dirigente entende como tramita um projeto de lei, quando um cooperado compreende o impacto de uma política pública sobre sua atividade ou quando uma cooperativa consegue apresentar propostas estruturadas para candidatos e gestores públicos, estamos fortalecendo a capacidade de incidência do movimento”, destaca o gerente.
Como participar
O Programa de Educação Política oferece diferentes ferramentas para as cooperativas aperfeiçoarem sua participação em processos decisórios importantes para as regiões onde estão inseridas. Em todo o país, 25 Organizações Estaduais (OCEs) já aderiram à plataforma. Segundo Queiroz, quanto maior o envolvimento das cooperativas, maior a capacidade do movimento de apresentar suas contribuições para o desenvolvimento do país e defender um ambiente institucional favorável ao seu crescimento.
“Cooperativas que investem em educação política fortalecem sua capacidade de relacionamento institucional, desenvolvem lideranças mais preparadas, ampliam sua influência nos debates públicos e conseguem antecipar tendências regulatórias e legislativas que podem impactar seus negócios. Além disso, tornam-se organizações mais conectadas com seus territórios e mais capazes de atuar como agentes de desenvolvimento local”, ressalta.
O programa é colocado em prática nos estados com oficinas, seminários, encontros de lideranças, cursos de formação, campanhas de conscientização e atividades voltadas para jovens, mulheres e dirigentes cooperativistas. São ações que destacam a importância da participação cidadã e da representação institucional dentro do coop e vem gerando uma mudança cultural ao longo dos anos.
“Percebemos um avanço significativo na capacidade das próprias cooperativas de organizarem suas pautas, construírem agendas regionais e participarem de discussões sobre desenvolvimento local, o que amplia a legitimidade e a influência institucional do movimento”, avalia o gerente.
Atuação estratégica
O Programa de Educação Política funciona com base em eixos estratégicos. No primeiro, Formação Política e Cidadã, o foco é promover a capacitação sobre democracia, funcionamento das instituições, processo eleitoral, Poder Legislativo, Poder Executivo e participação social. É a base que permite que o sistema cooperativista tenha multiplicadores do programa por todo o país.
No eixo Mobilização e Engajamento, o Sistema OCB busca transformar conhecimento em participação. O objetivo é incentivar cooperados, dirigentes e colaboradores a acompanharem os temas de interesse do cooperativismo e a se envolverem nos debates que impactam suas comunidades e seus negócios.
O terceiro eixo – Representação Institucional – inclui o cooperativismo no centro da agenda de decisões, por meio do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, entregue aos presidenciáveis e demais candidatos em nível federal, estadual e municipal. Por fim, o eixo Comunicação e Conscientização amplia o alcance dessas discussões por meio de campanhas, materiais educativos e plataformas digitais. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Na hora de votar, #PensenoCoop” ganham relevância, aproximando cooperativas e representantes públicos.
“É uma formação completa, que vai permitir à cooperativa entender como funciona todo o processo de participação política e como usá-la a seu favor. Em 2026, ano de eleições gerais, essa decisão é ainda mais importante no sentido de qualificar o relacionamento institucional das cooperativas com candidatos, parlamentares e gestores públicos”, destaca Eduardo Queiroz.
Educação política na prática
No Sistema OCB/ES, 100% dos parlamentares eleitos em âmbito estadual já firmaram um compromisso com o cooperativismo. A adesão é resultado de um trabalho consistente de representação institucional do coop capixaba.
O assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro, explica que, com a ajuda do Programa de Educação Política, os atores políticos compreenderam que o cooperativismo possui uma atuação apartidária, com foco em fortalecer as cooperativas e ampliar a contribuição delas para o desenvolvimento do estado.
Participante do programa desde 2023, a OCE já vem colhendo resultados significativos, como a aprovação de leis de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo em 22 municípios capixabas. Os avanços refletem um esforço que também mobiliza quem atua na ponta. Cooperativas como a Coopram, de agricultura familiar, e a Coopersules, de transporte, passaram a dedicar painéis exclusivos ao Programa de Educação Política em seus eventos internos. “Nesses espaços, os multiplicadores apresentam a iniciativa, debatem a importância do envolvimento institucional e mostram como as decisões políticas impactam diretamente o dia a dia da cooperativa”, conta Ribeiro.
Para ampliar esse alcance, o Sistema OCB/ES aposta em duas frentes complementares. A primeira é a capacitação dos multiplicadores, por meio da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, na plataforma CapacitaCoop, garantindo que eles tenham domínio dos temas abordados.
A segunda consiste em comunicar o tema de forma simples e próxima do público. “Encaminhamos materiais dinâmicos, como cartilhas digitais e pílulas de informação via WhatsApp, além de promovermos reuniões de comitês educativos. O foco é desmistificar a política, mostrando que a educação política não é sinônimo de partidarismo, mas sim um mecanismo para atuarmos em defesa do modelo de negócios cooperativo”, afirma o assessor.
Construção permanente
O Paraná foi o estado pioneiro na implementação do Programa de Educação Política do Sistema OCB, ainda na fase piloto, em 2018. Adaptada à realidade local, a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Agora, a meta é ampliar esse alcance para 3 milhões, mobilizando as 255 cooperativas registradas na Ocepar.
De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Danielly Andressa da Silva, esse avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação de coordenadores locais – lideranças indicadas pelas cooperativas para atuar como pontos focais do programa em cada organização.
Os coordenadores participam regularmente de capacitações, recebem orientações técnicas e integram reuniões e fóruns promovidos pela Ocepar, garantindo alinhamento e uniformidade na condução das ações em todo o estado. “Cada vez mais lideranças compreendem que acompanhar o ambiente político-institucional não significa fazer política partidária, mas exercer uma representação institucional responsável, organizada e alinhada aos interesses do cooperativismo”, afirma.
O pioneirismo também tem impacto na representatividade do coop paranaense. Hoje, 26 deputados federais e senadores do estado integram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. “Observamos recentemente uma evolução importante na qualidade do relacionamento institucional com os Poderes Executivo e Legislativo, permitindo que as contribuições do cooperativismo sejam apresentadas de forma técnica, propositiva e permanente”, destaca Danielly.
Para a coordenadora, esse trabalho ultrapassa os períodos eleitorais e busca consolidar uma cultura permanente de representação institucional. A proposta é preparar cooperativas e lideranças para acompanhar os processos de decisão e atuar de forma organizada na defesa de pautas estratégicas para o setor.
A consolidação do programa também passa por uma agenda estruturada de formação e mobilização. A Ocepar investe na capacitação contínua de lideranças, na produção de materiais de comunicação, em parcerias institucionais e em ações de sensibilização junto às cooperativas. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o documento Propostas por um Paraná mais Cooperativo, que complementa o material elaborado pelo Sistema OCB com indicadores e prioridades para o estado, o MBA em Inteligência Política e Governos, realizado com o apoio do Sescoop/PR, além de imersões institucionais na Assembleia Legislativa do Paraná e diálogo permanente com representantes dos Executivo.
Segundo Danielly, a experiência tem mostrado que o maior desafio não é executar o programa, mas consolidar uma cultura de representação institucional capaz de ampliar, de forma legítima e contínua, a influência do cooperativismo nos espaços de decisão. “Nosso objetivo hoje é fortalecer uma atuação orientada por inteligência política, preparando lideranças para compreender o ambiente institucional, antecipar tendências e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão”, conclui.
Notícias eventos
21/07/2026
Vem aí a Semana de Competitividade 2026
Evento vai discutir como fortalecer valores, identidade e práticas que impulsionam o coop
Como transformar valores cooperativistas em resultados concretos? Essa será uma das principais reflexões da Semana de Competitividade 2026, que será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reunirá lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir como a cultura cooperativista pode ser um diferencial estratégico para o fortalecimento e a competitividade das cooperativas.
Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa terá programação voltada ao desenvolvimento de pessoas, lideranças e estratégias capazes de fortalecer a identidade cooperativista e ampliar o engajamento dentro das organizações. Ao longo de três dias, os participantes terão acesso a palestras, painéis, salas temáticas e laboratórios com discussões sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão e experiência do cooperado.
A abertura contará com as participações do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza Neto. Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho ministrará a palestra O que é ser cooperativista no século XXI, com reflexões sobre o papel dos princípios cooperativistas diante das transformações da sociedade e do ambiente de negócios.
Durante a programação, especialistas e representantes do cooperativismo compartilharão conhecimentos e experiências sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a cultura dentro das organizações. Entre os participantes estão a historiadora Carolina Kuk (Raiz), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB) e o autor e best-seller Michel Alcoforado (antropólogo), além de lideranças de cooperativas que apresentarão práticas voltadas ao desenvolvimento da cultura que envolve o modelo de negócios.
Trocas e conhecimento
Entre os destaques do evento está o painel O impacto do coop nas comunidades, que reunirá representantes do Sistema OCB, cooperativas e instituições de pesquisa para discutir a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento local. A programação também abordará temas como memória institucional, juventude cooperativista, comunicação e conflitos geracionais, além do papel da cultura como compromisso com o futuro.
Os participantes poderão ainda aprofundar conhecimentos em quatro trilhas e laboratórios temáticos: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. A proposta é estimular a troca de conhecimentos e apresentar caminhos para que as cooperativas fortaleçam sua cultura e estejam mais preparadas para os desafios de um ambiente em constante transformação.
Para o gerente do Núcleo Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, a cultura é um dos principais elementos para a sustentabilidade e a competitividade das cooperativas. “A cultura cooperativista está no centro da identidade das cooperativas e é fundamental para garantir sua sustentabilidade e competitividade. A Semana de Competitividade será uma oportunidade para trocar experiências, fortalecer práticas e discutir como manter vivo o propósito que move o cooperativismo”, destaca.
Saiba Mais:
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
Coops de artesanato avançam rumo ao mercado internacional em Paris
Notícias eventos
20/07/2026
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Regulação, inovação, segurança, inteligência artificial e sustentabilidade foram temas abordados
A experiência brasileira no cooperativismo de crédito foi destaque na programação da World Credit Union Conference (WCUC) 2026, realizada em Sydney, na Austrália, entre os dias 19 e 22 de julho. Representando o Sistema OCB, a superintendente Fabíola Nader Motta participou, nesta segunda-feira (20), do painel How Geopolitics Are Affecting Credit Unions, que discutiu os impactos das mudanças geopolíticas sobre o sistema financeiro cooperativo.
Ao lado de Fabíola, participaram do debate Jeff Guthrie, presidente e CEO da Canadian Credit Union Association e diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), representando o Canadá; Scott Simpson, presidente e CEO da America's Credit Unions, pelos Estados Unidos; e Anthony Hughes, CEO do Teachers Mutual Bank, da Austrália. As lideranças compartilharam experiências sobre os desafios e as estratégias para fortalecer a resiliência das cooperativas de crédito diante de um cenário internacional cada vez mais complexo.
Organizado pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), em parceria com a Customer Owned Banking Association (Coba), o encontro é considerado o principal evento internacional do cooperativismo de crédito. A edição de 2026 reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países e abre espaço para o intercâmbio de experiências sobre regulação, inovação, segurança cibernética, inteligência artificial, sustentabilidade e fortalecimento das cooperativas financeiras.
No painel, realizado no palco principal do evento, Fabíola apresentou a trajetória brasileira de consolidação do cooperativismo de crédito e destacou como o ambiente regulatório construído ao longo dos últimos anos contribuiu para o crescimento sustentável do setor. Ela compartilhou experiências sobre a capacidade das cooperativas de responder aos desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais complexo.
Resiliência
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das tensões geopolíticas sobre o sistema financeiro, os riscos cibernéticos, a transformação digital, o uso da inteligência artificial, a renovação geracional e o papel das cooperativas na promoção da resiliência econômica das comunidades onde atuam.
Fabíola ressaltou que o caso brasileiro demonstra que inovação financeira e segurança regulatória podem caminhar juntas. Ela também apresentou exemplos da evolução do ambiente institucional do país, marcado pelo diálogo permanente entre o setor, o Banco Central e o Congresso Nacional, o que permite avanços importantes para o cooperativismo de crédito.
"O Brasil mostra que é possível construir um ambiente em que inovação, segurança e inclusão financeira avançam de forma equilibrada. O crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro é resultado de uma regulação proporcional, construída com diálogo e confiança entre o setor e o poder público. Essa experiência fortalece nossas cooperativas e oferece aprendizados que podem contribuir para outros países que também buscam ampliar o acesso ao sistema financeiro sem abrir mão da solidez institucional", afirmou a superintendente.
Proximidade
Outro ponto levado ao debate foi a capacidade das cooperativas de crédito de responderem às transformações econômicas mantendo o foco nas necessidades das comunidades. Segundo Fabíola, a proximidade com os cooperados permite compreender com maior precisão os impactos das mudanças econômicas sobre famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais, o que fortalece a capacidade de adaptação das instituições.
"Em um cenário internacional marcado por mudanças constantes, as cooperativas demonstram que desenvolvimento econômico e compromisso com as pessoas podem caminhar juntos. A força do modelo está justamente na combinação entre organização sistêmica, conhecimento da realidade local e uma governança orientada pelos interesses dos próprios cooperados. É isso que torna o cooperativismo um instrumento de resiliência para as economias e para as comunidades", destacou.
A participação também reforçou o protagonismo internacional do cooperativismo brasileiro. O país possui um dos sistemas de crédito cooperativo que mais crescem no mundo, sustentado por um marco regulatório reconhecido internacionalmente e por indicadores que evidenciam sua contribuição para a inclusão financeira.
Dados do Banco Central mostram que o cooperativismo de crédito reúne 21,2 milhões de cooperados, está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 cidades. O setor também ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos, responde por 8% do crédito e por 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional.
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Notícias representação
20/07/2026
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
Sistema OCB apresenta propostas para reduzir burocracia e valorizar riquezas locais
Foto: Câmara dos DeputadosA simplificação do acesso ao crédito e o fortalecimento do turismo regional e rural marcaram a audiência pública promovida pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, realizada na sexta-feira (17), em Florianópolis (SC), para discutir o aperfeiçoamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Durante o debate, a diretora de Turismo da Cooptur, Rafaela Loezer Sanches, representou o Sistema OCB e defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso das cooperativas e dos pequenos empreendimentos aos recursos do fundo.
A audiência integra um ciclo de seminários regionais que subsidiará uma proposta de atualização da legislação do Fungetur, com foco na simplificação dos procedimentos, ampliação das linhas de financiamento e fortalecimento dos pequenos empreendimentos turísticos.
Segundo Rafaela, o cooperativismo já ocupa posição estratégica na cadeia do turismo brasileiro ao reunir cooperativas que movimentam a economia dos territórios. "As cooperativas promovem o desenvolvimento local e a geração de oportunidades econômicas em todo o país. Estudos da FIPE mostram que sua presença eleva o PIB per capita em R$ 3,9 mil e gera 25,3 empregos formais adicionais para cada mil habitantes. São dados que comprovam a capacidade do movimento em gerar prosperidade nas comunidades", afirmou.
Para a diretora, esse impacto também se reflete diretamente no turismo, especialmente em destinos de pequeno porte. "No setor turístico, essa contribuição se manifesta de forma concreta em diversas atividades que compõem a cadeia do turismo nacional. As cooperativas atuam no transporte, no crédito, na agricultura familiar, no artesanato, na gastronomia e na promoção de experiências que valorizam a cultura, as tradições e a identidade dos nossos territórios", disse.
Integração
Ainda durante sua apresentação, Rafaela destacou o Plano Nacional de Turismo Cooperativo, iniciativa liderada pelo Sistema OCB para integrar e fortalecer as ações das cooperativas no setor. "O plano representa um importante avanço para o reconhecimento das cooperativas como agentes do desenvolvimento turístico sustentável, e visa promover a integração entre os diversos ramos do cooperativismo e fortalecer a oferta de experiências que geram valor econômico, inclusão social e preservação cultural nos territórios".
Ela ressaltou, entretanto, que o potencial do cooperativismo ainda encontra obstáculos para acessar os recursos do Fungetur. "Exigências de garantias desproporcionais, burocracia nos processos, falta de padronização entre instituições financeiras e o desconhecimento das linhas disponíveis ainda limitam o potencial de muitos empreendimentos cooperativos. Por isso, defendemos o aperfeiçoamento contínuo do programa, com maior integração a mecanismos garantidores, simplificação dos procedimentos, ampliação da divulgação e fortalecimento do atendimento às cooperativas e aos pequenos empreendimentos turísticos", completou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, reforçou que ampliar o acesso das cooperativas ao crédito significa impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro. "Reconhecer e fomentar as iniciativas de turismo desenvolvidas pelas cooperativas é investir em um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e valorização das riquezas locais, o que gera benefícios duradouros para a população. Modernizar o Fungetur é criar oportunidades para que mais cooperativas invistam, inovem e fortaleçam o turismo em todas as regiões do país", destacou.
Modernização
A presidente da Comissão de Turismo e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputada Daniela Reinehr (SC), afirmou que as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão a base para a atualização da legislação do fundo. "A atual legislação tem um papel importantíssimo, mas ainda existem barreiras que impedem muitos empreendedores de acessar os recursos. Queremos construir um texto que reduza a burocracia, facilite as garantias e torne o crédito mais acessível para quem faz o turismo acontecer na ponta", declarou.
Segundo a parlamentar, as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão consolidadas para embasar uma proposta de modernização do Fungetur. “A iniciativa busca reduzir as barreiras ao acesso ao crédito, ampliar as possibilidades de financiamento e fortalecer o fundo como instrumento de incentivo aos investimentos no turismo brasileiro,” concluiu.
O debate reuniu representantes do Ministério do Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio-SC, da Caixa Econômica Federal, do Badesc, da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas ao turismo.
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17/07/2026
Coops de artesanato avançam rumo ao mercado internacional em Paris
Turiarte, Comart e Copamart estão entre os 20 selecionados da Jornada Exportadora da ApexBrasil
As cooperativas de artesanato seguem ampliando sua presença no mercado internacional. A Turiarte (PE), a Comart (RN) e a Copamart (AM) foram selecionadas para participar da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) voltada à preparação de empreendimentos brasileiros para atuação no comércio exterior.
As três cooperativas estão entre os 20 empreendimentos escolhidos em um universo de 590 inscritos de todo o país, resultado que evidencia o potencial competitivo do cooperativismo brasileiro no segmento de artesanato. Além da participação na Jornada Exportadora, Turiarte e Copamart também foram selecionadas para expor seus produtos na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de design, decoração, artesanato e lifestyle, realizada em Paris.
A missão comercial ocorrerá entre os dias 6 e 11 de setembro de 2026 e reunirá empresas com potencial exportador em uma programação voltada à qualificação e à geração de negócios. Estão previstas atividades preparatórias, seminários, visitas técnicas ao mercado francês, rodadas de negócios e acompanhamento especializado da equipe da ApexBrasil durante toda a agenda internacional.
O resultado confirma uma tendência observada pelo Sistema OCB: as cooperativas de artesanato tem buscado cada vez mais capacitação para acessar mercados internacionais e aproveitar oportunidades de promoção comercial. Nos últimos anos, o cooperativismo marcou presença em iniciativas como a Expoartesanias 2024, na Colômbia, a Jornada Exportadora do Artesanato – Lisboa 2025, a Rodada Internacional de Negócios da Fenearte e, agora, a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026.
Para a analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Jéssica Dias, o desempenho demonstra que a preparação para o mercado internacional vem gerando resultados concretos. "Ver três cooperativas entre as 20 selecionadas em um processo tão competitivo demonstra que o movimento brasileiro está cada vez mais preparado para atuar no mercado internacional. Esse resultado é fruto do investimento em qualificação, planejamento e da busca constante por oportunidades de acesso a novos mercados. Nosso papel é continuar apoiando essas cooperativas para que transformem esse potencial em negócios e levem a identidade do artesanato brasileiro para o mundo", afirma.
Além de abrir portas para novos compradores e parceiros comerciais, a missão permitirá que as cooperativas acompanhem tendências internacionais de design, consumo e inovação, o que contribuirá para fortalecer sua competitividade e agregar valor aos produtos desenvolvidos pelos cooperados.
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17/07/2026
Sistema OCB apresenta força do coop a 400 jovens da Cresol
Entidade participou de encontro da Juventude Conectada, com reflexão sobre o papel das novas gerações
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (16), do 4º encontro do Juventude Conectada Cresol, projeto de formação que reúne até 400 jovens de 18 a 25 anos de todo o país. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta. Ela apresentou aos jovens o panorama nacional do cooperativismo com destaques para o papel da organização, a dimensão do movimento no país e os princípios que orientam o modelo de negócio.
A apresentação da superintendente dialogou com duas dinâmicas conduzidas anteriormente com os jovens: um mosaico de fotos de produtos com o selo SomosCoop, registrados pelos próprios participantes, e uma atividade em que mostraram itens cooperativos presentes em suas casas. Fabíola retomou esse material para situar o cooperativismo como algo já presente no cotidiano do público, antes de detalhar os dados do setor.
Dimensão
Com base no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, Fabíola apresentou o tamanho do movimento no país: 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a quase 12% da população, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. São 4.384 cooperativas, presentes em 3.586 municípios, responsáveis por 578 mil empregos diretos. O setor registrou R$ 757,9 bilhões em ingressos, R$ 1,39 trilhão em ativos — alta de 19% — e US$ 8,4 bilhões em negócios internacionais.
A superintendente também mencionou a Lei 15.433/2026, sancionada em junho, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura brasileira. “A legislação situa o cooperativismo não apenas como modelo de negócio, mas como parte da identidade nacional”, destacou.
Papel da juventude
Ao encerrar a participação no encontro, Fabíola destacou que o maior desafio do cooperativismo é envolver as novas gerações para garantir a continuidade do movimento. Segundo ela, os jovens procuram propósito, participação e impacto — características que fazem parte da essência do modelo cooperativista.
"O cooperativismo precisa de pessoas que queiram participar, liderar, influenciar e construir o futuro. Vocês podem ser cooperados, colaboradores, conselheiros, diretores ou embaixadores desse movimento. O importante é entender que existe espaço para cada um. Se os jovens não participarem, o cooperativismo perde sua capacidade de renovação. É por isso que investir na formação de novas lideranças é garantir que esse modelo continue transformando comunidades e criando oportunidades para as próximas gerações", finalizou.
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