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Brasília (23/1/20) – Os diferenciais das cooperativas de crédito em relação às demais instituições financeiras do país foram destaque na edição do Valor Investe, desta quinta-feira (23/1). A matéria aborda as vantagens do modelo, dentre elas: ser cooperado e dono do negócio, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) e, ainda, as taxas de juros, bem mais justas, como mostra o quadro (abaixo) que ilustra a matéria. (Clique aqui para ler)
Brasília (16/1/20) – O ano de 2020 será de recuperação na economia e mais oportunidades de renda e emprego. Essa é a expectativa do cooperativismo paranaense que, mais uma vez, dará sua contribuição ao país. O setor planeja investir R$ 3,8 bilhões no próximo ano, alta de 75% em comparação a 2019. Os investimentos recordes serão direcionados principalmente para projetos de agroindústria, armazenagem e logística.
“Acreditamos na retomada do crescimento do Brasil. Passamos por anos difíceis, mas nunca deixamos de investir. Nos últimos dez anos, mantivemos, em média, investimentos anuais de R$ 2 bilhões. Mesmo assim, havia um potencial represado em função da estagnação econômica. Agora, as cooperativas do Paraná estão reativando projetos, posicionando o setor em um novo patamar de valores”, explica o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. A estimativa de investimento foi levantada pelos técnicos do Sistema Ocepar junto às cooperativas registradas na entidade.
“A maior parte dos recursos, R$ 2,1 bilhões, o equivalente a 55% do total, será destinado a projetos de agroindústria, nas cadeias produtivas da soja, aves, suínos, lácteos, peixes, rações, entre outros. Armazenagem e logística receberão 35% dos aportes, R$ 1,35 bilhão, enquanto os projetos de melhorias administrativas, TI e varejo receberão R$ 350 milhões, 10% do total”, afirma o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. “Mais de 90% destes investimentos serão realizados no Paraná”, ressalta.
Entre os setores que terão projetos de expansão, destaque para o complexo soja e a avicultura, respectivamente, com R$ 524 milhões e R$ 449 milhões em recursos voltados à agroindústria. Suinocultura, com R$ 380 milhões, e lácteos, R$ 271 milhões, são segmentos que também terão elevados aportes em 2020.
“Ao contrário de uma empresa multinacional, que transfere para outros países sua estrutura, de acordo com a situação econômica, as cooperativas nasceram e estão no Paraná de maneira definitiva. Como todos os brasileiros, o setor sofre com as dificuldades da economia, mas, com profissionalismo e perseverança, reduz custos e melhora a eficiência para superar tempos difíceis, renovando seus investimentos com o foco na agregação de valor à produção de seus cooperados”, afirma Ricken.
“Os investimentos programados para o próximo ano vão ocorrer, em sua maioria, em municípios do interior do estado do Paraná, mas também em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, contribuindo para a geração de renda e emprego, no campo e nas cidades”, enfatiza o presidente da Ocepar.
Capacidade de armazenagem vai aumentar 10% Atualmente, a estrutura de armazenagem das cooperativas do Paraná é de 16,1 milhões de toneladas. Com o investimento de R$ 967 milhões, previsto a partir de 2020, a estimativa é de um crescimento de 10% na capacidade de armazenamento do setor, que vai alcançar 17,7 milhões de toneladas. “Com os novos projetos de expansão, as cooperativas passarão a responder por quase 60% da capacidade estática de armazenagem do Paraná, que é de 31 milhões de toneladas”, explica Mafioletti.
Fonte: Revista Paraná Cooperativo
Brasília (8/1/20) – Uma cooperativa é uma empresa e, por isso, precisa dar resultado aos associados. Em 2019, o desempenho das coops agropecuárias do Paraná, por exemplo, foi tão bom que foi destaque na revista Globo Rural desta semana. As informações do Sistema Ocepar indicam que elas devem fechar seus balanços totalizando R$ 74 bilhões, 5,7% a mais que o registrado em 2018. A reportagem também apresenta as cooperativas mais ricas do estado.
A Ocepar, ouvida na matéria, destacou que as 69 coops agro do estado reúnem 151,3 mil cooperados e respondem por quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio paranaense. Ah, e quando o assunto é empregabilidade, elas continuam fazendo bonito, já que fecharam 2019 com 70 mil profissionais contratados diretamente.
EDUCAÇÃO
A revista também trouxe um outro lado do cooperativismo: o estímulo à educação, já que uma mão-de-obra qualificada também é uma das estratégias para fechar o ano no azul. O periódico explicou que a busca por capacitação dos gestores levou a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em parceria com a Ocepar e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), a criar o Programa de Gestão em Cooperativas, um mestrado profissional. De acordo com o coordenador do curso, o professor Alex Ferraresi, 95% dos alunos que se inscrevem a cada ano trabalham em cooperativas.
Clique aqui para conferir a matéria da revista Globo Rural.
Brasília (2/12/19) – Os olhos, atentos, acompanharam cada gesto e cada sinal enquanto o coração de Alani Cristina Melo, de 38 anos, pulsava forte de alegria. A cada segundo que passava, era difícil controlar a emoção. Os meses de preparo tinham ficado para trás e, finalmente, era chegado o momento de trazer uma nova vida ao mundo. Um mundo que, para Alani, é de silêncio.
Surda desde o nascimento, ela cresceu sem ouvir o canto dos pássaros, o barulho do mar ou a voz da própria mãe. Em compensação, aprendeu a prestar atenção nos rostos, nas mãos e nos sentimentos das pessoas. Como a maioria das meninas da sua idade, sonhava casar e ter filhos. E foi em uma partida de vôlei que sentiu o coração bater diferente. Na quadra — jogando, como ela — estava Claudinei Melo, também surdo. Os dois estavam a passeio e se divertiam com o esporte na cidade de Uberaba. Ela ainda não sabia ao certo quem ele era, mas conseguia afirmar uma coisa: estava apaixonada. “Foi amor à primeira vista”, ela conta, em gestos que vêm acompanhados de um sorriso. E foi aí que tudo começou.
Foram quatro anos de namoro até o casamento, em novembro de 2016. Ambos queriam ter filhos, mas temiam os problemas que viriam. Como ouviriam o bebê chorar? Como saber se tudo estava bem, se não podiam contar com um dos sentidos? Mesmo com medo, decidiram arriscar. Em 2018, Alani engravidou e buscou apoio na Unimed Catanduva (SP). Lá, encontrou tudo o que desejava e muito mais. Sensibilizada com a história do casal, a cooperativa decidiu fazer um pré-natal 100% inclusivo, com direito a intérprete de Libras até no parto.
“A ideia surgiu, no começo, da necessidade. Precisávamos de uma ponte de comunicação entre os nossos profissionais e o casal. Mas decidimos ir além. A gente via que a alegria das mães, na sala de parto, é escutar o choro da criança. E queríamos que a Alani sentisse a mesma emoção, mesmo sem conseguir ouvir”, explicou o doutor Matheus Schuerewegen, diretor de desenvolvimento da Unimed Catanduva e um dos idealizadores do projeto de intérpretes no parto.
PRIMEIRO PASSO
Com a notícia da gravidez, a intérprete de Alani, Diane Martins, inscreveu o casal no curso Bê-á-Bá Bebê, oferecido gratuitamente pela Unimed Catanduva a seus beneficiários e também a pacientes particulares. O curso trata de todas as fases da gestação e do puerpério (pós-parto), e conta com acompanhamento de nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e médicos.
Para não perder nenhum detalhe das aulas, Alani e Claudinei contavam com uma intérprete da própria Unimed, Daniela Fernandes Moraes. “Eles eram bem participativos. Sorridentes. Carismáticos e prestativos. Foi uma relação muito prazerosa”, comenta a coordenadora do curso e enfermeira de Medicina Preventiva, Virginia Grandisoli.
A intérprete também acompanhou o casal em todas as consultas de pré-natal, com o ginecologista e obstetra Antonio Tadeu Tartaglia. Foi ele quem respondeu a todas as dúvidas do casal e cuidou da saúde da mãe e do neném, inclusive durante o parto. “A Alani era tranquila e não teve nenhuma complicação durante o pré-natal. Eu só brincava com ela a respeito do peso, pois ela era muito magrinha. Fiz uma dieta regada a vitaminas e ela seguiu certinho, sem nenhum problema”, explica o médico.
Há quase 30 anos na profissão, Tartaglia revela que um dos momentos mais emocionantes dessa gestação foi a revelação do sexo do bebê. “Durante os encontros, o casal sempre conversava, em Libras, a respeito do assunto. Era curioso. Normalmente, as mães têm o instinto aguçado para acertar. A Alani sempre dizia que era uma menininha e o pai, um menininho. Até que se confirmou”, diz o dr. Antonio.
O PARTO
Dia 8 de maio de 2019. A emoção tomou conta de todo o centro cirúrgico do Unimed Hospital São Domingos (UHSD), que pertence à Unimed Catanduva. Médicos, enfermeiros e toda a equipe técnica aguardavam, ansiosamente, a chegada da pequena Elaine Cristina, filha de Alani e Claudinei. Era a primeira vez que um parto seria traduzido em Libras no hospital. Os olhares, curiosos, entregavam o anseio da equipe: como seria feita a tradução em Libras de um momento tão especial?
Com mais de 20 anos atuando como intérprete da linguagem dos sinais, a arte-educadora Nani Oliveira ficou encarregada de transmitir ao casal toda a emoção do que estava acontecendo. Desde a aplicação da anestesia até a chegada de Elaine ao mundo.
“Mágico” é a palavra com que Nani define todo o parto. Foi a primeira vez que ela assistiu e realizou a cobertura de um nascimento em Libras. “Nunca presenciei um momento de tanto amor. Imagine a emoção de poder transmitir a uma mãe o primeiro choro de sua filha e descrever como era forte e vigoroso. Chorei por estar ali. Aquele momento foi um presente para mim e para todos”, relata Nani, emocionada.
Alani chorou junto à intérprete quando entendeu os sinais. Claudinei, que também estava na sala de cirurgia, se emocionou. “A minha filha é linda”, gesticulou, em sinais.
Para os médicos, o momento foi de comoção e felicidade. “Eu me arrepio só de lembrar”, recorda o obstetra. A mamãe Alani concorda e, com as mãos, acrescenta: “Tudo isso, pra mim, é um sonho que se tornou realidade. Eu tenho a minha família agora”.
Elaine nasceu com 48 centímetros e pesando 3,2 quilos. Uma menina saudável, que escuta perfeitamente. Por ter pais surdos, será educada em duas linguagens: a verbal (português) e a não verbal (Libras). E você, meu caro leitor, não precisa se preocupar com o choro de Elaine. Ele é sempre ouvido, em alto e bom som, pela avó paterna, Hilda de Oliveira. Assim que a menina nasceu, ela se mudou para a casa do filho, com o objetivo de ajudar a cuidar da netinha. É mais um sinal de amor.
Depois da experiência de atender à família de Alani e Claudinei, a Unimed Catanduva decidiu ampliar o atendimento em Libras da unidade. A cooperativa iniciou, neste ano, o curso Mãos que falam, voltado para a capacitação de seus cooperados. A assistente social da Unimed Catanduva Melina Borges foi quem conduziu a primeira turma e ressaltou a importância da prática de inclusão. “É uma iniciativa que agrega valor e que inclui vidas. Não dá para vivermos em uma realidade onde a gente espera que os surdos façam a adaptação por si só”, explica a assistente.
Brasília (3/12/19) – Cecília é uma mulher que representa muitas. Como tantas de nós, foi criada para ser obediente ao pai, ao irmão, ao marido e — um dia — também aos filhos. Como 70% das mulheres do mundo, foi vítima de algum tipo de violência no decorrer da vida apenas por pertencer ao sexo feminino. Foi ameaçada de morte por um marido, desqualificada por outro e sexualmente abusada na infância. Mas, apesar disso tudo — como cada vez mais mulheres —, conseguiu romper esse ciclo de violência antes que fosse tarde demais. E fez isso com a ajuda do cooperativismo.
“O cooperativismo me salvou”, disse a jovem, que prefere manter o verdadeiro nome em sigilo para proteger a si mesma e ao filho de três anos.
“A independência financeira da mulher é o caminho para o fim da violência! E eu consegui essa independência graças ao cooperativismo. Quis contar minha história para outras mulheres se sentirem fortalecidas também e perceberem que podem andar com as próprias pernas e saírem disso”, reforça.
Cecília teve o direito de ser criança roubado pela violência. Com menos de 5 anos, teve de passar a noite no meio de um matagal, ao lado da mãe e do irmão mais velho. Eles fugiam das ameaças do pai, que prometia, aos gritos, matar a esposa. A separação veio logo, mas a paz, não. Em vez de o divórcio livrá-la da violência, o novo casamento da mãe tornou-se sinônimo de flagelo para a garota. Aos oito anos, ela entrou para uma assustadora estatística: 53,8% das mulheres vítimas de estupro têm até no máximo 13 anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O padrasto começou a abusar sexualmente da menina. Por medo, ela não contava nada para ninguém, mas sentia que aquilo não estava certo. Queria ir embora daquele lugar. Escapar. E foi.
ROTA DE FUGA
Antes de completar 16 anos, Cecília foi morar com um homem 24 anos mais velho. Viveu sob três meses na mira das ameaças que o parceiro dirigia a ela. “Apronta comigo pra ver...”, a intimidação chegava com acusações de infidelidade. Ele até comprou um revólver e avisava: uma das três balas da arma seria usada para matá-la. O corpo — ameaçava — seria jogado em poço e ninguém sentiria falta ou procuraria por ela. Apavorada, ela fugiu outra vez. Como vivia no sul do Paraná, atravessou a divisa com o Paraguai e morou por um ano em um abrigo em Assunção, capital do país. Depois, precisou voltar para o Brasil. O único lugar que tinha para ir era a casa da mãe, onde também morava o padrasto, que voltou a atormentá-la.
Precisava sair dali de vez. Em troca de muito pouco, trabalhava como diarista em casas de família. Foi onde conheceu o segundo companheiro, também mais velho. Em menos de um mês, partiu para uma vida a dois com ele. Outra fuga, na esperança de ressignificar o conceito dolorido de família que tinha até então. O agora marido tratava-a bem. E assim foi por alguns meses, até mudar gradativamente de comportamento. Era só aparecer uma oportunidade de briga que o homem a metralhava com xingamentos e humilhações. Munia-se com os episódios de tormento vividos por ela na infância para atacá-la nos pontos de vulnerabilidade. A jovem tinha confiado e aberto a vida para o companheiro. “Migalha” era como ele a chamava; alguém que não prestava e não servia para nada. Ouvir aquilo não causava estranhamento, pois não era a primeira vez. Parecia normal. Apenas uma briga de casal.
Um dia, o insulto veio acompanhado da mão erguida. Um empurrão desnorteou o corpo da moça e do outro ser que ela gestava. A barriga saliente na roupa apontava uma gravidez. Ela o encarou e indagou: “Vai me bater grávida? Não pensa no seu filho?”. Ele recuou. Ela engoliu a seco, pensou no filho e deixou a lamúria presa na garganta.
Era sempre assim depois das brigas: o discurso repetido das reconciliações vinha na voz dele em tom ameno e manso. O rapaz pedia desculpas, mostrava-se arrependido e prometia que não aconteceria outra vez. Ela ponderava e eles seguiam juntos.
O filho nasceu. Cecília se recuperava do parto quando descobriu uma traição. Ela questionou o marido sobre o caso e, em resposta, teve o rosto acertado por socos contínuos. A primeira agressão física. Ele a puxava pelos cabelos, jogava-a no chão e socava-a mais. O resultado foi o rosto e o corpo roxos, além de um corte na cabeça e mais marcas invisíveis a olho nu.
Foi a chegada de uma vizinha que pôs fim à agressão. Machucada, ela catou o recém-nascido nos braços e foi para a casa de uma das poucas pessoas que conhecia — a irmã dele —, que aconselhou: “você devia perdoá-lo”. Sem emprego e sem o apoio de parentes ou amigos, ela decidiu voltar. Mas não voltou só. Carregou consigo um princípio de valentia e o desejo de arrumar um emprego.
VIDA NOVA
Cecília voltou para o marido, mas começou a buscar uma saída para si. Entregou dois currículos, a contragosto do cônjuge, que ordenou: “Não entregue mais nenhum. Se te chamarem para algum desses empregos, tudo bem, você pode trabalhar”. Ela acatou e depositou todas as esperanças nesses pedaços de papel. Foi chamada para uma única entrevista, na C. Vale, cooperativa agroindustrial com atuação no Paraná, em Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul e Paraguai.
Chegando à cooperativa, encontrou outras oito candidatas. Acostumada a ser desvalorizada, não achou que tivesse chance. Voltou para casa desesperançada, mas, alguns dias depois, o telefone tocou. Tinha conseguido o emprego e começava a suspeitar de que era capaz de sonhar e alcançar as metas pretendidas.
“A cooperativa não sabia que estava me salvando quando me estendeu a mão”, diz Cecília, agradecida. Isso acontece porque a dependência financeira das vítimas em relação aos parceiros é um dos fatores determinantes para a manutenção dos ciclos de violência, que aprisionam mulheres: 47,3% das que vivem em situação de violência não desenvolvem atividades remuneradas e permanecem dentro de seus próprios lares. Normalmente, no papel de cuidadoras do lar.
Além disso, entre as formas de violência caracterizadas pela Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), está a patrimonial, definida “como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos”. O controle de finanças pelo parceiro pode, portanto, ser considerado uma forma de violência; a independência financeira é um caminho para rompê-la.
“Ao oferecermos um emprego com todos os benefícios, como vale-alimentação e plano de saúde, a gente empodera e fortalece mulheres que estejam passando por uma situação assim. Isso pode mudar vidas”, destaca Sara Ferneda, assessora de imprensa da C.Vale, que virou amiga de Cecília. Admiradora da força da colega, Sara fez questão de contar a história da moça na revista da cooperativa, para sensibilizar as pessoas sobre o problema da violência doméstica. “Embora a gente nem sempre saiba que uma colega é vítima de violência, o fato de ela fazer parte de uma rede cooperativista faz toda a diferença. Aqui, cuidamos uns dos outros e nos preocupamos com o bem-estar de todos os cooperados e colaboradores.”
PONTO FINAL
Antes de recomeçar a vida — longe da opressão do marido —, Cecília ainda teve de enfrentar uma nova agressão. Inconformado com a possibilidade de a esposa ser independente financeiramente, ele passou a implicar com a recém-contratada funcionária da C. Vale. “Está se maquiando para outros homens!”, acusava. Ela respondia que não. Só gostava de sentir-se bonita. Quando ele a ameaçava, a resposta estava na ponta da língua: “Encosta um dedo em mim e eu me separo de você”. Agora empregada, ela tinha condições de cumprir a promessa — o que trouxe certa tranquilidade para a família, sem episódios de violência física por algum tempo. Até “aquela” sexta-feira.
Era madrugada. Três horas da manhã. O casal chegou em casa, depois de ir junto a um bar. Ele queria continuar a diversão entre quatro paredes, ela queria dormir. Incapaz de ouvir um não, ele começou a agredi-la. A moça correu para o quarto do filho. Apoiou o corpo sobre a porta sem tranca, enquanto o marido ameaçava arrombá-la. “Vou derrubar no 3! 1, 2…”. Ela acordou o menino, encaixou-o nos braços, abriu a janela e pulou com a criança no colo antes de o agressor chegar ao três. Lá embaixo, encontrou o portão trancado e pulou o muro, em direção à casa da vizinha. Quando o dia clareou, passou na antiga casa. Enquanto o homem dormia, catou o celular, uma mala de roupas para o bebê e um par de roupas do varal. Partiu para o mundo. Tinha muita vida para conquistar.
RECOMEÇO
Não demorou muito para as mensagens de texto dele lotarem o visor do celular dela. Passou a persegui-la e a ameaçá-la. “Você é minha propriedade e vou te levar amarrada para casa!”, escrevia. Apoiada por algumas companheiras de trabalho que sabiam sua história, ela decidiu denunciar o marido. Hoje, tem uma protetiva contra ele e está em processo de divórcio. Tem um lar e consegue pagar as contas. Mas, vale reforçar: essa história poderia não terminar assim. “Se não estivesse trabalhando na C. Vale, ainda estaria casada e sofrendo violência. O cooperativismo me fez um bem muito grande!”
Embora não conheça Cecília pessoalmente, o presidente da C. Vale, Alfredo Lang, orgulha-se de ter dado à moça uma oportunidade de refazer a própria vida. “A gente entende que uma cooperativa precisa ser competitiva para conseguir sobreviver, mas esse não deve ser o seu único propósito. Você precisa gerar oportunidades para as pessoas melhorarem de vida, crescerem profissionalmente. Sem isso, de que vale uma cooperativa forte? Vale mais o que você faz em favor dos outros e não em favor de si mesmo; esse é o legado que uma cooperativa deve deixar!”, argumenta.
É importante esclarecer que essa não é uma história sobre violência contra a mulher, ou apenas sobre isso. Essa é a história de uma mulher que conseguiu mudar de vida quando encontrou uma oportunidade de emprego e renda. Tudo o que ela precisava era de uma chance de conquistar sua independência. Para erguer-se. Para retomar a dignidade que um dia lhe foi tirada.
Olhar para trás é doloroso, mas Cecília respira aliviada e até com certo orgulho, pois consegue dizer para si mesma: “Eu consegui, e vou conseguir muito mais daqui para a frente! Quero ir mais longe”. A moça, de apenas 23 anos, retomou os estudos, pretende formar-se e, um dia, tornar-se uma advogada, para defender a causa de mulheres em situação de violência. “É o meu sonho”, projeta. A jovem também aspira conquistar a casa própria, para viver melhor com o filho e oferecer para ele tudo o que não teve na infância. Hoje, pode atribuir a si um adjetivo antes impensado: livre.
A LUTA É GLOBAL
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), no mundo, estima-se que cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência. É mais provável que uma mulher, entre 15 e 44 anos, seja abusada sexualmente e sofra violência doméstica do que desenvolva um câncer, contraia malária ou sofra um acidente de carro, segundo o Banco Mundial.
No Brasil, no ano de 2018, somente o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) recebeu 92.663 denúncias de violações contra mulheres, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). E esses números podem ser ainda maiores, já que considera-se que apenas 10% dos casos de violência contra as mulheres sejam notificados no país.
Um dificultador é um problema social privado ao lar: 78,6% das ocorrências de violência acontecem dentro da residência da vítima, de acordo com o Atlas da Violência de 2018, realizado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). E, em 73% dos casos, os agressores são companheiros ou ex-companheiros, segundo o DataSenado (2015), realizada pelo Senado Federal. (Fonte: Revista Saber Cooperar)
Roberto Rodrigues
Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas
Cooperativismo é a doutrina que visa corrigir o social por meio do econômico”. Eis a definição clássica simplificada desse extraordinário movimento socioeconômico, que vem permitindo, com o passar dos tempos, a inserção de milhões de homens e mulheres de forma digna e permanente na economia global.
A definição acima não deixa margem a nenhuma dúvida: a doutrina é adversária de qualquer tipo de exclusão social, sobretudo quando determinada pela concentração da riqueza, inclusive daquelas resultantes de fusões e aquisições de empresas pequenas por outras maiores. Isso posto, Cooperativas E EMPREGO fica também evidente que o cooperativismo defende e atua — por meio de seu instrumento essencial, as cooperativas — na geração de trabalho decente para todos aqueles que estão em seu entorno direto: os cooperados, os dirigentes e os funcionários.
Mais do que isso. Na última revisão dos princípios cooperativistas, realizada em Manchester, na Inglaterra, em 1995, foi criado um sétimo princípio: o da preocupação com a comunidade na qual a cooperativa esteja inserida. O que estava por trás dessa inovação doutrinária? Simples: os pensadores da vanguarda do cooperativismo entenderam que não haveria bem-estar geral em uma comunidade, por maior que seja fosse, se a cooperativa cuidasse apenas de seus cooperados e colaboradores. Para nós, cooperativistas, só haverá felicidade verdadeira se todos os membros da comunidade forem direta ou indiretamente beneficiados pela cooperativa.
É igualmente premissa clara do nosso movimento que as relações de trabalho na área de ação da cooperativa sejam cercadas de humanismo e dignidade. Somos a face humana da economia, reconhecida pela equidade, pela justiça — na acepção mais ampla dessa palavra —, pela fraternidade e pela solidariedade.
Ao mitigar temas dramáticos como a exclusão social e a concentração da riqueza, seja no campo, seja na cidade, seja em setores de serviços ou de empreendedorismo, o cooperativismo busca a cidadania plena, com igualdade de oportunidades a todos os cidadãos; e procura a geração de empregos e renda que permitam a ascensão social de cada pessoa e de suas famílias. Essa é a essência da doutrina cooperativista e deve ser a prática das cooperativas de todos os ramos, e passa pela redução do desemprego, a maior praga de uma sociedade.
Brasília (10/6/19) – A seleção que definirá os trabalhos a serem apresentados no 5º Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo (EBPC) recebeu 275 inscrições. O número é 48% maior que o registrado na última edição, realizada em 2017. O prazo para submeter os trabalhos acadêmicos terminou na sexta-feira, 7/6.
Ao todo, os trabalhos envolvem 553 autores. Cada trabalho será julgado pelo sistema de avaliação às cegas por, pelo menos, dois pareceristas. A expectativa é de que a lista dos aprovados seja divulgada no dia 16/8.
“Esses números mostram o quanto o nosso modelo de negócios é essencial para a economia brasileira. Vale ressaltar, também, que ter quase 50% a mais de pesquisadores interessados em apresentar os resultados de suas investigações científicas é sinal de que as cooperativas são inspiração para cada vez mais profissionais, dedicados a compreender e documentar nosso jeito humanizado de gerar trabalho, emprego e renda.
INSCRIÇÕES POR EIXO
EIXO |
Inscrições |
Governança, Gestão e Inovação |
102 |
Impactos econômicos e sociais |
56 |
Capital, Finanças e Desempenho |
42 |
Educação e Aprendizagem |
42 |
Identidade e Cenário Jurídico |
33 |
PREMIAÇÃO
Os autores dos trabalhos selecionados virão à Brasília, com todas as despesas pagas, apresentar a pesquisa no EBPC. O encontro ocorrerá em Brasília, entre 9 e 11 de outubro, e o tema norteador será Negócios sustentáveis em cenários de transformação.
Brasília (9/5/19) – Procurar formas de tornar as coisas melhores do que são. Esse foi, basicamente, o assunto abordado na primeira palestra do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, com o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho. Durante toda a apresentação ele utilizou exemplos que servem tanto para o mundo do esporte, quanto para o cooperativismo, afinal, as cooperativas formam um dos maiores times do Brasil. “Se está bom, nós temos que melhorar. Se, ainda assim, continuar bom, precisamos encontrar mecanismos de melhorar o que pode dar errado amanhã”, comenta o esportista.
Com um repertório cheio de referências ao esporte, Bernardinho trouxe a experiência das quadras para o mundo do cooperativismo com a palestra Cultura da Excelência. Sete vezes campeão pelo Brasil, ele vê a gestão de um time como a de uma cooperativa. “Não há como obter sucesso, no cooperativismo ou nas quadras, sem visar excelência”. Porém, para chegar à excelência, segundo ele, são necessários alguns conceitos e valores, como a disciplina, comportamento, capacidade, determinação, talento, entre outras, que levam o time ao êxito.
Assim como no vôlei, saber dar valor a todas as funções e a todos de uma cooperativa é extremamente importante. “O Serginho (líbero da seleção brasileira durante 15 anos) não marcava pontos, pois, na posição dele não é possível. Mesmo assim, em 2009, ele foi eleito o melhor jogador do mundo pela Liga Mundial”. “Líderes escolhem pessoas, pessoas constroem empresas. Para bater grandes metas são necessárias grandes pessoas”, enfatiza.
Para o esportista, a excelência é um processo e erros fazem parte dessa caminhada. Ele relembrou dos erros que teve dentro das quatro linhas como técnico, mas que, no fundo, acabaram ajudando tanto a ele quanto seu time. “No meio da busca pela excelência, assumir as responsabilidades pelos erros e derrotas é parte importante para obter sucesso naquilo que se busca.”
No fundo, das várias semelhanças para o sucesso em um time e o mundo do cooperativismo, apontadas por Bernardo, as maiores talvez sejam duas: a coletividade e a busca por melhorias. “É preciso trabalhar todos juntos em busca de um objetivo comum. Manter não é o suficiente, é preciso lutar para melhorar", conclui o ex-técnico.
Brasília (7/1/19) – Em uma terra rodeada por montanhas, o sol brilha e aquece centenas de pés de café, que logo darão frutos. Ao mesmo tempo em que acalora a plantação, ele queima e marca a pele de cerca de 20 mulheres que zelam por um mar de pequenas sementes vermelhas. Elas serão colhidas quando estiverem maduras; em seguida, selecionadas, lavadas, ressecadas, novamente escolhidas a dedo; e finalmente torradas até virarem o Póde Mulheres — um café encorpado e de personalidade forte, como a de Arlete, Eliane e Maria José (algumas das cafeicultoras responsáveis pelo produto, 100% produzido por mãos femininas).
Mães, filhas, irmãs e amigas uniram-se para criar uma bebida de qualidade, que oferece uma experiência completa para quem a degusta. Quando o aroma do Póde Mulheres exala, é difícil resistir. A bebida quente, apetitosa e cheia de amor combina com o olfato e o paladar de quem aprecia o “pretinho” mais popular do mundo. E esse sabor especial tem sua razão de ser.
“O diferencial do nosso produto está no cuidado que as mulheres têm na seleção e na torra de cada grãozinho cultivado”, explica Natércia Vencioneck, gerente administrativa da Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Espírito Santo (Cafesul), localizada no município de Muqui, há 178 km de Vitória. Ela foi uma das idealizadoras do projeto Póde Mulheres, criado para enaltecer o café produzido pelas pequenas produtoras rurais da região.
A bebida produzida pelo grupo de agricultoras da Cafesul é feita a partir do café conilon (veja quadro da página 35), espécie de origem africana de intensidade mais forte. A planta cresce no formato de uma árvore ou um arbusto, podendo chegar a até 10 metros de altura. Durante o plantio e a replantagem, as produtoras seguem técnicas tradicionais de manejo. O segredo para ter um café diferenciado, segundo elas, está no pós-colheita. “É preciso saber selecionar os melhores grãos e levar para a lavagem no mesmo dia”, explica Maria José da Silva, 54 anos, uma das cafeicultoras beneficiadas com o projeto.
Maria José sempre foi agricultora e viveu nos campos. Com a família, aprendeu a apreciar, cultivar e separar os grãos de conilon. O amor pelo cafezal transborda em seus olhos e chega a deixar a voz trêmula — principalmente quando ela se lembra das palavras do pai em dias de colheita. “Ele sempre nos ensinou a só guardar o que era bom. Dizia para procurarmos o melhor e a deixar de lado o que não acrescentava”, recorda. O conselho, segundo ela, vale para o café e para vida.
VALOR AGREGADO
Não são apenas o sabor e a qualidade do produto que atraem as pessoas para o Póde Mulheres. Hoje, o principal valor agregado do produto é o fato de ele incentivar e reconhecer a mão de obra feminina. “É animador participar de um projeto que incentiva tanto as mulheres. Essa ação me deixou mais feliz comigo mesma” esclarece Eliane de Almeida, 42 anos, dona do rosto que estampa a embalagem do Póde Mulheres.
Ao ver seus traços na embalagem pela primeira vez, a moça tímida e de mãos calejadas sorriu. “Me senti valorizada”, revela Eliane, que vive na zona rural de Muqui, e — estimulada pela Cafesul — passou a produzir queijos artesanais para combinar com a bebida quente. Quem também não poupa elogios ao Póde Mulheres é a pedagoga Helen Lima, 48 anos. Nascida e criada em uma lavoura de conilon, encantou-se cedo com a vida na roça e, mesmo depois de formada, fez questão de continuar a mexer com a terra. No sítio onde mora, em Muqui, ela e o esposo cultivam flores, pimentas e café. “Eu fazia mais por hobby, até que participei de uma capacitação da Cafesul e descobri que o meu sítio poderia ser uma empresa.”
Helen tornou-se cooperada da Cafesul em 2015. Desde então, aprendeu a administrar sua terra e a viabilizar o que é possível cultivar nela. Na próxima colheita, prevista para março de 2019, a expectativa é de aumentar a produção do café conilon. “Meu marido ficou desempregado e agora me ajuda no sítio. Hoje, é de lá que tiramos nossa renda”, diz, animada.
APRENDER PARA CRESCER
Além de gerar trabalho e renda para as cooperadas, o Póde Mulheres está transformando o árduo trabalho no campo em prazer para as envolvidas. “O contato com a terra me deixa calma, me alegra. As meninas do grupo são como uma família. Eu não sei o que estaria fazendo se não estivesse aqui, com elas, com esse trabalho”, declara Arlete Alves, 64 anos. Ela é uma das cooperadas premiadas pela Cafesul pela excelência de seu café.
Vale destacar: o nome Póde Mulheres é uma alusão não somente ao pó de café, mas ao poder do universo feminino. Afinal, com um pouco de incentivo, essas agricultoras têm conseguido transformar as vidas de suas famílias e de toda a comunidade. Justamente por isso, a Cafesul investe não apenas na comercialização do produto, mas na capacitação e na autoestima de suas cooperadas. “A cooperativa tem sido muito importante em nossas vidas”, reconhece Maria José. “Ela está sempre investindo na gente, e está sempre disposta a nos incentivar para o melhor”.
Na avaliação do presidente da Cafesul, Renato Theodoro, a capacitação é a base de tudo para cooperativa. “Nós fazemos cursos, seminários, palestras. Temos parcerias com o Sistema OCB e também com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)”, comenta.
Outro fator decisivo para o crescimento da cooperativa foi a conquista da certificação Fairtrade (Comércio Justo), concedida por empresas de certificação especializadas. Para manter o selo, é preciso que a cooperativa cumpra com um cronograma social, ambiental e econômico junto aos cooperados, com programas de valorização do trabalho, das mulheres e da juventude, por exemplo.
A certificação é renovada a cada três meses. O selo Fairtrade (Comércio Justo) reconhece a produção ética e sustentável de produtos e serviços. Ele assegura aos consumidores que os produtos adquiridos respeitem normas sociais, econômicas e ambientais justas para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Hoje, o selo Fairtrade gera benefícios para mais de 1,2 milhão de famílias de agricultores em 70 países em desenvolvimento.
“O selo de Comércio Justo é uma forma de agregar ainda mais valor ao nosso produto, e ajuda a melhorar não só a renda do produtor, mas a condição de vida dele no campo”, explica Theodoro.
Com concursos de qualidade internos sendo realizados periodicamente desde 2011, a Cafesul tem conseguido se destacar no mercado de café. O Póde Mulher, por exemplo, foi o produto vencedor de um concurso interno de qualidade, realizado em 2016. O projeto ganhou tanta força e deu tanto retorno para as mulheres envolvidas que terminou ganhando as ruas em 2018.
“Se eu pudesse fazer nosso café se multiplicar para suprir o Brasil inteiro, eu faria. Afinal, ele é cuidado com carinho e com muito amor. E o meu prazer seria esse: que um café produzido apenas por mulheres chegasse a todas as mesas para que o Brasil conhecesse o poder que vem das nossas mãos”, diz a sonhadora Maria José, enquanto passeia pelos cafezais de Muqui.
VOCÊ SABIA?
Apesar de seu sabor marcante, o café conilon não é o mais consumido do Brasil. Aqui, os grãos do tipo arábica — mais doces e aromatizados — costumam ser mais apreciados. Entenda a diferente entre os grãos:
CAFÉ CONILON
Origem: Congo e Guiné
Formato: Grão arredondado
Sabor: Marcante e amargo
Teor de açúcar: Entre 3 a 7%.
Teor de Cafeína: 2,2%
CAFÉ ARÁBICA
Origem: Etiópia
Formato: Grão oval
Sabor: Adocicado com leve acidez
Teor de açúcar: Entre 6 e 9%
Teor de Cafeína: 1,2%
Brasília (7/11/18) – O cooperativismo é um movimento econômico formado por pessoas com vidas cheias de inspiração e a revista Saber Cooperar esteve no interior do Paraná para contar a história de Cecília Falavigna, uma professora que, do dia para a noite, teve de aprender a lidar com a rotina de uma fazenda e, ao mesmo tempo, ser mãe de três adolescentes. Quer saber o que aconteceu e como a professora Cecília se tornou a rainha da soja? Clique aqui e avance até a página 40.
Brasília (2/10/18) – O CNPq divulgou, na última sexta-feira (28), o resultado preliminar da Chamada CNPq/Sescoop 007/2018 e, de acordo com o cronograma, a lista final será publicada no site do CNPq e no Diário Oficial da União (DOU) no dia 9 de novembro. O edital prevê a destinação de até R$ 2,7 milhões a projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) na área de cooperativismo. Do total de 374 inscrições, 36 projetos foram aprovados.
As propostas estão enquadradas nas quatro linhas de pesquisa a seguir: impactos econômicos e sociais do cooperativismo, competitividade e inovação nas cooperativas, Governança cooperativa e cooperativismo e cenário jurídico.
Das 374 inscrições, foram aprovados, ao todo, 36 projetos, sendo 14 na Faixa A (destinada a mestres e recém-doutores) e 22 na faixa B (para doutores).
FAIXA A
Destinada a mestres e recém-doutores:
- Alcindo Cipriano Argolo Mendes (Universidade Federal de Santa Catarina)
- Diego Neves de Sousa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
- Ilzver de Matos Oliveira (Instituto de Tecnologia e Pesquisa)
- Carla Soares Godinho (Universidade Federal de Minas Gerais)
- Marcelo Dias Paes Ferreira (Universidade Federal de Goiás)
- Cassiano Moro Piekarski (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
- Mateus de Carvalho Reis Neves (Universidade Federal de Viçosa)
- Nathália Thaís Cosmo da Silva (Universidade Federal de Viçosa)
- Marion Pereira da Costa (Universidade Federal da Bahia)
- Tiago Camarinha Lopes (Universidade Federal de Goiás)
- Maria de Nazaré Moraes Soares (Instituto Federal do Ceará - Campus Camocim)
- Paola Richter Londero (Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo)
- Renata Cristina do N. Antão (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional)
- Antônio João Hocayen da Silva (Universidade Estadual do Centro-Oeste)
FAIXA B
Destinada a doutores:
- Alex Sandro Quadros Weymer (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
- Simone Maria Andrade Pereira de Sá (Universidade Federal Fluminense)
- Paulo Roberto da Cunha (Fundação Universidade Regional de Blumenau)
- Mário De Conto (Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo)
- Leonardo Flach (Universidade Federal de Santa Catarina)
- Therezinha de Jesus Pinto Fraxe (Universidade Federal do Amazonas)
- Ademir Antonio Cazella (Universidade Federal de Santa Catarina)
- Davi do Socorro Barros Brasil (Universidade Federal do Pará)
- Flávia Charão Marques (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
- Luís Felipe Dias Lopes (Universidade Federal de Santa Maria)
- Valdir Fernandes (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
- Clea Beatriz Macagnan (Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
- Adebaro Alves dos Reis (Universidade Federal Rural da Amazônia)
- Adriano Lago (Universidade Federal de Santa Maria)
- Perla Calil Pongeluppe Wadhy Rebehy (Universidade de São Paulo)
- Daniel Francisco Nagao Menezes (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
- Vania Gisele Bessi (Universidade Feevale)
- Alair Ferreira de Freitas (Universidade Federal de Viçosa)
- Alan Ferreira de Freitas (Universidade Federal de Viçosa)
- Ellen Cristine Giese (Centro de Tecnologia Mineral)
- Sielen Barreto Caldas de Vilhena (Universidade Federal de Minas Gerais)
- Maria Manuela Camino Feltes (Universidade Federal de Santa Catarina)
Brasília (16/7/18) – Mais uma vez, o cooperativismo mostra sua força em Minas Gerais. O modelo econômico registrou alta em diversos indicadores pelo quarto ano consecutivo no estado. Para se ter uma ideia, em 2017, as cooperativas movimentaram um total de R$ 46,7 bilhões – crescimento de 7,7% em relação 2016, quando foram registrados R$ 43,3 bi.
Outro indicador que merece destaque é a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que ficou em 8,1%. Os valores ganham ainda mais relevância quando comparados com o crescimento econômico do Brasil e de Minas Gerais. No mesmo período, a economia mineira teve alta de 0,6%, enquanto o Brasil obteve um aumento de 1%.
TRABALHO E EMPREGO
Ainda no ano passado, o segmento registrou um crescimento de 5,9% no número de cooperados em Minas, o que equivale a 88 mil novos associados, contabilizando mais de 1,5 milhão de pessoas. O cooperativismo segue também como um grande gerador de postos de trabalho, com um crescimento de 3,5% no quadro funcional ultrapassando a marca de 39 mil pessoas empregadas.
A economia brasileira, por sua vez, fechou quase 21 mil postos formais de trabalho no ano passado, de acordo com o Ministério do Trabalho, completando assim o terceiro ano consecutivo com perda de vagas formais.
ANUÁRIO
Dados como esses fazem parte da 13ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro. A publicação, organizada pelo Sistema Ocemg é considerada referência para o segmento. O Anuário traz uma radiografia do setor no estado, por meio da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre diversos outros números.
Para acessar a edição 2018, basta clicar aqui, onde, quem tiver interesse, também poderá conhecer os números das publicações anteriores. Considerado a principal fonte de pesquisa do segmento em Minas Gerais, o documento contém, ainda, o ranking das cinquenta maiores cooperativas mineiras e serve como instrumento de consulta, já que registra os acontecimentos do segmento cooperativista no decorrer de 12 meses.
APLICATIVO
A novidade para este ano é o lançamento do aplicativo Cooperativismo em Minas, por meio do qual é possível consultar informações sobre o movimento cooperativista mineiro desde 2013. As cooperativas poderão, por meio de um login pré-cadastrado, fazer comparativos por ramo e em relação ao estado, de forma interativa e dinâmica. O aplicativo já está disponível para download no Google Play e na Apple Store.
FORÇA
Os números positivos do cooperativismo em Minas Gerais são motivo de comemoração para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato. “Tudo isso confirma que as pessoas cada vez mais acreditam no cooperativismo. Os dados nos motivam e asseguram que o cooperativismo, modelo socioeconômico inspirador, é um segmento diferenciado, no qual o trabalho é feito com transparência e os resultados distribuídos com equidade”, explica.
O cooperativismo possui forte papel econômico e social em Minas Gerais. O Estado é o segundo maior em número de cooperativas do país, o quarto em número de cooperados e o quinto maior em termos de geração de emprego. O segmento totaliza 1,58 milhão de cooperados, 39,5 mil empregados, reunidos em 768 cooperativas. As cooperativas geram ainda R$ 1,8 bilhão em tributos, que representaram 5,7% do faturamento total de 2017, um crescimento de 17,8% em relação ao ano anterior.
DESTAQUE
Os quatro ramos do cooperativismo, responsáveis pela maior parte da movimentação de renda em Minas Gerais, foram Agropecuário, Crédito, Saúde e Transporte. Juntos, eles representam 86% dos R$ 46,7 bilhões. Já os segmentos que mais geraram postos de trabalho foram Saúde, com 713 novos empregados e o Agropecuário, com 610 contratados.
Em 2017, o salário médio dos empregados das cooperativas mineiras foi 35,7% superior ao salário médio dos empregados do setor privado do Estado, que corresponde a R$ 1.804,00* (Fonte: IBGE 2017).
O ramo agropecuário apresentou uma movimentação econômica de R$ 17,7 bilhões, representando 38% da atividade econômica do cooperativismo no Estado. Minas Gerais é o maior produtor nacional de café e leite, correspondendo por 52,9% e 27% da produção nacional, respectivamente.
As cooperativas agropecuárias mineiras foram responsáveis por 45,94% desse total em 2017. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as cooperativas mineiras mantiveram juntas o 3º lugar no ranking das exportações das cooperativas brasileiras e atingiram o montante de US$ 700,5 milhões, 11% a mais que em 2016. (Com informações do Sistema Ocemg)
Brasília (20/4/18) – Pessoas! Esse é o maior capital dentro de uma cooperativa. Aliás, o cuidado com quem coloca a mão na massa é um dos maiores diferenciais do negócio cooperativo, que se preocupa com o todo sem se esquecer do individual. A consequência disso? Motivação e muito resultado. Esse é o tom do quarto episódio da websérie do movimento SomosCoop e que acaba de estrear.
Trazendo a realidade da região Nordeste, o novo capítulo intitulado Pessoas, nossa força, nosso foco comprova que calor humano não é só uma expressão, mas um jeito de olhar as pessoas, orientando-as para resultados coletivos, por meio da promoção individual.
Os casos inspiradores e reais da websérie do movimento SomosCoop mostram que cooperar só vale a pena quando todo mundo é incluído no processo, desde o cooperado, seus familiares, funcionários de cooperativas e a sociedade, afinal, cooperação é isso: é fazer parte, é somar! É sonhar e realizar junto!
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Brasília (4/01/18) – O Sistema OCEB acaba de aderir ao movimento SomosCoop, campanha institucional do cooperativismo brasileiro, desenvolvida pelo Sistema OCB, unidades estaduais e cooperativas. Os objetivos são: levantar a bandeira do movimento cooperativista no país, despertar a consciência das pessoas para a importância do jeito humanizado de gerar resultados socioeconômicos e valorizar o sentimento de orgulho daqueles que já fazem da cooperação uma prática diária.
A primeira apresentação na Bahia sobre o SomosCoop ocorreru durante o VIII Encontro de Alinhamento Estratégico do Sistema OCEB para conselheiros e convidados. Além disso, várias ações têm sido realizadas, desde o dia 22 de dezembro, para demonstrar a adesão ao SomosCoop e gerar engajamento dos colaboradores do Sistema OCEB, como divulgação interna e nas redes sociais sobre a campanha com o uso da #somoscoop, reflexão coletiva sobre o que significa e representa “Ser Coop”, além da convocação do presidente do Sistema OCEB, Cergio Tecchio, para a participação efetiva da equipe de funcionários nesse importante movimento.
Ele dialogou com os colaboradores e ressaltou que o Sistema Cooperativista Baiano tem trabalhado para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido no estado e acredita que “juntos, integrados e fazendo, cada um, sua será possível continuar promovendo a felicidade das pessoas”.
Para saber mais sobre o movimento SomosCoop, acesse:somos.coop.br
(Com informações do Sistema OCEB)
Fortaleza (20/12/17) – O Sistema OCB/CE aderiu, oficialmente, ao movimento SomosCoop: uma campanha que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil. Todos os colaboradores, além da diretoria da unidade, se reuniram nesta terça-feira (19/12) para conhecer e tomar posse do movimento, cujas ações têm caráter permanente.
O objetivo do SomosCoop é conectar cooperativas, cooperados e integrantes do Sistema OCB em torno de uma única causa: tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido pela sociedade brasileira. O movimento busca, ainda, despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo e gerar orgulho naqueles que já fazem da cooperação uma prática diária.
SomosCoop é a assinatura do movimento cooperativista. É sempre endossado pelo Sistema OCB, seu principal representante no Brasil. Quer saber mais sobre o SomosCoop? Acesse www.somos.coop.br e venha com a gente!
(Fonte: Sistema OCB/CE)
Brasília (24/11/17) – A plenária do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou, hoje, a minuta da ITG 2004, que trata de conceitos, regras e formas de escrituração e elaboração das demonstrações contábeis. O maior ganho, contudo, está nas definições trazidas acerca do patrimônio líquido das cooperativas. Além disso, a nova norma contábil reformula as atuais regras representadas pela NBC T 10.8 (cooperativas em geral) e 10.21 (cooperativas operadoras de planos de assistência à saúde).
COOPERATIVISMO
A minuta da ITG 2004, proposta pela própria Câmara Técnica do CFC, em meados de agosto deste ano, foi levada à audiência pública durante o mês de setembro. Assim, pelo prazo de um mês, profissionais e entidades puderam se manifestar sobre os termos da minuta.
Por isso, o Sistema OCB registrou seu posicionamento na audiência, defendendo a aprovação da ITG 2004, em mais uma etapa de uma atuação junto ao CFC em prol da adequada contabilização das quotas de capital social das cooperativas.
Recebidas as contribuições, a Câmara Técnica voltou a se reunir nesta quarta-feira (22/11) e aprovou a minuta da ITG 2004 com poucos ajustes. O principal ponto da norma, referente à classificação contábil das quotas de capital social no patrimônio líquido da cooperativa, ficou mantido.
E nesta sexta-feira (24/11), a Plenária do CFC ratificou o entendimento da Câmara Técnica pela aprovação da ITG 2004. O resultado da reunião da Plenária consolida um trabalho do Sistema OCB que se desenvolve desde novembro de 2010, quando o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, por meio da Resolução CFC nº 1055/2005, aprovou a Interpretação Técnica ICPC 14, que estabelecia, expressamente, a classificação das quotas de capital social de cooperados e instrumentos similares no passivo.
Para a OCB, a interpretação dada pela ICPC 14, além de contrariar a lei (Lei nº 13.097/15, que alterou a Lei nº 5.764/71), princípios contábeis e especificidades das sociedades cooperativa, desencadearia impactos e resultados extremamente negativos na análise financeira das cooperativas.
Com a aprovação da ITG 2004, o CFC pacifica, então, o entendimento de que as quotas de capital social devem ser contabilizadas no patrimônio líquido da cooperativa, pondo fim a uma longa discussão sobre o tema e à insegurança que perdurou durante as sucessivas prorrogações do início da vigência do ICPC 14, cujo entendimento passa a não ser adotado no Brasil.
TRAMITAÇÃO
A norma agora segue para publicação no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana.
AVALIAÇÃO
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a aprovação da ITG 2004 representa uma grande conquista para o cooperativismo brasileiro. “O convencimento do CFC da inadequação e dos prejuízos que poderiam advir da interpretação de que as quotas de capital social deveriam ser contabilizadas no passivo da cooperativa foi um trabalho “longo e árduo”, mas o resultado é uma norma que respeita as especificidades das sociedades cooperativas no Brasil, delineadas pela legislação”, avalia.
Para ele, é fundamental destacar que, em apoio ao posicionamento institucional do Sistema OCB, profissionais das unidades estaduais, da área contábil, do meio acadêmico e, inclusive, de alguns Conselhos Regionais de Contabilidade também atuaram no sentido de demonstrar que as quotas de capital social devem ser contabilizadas no patrimônio líquido da cooperativa. “Hoje, celebramos uma vitória, fruto do esforço coletivo e resultado da cooperação”, conclui.
Brasília (23/11/17) – O cooperativismo é um dos caminhos que nos levarão à uma sociedade mais igualitária e a um país mais justo e equilibrado. Isso é algo que quem faz da cooperação uma prática diária já sabe, mas que será apresentado a muitos brasileiros que ainda desconhecem as vantagens de viver de uma forma mais cooperativa.
A partir das 21h30, na Globonews, o novo episódio da série História do Futuro, apresentada por Miriam Leitão, vai trazer alguns dos associados do Sicredi como personagens. As cenas foram gravadas em Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo. A série busca valorizar projetos e negócios que sejam sustentáveis a longo prazo.
Não perca! É nesta quinta-feira (23/11), às 21h30.
Brasília (23/8/17) – O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) divulgou no fim desta terça-feira (22/8) o resultado da seleção dos trabalhos acadêmicos a serem apresentados durante a quarta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). O encontro será realizado em Brasília, de 20 a 22 de novembro, e terá como tema central “Desenvolvendo Negócios Inclusivos e Responsáveis: Cooperativas na Teoria, Política e Prática”.
Ao todo, foram selecionados 75 artigos. Os autores dos 50 trabalhos mais bem avaliados terão suas despesas de passagem e hospedagem custeadas pelo Sescoop. Os outros 25 selecionados também poderão participar, desde que arquem com os custos de deslocamento, alimentação e estadia.
A comissão organizadora informa que todas as orientações relativas à participação dos autores serão detalhadas e encaminhadas ao e-mail indicado na inscrição do trabalho.
Interagir com a comunidade e divulgar o cooperativismo por meio do esporte, estimulando a solidariedade. Com esse proposito foi realizada no sábado, dia 01 de julho, a III Corrida da Cooperação. Esse ano com uma novidade, a I Corridinha Cooperativista, que em sua primeira edição, foi sucesso com a crianças com mais de 300 inscrições. A corridinha abriu o evento às 16:00 horas na Fundação Vila Olímpica e ás 17 horas foi dada a largada para a III Corrida da Cooperação com mais de 700 inscritos.
O Superintendente do Sistema OCB/AM, Adriano Trentin Fassini, destacou a importância de estar celebrando mais um Dia Internacional do Cooperativismo, e o fato da comemoração ser com pessoas se integrando entre a sociedade em que as cooperativas estão inseridas. “A III Corrida é voltada para a comunidade, atletas e pessoas que gostam de praticar esportes e vem com uma ação beneficente. Hoje no Brasil inteiro está acontecendo o Dia de Cooperar e nós escolhemos encerrar esse dia com a corrida da cooperação”, destacou Fassini.
Inscrições
As inscrições para a corrida aconteceram ao longo do mês do Junho, através do site da OCB/AM, e sendo o valor da inscrição 5 kg de alimentos não- perecíveis, com os atletas fazendo a retirada dos kits nas cooperativas Uniodonto Manaus e Fecootram e na Vila Olimpica. Os alimentos foram destinados à instituições carentes do município de Manaus.
Atletas aprovaram
Segundo o atleta Raimundo de Lima, a expectativa para a corrida foi boa, por ser um percurso diferente e por ser também a primeira vez que esteve competindo, frisando que vai participar todos os anos.
Para Juarez Silva, campeão da prova de 4 km e meio, o resultado é muito treino e dedicação: “Basicamente, é só colocar em prática o que venho treinando e há 6 anos já participo de corridas de atletismo”, ressaltou. O atleta também foi campeão da Corrida da Cooperação em 2015 e isso fez sua motivação ser ainda maior.
Fonte e Foto: Assessoria de Comunicação – Sistema OCB/AM