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Boas práticas ESG no cooperativismo

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09/02/2026

Dia C 2025 amplia atuação e beneficia quase 4 milhões de pessoas

Edição registrou crescimento em iniciativas, voluntários e alcance territorial  A edição 2025 do Dia de Cooperar (Dia C)  obteve recorde em ações de voluntariado no cooperativismo brasileiro. Com crescimento expressivo em todos os indicadores, a campanha beneficiou quase 4 milhões de pessoas em todas as regiões do país, por meio de ações realizadas por mais de mil cooperativas, com apoio das Organizações Estaduais do Sistema OCB.  O Dia C  é um movimento nacional de voluntariado que mobiliza cooperativas de todo o país na realização de ações sociais voltadas às comunidades onde estão inseridas, colocando em prática o sétimo princípio do cooperativismo: o Interesse pela Comunidade. Ao longo de 2025, as iniciativas desenvolvidas no âmbito do Dia C e de outras frentes do cooperativismo brasileiro alcançaram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com maior concentração em ações ligadas à saúde e bem-estar, educação de qualidade e parcerias para o desenvolvimento.  Em comparação com 2024, houve aumento de 37% no número de iniciativas, que passou de 6.017 para 8.215 ações sociais ao longo do ano. O engajamento voluntário também ganhou força, com crescimento de 33% no número de participantes,  saltou de 131 mil para 174 mil voluntários mobilizados.  Outro destaque da edição de 2025 foi a ampliação do alcance territorial. As ações do Dia C chegaram a 2.211 municípios, 15% a mais do que no ano anterior, o que representa aproximadamente 40% das cidades brasileiras. A participação das cooperativas acompanhou esse movimento subindo de 1.020 para 1.091, um incremento de 7%.  Para o presidente do Conselho de Administração da Unidade Nacional do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os números refletem o papel do cooperativismo no atendimento as comunidades. “Os resultados do Dia C 2025 mostram a força do cooperativismo como agente de transformação social”.  O ciclo da campanha para o Dia de Cooperar 2026, com o tema Quando a escolha é cooperar, o mundo gira melhor, é de 09 de fevereiro a 15 de janeiro de 2027. A celebração nacional do Dia C ocorre sempre no último sábado de agosto em alusão do Dia do Voluntário, este ano, marcada para 29 de agosto.    Saiba Mais:  Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento Monitor da Reforma Tributária é lançado com apoio de Frentes Parlamentares Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB
Dia C 2025 amplia atuação e beneficia quase 4 milhões de pessoas
06/02/2026

Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento

Sistema OCB participa de debates sobre inclusão, justiça social e acesso a financiamentos  O cooperativismo brasileiro participou das discussões internacionais sobre desenvolvimento social esta semana. A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, participou de dois momentos estratégicos da 64ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social das Nações Unidas, realizada na sede da ONU, em Nova York. O primeiro foi no Fórum Multistakeholder da Comissão, nesta quinta-feira (5), e o segundo, um evento paralelo promovido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), nesta sexta-feira (6).   O primeiro encontro reuniu lideranças globais para debater caminhos capazes de reduzir a pobreza, gerar empregos e construir sociedades mais inclusivas, com atenção especial ao papel de modelos econômicos baseados na cooperação. Durante painel dedicado a parcerias e modelos de financiamento, Fabíola destacou que ampliar soluções locais exige instrumentos financeiros conectados às realidades das comunidades.   Segundo ela, nesse contexto, as cooperativas devem ser vistas como parceiras estratégicas na arquitetura de financiamento dos países. “Elas são parceiras com raízes profundas nas comunidades e capacidade comprovada de gerar empregos, inclusão e resiliência onde isso mais importa”, afirmou.    Experiência nacional  A superintendente também ressaltou que a experiência brasileira demonstra como o reconhecimento institucional e marcos regulatórios adequados permitem que o crédito alcance pequenos negócios, produtores rurais e territórios historicamente menos atendidos pelo sistema financeiro tradicional. “Hoje, as cooperativas de crédito brasileiras atendem mais de 20 milhões de pessoas, somam cerca de R$ 885 bilhões em ativos e estão presentes como única instituição financeira em 469 municípios”, declarou.  Fabíola chamou atenção para a importância da parceria entre cooperativas e poder público. De acordo com ela, políticas consistentes e representação institucional fortalecem o ambiente de negócios e permitem que o modelo cooperativo cresça com estabilidade. “No Brasil, aprendemos algo simples: quando governos tratam o financiamento cooperativo como parte de sua estratégia nacional, mais recursos chegam ao nível local e o impacto social se amplia”.  Outro exemplo citado foi a atuação conjunta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fabíola lembrou que, entre 2023 e junho de 2025, o banco aprovou R$ 96 bilhões em financiamento verde, sendo 73% das operações realizadas por meio de bancos cooperativos e cooperativas de crédito.    Justiça social  No segundo compromisso da agenda, o evento organizado pelo Comitê para a Promoção e o Avanço das Cooperativas (Copac) debateu como cooperativas e organizações da economia social e solidária podem transformar compromissos globais em políticas concretas para reduzir desigualdades e fortalecer o desenvolvimento sustentável.  Fabíola destacou que o cooperativismo tem papel essencial para aproximar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da realidade. “Quando falamos dos desafios globais, é fácil permanecer no nível dos grandes conceitos. Mas é nas cooperativas que esses objetivos se tornam reais, pessoas se unem para superar barreiras de acesso a mercados, financiamento e serviços essenciais”, afirmou.  Segundo ela, baseadas na governança democrática e na solidariedade, as cooperativas promovem inclusão, ampliam o acesso ao crédito, geram trabalho decente e ajudam a manter a riqueza nas comunidades. Também contribuem para o empoderamento feminino, tema que ganha ainda mais relevância com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, em 2026.  A superintendente ressaltou ainda que o impacto do modelo depende de um ambiente regulatório favorável. “Essa escala não é apenas resultado de boas intenções. Ela depende de políticas públicas que criem condições para que as cooperativas invistam, inovem e ampliem seus serviços”, explicou.  Ao encerrar, Fabíola convocou os Estados-membros da ONU a reconhecerem o cooperativismo como parceiro estratégico do desenvolvimento. “Precisamos tratar as cooperativas não como exceções, mas como aliadas da inclusão social, da sustentabilidade e do crescimento econômico”, concluiu.    Saiba Mais:  Crédito para coop da agricultura familiar é tema de reunião com MDA e BB  Monitor da Reforma Tributária é lançado com apoio de Frentes Parlamentares  Tania Zanella destaca força do coop financeiro em evento do Sicoob 
Na ONU, Brasil defende cooperativas como motor do desenvolvimento
22/10/2025

Parcerias que transformam: com intercooperação, cooperativas colocam ODS 17 em prática

Enfrentar desafios globais como fome, pobreza, desigualdade e mudanças climáticas exige colaboração. Para mobilizar recursos, conhecimento e tecnologias para essa tarefa, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 17, que trata de parcerias para viabilizar as demais metas e construir um mundo melhor. No cooperativismo, essa aliança tem nome: intercooperação. Por meio dela, o setor implementa ações que geram impacto econômico, social e desenvolvimento sustentável. “As cooperativas são fundamentais para o cumprimento dos ODS e podem fortalecer os meios de implementação com seus valores e princípios, tornando os processos mais eficazes e participativos”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.  Maior mobilização de voluntariado do cooperativismo brasileiro, o Dia de Cooperar (Dia C) é um exemplo nacional de parceria pelo bem comum. Todos os anos, milhares de cooperativas se unem para realizar ações socioambientais que, apenas em 2024, beneficiaram 5,54 milhões de pessoas, segundo dados do AnuárioCoop 2025.  O Sicoob Central ES, sistema regional com atuação no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, participa do Dia C com ações sociais articuladas entre suas seis cooperativas. Este ano, os voluntários promoveram mais de 70 projetos – como atividades culturais, serviços gratuitos, lazer e educação – alcançando diretamente cerca de 25 mil pessoas em 57 municípios. As ações estão ligadas ao ODS 3 – Saúde e bem-estar, ODS 4 – Educação de qualidade, ODS 10 – Redução das desigualdades, entre outros.  “Mais do que somar esforços, a intercooperação representa o entendimento de que o desenvolvimento sustentável depende da articulação entre atores locais comprometidos com a transformação social”, afirma a diretora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da central, Sandra Kwak.  Além das ações conjuntas internas, o Sicoob Central ES atua com outras cooperativas e parceiros institucionais para promoção de ações sociais e comunitárias, em uma articulação multissetorial, uma das ferramentas previstas no ODS 17. No programa Bikes, por exemplo, a central de cooperativas de crédito viabiliza, junto com a Unimed e a empresa Serttel, o compartilhamento de bicicletas para melhorar a mobilidade urbana em Vitória e Vila Velha, contribuindo para o ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis.  “A intercooperação faz parte da nossa essência como instituição cooperativa. Acreditamos que parcerias são fundamentais para promover o desenvolvimento sustentável e ampliar nosso alcance social. Essas experiências demonstram que, ao unirmos competências e propósitos, conseguimos gerar transformações significativas para os territórios onde atuamos”, destaca a gestora. Desde 2019, o Sicoob Central ES também apoia instituições do terceiro setor por meio do Edital de Projetos Sociais, que financia ações de cultura, empreendedorismo, educação e esporte. O programa já investiu quase R$ 20 milhões e impactou diretamente cerca de 500 mil pessoas, fortalecendo instituições comprometidas com o desenvolvimento das regiões onde atuam. Intercooperação no campo No Sul do Brasil, a Central de Negócios da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) atua com intercooperação para melhorar a produtividade e os resultados de 72 mil produtores rurais cooperados, contribuindo para o ODS 2 – Fome zero e agricultura sustentável, ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico e ODS 12 – Consumo e produção responsáveis.  A central realiza negociações conjuntas que superaram R$ 1,64 bilhão em 2024, com R$ 47,8 milhões em economia gerada no período. De acordo com o diretor executivo da federação, Ivan Ramos, a união fortalece a competitividade das cooperativas agropecuárias catarinenses e amplia sua capacidade de investimento e inovação.  “A Fecoagro conecta suas ações regionais às metas globais de desenvolvimento sustentável, entre elas o ODS 17, que trata de intercooperação. Essas práticas reforçam nosso compromisso em gerar valor compartilhado, equilibrando resultados econômicos, inclusão social e preservação ambiental”.   Em outra frente de cooperação para apoiar os produtores, a federação tem parcerias institucionais como o Programa Terra Boa, junto ao Governo de Santa Catarina, que facilita o acesso a sementes, fertilizantes e outros insumos para melhorar a produtividade e a renda. Há mais de 25 anos, a aliança entre o poder público e a cooperativa vem gerando impacto econômico e social em larga escala e já beneficiou mais de 58 mil agricultores da região.  “A atuação da Fecoagro dialoga com a Agenda Global de Sustentabilidade e foi estruturada a partir de uma rede de parcerias com outras cooperativas, governo e outras instituições, mostrando que o trabalho em conjunto gera impacto econômico e social significativo para a região e para as pessoas”, destaca Ramos. Saiba mais sobre a contribuição do coop para os ODS no infográfico Como as cooperativas constroem um mundo melhor? Acesse aqui!  
Parcerias que transformam: com intercooperação, cooperativas colocam ODS 17 em prática
05/09/2025

Cooperativas protagonizam ação climática e contribuem para o ODS 13

As cooperativas brasileiras estão comprometidas com o enfrentamento das mudanças climáticas por  meio de projetos que aliam desenvolvimento econômico e social a práticas sustentáveis e à busca pela neutralidade de carbono. No campo e nas cidades, com o uso de energias renováveis, manejo sustentável do solo e reaproveitamento de resíduos agrícolas, o coop mostra que é possível gerar resultados com menos emissões de gases de efeito estufa, contribuindo diretamente para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, que convoca a comunidade global a agir contra a mudança do clima.   Um exemplo dessa atuação é a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), de Minas Gerais, que reúne 500 produtores cooperados em mais de 100 municípios. Referência em assistência técnica e produção sustentável, desde 2022 a coop desenvolve um projeto que a colocou na vanguarda da ação climática no estado: a transformação da palha do café em biochar.  Esse material é como um carvão biológico que retém o carbono no solo, evitando a emissão de gases de efeito estufa. Na tecnologia adotada pela Coocafé em parceria com a startup NetZero, a palha do café passa pelo processo de pirólise (queima controlada em ambiente com pouco ou nenhum oxigênio), que captura e estabiliza o carbono presente na biomassa, evitando que ele retorne à atmosfera em forma de dióxido de carbono (CO₂). Quando incorporado ao solo, o biochar pode reter carbono por centenas de anos, atuando como uma solução eficiente no combate às mudanças climáticas. Além do benefício climático, o biochar é um fertilizante de alta performance, com efeitos positivos para a retenção de água e nutrientes. Em média, o uso do biochar no solo aumenta de 20% a 30% a produtividade do café. “A produção de biochar oferece soluções sustentáveis para o reaproveitamento de resíduos da atividade agropecuária, reduzindo impactos ambientais antes causados por destinações inadequadas. Com isso, promove uma transição para modelos mais regenerativos e de baixo carbono no campo”, explica o diretor presidente da Coocafé, Fernando Cerqueira. Em outra iniciativa alinhada ao ODS 13, a cooperativa mineira entrou para o Mercado Livre de Energia, um ambiente que permite ao consumidor escolher seus fornecedores de eletricidade e negociar condições mais vantajosas. Com a migração de algumas unidades operacionais para esse modelo, a Coocafé passou a utilizar energia limpa e certificada em parte de produção, o que já evitou a emissão de mil toneladas de CO₂ na atmosfera. “Além dos ganhos econômicos e da previsibilidade de custos, essa decisão estratégica viabiliza o uso de energia de fonte renovável, o que contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a transição energética no setor agropecuário”, destaca Cerqueira. As ações de responsabilidade socioambiental da coop mineira também incluem o recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos para descarte correto e o projeto Escola no Campo, que ensina boas práticas agrícolas e consciência ambiental para estudantes do Ensino Fundamental de escolas da região há mais de 20 anos. “Essas iniciativas refletem o compromisso da Coocafé com os princípios do cooperativismo, especialmente o interesse pela comunidade, a educação contínua e a busca por um desenvolvimento rural mais justo e ambientalmente equilibrado”, resume o presidente da coop. Fazendas sustentáveis  Em um dos estados com maior tradição agropecuária do Brasil, o Paraná, o cooperativismo também se destaca por produzir com sustentabilidade para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor, contribuindo diretamente para o ODS 13.  A Frísia, cooperativa mais antiga do estado – que completou 100 anos em agosto – mostra que tradição e inovação andam juntas quando o foco é a mitigação das mudanças climáticas. A coop adota práticas de agricultura de baixo carbono, promove a preservação de áreas nativas e programas de gestão sustentável de resíduos. As ações não apenas reduzem a pegada ambiental da produção, como também fortalecem a economia local e garantem acesso a mercados com exigências ambientais.  Uma das técnicas adotadas pelos cooperados da Frísia é o plantio direto, tipo de manejo em que a semeadura é feita na palha da cultura anterior, sem a necessidade de queimar a área nem de revolvimento do solo, reduzindo a liberação de CO₂. A incorporação da matéria orgânica também mantém a umidade e beneficia a nutrição das plantas, gerando impactos positivos na produtividade. Segundo o gerente de Sustentabilidade e Energias da Cooperativa Frísia, Francis Dalton, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações da Frísia para uma agricultura de baixo carbono.   “Nosso objetivo é produzir mais alimentos em uma mesma área, eliminando a necessidade de desmatamento e preservando nossas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais. Isso não só evita o aumento das emissões de gases de efeito estufa associadas à conversão de terras, mas também reforça o papel do agronegócio como parte da solução climática”, afirma.  As ações climáticas da cooperativa paranaense também incluem projetos de gestão sustentável de resíduos, transformação de dejetos de animais em biocombustíveis, geração de energia limpa e reflorestamento. No programa Fazenda Sustentável Frísia, a coop oferece uma plataforma de serviços de orientação técnica para boas práticas ambientais. As propriedades são avaliadas com base em critérios de sustentabilidade, por meio de módulos, e enquadradas em diferentes níveis, em um processo contínuo de melhora e aumento da competitividade.  “O Fazenda Sustentável garante o atendimento a requisitos legais, a implementação de boas práticas agropecuárias e, consequentemente, a agregação de valor aos produtos, promovendo uma produção mais resiliente e menos impactante”, detalha o gestor. O Coop na COP30  Em novembro, a atuação do cooperativismo no combate ao aquecimento global estará em destaque na 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30. Pela primeira vez realizado no Brasil, o evento reunirá governos, cientistas e representantes da sociedade civil para discutir novas maneiras de enfrentar e financiar a mitigação e adaptação aos efeitos da mudança do clima.  O cooperativismo brasileiro irá se apresentar como parte da solução para a crise climática, destacando o papel do segmento para a segurança alimentar e energética, o fortalecimento da bioeconomia e uso sustentável dos recursos naturais. “A COP30 será um evento histórico para o coop, não apenas por ser o primeiro realizado na Amazônia, mas também por coincidir com o Ano Internacional das Cooperativas. É a oportunidade perfeita para mostrar ao mundo como o cooperativismo pode oferecer soluções práticas para proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável”, destaca a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta. O coop terá um pavilhão na COP30, em que os participantes poderão conhecer experiências reais de sustentabilidade nas cooperativas, destacando seu compromisso com a neutralidade de carbono.  Saiba mais sobre a participação do cooperativismo na COP30.   
Cooperativas protagonizam ação climática e contribuem para o ODS 13
01/09/2025

ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo

Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C  O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.  A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.    A fase piloto  O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.  Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.  No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.  Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.  “O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.    Apoio das OCEs  A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.    Inovação e futuro  O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.  “Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.    Saiba Mais:  Cooperativas têm a chance de brilhar na COP30: inscreva-se já  Seguro cooperativo: Brasil conquista espaço global na ICMIF Américas  Programa NegóciosCoop impulsiona avanços em oito cooperativas do DF 
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
29/08/2025

Brasil celebra o Dia C com serviços gratuitos e solidariedade

Maior movimento de voluntariado cooperativista do país acontece neste sábado, 30 de agosto  Neste sábado (30), cooperativas de todo o Brasil vão sair às ruas para promover o Dia de Cooperar – o Dia C, maior movimento de voluntariado cooperativista do país. A iniciativa, que já se consolidou no calendário nacional, leva serviços gratuitos, atividades culturais, ambientais e de saúde às comunidades.  Criado para colocar em prática o sétimo princípio cooperativista – o interesse pela comunidade –, o Dia C une milhares de voluntários, cooperados, familiares e parceiros em uma corrente de solidariedade que cresce a cada ano. Em 2025, a mobilização chega a centenas de cidades em todos os estados brasileiros, alcançando diretamente milhares de pessoas.  “As cooperativas não medem esforços para estar ao lado da população. O Dia C é a oportunidade de mostrar, de forma concreta, o quanto estamos comprometidos com o bem-estar das comunidades. É um dia de união, solidariedade e transformação social”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.  Diversidade de ações pelo país  A programação varia em cada região, mas todas têm em comum o objetivo de transformar vidas por meio de gestos simples e voluntários.  No Nordeste, por exemplo, Petrolina (PE) terá caminhada cooperativa, entrega de equipamentos a hospitais e um grande mutirão de serviços de saúde. Em Recife, atividades esportivas, oficinas artísticas e de educação financeira também fazem parte da agenda. Na Bahia, cidades como Salvador, Porto Seguro e Itabuna receberão mobilizações com atendimentos médicos, ações de lazer e apoio a instituições sociais.  No Norte, Manaus (AM) organiza um dia inteiro de atividades, com atendimentos médicos e odontológicos, oficinas de artesanato e serviços sociais. No Pará, além de oficinas educativas e atendimentos de saúde, haverá ainda a Corrida do Voluntariado, que une esporte e solidariedade.  O Sudeste também terá forte participação. Em Belo Horizonte (MG), a Praça da Assembleia vai receber apresentações culturais, oficinas, espaço kids, serviços de saúde e educação financeira. Já no Espírito Santo, cidades como Cachoeiro de Itapemirim e Castelo organizam desde atividades recreativas até corridas de rua, além da campanha de doação de sangue Coopere com a Vida.  No Centro-Oeste, Campo Grande (MS) terá mutirão de serviços gratuitos à população, incluindo atendimentos médicos, educação financeira e ações ambientais. Em Três Lagoas, a programação inclui feira de adoção de animais e apoio ao empreendedorismo local.  Já no Sul, o Paraná se destaca com mobilizações em diversas cidades, como mutirões de saúde, arrecadação de alimentos, doação de sangue e até a reconstrução de instituições sociais. No Rio Grande do Sul, o Dia C vai integrar a programação da Expointer, em Esteio, na Casa do Cooperativismo, com atividades educativas e ambientais.  Força coletiva  Segundo o presidente Márcio, o evento só é possível graças à parceria entre cooperativas de diferentes ramos, organizações estaduais e a unidade nacional, que oferecem estrutura, voluntários e apoio institucional. “O Dia C mostra o poder da coletividade. Quando cooperativas, associados e parceiros se unem, conseguimos resultados que transformam a realidade de milhares de pessoas em todo o Brasil”, reforça.  A mobilização também deixa legados. Muitas ações iniciadas no Dia C se transformam em projetos contínuos, fortalecendo a presença do cooperativismo na vida das comunidades.  Saiba Mais:  Sistema OCB participa da 104ª Reunião do Conselho da ACI Américas  Imprensa conhece o coop rumo à COP30  Audiência no Senado debate Plano Clima e alerta para riscos ao agro 
Brasil celebra o Dia C com serviços gratuitos e solidariedade
28/08/2025

Do café à Amazônia, cooperativas promovem uso sustentável dos ecossistemas terrestres

Você sabia que as abelhas podem aumentar a produtividade do café? Quando a polinização dos cafezais é feita por elas, a taxa de frutificação aumenta e nascem mais grãos, numa relação que demonstra como o cuidado com a biodiversidade tem impactos sistêmicos, inclusive para as pessoas e a economia. Em Minas Gerais, uma cooperativa decidiu investir na sinergia entre as abelhas e o café para produzir mais e melhor e contribuir com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 15, meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para proteção dos ecossistemas terrestres.  Foto: Hero AudiovisualO projeto da Sicredi Conexão – que atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas – nasceu da necessidade de 30 famílias de agricultores familiares de Santa Rita do Sapucaí (MG), que queriam ampliar sua produção de café sem ter que expandir a área plantada nem afetar o meio ambiente.  Em parceria com a Associação dos Produtores Rurais da Comunidade Serra dos Borges, a cooperativa de crédito financiou a implantação de colmeias de abelhas sem ferrão próximo aos cafezais. O projeto também inclui o plantio de árvores nativas no entorno e o reflorestamento em áreas de nascentes para proteção das águas.  De flor em flor, as abelhas aumentaram a produtividade e a qualidade do café dos pequenos produtores e ainda geraram outra fonte de renda para as famílias, que passaram a vender mel e derivados. Além dos cafezais, a flora nativa foi beneficiada pelo trabalho de polinização das abelhas e a região ficou mais rica em biodiversidade. Em 2024, a iniciativa foi reconhecida no Prêmio SomosCoop Melhores do Ano com o 3º lugar na categoria Desenvolvimento Ambiental. Foto: Hero AudiovisualO projeto faz parte do Fundo de Promoção ao Desenvolvimento Regional da Sicredi Conexão, que destina parte dos resultados da cooperativa para ações de impacto socioambiental nas comunidades onde atua. “Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento social, humano, ambiental e econômico dos associados e da sociedade. Como pré-requisito, esses projetos devem estar alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU”, explica o gerente de Relacionamento da Sicredi Conexão, Fernando Buriol.  Além da cooperação entre abelhas e cafezais, a cooperativa de crédito desenvolve diversos projetos com propósito social e ambiental, como o Propriedade Sustentável, que promove capacitação e apoio técnico para melhorar a gestão de propriedades, evitar a degradação do solo e incentivar o uso consciente dos recursos naturais. “Em outra iniciativa, no programa Movimento Voluntariado, colaboradores da Sicredi Conexão incentivam em seus municípios ações que promovem a preservação do meio ambiente, como por exemplo, limpeza de vias públicas e reflorestamento com árvores nativas”, completou Buriol. Cooperação ambiental na Amazônia  Umas das metas do ODS 15 é promover o uso e a gestão sustentável das florestas como estratégia de conservação dos ecossistemas terrestres. As comunidades tradicionais são grandes aliadas para essa tarefa, porque vivem em meio às árvores nativas e dependem da biodiversidade para garantir o sustento de suas famílias. Em uma das regiões mais preservadas da Amazônia brasileira, a Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus (Cooperar) tem mostrado que é possível produzir de forma sustentável e com manutenção da floresta em pé. A coop reúne 161 cooperados da população ribeirinha da Vila Céu do Mapiá, localizada na Floresta Nacional do Purus, no município de Pauini (AM). Fundada em 2003, a Cooperar produz cacau nativo, castanha do Brasil, óleos, manteigas vegetais, pastas, frutos desidratados e faz o processamento de madeiras tropicais. Além de gerar renda para os extrativistas, o trabalho da cooperativa consolida cadeias produtivas da região com respeito à natureza, aos saberes tradicionais e à economia da floresta. “A Cooperar incentiva práticas sustentáveis de manejo florestal, conservação dos ecossistemas e valorização da biodiversidade amazônica. Ao apoiar o extrativismo tradicional e sustentável, evitamos o desmatamento e garantimos que os recursos sejam utilizados de forma equilibrada e regenerativa”, destaca a diretora comercial da coop, Maria Carolina Farias. Os produtos comercializados pela Cooperar são livres de aditivos químicos e refletem o compromisso com a saúde das pessoas e com o equilíbrio do meio ambiente. A cooperativa também é engajada em iniciativas que promovem o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, como a capacitação em boas práticas agrícolas, rastreabilidade dos produtos e valorização dos sistemas agroextrativistas tradicionais. “Em um contexto global de busca soluções para produzir de forma sustentável e enfrentar a crise climática, as cooperativas mostram, na prática, como estão construindo um mundo melhor com o uso consciente dos recursos naturais, valorização de cadeias produtivas inclusivas e promoção da bioeconomia como estratégia de desenvolvimento”, destaca a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.  
Do café à Amazônia, cooperativas promovem uso sustentável dos ecossistemas terrestres
18/07/2025

ONU: cooperativismo é exemplo de inclusão e desenvolvimento

Evento em Nova Iorque mostrou como cooperativas transformam economias e comunidades  Fabíola em pronunciamento no evento da ONUO Sistema OCB marcou presença em um importante espaço de diálogo internacional promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, foi uma das painelistas do evento paralelo do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), realizado em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas, nesta sexta-feira (18), em Nova York.  Sob o tema Cooperativas: promovendo a justiça social, o trabalho digno e a democracia econômica, o encontro reuniu lideranças cooperativistas das Américas, representantes de governos e organismos internacionais para compartilhar experiências e debater soluções para reduzir desigualdades e fomentar o desenvolvimento sustentável.  Durante sua participação no painel Trabalho decente e economia do cuidado, Fabíola destacou o protagonismo das cooperativas brasileiras na geração de empregos, no fortalecimento de políticas públicas inclusivas e no enfrentamento dos desafios da agenda climática. “O cooperativismo é, por essência, um modelo de desenvolvimento que coloca as pessoas no centro, promovendo oportunidades de trabalho digno, inclusão social e desenvolvimento sustentável nos territórios onde atua”, afirmou.  Fabíola apresentou os dados do estudo conduzido pelo Sistema OCB em parceria com Fundação Instituto de Pesquisa (Fipe), que evidenciam o impacto positivo das cooperativas na economia brasileira. “A presença de uma cooperativa em uma cidade eleva em mil dólares o PIB per capita local. Além disso, cada real investido em produtos e serviços cooperativos gera R$ 1,65 em produção econômica”, explicou. “Esses números comprovam que as cooperativas geram empregos, movimentam o comércio e aumentam as exportações, promovendo prosperidade urbana e rural”, acrescentou.   A gerente-geral também ressaltou o momento estratégico para o setor, com proclamação do Ano Internacional das Cooperativas e a realização da COP30 no Brasil em novembro. “Essa é uma oportunidade única para demonstrar a capacidade do nosso modelo de negócios para responder às emergências climáticas e promover um modelo econômico inclusivo, democrático e sustentável. Queremos que mais países adotem políticas que permitam às cooperativas expandirem seu potencial transformador”, disse.    Manifesto para a COP 30  Durante sua fala, a gerente-geral apresentou o Manifesto do Cooperativismo para a COP 30, elaborado a partir de uma ampla escuta junto a lideranças do setor. O documento, disponível em três idiomas, propõe cinco eixos estratégicos para o fortalecimento do cooperativismo na agenda climática: Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; Acesso ao financiamento climático para comunidades; Transição energética justa e inclusiva; Bioeconomia como vetor de desenvolvimento sustentável; e Adaptação e resiliência climática.    Entre as iniciativas destacadas pela gerente-geral estiveram o Programa ESGCoop, que apoia cooperativas com diagnósticos, capacitações e consultorias em sustentabilidade como as soluções Neutralidade de carbono e Eficiência energética e o Programa NegóciosCoop, voltado para ampliar a presença dos produtos cooperativos nos mercados nacional e internacional, especialmente as de pequeno porte da agricultura familiar, artesanato e reciclagem.  “Já temos iniciativas reais que sustentam essas propostas e pedimos a inclusão do cooperativismo nos planos climáticos nacionais, no acesso ao financiamento internacional e nos diálogos que vão moldar a nova governança global. Juntos, queremos garantir que a voz cooperativista seja ouvida e o nosso movimento, fortalecido. O verde precisa ser reconhecido como valor econômico e social. E o cooperativismo é o caminho para viabilizar essa transição com justiça e participação”, concluiu Fabíola.    Papel estratégico  Representando o governo brasileiro, o embaixador Norberto Moretti destacou o papel estratégico das cooperativas na promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo. Ele ressaltou que o país vem avançando em políticas públicas de apoio ao setor. “O governo brasileiro está comprometido com o fortalecimento do marco legal e institucional de apoio ao cooperativismo. As cooperativas estão no centro dos esforços para reduzir a pobreza rural e fortalecer as economias locais”, afirmou.   O evento foi organizado pela Missão Permanente do Chile junto à ONU e pelo Escritório Regional das Américas da Aliança Cooperativa Internacional (ACI-Américas). A iniciativa buscou fortalecer o intercâmbio entre cooperativas, governos e o sistema ONU, além de propor recomendações para políticas públicas voltadas à justiça social, trabalho decente e democracia econômica.  Representantes do Uruguai, Paraguai, Equador e Estados Unidos também compartilharam experiências sobre como o modelo cooperativo contribui para reduzir desigualdades e estimular o crescimento econômico local. O painel reforçou ainda a importância da economia do cuidado, com destaque para a resolução da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que reconhece o papel das cooperativas na promoção da igualdade de gênero e acesso a serviços de qualidade.    Saiba Mais:  Evento global da ONU destaca juventude cooperativista brasileiro Cooperativismo leva voz do Brasil a fórum da ONU sobre dados ambientais Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma      
ONU: cooperativismo é exemplo de inclusão e desenvolvimento
14/07/2025

Cooperativismo leva voz do Brasil a fórum sobre dados ambientais

Evento reuniu líderes globais para debater modelo de governança de dados mais inclusivo  O Sistema OCB marcou presença na 3ª Reunião de Alto Nível do Fórum de Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNSPBF), realizada entre os dias 8 e 10 de julho, em Frascati, na Itália. Representado por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, o cooperativismo brasileiro apresentou suas contribuições para a construção de um modelo de governança de dados ambientais mais inclusivo e alinhado às realidades de países em desenvolvimento.  Com o tema Rumo à uma revolução da Big Data para o planeta: da incerteza à oportunidade, o encontro reuniu lideranças globais da ciência, política, negócios e tecnologia para debater os desafios e caminhos para tornar os dados ambientais um ativo estratégico na promoção de sustentabilidade, biodiversidade e justiça social.  Na ocasião, Débora participou do painel Caminhos para a Inclusão e Equidade, que discutiu modelos de governança e financiamento capazes de democratizar o acesso aos dados ambientais e promover a transição digital de forma justa. Em sua apresentação, ela ressaltou o papel das cooperativas em levar para cooperados de mais de 30 segmentos econômicos, espalhados em mais da metade das cidades brasileiras em um país continental, educação, avaliação de dados e soluções para a pauta ambiental, bem como social e de governança, dentro do Programa ESGCoop. “As cooperativas brasileiras do Ramo Agro são formadas, em média, por 800 cooperados, o que nos permite acessar uma grande base de produtores rurais, assim como diversos outros profissionais, e ampliar o acesso às soluções de desenvolvimento sustentável. Essa estrutura facilita a governança de dados, porque os cooperados têm uma relação próxima e de confiança com suas cooperativas, o que potencializa o engajamento e a qualidade das informações”, afirmou Débora.  Quando se fala em financiamento de projetos de dados, a força do cooperativismo também faz diferença. “O modelo cooperativista possibilita ganhos de escala com contratações conjuntas e otimização de recursos. Além disso, o Brasil estruturou o sistema cooperativista nacional como parte do Sistema S, o que permite arrecadar contribuições e financiar projetos coletivos em benefício de todo o setor”, completou.  Dados como vetor de transformação  Durante o fórum, especialistas destacaram a necessidade de criar padrões globais para coleta, interoperabilidade e uso de dados ambientais, de modo a garantir consistência e confiabilidade das informações. A ONU apresentou a proposta da Estratégia Global de Dados sobre o Meio Ambiente (GEDS, na sigla em inglês), que busca articular governos, empresas e sociedade civil em torno de cinco pilares: governança, qualidade de dados, interoperabilidade, acesso e capacitação.  Contribuição para a agenda global  O evento também trouxe ao centro do debate a importância de mecanismos financeiros para apoiar países e organizações na adoção de tecnologias e práticas de coleta e análise de dados. Representantes do setor financeiro discutiram como métricas ambientais mais robustas podem influenciar decisões de investimento e gestão de riscos, enquanto o setor tecnológico apresentou avanços no monitoramento de oceanos, terras e atmosfera.  Ao lado de instituições como a Comissão Europeia, o Banco Mundial e a Organização Internacional de Padronização (ISO), o Sistema OCB defendeu que as cooperativas são agentes fundamentais para viabilizar o monitoramento ambiental em grande escala, especialmente em contextos desafiadores.  “O cooperativismo tem se mostrado um aliado estratégico para atingir metas globais de clima e biodiversidade. Por meio de nossa rede, podemos ampliar a coleta e o uso de dados ambientais, além de promover uma transição digital que não deixe ninguém para trás”, concluiu Débora.  Próximos passos  Ao fim do fórum, a ONU consolidou as principais recomendações no documento Frascati Pathways, que servirá de base para a construção de políticas e parcerias em nível global. O Sistema OCB seguirá acompanhando os desdobramentos e reforça o compromisso de articular suas cooperativas para contribuir ativamente com a agenda de dados ambientais e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  Saiba Mais:  Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma Sistema OCB se reúne com ministérios para ampliar emprego e renda  Dia Internacional do Cooperativismo 2025 
Cooperativismo leva voz do Brasil a fórum sobre dados ambientais
03/07/2025

Tania Zanella destaca protagonismo do cooperativismo em live da Ocepar

Superintendente do Sistema OCB apresentou ações para o Ano Internacional das Cooperativas  O cooperativismo brasileiro vive um momento de destaque no cenário internacional. Nesta quinta-feira (3), a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, participou da live promovida pelo Sistema Ocepar, que celebrou o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).   O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, abriu o evento reforçando a importância da mobilização nacional em torno das comemorações. “É um ano muito especial. Estivemos em Washington, onde ouvimos ao vivo a manifestação da Organização das Nações Unidas sobre sua escolha por priorizar as cooperativas neste ano. Ficamos felizes em saber que cooperativas ao redor do mundo terão mais oportunidades a partir da recomendação da ONU para iniciativas que fortaleçam ainda mais esse sistema que leva desenvolvimento, segurança e prosperidade às comunidades”, comentou.  Tania, por sua vez, destacou durante a sua apresentação, que “o reconhecimento da ONU às cooperativas como agentes de transformação econômica e social é uma conquista de todos nós, que trabalhamos diariamente para construir um mundo melhor. Esse é um ano histórico para o nosso movimento”.   A superintendente apresentou dados que comprovam a relevância do cooperativismo no Brasil e no mundo. "Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas no planeta são cooperadas. Se as 300 maiores cooperativas fossem um país, teríamos a 9ª maior economia mundial. No Brasil, são mais de 4,5 mil cooperativas, com 23,4 milhões de cooperados e um faturamento superior a R$ 692 bilhões", ressaltou.  Tania também detalhou as principais iniciativas do Sistema OCB para o Ano Internacional das Cooperativas, com destaque para a campanha SomosCoop 2025, as projeções em prédios de capitais brasileiras no Coops Day e o lançamento de um manifesto do cooperativismo brasileiro para a COP30. “Este é o momento de mostrar para o mundo a força do nosso modelo, que promove inclusão, gera renda e transforma comunidades”, afirmou.  Entre os impactos esperados com o Ano Internacional, Tania citou o fortalecimento da imagem do setor, a atração de novos cooperados, especialmente jovens, e o estímulo ao orgulho em ser parte do movimento cooperativista. “O futuro é cooperativo, e cabe a nós aproveitarmos essa oportunidade estratégica para ampliar a conscientização e consolidar o cooperativismo como protagonista no cenário econômico e social global”, concluiu.  A ONU e o tema do Ano Internacional  A Assembleia Geral da ONU proclamou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, com o tema Cooperativas Constroem um Mundo Melhor. A iniciativa reconhece o papel vital das cooperativas para o desenvolvimento sustentável e para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.  “As cooperativas são soluções essenciais para os desafios globais que enfrentamos, porque unem pessoas, comunidades e propósitos em torno de um modelo econômico mais justo e resiliente”, destacou Tania.  Ao final da live, José Roberto Ricken e Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar, apresentaram as ações programadas pelo sistema paranaense para celebrar a data, reforçando a sintonia entre o Sistema OCB e suas organizações estaduais na mobilização nacional.  Saiba Mais:  Mapa global do patrimônio cooperativo começa em Rochdale  Reunião e assembleia da ACI tem protagonismo brasileiro em Manchester  Parceria CIEE e Sistema OCB fortalece formação de jovens aprendizes 
Tania Zanella destaca protagonismo do cooperativismo em live da Ocepar
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