Cooperativismo
e as Eleições 2026
Este é o momento de reafirmarmos o protagonismo do cooperativismo na construção de um Brasil mais justo. Mais do que acompanhar o processo eleitoral, é hora de fortalecer a participação cidadã, levando aos espaços de decisão os valores e as contribuições do coop para o desenvolvimento do país.
Conheça como o movimento cooperativista atua de forma propositiva, promovendo o diálogo com candidatos, lideranças e a sociedade na construção de políticas públicas mais eficazes.

Conheça as iniciativas do Sistema OCB para as Eleições 2026
ESCOLHA O CAMINHO QUE FORTALECE O COOP
Em 2026, o Sistema OCB dá um novo impulso ao Programa de Educação Política com um chamado claro: na hora de votar, #PensenoCoop.
A iniciativa convida o movimento cooperativista a fortalecer sua participação cidadã e a levar para o debate público seus valores e contribuições. Temos convicção de que a presença ativa do cooperativismo como parte da discussão e instrumento de políticas públicas, ajudamos a gerar mais oportunidades, inclusão e prosperidade para milhões de brasileiros.
Destaques | RepresentaCoop
29/06/2026
Agricultura cobra proteção contra perdas climáticas
Secas, enchentes e ondas de calor ampliam debate sobre instrumentos de proteção de renda no campo As mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação futura para a agricultura familiar brasileira. Nos últimos anos, secas prolongadas, enchentes históricas, geadas e ondas de calor passaram a comprometer safras, reduzir renda e aumentar o endividamento de milhares deprodutores em diferentes regiões do país. Responsável por grande parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros, a agricultura familiar enfrenta mais dificuldades para absorver prejuízos causados por eventos climáticos extremos. Com menor capacidade financeira e menor acesso a instrumentos privados de proteção, muitos produtores dependem de políticas públicas para continuar produzindo após perdas severas. O cenário tem impulsionado o debate sobre o fortalecimento de mecanismos de gestão de risco, como o seguro rural, o Proagro e programas voltados à estabilidade de renda no campo. A discussão ganhou ainda mais relevância diante da expectativa em torno do Plano Safra 2026/2027 e das propostas em tramitação no Congresso Nacional para modernizar os instrumentos de proteção ao produtor rural. Proteção conjunta A relevância do tema também pode ser medida pela dimensão do cooperativismo brasileiro. Dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025 mostram que mais de 70% dos cooperados do Ramo Agro são provenientes da agricultura familiar e possuem papel estratégico na produção de alimentos e na organização econômica do campo. Nesse contexto, especialistas defendem que crédito rural e seguro rural precisam caminhar juntos. A avaliação é que o financiamento, sozinho, não é suficiente para proteger o produtor diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos. Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, destaca que o seguro rural deve ser tratado como uma ferramenta estruturante para o desenvolvimento do setor. “Ele dá tranquilidade para o produtor honrar seus compromissos. É, acima de tudo, um instrumento de harmonia nas relações comerciais. A expansão da cobertura é fundamental para reduzir vulnerabilidades econômicas e garantir previsibilidade para quem produz”, afirma. O coordenador defende a modernização da legislação e a criação de um ambiente mais previsível para produtores, cooperativas, seguradoras e instituições financeiras. “As cooperativas enxergam o seguro como uma ferramenta de gestão de risco e de sucessão no campo, que garante a continuidade da atividade agropecuária e o desenvolvimento de novas gerações de produtores rurais. Por isso, nosso pleito é que o seguro se torne um instrumento amplamente utilizado e integrado ao custo de produção agropecuária, assim como insumos, fertilizantes e assistência técnica”, acrescenta. Mecanismos permanentes No Congresso Nacional, parlamentares ligados à agricultura também têm defendido a adoção de mecanismos permanentes de proteção aos produtores atingidos por desastres climáticos. Integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o deputado Heitor Schuch (RS) ressalta que o avanço dos eventos extremos exige uma resposta mais estruturada do poder público. “Diante das evidências de aumento desses eventos, é preciso apoiar a agricultura familiar em caso de chuvas excessivas e secas prolongadas, entre outros”. O parlamentar lembra que a preocupação não se restringe ao Rio Grande do Sul, estado que enfrentou enchentes históricas em 2024. “Em diferentes regiões do país, produtores têm relatado perdas recorrentes provocadas por estiagens prolongadas, excesso de chuvas e oscilações climáticas cada vez mais frequentes”, relata. Para ele, o seguro rural deixou de ser visto apenas como uma ferramenta financeira e passou a ocupar posição estratégica dentro das discussões sobre segurança alimentar, sucessão familiar, desenvolvimento regional e sustentabilidade da produção agropecuária. “A expectativa é que o tema ganhe protagonismo nas discussões do próximo Plano Safra, diante da necessidade de tornar a agricultura brasileira mais resiliente aos desafios impostos pelo clima”, completa. Saiba Mais: Cooperativas reforçam defesa de proteção ao produtor rural Cooperativas de infraestrutura geram desenvolvimento e qualidade de vida Fundos regionais: cooperativas no centro do desenvolvimento
29/06/2026
Coops de crédito celebram papel na estabilidade e no desenvolvimento
DICC 2026 vai destacar contribuição do segmento para sociedades mais prósperas, inclusivas e resilientes
As cooperativas de crédito de todo o mundo já tem tema definido para celebrar a principal data do segmento. No dia 15 de outubro será comemorado o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC) 2026, que neste ano chega à sua 78ª edição com o tema Cooperativas de Crédito: um símbolo da estabilidade em um mundo de oportunidades.
Celebrado desde 1948, o DICC reconhece a trajetória e a contribuição das cooperativas de crédito para o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atuam. A data também é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade sobre um modelo financeiro que alia solidez, proximidade e compromisso com as pessoas.
O tema escolhido para 2026 reforça o papel das cooperativas de crédito como símbolo de confiança e estabilidade em um mundo de oportunidades. Ao promover inclusão financeira e desenvolvimento sustentável, essas instituições geram oportunidades para milhões de cooperados e contribuem para o desenvolvimento das economias locaise das comunidades onde atuam.
Para marcar a data, o Sistema OCB, disponibiliza os materiais da Woccu e desdobra novas peças que podem ser utilizadas pelas Organizações Estaduais (OCEs) e pelas cooperativas de crédito em ações de divulgação e mobilização. O objetivo é fortalecer a identidade da campanha e ampliar o alcance das comemorações em todo o país.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que o DICC é uma oportunidade de mostrar à sociedade como o cooperativismo financeiro contribui para transformar vidas e fortalecer a economia local. "As cooperativas de crédito demonstram diariamente que é possível conciliar solidez financeira, gestão responsável e compromisso com as pessoas. O Dia Internacional é um momento para dar visibilidade a esse modelo que gera oportunidades, promove inclusão e fortalece o desenvolvimento das comunidades onde está presente."
Além de celebrar a história do movimento, a campanha busca reforçar o impacto positivo das cooperativas de crédito na construção de economias mais resilientes e sustentáveis. Presente em milhares de municípios brasileiros, muitos deles atendidos exclusivamente por cooperativas financeiras, o segmento amplia o acesso ao crédito, incentiva o empreendedorismo, fortalece os negócios locais e contribui para reduzir desigualdades regionais.
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Cooperativas reforçam defesa de proteção ao produtor rural
Cooperativas de seguros entram em nova fase de expansão no Brasil
28/06/2026
Cooperativas reforçam defesa de proteção ao produtor rural
Crises climáticas ampliam debate sobre soluções estruturantes para garantir proteção e competitividade
Nos últimos meses, as mudanças radicais dos eventos climáticos reforçaram um debate urgente para o setor produtivo: a necessidade de políticas estruturantes de crédito e seguro rural capazes de garantir previsibilidade, proteção e continuidade da produção no campo.
O cooperativismo agropecuário defende soluções permanentes que fortaleçam a capacidade produtiva dos agricultores, assegurem acesso ao financiamento e ampliem os mecanismos de gestão de risco rural. Em um cenário de perdas sucessivas, cooperativas e produtores rurais têm enfrentado dificuldades para manter investimentos, honrar compromissos financeiros e recuperar suas atividades.
Nesse contexto, o fortalecimento do seguro rural, a criação de outros instrumentos de securitização e a reestruturação de Bruno Spada / Câmara dos Deputados dívidas passaram a ocupar posição central nas discussões sobre política agrícola no país. As cooperativas agropecuárias, presentes em todos os elos da cadeia produtiva, têm atuado diretamente no apoio aos produtores, oferecendo assistência técnica, orientação financeira e suporte para manutenção da atividade econômica nas regiões afetadas.
O deputado Pedro Westphalen (RS), coordenador na Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), defende que os impactos recentes das crises climáticas demonstram a necessidade de o Brasil revisar seu modelo de financiamento agrícola. Segundo ele, o país precisa avançar em políticas permanentes de proteção ao produtor rural e evitar que cada novo desastre dependa exclusivamente de medidas emergenciais. “Esses desastres climáticos no Sul do país e em outras regiões mostram que precisamos de um outro tipo de política de financiamento agrícola. Não podemos, a cada evento climático, chegar pedindo socorro. O produtor quer pagar suas contas, mas precisa de prazo, juros equalizados e segurança para continuar produzindo”, afirmou.
Westphalen também destacou que o seguro rural precisa ser tratado como uma política estratégica de Estado. Para ele, a criação de mecanismos permanentes de proteção financeira permitiria respostas mais rápidas aos prejuízos provocados por eventos extremos. “O seguro agrícola é o que resolve essa questão. O produtor precisa ter segurança para plantar, sabendo que terá respaldo em caso de perdas severas. Também precisamos avançar na securitização, com um fundo estruturado que permita socorro imediato ao setor produtivo diante das catástrofes”, acrescentou.
Competitividade
As cooperativas agropecuárias têm papel decisivo nesse cenário. Além de concentrarem grande parte da produção nacional de alimentos, fibras e energia, elas funcionam como agentes de desenvolvimento regional e inclusão econômica, especialmente para pequenos e médios produtores rurais. Por meio da organização coletiva, os cooperados conseguem acessar crédito, tecnologia, assistência técnica e melhores condições de comercialização.
Para o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, fortalecer os instrumentos de crédito e seguro rural é fundamental para garantir a continuidade da produção e preservar a competitividade do agro brasileiro. “As cooperativas agropecuárias estão ao lado do produtor nos momentos mais difíceis e têm sido essenciais para manter a atividade econômica nas regiões afetadas pelas crises climáticas. Mas é preciso avançar em políticas estruturantes que deem previsibilidade ao setor, fortaleçam o seguro rural e ampliem o acesso ao crédito com condições adequadas para recuperação da capacidade produtiva”, destacou.
Prieto também ressalta que a gestão de riscos rurais se tornou um dos pilares da competitividade do agronegócio. Segundo ele, as cooperativas ajudam a reduzir impactos econômicos e sociais ao garantir suporte técnico e financeiro aos cooperados, mas ainda existem desafios regulatórios e de financiamento que precisam ser superados.
Uma das propostas em debate no Congresso Nacional busca justamente modernizar a política nacional de seguro rural. O Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop, altera legislações relacionadas à Política Agrícola, à Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural e ao Fundo de Catástrofe, com o objetivo de ampliar o acesso aos mecanismos de proteção e atualizar os instrumentos existentes à realidade atual do agronegócio brasileiro.
A proposta também prevê avanços na regulamentação e operacionalização do Fundo de Catástrofe, considerado estratégico para ampliar a participação do mercado de seguros rurais e reduzir a percepção de risco das operações no campo.
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28/06/2026
Cooperativas de seguros entram em nova fase de expansão no Brasil
Regulamentação consolida modelo cria condições para ampliar a cobertura no mercado brasileiro
O Brasil ainda convive com um cenário de baixa cobertura securitária. Milhões de pessoas seguem sem acesso a seguros patrimoniais, rurais, de vida ou proteção financeira básica, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros e entre públicos historicamente pouco atendidos pelo mercado tradicional. Em um país marcado por desigualdades econômicas e territoriais, ampliar o acesso aos seguros significa também ampliar segurança, estabilidade e oportunidades de desenvolvimento.
É nesse contexto que o cooperativismo passa a ocupar um papel estratégico para o futuro do setor. Com a sanção da Lei Complementar 213/2025 e a recente publicação da Resolução CNSP 492/2026, as cooperativas de seguros passam oficialmente a integrar o Superintendência de Seguros Privados (Susep), podendo atuar em praticamente todos os ramos do mercado.
A medida representa uma transformação histórica para o cooperativismo brasileiro. Até então, as cooperativas estavam autorizadas a operar apenas em segmentos específicos, como seguros agrícolas, de saúde e acidentes de trabalho. Agora, com a regulamentação, poderão ampliar sua atuação e contribuir para a democratização do acesso aos serviços securitários em todo o país. Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Força mundial
O potencial é significativo. A expectativa do setor é de que a ampliação da participação das cooperativas possa impulsionar o mercado nacional de seguros em até 15%, especialmente em segmentos como proteção automotiva, além de ampliar a presença desses serviços em regiões onde seguradoras tradicionais possuem pouca atuação.
No mundo, esse modelo já demonstra sua força há décadas. Segundo dados da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), existem atualmente cerca de 5 mil cooperativas e mútuas de seguros em 79 países, atendendo mais de 333 milhões de pessoas. Juntas, elas somam aproximadamente R$ 11 trilhões em ativos e respondem por cerca de 26% da participação global do mercado segurador.
Países como Estados Unidos, Canadá, França e Argentina possuem cooperativas seguradoras consolidadas, que desempenham papel relevante na inclusão financeira e na proteção patrimonial de milhões de cidadãos.
Diálogo
No Brasil, a construção desse novo marco regulatório foi resultado de mais de uma década de debates, articulações técnicas e diálogo institucional. O tema passou por diferentes etapas legislativas e regulatórias, envolvendo o Congresso Nacional, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Ministério da Fazenda e representantes do cooperativismo.
Entre os marcos dessa trajetória estão o PLS 356/2012, que tratava da organização de fundos mutualistas; e o PLP 519/2018, fruto de ampla discussão sobre a legalização supervisionada da atividade, que consolidou o texto construído em consenso até a aprovação da legislação definitiva.
Para o senador Vanderlan Cardoso (GO), coordenador da região Centro-Oeste da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o cooperativismo tem papel central na ampliação do acesso aos serviços financeiros e securitários no país. “Sou um entusiasta do sistema cooperativista, tanto que tive a honra de relatar no Senado o projeto que modernizou e fortaleceu o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, ampliando a segurança jurídica e a capacidade de atuação dessas instituições no Brasil. Sempre defendi que as cooperativas cumprem um papel fundamental na democratização do acesso ao crédito, aos serviços financeiros e agora também podem contribuir muito para ampliar o acesso aos seguros”, afirmou.
O parlamentar também destacou o potencial de crescimento do setor no Brasil. “O mercado de seguros brasileiro ainda tem uma das menores taxas de cobertura do mundo, o que mostra um potencial imenso de crescimento. Milhões de brasileiros seguem sem qualquer proteção patrimonial, rural, de vida ou de saúde financeira. Nesse cenário, as cooperativas podem ser decisivas para levar o seguro a regiões e públicos onde o mercado tradicional muitas vezes não consegue chegar”, acrescentou.
Construção coletiva
A gerente-geral de negócios da OCB, Clara Maffia, destacou que a regulamentação representa a consolidação de um trabalho construído pelo cooperativismo brasileiro em conjunto com diferentes instituições públicas e representantes do setor. “Depois de mais de uma década de debates e uma longa construção coletiva, chegamos ao momento em que essa conquista legislativa vira realidade e se torna um marco histórico para o cooperativismo brasileiro”, disse.
Segundo Clara, a publicação da Resolução CNSP 492/2026 permite que as cooperativas passem a operar formalmente no mercado segurador, ampliando o alcance dos seguros no país e fortalecendo a inclusão financeira. “Essa regulamentação viabiliza a atuação das cooperativas e amplia o mercado segurador, com potencial de levar proteção a milhões de brasileiros que hoje não conseguem acessar esse tipo de serviço, especialmente em regiões desassistidas”, acrescentou.
Ela também ressaltou que o cooperativismo de seguros já possui tradição consolidada em diversos países e reúne características importantes para ampliar o acesso da população a serviços mais acessíveis, próximos e alinhados às necessidades locais. “É uma conquista que equilibra inovação, inclusão e responsabilidade”, finalizou.
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