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Notícias representação
25/09/2026
Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop
Procedimento mantém regularidade cadastral e acesso a ações, serviços e programas do Sistema OCB
Notícias representação
23/09/2026
Tania Zanella entra para grupo de Top Voices do LinkedIn
Reconhecimento amplia presença do cooperativismo em debates sobre negócios e desenvolvimento
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, passou a integrar o grupo de Top Voices do LinkedIn, reconhecimento concedido pela plataforma a especialistas e lideranças que se destacam pela produção de conteúdos relevantes e pela contribuição qualificada para as principais conversas do ambiente profissional.
O programa LinkedIn Top Voices reúne, por convite, especialistas, executivos, lideranças, agentes de transformação e inovadores que compartilham conhecimento e perspectivas sobre temas relevantes para seus setores e para o mundo do trabalho. Entre os critérios considerados pela plataforma estão a consistência da presença no LinkedIn, a qualidade e originalidade das contribuições, o conhecimento sobre os assuntos abordados e a capacidade de promover discussões que informem e agreguem valor à comunidade profissional.
Para Tania, o reconhecimento reforça a oportunidade de ampliar os espaços de diálogo sobre o cooperativismo e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social. “Recebo essa valorização com muita alegria e, principalmente, com o compromisso de continuar a levar o cooperativismo para novos espaços de diálogo. Cada conteúdo compartilhado é uma oportunidade de mostrar como as cooperativas fazem parte da vida de milhões de brasileiros, movimentam a economia, geram oportunidades e ajudam a construir soluções para os desafios do país. Ser Top Voice amplia essa possibilidade de conversar com diferentes públicos e aproximá-los ainda mais do nosso movimento”, afirma.
À frente da Presidência Executiva do Sistema OCB, Tania tem utilizado o LinkedIn como um dos canais para compartilhar reflexões sobre cooperativismo, gestão, desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e os desafios e oportunidades enfrentados pelas cooperativas brasileiras. A presença na plataforma também acompanha agendas institucionais e aproxima o setor de lideranças empresariais, formadores de opinião e profissionais de diferentes segmentos.
Cooperativismo em novas conversas
O reconhecimento ocorre em um momento de fortalecimento da presença institucional do cooperativismo brasileiro em diferentes espaços de debate. Com 29 milhões de cooperados e cerca de 4,4 mil cooperativas, o movimento está presente em setores estratégicos da economia e amplia sua participação nas discussões sobre desenvolvimento, inclusão financeira, produção de alimentos, sustentabilidade, inovação e geração de oportunidades.
Nesse contexto, a presença de uma liderança do Sistema OCB entre os Top Voices contribui para ampliar o alcance das pautas do movimento em uma das principais redes profissionais do mundo e criar conexões com públicos que podem conhecer mais sobre o modelo cooperativista.
“O cooperativismo tem histórias, resultados e experiências que merecem circular cada vez mais. Temos muito a contribuir para os debates sobre o futuro das empresas, das comunidades e do desenvolvimento do Brasil. Quero aproveitar esse espaço para compartilhar conhecimento, mas também para ouvir, trocar experiências e construir novas conexões para o movimento cooperativista”, acrescenta Tania.
O reconhecimento como Top Voice é concedido pelo LinkedIn por meio de um programa exclusivo por convite. Segundo a plataforma, os integrantes são selecionados a partir da análise dos conteúdos e das contribuições compartilhadas na rede. O selo azul exibido no perfil identifica os participantes ativos do programa.
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Notícias representação
23/09/2026
Pesquisa mostra avanço da imagem e do conhecimento sobre o coop
Levantamento revela percepção de um modelo atual e influência da origem escolhas de consumo
Notícias representação
22/09/2026
Fake news, IAs e Eleições | Pense no Coop
📢 O novo episódio da série #PenseNoCoop já está no ar!
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📲 Neste vídeo, mostramos como a IA pode ser usada durante as eleições, o que a legislação permite para as cooperativas e por que verificar as informações antes de compartilhar é uma atitude que fortalece a democracia.
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Notícias representação
21/09/2026
Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade
Clara Maffia participou do evento SDGs in Brazil 2026 e reforçou conexões com organizações estratégicas
O Sistema OCB participou, na sexta-feira (18), do SDGs in Brazil 2026, fórum internacional promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, em Nova York. A organização foi representada pela gerente geral de Negócios, Clara Maffia, em uma agenda voltada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao diálogo entre lideranças dos setores público e privado.
Realizado no contexto da Assembleia Geral das Nações Unidas, o encontro reuniu representantes de empresas, instituições financeiras, organizações e poder público para discutir desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável. Entre os assuntos previstos na programação estavam agenda ESG, paz e segurança, questões hídricas e desenvolvimento e uso da inteligência artificial.
Para Clara Maffia, a presença do Sistema OCB contribui para ampliar a participação do cooperativismo em espaços internacionais nos quais são discutidos temas diretamente relacionados ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
“O cooperativismo tem uma contribuição concreta para muitas das agendas que estão no centro dos debates sobre desenvolvimento sustentável. Participar de um encontro como o SDGs in Brazil nos permite mostrar essa capacidade, acompanhar discussões que impactam o ambiente de negócios e aproximar o Sistema OCB de organizações que também estão construindo soluções para os grandes desafios atuais”, afirmou.
Conexões
Além dos debates de conteúdo, a participação teve como um dos principais resultados a oportunidade de ampliar o relacionamento institucional do Sistema OCB com grandes entidades empresariais, instituições financeiras e demais organizações envolvidas na agenda de sustentabilidade.
Segundo Clara, o encontro abriu espaço para apresentar o modelo cooperativista e estabelecer conexões que podem contribuir para futuras parcerias e iniciativas. “Foi uma oportunidade muito rica de networking e de colocar o cooperativismo no centro de uma agenda estratégica. Estar nesses espaços significa criar pontes, trocar experiências e mostrar a organizações de diferentes setores como as cooperativas já transformam compromissos de sustentabilidade em resultados concretos nos territórios”, acrescentou.
A participação no SDGs in Brazil também representou um novo passo na aproximação entre o Sistema OCB e a Rede Brasil do Pacto Global. A relação ganhou força durante a Imersão Pré-COP e, desde então, tem criado oportunidades de interlocução com o ecossistema das Nações Unidas. O convite para acompanhar o encontro em Nova York foi um dos desdobramentos dessa aproximação.
Para o Sistema OCB, esse diálogo também permite aproximar a experiência das cooperativas brasileiras das discussões internacionais sobre os ODS. Por sua presença nos territórios e atuação em diferentes atividades econômicas, o modelo reúne experiências relacionadas à inclusão produtiva, desenvolvimento local, acesso a serviços, geração de renda, transição energética e sustentabilidade das cadeias produtivas.
“Temos a oportunidade de conectar aquilo que as cooperativas já realizam no Brasil a uma agenda que mobiliza organizações do mundo inteiro. Essa troca fortalece a visibilidade do nosso modelo e, ao mesmo tempo, nos aproxima de experiências, parceiros e soluções que podem gerar novas oportunidades para as cooperativas brasileiras”, destacou Clara.
Climate Week
A passagem do Sistema OCB por Nova York ocorre em um período de intensa mobilização internacional. Após o SDGs in Brazil, a cidade recebe, desde este domingo (20), a Climate Week NY, que reúne organizações, empresas, pesquisadores e lideranças em uma série de atividades dedicadas principalmente às questões ambientais e climáticas.
A agenda amplia as oportunidades de interlocução do Sistema OCB com atores envolvidos nas discussões sobre sustentabilidade e clima. Segundo Clara, a presença nesses espaços integra o movimento de fortalecimento das relações institucionais e internacionais da entidade e de posicionamento das cooperativas brasileiras em debates capazes de influenciar tendências, parcerias e estratégias para os próximos anos.
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21/09/2026
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18/09/2026
Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP
Sistema OCB apresentou estrutura que reúne 4,4 mil cooperativas e mais de 29 milhões de cooperados
O Sistema OCB recebeu, nesta sexta-feira (18), em São Paulo, uma delegação da All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives (ACFSMC), uma das maiores organizações cooperativistas da China. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, recepcionou a comitiva liderada pela presidente da entidade chinesa, Wang Yuyan, e apresentou a dimensão, a estrutura e a diversidade do cooperativismo brasileiro.
Realizado em conjunto com o Sistema Ocesp, o encontro reuniu os seis integrantes da delegação chinesa e representantes do cooperativismo brasileiro. Tania explicou o modelo de organização do Sistema OCB, formado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), além da atuação do movimento em todo o país.
“O cooperativismo brasileiro está presente em diferentes setores da economia e em todas as regiões do país. Nosso trabalho é representar esse movimento, apoiar o desenvolvimento das cooperativas e criar condições para que elas sejam cada vez mais competitivas, gerem oportunidades para os cooperados e desenvolvimento para as comunidades”, afirmou Tania.
Segundo o AnuárioCoop 2026, com dados referentes a 2025, o Brasil conta com 4,4 mil cooperativas, mais de 29 milhões de cooperados e 613 mil empregos gerados diretamente. “São mais de 29 milhões de brasileiros que encontraram no cooperativismo uma forma de produzir, empreender, acessar crédito, serviços e mercados. Os números mostram a dimensão econômica do movimento, mas também o impacto das cooperativas na vida das pessoas e no desenvolvimento dos territórios”, destacou a presidente executiva.
Diversidade do cooperativismo
A delegação também conheceu os sete ramos em que o cooperativismo brasileiro está organizado: Agropecuário; Consumo; Crédito; Infraestrutura; Saúde; Transporte; e Trabalho, Produção de Bens e Serviços. Tania abordou ainda a estruturação do ramo Seguros, a partir do novo ambiente regulatório para a atuação das cooperativas no setor. “A diversidade é uma das forças do cooperativismo brasileiro. Temos cooperativas que produzem e exportam alimentos, oferecem crédito, serviços de saúde, transporte, energia e diferentes soluções para milhões de pessoas. É um modelo capaz de responder às características e necessidades de diferentes setores da economia”, declarou.
O encontro tratou ainda de áreas de interesse comum entre as organizações, especialmente cadeias de abastecimento, comercialização agrícola e logística de transporte. Para Tania, a aproximação permite ampliar o conhecimento entre os movimentos cooperativistas dos dois países e manter abertas novas possibilidades de cooperação. “Brasil e China têm movimentos cooperativistas de grande dimensão e experiências que podem ser compartilhadas. Manter esse diálogo nos permite conhecer melhor nossas estruturas e identificar oportunidades de cooperação que façam sentido para os dois países”, acrescentou.
Relação Brasil-China
A relação entre o Sistema OCB e a ACFSMC vem sendo construída em diferentes agendas. Em 2024, uma delegação da entidade chinesa esteve no Brasil e visitou cooperativas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No ano seguinte, uma comitiva brasileira do ramo Transporte realizou visita técnica à China e foi recebida pela ACFSMC.
Em agosto deste ano, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniu-se com Wang Yuyan. Na ocasião, as duas organizações trataram da agenda internacional do cooperativismo e das eleições da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
“O relacionamento que construímos mostra a importância de manter canais permanentes de diálogo entre o cooperativismo brasileiro e o chinês. Queremos aprofundar essa aproximação, tanto bilateralmente quanto nos espaços internacionais de representação do movimento”, concluiu Tania.
Também participaram da reunião o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto e o consultor técnico do Sistema Ocesp, Armando Sugawara.
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Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá
Notícias representação
17/09/2026
José Alves Neto é eleito presidente da ACI Américas
Brasileiro, presidente da Uniodonto do Brasil, é reconduzido por unanimidade para mandato 2026-2030
O cooperativismo brasileiro encerra a semana de atividades internacionais no Panamá com uma presença reforçada nas instâncias de representação das Américas. Nesta sexta-feira (18), José Alves de Souza Neto foi eleito, por unanimidade, presidente da Cooperativas das Américas (ACI-Americas) para o mandato 2026-2030. A escolha ocorreu durante a XVII Assembleia Regional Presencial da organização, realizada no Panama Convention Center, na Cidade do Panamá. Em setembro de 2024, José Alves assumiu a presidência provisória, após afastamento de Graciela Fernández por motivos pessoais.
A recondução dá continuidade ao trabalho desenvolvido por José Alves à frente da representação regional da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), responsável pela articulação do movimento no continente americano. A Cooperativas das Américas reúne organizações do movimento de diferentes países e setores e atua na promoção do modelo, na defesa da identidade cooperativa e na representação do modelo de negócios perante organismos internacionais e espaços de decisão.
“Recebo essa recondução com muita gratidão e, principalmente, com senso de responsabilidade. A unanimidade demonstra a confiança construída coletivamente ao longo dos últimos anos e reforça nosso compromisso de seguir aproximando os países das Américas. Temos realidades diferentes, mas compartilhamos valores, desafios e a convicção de que o cooperativismo tem muito a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da nossa região”, afirmou José Alves.
A eleição da presidência foi um dos principais pontos da agenda da Assembleia. O encontro começou com a apresentação e votação dos relatórios de gestão referentes ao período 2024-2026, além da análise da prestação de contas e das demonstrações financeiras da organização. Na sequência, a programação entrou no bloco eleitoral, dedicado à definição da presidência e à ratificação das representações nacionais, setoriais e temáticas para o próximo ciclo.
Brasil amplia participação regional
A Assembleia também ratificou a composição do Conselho de Administração da Cooperativas das Américas para o período 2026-2030. Pelo Brasil, Marcos Cunha, diretor de Gestão da Saúde da Unimed do Brasil, foi confirmado como representante titular, e João Penna, coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, como suplente. A composição do Conselho parte das indicações realizadas pelos países que integram a organização e sua ratificação estava prevista entre os assuntos eleitorais da Assembleia desta sexta-feira.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB e membro do Conselho de Administração da ACI, Márcio Lopes de Freitas, os resultados consolidam uma estratégia de presença brasileira nos diferentes espaços do movimento cooperativista internacional. “Ampliar nossa representação significa ampliar também a capacidade de contribuir. Queremos levar a experiência das cooperativas brasileiras para esses espaços, construir alianças e, ao mesmo tempo, trazer para o Brasil referências e soluções desenvolvidas em outros países”, declarou.
Juventude e organizações setoriais
Outro resultado da Assembleia foi a ratificação das eleições realizadas no início da semana pelos comitês e organizações setoriais ligados à Cooperativas das Américas. A programação oficial previa justamente a confirmação, nesta sexta-feira, dos representantes dessas instâncias para o período 2026-2030.
Entre os brasileiros confirmados está Enzo Ramos, analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, como integrante do Comitê Regional de Juventude. Sua eleição ocorreu no domingo (13), durante a assembleia do colegiado, e amplia a participação brasileira nas discussões sobre formação e renovação das novas gerações do movimento.
Também foram ratificadas as participações de Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, como secretário da Rede de Cooperativas Agropecuárias das Américas (Redacoop), e de Margaret Cunha, pioneira do cooperativismo de Trabalho, como secretária da Cicopa Américas, organização que representa cooperativas dos setores de indústria e serviços no continente. As estruturas setoriais complementam a atuação da Cooperativas das Américas ao aprofundar discussões e articulações relacionadas às diferentes áreas do movimento.
A confirmação dessas representações fecha uma semana marcada pelo avanço da participação brasileira em diferentes estruturas internacionais. Ao longo da agenda no Panamá, representantes do país estiveram envolvidos em assembleias, reuniões setoriais, processos eleitorais e debates da Conferência Global da ACI.
Novo ciclo para as Américas
No período da tarde, os trabalhos continuaram com a reunião do novo Conselho de Administração e a eleição do Comitê Executivo da Cooperativas das Américas, etapa que completou a definição da estrutura de governança regional para o novo mandato. A formação ficou conforme abaixo:
José Alves Neto (BR) - presidente
Carla Decker (EUA) - 1ª vice-presidente
Xiomara Nuñez (Rep. Dokinicana) - 2ª vide-presidente
Ricardo Lopez (ARG) - Secretário
Francois Dionne (Canada) - 1º vogal
Elibeth Vanegas (Costa Rica) - 2ª vogal
José Francisco (México) - 3º vogal
A Assembleia marca o encerramento da programação internacional iniciada no domingo (13), que reuniu no Panamá assembleias da ACI e de suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global.
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Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI
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Notícias representação
17/09/2026
Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI
Lista internacional chega a 95 registros e amplia reconhecimento de lugares, práticas e tradições
A preservação da memória, das tradições e das experiências construídas pelo cooperativismo em diferentes partes do mundo ganhou destaque nesta quinta-feira (17), no encerramento da Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), na Cidade do Panamá. Com participação do Sistema OCB, a programação apresentou os novos resultados do Programa de Patrimônio Cultural Cooperativo (Cooperative Cultural Heritage – CCH), que passou a reunir 95 registros, entre patrimônios materiais e imateriais.
Durante a plenária, Tiago Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira e do Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo, anunciou a incorporação de 63 novas inscrições de 39 países em 2026. Elas se somam à lista lançada no ano passado, em Brasília, durante o Ano Internacional das Cooperativas. A primeira edição reuniu patrimônios de 25 países e marcou o início da construção de um mapa global destinado a identificar e preservar lugares e manifestações relacionados à história e à identidade do movimento cooperativista.
“Há dois anos, este programa era apenas uma ideia. Hoje venho mostrar a vocês no que ela se transformou”, afirmou Schmidt. Segundo ele, a ampliação da iniciativa reforça uma característica que ultrapassa fronteiras. “Dia após dia, encontramos algo notável: as cooperativas são guardiãs vivas da cultura. Por meio da organização democrática, as comunidades preservam conhecimento, sustentam meios de vida e transmitem seu patrimônio às gerações futuras.”
A apresentação fez parte do bloco de anúncios que antecedeu o encerramento da Conferência Global. A programação oficial reservou espaço específico para a atualização do CCH, conduzida por Schmidt, ao lado de outros informes sobre iniciativas internacionais do movimento.
Patrimônio material e imaterial
Uma das principais novidades de 2026 é a ampliação do conceito adotado pelo programa. Além de edifícios, locais, instituições e paisagens ligados à história do cooperativismo, a lista passou a contemplar o patrimônio imaterial, formado por práticas, tradições, conhecimentos e manifestações culturais transmitidos entre gerações. A expansão já vinha sendo preparada pela ACI desde o lançamento da primeira edição do mapa.
Entre os exemplos destacados no Panamá está a tradição do sombrero pintáo, preservada pela Cooperativa de Servicios Múltiples Artesanías Sombrero Pintáo. Ao final da apresentação, Schmidt convidou Adelina Guzmán e Emilio Pimentel, representantes da cooperativa, para receber simbolicamente o pôster da iniciativa em nome dos guardiões das inscrições de 2026.
“A cooperativa preserva o patrimônio cultural imaterial dos chapéus Pintáo do Panamá por meio da participação democrática, tendo o desenvolvimento sustentável como eixo central de sua missão. Por meio de suas práticas, uma tradição viva é transmitida de uma geração para a outra”, explicou Schmidt.
O avanço para o patrimônio imaterial amplia a capacidade do programa de registrar diferentes expressões da cultura cooperativa. A ACI define o patrimônio cultural cooperativo justamente pela combinação de elementos tangíveis — como locais históricos, museus e empreendimentos — e intangíveis, entre eles práticas e tradições que preservam valores e formas de governança cooperativistas.
Brasil como referência
A apresentação também destacou a experiência brasileira. Em julho, a Lei 15.433/2026 reconheceu formalmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, iniciativa mencionada por Schmidt como exemplo de como o reconhecimento cultural pode avançar também no campo das políticas públicas. “O que defendemos aqui já é lei em um país, e pode ser em muitos outros”, declarou. A ACI já havia destacado, em agosto, que a legislação brasileira fortalece a agenda internacional de reconhecimento do patrimônio cooperativo e se conecta ao trabalho desenvolvido pelo CCH.
O Brasil também teve papel central na origem do projeto. A plataforma e o primeiro mapa mundial foram lançados em novembro de 2025, no Palácio Itamaraty, em Brasília. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo da ACI, que reúne representantes de diferentes regiões do mundo. “Esse reconhecimento mostra que o cooperativismo também é cultura. Ele está presente na maneira como comunidades se organizam, preservam conhecimentos, constroem soluções coletivas e transmitem seus valores. O desafio agora é fazer com que esse patrimônio seja cada vez mais conhecido, protegido e compartilhado”, acrescentou Schmidt.
Cultura como ponte para a paz
Em sintonia com o tema da Conferência Global — Building Bridges: Cooperative Contributions for a Peaceful World (Construindo pontes: contribuições cooperativas para um mundo de paz), Schmidt relacionou a preservação do patrimônio à construção da paz e destacou exemplos de diferentes realidades históricas. Entre eles, citou a Holy Land Handicraft Cooperative Society, na Palestina, que preserva tradições artesanais e conhecimentos por meio da cooperação, e a tradição cooperativa dos kibutzim, em Israel. Segundo ele, a presença de experiências distintas no mesmo mapa busca preservar suas particularidades e, ao mesmo tempo, mostrar como a cultura pode estabelecer conexões.
“São histórias distintas, nascidas de seus próprios povos, lugares e experiências. Nós as colocamos neste mapa para respeitá-las. Porque a paz não exige que tenhamos a mesma memória. Ela pergunta se memórias diferentes podem ser carregadas com dignidade, e se a nossa humanidade comum ainda é capaz de construir pontes entre elas”, afirmou.
A iniciativa dialoga ainda com a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável 2027–2036, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e citada durante a apresentação como uma oportunidade para ampliar a presença do cooperativismo no debate internacional sobre cultura e desenvolvimento.
Próximos passos
A agenda já mira uma nova etapa. Para 2027, a expectativa é reunir representantes e guardiões dos patrimônios reconhecidos em Kerala, na Índia, em um encontro internacional dedicado ao tema. Entre as propostas está também avançar nas articulações para fortalecer a presença da cultura nas discussões sobre desenvolvimento sustentável.
O mapa global permanece aberto como instrumento de divulgação e mobilização. Depois de alcançar 95 inscrições, o grupo estabeleceu como próximo marco chegar a 100 patrimônios reconhecidos, com a reabertura das candidaturas. “Este é apenas o começo. Vamos juntos descobrir, proteger e conectar o patrimônio cooperativo do nosso mundo”, concluiu Schmidt.
Encerramento
A apresentação sobre patrimônio integrou a manhã de encerramento da Conferência Global da ACI. A programação desta quinta-feira também promoveu uma discussão sobre cooperativismo, liderança e construção da paz, reunindo representantes de diferentes gerações e países para tratar de economias locais, tecnologia, inteligência artificial e do papel das cooperativas na promoção da paz.
Na sequência, a conferência apresentou sua declaração final, conduzida pelo diretor-geral da ACI, Jeroen Douglas; pelo diretor da Cooperativas das Américas, Danilo Salerno; e pelo presidente da Comissão de Direito Cooperativo das Américas, Dante Cracogna. O encerramento reuniu ainda o presidente da ACI, Ariel Guarco; o presidente da Cooperativas das Américas, José Alves de Souza Neto; a diretora-executiva do Ipacoop, Erika Vargas; e o presidente da Cooperativa Profesionales, Alex Ortega.)
Com o fim da Conferência Global, a agenda internacional do cooperativismo no Panamá entra em sua etapa final. Nesta sexta-feira (18), será realizada a Assembleia Regional Eletiva da Cooperativas das Américas.
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15/09/2026
Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI
Resultado mantém Brasil na governança global e reforça estratégia de ampliar representação internacional
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito, com nesta terça-feira (15), para o Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O resultado foi definido durante a Assembleia Geral Eleitoral da entidade, realizada na Cidade do Panamá, e mantém o Brasil em uma das principais instâncias de decisão do cooperativismo mundial.
A eleição reuniu lideranças e representantes de organizações cooperativistas de diferentes países. Ao todo, 24 candidatos disputaram 15 vagas no Conselho de Administração, responsável por participar das decisões estratégicas e da definição dos rumos da maior organização de representação do movimento cooperativista em nível global.
Para Márcio, a reeleição representa o reconhecimento da força alcançada pelo cooperativismo brasileiro. “Essa é uma conquista de todo o movimento brasileiro. Chegamos até aqui representando milhões de cooperados e milhares de cooperativas que mostram, todos os dias, a capacidade desse modelo de gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.
O presidente também reforçou que o resultado amplia a responsabilidade do país nos debates internacionais. “Permanecer no Conselho da ACI significa garantir que o Brasil continue tendo voz ativa nas grandes discussões sobre o presente e o futuro do cooperativismo mundial, o que nos dá ainda mais responsabilidades para ocupar esse cargo”, afirmou.
Articulação
A recondução ocorreu em meio ao fortalecimento da atuação internacional do Sistema OCB e ao aprofundamento das relações com organizações cooperativistas das Américas, Europa, Ásia e África. Nos últimos anos, o cooperativismo brasileiro ampliou sua participação em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e agendas relacionadas a temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transição energética, inclusão financeira, comércio e desenvolvimento econômico e social.
A possibilidade de criar conexões e oportunidades para o setor ao ocupar espaços de governança internacional também foi destacada pelo presidente Márcio. “O Brasil tem muito a compartilhar com o mundo, mas também muito a aprender. Quando estamos nesses espaços, conseguimos construir pontes, trocar experiências, aproximar organizações e identificar oportunidades que podem chegar às nossas cooperativas. A representação internacional precisa se transformar em resultados concretos para quem está na ponta”, apontou.
Ampliação da representação
A reeleição para o Conselho da ACI integra uma agenda mais ampla de participação brasileira nas eleições realizadas durante a programação internacional no Panamá. Além da Assembleia Eleitoral para o Conselho e a presidência da ACI, a programação reúne Assembleias Eletivas da ACI Américas, dos comitês de gênero e juventude e das organizações setoriais vinculadas tanto à ACI global quanto à representação continental.
A presença simultânea em diferentes instâncias demonstra, de acordo com o presidente Márcio, que a estratégia brasileira ultrapassa a simples ocupação de uma cadeira e busca ampliar a capacidade de participação do país na construção das políticas do movimento.
“Queremos uma representação brasileira cada vez mais ampla e qualificada. É importante estar no Conselho global, mas também fortalecer nossa presença nas Américas, no cooperativismo agropecuário, na juventude e nas organizações setoriais. Cada espaço conquistado aumenta nossa capacidade de contribuir, construir alianças e defender uma agenda que reconheça o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento”, explicou.
Comitiva brasileira
O Brasil participa da programação no Panamá com uma delegação de 34 pessoas, formada por representantes do Sistema OCB, organizações estaduais e lideranças do movimento cooperativista. A apresentação pública do novo Conselho de Administração da ACI está prevista para quinta-feira (17), durante a Conferência Global.
Com a reeleição, Márcio seguirá representando o cooperativismo brasileiro em um dos principais espaços de governança do movimento mundial. Para ele, o desafio agora é transformar a presença internacional em novas oportunidades e resultados.
“Essa reeleição aumenta nossa responsabilidade. Vamos continuar trabalhando para que o Brasil seja cada vez mais ouvido e respeitado e para que nossa atuação internacional gere conexões, conhecimento e oportunidades para as cooperativas. Temos um cooperativismo forte e queremos contribuir ativamente para construir um movimento global ainda mais relevante para a sociedade”, concluiu.
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15/09/2026
Representação institucional é destaque em encontro com candidatos no ES
Tania Zanella participou de agenda para aproximar o cooperativismo do debate sobre o futuro do estado
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou, nesta terça-feira (15), em Vitória (ES), do Encontro do Cooperativismo com os Candidatos ao Governo do Estado do Espírito Santo. Promovida pelo Sistema OCB/ES, a agenda reuniu cerca de 250 dirigentes, conselheiros e executivos de cooperativas capixabas para conhecer as propostas dos candidatos e apresentar as prioridades do movimento para o desenvolvimento do estado.
Participaram da programação os candidatos Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Helder Salomão. Cada um contou com espaço para apresentar suas propostas e dialogar com as lideranças cooperativistas. O encontro também incluiu a entrega do documento Propostas para um ES Mais Cooperativo e a assinatura do Termo de Compromisso com o Cooperativismo.
Na abertura, Tania ressaltou a importância de espaços de diálogo que permitam apresentar aos candidatos as características, demandas e contribuições do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social. O encontro foi conduzido com tratamento isonômico às candidaturas e foco na agenda institucional do movimento, conforme a proposta definida para a iniciativa.
“O cooperativismo acredita no diálogo e na construção de agendas que contribuam para o desenvolvimento. Momentos como este permitem apresentar nossas prioridades, ouvir as propostas de quem se coloca à disposição para governar o estado e ampliar o conhecimento sobre a contribuição das cooperativas para a economia e para as comunidades. Fazemos isso com respeito a todas as candidaturas e com a convicção de que representar o cooperativismo também significa participar de forma qualificada do debate público”, afirmou Tania.
Representação articulada
Em sua participação, a presidente executiva apresentou a estrutura de representação institucional do cooperativismo brasileiro e destacou a atuação integrada do Sistema OCB. “A força da nossa representação vem da capacidade de conectar o que acontece dentro de cada cooperativa e de cada estado às grandes discussões nacionais. Temos uma estrutura organizada para transformar as demandas do movimento em propostas, construir interlocução com os poderes públicos e acompanhar os temas que influenciam diretamente o ambiente de atuação das cooperativas”, destacou.
Entre as frentes que compõem a atuação de representação do Sistema OCB, Tania destacou as relações institucionais e governamentais, os Conselhos Consultivos de Ramos, a Agenda Institucional do Cooperativismo, a educação política, as relações trabalhistas e sindicais e as relações internacionais. Para ela, essa articulação ganha relevância também nos períodos eleitorais, quando o movimento tem a oportunidade de apresentar suas prioridades e ampliar o diálogo com quem pretende ocupar funções públicas.
“Nosso papel é levar propostas construídas a partir das necessidades reais das cooperativas e dos cooperados. Queremos que quem assume uma função pública conheça o potencial do cooperativismo e compreenda como políticas públicas adequadas podem ampliar sua contribuição para a geração de oportunidades, renda e desenvolvimento regional. É uma atuação permanente, técnica e propositiva”, acrescentou.
Diálogo
O encontro promovido pelo Sistema OCB/ES integra a estratégia de participação institucional do cooperativismo no processo eleitoral, a partir do programa Pense no Coop. A iniciativa busca oferecer às lideranças cooperativistas informações para uma participação consciente e, ao mesmo tempo, apresentar aos candidatos uma agenda construída pelo movimento. O caráter apartidário e o diálogo equilibrado com todas as candidaturas foram definidos como premissas centrais da programação.
Ao encerrar sua participação, Tania reforçou a importância de manter o cooperativismo presente nos espaços em que são debatidas decisões com impacto sobre as cooperativas e suas comunidades. “Representar significa estar presente, apresentar propostas e construir pontes. Quanto maior a compreensão dos gestores públicos sobre o cooperativismo, maiores são as possibilidades de construirmos ambientes favoráveis para que as cooperativas possam continuar a investir, gerar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil”, concluiu.
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15/09/2026
ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas
Segundo dia de agenda no Panamá teve debates sobre patrimônio cooperativo e articulações internacionais
A participação do Sistema OCB na agenda internacional do cooperativismo no Panamá registrou mais um avanço para a representação brasileira nesta segunda-feira (14). O presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito vice-presidente pelas Américas da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias (ICAO). A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral da organização e integrou o segundo dia de atividades da delegação brasileira na Cidade do Panamá.
A ICAO é a organização setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) dedicada ao cooperativismo agropecuário e reúne representantes de diferentes regiões para promover intercâmbio, articulação e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor. Em 2025, a organização chegou a 42 membros de 35 países.
Também foram reconduzidos os demais integrantes da liderança regional: Ivan Asiimwe, da Uganda Cooperative Alliance, como vice-presidente para a África; Akihiro Fukuzono, da Central Union of Agricultural Cooperatives (JA-Zenchu), do Japão, pela Ásia-Pacífico; e Mieczysław Grodzki, do National Cooperative Council, da Polônia, pela Europa. Ho-dong Kang, presidente da National Agricultural Cooperative Federation (NACF), da Coreia do Sul, segue à frente da ICAO.
A recondução do presidente Márcio mantém o cooperativismo agropecuário brasileiro em evidência no cenário mundial. “Estar mais uma vez na vice-presidência da ICAO pelas Américas é uma oportunidade de levar a experiência do cooperativismo agropecuário brasileiro para o debate mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a troca com organizações de diferentes países. Temos desafios compartilhados, especialmente em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e geração de oportunidades para os produtores. A cooperação internacional nos ajuda a construir respostas conjuntas para esses desafios”, afirmou Márcio.
Patrimônio cultural
Outra frente da agenda desta segunda-feira foi a reunião do grupo dedicado ao Patrimônio Cultural Cooperativo, iniciativa que conta com participação ativa do Sistema OCB. O encontro tratou dos próximos passos do trabalho e avançou nas discussões para a realização de um simpósio internacional sobre patrimônio cultural cooperativo na Índia, previsto para 2027.
A atuação do Brasil nessa agenda vem sendo construída nos últimos anos. Em novembro de 2025, o país sediou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, o lançamento do Mapa do Patrimônio Cooperativo, uma das entregas desenvolvidas no âmbito da iniciativa. O Sistema OCB também participa da condução dos projetos e ações relacionados ao tema.
O assunto terá novo destaque durante a Conferência Global da ACI. Na quinta-feira (17), a programação prevê uma apresentação sobre o Patrimônio Cultural Cooperativo, com participação do presidente Márcio e de Tiago Schmidt, presidente do grupo de trabalho. A atividade abordará a construção coletiva da iniciativa e a importância da preservação da cultura para a identidade cooperativa.
“A história do cooperativismo é construída pelas pessoas, pelas comunidades e pelas organizações que fizeram desse modelo uma ferramenta de transformação ao longo de gerações. Preservar esse patrimônio fortalece nossa identidade e permite que essa trajetória continue inspirando o futuro. O avanço dessa iniciativa e a perspectiva de um encontro internacional em 2027 mostram que essa agenda está ganhando dimensão global”, destacou o presidente Márcio.
Articulação para as próximas eleições
A programação do segundo dia incluiu ainda a reunião do Conselho de Administração da ACI Américas, com foco na preparação para a Assembleia Geral Eleitoral da organização regional, marcada para sexta-feira (18). O brasileiro José Alves é candidato à reeleição para a presidência da entidade.
A delegação brasileira também participou de um almoço de networking organizado para aproximar os membros da ACI dos candidatos ao Conselho de Administração global. A eleição acontece nesta terça-feira (15), durante a Assembleia Geral Eleitoral da ACI, e reúne 24 candidatos para 15 vagas. Márcio Lopes de Freitas concorre à recondução ao Conselho, ampliando a agenda brasileira de representação nas instâncias internacionais do cooperativismo.
A programação do dia foi encerrada com um jantar que reuniu integrantes dos Conselhos de Administração da ACI global e da ACI Américas. O cronograma preparado para a delegação brasileira também incluiu, ao longo do dia, reuniões das estruturas regional e global da Aliança.
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Encontro no Itamaraty discutiu ações que podem contribuir para inclusão produtiva em países africanos
O cooperativismo brasileiro integrou, nesta segunda-feira (14), a agenda de intercâmbio entre Brasil e África voltada à identificação de soluções para o desenvolvimento rural e a inclusão produtiva. O Sistema OCB participou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, da programação da missão técnica do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ao país, que reúne representantes da instituição e de países africanos para conhecer experiências brasileiras com potencial de adaptação às diferentes realidades do continente.
A missão aconteceu no contexto da cooperação entre o BAD e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Em junho deste ano, as duas instituições firmaram uma nova parceria estratégica para ampliar iniciativas conjuntas em áreas como sistemas alimentares, geração de empregos, resiliência climática e desenvolvimento do setor privado.
Durante o encontro, o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou o modelo cooperativista brasileiro e destacou especialmente a atuação das cooperativas agropecuárias e de crédito. A experiência brasileira mostra como essas organizações podem atuar de forma articulada às políticas públicas para conectar produtores e empreendedores a mercados, financiamento, assistência e oportunidades de desenvolvimento.
“Há um espaço interessante para construirmos parcerias futuras e compartilharmos experiências brasileiras que possam ser adaptadas às diferentes realidades africanas. O cooperativismo pode contribuir tanto para ampliar a inclusão produtiva no campo quanto para fazer com que políticas de crédito e financiamento alcancem efetivamente os produtores e os territórios”, afirmou Eduardo.
Desenvolvimento a partir dos territórios
A apresentação mostrou como a organização coletiva pode fortalecer pequenos produtores, ampliar sua capacidade de produção e comercialização e gerar escala para acessar mercados. Também abordou experiências brasileiras de articulação entre cooperativas, poder público e instituições de desenvolvimento, especialmente junto a produtores, empreendedores e comunidades com menor acesso aos serviços financeiros.
Nesse contexto, as cooperativas de crédito cumprem papel relevante ao manter estruturas próximas das comunidades e conhecer as características econômicas de cada região. No Brasil, o segmento reúne mais de 21 milhões de cooperados e está presente em 59% dos municípios. Em 1.072 cidades, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial.
No agro, a organização em cooperativas permite reunir produtores em torno de estruturas compartilhadas de compra de insumos, assistência, armazenagem, processamento e comercialização. O modelo cria condições para agregar valor à produção e ampliar a inserção dos produtores nas cadeias produtivas, aspectos que dialogam com os objetivos da cooperação em discussão entre Brasil e África.
A agenda ganha ainda mais relevância diante das prioridades estabelecidas pelo BAD para o continente. Sua estratégia para 2024-2033 tem entre os objetivos acelerar o crescimento verde e inclusivo e promover economias mais prósperas e resilientes. Entre as prioridades operacionais da instituição está a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares, além do fortalecimento da iniciativa privada e da ampliação do acesso a financiamento.
Cooperação Brasil-África
A aproximação entre Brasil e BAD tem uma trajetória consolidada. O país tornou-se membro do Banco em 1982 e, ao longo das últimas décadas, estabeleceu iniciativas de cooperação técnica voltadas à transferência e ao intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e experiências de desenvolvimento.
O novo acordo firmado entre o BAD e a ABC, em junho, amplia essa relação. Na área agrícola, estão entre as frentes previstas agricultura adaptada às mudanças climáticas, irrigação, mecanização, processamento, desenvolvimento de empreendimentos agrícolas e pesquisa aplicada. A parceria também prevê ações relacionadas a micro, pequenas e médias empresas e ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e países africanos.
Para o Sistema OCB, a participação na missão abre caminho para inserir o cooperativismo entre as experiências brasileiras que podem contribuir para essas iniciativas. “Temos uma trajetória construída a partir de diferentes realidades territoriais e produtivas. O intercâmbio permite compartilhar aprendizados e conhecer soluções desenvolvidas em outros países. A perspectiva é construir uma cooperação em que essas experiências possam ser adaptadas às necessidades e características de cada território”, acrescentou Eduardo.
Ao longo da missão no Brasil, a comitiva também conhecerá experiências de instituições como ApexBrasil e Embrapa. A programação busca prospectar iniciativas de cooperação e referências de políticas públicas que possam apoiar projetos voltados ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva no continente africano.
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04/09/2026
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Proposta promove previsibilidade para as fontes de recursos e ajuste o Fundo de Catástrofe para sua efetiva implementação; texto segue para sanção
O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que moderniza o marco legal do Seguro Rural no Brasil. A proposta, que integra a Agenda Institucional do Cooperativismo, foi aprovada na forma do substitutivo da Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
O texto atualiza dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e do Fundo de Catástrofe. Entre as principais mudanças está a alteração no orçamento do PSR que deixará de ser discricionário e passará a ser obrigatório, além da criação de condições para regulamentar o Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a proteção do setor produtivo diante de eventos que possam comprometer a atividade agropecuária.
Para o Sistema OCB, a aprovação representa um avanço na construção de um ambiente mais seguro para produtores e cooperativas. A entidade participou das discussões desde as etapas iniciais de construção da proposta e atuou em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em defesa do texto. Foto: Ton Molina/Agência Senado
“A modernização do Seguro Rural é uma medida importante para dar mais segurança a quem produz e para fortalecer a capacidade de resposta do setor diante dos riscos da atividade agropecuária. Para o cooperativismo, que está presente em diferentes etapas das cadeias produtivas, contar com instrumentos de gestão de risco mais estruturados significa também contribuir para um ambiente de negócios mais previsível e sustentável”, afirmou Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.
A proposta busca fortalecer a política de gestão de riscos no campo ao criar mecanismos para ampliar a capacidade de financiamento do Seguro Rural e dar maior previsibilidade à proteção da produção. Na avaliação do Sistema OCB, o avanço dessas medidas beneficia tanto os produtores rurais quanto as cooperativas que atuam diretamente no desenvolvimento e na organização das cadeias agropecuárias.
Atuação do cooperativismo
A aprovação do PL contou com a mobilização de parlamentares que acompanharam a construção e a tramitação da proposta nas duas casas do Congresso Nacional. A senadora Tereza Cristina (MS), autora do projeto; o deputado Pedro Lupion (PR), relator de Plenário na Câmara; o senador Jayme Campos (MT), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado; e o senador Jaime Bagattoli (RO), relator de Plenário no Senado, todos integrantes da Frencoop, tiveram atuação fundamental no processo.
“O resultado de hoje é fruto de um trabalho construído a muitas mãos. O Sistema OCB agradece aos parlamentares que se dedicaram ao tema e, especialmente, aos integrantes da Frencoop que conduziram as discussões no Congresso. A aprovação mostra a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Legislativo para construirmos políticas públicas que respondam às necessidades reais do campo”, complementou Tania.
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Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
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Oferta sistêmica reúne soluções nacionais e estaduais para apoiar o desenvolvimento das cooperativas
Nem toda cooperativa enfrenta os mesmos desafios. Enquanto uma pode estar em busca de novas oportunidades de mercado, outra precisa avançar em gestão, qualificar suas lideranças, investir em inovação ou estruturar ações de sustentabilidade. Para responder a essa diversidade e, ao mesmo tempo, dar mais escala à atuação do Sistema OCB, foi estruturado o Portfólio Sistêmico de Soluções, desenvolvido em conjunto com as Organizações Estaduais.
O portfólio organiza a oferta do Sistema OCB a partir das necessidades identificadas no dia a dia das cooperativas. A construção está alinhada às diretrizes do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) e busca facilitar a conexão entre os desafios encontrados e as soluções capazes de apoiar cada etapa da jornada de desenvolvimento.
O material funciona como um mapa das possibilidades oferecidas pelo sistema. “Os diagnósticos indicam pontos de melhoria e oportunidades de atuação. Depois dessas constatações, o próximo passo é o desenvolvimento do plano de ação para a cooperativa baseado no portfólio sistêmico e também no estadual, para operacionalizar o que for necessário ao seu desenvolvimento. O portfólio ajuda justamente a enxergar esse conjunto e a compor o plano considerando tudo que é ofertado”, explica Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Nove eixos para diferentes necessidades
A versão atual do Portfólio de Soluções está organizada em nove eixos: Dados e Inteligência, Capacitação, Cultura, Gestão, ESG, Negócios, Inovação, Representação e Comunicação.
A divisão permite visualizar, de forma integrada, diferentes dimensões do desenvolvimento de uma cooperativa. A oferta contempla tanto as necessidades que estão “porta para dentro” da cooperativa — como informações e diagnósticos, capacitações, gestão, negócios, sustentabilidade e inovação — quanto as possibilidades do ambiente externo, na perspectiva de “porta para fora”. Nesse campo, estão as frentes de representação institucional e governamental, além da comunicação e divulgação do cooperativismo para a sociedade.
Dentro desses grandes grupos, a cooperativa pode encontrar soluções individuais ou programas, que combinam diferentes iniciativas em formato de jornada. Isso permite uma atuação mais conectada às necessidades identificadas.
Uma cooperativa que pretende ampliar sua atuação no mercado, por exemplo, pode precisar trabalhar simultaneamente aspectos de gestão, capacitação, inovação e cultura. Da mesma forma, uma iniciativa voltada à sustentabilidade pode envolver diagnóstico, soluções de ESG e ações de gestão.
Escala nacional, conhecimento local
A atuação conjunta do Sistema OCB e das Organizações Estaduais é um dos diferenciais do portfólio. A organização nacional da oferta permite ganho de escala em razão do compartilhamento de recursos, conhecimentos, experiências e soluções, evitando esforços duplicados e ampliando a capacidade de atendimento às cooperativas.
Essa atuação sistêmica também contribui para alinhar discursos e fortalecer a representação do cooperativismo. Com uma visão comum sobre prioridades e soluções, as entidades que integram o sistema podem levar posicionamentos mais coordenados à sociedade, aos governos e a outros organismos nacionais e internacionais.
Outro ganho está na comparabilidade e consolidação de dados. A adoção de sistemas e referências comuns facilita a obtenção e o uso das informações, permitindo que as cooperativas sejam avaliadas com base em parâmetros semelhantes e que o sistema tenha uma visão mais consistente sobre as necessidades do cooperativismo.
O resultado é uma base mais estruturada para a tomada de decisão, a defesa de interesses e o desenvolvimento de projetos voltados às necessidades reais das cooperativas e de seus cooperados.
Mas a escala nacional não significa uma oferta padronizada para todos. As Organizações Estaduais tem papel estratégico na definição das prioridades e na construção das jornadas, porque conhecem de perto as características, os desafios e as oportunidades de cada território.
“O papel da OCE é fundamental porque ela conhece de perto as cooperativas do seu estado. É esse olhar que permite transformar um conjunto amplo de possibilidades em um plano de ação ou jornada, acompanhando a evolução da cooperativa. Esse atendimento consultivo está no nosso mantra: o que? Para quem?”, destaca Débora.
Essa combinação entre uma oferta sistêmica e a leitura das realidades locais fortalece também o ecossistema cooperativista. O sistema se relaciona com parceiros, instituições de apoio ao desenvolvimento, universidades, fornecedores, organismos internacionais, governos, reguladores e outros atores que fazem parte do ambiente em que as cooperativas estão inseridas. O portfólio também muda a lógica de utilização das soluções. Em vez de escolher uma iniciativa de forma isolada, a proposta é compreender primeiro onde a cooperativa está, aonde quer chegar e quais obstáculos precisa superar.
Por isso, dados e diagnósticos tem papel importante no início da jornada. A partir deles, entram capacitações, soluções especializadas e programas capazes de responder aos desafios encontrados. A combinação pode variar de acordo com o momento e os objetivos de cada cooperativa.
Essa visão permite que a oferta acompanhe a evolução da organização. Uma necessidade identificada em um diagnóstico pode levar a uma capacitação e, posteriormente, à adoção de uma solução específica de gestão, inovação ou ESG, por exemplo.
Um portfólio em movimento
O Portfólio de Soluções não é um catálogo definitivo. Ele está em permanente construção e atualização, acompanhando as transformações do cooperativismo e o surgimento de novas demandas.
As necessidades das cooperativas mudam, novos desafios aparecem e outras soluções passam a fazer parte da atuação do Sistema OCB e das Organizações Estaduais. Manter a oferta organizada e atualizada, portanto, também é parte do processo de desenvolvimento.
Para Débora, essa característica é essencial. “O cooperativismo está em movimento e as nossas soluções também precisam estar. O portfólio é uma fotografia do que temos hoje, mas, ao mesmo tempo, é uma ferramenta para pensarmos no que as cooperativas vão precisar amanhã”, conclui.
A lógica é combinar escala e integração, sem perder de vista as particularidades de cada território. Assim, o portfólio transforma uma oferta ampla de soluções em caminhos mais coordenados para apoiar o desenvolvimento das cooperativas.
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Agendas com o vice-presidente da República e ministro trataram de ajustes na regulamentação do IBS e da CBS
O Sistema OCB levou ao governo federal, nesta quarta-feira (02), as principais sugestões do cooperativismo com a regulamentação da Reforma Tributária do Consumo. Em agenda com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e outra com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou pontos considerados importantes para garantir que as novas regras preservem o tratamento tributário específico das cooperativas.
As agendas contaram com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e foram articuladas pelo deputado federal Sergio Souza (PR).
As reuniões ocorreram no contexto da regulamentação do IBS e da CBS, após a publicação do Decreto 12.955/2026 e da Resolução CGIBS 6/2026. O Sistema OCB defende ajustes no texto para assegurar que as regras previstas na Lei Complementar 214/2025 sejam mantidas e aplicadas de forma adequada ao modelo cooperativista.
Entre as preocupações apresentadas estão questões relacionadas às cooperativas de crédito e seus associados, regras de acesso das cooperativas ao regime específico de cooperativas, à dinâmica de transferência de créditos entre cooperados e cooperativas, à manutenção de créditos em operações com alíquota zero e ao tratamento tributário das cooperativas de saúde. Também foram discutidas regras para aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas de crédito com recursos dos associados.
Para Tania, a regulamentação precisa considerar as características próprias do cooperativismo e evitar que exigências administrativas ou interpretações restritivas criem custos adicionais para as cooperativas e seus cooperados. “O cooperativismo tem um tratamento específico reconhecido pela legislação e nosso papel é garantir que esse princípio seja preservado na regulamentação, conforme aprovado na Lei Complementar. Estamos dialogando com o governo para construir soluções que deem segurança jurídica às cooperativas sem criar custos ou obrigações que não estejam previstos na legislação”, afirmou.
Cooperativas de crédito
Um dos principais pontos apresentados pelo Sistema OCB envolve o acesso pleno das cooperativas de crédito ao regime específico de cooperativas previsto na Reforma Tributária. A preocupação é que a regulamentação limite esse tratamento nas operações realizadas com associados que não são contribuintes regulares do IBS e da CBS, perfil que representa grande parte dos cooperados.
Segundo a entidade, uma interpretação restritiva pode aumentar o custo de tarifas, comissões e outros serviços oferecidos aos associados, além de afetar a atuação das cooperativas em municípios onde a presença do sistema financeiro tradicional é menor.
O Sistema OCB também propõe maior clareza sobre o tratamento das aplicações financeiras feitas com recursos próprios das cooperativas, dos associados e de recursos públicos vinculados às atividades de crédito.
“A Reforma Tributária é uma mudança estrutural para o país e, por isso, é fundamental que sua regulamentação seja construída com diálogo e atenção às particularidades dos diferentes setores. O cooperativismo quer contribuir para esse processo, com propostas objetivas e alinhadas ao que foi aprovado pelo Congresso”, destacou Tania.
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Lei 15.324/2026 abriu caminho para atuação direta e mobiliza setor para prestação de serviços
A nova legislação de telecomunicações já começou a abrir novos caminhos no cooperativismo. Desde a publicação da Lei 15.324/2026, que passou a permitir expressamente a prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, algumas organizações já trabalham na adequação de seus estatutos sociais para incluir a atividade em seus objetos.
A mudança não significa, porém, que as cooperativas só agora chegaram ao setor. Algumas já oferecem serviços de telecomunicações por meio de empresas limitadas controladas pela própria cooperativa, formato adotado diante das restrições que existiam para a atuação direta.
Agora, o cenário permite que essas atividades sejam estruturadas sem a necessidade de estruturas diferenciadas. Para isso, as organizações estão avaliando questões jurídicas, regulatórias e operacionais, além dos procedimentos necessários para eventual migração dos serviços já prestados.
“Temos cooperativas que já conhecem o mercado de telecomunicações e agora estão avaliando como trazer essa atividade para dentro do modelo. A alteração do estatuto é um dos primeiros passos, mas cada caso precisa ser analisado de acordo com o serviço que será oferecido”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.
Orientações da Anatel
O Sistema OCB tem acompanhado esse processo junto às Organizações Estaduais (OCEs) e mantém diálogo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já foram realizadas reuniões com a Presidência da Agência e com as superintendências de Planejamento e Regulamentação; e de Outorga e Recursos à Prestação.
Entre os esclarecimentos obtidos está o de que as exigências para atuar no setor variam conforme o serviço a ser prestado. Para os que devem concentrar a atuação das cooperativas, a regra geral é a necessidade de autorização da Anatel.
Também não é preciso que a cooperativa tenha as telecomunicações como atividade exclusiva. O serviço pode ser incluído junto a outras atribuições previstas no estatuto, desde que sejam cumpridas as exigências aplicáveis.
Outro ponto importante é que não está prevista, neste momento, uma regulamentação específica para cooperativas. Elas estão sujeitas às mesmas regras gerais aplicadas aos demais prestadores de serviços de telecomunicações.
“Estamos acompanhando os primeiros casos justamente para entender as dificuldades que podem aparecer e transformar esse aprendizado em orientação para outras cooperativas. É um movimento que ainda está começando, e ter clareza sobre os procedimentos será importante para dar segurança a quem quiser avançar”, complementa Clara.
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