escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop
Banner do pense no coop
Image
RepresentaCoop

Cooperativas agropecuárias movimentam R$ 487,3 bilhões e ampliam presença no país

AnuárioCoop 2026 aponta crescimento de 11,2% nos ingressos, 1.254 coops e 1,13 milhão de produtores 

O cooperativismo agropecuário ampliou sua participação na economia brasileira em 2025 e se aproximou da marca de meio trilhão de reais em movimentação financeira. As 1.254 cooperativas do ramo registraram R$ 487,3 bilhões em ingressos, crescimento de 11,2% em relação aos R$ 438,3 bilhões contabilizados no ano anterior. Os dados integram o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31) pelo Sistema OCB. 20250602rj 0339 r 7cf4016322faf0ec

A expansão também aparece nos demais indicadores econômicos do segmento. Os ativos totais chegaram a R$ 340 bilhões, alta de 10,6%, enquanto o capital social integralizado avançou 13%, para R$ 23,3 bilhões. As sobras do exercício somaram R$ 29,2 bilhões, resultado que mantém a capacidade do ramo de gerar retorno econômico aos cooperados.  

O número de cooperativas agropecuárias também cresceu, foram 148 novos registros em 2025, totalizando7% a mais no número de representantes do ramo. O quadro social também avançou, reunindo atualmente 1.132.303 cooperados, com alta de 3,7% em relação ao ano anterior. O número de empregos diretos chegou a 277.226, crescimento de 3,3%, com a criação de quase 9 mil postos de trabalho no período. 

As cooperativas também marcaram presença nos mercados internacionais. Entre os países que mais receberam produtos de cooperativas estão a China, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido, Japão, Suíça, Bélgica e Canadá. 

Os dados comprovam que o ramo Agropecuário responde por mais da metade de toda os ingressos do cooperativismo brasileiro (57,4%) e é também o maior empregador. “As cooperativas agropecuárias organizam a produção, ampliam a escala e apoiam o produtor em todas as etapas da atividade. Ao reunir pessoas em torno de uma estrutura coletiva, o cooperativismo facilita o acesso a insumos, assistência técnica, tecnologia, armazenagem, industrialização e mercados. É um modelo que torna o produtor mais competitivo e gera oportunidades para as comunidades”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella. 

 

Crescimento em todas as regiões 

As cooperativas agropecuárias estão distribuídas por todos os estados brasileiros. Em números absolutos, o Sudeste concentra a maior quantidade de organizações, com 334 cooperativas, seguido pelo Nordeste, com 259; Norte, com 230; Sul, com 216; e Centro-Oeste, com 215. O maior crescimento proporcional ocorreu no Nordeste, que passou de 229 para 259 cooperativas, alta de 13,1%. Na sequência aparecem o Sul, com crescimento de 11,3%; Norte, com 5,5%; Centro-Oeste, com 5,4%; e Sudeste, com 2,1%. 

Entre os estados, Minas Gerais possui o maior número de cooperativas agropecuárias, com 191 organizações. São Paulo aparece na sequência, com 107, seguido por Goiás, com 89; Rio Grande do Sul, com 88; e Mato Grosso, com 84. O crescimento da presença cooperativista foi especialmente significativo no Ceará, que passou de 41 para 57 cooperativas, alta de 39%. Outro destaque foi o Paraná, com crescimento de 32,7%.  

 

Atuação diversificada 

As cooperativas agropecuárias estão presentes em diferentes etapas das cadeias produtivas e podem atuar simultaneamente em mais de um segmento. A produção e comercialização de itens não industrializados de origem vegetal representa a atividade com maior presença no ramo, reunindo 611 cooperativas, o equivalente a 48,7% do total. 

Na sequência aparecem o fornecimento de insumos e bens, atividade desenvolvida por 565 cooperativas (45,1% do ramo), e a produção de itens industrializados de origem vegetal, com 454 organizações, ou 36,2%. Outras 371 cooperativas prestam serviços aos produtores; 365 atuam com produtos industrializados de origem animal; 239 trabalham com produtos não industrializados de origem animal; e 60 mantêm escolas técnicas de produção rural. 

A diversidade das atividades mostra como as cooperativas acompanham o produtor desde o planejamento da produção até a chegada do alimento ao consumidor. A atuação inclui fornecimento de insumos, orientação técnica, beneficiamento, armazenagem, logística, industrialização, comercialização e acesso aos mercados interno e externo. 

 

Intercooperação 

Os dados do Anuário 2026 também mostram o avanço da integração entre o ramo agropecuário e outros segmentos cooperativistas. Em 2025, 814 cooperativas agro movimentaram recursos por meio de cooperativas de crédito, 84 a mais do que no ano anterior, crescimento de 11,5%. O número corresponde a aproximadamente 65% das organizações do ramo. 

Além disso, 313 cooperativas agropecuárias utilizaram planos de saúde oferecidos pelo próprio movimento, alta de 17,2%. Outras 161 contrataram serviços de cooperativas de transporte e 223 utilizaram diferentes produtos ou serviços cooperativos. 

“A intercooperação permite que os recursos circulem dentro do próprio movimento e cria uma rede capaz de atender às diferentes necessidades dos produtores. Ao conectar crédito, saúde, transporte e produção, as cooperativas aumentam sua eficiência e fortalecem a economia das regiões onde atuam”, acrescenta Tania.  

 

Tradição e renovação 

O perfil das organizações evidencia a combinação entre experiência e renovação no campo. Das 1.254 cooperativas agro, 267 possuem mais de 40 anos de atuação e outras 284 estão em funcionamento há um período entre 21 e 40 anos. Ao mesmo tempo, o número de cooperativas com até cinco anos de existência aumentou 27,2%, passando de 195 para 248 organizações. Outras 153 possuem entre seis e dez anos. Assim, cerca de um terço das cooperativas do ramo foi constituído na última década. 

Para o Sistema OCB, o movimento demonstra que o modelo mantém sua capacidade de atrair novos produtores e responder às transformações da agropecuária. “Temos cooperativas com décadas de experiência, que contribuíram para transformar regiões inteiras, e também organizações novas, criadas para atender demandas contemporâneas do produtor. Essa combinação de tradição, inovação e participação coletiva ajuda a explicar a força do cooperativismo agropecuário brasileiro”, conclui a presidente. 

 

Saiba mais:
Imagem do mascote do pense no coop
Image

Conteúdos Relacionados

Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.