Com doação de usina solar, Sicoob Credialto apoia atendimento de saúde para a comunidade
Contexto e desafios
O Sicoob Credialto nasceu em 1991, a partir da união de 28 produtores rurais da cidade mineira de Piumhi, construindo, desde então, uma relação de desenvolvimento com a comunidade local. Fiel a esse propósito, a cooperativa identificou um desafio crítico que afetava toda a região: a sustentabilidade financeira da Santa Casa de Piumhi.
Antes da implementação do projeto, a Santa Casa de Piumhi, hospital de referência para sete municípios no interior de Minas Gerais, enfrentava um cenário financeiro desafiador. A instituição arcava com um custo mensal de aproximadamente R$ 50 mil em eletricidade, um valor que comprometia recursos essenciais que poderiam ser direcionados para a melhoria da infraestrutura e a ampliação dos serviços de saúde.
Essa dependência de fontes de energia convencionais limitava a capacidade de investimento do hospital e resultava em uma elevada pegada de carbono. Na comunidade, a conscientização sobre os benefícios das energias renováveis era baixa, e a desconfiança em relação à aplicação de doações dificultava a modernização de equipamentos e a expansão do atendimento.
Objetivos
Nesse contexto, o projeto "Compartilhando Energia, Multiplicando Saúde" nasceu da necessidade de encontrar uma solução sustentável para os altos custos de energia da Santa Casa.
O objetivo principal era promover a sustentabilidade energética do hospital por meio da construção de uma usina fotovoltaica, visando uma redução de pelo menos 40% nos gastos com eletricidade.
Além da economia financeira, a iniciativa buscava gerar um ciclo virtuoso: reinvestir os recursos economizados na melhoria da saúde regional, ampliar a conscientização sobre energias renováveis e fortalecer o cooperativismo como um agente de transformação social e ambiental. O projeto foi desenhado para ser uma solução inovadora e replicável, com impactos positivos nas dimensões econômica, ambiental e social.
Desenvolvimento
A estratégia para viabilizar o projeto foi executada por meio de um plano de ação claro e participativo, dividido em cinco fases principais.
- Sensibilização: a primeira etapa focou em engajar a comunidade e os stakeholders por meio de palestras, reuniões e ações educativas para fortalecer o apoio local.
- Planejamento: em seguida, foi realizado um planejamento estratégico, com estudos de viabilidade técnica e financeira para garantir a eficiência do projeto.
- Mobilização de recursos: a terceira fase foi dedicada à captação de R$ 181 mil , com campanhas junto aos cooperados e aportes do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES). Uma das ações de destaque foi a doação de R$ 0,30 pela cooperativa para cada boleto pago via aplicativo.
- Execução: com os recursos garantidos e o apoio da Prefeitura de Piumhi, a quarta etapa consistiu na contratação de fornecedores e na instalação da usina fotovoltaica.
- Monitoramento: a fase final, por sua vez, envolve o acompanhamento contínuo do desempenho energético e da correta aplicação dos recursos economizados pela Santa Casa.
Resultados e impacto
A usina fotovoltaica em funcionamento gerou um ciclo positivo de ganhos econômicos, sociais e ambientais para toda a região. Com a iniciativa, a Santa Casa conseguiu atingir a meta de reduzir em 40% seus custos com eletricidade, o que representa uma economia de cerca de R$ 12 mil por mês.
Esses recursos, antes destinados a cobrir despesas operacionais, passaram a ser reinvestidos diretamente na melhoria da infraestrutura hospitalar e em novos projetos, como a modernização do gerador de emergência e o planejamento para a construção de uma futura unidade de hemodiálise.
No pilar ambiental, o projeto contribuiu para a redução de aproximadamente 25% das emissões de CO₂ da instituição, reforçando o compromisso local com a mitigação das mudanças climáticas.
Além disso, a mobilização em torno do projeto fortaleceu os laços comunitários e, por meio de vídeos e eventos, ampliou a conscientização da população sobre os benefícios da energia limpa, consolidando a imagem do cooperativismo como um verdadeiro motor de desenvolvimento sustentável.
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A Unicred União, cooperativa de crédito com mais de 32 mil cooperados em SC e PR, implementou um modelo energético inovador. Combinando o investimento em microusinas solares próprias com um sistema de geração compartilhada, a iniciativa eliminou a dependência da rede convencional e gerou um excedente de energia, tornando-se um case replicável para a transição energética completa no cooperativismo.
Alinhada à sua Política de Sustentabilidade, a CCPR implementou usinas fotovoltaicas. A iniciativa representa um marco na jornada da cooperativa rumo à autossuficiência energética, utilizando fontes renováveis para abastecer mais de 20 de suas unidades. Além de reduzir o impacto ambiental,a CCPR destina parte da energia gerada para um hospital filantrópico da região.
Após uma pesquisa com seus clientes, a Coop identificou a importância do atendimento. A fim de torná-lo mais empático, a cooperativa iniciou, em 2014, o Programa Humanizar, que realiza treinamentos com os colaboradores para que eles tenham uma relação mais próxima com os consumidores.
Para fomentar sua cultura de inovação, a Unimed Vitória criou um programa de ideias que premia os colaboradores com dinheiro e bolsas de estudos. Depois de apresentadas, as ideias são avaliadas por um comitê de gestores, que avalia a viabilidade de cada projeto. Entre 2011 e 2015, os colaboradores apresentaram mais de 2 mil ideias. Dentre elas, 126 foram consideradas viáveis e a cooperativa implementou 35.
