Turiarte: cooperativa transforma artesanato e turismo em renda e preservação
Contexto e desafios
Em 2015, a Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (Turiarte) foi fundada a partir da mobilização de mulheres artesãs e lideranças comunitárias que queriam fortalecer suas comunidades por meio do cooperativismo e promover alternativas de geração de renda sustentável.
O turismo na região ocorria de forma desorganizada e sem retorno direto para as famílias. A falta de oportunidades, especialmente para mulheres e jovens, criava uma dependência de atividades informais e, por vezes, predatórias ao meio ambiente, como a extração desordenada de recursos.
A ausência de uma organização limitava o acesso a capacitações, mercados e políticas públicas, gerando um risco de perda dos saberes ancestrais, desvalorização cultural e êxodo rural, o que ameaçava a permanência digna das comunidades em seus territórios.
Objetivos
A Turiarte foi fundada em 2015 com o objetivo central de criar alternativas de geração de renda sustentável para as comunidades. A meta era organizar a comercialização do artesanato tradicional e o turismo de base comunitária como atividades econômicas viáveis, que valorizassem a cultura local e promovessem a conservação do território e de recursos naturais.
A cooperativa nasceu com um forte propósito de fortalecer o protagonismo feminino, valorizando o conhecimento das mulheres artesãs na cadeia produtiva. Além disso, buscava reduzir a dependência de atividades predatórias ao meio ambiente, oferecendo um modelo de negócio baseado na cooperação, na economia solidária e na justiça social.
Desenvolvimento
A estratégia da Turiarte foi construída de forma participativa, com ajuda coletiva das comunidades.
A partir de rodas de conversa, a cooperativa mapeou o potencial produtivo e os saberes locais, formalizando-se juridicamente para garantir a gestão democrática e o acesso a parcerias. O passo seguinte foi investir em capacitação para seus cooperados, com formação sobre aperfeiçoamento de técnicas artesanais, gestão, liderança, etc.
Com o apoio de parceiros estratégicos como o Sistema OCB, Projeto Saúde e Alegria, GIZ, Natura e The Nature Conservancy, a Turiarte estruturou núcleos produtivos e roteiros de turismo comunitário, com trilhas, vivências culturais e hospedagem familiar. A cooperativa desenvolveu canais próprios de comercialização, como redes sociais e participação em feiras, quebrando a dependência de atravessadores e fortalecendo sua marca.
Resultados e impacto
A Turiarte trouxe grandes impactos para seus cooperados e para o território. Mais de 180 famílias passaram a ter uma fonte de renda regular e a iniciativa promoveu um significativo aumento na renda média dos cooperados. Além disso, reposicionou o papel das mulheres, que deixaram a margem da economia para se tornarem protagonistas na gestão do negócio.
O turismo comunitário, agora estruturado, gera um fluxo constante de visitantes, e o projeto fortaleceu a conservação do território ao criar alternativas econômicas que reduzem s impactos sobre os recursos naturais. Os cooperados relatam um aumento na autoestima e no orgulho de sua cultura, consolidando a Turiarte como um modelo de bioeconomia que gera desenvolvimento.
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Objetivo: Promover e fortalecer as ações de cidadania em áreas ribeirinhas no interior do estado do Amazonas, contribuindo para a preservação da Floresta Amazônica e para melhoria da qualidade de vida das famílias cooperadas. Resultados: Aumento da produtividade: 4 toneladas para 12 toneladas de cacau silvestre. Registro exato dos custos da safra produtiva do cacau silvestre. Melhoria da renda dos cooperados: crescimento de 8% pago às quebradoras, 11% pago aos cooperados comuns e 14% pago aos cooperados com certificação. Agregação de valor com a certificação da produção florestal. Apoio aos núcleos produtivos e associações de moradores e produtores agroextrativistas. Redução do êxodo rural.
Região: Sudeste Categoria: Inclusão e diversidade Ação: O projeto Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI) fomenta o protagonismo feminino na cafeicultura da Coopfam. ODS: 5 - Igualdade de gênero Resultados: A partir da criação dos MOBI, o engajamento das mulheres nas atividades da cooperativa aumentou significativamente. O grupo discute programas de desenvolvimento rural, pessoal e profissional, dando protagonismo às mulheres na cafeicultura. A Coopfam desenvolveu uma linha especial de cafés femininos, que foram servidos nos eventos da Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. O café feminino da cooperativa também recebeu menção honrosa em um concurso organizado pela ONU. Em 2019, Vânia Lúcia Pereira da Silva tomou posse como a primeira presidente mulher da Coopfam.
O projeto "Solidariedade é a nossa energia" tem como objetivo efetuar doações de sistemas de produção de energia fotovoltaica para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) seguindo uma metodologia que consiste na seleção da organização, realização do laudo estrutural e comunicação do benefício.
Com o Bate-papo Cooperativo, o Sicredi Biomas recolhe as opiniões dos associados sobre futuras decisões gerenciais e difunde conhecimento sobre o funcionamento da cooperativa, aumentando a transparência e promovendo uma gestão mais democrática.
