escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop
Imagem do case

Ficha Técnica

Ano
2022
Localização
Norte
Temática
-
Ramo
Agropecuário
Cooperativa
Cooabriel - Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel
Resumo
Com maior eficiência na sua produção, a cooperativa precisou buscar novos mercados para dar vazão ao volume produzido. Uma das soluções foi dar início à exportação direta de café Conilon.
Contexto favorável de mercado e inovação na produção viabilizaram exportação direta de café para os Estados Unidos, abrindo nova frente para cooperativa capixaba.

Ficha técnica



  • Nome da cooperativa: Cooabriel - Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel

  • Ramo: Agropecuária

  • Produto: Café da variedade Conilon

  • Localização: São Gabriel da Palha (ES), com atuação no Norte e Noroeste do Estado e no Sul da Bahia

  • Breve histórico: Fundada em 1963 com a missão de suprir as necessidades básicas dos produtores da região no mercado de secos e molhados, expandiu sua atuação para a comercialização de produtos relacionados ao café na década de 1970. Hoje, é a maior cooperativa de café Conilon do Brasil.

  • Resumo: Com maior eficiência na sua produção, a cooperativa precisou buscar novos mercados para dar vazão ao volume produzido. Uma das soluções foi dar início à exportação direta de café Conilon.

  • Para onde exporta (de forma direta): Estados Unidos


Contexto


A Cooabriel (Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel) é a principal cooperativa de café Conilon do Brasil, com 57 anos de atuação. Começou suas atividades voltada ao atendimento de necessidades básicas dos seus cooperados, comercializando itens de mercearia e supermercado.

Ao longo dos anos, passou a prestar serviços de comercialização, beneficiamento de café e se estruturou para atuar no suporte à produção cafeeira dos seus 6 mil cooperados - sendo que 80% da produção é oriunda de pequenos produtores, da agricultura familiar.

O suporte da cooperativa resultou em um ganho de eficiência e, consequentemente, a Cooabriel passou a ter um excesso de produção, não absorvido pelo mercado nacional e pelas tradings de café.

Desafios


O início da produção cafeeira da cooperativa visava a variedade Arábica. No entanto, o clima quente da região não se mostrou propício ao cultivo. Assim, um dos primeiros desafios da Cooabriel foi desenvolver expertise e tecnologia de produção do café Conilon, que abriu um novo horizonte aos produtores e a cooperativa fortaleceu sua atuação.

Era necessário cobrir todo o ciclo de produção e comercialização de café, prestando assistência ao cooperado desde o laboratório de análise de solo, a produção de mudas, a assistência técnica, fornecimento de insumos e de produtos para o café, armazenamento e comercialização.

Além disso, diante da maior eficiência produtiva e das mudanças no mercado consumidor, a cooperativa precisava abrir novos mercados para dar vazão ao volume ampliado de produção.

Soluções


Até alguns anos atrás, toda a produção anual de cerca de 1,5 milhão de sacas de café do tipo Conilon era destinada ao mercado interno e a exportação indireta, que ofereciam valores melhores para essa variedade do que os preços para exportação direta e, assim, absorviam toda a produção.

Contudo, alguns fatores alteraram o cenário. Primeiro, novas técnicas de plantio permitiram aumentar a produção. Assim, numa mesma área é possível produzir mais café Conilon do que a outra variedade mais comum, a Arábica. Logo, os custos de produção e comercialização do Conilon são relativamente menores.

Mas o ganho de eficiência levou a Cooabriel a ter um excesso de produção, não absorvido pelo mercado nacional e pelas tradings de café. Era necessário, portanto, abrir novos mercados para dar vazão ao volume ampliado de produção da cooperativa.

Simultaneamente, o menor custo do café Conilon levou a uma mudança no padrão de consumo de café no exterior, com mais produtores fazendo blends entre o Arábica e o Conilon para reduzir o custo médio do café. Isso abriu o mercado externo para a Cooabriel, que em agosto de 2020 fez sua primeira exportação direta, sem intermédio de tradings, para os Estados Unidos.

Um outro fator colocou a produção brasileira ainda mais em vantagem: a desvalorização da moeda brasileira (Real) frente ao Dólar. Como a depreciação da moeda foi muito intensa naquela época, o café brasileiro se tornou mais atrativo do que o do principal concorrente do mercado de café Conilon, o Vietnã.

Desenvolvimento


O início do trabalho de exportação direta exigiu algumas adequações da Cooabriel no que diz respeito aos processos logísticos, de embarque e faturamento. Ou seja, todos os processos que, até então, eram controlados pelas tradings.

Para isso, a cooperativa criou um Departamento de Exportação e contratou uma pessoa especializada nesse tipo de comercialização internacional para desenhar, desenvolver e acompanhar todos os trâmites.

A primeira exportação direta teve volume de 10 mil sacas de café (30 contêineres), número considerado baixo frente à produção anual da cooperativa, que passa de 1,5 milhão de sacas no ano. Entretanto, a margem de 1% a 2% superior à praticada junto às tradings permitiu à Cooabriel apostar no potencial dessa frente.

A Cooabriel é responsável por cerca de 10% de toda a produção de café das regiões onde atua. A cooperativa acredita ser possível vender de 20% a 30% de toda a sua produção para o exterior.

Resultados


A primeira exportação direta da Cooabriel ajudou a reforçar a qualidade do produto e a sustentabilidade dos processos, inclusive dando visibilidade às certificações do segmento que permitem adentrar novos e mais exigentes mercados.

Desde então, a cooperativa tem se dedicado fortemente ao desenvolvimento de contatos diretos com traders, importadores e corretores da área de café, que ajudam a fazer as intermediações necessárias e a desenvolver o relacionamento com entidades setoriais dos países almejados. São processos adicionais em relação à importação indireta, mas que proporcionam autonomia à cooperativa e reduzem a quantidade de intermediários.

Dentre as regiões na mira da Cooabriel está a Ásia, que se mostra um mercado promissor para a exportação de café solúvel. Assim, a cooperativa capixaba está em contato com representantes setoriais em países como a China, que têm mercados em expansão, e trabalhando também no desenvolvimento da qualidade e da apresentação de seu café no exterior.

Todas essas perspectivas são resultado do sucesso obtido com essa primeira exportação que, mesmo em volume bastante baixo, já comprovou a tese de abertura de novos mercados no exterior

Aprendizados



  • Investir em ganhos de eficiência pode trazer resultados expressivos e ampliar a atuação da cooperativa para novos mercados.

  • Entender o contexto econômico e as tendências de consumo são essenciais para uma estratégia de exportação.

  • Fazer uma exportação direta, mesmo que em pequeno volume, permitiu a validação de uma nova frente de receita - com margens superiores à exportação indireta.

  • A primeira exportação direta também ajudou a fortalecer a qualidade do produto e a sustentabilidade dos processos da cooperativa.

Arábica café café Conilon case exportação exportação direta sacas de café trader

Você também tem um case ou uma história de sucesso?

Enviar case
Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.