Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026
Sistema OCB apresentou experiências sobre cultura, inovação, sucessão e liderança em conferência nos EUA
A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, participou nesta quarta-feira (7) da conferência anual da U.S. Co-ops (National Cooperative Business Association, NCBA CLUSA), o Impact Conference 2026, em Washington, nos Estados Unidos. No painel Global perspectives on cooperative solutions: leading through change (Perspectivas globais sobre soluções cooperativas: liderando em meio a mudanças), ela compartilhou experiências brasileiras de identidade, inovação e representação cooperativista.
Um dos temas abordados foi o fortalecimento da identidade cooperativa, assunto que também esteve presente na
Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), realizada em setembro, no Panamá. Fabíola apresentou o SomosCoop, iniciativa criada em 2018 que já reúne mais de 1.700 cooperativas. Segundo dados do Sistema OCB, o percentual de brasileiros que citam espontaneamente uma cooperativa passou de 29% em 2018 para 67% em 2026. “A identidade cooperativa precisa ser mostrada, repetida e medida. No Brasil, temos trabalhado para que mais pessoas reconheçam o cooperativismo e entendam o valor que ele entrega”, afirmou a superintendente.
Fabíola também destacou a presença das cooperativas em mais de 3,4 mil municípios e iniciativas em áreas como energia compartilhada, telecomunicações e seguros. Na Cogecom, cerca de 50 mil cooperados participam do modelo de geração compartilhada, que representa mais de R$ 30 milhões em economia nas contas.
Ela também apresentou o trabalho do Sistema OCB por meio do InovaCoop, plataforma que conecta cooperativas a startups, oferece conteúdos e apoia a busca por oportunidades de financiamento. Uma pesquisa nacional mostra que 80% das cooperativas introduziram algum tipo de inovação em seus processos. “Os desafios podem ter escalas diferentes, mas muitos são comuns ao cooperativismo no mundo. Temos soluções que podem ser compartilhadas e adaptadas, e também muito a aprender com outros países”, afirmou.
A conversa abordou ainda acesso a produtos e serviços, sucessão de lideranças e tecnologia, dados e inteligência artificial. Para Fabíola, encontros internacionais ajudam a transformar experiências locais em conhecimento compartilhado. “Podemos mostrar o que construímos no Brasil, mas também queremos aprender com o que funciona nos Estados Unidos, no Canadá, na Índia e nos demais países das Américas. Essa troca fortalece o cooperativismo como um movimento global”, concluiu.
