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17/09/2026

Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo

Etapa reúne busca validar experiências que unem turismo, geração de renda e desenvolvimento local  Equipe da missão no Espírito SantoO Espírito Santo recebeu uma nova etapa do Plano Nacional de Turismo Cooperativo (PNTCOOP), iniciativa do Sistema OCB voltada à estruturação do cooperativismo como parte da oferta turística brasileira. Entre os dias 14 e 17 de setembro, representantes do setor percorreram diferentes regiões do estado para acompanhar, na prática, o funcionamento do roteiro piloto capixaba e avaliar experiências que poderão integrar uma rede de destinos turísticos cooperativos no país.  A missão técnica passou por Vitória, Muqui, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Santa Maria de Jetibá. A programação também reuniu visitas à sede do Sistema OCB/ES e às cooperativas Cafesul, Coopram e Natercoop, além de propriedades de cooperados, experiências gastronômicas, culturais e atividades ligadas à produção rural.  O gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, participou da etapa e destacou que a proposta vai além de inserir visitas às cooperativas em roteiros convencionais de viagem. O objetivo é estruturar produtos turísticos capazes de apresentar a identidade do cooperativismo, gerar novas oportunidades econômicas e manter renda nos próprios territórios.  “O turismo cooperativo parte daquilo que as cooperativas e seus cooperados já fazem e transforma essa identidade, essa produção e essa relação com a comunidade em experiências que podem ser compartilhadas com os visitantes. Não estamos falando apenas de conhecer uma propriedade ou uma cooperativa, mas de mostrar como o cooperativismo organiza pessoas, gera desenvolvimento e mantém valor dentro das regiões”, explicou Prieto.  Cooperativismo como experiência turística  Idealizado em 2024, o PNTCOOP foi criado para organizar e estruturar o Turismo Cooperativo nos destinos, conectando cooperativas de diferentes ramos, cooperados e atores do ecossistema turístico local. O modelo trabalha com uma estrutura integrada. De um lado está a Cooperativa Operadora, responsável por organizar a logística, a condução e a formatação dos roteiros. Do outro, estão as chamadas Cooperativas Produto, que abrem suas estruturas e conectam os visitantes às experiências desenvolvidas pelas cooperativas e seus associados.  Visita a CoopramNo roteiro piloto capixaba, a Cooptur, cooperativa paranaense especializada em turismo, assume a função de Cooperativa Operadora. Cafesul, Coopram e Natercoop atuam como Cooperativas Produto, e oferecem diferentes possibilidades de experiências relacionadas ao café, à agricultura familiar, à agroindústria, à gastronomia e à produção rural.  “Essa engrenagem é um dos pontos importantes do projeto. A cooperativa que tem experiência no turismo contribui com a operação e a estruturação do roteiro, enquanto as cooperativas locais entram com aquilo que possuem de mais autêntico: seus produtos, seus cooperados, sua história e sua relação com o território. É a intercooperação aplicada também ao turismo”, acrescentou Prieto.  A proposta não pretende transformar cooperativas agropecuárias em cooperativas de turismo. O objetivo é criar uma nova forma de aproximação com o mercado, com base em atividades que já fazem parte da rotina das organizações e de seus cooperados. “A cooperative mantém sua atividade principal e, ao mesmo tempo, pode enxergar no turismo uma oportunidade de diversificação, fortalecimento da marca e geração de renda. O que estamos buscamos é profissionalizar esse processo para que a experiência seja estruturada, tenha qualidade e possa se tornar um produto sustentável”, complementou o gerente.   Do café à experiência no campo  Visita a CafesulA diversidade encontrada no Espírito Santo permite testar diferentes formatos dentro de um mesmo roteiro. Em Muqui, a Cafesul, cooperativa ligada à produção de café Conilon especial e sustentável, com atuação junto à agricultura familiar e ao Comércio Justo (Fairtrade), permitiu visitas a cooperados, propriedades com potencial turístico, gastronomia e manifestação cultural.  Em Domingos Martins, a Coopram apresentou sua atuação no beneficiamento de alimentos e na integração de diferentes atividades produtivas. A missão também conheceu a nova Unidade de Beneficiamento de Pescados da cooperativa e teve contato com a gastronomia regional.  Já em Santa Maria de Jetibá, a Natercoop mostrou sua atuação junto aos produtores rurais e às diferentes cadeias do agronegócio capixaba. A programação incluiu ainda cultura e culinária pomerana e uma experiência de turismo rural em uma propriedade produtora de morangos, no modelo “colhe e pague”.  Para Prieto, essa combinação ajuda a demonstrar que o produto turístico cooperativo pode nascer justamente da singularidade de cada território. “Quando o visitante toma um café produzido por um cooperado, conhece quem está por trás daquele produto, visita a propriedade, experimenta a gastronomia local e entende a história daquela comunidade, há uma agregação de valor que aproxima as pessoas do cooperativismo e cria possibilidades de negócios para quem está naquele território”, ressaltou.  Construção nacional  A experiência capixaba faz parte de uma construção em desenvolvimento em diferentes regiões do país. Antes da etapa no Espírito Santo, o projeto também passou pela Paraíba, onde a rodada permitiu conhecer experiências, culturas, produtos e iniciativas das cooperativas locais e observar, na prática, como esses ativos podem ser incorporados ao turismo. A etapa final do piloto passará ainda pelo Pará, entre os dias 28/09 e 02/10.  O desenvolvimento do PNTCOOP contempla diagnóstico das cooperativas participantes, entrevistas, benchmarking, capacitações, mentorias e, posteriormente, a roteirização, operação e promoção das experiências turísticas. A perspectiva de longo prazo é formar uma rede nacional de destinos turísticos cooperativos, com organizações capazes de assumir protagonismo no desenvolvimento turístico das regiões onde estão inseridas.  Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá  Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista 
Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo
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17/09/2026

Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá

Sistema OCB participa de debates sobre comunicação, identidade e patrimônio cultural  Depois de dias dedicados a assembleias, eleições e reuniões das organizações que integram a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), a agenda do cooperativismo mundial no Panamá está voltada agora, a uma nova etapa. Nesta quarta-feira (16), a abertura da Conferência Global da ACI reuniu lideranças cooperativistas, representantes de governos e organismos internacionais para discutir como o modelo pode contribuir para sociedades mais pacíficas, inclusivas e sustentáveis. O Sistema OCB participou dos debates e levou experiências brasileiras para discussões sobre comunicação, identidade e preservação do patrimônio cooperativo.  Realizada no Panama Convention Center, na Cidade do Panamá, a conferência segue até quinta-feira (17) com o tema Building Bridges: Cooperative Contributions for a Peaceful World (Construindo pontes: contribuições cooperativas para um mundo de paz). O encontro é promovido conjuntamente pela ACI e pela Cooperativas das Américas e integra a programação internacional realizada no país entre os dias 13 e 18 de setembro.   A cerimônia de abertura contou com autoridades e lideranças do movimento cooperativista internacional, entre elas o ministro do Comércio do Panamá, Roberto Linares; o presidente do Parlamento Latino-Americano e Caribenho (Parlatino), Rolando González Patricio; a coordenadora residente das Nações Unidas no Panamá, Ana Graça; a diretora-executiva do Instituto Panamenho Autônomo Cooperativo (Ipacoop), Erika Vargas; o presidente da ACI, Ariel Guarco; e o presidente da Cooperativas das Américas, o brasileiro José Alves de Souza Neto. O ministro de Comércio e Indústrias do Panamá, Julio Moltó, também esteve presente na abertura.  Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reeleito nesta terça-feira (15), como membro do Conselho de Administração da ACI, a conferência amplia as oportunidades de diálogo construídas pela delegação brasileira desde o início da semana. “É um momento importante para conectar o cooperativismo brasileiro às discussões que estão mobilizando o movimento em diferentes partes do mundo. Temos experiências para compartilhar e muito a aprender com outros países. Essa troca fortalece nossa capacidade de encontrar soluções conjuntas e mostrar como as cooperativas podem contribuir para o desenvolvimento, para a inclusão e para a construção de sociedades mais prósperas”, afirmou.  Cooperação como caminho para a paz  A programação do primeiro dia colocou no centro do debate a capacidade das cooperativas de criar conexões entre pessoas, comunidades e países. A escolha do tema parte da compreensão de que os valores e princípios cooperativistas podem contribuir para a paz a partir do fortalecimento da democracia, da inclusão, da justiça social e do desenvolvimento sustentável.   Entre os destaques da manhã esteve a conferência de Bjørg Sandkjær, secretária-geral assistente para Coordenação de Políticas do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa). A programação contou ainda com participação virtual da ex-presidente do Chile e ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.   Outro momento foi o painel Building Bridges – The Cooperative Path to Peaceful Multilateralism, dedicado à contribuição da cooperação para um sistema multilateral mais inclusivo. Participaram representantes de governos e organismos internacionais, entre eles Shobha Shetty, conselheira sênior para Agricultura do Banco Mundial; e Amparo Merino Segovia, secretária de Estado para a Economia Social da Espanha.   O diretor-geral da ACI, Jeroen Douglas, também apresentou uma série de documentos sobre a contribuição das cooperativas para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A iniciativa busca fortalecer o reconhecimento do movimento cooperativista como parceiro para o cumprimento da Agenda 2030.   Brasil compartilha experiência do SomosCoop  À tarde, a participação brasileira ganhou espaço nas atividades paralelas organizadas a partir dos três pilares da Estratégia da ACI 2026–2030: Practice, Promote & Protect (Praticar, Promover e Proteger). Os encontros foram estruturados para promover a troca de experiências e a construção de propostas sobre temas como participação de jovens, liderança feminina, comunicação, incidência institucional e identidade cooperativa.   No eixo Promote, a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, apresentou o SomosCoop durante a sessão Building Bridges Through Communication: Speak Up, Scale Up! (Construindo pontes por meio da comunicação: expresse-se, amplie seu alcance!). A iniciativa brasileira foi apresentada como experiência de construção de uma identidade comum para ampliar o reconhecimento do cooperativismo pela sociedade. Hoje, mais de 1,7 mil cooperativas utilizam a marca SomosCoop.  A participação abordou a trajetória da estratégia desde o diagnóstico sobre o conhecimento do cooperativismo pela população até a atual fase da campanha, voltada a transformar reconhecimento em escolha consciente por produtos e serviços de cooperativas.  Identidade e patrimônio cooperativo  O Brasil também esteve representado no eixo Protect. Tiago Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira e presidente do Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo, participou do Cooperative Identity Lab, laboratório dedicado a discutir caminhos para preservar e fortalecer a identidade cooperativa diante das transformações do movimento.  A atividade colocou em discussão a relação da identidade cooperativa com temas como legislação, políticas públicas, governança, educação e tecnologia. A proposta foi construir, de forma colaborativa, caminhos para que os princípios e valores que caracterizam o cooperativismo permaneçam relevantes e reconhecíveis diante de novos contextos econômicos, sociais e tecnológicos.  A presença de Schmidt também deu continuidade à atuação brasileira na agenda de patrimônio cultural cooperativo. O Sistema OCB tem participação ativa no desenvolvimento da iniciativa e, em novembro de 2025, sediou no Palácio Itamaraty, em Brasília, o lançamento do Mapa do Patrimônio Cooperativo.  Ao final das atividades desta quarta-feira, Schmidt participou ainda da cerimônia de reconhecimento às cooperativas responsáveis por locais incluídos, em 2025, na primeira lista de Patrimônio Cultural Cooperativo da ACI, com uma homenagem aos responsáveis pela preservação dos sítios reconhecidos pela iniciativa.   A Conferência Global continua nesta quinta-feira (17), com novos debates sobre paz, liderança, tecnologia e futuro do cooperativismo. A programação também reserva espaço para a apresentação internacional da iniciativa de Patrimônio Cultural Cooperativo, com participação de Tiago Schmidt e do presidente Márcio Lopes de Freitas.  Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá  
Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá
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16/09/2026

SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá

Superintendente do Sistema OCB apresenta iniciativa que reúne mais de 1,7 mil cooperativas  O cooperativismo brasileiro levou à Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), nesta quarta-feira (16), na Cidade do Panamá, uma experiência construída para enfrentar um desafio que acompanha o setor há anos: tornar as cooperativas mais conhecidas pela sociedade e criar uma identidade comum para organizações de diferentes portes, regiões e ramos.   A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, apresentou o case do movimento SomosCoop durante a sessão Building Bridges Through Communication: Speak Up, Scale Up! (Construindo pontes por meio da comunicação: expresse-se, amplie seu alcance!), dedicada ao papel da comunicação no fortalecimento do cooperativismo mundial.   Sua participação se deu no segmento Inspiration in Action: Success Stories (Inspiração em ação: histórias de sucesso), que reuniu experiências de diferentes regiões. O convite para detalhar o caso brasileiro ocorreu dentro do pilar Core Narrative & Branding (Narrativa central & branding), um dos cinco eixos da Estratégia de Comunicação da ACI para 2026–2030.  “O SomosCoop nasceu de um desafio muito claro: tínhamos cooperativas fortes, com marcas reconhecidas e histórias relevantes, mas precisávamos mostrar para a sociedade que todas elas fazem parte de um mesmo movimento. A construção de uma narrativa comum foi o caminho que encontramos para dar unidade a essa diversidade”, explicou Fabíola.   De 29% para 55%  A criação do SomosCoop partiu de um diagnóstico sobre o conhecimento da população a respeito do cooperativismo. Em 2018, apenas 29% dos brasileiros entrevistados sabiam citar uma cooperativa. Em 2023, esse percentual chegou a 55%. “Os números mostravam que tínhamos um problema de reconhecimento. O cooperativismo já estava presente na vida de milhões de brasileiros, mas muitas vezes as pessoas consumiam um produto ou utilizavam um serviço de uma cooperativa sem perceber que aquilo fazia parte de um modelo de negócios com características próprias”, disse a superintendente.  Outro desafio era a fragmentação da comunicação. Cada cooperativa trabalhava sua própria estratégia, normalmente concentrada em produtos, serviços e marcas individuais. Por isso, Fabíola detalhou que o Sistema OCB passou a trabalhar na construção de uma identidade que pudesse conectar essas organizações sem substituir as marcas já existentes. “O objetivo sempre foi preservar a força de cada marca e, ao mesmo tempo, criar um elemento capaz de dizer ao consumidor que todas elas pertencem a um movimento maior”, afirmou.  Mais de 1,7 mil cooperativas  A estratégia, contou a superintendente, resultou na criação do SomosCoop, com dois objetivos centrais: ampliar o diálogo do cooperativismo com a sociedade e reforçar entre cooperativas e cooperados o sentimento de pertencimento ao movimento. “A marca foi estruturada para ser modular e adaptável. Assim, cooperativas de diferentes portes e setores poderiam incorporar o carimbo SomosCoop a produtos, campanhas e materiais institucionais. Hoje, mais de 1,7 mil cooperativas utilizam a marca”.   Segundo Fabíola, esse foi um dos principais aprendizados do processo. “Uma marca coletiva precisa fazer sentido para quem vai utilizá-la. Quando as cooperativas começaram a incorporar o SomosCoop às próprias estratégias, a marca deixou de ser apenas uma iniciativa institucional e passou efetivamente a pertencer ao movimento”. Ela acrescentou que o reconhecimento também avançou entre os consumidores. “Pesquisa divulgada pelo Sistema OCB mostrou que um em cada quatro entrevistados afirmou ter tido contato com a marca SomosCoop, na pesquisa de 2023”.   Do reconhecimento à escolha  Fabíola destacou que a estratégia de comunicação passou por diferentes etapas desde a primeira campanha nacional, lançada em 2020. Depois de trabalhar o conhecimento sobre o modelo e a identificação do cooperativismo, o movimento entrou em 2026 em uma nova fase. O mote Escolha consciente, escolha do coop, tem como objetivo levar o consumidor a comprar com propósito, a partir do reconhecimento de produtos e serviços cooperativo e da escolha considerando essa origem.   “Primeiro, precisávamos ser conhecidos. Depois, reconhecidos. Agora, queremos transformar esse reconhecimento em uma relação mais próxima com o consumidor. A ideia é fazer com que ele encontre o carimbo SomosCoop, saiba o que existe por trás daquela marca e possa fazer sua escolha de forma consciente”, relatou.   A superintendente também lembrou que uma das ambições da estratégia é fortalecer a percepção das cooperativas, no Brasil e no mundo, como atores relevantes dos sistemas econômicos e sociais, ultrapassando o conceito de ser apenas uma alternativa a outros modelos empresariais. “Não estamos apresentando uma receita pronta. Cada país tem uma realidade, uma cultura e um movimento cooperativista diferente. O que podemos compartilhar é o processo: entender o problema, identificar aquilo que une as cooperativas, construir uma narrativa simples e criar ferramentas para que ela possa ganhar escala”.   Fabíola concluiu sua participação destacando a importância da participação na conferência. “O SomosCoop foi construído ao longo de anos, com pesquisa, aprendizado e participação das cooperativas. Poder compartilhar essa trajetória mostra que temos experiências relevantes para oferecer, mas também nos permite ouvir, aprender e voltar ao Brasil com novas referências. Essa troca é parte fundamental do cooperativismo”, concluiu.  Saiba Mais: Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá
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15/09/2026

Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp

Formação combinou conhecimento, mentoria e diversidade para fortalecer sucessão e diversidade  Depois de seis meses de aprendizados, encontros e troca de experiências, participantes da Solução Futuras Lideranças se reuniram no último dia 1º, na sede do Sistema Ocesp, para celebrar a conclusão da jornada de formação. Ao todo, foram mais de 98 horas dedicadas ao desenvolvimento de competências relacionadas à liderança, cooperativismo, ESG, diversidade e inclusão, comunicação, sucessão e sustentabilidade, entre outros temas.  A cerimônia marcou o encerramento da segunda turma da solução em âmbito nacional e reuniu participantes, mentores, especialistas, cooperativas e profissionais envolvidos na iniciativa. Integrante do programa CulturaCoop, do Sistema OCB, o Futuras Lideranças tem como objetivo preparar a próxima geração de líderes do cooperativismo, contribuindo para os processos de sucessão e para a ampliação da diversidade nos espaços de liderança das cooperativas brasileiras.   A diversidade esteve entre os principais aspectos destacados durante o encontro. Ao longo da formação, participaram profissionais de diferentes áreas, funções, regiões e gerações, que representaram 21 cooperativas de seis ramos do cooperativismo. A variedade de trajetórias também esteve presente nas atividades de mentoria, que aproximaram profissionais de diferentes realidades e estimularam a troca de conhecimentos.   A abertura contou com a participação de Jessyca Bolzan, coordenadora de Desenvolvimento Social do Sistema OCB, que apresentou o papel da solução no âmbito da Cultura Cooperativista, como perspectiva de futuro, ao preparar lideranças capazes de responder não somente aos desafios contemporâneos das cooperativas, mas para manterem viva a essência cooperativista, por meio de uma continuidade orientada pelos valores e princípios cooperativistas.   Já Divani de Souza, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB que acompanha o desenvolvimento das turmas, reforçou que a experiência construída inicialmente com os pilotos realizados em São Paulo e Espírito Santo contribuiu para o aprimoramento da metodologia e para a expansão da iniciativa em âmbito nacional. "A cada turma realizada temos a certeza de que estamos no caminho certo, visto o alto índice de engajamento dos participantes, especialmente entre mentor e mentorado e o que essa sinergia contribui para o desenvolvimento da cooperativa”, destacou Divani.  Compartilhamento  Um dos momentos da celebração foi dedicado ao compartilhamento das experiências vividas durante a formação. Participantes de diferentes cooperativas foram convidados a relatar como o contato com outros profissionais ampliou perspectivas e trouxe novos aprendizados para suas trajetórias. Para os participantes, a formação também representou um espaço de reflexão sobre o papel que podem exercer no desenvolvimento de suas equipes e organizações.  Monica Moraes, do Sicoob Cooplivre, chamou atenção para a importância da formação de novas lideranças para a sucessão nas cooperativas. “É uma iniciativa muito importante porque busca desenvolver futuros líderes, principalmente pensando na sucessão das cooperativas em níveis mais estratégicos”, afirmou. Ela também destacou as discussões sobre diversidade, inclusão e equidade e apontou as mentorias como um dos pontos altos da experiência. “Pudemos ter momentos de mentoria em grupo e individual com os mentorados. A palavra que fica é gratidão por ter participado”.   Para Jonathan Cresp, da Cooperativa Agropecuária de Ibiúna (Caisp), a formação teve importância especial por coincidir com o início de sua trajetória como cooperado e membro do núcleo jovem da cooperativa. “Foi um curso de grande valia para mim. Eu já buscava conhecimento sobre a cooperativa e o cooperativismo. Foi também muito importante pelo contato com outras cooperativas e por conhecer diferentes formas de cooperar”, relatou. Segundo ele, iniciativas como essa também ampliam o protagonismo das novas gerações. “Cada vez mais o jovem está inserido nesse meio. É uma grande oportunidade que precisamos agarrar”, acrescentou.   Marina Cunha Oliveira, da CoopCargill, destacou especialmente as conexões construídas ao longo da jornada. “Os encontros presenciais tiveram um gostinho diferente. Tive a oportunidade de conhecer colegas, com muitas trocas de experiências e incentivo à intercooperação”, disse. Para ela, a formação também ajudou a reconhecer competências e enxergar os próximos passos profissionais. “Terminei o Futuras Lideranças com o coração cheio de gratidão, mais repertório e mais clareza sobre os desafios que quero assumir daqui para frente”.  A troca entre mentor e mentorado também foi ressaltada por Mateus Roberto Tomiasi, do Sicoob Paulista. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Pude aprender muito, compartilhar um pouco do meu conhecimento e trocar muitas ideias com o meu mentorado, inclusive levando aprendizados para a minha equipe no dia a dia”, declarou.   Manoela Santana e Larisse de Paula, ambas do Sicoob Cooplivre, ressaltaram os reflexos da experiência no desenvolvimento profissional e pessoal. “O curso foi extremamente importante. Foi uma experiência para a vida, tanto pela convivência com os professores quanto pela troca com outras cooperativas. Trouxe muita coisa positiva para dentro do nosso trabalho”.  Patricia de Paula e Luciana Souza, da Unimed Ribeirão Preto, resumiram a participação como uma experiência de aprendizado e transformação. “Contribuiu tanto para o nosso desenvolvimento pessoal quanto profissional e nos trouxe novos olhares para a liderança. Seguimos juntas, aprendendo, crescendo e fazendo a diferença”.   Encerrando os depoimentos, Daniel Benazzi, da Uniodonto Americana, destacou o conjunto de experiências proporcionado pela formação. “Foi um privilégio fazer parte dessa experiência e refletir sobre temas tão relevantes para o futuro do cooperativismo. Momentos como esse fortalecem o cooperativismo, aproximam pessoas e nos inspiram a seguir inovando e construindo juntos”, afirmou.  Saiba Mais:  Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris   Cooperativas reduzem custos com eficiência energética   Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil  
Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp
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15/09/2026

Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito

Em encontro da Sicredi União no ES, Tania Zanella defende crescimento sem perda de identidade O crescimento acelerado do cooperativismo brasileiro aumenta o desafio de fazer com que os novos associados compreendam as diferenças do modelo e participem das decisões das cooperativas. A avaliação foi apresentada pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, durante encontro da Sicredi União (RS/ES), nesta segunda-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim (ES). A participação integrou a celebração dos 113 anos da Sicredi União e dos cinco anos de atuação da cooperativa no Espírito Santo. Em palestra sobre a força do cooperativismo brasileiro, Tania defendeu que a expansão do movimento seja acompanhada pelo fortalecimento da identidade cooperativista. “Crescer é importante, mas o nosso desafio é fazer com que os novos cooperados saibam o que isso representa e reconheçam que estão em um modelo no qual participa das decisões e dos resultados”, afirmou. O Brasil chegou a 29,03 milhões de cooperados em 2025, ante 15,53 milhões em 2019, de acordo com dados do AnuárioCoop 2026. São 4.400 cooperativas presentes em 3.425 municípios, com R$ 1,6 trilhão em ativos e 613,4 mil empregos diretos. Juntas, registraram R$ 848,4 bilhões em ingressos no ano. A expansão é ainda mais expressiva no cooperativismo de crédito. O número de cooperados do ramo passou de 10,7 milhões em 2019 para 23 milhões em 2025, alta superior a 115%. Para a presidente executiva, esse avanço exige atenção para que o associado entenda a diferença entre ser apenas cliente de uma instituição financeira e fazer parte de uma cooperativa. A Sicredi União, por exemplo, reúne mais de 317 mil associados e 1,2 mil colaboradores, com 73 agências e presença em 61 municípios do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. A cooperativa soma mais de R$ 10,5 bilhões em ativos e R$ 8,3 bilhões em operações de crédito. Pertencimento A apresentação levantou justamente o questionamento sobre quanto esse novo público conhece a cultura cooperativista. “Não queremos apenas ampliar uma base de usuários de serviços financeiros. Queremos formar cooperados que entendam seu papel, participem da cooperativa e percebam que fazem parte de um empreendimento que pertence às próprias pessoas”, disse. Entre os diferenciais do modelo, a dirigente destacou o interesse pela comunidade, o vínculo de confiança, a participação dos associados nas decisões, a inclusão produtiva e a distribuição de sobras. Ela também relacionou o modelo às mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais propósito, participação, valores humanos e soluções ligadas à economia consciente e colaborativa. “O consumidor quer saber quais valores estão por trás de uma organização e qual impacto ela produz na sociedade. No cooperativismo, colocar as pessoas no centro e gerar desenvolvimento para a comunidade não são tendências novas. Fazem parte da nossa essência”, declarou. Desenvolvimento local A capacidade das cooperativas de impulsionar as economias locais também esteve entre os destaques da palestra. Segundo os dados apresentados por Tania, municípios com presença cooperativista registraram, em média, R$ 5,1 mil a mais de PIB por habitante, resultado 18,6% superior à média considerada no estudo. Esses municípios também apresentaram incremento médio de 28,4 empregos formais por 10 mil habitantes e acréscimo de US$ 96,2 por habitante no saldo comercial. “Quando uma cooperativa cresce, o resultado circula na região, fortalece negócios, gera oportunidades e ajuda a desenvolver a comunidade. Essa capacidade de combinar eficiência econômica com desenvolvimento local é uma das maiores forças do cooperativismo”, ressaltou. Fraudes, regulação e juros A presidente executiva do Sistema OCB também abordou os desafios enfrentados pelo sistema financeiro. Na área operacional, estão o avanço das fraudes por Pix e engenharia social; o uso de inteligência artificial generativa e deepfakes em golpes; e o crescimento dos ataques cibernéticos. Já na regulatória, foram destacados o custo de adaptação às novas regras; a evolução do Open Finance e do Drex; e as exigências socioambientais. No ambiente econômico, por sua vez, juros elevados, endividamento e inadimplência pressionam famílias, empresas e instituições financeiras. Entre as prioridades do Sistema OCB para o segmento estão a interlocução com o Banco Central para o fortalecimento patrimonial das cooperativas, a ampliação do acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento e a adaptação às novas regras de capital mínimo. Ao final, Tania defendeu que a preservação da identidade cooperativista seja tratada como uma questão imediata diante do ritmo de expansão do setor. “Não estamos falando do cooperativismo para daqui a três gerações. Estamos falando do cooperativismo de agora. Os desafios já estão colocados e é agora que precisamos preparar nossas cooperativas e nossos cooperados para enfrentá-los”, concluiu. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito
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15/09/2026

Sistema OCB aproxima pesquisa e cooperativismo

Participação em Semana Acadêmica abordou educação coop e uso da pesquisa científica para decisões
Sistema OCB aproxima pesquisa e cooperativismo
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15/09/2026

Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil

Missão do Sistema OCB e da EPE no Paraná conecta experiências do setor ao planejamento nacional  O cooperativismo quer ampliar sua participação nas discussões sobre o futuro da energia no Brasil. Em missão técnica realizada no Paraná, representantes do Sistema OCB, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Sistema Ocepar conheceram experiências de cooperativas que mostram, na prática, como o setor pode contribuir para geração e distribuição de energia, aproveitamento de resíduos, eficiência energética e planejamento da infraestrutura do setor no país.  A agenda ocorreu em meio a um novo passo na relação entre as instituições. Em 9 de setembro, Sistema OCB e EPE formalizaram um Protocolo de Intenções, com vigência de três anos, para ampliar a cooperação em pesquisas e iniciativas relacionadas a comunidades energéticas, além de temas como planejamento, eficiência e transição energética; sustentabilidade; e energias renováveis.  No Paraná, com apoio do Sistema Ocepar, a comitiva visitou Cercar, Copacol, Primato e C.Vale. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões realizadas na C.Vale. A diversidade das organizações permitiu observar tanto a atuação histórica das cooperativas na distribuição de eletricidade quanto em novas soluções desenvolvidas pelo cooperativismo agropecuário.  Para Thayná Côrtes, analista de Infraestrutura do Sistema OCB, a aproximação permite levar ao debate energético informações que nascem da realidade das cooperativas e dos territórios onde elas atuam. “As cooperativas conhecem de perto as necessidades dos produtores, das comunidades e das regiões onde estão presentes. Essa experiência pode oferecer informações importantes para o planejamento energético e, ao mesmo tempo, mostrar como o cooperativismo já desenvolve soluções em geração, eficiência, sustentabilidade e aproveitamento de resíduos”, afirmou.  A missão no Paraná deu continuidade a uma agenda iniciada no Rio Grande do Sul, onde foram visitadas Certaja e Coopernorte, cooperativas permissionárias de distribuição de energia. Além das visitas presenciais, o Sistema OCB vem apoiando a EPE na identificação de cooperativas para entrevistas, com o objetivo de incorporar diferentes experiências, regiões e modelos cooperativos ao estudo sobre comunidades energéticas.  Além da distribuição  Um dos diferenciais da passagem pelo Paraná foi ampliar o olhar para além das cooperativas que atuam diretamente no setor elétrico. A inclusão de cooperativas agropecuárias permitiu mostrar como a energia se tornou um elemento estratégico também para produção, processamento e logística no campo.  Nas visitas, foram apresentadas experiências de geração própria, produção de biogás e biometano, aproveitamento energético de resíduos e adoção de novas fontes e tecnologias. Também entraram na discussão problemas relacionados à qualidade, estabilidade e continuidade do fornecimento de eletricidade para atividades produtivas.  Para Vinicius Rosenthal, analista da EPE, conhecer essas experiências em campo ajuda a ampliar a compreensão sobre a relação entre produção, território e demanda energética. “Quando vamos às cooperativas, conseguimos enxergar aspectos que os dados, isoladamente, nem sempre mostram. Entender como a energia interfere na produção, quais soluções já estão sendo desenvolvidas e quais dificuldades aparecem nos territórios é fundamental para enriquecer os estudos”, descreveu.  A proximidade das cooperativas com produtores e comunidades também pode fornecer informações sobre expansão das atividades econômicas, necessidades de investimento e gargalos de infraestrutura. Segundo Gabriel Konzen, consultor na EPE, as visitas mostraram que o potencial da cooperação entre as instituições ultrapassa o estudo inicialmente dedicado às comunidades energéticas.  “O trabalho começou com o olhar sobre comunidades energéticas, mas as visitas mostram uma agenda muito mais ampla. Encontramos experiências relacionadas a biogás, biometano, geração própria, qualidade do fornecimento, eficiência energética e economia circular. É um conjunto de informações que ajuda a compreender melhor o papel que iniciativas locais e coletivas podem desempenhar no setor energético”, avalia.  Do resíduo ao combustível  Na Primato, uma das experiências que chamou a atenção foi a produção de biometano a partir de dejetos da suinocultura. A solução nasceu de um problema concreto dos cooperados: a necessidade de dar destinação adequada ao volume de resíduos gerado pela produção de suínos.  Por meio da biodigestão, os dejetos passam a ser utilizados para produzir biometano. O combustível é empregado em veículos da própria operação, inclusive caminhões usados no carregamento de ração. O processo também permite aproveitar outros subprodutos, que podem ser destinados à produção e comercialização de fertilizantes.  A iniciativa evidencia uma característica do modelo cooperativista: transformar um desafio comum dos produtores em uma solução coletiva com resultados econômicos e ambientais.  Na Copacol, a comitiva conheceu outra aplicação dessa lógica. A cooperativa utiliza biogás para geração de energia e também aproveita subprodutos resultantes da biodigestão em sua atividade produtiva. As duas experiências mostram como resíduos da produção agropecuária podem retornar à cadeia como fonte de energia e novos insumos.  Energia no campo  Na Cercar, a agenda recuperou a trajetória das cooperativas de eletrificação rural e o papel desempenhado por essas organizações no desenvolvimento de regiões que, historicamente, não eram atendidas de forma satisfatória pelas distribuidoras tradicionais.  Criadas a partir da mobilização de produtores e moradores, essas cooperativas ajudaram a construir a infraestrutura necessária para levar eletricidade ao meio rural. A chegada da energia contribuiu para mecanização, armazenamento, irrigação, geração de renda, melhoria das propriedades e instalação de novas atividades econômicas.  O crescimento dessas regiões, no entanto, trouxe novos desafios. Cooperativas autorizadas de distribuição enfrentam limitações regulatórias, especialmente por estarem vinculadas ao atendimento de consumidores classificados como rurais. Em determinadas localidades, a economia e as características de consumo mudaram ao longo das décadas, enquanto as regras não avançaram na mesma velocidade.  Para Silvio Krinski, coordenador do Sistema Ocepar, compreender essa trajetória também é importante para discutir o futuro da infraestrutura energética dessas regiões. “As cooperativas tiveram papel decisivo no desenvolvimento de muitas comunidades rurais. A energia permitiu que a produção avançasse, que novos negócios surgissem e que essas regiões se desenvolvessem. Hoje, precisamos olhar também para os desafios que esse próprio crescimento trouxe e discutir condições para que a infraestrutura energética continue acompanhando o desenvolvimento dos territórios”, declarou.   Já o presidente da Cercar, Celso Prediger, agradeceu à EPE, Sistema OCB e Ocepar pela oportunidade. “Foi um diálogo muito construtivo sobre o desenvolvimento das comunidades energéticas. Uma oportunidade para compartilhar experiências, fortalecer parcerias e contribuir para um setor elétrico mais cooperativo e sustentável. Esperamos que este seja o início de novas oportunidades de diálogo e colaboração", destacou.   Infraestrutura estratégica  Na C.Vale, a comitiva conheceu parte da estrutura produtiva da cooperativa, incluindo a produção e o processamento de tilápias. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões, ampliando o debate sobre os desafios energéticos enfrentados pelas cooperativas agroindustriais.  Um dos principais pontos levantados foi a qualidade do fornecimento de energia. Para determinadas atividades produtivas, não basta que a eletricidade esteja disponível. Oscilações, interrupções ou problemas de qualidade podem afetar processos industriais e comprometer a continuidade da produção. Nesse cenário, a energia deixa de ser vista apenas como um custo ou insumo e passa a ser tratada como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento das atividades produtivas.  A discussão também mostrou como o conhecimento acumulado pelas cooperativas pode contribuir para esse processo. Por acompanharem diretamente o crescimento das atividades econômicas e as necessidades dos cooperados, essas organizações podem fornecer informações sobre demandas futuras de energia, gargalos de infraestrutura e necessidades de investimento.  Planejamento de longo prazo  A assinatura do Protocolo de Intenções consolida a aproximação entre Sistema OCB e EPE e abre caminho para que a experiência das cooperativas seja considerada em diferentes discussões sobre o futuro energético brasileiro. Segundo Thayná Côrtes, o objetivo é transformar a proximidade do cooperativismo com os territórios em uma fonte permanente de informações e experiências para o planejamento energético.  “O Sistema OCB pode fazer essa ponte entre a EPE e as cooperativas, para levar experiências que já existem e, ao mesmo tempo, apresentar as necessidades encontradas nos territórios. Queremos que essa aproximação tenha continuidade e permita que o conhecimento acumulado pelo cooperativismo contribua cada vez mais para as discussões sobre energia no país”, defendeu.   Saiba Mais:  Missão Técnica fortalece estudos sobre comunidades energéticas  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética   Cooperativismo apresenta estudo sobre mercado livre de energia 
Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil
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14/09/2026

Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro

Em congresso de Direito Agrário, entidade abordou contrato por safra e segurança jurídica no campo Os desafios para conciliar as particularidades da produção agropecuária, a formalização das relações de trabalho e a proteção dos trabalhadores estiveram entre os temas levados pelo Sistema OCB ao Congresso Brasileiro de Direito Agrário e Agronegócio, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, em Brasília. O coordenador sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Bruno Vasconcellos, participou do encontro com uma análise sobre o contrato de trabalho por safra e os caminhos para aperfeiçoar a legislação aplicada ao trabalho rural. Promovido pela Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (JurAgro), o congresso integrou a programação científica da 34ª Expoabra Brasília 2026, no Parque de Exposições Granja do Torto, em Brasília. Com o tema O Direito na Sustentação do Agronegócio: segurança jurídica e resiliência em tempos de crise, o encontro reuniu especialistas, produtores rurais, representantes do setor produtivo, instituições financeiras, cooperativas e profissionais do Direito para discutir questões como crédito rural, regularização fundiária, contratos, tributação e meio ambiente. Em sua participação, Bruno destacou que a própria dinâmica da produção agropecuária exige instrumentos trabalhistas capazes de acompanhar os ciclos do campo. Ele lembrou que as atividades rurais possuem períodos de maior demanda por mão de obra, especialmente durante plantio e colheita, o que torna a contratação temporária uma característica inerente a diversas cadeias produtivas. Além disso, o contrato de safra já possui disciplina específica na Lei 5.889/1973 e vincula a duração da relação de trabalho às variações sazonais da atividade agrícola. “A sazonalidade faz parte da realidade do campo e precisa estar refletida em instrumentos que ofereçam segurança para quem produz e para quem trabalha. O contrato de safra cumpre um papel importante nesse sentido, porque permite atender períodos específicos de maior demanda de mão de obra dentro de uma relação formal de trabalho”, afirmou Bruno. Formalização Um dos principais pontos apresentados pelo coordenador foi justamente o desafio de ampliar a formalização dos trabalhadores safristas sem criar uma escolha entre o emprego temporário e a manutenção da proteção social. A questão ganhou espaço no debate legislativo com o PL 715/2023, aprovado pelo Congresso Nacional com dispositivos voltados à preservação de benefícios sociais durante o período de contratação formal na safra. A proposta previa que trabalhadores temporários do campo pudessem manter benefícios sociais durante a vigência do contrato e estabelecia mecanismos para o registro das informações enquanto o eSocial ainda não dispusesse de campo específico para essa finalidade. O objetivo era reduzir um dos obstáculos identificados à formalização: o receio de que a assinatura da carteira durante uma atividade temporária pudesse comprometer o acesso do trabalhador a programas sociais. “Quando a formalização passa a ser percebida pelo trabalhador como um risco à renda familiar, cria-se uma distorção que afeta toda a cadeia. Precisamos construir uma solução que estimule o emprego formal durante a safra, preserve a proteção social e dê previsibilidade ao produtor para contratar nos períodos em que a atividade exige reforço de mão de obra”, ressaltou. O PL 715/2023 recebeu veto integral do Poder Executivo, por meio da Mensagem 520/2026, e a decisão agora cabe ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto. Ainda não há previsão para a análise, e a perspectiva é de que o tema seja apreciado somente após as eleições. Para Bruno, a discussão representa uma oportunidade para aproximar a legislação das transformações experimentadas pelo setor agropecuário. Nesse contexto, ele também chamou atenção para o PL 4.812/2025, que propõe um novo marco para o trabalho rural e atualiza regras diante de mudanças tecnológicas no campo, incluindo a utilização de máquinas operadas a distância e drones. A proposta substituiria a atual Lei 5.889/1973 e segue em discussão no Congresso. “O agro mudou profundamente nas últimas décadas. Incorporou tecnologia, novas formas de produção e novas relações de trabalho. A legislação precisa acompanhar essa evolução, com regras claras e adequadas à realidade contemporânea do campo. Modernizar esse ambiente significa criar condições para gerar emprego formal, produtividade e segurança jurídica”, acrescentou. A participação do Sistema OCB no congresso também dialogou com outros temas da programação diretamente relacionados às cooperativas e ao ambiente de negócios do campo. Ao longo dos dois dias, o evento discutiu Reforma Tributária, crédito rural, sucessão rural, regularização fundiária, mercado de carbono, licenciamento ambiental e aspectos tributários do cooperativismo agropecuário. Relações previdenciárias ‘De forma complementar, Bruno abordou a discussão sobre exposição ao agente nocivo ruído e seus efeitos previdenciários. O Sistema OCB acompanha propostas em tramitação no Congresso que tratam da aposentadoria especial, do uso de equipamentos de proteção individual e da contribuição adicional para o financiamento desse benefício. Entre elas estão o PLP 42/2023 e o PDL 106/2025, na Câmara, além do PL 385/2023, do PL 1.363/2021 e do PDL 351/2024, no Senado. O tema também chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio da ADI 7773, que discute a constitucionalidade da contribuição adicional para aposentadoria especial nos casos de exposição a ruído. O Sistema OCB ingressou na ação como amicus curiae para apresentar ao STF a perspectiva do cooperativismo. “Nossa atuação busca contribuir para regras que conciliem a proteção do trabalhador com segurança jurídica para cooperativas e demais empregadores. São discussões que envolvem impactos relevantes sobre as relações de trabalho e precisam ser construídas com equilíbrio, clareza e previsibilidade”, concluiu Bruno. Saiba Mais: Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética  Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil 
Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro
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13/09/2026

Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá

Sistema OCB participa de semana de assembleias, eleições e debates globais da ACI O cooperativismo brasileiro está presente, nesta semana, em uma das principais agendas internacionais do movimento. Entre os dias 13 e 18 de setembro, a Cidade do Panamá recebe uma série de assembleias, reuniões e encontros promovidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global da entidade. O Sistema OCB participa da programação com uma delegação brasileira formada por 34 representantes da entidade, organizações estaduais e lideranças cooperativistas, em uma agenda voltada à ampliação da presença do Brasil nos espaços de decisão e à construção de conexões com organizações de diferentes países. A semana reúne processos eleitorais para instâncias de governança da ACI global e da ACI Américas, assembleias de organizações setoriais e debates sobre temas estratégicos para o futuro do cooperativismo. Para o Sistema OCB, a participação faz parte de uma atuação internacional que busca fortalecer a voz do cooperativismo brasileiro, ampliar sua contribuição para as discussões globais e aproximar experiências capazes de gerar oportunidades para as cooperativas do país. Essa estratégia envolve diferentes frentes, da juventude ao cooperativismo agropecuário, passando pelas organizações de indústria e serviços e pelos espaços de governança continental e mundial. Os primeiros resultados dessa mobilização já estão sendo registrados. No domingo (13), primeiro dia da agenda brasileira no Panamá, o Sistema OCB foi eleito para integrar a Junta Diretiva do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas, e será representado por Enzo Ramos, analista de Relações Internacionais. No mesmo dia, Margareth Cunha, pioneira do cooperativismo brasileiro de Trabalho foi reeleita como membro da Cicopa, organização internacional que representa as cooperativas de indústria e serviços. E na Redacoop, Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro, foi eleito para o cargo de secretário.  A presença nas organizações setoriais integra a estratégia de ocupar diferentes instâncias do movimento cooperativista internacional. Além de juventude e Cicopa, a delegação brasileira participa, ao longo da semana, de agendas relacionadas ao cooperativismo agropecuário, à articulação continental nas Américas e à própria estrutura global da ACI.   Juventude ganha espaço A eleição de Enzo ocorreu durante a Assembleia Geral do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas e fortalece a participação brasileira em um espaço dedicado à inserção das novas gerações nas discussões e decisões do movimento cooperativista continental. A juventude integra uma das frentes consideradas estratégicas para a ampliação e diversificação da representação brasileira no cenário internacional. O tema ganha relevância diante dos desafios relacionados à renovação das lideranças e à participação dos jovens nos processos de decisão das organizações cooperativas. “Essa é uma oportunidade única para o cooperativismo brasileiro. Poderemos levar nossas histórias, o que fazemos de bom e aprendermos com nossos parceiros regionais”, afirmou Enzo, ao comemorar o resultado. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa participação está diretamente relacionada à capacidade de preparar o cooperativismo para as próximas décadas. “Os jovens precisam participar das decisões, trazer novas ideias e ajudar a responder às transformações que estão acontecendo no mundo. Renovar lideranças e formar novas gerações de cooperativistas também é uma agenda estratégica”, declarou. Para encerrar as atividades do primeiro dia da agenda, a delegação brasileira participou ainda de um jantar oferecido pela The Indian Farmers Fertiliser Cooperative (IFFCO), cooperativa multiestatal da Índia que fabrica e comercializa fertilizantes.   Saiba Mais: Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris  Cooperativas reduzem custos com eficiência energética  Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil 
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11/09/2026

Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes

Evento reuniu executivas para discutir liderança, representatividade e abertura de caminhos para mulheres  O cooperativismo brasileiro esteve presente na 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizada nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Representado pela presidente executiva Tania Zanella, o Sistema OCB participou do encontro, que reuniu algumas das principais lideranças femininas do país para debater protagonismo, representatividade e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.  Em sua nona edição, o Power Lunch promoveu reflexões sobre o legado das mulheres que romperam barreiras em suas carreiras e como essas conquistas podem abrir oportunidades para novas gerações de lideranças. Executivas dos setores financeiro, tecnologia, varejo, moda e indústria compartilharam experiências sobre os desafios de ocupar posições historicamente dominadas por homens.  Para Tania Zanella, reconhecida como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil em 2026, a presença do movimento em espaços de diálogo como esse fortalece uma agenda que também faz parte do desenvolvimento das cooperativas brasileiras. “Estar em um ambiente que reúne mulheres com trajetórias tão diversas reforça a importância de ampliarmos cada vez mais os espaços de liderança feminina. No cooperativismo, acreditamos que diversidade, participação e representatividade fortalecem as organizações e contribuem para decisões mais conectadas às pessoas e às comunidades”, afirmou.  Abrir caminhos  Um dos momentos centrais da programação foi o painel As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado, mediado pela editora da Forbes Mulher, Fernanda Almeida. Participaram da conversa Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil. As palestrantes destacaram que chegar a cargos de liderança representa mais do que uma conquista individual: significa criar referências e ampliar oportunidades para outras mulheres.  Segundo Tania, esse compromisso também orienta o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB em favor da formação de novas lideranças no cooperativismo. “Quando uma mulher chega a um espaço de decisão, existe também a oportunidade de abrir portas para que outras cheguem. Esse movimento precisa ser permanente. Temos mulheres extremamente qualificadas no cooperativismo brasileiro e queremos que elas estejam cada vez mais presentes onde as decisões são tomadas”, acrescentou.  O encontro também contou com a participação de lideranças como Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM; Luana Ozemela, vice-presidente do iFood; Dani Ota, CEO da Dior; Sandra Chayo, CEO da Hope; e Fayda Belo, advogada e influenciadora. Saiba mais: Tania Zanella é reconhecida entre mulheres mais poderosas do Brasil Roberto Rodrigues ressalta conquistas do coop na Forbes
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10/09/2026

Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris

Fenacce reúne 12 cooperativas em Fortaleza, enquanto Jornada Exportadora conecta artesanato brasileiro a compradores europeus  Do Ceará a Paris, o artesanato cooperativo brasileiro ganha novas vitrines e amplia conexões comerciais no Brasil e no exterior. Em setembro, o Sistema OCB participa de duas frentes voltadas ao acesso a mercados: a 8ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, realizada pela ApexBrasil, parceira estratégica do Sistema OCB na promoção internacional das cooperativas do segmento.  As iniciativas fazem parte da estratégia dos programas NegóciosCoop Mercados Nacional e Internacional, do Sistema OCB, que atuam para ampliar o acesso das cooperativas a mercados, gerar oportunidades comerciais e aproximá-las de compradores, lojistas, parceiros e novos canais de venda, no Brasil e no exterior. O movimento também evidencia a capacidade do cooperativismo de transformar conhecimentos tradicionais, identidade cultural e produção coletiva em produtos com valor agregado, geração de renda e oportunidades para as comunidades. “A participação em feiras e rodadas de negócios permite que as cooperativas ampliem sua presença comercial, conheçam novos compradores e estejam mais preparadas para acessar diferentes mercados. Nosso objetivo é criar condições para que elas transformem essas conexões em oportunidades concretas e sustentáveis de negócios”, afirma Pâmella Jerônimo de Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB. Fenacce reúne 12 cooperativas de nove estados  Realizada de 4 a 13 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a Fenacce conta com um estande exclusivo de 84 m² do Sistema OCB. O espaço reúne 12 cooperativas de artesanato de nove estados: Arteza (PB), Bordana (GO), Coopercrutac (RN), Cobarts (RN), Coomajt (PB), Dedo de Gente (MG), Turiarte (PA), Mulheres de Barro (PA), Cooperartban (AL), Coopervej (CE), Luz e Arte (MA) e Copamart (AM).  No estande, o público encontra diferentes expressões do artesanato cooperativo brasileiro, com bordados, cerâmicas, cestarias, esculturas em ferro e barro, itens de decoração, peças artesanais e alimentos. A diversidade representa técnicas, culturas e tradições das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.  Além da exposição e comercialização dos produtos, as cooperativas participam de visitas técnicas orientadas à Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e ao Centro das Rendeiras da Prainha de Aquiraz. As atividades foram estruturadas para estimular a observação de práticas, soluções e formas de organização que possam ser adaptadas posteriormente à realidade de cada cooperativa.   A metodologia segue o percurso de observar, perguntar, aprender e identificar o que pode ser incorporado aos negócios. A proposta é fazer com que a participação na feira vá além da comercialização imediata e contribua também para aprimorar gestão, posicionamento e estratégias de mercado.A Fenacce se consolidou como uma importante plataforma para o setor. Em 2025, foram 390 estandes, mais de 2,5 mil artesãos e aproximadamente 41 mil visitantes. A edição registrou ainda expectativas superiores a R$ 24 milhões em negócios para os meses seguintes.   De Fortaleza para o mercado internacional  Enquanto cooperativas apresentam seus produtos ao mercado brasileiro no Ceará, outra frente da estratégia ocorre na França. Com apoio do Sistema OCB, Comart (RN), Copamart e Turiarte participam da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026. Copamart e Turiarte também participam como expositoras da Maison & Objet.  A programação começou, na segunda-feira (7), com um seminário dedicado ao mercado francês. Os debates abordaram regras e canais de comercialização, tendências de consumo, posicionamento e estratégias para alcançar consumidores franceses de alto padrão.   Na terça-feira (8), a delegação participou de visitas técnicas a espaços comerciais e de design, entre eles Galeries Lafayette, Galerie Brazil Modernist, Le Bon Marché e Sinara Boutique. Já na quarta-feira (9), as cooperativas tiveram um dia dedicado às rodadas de negócios com potenciais compradores.   Nesta quinta-feira (10), a agenda chegou à Maison & Objet, uma das principais vitrines internacionais dos segmentos de decoração, design e lifestyle. A programação prevê visita à feira, encontro da delegação no Pavilhão da ApexBrasil, cerimônia oficial de abertura do Pavilhão Brasileiro e visita guiada.   Para Jessica Alencar Dias, analista de Negócios Internacionais do Sistema OCB, a iniciativa tem um impacto que ultrapassa a própria comercialização dos produtos. “Para o artesanato brasileiro, acessar o mercado internacional é especialmente estratégico porque amplia as possibilidades de geração de renda e, ao mesmo tempo, valoriza produtos que carregam identidade, cultura, design e a história dos territórios onde são produzidos”, descreve.   Ainda segundo ela, os resultados estão diretamente relacionados ao propósito do cooperativismo. “Quando uma cooperativa conquista um novo mercado, o resultado não fica concentrado em uma única pessoa. Ele chega aos cooperados, às suas famílias e movimenta economicamente as comunidades locais”, acrescenta.   Outro ponto destacado pela analista é o impacto da abertura de mercados para as mulheres, que têm forte presença nas cooperativas de artesanato. “Ampliar as oportunidades comerciais dessas cooperativas significa também contribuir para a autonomia econômica de muitas mulheres, para a geração de renda e para o desenvolvimento dos territórios onde elas vivem. Por isso, apoiar a internacionalização dessas cooperativas é, para o Sistema OCB, uma forma muito concreta de promover negócios e desenvolvimento local ao mesmo tempo”,  conclui.   Negócio fechado   Os primeiros resultados da Jornada já começaram a aparecer. Para a Comart, cooperativa do Rio Grande do Norte especializada em bordados artesanais, a rodada resultou em um negócio fechado com uma compradora da Grécia e abriu perspectivas de negociações com Portugal e Bélgica. “As reuniões foram bem proveitosas. Estou muito feliz com o resultado, com um negócio fechado com a compradora da Grécia e mais dois possíveis em andamento cm Portugal e Bélgica”, relatou a presidente Jailma Araújo.  Segundo ela, os compradores demonstraram interesse tanto nas peças, quanto na forma como são produzidas. “Eles mostraram interesse e curiosidade no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, na variedade de pontos e nas texturas únicas”.  A Comart trabalha com bordados produzidos inteiramente à mão, reunindo técnicas tradicionais e máquinas de costura acionadas a pedal. A produção inclui peças para cama, mesa e banho, decoração e moda. Os bordados produzidos na região contam ainda com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento relacionado à origem e às características do trabalho artesanal local.  Novos produtos  A Copamart, de Manaus (AM), também saiu das reuniões com perspectivas de continuidade das negociações. Compradores solicitaram imagens de outros produtos da cooperativa para avaliar aquisições e, em alguns casos, sinalizaram o envio de desenhos e referências para o desenvolvimento de peças exclusivas. “A Rodada de Negócios foi muito boa para nós. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos, entender melhor o que os compradores europeus procuram e receber retornos muito importantes sobre o potencial do nosso trabalho”, afirmou a presidente da cooperativa, Terezinha Lira.  Para ela, os contatos feitos em Paris demonstram que há espaço para o artesanato da cooperativa na Europa, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial. “Como ainda estamos no começo das negociações, é cedo para falar em valores fechados, mas saímos da rodada com ótimos contatos e portas abertas para continuar essas conversas depois”, completou.   Fundada em 2011 e sediada em Manaus, a Copamart reúne 14 artesãs e produz biojoias, acessórios de moda e itens de decoração utilizando fibras naturais, sementes, madeira, têxteis e materiais reciclados.  Identidade amazônica   Também presente na Jornada, a Turiarte levou à Europa peças produzidas por mulheres de comunidades da região do Rio Arapiuns, no Pará. “O feedback foi muito positivo. Os compradores destacaram principalmente a identidade do nosso artesanato, o colorido das peças e o fato de trabalharmos com princípios de comércio justo. Isso mostrou para nós que existe, sim, potencial para os produtos da Turiarte no mercado europeu”, contou Natália Dias, presidente da cooperativa.   Um dos sinais positivos surgiu depois da própria rodada. Uma lojista indicou os produtos e compartilhou o contato da cooperativa com outros comerciantes que não haviam participado das reuniões. Para Natália, a experiência também permitiu identificar os ajustes necessários para avançar no comércio exterior. “Além das reuniões de negócios, estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor o mercado internacional, trocar experiências e entender o que precisamos aprimorar para estar cada vez mais preparados para exportar nossos produtos, inclusive em questões práticas, como embalagem, logística e envio das peças”, explicou.  Fundada em 2015 às margens do Rio Arapiuns, no Pará, a Turiarte nasceu da união de sete comunidades e da força de 70 mulheres. Atualmente, reúne mais de 130 mulheres, que encontram no trabalho artesanal com a palha de tucumã uma fonte de renda, autonomia econômica e preservação da cultura local.  Saiba mais: Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
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09/09/2026

Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem

Encontro abordou registro obrigatório e participação em congresso da categoria em NatalO Sistema OCB e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) discutiram, nesta quinta-feira (10), iniciativas para fortalecer a atuação das cooperativas de enfermagem e ampliar a parceria entre as duas instituições. O encontro contou com a participação do vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, e de representantes do cooperativismo.  Entre os principais temas debatidos esteve a possibilidade de o Cofen orientar os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens) sobre o registro obrigatório das cooperativas no Sistema OCB. A iniciativa busca ampliar o alinhamento institucional e contribuir para a regularidade e o fortalecimento das organizações cooperativistas que atuam no setor.  A reunião também tratou da participação do cooperativismo no próximo Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), espaço de discussão e troca de experiências entre profissionais e instituições da enfermagem. O evento será realizado entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro no Centro de Convenção de Natal (RN).   Para o presidente do Sistema OCB/DF, Remy Gorga Neto, que participou da reunião, o encontro reforça o reconhecimento do modelo cooperativista e abre espaço para novas ações conjuntas. “O cooperativismo sai da reunião mais reconhecido e com a possibilidade de ampliar parcerias com o Cofen e com os Corens”, afirmou.  O vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, também destacou a aproximação entre as instituições e as possibilidades de atuação conjunta em temas de interesse da enfermagem. “O Cofen e o Sistema OCB possuem pautas convergentes e que podem ser trabalhadas em conjunto, para o fortalecimento da enfermagem no país”, destacou Daniel.  Como encaminhamento, Sistema OCB e Cofen devem realizar novos encontros para dar continuidade às pautas discutidas e avançar na construção de outras parcerias entre as instituições. Saiba Mais: Saúde cooperativa: acesso, emprego e inovação para o Brasil Dia Mundial da Saúde: cooperativas são protagonistas em atendimento e resultados
Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem
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09/09/2026

Cooperativas reduzem custos com eficiência energética

Cases mostram economia milionária com uso de IA, energia solar, biomassa e ganhos de eficiência Reduzir a conta de energia deixou de ser uma iniciativa restrita à agenda ambiental e passou a fazer parte das estratégias de produtividade e competitividade das cooperativas brasileiras. Experiências nos setores de crédito e agro mostram que automação, inteligência artificial, energia solar, biomassa e mudanças na operação já são utilizadas para cortar despesas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.  Os resultados foram apresentados nesta quarta (9) e quinta-feira (10), durante dois Workshops de Eficiência Energética promovidos pelo Sistema OCB em formato online. No primeiro dia, a programação foi dedicada às cooperativas de crédito, com experiências dos sistemas Sicredi, Sicoob e Cresol. Nesta quinta-feira, o foco passou para as cooperativas agropecuárias, com cases de Aurora Coop, C.Vale e Coasa.  No Sicredi, por exemplo, a combinação entre automação, análise de dados e gestão das contas de energia já proporcionou aproximadamente R$ 6,1 milhões em economia. No Sicoob, o uso de inteligência artificial e machine learning na climatização de um data center aumentou a eficiência energética em 16,27% nos primeiros 120 dias de operação. Já a Cresol Horizonte conseguiu reduzir o consumo em 12,67% em um ano, mesmo com a abertura de duas novas agências e a ampliação do número de colaboradores.  No agro, as discussões reforçaram a relação direta entre eficiência energética, produtividade, custos de produção e margem. A programação mostrou que uma gestão estruturada começa pela medição do consumo e pela criação de indicadores capazes de revelar desperdícios incorporados à rotina das operações. Além da geração própria de energia, os ganhos podem vir de ajustes em equipamentos, manutenção, automação e processos produtivos, especialmente em atividades de alto consumo, como refrigeração, secagem de grãos, aeração e produção de vapor.  As apresentações fazem parte da estratégia do Sistema OCB para estimular as cooperativas a tratarem a energia também como uma variável econômica do negócio. A Solução Eficiência Energética integra o Programa ESGCoop e combina diagnóstico, capacitação, consultoria e acompanhamento para identificar desperdícios, reduzir custos e melhorar o desempenho energético.  Para Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, eficiência energética precisa ser observada também pela perspectiva econômica. “Quando falamos de eficiência energética, estamos falando, na prática, de competitividade das cooperativas. Quando pensamos em reduzir desperdícios, otimizar processos, aumentar a eficiência operacional e melhorar as margens, temos um resultado ainda mais positivo para a cooperativa e para os cooperados”, afirmou.  Eficiência começa pelo diagnóstico e pela gestão do consumo  Alexandre Matter, sócio da Stride, consultoria parceira do Sistema OCB, participou do primeiro dia e ressaltou, em sua apresentação, que eficiência energética envolve uma gestão contínua do consumo, a partir do diagnóstico das instalações, definição de indicadores, identificação de desperdícios, padronização de processos e acompanhamento dos resultados.Segundo ele, fatores como clima, tamanho das unidades, horários de funcionamento, climatização, iluminação e equipamentos influenciam o desempenho energético. “A proposta é transformar as oportunidades identificadas em melhorias permanentes na operação e incorporar a eficiência energética à gestão das cooperativas”, declarou.  Já no segundo dia, voltado às cooperativas agropecuárias, Marcos Gilberto Beuren, também sócio da Stride, ressaltou a importância de identificar desperdícios incorporados à rotina e transformar o consumo de energia em indicador de desempenho. “No agro, processos como refrigeração, aeração, moagem, secagem e produção de vapor concentram oportunidades relevantes de economia, que podem ser ampliadas com automação, inversores de frequência, melhorias nos sistemas produtivos e aproveitamento de resíduos para geração de energia”, considerou.Beuren também chamou atenção para a análise do custo dos equipamentos ao longo de sua vida útil, uma vez que o consumo de energia representa uma parcela significativa do custo total de operação.  Sicredi registra R$ 6,1 milhões em economia  No Sicredi, as ações de eficiência energética envolvem mais de 260 unidades consumidoras e 45 cooperativas. Entre as medidas estão otimização da demanda contratada, recuperação de cobranças indevidas das concessionárias, gestão do desempenho e rateio de usinas solares, Mercado Livre de Energia, consórcio de energia e migração tarifária.  Desde 2022, mais de 148 mil faturas de energia foram automatizadas. Em 2026, o acompanhamento já reúne mais de 3,7 mil unidades consumidoras, com aproximadamente 21 mil faturas capturadas e cerca de 85% dos dados de energia obtidos automaticamente. “A automação dos dados de energia contribui para as ações de eficiência operacional do Sicredi e também para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Hoje, conseguimos trabalhar esses dados para identificar oportunidades de economia e tornar a gestão cada vez mais eficiente”, afirmou Raissa Cabral, analista administrativo financeiro do sistema.   O avanço também aparece na origem da energia consumida. A participação das fontes renováveis passou de 23,1%, em 2022, para 51,3%, em 2025. No ano passado, foram 63.835 MWh provenientes de fontes renováveis, diante de um consumo total de 124.375 MWh.  Inteligência artificial aumenta eficiência de data center do Sicoob  No Sicoob, a eficiência energética chegou à infraestrutura tecnológica. O Data Center SIG passou a utilizar inteligência artificial e machine learning para controlar a climatização. Nos primeiros 120 dias de operação, a tecnologia proporcionou ganho de eficiência energética de 16,27%. Segundo os dados apresentados, o Sicoob tornou-se o segundo data center do Brasil a operar a climatização integralmente por uma plataforma de inteligência artificial e machine learning.  Outra frente está no Mercado Livre de Energia. O Sicoob contabiliza R$ 2,3 milhões em economia desde a migração. Desde outubro de 2024, 100% da energia consumida pelo Data Center SIG e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS) é proveniente de fontes renováveis. “Eficiência energética é sustentabilidade, competitividade e resiliência. A tecnologia e a gestão mostram que é possível transformar compromissos ambientais em resultados concretos para o negócio”, afirmou Alex Santiago, coordenador de Tecnologia da Informação.  Na estrutura predial, as iniciativas incluem automação da iluminação, modernização da climatização e substituição de equipamentos por modelos mais eficientes. Entre as ações previstas está a troca de 3 mil notebooks em 2026, com redução estimada de aproximadamente 30% no consumo de energia desses equipamentos.  Cresol combina energia solar, tecnologia e gestão  Na Cresol, a estratégia de eficiência energética combina geração solar, monitoramento do consumo e gestão da operação. Na sede da instituição, que reúne 674 colaboradores em 26 mil metros quadrados de área edificada, 373 placas solares produziram 10.220 kWh em junho de 2026, o equivalente a 13,4% do consumo do mês. A economia foi estimada em R$ 9,5 mil mensais, com projeção superior a R$ 114 mil por ano. Sensores, acompanhamento das faturas e gestão dos horários de maior demanda complementam a estratégia, que concentra 89,4% do consumo fora do horário de ponta.  Os ganhos também aparecem nas cooperativas singulares. Na Cresol Horizonte, o consumo de energia caiu 12,67% entre julho de 2025 e julho de 2026, mesmo com a expansão de 20 para 22 agências e o aumento de 226 para 262 colaboradores. “Conseguimos reduzir o consumo em 12,67%, mesmo com o aumento de 36 colaboradores e a abertura de duas novas agências. Isso mostra que, quando existe acompanhamento e envolvimento das equipes, é possível crescer e, ao mesmo tempo, consumir energia de forma mais eficiente”, afirmou a analista de Relacionamento Kely de Oliveira Ramos.  Aurora Coop projeta economia de R$ 180 mil por ano  Na Aurora Coop, Luciano Braz Acosta, do Departamento de Manutenção, e Diego Cadaval Machado, encarregado de Utilidades, apresentaram uma experiência desenvolvida no sistema de refrigeração de uma unidade industrial em Chapecó (SC). A partir de diagnóstico, a equipe identificou que, nos fins de semana, quando a carga térmica da unidade era menor, era possível reorganizar o funcionamento do sistema e operar com um compressor a menos. A mudança permitiu uma redução de aproximadamente 12,36 MWh por fim de semana, com economia projetada em cerca de R$ 180 mil por ano. O principal diferencial é que a medida não exigiu a aquisição de novos equipamentos. A economia veio da reorganização da operação e da adequação do sistema de refrigeração à demanda efetiva da unidade. “Não há necessidade de ficar com dois compressores ligados consumindo energia sem necessidade”, explicou Diego.   C.Vale encontra oportunidades em matrizeiro de 48 milhões de ovos por ano  Pela C.Vale, o engenheiro eletricista André Luiz Ribeiro Barbieri apresentou a experiência realizada em um matrizeiro de aves da cooperativa em Palotina (PR), responsável pela produção de cerca de 48 milhões de ovos por ano. A escolha do local foi proposital. Em vez de concentrar o diagnóstico em uma grande planta industrial ou casa de máquinas, a cooperativa decidiu procurar oportunidades em uma estrutura que normalmente receberia menos atenção quando o assunto é eficiência energética.  O diagnóstico identificou oportunidades de redução de consumo na iluminação, nos motores, na climatização, no isolamento dos aviários, na manutenção das placas evaporativas e até na forma como os colaboradores se deslocam dentro da unidade. “Quando pensamos em eficiência energética, olhamos além da questão elétrica, da energia. Verificamos também a questão do processo”, afirmou.   Essa visão levou a cooperativa a revisar rotinas de manutenção e limpeza dos equipamentos utilizados na climatização dos galpões. As primeiras medidas implementadas representaram economia estimada em cerca de R$ 53 mil por ano. O diagnóstico também passou a fornecer referências para futuros projetos da cooperativa, permitindo que soluções identificadas no matrizeiro sejam consideradas desde a concepção de novas estruturas.  Coasa aposta em biomassa e busca resíduo zero  Na Coasa, a diretora administrativa Aline Bacega apresentou uma experiência ainda em fase de implementação. A cooperativa começou a estruturar indicadores para mensurar os resultados das mudanças realizadas principalmente no processo de secagem de grãos. Uma das principais frentes é a substituição gradual de sistemas alimentados com lenha por equipamentos que utilizam cavaco de madeira como biomassa. “Ainda não tem indicadores, mas percebemos que a qualidade do produto seco fica muito melhor porque tem uma uniformidade de trabalho”, relatou.   A mudança também traz reflexos sobre a mão de obra e a segurança. Como a secagem de grãos pode funcionar 24 horas por dia, a maior uniformidade do processo reduz a necessidade de intervenções e melhora as condições operacionais. A estratégia da Coasa, porém, vai além da substituição do combustível. A cooperativa pretende aproveitar resíduos gerados na armazenagem, secagem e processamento de grãos como fonte de energia para a própria operação. “O sonho da cooperativa e ter resíduo zero”, acrescentou Aline.   Fórum Latino-Americano amplia debate sobre transição energética  Após os dois dias de workshops, a agenda de eficiência energética no cooperativismo terá continuidade nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília (DF), com o II Fórum Latino-Americano de Energia Cooperativa. O encontro será realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e reunirá especialistas de diferentes nacionalidades para debater temas estratégicos relacionados ao avanço da transição energética.  Saiba Mais: Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
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04/09/2026

Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa

Cooperativas e associações participam de agenda com compradores e especialistas em Paris  O artesanato brasileiro desembarca em Paris na próxima semana com uma agenda voltada a novos negócios e à entrada em mercados internacionais. Entre os dias 7 e 10 de setembro, 20 artesãos, cooperativas, associações e empresas de 14 estados participam da Jornada Exportadora Artesanato 2026, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).  O Sistema OCB é parceiro institucional da iniciativa, que faz parte do programa Brasil Feito à Mão, voltado à qualificação e à promoção internacional do artesanato brasileiro. A programação reúne capacitação, visitas técnicas, encontros com compradores europeus e participação na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de decoração e design.  A missão foi formada a partir de 267 inscrições. Para chegar à seleção final, os participantes foram avaliados em critérios como preparação para exportar, participação em capacitações, presença digital, potencial dos produtos e maturidade do negócio. Também foram considerados aspectos como design, acabamento, matérias-primas, identidade cultural e adequação ao mercado francês.  A delegação reúne representantes do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre os participantes estão as cooperativas Copamart, Comart e TuriarteTuriarte, que levam à missão produtos e saberes do artesanato cooperativo brasileiro. Ao todo, 25% dos selecionados são cooperativas e associações, 55% são artesãos individuais ou grupos com marca própria e 20% são empresas que comercializam produtos artesanais ou trabalham em parceria com artesãos. A participação feminina também é expressiva: 90% dos negócios são liderados por mulheres.   “A experiência representa uma oportunidade de conhecer de perto um mercado com novas demandas e possibilidades de comercialização. Ao mesmo tempo, permite apresentar ao público internacional produtos que carregam técnicas, materiais e conhecimentos construídos ao longo de gerações”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.    Preparação   A viagem é resultado de um processo que começou antes da chegada a Paris. Nos últimos meses, os participantes participaram de quatro webinars, que somaram cerca de dez horas de capacitação sobre temas como marketing internacional, formação para rodadas de negócios, seguro de crédito à exportação e características do mercado francês de acessórios, casa e decoração.  O Sistema OCB também atuou diretamente na preparação das cooperativas participantes, com reuniões preparatórias, desenvolvimento de folder comercial bilíngue e acompanhamento técnico ao longo da Jornada.  Também receberam acompanhamento individual de consultores credenciados pelo Apex+Perto. Durante dois meses, foram trabalhados temas como formação de preços, estratégia de vendas, posicionamento, marketing e procedimentos para exportação. Onze participantes fazem, ainda, parte da Trilha do Conhecimento para Exportação de Artesanato Brasileiro, iniciada em abril.    De Paris para o mundo  Na capital francesa, a programação começa com um seminário sobre o funcionamento do mercado local. Especialistas vão apresentar regras e canais de comercialização, tendências de consumo e estratégias para posicionar produtos diante do público francês.  A agenda também terá uma rodada de negócios com dez compradores de oito países: Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Grécia, Portugal, Holanda, Bélgica e França. O objetivo é aproximar a produção brasileira de potenciais parceiros comerciais e transformar a preparação em oportunidades concretas.  O encerramento será na Maison&Objet. Além de conhecer a feira e o pavilhão brasileiro, nove empresas participantes da jornada foram selecionadas para expor seus produtos no evento.  A iniciativa reúne o trabalho de ApexBrasil, Sistema OCB, Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e Sebrae.    Saiba Mais:  Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil  Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações  Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local 
Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
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03/09/2026

Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil

Cooperativas se uniram em ações de solidariedade, serviços, cultura, esporte e sustentabilidade
Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil
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01/09/2026

Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE

Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB  O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE.  A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE.  Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE.  A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas.  “A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola. Projeto-piloto para o FNE  Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo.  O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios.  A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo.  O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada.  “A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola.    Mais capilaridade para os recursos  A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades.  Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada.  Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos.  A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série.  A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027.    Saiba Mais:  Solução Eficiência energética transforma dados em decisões  Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional  Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização 
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
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01/09/2026

Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional

Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro  A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.  No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.   Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.  Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.  A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.  O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).  A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.    Saiba Mais:  Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil  Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios  Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização 
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
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28/08/2026

Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026

Participação no evento debateu representação do setor e caminhos para comercialização legal do ouro  O cooperativismo mineral marcou presença na Exposibram 2026, um dos principais encontros do setor mineral no Brasil. Representantes do Sistema OCB participaram do Fórum das Entidades, ao lado do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e de outras organizações representativas. A presença contribuiu para as discussões sobre os desafios e os caminhos para o desenvolvimento da mineração no país.  Representando o Sistema OCB estiveram Letícia Monteiro, analista Técnica e Econômica, e Gilson Camboim, Coordenador Nacional do Cooperativismo Mineral da OCB e presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin).  Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de reconhecer a diversidade que compõe o setor mineral brasileiro. A participação de diferentes segmentos na construção de políticas públicas e na representação junto ao Poder Legislativo foi destacada como fundamental para que as decisões considerem as características e os desafios específicos de cada atividade.  A programação também abriu espaço para uma discussão diretamente ligada às cooperativas minerais. Gilson participou do talk show Os controles na comercialização de ouro no Brasil, que reuniu representantes do terceiro setor, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Agência Nacional de Mineração (ANM).  O debate abordou questões como rastreabilidade, formalização da atividade e comercialização do ouro produzido no país. Para as cooperativas minerais, o tema tem impacto direto, já que dificuldades relacionadas ao escoamento e à comercialização podem comprometer a atividade de organizações que atuam dentro da legalidade.    Formalização  A discussão também colocou em evidência o papel das cooperativas na organização da atividade garimpeira. Ao estruturar produtores, estabelecer processos e ampliar a transparência das operações, o modelo cooperativista pode contribuir para uma cadeia do ouro mais organizada e rastreável.  Nesse cenário, a formalização da atividade por meio do cooperativismo é apontada como um dos caminhos para garantir que a produção legal das cooperativas tenha acesso ao mercado e possa ser comercializada com segurança.  Para Letícia, a participação na Exposibram foi importante justamente por ampliar a presença do cooperativismo nos debates que envolvem o futuro da mineração brasileira. “As cooperativas têm características e desafios próprios e precisam ser consideradas na construção das políticas públicas. No caso do ouro, avançar na formalização, na rastreabilidade e na comercialização passa também por fortalecer o cooperativismo mineral, que tem capacidade de organizar a atividade e dar mais segurança para que a produção legal chegue ao mercado”, defendeu.     Saiba Mais: Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país
Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026
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28/08/2026

Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil

No Concred, Clara Maffia destacou potencial do novo ramo e os desafios para sua consolidação  O cooperativismo de seguros entra em uma nova fase no Brasil. Com a regulamentação específica do setor, as cooperativas passam a ter um ambiente mais claro para atuar em um mercado que pode ampliar o acesso à proteção, estimular a concorrência e gerar novas oportunidades de negócios. O tema foi debatido durante o painel Cooperativismo de Seguros: Uma Nova Fronteira para o Cooperativismo Brasileiro, realizado durante o 16º Concred, nesta sexta-feira (28).   Representando o Sistema OCB, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, apresentou um panorama do novo ramo ao lado de Ricardo Balbinot, Presidente da Cresol Mato Grosso e diretor institucional da OCB/MT. Clara chamou atenção para o potencial de participação das cooperativas brasileiras. Segundo ela, a chegada ao mercado de seguros não deve ser vista apenas como uma nova frente de negócios, mas como uma oportunidade de levar a lógica cooperativista a mais pessoas e territórios.  “O cooperativismo de seguros chega para ampliar o acesso à proteção e colocar o cooperado no centro do negócio. Temos a oportunidade de construir um mercado mais acessível, competitivo e alinhado às necessidades reais das pessoas, sem perder de vista a identidade e os princípios que fazem parte do nosso modelo”, afirmou a gerente.   Entre os pontos destacados na apresentação de Clara estão a possibilidade de ampliar a oferta de seguros, especialmente em regiões onde a presença das seguradoras tradicionais ainda é menor, e a perspectiva de tornar produtos mais acessíveis. A atuação cooperativista também pode contribuir para fortalecer economias locais e regionais, com uma relação mais próxima entre cooperativa e cooperado.  Para a gerente, a entrada no segmento também abre espaço para a intercooperação. Cooperativas de diferentes ramos podem contribuir com estrutura, tecnologia, conhecimento dos seus públicos e experiência na gestão de riscos, criando condições para novos modelos de atuação. O cooperativismo de crédito, o agropecuário e o de transporte, por exemplo, aparecem entre os segmentos com maior potencial de conexão.  “O cooperativismo brasileiro já tem capilaridade, relacionamento com milhões de cooperados e experiência em diferentes atividades econômicas. Essa base pode ser uma vantagem importante para o desenvolvimento dos seguros, desde que saibamos transformar essa presença em soluções bem estruturadas e sustentáveis”, acrescentou Clara.     Um mercado em construção  A regulamentação representa um passo importante para dar segurança às cooperativas interessadas em ingressar no segmento. A apresentação citou a Lei Complementar 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026, além de outras normas que estabelecem requisitos para constituição, governança e operação das cooperativas de seguros.  Clara destacou ainda que a abertura do mercado vem acompanhada de responsabilidades. Entre os desafios, ela citou a necessidade de aporte inicial, a construção de uma governança adequada, a sustentabilidade financeira no longo prazo e a capacidade de competir em um setor formado por empresas tradicionais. A transformação digital, o uso de inteligência artificial e as mudanças sociais, ambientais e climáticas também exigirão adaptação constante.  “A regulamentação cria uma porta de entrada, mas ela não garante, sozinha, o sucesso das cooperativas. É preciso planejamento, capital, governança e uma operação preparada para o longo prazo. O desafio é crescer com consistência e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que diferencia o cooperativismo””, argumentou.   A expectativa é que o novo ramo contribua para ampliar a cultura de proteção e prevenção no país e fortaleça a presença brasileira em um dos maiores segmentos do cooperativismo mundial. Para isso, será necessário combinar a capacidade de inovação do setor com os fundamentos do modelo cooperativista.  “Temos diante de nós uma oportunidade que exige visão de futuro. O cooperativismo de seguros pode gerar valor econômico e social, ampliar a proteção de brasileiros e aproximar ainda mais o cooperado das decisões sobre o negócio. Um futuro mais seguro também pode ser construído com cooperação” finalizou Clara.    Saiba Mais:  Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred  Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred  Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país 
Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil
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28/08/2026

Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios

Publicação lançada durante o 16º Concred reúne orientações sobre movimentação de recursos públicos  A relação entre cooperativas de crédito e prefeituras ganhou novos caminhos para contribuir com o desenvolvimento local. Durante o 16º Concred, realizado nesta sexta-feira (28), o Sistema OCB participou do lançamento da 3ª edição da cartilha Retenção de Riqueza nos Municípios — Relação entre Cooperativas de Crédito e Entes Públicos Municipais.  O lançamento contou com a participação de Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação e coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco/OCB), e Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB. Produzida pelo Sistema OCB em parceria com o Sebrae e o Banco Central do Brasil, a publicação reúne orientações para gestores municipais sobre a movimentação de recursos públicos em cooperativas de crédito. A proposta busca aproximar as administrações municipais de instituições que conhecem a realidade local e fazem os recursos circularem no próprio território.  A nova edição também incorpora as mudanças trazidas pela Resolução CMN 5.273/2025, que ampliou a possibilidade de captação de recursos municipais pelas cooperativas de crédito. Com a atualização, o material apresenta as novas regras e os caminhos para que prefeitos e equipes técnicas conheçam melhor as possibilidades dessa relação.    Relacionamento  Atualmente, as cooperativas de crédito mantêm relacionamento com mais de 5,5 mil entes municipais, em cerca de 2,9 mil municípios. Em dezembro de 2025, os depósitos no segmento chegaram a R$ 4,33 bilhões, segundo dados do Banco Central.   A atuação das cooperativas também tem um papel importante em localidades onde o acesso a serviços financeiros é mais limitado. Em 1.072 municípios brasileiros, elas são a única instituição financeira presente, o que amplia sua contribuição para produtores, empreendedores e demais atividades que movimentam a economia dessas cidades.  Durante o lançamento, Eduardo destacou a importância de transformar as possibilidades previstas na legislação em relações concretas entre cooperativas e gestores públicos. A nova cartilha chega, segundo ele, justamente, para facilitar esse diálogo e apoiar quem busca alternativas para manter os recursos circulando mais perto de onde são gerados.  “A cartilha busca servir como um ponto de partida para novas parcerias. A expectativa é que prefeitos, equipes municipais e lideranças cooperativistas encontrem no material informações para transformar uma possibilidade institucional em ações capazes de movimentar a economia de cada município”, destacou o gerente.     Saiba Mais:  Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred  Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred  Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país 
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