Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026
Participação no evento debateu representação do setor e caminhos para comercialização legal do ouro
O cooperativismo mineral marcou presença na Exposibram 2026, um dos principais encontros do setor mineral no Brasil. Representantes do Sistema OCB participaram do Fórum das Entidades, ao lado do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e de outras organizações representativas. A presença contribuiu para as discussões sobre os desafios e os caminhos para o desenvolvimento da mineração no país. 
Representando o Sistema OCB estiveram Letícia Monteiro, analista Técnica e Econômica, e Gilson Camboim, Coordenador Nacional do Cooperativismo Mineral da OCB e presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin).
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de reconhecer a diversidade que compõe o setor mineral brasileiro. A participação de diferentes segmentos na construção de políticas públicas e na representação junto ao Poder Legislativo foi destacada como fundamental para que as decisões considerem as características e os desafios específicos de cada atividade.
A programação também abriu espaço para uma discussão diretamente ligada às cooperativas minerais. Gilson participou do talk show Os controles na comercialização de ouro no Brasil, que reuniu representantes do terceiro setor, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Agência Nacional de Mineração (ANM).
O debate abordou questões como rastreabilidade, formalização da atividade e comercialização do ouro produzido no país. Para as cooperativas minerais, o tema tem impacto direto, já que dificuldades relacionadas ao escoamento e à comercialização podem comprometer a atividade de organizações que atuam dentro da legalidade.
Formalização
A discussão também colocou em evidência o papel das cooperativas na organização da atividade garimpeira. Ao estruturar produtores, estabelecer processos e ampliar a transparência das operações, o modelo cooperativista pode contribuir para uma cadeia do ouro mais organizada e rastreável.
Nesse cenário, a formalização da atividade por meio do cooperativismo é apontada como um dos caminhos para garantir que a produção legal das cooperativas tenha acesso ao mercado e possa ser comercializada com segurança.
Para Letícia, a participação na Exposibram foi importante justamente por ampliar a presença do cooperativismo nos debates que envolvem o futuro da mineração brasileira. “As cooperativas têm características e desafios próprios e precisam ser consideradas na construção das políticas públicas. No caso do ouro, avançar na formalização, na rastreabilidade e na comercialização passa também por fortalecer o cooperativismo mineral, que tem capacidade de organizar a atividade e dar mais segurança para que a produção legal chegue ao mercado”, defendeu.
