Cooperação internacional avança em agendas com Japão e China
Márcio Lopes de Freitas discutiu apoio mútuo na ACI e ampliou diálogo com potências do coop mundial
A agenda internacional do Sistema OCB ganhou novos capítulos nesta semana com reuniões estratégicas entre lideranças do cooperativismo do Brasil, Japão e China. Os encontros, realizados em sequência, combinaram articulação em torno das eleições da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) com a construção de relações que devem seguir avançando para além do processo de escolha dos novos dirigentes da entidade.
Na segunda-feira (24), o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniu-se com Yoshito Shinno, presidente da Central Union of Agricultural Co-operatives (JA-Zenchu), organização nacional que representa as cooperativas agropecuárias japonesas. Shinno também preside a Japanese Co-operative Alliance (JCA), que reúne os diferentes ramos do cooperativismo no país.
A conversa teve como foco o alinhamento de apoio entre Brasil e Japão para as eleições da ACI. O encontro faz parte da série de diálogos que o Sistema OCB vem realizando com representantes do cooperativismo de diferentes países no contexto eleitoral. Além da articulação institucional, a reunião permitiu uma aproximação com um país marcado por uma forte cultura cooperativista e por um movimento consolidado em diferentes áreas da economia.
“Essas conversas são importantes porque a ACI é construída a partir do diálogo entre realidades muito diferentes, mas que compartilham os mesmos princípios. O Brasil e o Japão têm experiências próprias e, ao mesmo tempo, muitos pontos de convergência sobre o papel que o cooperativismo pode desempenhar no desenvolvimento das pessoas e dos territórios”, afirmou Márcio.
Nesta terça-feira (25), a agenda teve continuidade na reunião com Wang Yuyan, presidente da All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives (ACFSMC), a maior organização de representação cooperativa da China. O encontro buscou consolidar o apoio mútuo entre as candidaturas brasileira e chinesa ao Board da ACI, mas também abriu espaço para discutir uma relação bilateral que já apresenta resultados concretos.
Nos dias 17 e 18 de setembro, uma comitiva da ACFSMC estará no Brasil para uma agenda em São Paulo, organizada pelo Sistema OCB em conjunto com a Ocesp. “Existem conexões concretas entre os nossos cooperativismos, e a visita da delegação chinesa ao Brasil será uma oportunidade importante para transformar esse diálogo em novas parcerias e oportunidades”, acrescentou o presidente Márcio.
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As conversas com Yuyan e Shinno também ocorreram em um momento relevante para a composição da governança da ACI. China e Japão tem forte presença no movimento cooperativista e representam importantes forças na estrutura da Aliança, especialmente na região Ásia-Pacífico, que reúne o maior bloco eleitoral da organização. Nesse cenário, a participação chinesa ganha ainda mais relevância, com a ACFSMC como principal organização do país no processo de representação junto à ACI.
O cenário reforça a importância do diálogo com lideranças de diferentes regiões e da construção de convergências em torno dos próximos passos da organização internacional. A candidatura brasileira ao Board da ACI tem sido apresentada como uma contribuição para fortalecer a governança e ampliar a capacidade de entrega da entidade.
Durante a reunião, também estiveram em pauta as prioridades da ACI para o próximo ciclo e os pontos de convergência com a agenda brasileira. Entre os ativos apresentados pelo Sistema OCB estão a realização de reuniões do Conselho da ACI em Brasília, o protagonismo brasileiro na agenda de Patrimônio Cultural Cooperativo e a participação em espaços estratégicos do cooperativismo internacional.
Para Márcio, a atuação internacional do cooperativismo brasileiro precisa estar conectada à construção de relações duradouras. “Nosso objetivo é ampliar a presença do cooperativismo brasileiro no mundo, mas, principalmente, construir relações que gerem resultados concretos para as cooperativas. A representação internacional é fundamental, e ela se torna ainda mais forte quando vem acompanhada de diálogo, intercâmbio e oportunidades reais de cooperação”, completou.

