Encontro nacional do Sicredi foca na atuação dos Comitês de Sustentabilidade
Sistema OCB apresentou a visão sistêmica sobre cooperativismo, governança e sustentabilidade nos negócios das cooperativas
Nesta terça-feira (20), o Sistema OCB, representado pela gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, esteve presente no 6º Encontro Nacional dos Comitês de Sustentabilidade do Sicredi. Na palestra Cooperativismo, governança e sustentabilidade, Débora apresentou a estratégia de fortalecimento da cultura cooperativista e a relação desta com a evolução da gestão cooperativista e o fortalecimento das práticas ESG, ambientais, sociais e de governança. 
A apresentação percorreu três temas conectados: a cultura cooperativista, o papel da governança na tomada de decisões e a evolução da agenda de sustentabilidade no movimento. A proposta foi mostrar como esses elementos podem orientar escolhas estratégicas, contribuir para o desenvolvimento das comunidades e fortalecer a perenidade dos negócios.
Ao abordar a governança, Débora explicou a importância de conectar o trabalho dos comitês às decisões dos conselhos de administração. “Os comitês tem um papel importante na governança das cooperativas, porque aprofundam temas estratégicos, analisam informações e apresentam recomendações que ajudam os conselhos a tomar decisões mais qualificadas. Quando esse trabalho está conectado à gestão, a sustentabilidade passa a fazer parte das escolhas de longo prazo, considerando riscos, oportunidades e os impactos para a cooperativa e para a comunidade”, afirmou.
Sustentabilidade na prática
A gerente também apresentou os avanços do Sistema OCB na estruturação de uma agenda nacional de sustentabilidade, com iniciativas que apoiam cooperativas de diferentes ramos na incorporação dos critérios ESG à gestão e aos negócios.
Um dos destaques foi o diagnóstico ESG aplicado pelo Sistema OCB desde 2023. Em 2026, o levantamento registrou 52,5% de aderência aos critérios ESG entre as 188 cooperativas participantes até 14 de outubro. Outro avanço foi o mapeamento dos principais indicadores ESGpara o cooperativismo, realziado por meio de grupos de trabalhos reunindo cooperativas dos 3 graus e Organizações Estaduais do Sistema OCB. A base universal recomendada pelos grupos reúne 56 parâmetros aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões econômica, social, ambiental e de governança. O trabalho também prevê indicadores específicos para cada ramo, respeitando as particularidades das atividades e dos negócios cooperativistas.
A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui diagnóstico, devolutivas às cooperativas e organização de evidências. “O Sistema OCB também trabalha na aquisição de uma plataforma de gestão dos indicadores de cada cooperativa, e, futuramente, o objetivo é desenvolver um rating ESGCoop, para que as cooperativas possam mensurar sua atuação e aprender umas com as outras no exercício de intercooperação”, explicou Débora.
Desenvolvimento sustentável
Durante a palestra, a gerente recuperou ainda a relação histórica entre o cooperativismo e a sustentabilidade, com destaque para o sétimo princípio do movimento, o Interesse pela Comunidade. Ele estabelece que as cooperativas trabalhem pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades por meio de políticas aprovadas por seus membros. “Desde sua origem no pensamento filosófico até na aplicação prática, as cooperativas sempre foram empreendimentos coletivos orientados para o desenvolvimento das comunidades. Nunca foi só sobre nós! E é por isso também que a atuação na agenda da Sustentabilidade se torna primordial, para comprovar, com indicadores qualificados, o que sempre fizemos ”, finalizou.
