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“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais captura de tela 2026 09 10 172639 052218317d526ae6relevante para os brasileiros. 

Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.

Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.

Leia a entrevista completa:

Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas? 

Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.

Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?

Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.

Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?

Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.

Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar? 

Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.

Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista? 

As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.

E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas? 

A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo. 

As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?

Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.

Saiba mais: 

Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista 

Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop 

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