Com apoio do Sicoob Conexão, agricultora desenvolve fábrica de chocolate sustentável e lidera empoderamento feminino
Contexto e desafios
Com sede em Linhares, no Espírito Santo, o Sicoob Conexão soma 35 anos de história e apoio à comunidade local. A cooperativa apoiou quando a cooperada Fabiani Reinholz decidiu retornar à propriedade rural da família, em Colatina (ES), após seu pai ser diagnosticado com Mal de Parkinson, doença associada à sua longa exposição a agrotóxicos.
Motivada a transformar essa realidade, ela viu no cacau uma oportunidade de agregar valor e adotar práticas mais sustentáveis. Com apoio do Sicoob Conexão, o projeto evoluiu para a criação de uma fábrica de chocolates artesanais, a Reinholz Chocolates.
No entanto, a produção artesanal, livre de conservantes, exigia refrigeração contínua dos produtos artesanais, o que gerava um alto custo com energia elétrica. Essa dependência da energia convencional comprometia a viabilidade financeira do negócio, limitava seu potencial de crescimento e dificultava o reinvestimento em melhorias na produção e na comunidade. Para que o sonho de uma fábrica sustentável se tornasse realidade, era preciso encontrar uma solução para esse gargalo energético e financeiro.
Objetivos
O projeto nasceu com o objetivo principal de viabilizar o crescimento da Reinholz Chocolates de forma alinhada aos seus valores de sustentabilidade. A meta era implantar um sistema de energia fotovoltaica para reduzir os custos operacionais e tornar a produção mais limpa e autossuficiente.
Assim, a iniciativa visava alcançar 100% de independência da energia elétrica convencional, permitindo que a economia gerada fosse reinvestida na expansão das lavouras e na capacitação de outros produtores.
Além do pilar energético, o projeto tinha objetivos socioambientais: fortalecer o protagonismo feminino na cadeia do cacau por meio da criação de uma associação de mulheres, promover o desenvolvimento comunitário e a capacitação de pequenos produtores.
Outro objetivo era a adoção de práticas regenerativas, como o aproveitamento integral do fruto do cacau para reduzir desperdícios e a manutenção de 40% da propriedade como área de conservação ambiental.
Desenvolvimento
O Sicoob Conexão desempenhou um papel fundamental como parceiro estratégico da iniciativa, indo além da simples concessão de crédito. A cooperativa acolheu a demanda de Fabiani com um atendimento consultivo e humanizado, dedicando gerentes e equipes técnicas para garantir a orientação e o suporte necessários.
A estratégia começou com um diagnóstico detalhado da necessidade energética da fábrica, que sofria com os altos custos da produção artesanal, especialmente da refrigeração contínua. Com o problema identificado, a cooperativa auxiliou no planejamento técnico do sistema de energia solar e na mobilização de recursos do Plano Safra, um programa subsidiado pelo Governo Federal que oferece crédito com condições acessíveis.
A atuação da equipe do Sicoob Conexão foi crucial para dar suporte em todas as etapas, desde a burocracia para obtenção dos recursos até a execução e implantação dos painéis solares, garantindo que o projeto se tornasse uma realidade viável para a cooperada.
Paralelamente à transição energética, o projeto ganhou um forte braço de impacto social com a criação da Associação Mulheres do Cacau, fundada e liderada pela própria Fabiani. A associação começou com 5 mulheres e hoje beneficia 19 famílias, promovendo a capacitação e a inclusão produtiva de agricultoras familiares da região.
Essa articulação com produtores locais e instituições de apoio fortaleceu a disseminação de práticas sustentáveis e consolidou o papel da iniciativa como um polo de desenvolvimento comunitário.
Resultados e impacto
A implementação do projeto gerou uma transformação completa. Com a instalação dos painéis solares, a Reinholz Chocolates reduziu drasticamente seus custos de produção, o que garantiu a continuidade e a expansão sustentável da fábrica. A produção de chocolates aumentou, sempre respeitando a preservação de 40% da propriedade como reserva ambiental, contribuindo para a captura de carbono e a proteção da biodiversidade.
O maior impacto, no entanto, foi o social. A criação da Associação Mulheres do Cacau promoveu a inclusão feminina, capacitação e geração de renda. Hoje, a Reinholz Chocolates aproveita integralmente o cacau (casca, polpa e amêndoa), e Fabiani se tornou uma voz no empoderamento feminino e na sucessão rural, provando como o apoio de uma cooperativa a uma liderança local pode gerar uma onda de mudanças positivas.
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
O Sicoob Credinacional investiu em duas micro usinas fotovoltaicas para alcançar 100% de autossuficiência energética em suas agências e sua sede. Além de zerar um custo operacional de mais de R$ 216 mil anuais, a iniciativa gera impacto social ao doar o excedente de energia para a Vila Vicentina de Quartel Geral (MG), e contribui para a ação climática, neutralizando cerca de 300 mil galões de CO₂ por ano.
O Movimento CoopEducação, iniciado em 2013 pelo Sicoob Sarom em colaboração com órgãos públicos e Superintendências Regionais de Ensino, tem como objetivo transformar a educação dos municípios de atuação da cooperativa. Focado na educação cooperativista, empreendedora e financeira, o programa capacita professores e emprega metodologias ativas. O processo inclui etapas como sensibilização, mobilização, capacitação, implantação, monitoramento e avaliação. Desde sua concepção, já impactou mais de 37 mil alunos e capacitou mais de 2 mil professores. Essa iniciativa tem influenciado a composição do quadro de colaboradores do Sicoob Sarom, com um terço dos colaboradores em São Roque de Minas participando do programa, o que traz benefícios em termos de integração e pertencimento. Além disso, tem contribuído para a sucessão do quadro social, com mais de 2.500 crianças e jovens tornando-se cooperados e acumulando mais de dez milhões de reais (R$ 10 milhões) em poupança na cooperativa.
O Sicredi respondeu às enchentes no Rio Grande do Sul com ações emergenciais, oferecendo mais de R$ 12 bilhões em empréstimos e pagando R$ 74 milhões em indenizações de seguros. A partir dessa experiência, a cooperativa estruturou uma frente nacional de Resiliência Climática. O projeto visa mensurar riscos, mitigar emissões financiadas e criar soluções de proteção, como o seguro agrícola, para seus mais de 9 milhões de associados.
O curso foi criado para fornecer aos cooperados e à sociedade as habilidades, conhecimentos e estratégias necessárias para alcançar a liberdade financeira e uma vida próspera e abundante.