Coopernorte verticaliza produção e reduz pegada de carbono
Contexto e desafios
Sendo uma força motriz na produção de grãos no Pará, a Coopernorte identificou um desafio estratégico para seus cooperados e para a região. Antes da implementação do Projeto Agroindústria Coopernorte, o modelo de negócio era altamente dependente da exportação de grãos como milho e arroz in natura.
Essa dependência gerava baixa agregação de valor na origem, deixava os produtores mais vulneráveis às flutuações do mercado externo e criava um paradoxo: o estado produzia a matéria-prima, mas precisava "importar" alimentos básicos de outras regiões do país.
Desse modo, a logística reversa resultava em altos custos para o consumidor e em uma pegada de carbono elevada devido ao transporte de longa distância.
Objetivos
O Projeto Agroindústria Coopernorte nasceu com o propósito de reverter esse cenário, verticalizando a produção para agregar valor localmente e reduzir a dependência da exportação.
O objetivo central era claro: transformar os grãos dos cooperados em alimentos de alta qualidade, como arroz e feijão, e disponibilizá-los a um preço justo para a população paraense. Com isso, a cooperativa buscava fortalecer a economia regional, promover a sustentabilidade agrícola e reduzir os impactos ambientais associados à logística.
Além disso, a iniciativa visava ampliar o impacto do já existente Projeto Educacional Coopernorte, que leva educação alimentar e cooperativista às escolas, agora com a força de incluir produtos de origem local na alimentação das crianças.
Desenvolvimento
A estratégia de implementação da agroindústria foi meticulosamente construída em etapas anuais. Em 2022, a cooperativa focou em pesquisa de mercado e na absorção de conhecimento, realizando intercâmbio com cinco grandes cooperativas do Sul do Brasil (Coamo, Coopavel, Copacol, C.Vale e Lar) para aprender as melhores práticas de agroindustrialização.
O ano de 2023 foi dedicado à preparação, com a captação de recursos junto ao Banco da Amazônia (BASA), capacitação de colaboradores e ampliação da frota logística, financiada pelo Banco Scania. Já em 2024, a agroindústria foi inaugurada, lançando um mix de produtos essenciais da cesta básica.
O público-alvo direto são os mais de 90 cooperados e suas famílias, mas o impacto se estende a comunidades em 64 municípios do Pará e a mais de 500 crianças de escolas públicas e privadas, beneficiadas pelo Projeto Educacional Coopernorte, que foi totalmente integrado à nova realidade da cooperativa.
Resultados e impacto
Com a agroindústria em operação, a Coopernorte passou a atender 64 municípios paraenses, fortalecendo a segurança alimentar e a economia local com preços, em média, 20% abaixo dos concorrentes de outros estados.
O impacto para os produtores foi direto: mais de 70% dos cooperados já iniciaram entregas para o beneficiamento industrial, o que amplia a renda e agrega valor ao produto na origem.
Ao mesmo tempo, o consolidado Projeto Educacional Coopernorte ganhou uma nova dimensão, passando a incluir nos kits distribuídos às crianças os alimentos industrializados pela própria cooperativa.
Essa integração, portanto, reforçou a educação para um consumo consciente e demonstrou, na prática, como o ciclo do cooperativismo pode nutrir e transformar o futuro de novas gerações.
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