escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop

Notícias

As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

Notícias

As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

Filtrar Notícias

Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
Saúde

Limpar
Notícias eventos
21/09/2026

Agricultura familiar: papel do coop é destaque em evento do MDA 

Sistema OCB ressaltou importância da gestão, do acesso a mercados e da articulação com o poder público  A importância do cooperativismo para ampliar oportunidades, fortalecer a gestão e facilitar o acesso a mercados para agricultores familiares foi destacada pelo Sistema OCB, nesta segunda-feira (21), durante a abertura da Jornada de Fortalecimento do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar, em Brasília. A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, representou a entidade na mesa de abertura do encontro, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), na sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).  Em sua participação, Fabíola ressaltou a importância da articulação entre o poder público e as organizações representativas para ampliar as oportunidades e fortalecer as cooperativas do setor. “A agricultura familiar representa 71,2% do quadro social das cooperativas agropecuárias. Esse número mostra a relevância desses produtores para o cooperativismo e reforça a importância de trabalharmos juntos para fortalecer suas cooperativas, ampliar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento das comunidades”, afirmou.  Segundo Fabíola, o modelo cooperativista permite que agricultores organizem a produção, ganhem escala e encontrem melhores condições para chegar aos mercados. “O cooperativismo transforma esforços individuais em capacidade coletiva. Por meio das cooperativas, os produtores conseguem melhorar a gestão, organizar a produção e ampliar o acesso a mercados. Apoiar essas cooperativas é fundamental para que a agricultura familiar continue a gerar renda e a contribuir para o abastecimento do país”, disse.  Gestão e desenvolvimento  A Jornada integra as atividades do Programa Mais Gestão, iniciativa do MDA voltada à qualificação da gestão dos empreendimentos da agricultura familiar. Instituído em 2023, o programa atende atualmente mais de 1.100 organizações em todo o território nacional.   Para Fabíola, o investimento na gestão é uma das condições para que as cooperativas se tornem mais competitivas e sustentáveis. “Uma cooperativa bem estruturada tem melhores condições de planejar sua atividade, acessar mercados, aproveitar oportunidades e gerar resultados para seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à qualificação da gestão têm um papel importante no desenvolvimento dessas organizações”.  A superintendente também destacou que o fortalecimento das cooperativas gera efeitos que ultrapassam os resultados econômicos de empreendimentos em geral. “Quando fortalecemos uma cooperativa da agricultura familiar, contribuímos para manter renda e criar oportunidades no território, ampliando a movimentação das economias locais e a capacidade dos produtores de levar seus produtos aos consumidores. O resultado alcança o cooperado, sua família e toda a comunidade”, declarou.  A Jornada continua nesta terça-feira (22) com debates sobre soberania alimentar, acesso a mercados, o Programa Mais Gestão, inclusão sanitária e certificação.   Saiba Mais:  Potencial das coops para ampliar acesso a seguros ganha destaque   Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP   Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista 
Agricultura familiar: papel do coop é destaque em evento do MDA 
Notícias representação
21/09/2026

Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade 

Clara Maffia participou do evento SDGs in Brazil 2026 e reforçou conexões com organizações estratégicas  O Sistema OCB participou, na sexta-feira (18), do SDGs in Brazil 2026, fórum internacional promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, em Nova York. A organização foi representada pela gerente geral de Negócios, Clara Maffia, em uma agenda voltada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao diálogo entre lideranças dos setores público e privado.  Realizado no contexto da Assembleia Geral das Nações Unidas, o encontro reuniu representantes de empresas, instituições financeiras, organizações e poder público para discutir desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável. Entre os assuntos previstos na programação estavam agenda ESG, paz e segurança, questões hídricas e desenvolvimento e uso da inteligência artificial.   Para Clara Maffia, a presença do Sistema OCB contribui para ampliar a participação do cooperativismo em espaços internacionais nos quais são discutidos temas diretamente relacionados ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.   “O cooperativismo tem uma contribuição concreta para muitas das agendas que estão no centro dos debates sobre desenvolvimento sustentável. Participar de um encontro como o SDGs in Brazil nos permite mostrar essa capacidade, acompanhar discussões que impactam o ambiente de negócios e aproximar o Sistema OCB de organizações que também estão construindo soluções para os grandes desafios atuais”, afirmou.  Conexões   Além dos debates de conteúdo, a participação teve como um dos principais resultados a oportunidade de ampliar o relacionamento institucional do Sistema OCB com grandes entidades empresariais, instituições financeiras e demais organizações envolvidas na agenda de sustentabilidade.  Segundo Clara, o encontro abriu espaço para apresentar o modelo cooperativista e estabelecer conexões que podem contribuir para futuras parcerias e iniciativas. “Foi uma oportunidade muito rica de networking e de colocar o cooperativismo no centro de uma agenda estratégica. Estar nesses espaços significa criar pontes, trocar experiências e mostrar a organizações de diferentes setores como as cooperativas já transformam compromissos de sustentabilidade em resultados concretos nos territórios”, acrescentou.  A participação no SDGs in Brazil também representou um novo passo na aproximação entre o Sistema OCB e a Rede Brasil do Pacto Global. A relação ganhou força durante a Imersão Pré-COP e, desde então, tem criado oportunidades de interlocução com o ecossistema das Nações Unidas. O convite para acompanhar o encontro em Nova York foi um dos desdobramentos dessa aproximação.   Para o Sistema OCB, esse diálogo também permite aproximar a experiência das cooperativas brasileiras das discussões internacionais sobre os ODS. Por sua presença nos territórios e atuação em diferentes atividades econômicas, o modelo reúne experiências relacionadas à inclusão produtiva, desenvolvimento local, acesso a serviços, geração de renda, transição energética e sustentabilidade das cadeias produtivas.  “Temos a oportunidade de conectar aquilo que as cooperativas já realizam no Brasil a uma agenda que mobiliza organizações do mundo inteiro. Essa troca fortalece a visibilidade do nosso modelo e, ao mesmo tempo, nos aproxima de experiências, parceiros e soluções que podem gerar novas oportunidades para as cooperativas brasileiras”, destacou Clara.  Climate Week  A passagem do Sistema OCB por Nova York ocorre em um período de intensa mobilização internacional. Após o SDGs in Brazil, a cidade recebe, desde este domingo (20), a Climate Week NY, que reúne organizações, empresas, pesquisadores e lideranças em uma série de atividades dedicadas principalmente às questões ambientais e climáticas.   A agenda amplia as oportunidades de interlocução do Sistema OCB com atores envolvidos nas discussões sobre sustentabilidade e clima. Segundo Clara, a presença nesses espaços integra o movimento de fortalecimento das relações institucionais e internacionais da entidade e de posicionamento das cooperativas brasileiras em debates capazes de influenciar tendências, parcerias e estratégias para os próximos anos.  Saiba Mais:  Potencial das coops para ampliar acesso a seguros ganha destaque   Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP   Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista 
Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade 
Notícias representação
21/09/2026

Cooperativas e propaganda eleitoral | Pense no Coop

📢 O Episódio 4 da série #PenseNoCoop já está no ar!
 Cooperativas e propaganda eleitoral | Pense no Coop
Notícias eventos
18/09/2026

Estudo reúne 66 propostas para modernizar crédito e seguro rural 

Trabalho será entregue à FPA e colocado à disposição das equipes dos candidatos à Presidência  Um estudo com 66 propostas para modernizar a política agrícola brasileira, com foco em crédito, seguro rural, ambiente regulatório e orçamento público, entrou na fase final de elaboração e deverá subsidiar discussões sobre o setor a partir de 2027. O trabalho foi apresentado nesta sexta-feira (18), em São Paulo, durante o Summit Agroconsult 2026.  A iniciativa partiu de uma demanda da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e é conduzida pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Agroconsult para coordenar tecnicamente o estudo.  Presidente do IPA e presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella afirmou que a construção das propostas buscou reunir diferentes segmentos do agronegócio para produzir um diagnóstico que não ficasse restrito à visão de uma única entidade.  “Desde o início, nossa preocupação foi construir um trabalho coletivo, técnico e que representasse as diferentes realidades do setor. O IPA reúne diversas entidades e entendemos que uma proposta dessa dimensão precisava nascer do diálogo, com diagnóstico, dados e participação de toda a cadeia”, afirmou Tania.  Para acompanhar a elaboração do estudo, o IPA criou um Núcleo Técnico com representantes das entidades envolvidas. Participaram da construção organizações como CNA, Sistema OCB, Aprosoja, CropLife, Abimaq e Abiove, entre outras.  Segundo Tania, o núcleo permitiu que as entidades acompanhassem o trabalho dos consultores e apresentassem contribuições durante todo o processo. “Não queríamos receber um relatório pronto ao final. Criamos um núcleo para acompanhar cada etapa, discutir os diagnósticos e contribuir com a experiência de quem está diariamente lidando com crédito, seguro e produção no campo. Isso deu consistência e legitimidade ao trabalho”, disse.  Diagnóstico e experiências internacionais  A elaboração das propostas passou por diagnóstico da política agrícola brasileira, análise de experiências internacionais e centenas de contatos e entrevistas com representantes da cadeia do agronegócio. O trabalho foi dividido em quatro grandes eixos: crédito rural; ambiente regulatório, com ênfase no mercado de capitais; seguro rural; e orçamento público.  Ao todo, foram consolidadas 66 propostas. O projeto está agora na fase final de elaboração do chamado Position Paper, documento que reunirá o diagnóstico e as recomendações desenvolvidas ao longo do estudo.  “Chegamos a 66 propostas depois de um processo amplo de escuta e comparação com experiências de outros países. Para além de apontar problemas, buscamos construir alternativas que possam efetivamente contribuir para uma política agrícola mais moderna, previsível e adequada aos desafios que o produtor enfrenta”, acrescentou Tania.  Propostas serão entregues à FPA  O estudo deverá ser colocado à disposição da FPA e das equipes dos candidatos à Presidência da República. A intenção, segundo a presidente do IPA, é fornecer uma base técnica para a discussão das políticas agrícolas do próximo governo, independentemente do resultado das eleições.  “Esse não é um projeto de governo nem de candidatura. É uma contribuição técnica do setor. O material estará à disposição da FPA e das assessorias dos candidatos à Presidência para que possa ser analisado e aproveitado pelo próximo governo, seja ele qual for”, enfatizou.  Tania lembrou ainda que a conclusão do estudo representa uma etapa do processo e que a implementação das propostas dependerá da articulação entre setor produtivo, Congresso Nacional e Executivo. “O estudo entrega uma base técnica. A partir daí, teremos uma agenda que dependerá da FPA, do próximo governo e, principalmente, da capacidade de o setor continuar unido em torno das mudanças que considera necessárias. O importante é que teremos propostas concretas sobre a mesa para fazer esse debate”.   Summit Agroconsult  Tania participou do painel Reforma da política agrícola e do seguro rural, ao lado da senadora Tereza Cristina (MS), de Carlos Ortiz, da consultoria Centrec, e de Guilherme Bastos, da FGV.  No debate, Ortiz abordou propostas relacionadas a crédito e ambiente regulatório, com foco no mercado de capitais, enquanto Bastos tratou de seguro rural e orçamento público. Tania apresentou a origem do projeto, o modelo de governança adotado pelo IPA e o processo de construção das propostas.  O Summit Agroconsult 2026, realizado na sede do Itaú BBA, em São Paulo, reuniu mais de 100 lideranças empresariais e produtores para discutir conjuntura e perspectivas para o agronegócio brasileiro.  Saiba Mais:  Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo  Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista   Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá 
Estudo reúne 66 propostas para modernizar crédito e seguro rural 
Notícias representação
18/09/2026

Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP 

Sistema OCB apresentou estrutura que reúne 4,4 mil cooperativas e mais de 29 milhões de cooperados  O Sistema OCB recebeu, nesta sexta-feira (18), em São Paulo, uma delegação da All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives (ACFSMC), uma das maiores organizações cooperativistas da China. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, recepcionou a comitiva liderada pela presidente da entidade chinesa, Wang Yuyan, e apresentou a dimensão, a estrutura e a diversidade do cooperativismo brasileiro.  Realizado em conjunto com o Sistema Ocesp, o encontro reuniu os seis integrantes da delegação chinesa e representantes do cooperativismo brasileiro. Tania explicou o modelo de organização do Sistema OCB, formado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), além da atuação do movimento em todo o país.  “O cooperativismo brasileiro está presente em diferentes setores da economia e em todas as regiões do país. Nosso trabalho é representar esse movimento, apoiar o desenvolvimento das cooperativas e criar condições para que elas sejam cada vez mais competitivas, gerem oportunidades para os cooperados e desenvolvimento para as comunidades”, afirmou Tania.  Segundo o AnuárioCoop 2026, com dados referentes a 2025, o Brasil conta com 4,4 mil cooperativas, mais de 29 milhões de cooperados e 613 mil empregos gerados diretamente. “São mais de 29 milhões de brasileiros que encontraram no cooperativismo uma forma de produzir, empreender, acessar crédito, serviços e mercados. Os números mostram a dimensão econômica do movimento, mas também o impacto das cooperativas na vida das pessoas e no desenvolvimento dos territórios”, destacou a presidente executiva.  Diversidade do cooperativismo  A delegação também conheceu os sete ramos em que o cooperativismo brasileiro está organizado: Agropecuário; Consumo; Crédito; Infraestrutura; Saúde; Transporte; e Trabalho, Produção de Bens e Serviços. Tania abordou ainda a estruturação do ramo Seguros, a partir do novo ambiente regulatório para a atuação das cooperativas no setor. “A diversidade é uma das forças do cooperativismo brasileiro. Temos cooperativas que produzem e exportam alimentos, oferecem crédito, serviços de saúde, transporte, energia e diferentes soluções para milhões de pessoas. É um modelo capaz de responder às características e necessidades de diferentes setores da economia”, declarou.  O encontro tratou ainda de áreas de interesse comum entre as organizações, especialmente cadeias de abastecimento, comercialização agrícola e logística de transporte. Para Tania, a aproximação permite ampliar o conhecimento entre os movimentos cooperativistas dos dois países e manter abertas novas possibilidades de cooperação. “Brasil e China têm movimentos cooperativistas de grande dimensão e experiências que podem ser compartilhadas. Manter esse diálogo nos permite conhecer melhor nossas estruturas e identificar oportunidades de cooperação que façam sentido para os dois países”, acrescentou.   Relação Brasil-China  A relação entre o Sistema OCB e a ACFSMC vem sendo construída em diferentes agendas. Em 2024, uma delegação da entidade chinesa esteve no Brasil e visitou cooperativas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No ano seguinte, uma comitiva brasileira do ramo Transporte realizou visita técnica à China e foi recebida pela ACFSMC.  Em agosto deste ano, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniu-se com Wang Yuyan. Na ocasião, as duas organizações trataram da agenda internacional do cooperativismo e das eleições da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).  “O relacionamento que construímos mostra a importância de manter canais permanentes de diálogo entre o cooperativismo brasileiro e o chinês. Queremos aprofundar essa aproximação, tanto bilateralmente quanto nos espaços internacionais de representação do movimento”, concluiu Tania.  Também participaram da reunião o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto e o consultor técnico do Sistema Ocesp, Armando Sugawara.  Saiba Mais:  Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo  Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista   Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá 
Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP 
Notícias eventos
17/09/2026

Potencial das coops para ampliar acesso a seguros ganha destaque 

Seminário na USP debateu regulação, concorrência e oportunidades para expansão do setor  O potencial das cooperativas para ampliar o acesso da população brasileira a seguros foi um dos temas debatidos nesta quinta-feira (17), durante o II Seminário Jurídico de Seguros, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).  O coordenador de Ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade, participou do painel Regulação e Concorrência, ao lado de representantes do Ministério da Fazenda e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O debate abordou o novo ambiente regulatório do setor, a entrada de novos participantes e os caminhos para ampliar a concorrência e a inclusão securitária no país.  Para Hugo, a atuação das cooperativas pode ajudar a levar proteção a pessoas e atividades econômicas que ainda têm pouco acesso ao mercado segurador. “O cooperativismo pode contribuir para levar proteção a quem hoje ainda está descoberto. Temos presença nas comunidades, proximidade com os cooperados e conhecimento das diferentes realidades econômicas. Esse conjunto de características abre espaço para ampliar a inclusão securitária no Brasil”, afirmou.  Novo cenário para o cooperativismo  O debate ocorreu em meio às mudanças promovidas pela Lei Complementar 213/2025, que ampliou as possibilidades de atuação das cooperativas no mercado de seguros, e pela regulamentação posterior do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).  Na avaliação de Hugo, o avanço do setor depende de um ambiente regulatório que combine segurança com o reconhecimento das particularidades do modelo cooperativista. “Precisamos de um ambiente regulatório seguro, mas que também reconheça a identidade e a forma de organização das cooperativas. O desafio é permitir que esses modelos sejam viáveis e sustentáveis e, ao mesmo tempo, tenham condições de ampliar a oferta de proteção para a sociedade”, explicou.  Outro ponto destacado foi a possibilidade de integração entre diferentes ramos do cooperativismo. Nesse cenário, as cooperativas de crédito podem desempenhar papel importante por sua capilaridade e presença em diferentes regiões do país. “As cooperativas de crédito têm uma capilaridade muito relevante e podem contribuir para impulsionar o cooperativismo de seguros. A intercooperação é uma das oportunidades que esse novo ambiente nos oferece”, acrescentou.   Concorrência e inclusão  A entrada de novos participantes e os possíveis efeitos sobre a concorrência também estiveram entre os temas discutidos. Hugo ressaltou que a expansão das cooperativas pode contribuir para aumentar a oferta de produtos, mas também para alcançar públicos que ainda possuem baixa cobertura securitária. “Não se trata apenas de dividir um mercado que já existe. Existe a possibilidade de ampliar esse mercado, alcançar novos públicos e fortalecer a cultura de proteção no país. É aí que o cooperativismo pode dar uma contribuição importante”, completou.  Além de Hugo, participaram do painel Vinicius Brandi, do Ministério da Fazenda e membro do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e Carlos Queiroz, diretor da Susep. A moderação foi conduzida por Adriana Toledo, presidente do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados (CRSNSP).   Realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, o II Seminário Jurídico de Seguros reuniu especialistas e representantes do setor ao longo do dia. Além de regulação e concorrência, o evento promoveu debates sobre saúde suplementar; seguro de vida e integridade física; seguro de danos e responsabilidade civil; grandes riscos; e resseguro.  Saiba Mais:  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá  Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo  Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil 
Potencial das coops para ampliar acesso a seguros ganha destaque 
Notícias representação
17/09/2026

José Alves Neto é eleito presidente da ACI Américas 

Brasileiro, presidente da Uniodonto do Brasil, é reconduzido por unanimidade para mandato 2026-2030  O cooperativismo brasileiro encerra a semana de atividades internacionais no Panamá com uma presença reforçada nas instâncias de representação das Américas. Nesta sexta-feira (18), José Alves de Souza Neto foi eleito, por unanimidade, presidente da Cooperativas das Américas (ACI-Americas) para o mandato 2026-2030. A escolha ocorreu durante a XVII Assembleia Regional Presencial da organização, realizada no Panama Convention Center, na Cidade do Panamá. Em setembro de 2024, José Alves assumiu a presidência provisória, após afastamento de Graciela Fernández por motivos pessoais.  A recondução dá continuidade ao trabalho desenvolvido por José Alves à frente da representação regional da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), responsável pela articulação do movimento no continente americano. A Cooperativas das Américas reúne organizações do movimento de diferentes países e setores e atua na promoção do modelo, na defesa da identidade cooperativa e na representação do modelo de negócios perante organismos internacionais e espaços de decisão.  “Recebo essa recondução com muita gratidão e, principalmente, com senso de responsabilidade. A unanimidade demonstra a confiança construída coletivamente ao longo dos últimos anos e reforça nosso compromisso de seguir aproximando os países das Américas. Temos realidades diferentes, mas compartilhamos valores, desafios e a convicção de que o cooperativismo tem muito a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da nossa região”, afirmou José Alves.  A eleição da presidência foi um dos principais pontos da agenda da Assembleia. O encontro começou com a apresentação e votação dos relatórios de gestão referentes ao período 2024-2026, além da análise da prestação de contas e das demonstrações financeiras da organização. Na sequência, a programação entrou no bloco eleitoral, dedicado à definição da presidência e à ratificação das representações nacionais, setoriais e temáticas para o próximo ciclo.   Brasil amplia participação regional  A Assembleia também ratificou a composição do Conselho de Administração da Cooperativas das Américas para o período 2026-2030. Pelo Brasil, Marcos Cunha, diretor de Gestão da Saúde da Unimed do Brasil, foi confirmado como representante titular, e João Penna, coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, como suplente.  A composição do Conselho parte das indicações realizadas pelos países que integram a organização e sua ratificação estava prevista entre os assuntos eleitorais da Assembleia desta sexta-feira.   Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB e membro do Conselho de Administração da ACI, Márcio Lopes de Freitas, os resultados consolidam uma estratégia de presença brasileira nos diferentes espaços do movimento cooperativista internacional. “Ampliar nossa representação significa ampliar também a capacidade de contribuir. Queremos levar a experiência das cooperativas brasileiras para esses espaços, construir alianças e, ao mesmo tempo, trazer para o Brasil referências e soluções desenvolvidas em outros países”, declarou.  Juventude e organizações setoriais  Outro resultado da Assembleia foi a ratificação das eleições realizadas no início da semana pelos comitês e organizações setoriais ligados à Cooperativas das Américas. A programação oficial previa justamente a confirmação, nesta sexta-feira, dos representantes dessas instâncias para o período 2026-2030.   Entre os brasileiros confirmados está Enzo Ramos, analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, como integrante do Comitê Regional de Juventude. Sua eleição ocorreu no domingo (13), durante a assembleia do colegiado, e amplia a participação brasileira nas discussões sobre formação e renovação das novas gerações do movimento.  Também foram ratificadas as participações de Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, como secretário da Rede de Cooperativas Agropecuárias das Américas (Redacoop), e de Margaret Cunha, pioneira do cooperativismo de Trabalho, como secretária da Cicopa Américas, organização que representa cooperativas dos setores de indústria e serviços no continente. As estruturas setoriais complementam a atuação da Cooperativas das Américas ao aprofundar discussões e articulações relacionadas às diferentes áreas do movimento.  A confirmação dessas representações fecha uma semana marcada pelo avanço da participação brasileira em diferentes estruturas internacionais. Ao longo da agenda no Panamá, representantes do país estiveram envolvidos em assembleias, reuniões setoriais, processos eleitorais e debates da Conferência Global da ACI.  Novo ciclo para as Américas  No período da tarde, os trabalhos continuaram com a reunião do novo Conselho de Administração e a eleição do Comitê Executivo da Cooperativas das Américas, etapa que completou a definição da estrutura de governança regional para o novo mandato. A formação ficou conforme abaixo: José Alves Neto (BR) - presidente Carla Decker (EUA) - 1ª vice-presidente Xiomara Nuñez (Rep. Dokinicana) - 2ª vide-presidente Ricardo Lopez (ARG) - Secretário Francois Dionne (Canada) - 1º vogal Elibeth Vanegas (Costa Rica) - 2ª vogal José Francisco (México) - 3º vogal A Assembleia marca o encerramento da programação internacional iniciada no domingo (13), que reuniu no Panamá assembleias da ACI e de suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global.   Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá 
José Alves Neto é eleito presidente da ACI Américas 
Notícias representação
17/09/2026

Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI 

Lista internacional chega a 95 registros e amplia reconhecimento de lugares, práticas e tradições  A preservação da memória, das tradições e das experiências construídas pelo cooperativismo em diferentes partes do mundo ganhou destaque nesta quinta-feira (17), no encerramento da Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), na Cidade do Panamá. Com participação do Sistema OCB, a programação apresentou os novos resultados do Programa de Patrimônio Cultural Cooperativo (Cooperative Cultural Heritage – CCH), que passou a reunir 95 registros, entre patrimônios materiais e imateriais.  Durante a plenária, Tiago Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira e do Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo, anunciou a incorporação de 63 novas inscrições de 39 países em 2026. Elas se somam à lista lançada no ano passado, em Brasília, durante o Ano Internacional das Cooperativas. A primeira edição reuniu patrimônios de 25 países e marcou o início da construção de um mapa global destinado a identificar e preservar lugares e manifestações relacionados à história e à identidade do movimento cooperativista.   “Há dois anos, este programa era apenas uma ideia. Hoje venho mostrar a vocês no que ela se transformou”, afirmou Schmidt. Segundo ele, a ampliação da iniciativa reforça uma característica que ultrapassa fronteiras. “Dia após dia, encontramos algo notável: as cooperativas são guardiãs vivas da cultura. Por meio da organização democrática, as comunidades preservam conhecimento, sustentam meios de vida e transmitem seu patrimônio às gerações futuras.”  A apresentação fez parte do bloco de anúncios que antecedeu o encerramento da Conferência Global. A programação oficial reservou espaço específico para a atualização do CCH, conduzida por Schmidt, ao lado de outros informes sobre iniciativas internacionais do movimento.   Patrimônio material e imaterial  Uma das principais novidades de 2026 é a ampliação do conceito adotado pelo programa. Além de edifícios, locais, instituições e paisagens ligados à história do cooperativismo, a lista passou a contemplar o patrimônio imaterial, formado por práticas, tradições, conhecimentos e manifestações culturais transmitidos entre gerações. A expansão já vinha sendo preparada pela ACI desde o lançamento da primeira edição do mapa.   Entre os exemplos destacados no Panamá está a tradição do sombrero pintáo, preservada pela Cooperativa de Servicios Múltiples Artesanías Sombrero Pintáo. Ao final da apresentação, Schmidt convidou Adelina Guzmán e Emilio Pimentel, representantes da cooperativa, para receber simbolicamente o pôster da iniciativa em nome dos guardiões das inscrições de 2026.  “A cooperativa preserva o patrimônio cultural imaterial dos chapéus Pintáo do Panamá por meio da participação democrática, tendo o desenvolvimento sustentável como eixo central de sua missão. Por meio de suas práticas, uma tradição viva é transmitida de uma geração para a outra”, explicou Schmidt.  O avanço para o patrimônio imaterial amplia a capacidade do programa de registrar diferentes expressões da cultura cooperativa. A ACI define o patrimônio cultural cooperativo justamente pela combinação de elementos tangíveis — como locais históricos, museus e empreendimentos — e intangíveis, entre eles práticas e tradições que preservam valores e formas de governança cooperativistas.   Brasil como referência  A apresentação também destacou a experiência brasileira. Em julho, a Lei 15.433/2026 reconheceu formalmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, iniciativa mencionada por Schmidt como exemplo de como o reconhecimento cultural pode avançar também no campo das políticas públicas. “O que defendemos aqui já é lei em um país, e pode ser em muitos outros”, declarou. A ACI já havia destacado, em agosto, que a legislação brasileira fortalece a agenda internacional de reconhecimento do patrimônio cooperativo e se conecta ao trabalho desenvolvido pelo CCH.   O Brasil também teve papel central na origem do projeto. A plataforma e o primeiro mapa mundial foram lançados em novembro de 2025, no Palácio Itamaraty, em Brasília. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo da ACI, que reúne representantes de diferentes regiões do mundo. “Esse reconhecimento mostra que o cooperativismo também é cultura. Ele está presente na maneira como comunidades se organizam, preservam conhecimentos, constroem soluções coletivas e transmitem seus valores. O desafio agora é fazer com que esse patrimônio seja cada vez mais conhecido, protegido e compartilhado”, acrescentou Schmidt.  Cultura como ponte para a paz  Em sintonia com o tema da Conferência Global — Building Bridges: Cooperative Contributions for a Peaceful World (Construindo pontes: contribuições cooperativas para um mundo de paz), Schmidt relacionou a preservação do patrimônio à construção da paz e destacou exemplos de diferentes realidades históricas. Entre eles, citou a Holy Land Handicraft Cooperative Society, na Palestina, que preserva tradições artesanais e conhecimentos por meio da cooperação, e a tradição cooperativa dos kibutzim, em Israel. Segundo ele, a presença de experiências distintas no mesmo mapa busca preservar suas particularidades e, ao mesmo tempo, mostrar como a cultura pode estabelecer conexões.  “São histórias distintas, nascidas de seus próprios povos, lugares e experiências. Nós as colocamos neste mapa para respeitá-las. Porque a paz não exige que tenhamos a mesma memória. Ela pergunta se memórias diferentes podem ser carregadas com dignidade, e se a nossa humanidade comum ainda é capaz de construir pontes entre elas”, afirmou.  A iniciativa dialoga ainda com a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável 2027–2036, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e citada durante a apresentação como uma oportunidade para ampliar a presença do cooperativismo no debate internacional sobre cultura e desenvolvimento.  Próximos passos  A agenda já mira uma nova etapa. Para 2027, a expectativa é reunir representantes e guardiões dos patrimônios reconhecidos em Kerala, na Índia, em um encontro internacional dedicado ao tema. Entre as propostas está também avançar nas articulações para fortalecer a presença da cultura nas discussões sobre desenvolvimento sustentável.  O mapa global permanece aberto como instrumento de divulgação e mobilização. Depois de alcançar 95 inscrições, o grupo estabeleceu como próximo marco chegar a 100 patrimônios reconhecidos, com a reabertura das candidaturas. “Este é apenas o começo. Vamos juntos descobrir, proteger e conectar o patrimônio cooperativo do nosso mundo”, concluiu Schmidt.  Encerramento  A apresentação sobre patrimônio integrou a manhã de encerramento da Conferência Global da ACI. A programação desta quinta-feira também promoveu uma discussão sobre cooperativismo, liderança e construção da paz, reunindo representantes de diferentes gerações e países para tratar de economias locais, tecnologia, inteligência artificial e do papel das cooperativas na promoção da paz.   Na sequência, a conferência apresentou sua declaração final, conduzida pelo diretor-geral da ACI, Jeroen Douglas; pelo diretor da Cooperativas das Américas, Danilo Salerno; e pelo presidente da Comissão de Direito Cooperativo das Américas, Dante Cracogna. O encerramento reuniu ainda o presidente da ACI, Ariel Guarco; o presidente da Cooperativas das Américas, José Alves de Souza Neto; a diretora-executiva do Ipacoop, Erika Vargas; e o presidente da Cooperativa Profesionales, Alex Ortega.)  Com o fim da Conferência Global, a agenda internacional do cooperativismo no Panamá entra em sua etapa final. Nesta sexta-feira (18), será realizada a Assembleia Regional Eletiva da Cooperativas das Américas.   Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá
Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI 
Notícias eventos
17/09/2026

Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo

Etapa reúne busca validar experiências que unem turismo, geração de renda e desenvolvimento local 
Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo
Notícias eventos
16/09/2026

Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá

Sistema OCB participa de debates sobre comunicação, identidade e patrimônio cultural 
Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá
Notícias LGPD
16/09/2026

Seis perguntas e respostas para entender a multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok

A multa de R$ 153,7 milhões aplicada pela Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD ao TikTok chamou atenção pelo valor e rapidamente ganhou espaço no noticiário. No entanto, para as cooperativas em geral, mais importante do que o tamanho da multa, é a possibilidade de compreender como uma fiscalização iniciada anos atrás terminou na maior sanção pecuniária já aplicada por descumprimento da LGPD. Embora o caso envolva crianças e adolescentes e características específicas de uma grande plataforma digital, as infrações que geraram as penalidades envolvem questões que fazem parte do dia a dia de diversas cooperativas, independentemente do porte e do público com quem se relacionam. Bases legais, prevenção de riscos, efetividade dos controles e capacidade de demonstrar conformidade são temas presentes em qualquer programa de proteção de dados. Confira abaixo as perguntas e respostas que preparamos para que seja possível extrair algum aprendizado a partir do caso. 1. Afinal, quais infrações à LGPD geraram a multa? A primeira foi a realização de tratamentos sem uma hipótese legal válida, tanto no chamado “feed sem cadastro” quanto no cadastro de adolescentes. A segunda envolveu falhas na adoção de medidas preventivas capazes de evitar o tratamento irregular de dados de crianças e adolescentes. A terceira foi a incapacidade de demonstrar, com evidências suficientes, que as medidas de conformidade adotadas pela empresa eram efetivamente capazes de produzir os resultados alegados. Para a ANPD, não basta apenas possuir políticas, procedimentos e controles formalmente estabelecidos. A organização precisa demonstrar que as diretrizes previstas nesses documentos são efetivamente observadas e que os controles funcionam, inclusive por meio de evidências técnicas, indicadores e outros elementos verificáveis. 2. Por que o valor ultrapassou R$ 150 milhões se o limite previsto na LGPD é de R$ 50 milhões por infração? Essa talvez seja uma das informações mais relevantes do caso para as cooperativas, já que o limite previsto pela LGPD para a multa simples (50 milhões de reais por infração) não significa necessariamente que a exposição financeira de uma cooperativa estará limitada a esse valor em um processo sancionador. Cada regra violada da LGPD, individualmente considerada, corresponde a uma infração. Confira abaixo as infrações e os valores das multas atribuídos a cada uma delas: Infração Sanção aplicada Conduta 1 – Tratar dados pessoais de crianças e adolescentes menores de 18 anos sem hipótese legal válida, com a finalidade de fornecer a experiência do “feed sem cadastro” – art. 7º da LGPD Multa simples de R$ 35.760.388,68 Conduta 2 – Deixar de adotar medidas para prevenir o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes menores de 13 anos na experiência do “feed sem cadastro” – art. 6º, VIII, da LGPD Multa simples de R$ 35.760.388,68 Conduta 3 – Tratar dados pessoais de crianças e adolescentes menores de 18 anos com a finalidade de realizar o cadastro na plataforma TikTok sem hipótese legal válida, diante da inexistência de contrato válido – art. 7º da LGPD Multa simples de R$ 27.416.297,99, além de eliminação de dados pessoais Conduta 4 – Deixar de adotar medidas eficazes para prevenir o cadastro de crianças e adolescentes menores de 13 anos na plataforma TikTok – art. 6º, VIII, da LGPD Multa simples de R$ 27.416.297,99 Conduta 5 – Deixar de demonstrar medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados – art. 6º, X, da LGPD Multa simples de R$ 27.416.297,99 Valor consolidado das multas simples R$ 153.769.671,33 Ou seja, o limite de R$ 50 milhões não se aplica ao processo sancionador como um todo, mas a cada infração individualmente considerada. Assim, a violação de diferentes dispositivos da LGPD pode resultar na aplicação de múltiplas multas, cada uma sujeita ao limite legal de R$ 50 milhões. 3. A multa decorre apenas da LGPD ou também do ECA Digital? Embora o caso esteja diretamente relacionado à proteção de crianças e adolescentes, o ECA Digital não foi utilizado como fundamento para a aplicação das sanções. O Relatório de Instrução identificou violações aos artigos 7º e 6º, VIII e X, da LGPD, relacionados às bases legais, à prevenção e à responsabilização e prestação de contas. A ANPD já dispunha de instrumentos relevantes para fiscalizar o tratamento de dados de crianças e adolescentes antes mesmo das novas competências decorrentes do ECA Digital. O novo marco amplia e complementa esse sistema de proteção, mas não foi necessário para fundamentar a multa aplicada neste caso. 4. A multa foi aplicada de uma hora para outra? Não! O caso começou com uma denúncia recebida pela ANPD em março de 2021 e tramitou por mais de cinco anos até a decisão que aplicou as penalidades. Nesse período, a Agência solicitou informações, analisou documentos, realizou reunião técnica e apontou insuficiências nos mecanismos utilizados pela empresa. O TikTok também teve diferentes oportunidades para apresentar esclarecimentos e defender suas práticas. Foram apresentadas respostas a ofícios, defesa acompanhada de Relatórios de Impacto à Proteção de Dados Pessoais e outros documentos, alegações finais e até uma proposta de celebração de Termo de Ajustamento de Conduta. No entanto, para a ANPD, o conjunto de documentos e manifestações apresentados não foi suficiente para demonstrar que o tratamento de dados de crianças e adolescentes estava amparado por hipótese legal válida, que haviam sido adotados controles preventivos adequados aos riscos envolvendo esse público e, ainda, que as medidas de conformidade implementadas eram efetivas e passíveis de comprovação. 5. O que todas as cooperativas podem aprender com o caso? Uma das principais lições do caso TikTok é que algumas questões que ainda são vistas como discussões técnicas ou burocráticas da LGPD precisam ser tratadas com seriedade pelas cooperativas. A definição das bases legais é um bom exemplo, já que as operações de tratamento de dados pessoais devem estar devidamente registradas no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais – ROPA e associadas às respectivas hipóteses legais. É nesse documento e em suas atualizações, que precisam acompanhar as mudanças nos próprios processos da cooperativa, que ficam registrados quais dados são tratados, para quais finalidades, com quem são compartilhados e, entre outras informações, qual base legal sustenta cada operação. Fica o recado para todas as cooperativas de que não basta escolher uma das bases legais da LGPD e simplesmente registrá-la no ROPA. É indispensável avaliar se a base legal escolhida combina com a operação e se os pressupostos jurídicos necessários para sua utilização estão presentes. Por exemplo, se a base legal indicada for o cumprimento de obrigação legal, deve ser possível identificar qual norma estabelece essa obrigação e demonstrar a relação entre ela e os dados tratados. Se for execução de contrato, é necessário que o contrato seja válido e que o tratamento dos dados tenha relação efetiva com a sua execução. Vale destacar que mapeamentos de processos em que dados pessoais são tratados, avaliações de risco, fluxos de atendimento aos titulares, treinamentos, gestão de terceiros e medidas de segurança precisam sair do papel. Quanto maior o risco da atividade, maior tende a ser a expectativa de que existam evidências de implementação, acompanhamento e revisão dos controles. No caso do TikTok, a dificuldade em demonstrar a eficácia das medidas adotadas foi, por si só, considerada uma infração ao princípio da responsabilização e prestação de contas. 6. O TikTok já foi multado em outros países? O caso brasileiro não é um episódio isolado na trajetória recente do TikTok envolvendo a não adoção de boas práticas de proteção de dados. Em diferentes países, a plataforma já enfrentou sanções de grande porte, especialmente em investigações relacionadas ao uso de dados pessoais de crianças e adolescentes. A autoridade de proteção de dados da Irlanda aplicou uma multa de € 345 milhões ao TikTok em 2023, após analisar questões relacionadas às configurações das contas de crianças, mecanismos de verificação de idade, transparência e proteção de dados por padrão. Também naquele ano, o Information Commissioner’s Office, autoridade britânica de proteção de dados, multou o TikTok em £ 12,7 milhões por violações envolvendo o tratamento de dados pessoais de menores. Mais recentemente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou um acordo de US$ 400 milhões com TikTok  para encerrar processo em que eram discutidas alegações de descumprimento da legislação norte-americana de privacidade de menores. Parte superior do formulário O caso TikTok chama atenção pelos R$ 153,7 milhões, mas talvez sua maior contribuição para outras empresas esteja em uma pergunta muito mais simples: se a ANPD pedisse hoje evidências de que o programa de proteção de dados da sua cooperativa funciona, o que ela conseguiria apresentar?
Seis perguntas e respostas para entender a multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok
Notícias eventos
16/09/2026

SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá

Superintendente do Sistema OCB apresenta iniciativa que reúne mais de 1,7 mil cooperativas  O cooperativismo brasileiro levou à Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), nesta quarta-feira (16), na Cidade do Panamá, uma experiência construída para enfrentar um desafio que acompanha o setor há anos: tornar as cooperativas mais conhecidas pela sociedade e criar uma identidade comum para organizações de diferentes portes, regiões e ramos.   A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, apresentou o case do movimento SomosCoop durante a sessão Building Bridges Through Communication: Speak Up, Scale Up! (Construindo pontes por meio da comunicação: expresse-se, amplie seu alcance!), dedicada ao papel da comunicação no fortalecimento do cooperativismo mundial.   Sua participação se deu no segmento Inspiration in Action: Success Stories (Inspiração em ação: histórias de sucesso), que reuniu experiências de diferentes regiões. O convite para detalhar o caso brasileiro ocorreu dentro do pilar Core Narrative & Branding (Narrativa central & branding), um dos cinco eixos da Estratégia de Comunicação da ACI para 2026–2030.  “O SomosCoop nasceu de um desafio muito claro: tínhamos cooperativas fortes, com marcas reconhecidas e histórias relevantes, mas precisávamos mostrar para a sociedade que todas elas fazem parte de um mesmo movimento. A construção de uma narrativa comum foi o caminho que encontramos para dar unidade a essa diversidade”, explicou Fabíola.   De 29% para 55%  A criação do SomosCoop partiu de um diagnóstico sobre o conhecimento da população a respeito do cooperativismo. Em 2018, apenas 29% dos brasileiros entrevistados sabiam citar uma cooperativa. Em 2023, esse percentual chegou a 55%. “Os números mostravam que tínhamos um problema de reconhecimento. O cooperativismo já estava presente na vida de milhões de brasileiros, mas muitas vezes as pessoas consumiam um produto ou utilizavam um serviço de uma cooperativa sem perceber que aquilo fazia parte de um modelo de negócios com características próprias”, disse a superintendente.  Outro desafio era a fragmentação da comunicação. Cada cooperativa trabalhava sua própria estratégia, normalmente concentrada em produtos, serviços e marcas individuais. Por isso, Fabíola detalhou que o Sistema OCB passou a trabalhar na construção de uma identidade que pudesse conectar essas organizações sem substituir as marcas já existentes. “O objetivo sempre foi preservar a força de cada marca e, ao mesmo tempo, criar um elemento capaz de dizer ao consumidor que todas elas pertencem a um movimento maior”, afirmou.  Mais de 1,7 mil cooperativas  A estratégia, contou a superintendente, resultou na criação do SomosCoop, com dois objetivos centrais: ampliar o diálogo do cooperativismo com a sociedade e reforçar entre cooperativas e cooperados o sentimento de pertencimento ao movimento. “A marca foi estruturada para ser modular e adaptável. Assim, cooperativas de diferentes portes e setores poderiam incorporar o carimbo SomosCoop a produtos, campanhas e materiais institucionais. Hoje, mais de 1,7 mil cooperativas utilizam a marca”.   Segundo Fabíola, esse foi um dos principais aprendizados do processo. “Uma marca coletiva precisa fazer sentido para quem vai utilizá-la. Quando as cooperativas começaram a incorporar o SomosCoop às próprias estratégias, a marca deixou de ser apenas uma iniciativa institucional e passou efetivamente a pertencer ao movimento”. Ela acrescentou que o reconhecimento também avançou entre os consumidores. “Pesquisa divulgada pelo Sistema OCB mostrou que um em cada quatro entrevistados afirmou ter tido contato com a marca SomosCoop, na pesquisa de 2023”.   Do reconhecimento à escolha  Fabíola destacou que a estratégia de comunicação passou por diferentes etapas desde a primeira campanha nacional, lançada em 2020. Depois de trabalhar o conhecimento sobre o modelo e a identificação do cooperativismo, o movimento entrou em 2026 em uma nova fase. O mote Escolha consciente, escolha do coop, tem como objetivo levar o consumidor a comprar com propósito, a partir do reconhecimento de produtos e serviços cooperativo e da escolha considerando essa origem.   “Primeiro, precisávamos ser conhecidos. Depois, reconhecidos. Agora, queremos transformar esse reconhecimento em uma relação mais próxima com o consumidor. A ideia é fazer com que ele encontre o carimbo SomosCoop, saiba o que existe por trás daquela marca e possa fazer sua escolha de forma consciente”, relatou.   A superintendente também lembrou que uma das ambições da estratégia é fortalecer a percepção das cooperativas, no Brasil e no mundo, como atores relevantes dos sistemas econômicos e sociais, ultrapassando o conceito de ser apenas uma alternativa a outros modelos empresariais. “Não estamos apresentando uma receita pronta. Cada país tem uma realidade, uma cultura e um movimento cooperativista diferente. O que podemos compartilhar é o processo: entender o problema, identificar aquilo que une as cooperativas, construir uma narrativa simples e criar ferramentas para que ela possa ganhar escala”.   Fabíola concluiu sua participação destacando a importância da participação na conferência. “O SomosCoop foi construído ao longo de anos, com pesquisa, aprendizado e participação das cooperativas. Poder compartilhar essa trajetória mostra que temos experiências relevantes para oferecer, mas também nos permite ouvir, aprender e voltar ao Brasil com novas referências. Essa troca é parte fundamental do cooperativismo”, concluiu.  Saiba Mais: Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá
Notícias ESG
16/09/2026

Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista

Estudo do Sistema OCB ouviu 9,7 mil pessoas e identificou forças e desafios para o movimento
Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista
Notícias representação
15/09/2026

Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI

Resultado mantém Brasil na governança global e reforça estratégia de ampliar representação internacional  O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito, com nesta terça-feira (15), para o Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O resultado foi definido durante a Assembleia Geral Eleitoral da entidade, realizada na Cidade do Panamá, e mantém o Brasil em uma das principais instâncias de decisão do cooperativismo mundial.  A eleição reuniu lideranças e representantes de organizações cooperativistas de diferentes países. Ao todo, 24 candidatos disputaram 15 vagas no Conselho de Administração, responsável por participar das decisões estratégicas e da definição dos rumos da maior organização de representação do movimento cooperativista em nível global.  Para Márcio, a reeleição representa o reconhecimento da força alcançada pelo cooperativismo brasileiro. “Essa é uma conquista de todo o movimento brasileiro. Chegamos até aqui representando milhões de cooperados e milhares de cooperativas que mostram, todos os dias, a capacidade desse modelo de gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.   O presidente também reforçou que o resultado amplia a responsabilidade do país nos debates internacionais. “Permanecer no Conselho da ACI significa garantir que o Brasil continue tendo voz ativa nas grandes discussões sobre o presente e o futuro do cooperativismo mundial, o que nos dá ainda mais responsabilidades para ocupar esse cargo”, afirmou.  Articulação   A recondução ocorreu em meio ao fortalecimento da atuação internacional do Sistema OCB e ao aprofundamento das relações com organizações cooperativistas das Américas, Europa, Ásia e África. Nos últimos anos, o cooperativismo brasileiro ampliou sua participação em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e agendas relacionadas a temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transição energética, inclusão financeira, comércio e desenvolvimento econômico e social.  A possibilidade de criar conexões e oportunidades para o setor ao ocupar espaços de governança internacional também foi destacada pelo presidente Márcio. “O Brasil tem muito a compartilhar com o mundo, mas também muito a aprender. Quando estamos nesses espaços, conseguimos construir pontes, trocar experiências, aproximar organizações e identificar oportunidades que podem chegar às nossas cooperativas. A representação internacional precisa se transformar em resultados concretos para quem está na ponta”, apontou.   Ampliação da representação  A reeleição para o Conselho da ACI integra uma agenda mais ampla de participação brasileira nas eleições realizadas durante a programação internacional no Panamá. Além da Assembleia Eleitoral para o Conselho e a presidência da ACI, a programação reúne Assembleias Eletivas da ACI Américas, dos comitês de gênero e juventude e das organizações setoriais vinculadas tanto à ACI global quanto à representação continental.  A presença simultânea em diferentes instâncias demonstra, de acordo com o presidente Márcio, que a estratégia brasileira ultrapassa a simples ocupação de uma cadeira e busca ampliar a capacidade de participação do país na construção das políticas do movimento.   “Queremos uma representação brasileira cada vez mais ampla e qualificada. É importante estar no Conselho global, mas também fortalecer nossa presença nas Américas, no cooperativismo agropecuário, na juventude e nas organizações setoriais. Cada espaço conquistado aumenta nossa capacidade de contribuir, construir alianças e defender uma agenda que reconheça o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento”, explicou.  Comitiva brasileira  O Brasil participa da programação no Panamá com uma delegação de 34 pessoas, formada por representantes do Sistema OCB, organizações estaduais e lideranças do movimento cooperativista. A apresentação pública do novo Conselho de Administração da ACI está prevista para quinta-feira (17), durante a Conferência Global.  Com a reeleição, Márcio seguirá representando o cooperativismo brasileiro em um dos principais espaços de governança do movimento mundial. Para ele, o desafio agora é transformar a presença internacional em novas oportunidades e resultados.  “Essa reeleição aumenta nossa responsabilidade. Vamos continuar trabalhando para que o Brasil seja cada vez mais ouvido e respeitado e para que nossa atuação internacional gere conexões, conhecimento e oportunidades para as cooperativas. Temos um cooperativismo forte e queremos contribuir ativamente para construir um movimento global ainda mais relevante para a sociedade”, concluiu.  Saiba Mais:  ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas  Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá  Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento 
Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI
Notícias representação
15/09/2026

Representação institucional é destaque em encontro com candidatos no ES

Tania Zanella participou de agenda para aproximar o cooperativismo do debate sobre o futuro do estado A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou, nesta terça-feira (15), em Vitória (ES), do Encontro do Cooperativismo com os Candidatos ao Governo do Estado do Espírito Santo. Promovida pelo Sistema OCB/ES, a agenda reuniu cerca de 250 dirigentes, conselheiros e executivos de cooperativas capixabas para conhecer as propostas dos candidatos e apresentar as prioridades do movimento para o desenvolvimento do estado. Participaram da programação os candidatos Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Helder Salomão. Cada um contou com espaço para apresentar suas propostas e dialogar com as lideranças cooperativistas. O encontro também incluiu a entrega do documento Propostas para um ES Mais Cooperativo e a assinatura do Termo de Compromisso com o Cooperativismo. Na abertura, Tania ressaltou a importância de espaços de diálogo que permitam apresentar aos candidatos as características, demandas e contribuições do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social. O encontro foi conduzido com tratamento isonômico às candidaturas e foco na agenda institucional do movimento, conforme a proposta definida para a iniciativa. “O cooperativismo acredita no diálogo e na construção de agendas que contribuam para o desenvolvimento. Momentos como este permitem apresentar nossas prioridades, ouvir as propostas de quem se coloca à disposição para governar o estado e ampliar o conhecimento sobre a contribuição das cooperativas para a economia e para as comunidades. Fazemos isso com respeito a todas as candidaturas e com a convicção de que representar o cooperativismo também significa participar de forma qualificada do debate público”, afirmou Tania. Representação articulada Em sua participação, a presidente executiva apresentou a estrutura de representação institucional do cooperativismo brasileiro e destacou a atuação integrada do Sistema OCB. “A força da nossa representação vem da capacidade de conectar o que acontece dentro de cada cooperativa e de cada estado às grandes discussões nacionais. Temos uma estrutura organizada para transformar as demandas do movimento em propostas, construir interlocução com os poderes públicos e acompanhar os temas que influenciam diretamente o ambiente de atuação das cooperativas”, destacou. Entre as frentes que compõem a atuação de representação do Sistema OCB, Tania destacou as relações institucionais e governamentais, os Conselhos Consultivos de Ramos, a Agenda Institucional do Cooperativismo, a educação política, as relações trabalhistas e sindicais e as relações internacionais. Para ela, essa articulação ganha relevância também nos períodos eleitorais, quando o movimento tem a oportunidade de apresentar suas prioridades e ampliar o diálogo com quem pretende ocupar funções públicas. “Nosso papel é levar propostas construídas a partir das necessidades reais das cooperativas e dos cooperados. Queremos que quem assume uma função pública conheça o potencial do cooperativismo e compreenda como políticas públicas adequadas podem ampliar sua contribuição para a geração de oportunidades, renda e desenvolvimento regional. É uma atuação permanente, técnica e propositiva”, acrescentou. Diálogo O encontro promovido pelo Sistema OCB/ES integra a estratégia de participação institucional do cooperativismo no processo eleitoral, a partir do programa Pense no Coop. A iniciativa busca oferecer às lideranças cooperativistas informações para uma participação consciente e, ao mesmo tempo, apresentar aos candidatos uma agenda construída pelo movimento. O caráter apartidário e o diálogo equilibrado com todas as candidaturas foram definidos como premissas centrais da programação. Ao encerrar sua participação, Tania reforçou a importância de manter o cooperativismo presente nos espaços em que são debatidas decisões com impacto sobre as cooperativas e suas comunidades. “Representar significa estar presente, apresentar propostas e construir pontes. Quanto maior a compreensão dos gestores públicos sobre o cooperativismo, maiores são as possibilidades de construirmos ambientes favoráveis para que as cooperativas possam continuar a investir, gerar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil”, concluiu. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Representação institucional é destaque em encontro com candidatos no ES
Notícias representação
15/09/2026

ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas

Segundo dia de agenda no Panamá teve debates sobre patrimônio cooperativo e articulações internacionais A participação do Sistema OCB na agenda internacional do cooperativismo no Panamá registrou mais um avanço para a representação brasileira nesta segunda-feira (14). O presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito vice-presidente pelas Américas da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias (ICAO). A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral da organização e integrou o segundo dia de atividades da delegação brasileira na Cidade do Panamá. A ICAO é a organização setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) dedicada ao cooperativismo agropecuário e reúne representantes de diferentes regiões para promover intercâmbio, articulação e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor. Em 2025, a organização chegou a 42 membros de 35 países. Também foram reconduzidos os demais integrantes da liderança regional: Ivan Asiimwe, da Uganda Cooperative Alliance, como vice-presidente para a África; Akihiro Fukuzono, da Central Union of Agricultural Cooperatives (JA-Zenchu), do Japão, pela Ásia-Pacífico; e Mieczysław Grodzki, do National Cooperative Council, da Polônia, pela Europa. Ho-dong Kang, presidente da National Agricultural Cooperative Federation (NACF), da Coreia do Sul, segue à frente da ICAO. A recondução do presidente Márcio mantém o cooperativismo agropecuário brasileiro em evidência no cenário mundial. “Estar mais uma vez na vice-presidência da ICAO pelas Américas é uma oportunidade de levar a experiência do cooperativismo agropecuário brasileiro para o debate mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a troca com organizações de diferentes países. Temos desafios compartilhados, especialmente em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e geração de oportunidades para os produtores. A cooperação internacional nos ajuda a construir respostas conjuntas para esses desafios”, afirmou Márcio. Patrimônio cultural Outra frente da agenda desta segunda-feira foi a reunião do grupo dedicado ao Patrimônio Cultural Cooperativo, iniciativa que conta com participação ativa do Sistema OCB. O encontro tratou dos próximos passos do trabalho e avançou nas discussões para a realização de um simpósio internacional sobre patrimônio cultural cooperativo na Índia, previsto para 2027. A atuação do Brasil nessa agenda vem sendo construída nos últimos anos. Em novembro de 2025, o país sediou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, o lançamento do Mapa do Patrimônio Cooperativo, uma das entregas desenvolvidas no âmbito da iniciativa. O Sistema OCB também participa da condução dos projetos e ações relacionados ao tema. O assunto terá novo destaque durante a Conferência Global da ACI. Na quinta-feira (17), a programação prevê uma apresentação sobre o Patrimônio Cultural Cooperativo, com participação do presidente Márcio e de Tiago Schmidt, presidente do grupo de trabalho. A atividade abordará a construção coletiva da iniciativa e a importância da preservação da cultura para a identidade cooperativa. “A história do cooperativismo é construída pelas pessoas, pelas comunidades e pelas organizações que fizeram desse modelo uma ferramenta de transformação ao longo de gerações. Preservar esse patrimônio fortalece nossa identidade e permite que essa trajetória continue inspirando o futuro. O avanço dessa iniciativa e a perspectiva de um encontro internacional em 2027 mostram que essa agenda está ganhando dimensão global”, destacou o presidente Márcio. Articulação para as próximas eleições A programação do segundo dia incluiu ainda a reunião do Conselho de Administração da ACI Américas, com foco na preparação para a Assembleia Geral Eleitoral da organização regional, marcada para sexta-feira (18). O brasileiro José Alves é candidato à reeleição para a presidência da entidade. A delegação brasileira também participou de um almoço de networking organizado para aproximar os membros da ACI dos candidatos ao Conselho de Administração global. A eleição acontece nesta terça-feira (15), durante a Assembleia Geral Eleitoral da ACI, e reúne 24 candidatos para 15 vagas. Márcio Lopes de Freitas concorre à recondução ao Conselho, ampliando a agenda brasileira de representação nas instâncias internacionais do cooperativismo. A programação do dia foi encerrada com um jantar que reuniu integrantes dos Conselhos de Administração da ACI global e da ACI Américas. O cronograma preparado para a delegação brasileira também incluiu, ao longo do dia, reuniões das estruturas regional e global da Aliança. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas
Notícias eventos
15/09/2026

Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp

Formação combinou conhecimento, mentoria e diversidade para fortalecer sucessão e diversidade  Depois de seis meses de aprendizados, encontros e troca de experiências, participantes da Solução Futuras Lideranças se reuniram no último dia 1º, na sede do Sistema Ocesp, para celebrar a conclusão da jornada de formação. Ao todo, foram mais de 98 horas dedicadas ao desenvolvimento de competências relacionadas à liderança, cooperativismo, ESG, diversidade e inclusão, comunicação, sucessão e sustentabilidade, entre outros temas.  A cerimônia marcou o encerramento da segunda turma da solução em âmbito nacional e reuniu participantes, mentores, especialistas, cooperativas e profissionais envolvidos na iniciativa. Integrante do programa CulturaCoop, do Sistema OCB, o Futuras Lideranças tem como objetivo preparar a próxima geração de líderes do cooperativismo, contribuindo para os processos de sucessão e para a ampliação da diversidade nos espaços de liderança das cooperativas brasileiras.   A diversidade esteve entre os principais aspectos destacados durante o encontro. Ao longo da formação, participaram profissionais de diferentes áreas, funções, regiões e gerações, que representaram 21 cooperativas de seis ramos do cooperativismo. A variedade de trajetórias também esteve presente nas atividades de mentoria, que aproximaram profissionais de diferentes realidades e estimularam a troca de conhecimentos.   A abertura contou com a participação de Jessyca Bolzan, coordenadora de Desenvolvimento Social do Sistema OCB, que apresentou o papel da solução no âmbito da Cultura Cooperativista, como perspectiva de futuro, ao preparar lideranças capazes de responder não somente aos desafios contemporâneos das cooperativas, mas para manterem viva a essência cooperativista, por meio de uma continuidade orientada pelos valores e princípios cooperativistas.   Já Divani de Souza, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB que acompanha o desenvolvimento das turmas, reforçou que a experiência construída inicialmente com os pilotos realizados em São Paulo e Espírito Santo contribuiu para o aprimoramento da metodologia e para a expansão da iniciativa em âmbito nacional. "A cada turma realizada temos a certeza de que estamos no caminho certo, visto o alto índice de engajamento dos participantes, especialmente entre mentor e mentorado e o que essa sinergia contribui para o desenvolvimento da cooperativa”, destacou Divani.  Compartilhamento  Um dos momentos da celebração foi dedicado ao compartilhamento das experiências vividas durante a formação. Participantes de diferentes cooperativas foram convidados a relatar como o contato com outros profissionais ampliou perspectivas e trouxe novos aprendizados para suas trajetórias. Para os participantes, a formação também representou um espaço de reflexão sobre o papel que podem exercer no desenvolvimento de suas equipes e organizações.  Monica Moraes, do Sicoob Cooplivre, chamou atenção para a importância da formação de novas lideranças para a sucessão nas cooperativas. “É uma iniciativa muito importante porque busca desenvolver futuros líderes, principalmente pensando na sucessão das cooperativas em níveis mais estratégicos”, afirmou. Ela também destacou as discussões sobre diversidade, inclusão e equidade e apontou as mentorias como um dos pontos altos da experiência. “Pudemos ter momentos de mentoria em grupo e individual com os mentorados. A palavra que fica é gratidão por ter participado”.   Para Jonathan Cresp, da Cooperativa Agropecuária de Ibiúna (Caisp), a formação teve importância especial por coincidir com o início de sua trajetória como cooperado e membro do núcleo jovem da cooperativa. “Foi um curso de grande valia para mim. Eu já buscava conhecimento sobre a cooperativa e o cooperativismo. Foi também muito importante pelo contato com outras cooperativas e por conhecer diferentes formas de cooperar”, relatou. Segundo ele, iniciativas como essa também ampliam o protagonismo das novas gerações. “Cada vez mais o jovem está inserido nesse meio. É uma grande oportunidade que precisamos agarrar”, acrescentou.   Marina Cunha Oliveira, da CoopCargill, destacou especialmente as conexões construídas ao longo da jornada. “Os encontros presenciais tiveram um gostinho diferente. Tive a oportunidade de conhecer colegas, com muitas trocas de experiências e incentivo à intercooperação”, disse. Para ela, a formação também ajudou a reconhecer competências e enxergar os próximos passos profissionais. “Terminei o Futuras Lideranças com o coração cheio de gratidão, mais repertório e mais clareza sobre os desafios que quero assumir daqui para frente”.  A troca entre mentor e mentorado também foi ressaltada por Mateus Roberto Tomiasi, do Sicoob Paulista. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Pude aprender muito, compartilhar um pouco do meu conhecimento e trocar muitas ideias com o meu mentorado, inclusive levando aprendizados para a minha equipe no dia a dia”, declarou.   Manoela Santana e Larisse de Paula, ambas do Sicoob Cooplivre, ressaltaram os reflexos da experiência no desenvolvimento profissional e pessoal. “O curso foi extremamente importante. Foi uma experiência para a vida, tanto pela convivência com os professores quanto pela troca com outras cooperativas. Trouxe muita coisa positiva para dentro do nosso trabalho”.  Patricia de Paula e Luciana Souza, da Unimed Ribeirão Preto, resumiram a participação como uma experiência de aprendizado e transformação. “Contribuiu tanto para o nosso desenvolvimento pessoal quanto profissional e nos trouxe novos olhares para a liderança. Seguimos juntas, aprendendo, crescendo e fazendo a diferença”.   Encerrando os depoimentos, Daniel Benazzi, da Uniodonto Americana, destacou o conjunto de experiências proporcionado pela formação. “Foi um privilégio fazer parte dessa experiência e refletir sobre temas tão relevantes para o futuro do cooperativismo. Momentos como esse fortalecem o cooperativismo, aproximam pessoas e nos inspiram a seguir inovando e construindo juntos”, afirmou.  Saiba Mais:  Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris   Cooperativas reduzem custos com eficiência energética   Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil  
Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp
Notícias eventos
15/09/2026

Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito

Em encontro da Sicredi União no ES, Tania Zanella defende crescimento sem perda de identidade O crescimento acelerado do cooperativismo brasileiro aumenta o desafio de fazer com que os novos associados compreendam as diferenças do modelo e participem das decisões das cooperativas. A avaliação foi apresentada pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, durante encontro da Sicredi União (RS/ES), nesta segunda-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim (ES). A participação integrou a celebração dos 113 anos da Sicredi União e dos cinco anos de atuação da cooperativa no Espírito Santo. Em palestra sobre a força do cooperativismo brasileiro, Tania defendeu que a expansão do movimento seja acompanhada pelo fortalecimento da identidade cooperativista. “Crescer é importante, mas o nosso desafio é fazer com que os novos cooperados saibam o que isso representa e reconheçam que estão em um modelo no qual participa das decisões e dos resultados”, afirmou. O Brasil chegou a 29,03 milhões de cooperados em 2025, ante 15,53 milhões em 2019, de acordo com dados do AnuárioCoop 2026. São 4.400 cooperativas presentes em 3.425 municípios, com R$ 1,6 trilhão em ativos e 613,4 mil empregos diretos. Juntas, registraram R$ 848,4 bilhões em ingressos no ano. A expansão é ainda mais expressiva no cooperativismo de crédito. O número de cooperados do ramo passou de 10,7 milhões em 2019 para 23 milhões em 2025, alta superior a 115%. Para a presidente executiva, esse avanço exige atenção para que o associado entenda a diferença entre ser apenas cliente de uma instituição financeira e fazer parte de uma cooperativa. A Sicredi União, por exemplo, reúne mais de 317 mil associados e 1,2 mil colaboradores, com 73 agências e presença em 61 municípios do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. A cooperativa soma mais de R$ 10,5 bilhões em ativos e R$ 8,3 bilhões em operações de crédito. Pertencimento A apresentação levantou justamente o questionamento sobre quanto esse novo público conhece a cultura cooperativista. “Não queremos apenas ampliar uma base de usuários de serviços financeiros. Queremos formar cooperados que entendam seu papel, participem da cooperativa e percebam que fazem parte de um empreendimento que pertence às próprias pessoas”, disse. Entre os diferenciais do modelo, a dirigente destacou o interesse pela comunidade, o vínculo de confiança, a participação dos associados nas decisões, a inclusão produtiva e a distribuição de sobras. Ela também relacionou o modelo às mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais propósito, participação, valores humanos e soluções ligadas à economia consciente e colaborativa. “O consumidor quer saber quais valores estão por trás de uma organização e qual impacto ela produz na sociedade. No cooperativismo, colocar as pessoas no centro e gerar desenvolvimento para a comunidade não são tendências novas. Fazem parte da nossa essência”, declarou. Desenvolvimento local A capacidade das cooperativas de impulsionar as economias locais também esteve entre os destaques da palestra. Segundo os dados apresentados por Tania, municípios com presença cooperativista registraram, em média, R$ 5,1 mil a mais de PIB por habitante, resultado 18,6% superior à média considerada no estudo. Esses municípios também apresentaram incremento médio de 28,4 empregos formais por 10 mil habitantes e acréscimo de US$ 96,2 por habitante no saldo comercial. “Quando uma cooperativa cresce, o resultado circula na região, fortalece negócios, gera oportunidades e ajuda a desenvolver a comunidade. Essa capacidade de combinar eficiência econômica com desenvolvimento local é uma das maiores forças do cooperativismo”, ressaltou. Fraudes, regulação e juros A presidente executiva do Sistema OCB também abordou os desafios enfrentados pelo sistema financeiro. Na área operacional, estão o avanço das fraudes por Pix e engenharia social; o uso de inteligência artificial generativa e deepfakes em golpes; e o crescimento dos ataques cibernéticos. Já na regulatória, foram destacados o custo de adaptação às novas regras; a evolução do Open Finance e do Drex; e as exigências socioambientais. No ambiente econômico, por sua vez, juros elevados, endividamento e inadimplência pressionam famílias, empresas e instituições financeiras. Entre as prioridades do Sistema OCB para o segmento estão a interlocução com o Banco Central para o fortalecimento patrimonial das cooperativas, a ampliação do acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento e a adaptação às novas regras de capital mínimo. Ao final, Tania defendeu que a preservação da identidade cooperativista seja tratada como uma questão imediata diante do ritmo de expansão do setor. “Não estamos falando do cooperativismo para daqui a três gerações. Estamos falando do cooperativismo de agora. Os desafios já estão colocados e é agora que precisamos preparar nossas cooperativas e nossos cooperados para enfrentá-los”, concluiu. Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito
Notícias eventos
15/09/2026

Sistema OCB aproxima pesquisa e cooperativismo

Participação em Semana Acadêmica abordou educação coop e uso da pesquisa científica para decisões
Sistema OCB aproxima pesquisa e cooperativismo
Notícias representação
15/09/2026

Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento

Encontro no Itamaraty discutiu ações que podem contribuir para inclusão produtiva em países africanos O cooperativismo brasileiro integrou, nesta segunda-feira (14), a agenda de intercâmbio entre Brasil e África voltada à identificação de soluções para o desenvolvimento rural e a inclusão produtiva. O Sistema OCB participou, no Palácio Itamaraty, em Brasília, da programação da missão técnica do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ao país, que reúne representantes da instituição e de países africanos para conhecer experiências brasileiras com potencial de adaptação às diferentes realidades do continente. A missão aconteceu no contexto da cooperação entre o BAD e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Em junho deste ano, as duas instituições firmaram uma nova parceria estratégica para ampliar iniciativas conjuntas em áreas como sistemas alimentares, geração de empregos, resiliência climática e desenvolvimento do setor privado. Durante o encontro, o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou o modelo cooperativista brasileiro e destacou especialmente a atuação das cooperativas agropecuárias e de crédito. A experiência brasileira mostra como essas organizações podem atuar de forma articulada às políticas públicas para conectar produtores e empreendedores a mercados, financiamento, assistência e oportunidades de desenvolvimento. “Há um espaço interessante para construirmos parcerias futuras e compartilharmos experiências brasileiras que possam ser adaptadas às diferentes realidades africanas. O cooperativismo pode contribuir tanto para ampliar a inclusão produtiva no campo quanto para fazer com que políticas de crédito e financiamento alcancem efetivamente os produtores e os territórios”, afirmou Eduardo. Desenvolvimento a partir dos territórios A apresentação mostrou como a organização coletiva pode fortalecer pequenos produtores, ampliar sua capacidade de produção e comercialização e gerar escala para acessar mercados. Também abordou experiências brasileiras de articulação entre cooperativas, poder público e instituições de desenvolvimento, especialmente junto a produtores, empreendedores e comunidades com menor acesso aos serviços financeiros. Nesse contexto, as cooperativas de crédito cumprem papel relevante ao manter estruturas próximas das comunidades e conhecer as características econômicas de cada região. No Brasil, o segmento reúne mais de 21 milhões de cooperados e está presente em 59% dos municípios. Em 1.072 cidades, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial. No agro, a organização em cooperativas permite reunir produtores em torno de estruturas compartilhadas de compra de insumos, assistência, armazenagem, processamento e comercialização. O modelo cria condições para agregar valor à produção e ampliar a inserção dos produtores nas cadeias produtivas, aspectos que dialogam com os objetivos da cooperação em discussão entre Brasil e África. A agenda ganha ainda mais relevância diante das prioridades estabelecidas pelo BAD para o continente. Sua estratégia para 2024-2033 tem entre os objetivos acelerar o crescimento verde e inclusivo e promover economias mais prósperas e resilientes. Entre as prioridades operacionais da instituição está a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares, além do fortalecimento da iniciativa privada e da ampliação do acesso a financiamento. Cooperação Brasil-África A aproximação entre Brasil e BAD tem uma trajetória consolidada. O país tornou-se membro do Banco em 1982 e, ao longo das últimas décadas, estabeleceu iniciativas de cooperação técnica voltadas à transferência e ao intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e experiências de desenvolvimento. O novo acordo firmado entre o BAD e a ABC, em junho, amplia essa relação. Na área agrícola, estão entre as frentes previstas agricultura adaptada às mudanças climáticas, irrigação, mecanização, processamento, desenvolvimento de empreendimentos agrícolas e pesquisa aplicada. A parceria também prevê ações relacionadas a micro, pequenas e médias empresas e ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e países africanos. Para o Sistema OCB, a participação na missão abre caminho para inserir o cooperativismo entre as experiências brasileiras que podem contribuir para essas iniciativas. “Temos uma trajetória construída a partir de diferentes realidades territoriais e produtivas. O intercâmbio permite compartilhar aprendizados e conhecer soluções desenvolvidas em outros países. A perspectiva é construir uma cooperação em que essas experiências possam ser adaptadas às necessidades e características de cada território”, acrescentou Eduardo. Ao longo da missão no Brasil, a comitiva também conhecerá experiências de instituições como ApexBrasil e Embrapa. A programação busca prospectar iniciativas de cooperação e referências de políticas públicas que possam apoiar projetos voltados ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva no continente africano.   Saiba Mais: Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
1
de
1237

Filtrar Notícias

Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
Saúde

Limpar
Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.