COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação
Sistema OCB volta à conferência para apresentar soluções e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade
Faltam poucos dias para o início da COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começa dia 9 de novembro, em Antalya, na Turquia. O Sistema OCB estará presente, ao lado de cooperativas brasileiras, para mostrar como o cooperativismo contribui para enfrentar os desafios da atualidade e promover o desenvolvimento sustentável. A
participação deste ano conta com painéis em diferentes espaços da conferência, com discussões sobre temas como transição energética, financiamento climático, bioeconomia, seguros, transporte e sustentabilidade no agronegócio.
O legado da COP30
A nova participação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o cooperativismo brasileiro teve presença expressiva na COP30, em Belém (PA). Durante duas semanas, o movimento ocupou espaços na Blue Zone, Green Zone e Agri Zone, além de participar de agendas temáticas, como as da Casa do Seguro. A programação levou ao público experiências e soluções ligadas à bioeconomia, ao financiamento climático, à energia renovável, à agricultura de baixo carbono e à segurança alimentar.
Durante a COP30, 36 cooperativas brasileiras estiveram representadas por seus delegados, enquanto outras 67 tiveram suas experiências apresentadas na programação. Ao todo, foram realizados 34 painéis e 17 oficinas, com a participação de cooperativas, representantes governamentais, organismos internacionais e instituições parceiras. 
A presença também abriu oportunidades para ampliar o diálogo com governos, organismos internacionais e instituições financeiras. Ao longo da conferência, as cooperativas apresentaram experiências que conectam conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento dos territórios, além de evidenciar como a organização coletiva pode contribuir para a transição climática.
Outro resultado importante foi o avanço de articulações e acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas, voltados a áreas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, manejo florestal sustentável e finanças verdes.
Outro legado importante foi a consolidação de uma agenda propositiva. Por meio do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, apresentamos propostas organizadas em cinco grandes eixos: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; financiamento climático; transição energética; bioeconomia; e adaptação e gestão de riscos climáticos. Essas propostas continuam orientando nossa atuação institucional e contribuem para o posicionamento que levaremos à COP31. 
De Belém a Antalya
Na COP31, o objetivo é dar continuidade a essa agenda e ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas pelas cooperativas brasileiras. Os debates previstos vão abordar desde o acesso a recursos para iniciativas climáticas até o uso sustentável da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes.
“Os desafios climáticos exigem soluções que considerem as diferentes realidades dos territórios. As cooperativas têm muito a contribuir nesse processo, porque unem pessoas, conhecimento e capacidade de organização para promover mudanças na prática. Queremos mostrar essa diversidade de experiências e fortalecer as conexões que permitam levar essas iniciativas ainda mais longe”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
