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Jornal Valor Econômico destaca força e diversidade do cooperativismo

Edição especial reúne reportagens sobre o impacto econômico e social do movimento no Brasil 

O cooperativismo ganhou espaço de destaque na edição desta terça-feira (18) do jornal Valor Econômico, a maior e mais respeitada publicação de negócios e economia do País. O veículo publicou um caderno especial dedicado ao movimento, com reportagens que apresentam diferentes faces do modelo de negócios: da força econômica e da geração de empregos aos desafios enfrentados no campo, passando por crédito, saúde, tecnologia, sustentabilidade, bioeconomia e novas oportunidades de negócios. screenshot 154 d1fd99b6ac9796da

A publicação representa um reconhecimento importante da dimensão que o cooperativismo alcançou no Brasil. O especial, que conta com 10 matérias, mostra como o modelo está inserido no cotidiano de milhões de brasileiros e contribui para movimentar economias locais, gerar renda e ampliar o acesso a serviços. 

Na reportagem de abertura, Força coletiva - Cooperativas avançam e movimentam bilhões pelo país, o Valor parte dos dados do AnuárioCoop 2026 para dimensionar esse cenário. Em 2025, as cooperativas vinculadas ao Sistema OCB reuniram 29 milhões de cooperados, movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos e empregaram mais de 613 mil pessoas. O jornal também destaca a presença das cooperativas em 3.425 municípios brasileiros e o crescimento de 12,5% no número de cooperados em relação ao ano anterior. 

“O cooperativismo já faz parte da vida de milhões de brasileiros, muitas vezes de uma forma que nem sempre é percebida. Quando uma cooperativa gera renda, cria empregos, amplia o acesso ao crédito, fortalece um produtor ou leva um serviço a uma comunidade, ela está ajudando a transformar aquela realidade. Esse reconhecimento do Valor mostra que o cooperativismo precisa estar cada vez mais presente nas discussões sobre o futuro da economia brasileira”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella. 

A edição também mostra que esse futuro passa por crescimento e competitividade. Na reportagem Busca por escala e competitividade deve acelerar as fusões e aquisições, o jornal aborda o movimento de consolidação do setor e as estratégias adotadas pelas cooperativas para ganhar escala, investir em tecnologia e ampliar sua atuação. 

A agenda ESG aparece em outra frente do caderno. A reportagem Avanço da agenda ESG exige equidade e gestão de metas discute como as cooperativas estão incorporando questões ambientais, sociais e de governança às estratégias de negócio. O tema aparece associado à necessidade de transformar compromissos em metas, indicadores e práticas capazes de gerar resultados concretos. screenshot 155 919cb330a89e2ad7

 

Do campo à inovação 

O agro ocupa espaço relevante no especial. A reportagem Juro ainda aperta margens e limita projetos estruturantes aborda os efeitos do crédito mais caro sobre produtores e cooperativas, além das dificuldades provocadas pelo endividamento. O tema ganha ainda mais peso diante da participação das cooperativas agropecuárias na produção e na economia brasileira. 

O cenário vivido pelos produtores do Rio Grande do Sul também é retratado em uma reportagem específica sobre as dificuldades de acesso a linhas emergenciais de crédito. Já o conteúdo sobre o El Niño mostra a atuação das entidades na orientação e preparação dos produtores diante dos efeitos climáticos. 

Em outra frente, o Valor apresenta a experiência das cooperativas chinesas e destaca como tecnologia, dados, capacitação e organização coletiva podem ampliar a renda e a autonomia dos produtores. A abordagem ajuda a colocar o cooperativismo brasileiro em uma perspectiva internacional e mostra que os desafios de escala, inovação e competitividade fazem parte da agenda do movimento em diferentes países. 

O crédito cooperativo é outro conteúdo relevante. A reportagem Carteira de crédito nas cooperativas supera ritmo dos bancos mostra a expansão do segmento, que alcançou mais de R$ 1 trilhão em ativos em 2025. O especial também aborda a possibilidade de avanço das cooperativas no mercado de seguros, ampliando o debate sobre novos ramos e oportunidades de atuação. 

A inovação aparece em diferentes páginas. O uso de inteligência artificial pelas cooperativas é apresentado como ferramenta para melhorar processos e apoiar a gestão em setores que vão do agro ao financeiro. O jornal também trata das cooptechs e das possibilidades de combinar tecnologia, empreendedorismo e gestão coletiva. 

No campo da conectividade, a intercooperação surge como caminho para ampliar o acesso das cooperativas ao mercado de telecomunicações. É mais uma indicação de que o modelo pode acompanhar transformações tecnológicas sem abrir mão de sua característica essencial: a construção coletiva. 

 

Diferentes realidades 

A saúde também integra o caderno, com uma reportagem sobre a transformação do setor e a expansão das cooperativas. O conteúdo mostra a capacidade do modelo de combinar atendimento, gestão e presença territorial, inclusive em municípios onde a oferta de serviços é mais limitada. screenshot 156 10b4d85fab29f9af

Na outra ponta dessa diversidade está a bioeconomia amazônica. O levantamento apresentado pelo Valor revela dificuldades estruturais enfrentadas por cooperativas e associações da região pan-amazônica, mas também evidencia o potencial de atividades baseadas na sociobiodiversidade. A falta de infraestrutura, financiamento, capacitação e acesso a mercados aparece como um dos principais obstáculos para transformar esse potencial em desenvolvimento. 

A reciclagem fecha o especial com um olhar para quem está na base de uma importante cadeia da economia circular. A reportagem sobre catadores mostra os desafios de remuneração e reconhecimento desses trabalhadores e coloca em discussão a necessidade de valorizar o serviço ambiental prestado por quem atua na coleta e na separação dos resíduos. 

Para Tania, a amplitude dos temas tratados pelo jornal é justamente uma das mensagens mais importantes da publicação. “O cooperativismo não cabe em uma única história. Ele está no campo, nas cidades, no crédito, na saúde, na energia, na reciclagem, na tecnologia e em tantas outras atividades. Ver essa diversidade retratada por um veículo como o Valor Econômico é também reconhecer que estamos falando de um modelo econômico com capacidade de gerar desenvolvimento e, ao mesmo tempo, colocar as pessoas no centro das decisões”, finalizou. 

O especial também contou com a participação de diferentes porta-vozes do Sistema OCB, que contribuíram para ampliar a visão sobre o cooperativismo e seus impactos no país. Fabíola Nader Motta, superintendente do Sistema OCB; Clara Maffia, gerente geral de Negócios; João José Prieto, gerente Técnico e Econômico; Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro; Hugo Andrade, coordenador de ramos; e Thayná Cortês, analista, compartilharam análises e informações que ajudaram a contextualizar os diferentes temas abordados pelo caderno. 

 

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