InovaCoop ajuda cooperativas a estruturar iniciativas de inovação
Plataforma do Sistema OCB oferece orientações e ferramentas práticas para superar esse desafio
Criar uma estrutura para a inovação pode ser mais simples do que parece. Definir responsáveis, organizar equipes e estabelecer prioridades são algumas das medidas que ajudam as cooperativas a transformar ideias em projetos concretos. Essas ações podem contribuir para superar um dos desafios identificados pela 3ª Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro, realizada pelo Sistema OCB com 1.340 cooperativas. O levantamento mostrou que 37,2% das organizações não possuem estrutura dedicada à inovação e, em 17,1% delas, ninguém é formalmente responsável pelas estratégias da área.
A falta de orçamento, apontada por 51,1% dos respondentes como a principal dificuldade para implementar iniciativas, reforça a importância de soluções acessíveis e adaptáveis à realidade de cada cooperativa. Nesse contexto, o InovaCoop oferece gratuitamente conteúdos e ferramentas que orientam desde a formação de equipes e a definição de responsabilidades até o planejamento e a execução de projetos. Com esses recursos, as cooperativas podem dar os primeiros passos para estruturar a inovação de maneira prática, aproveitando os conhecimentos e as condições de que já dispõem.
“Para ajudar as cooperativas nesse processo, o InovaCoop reúne conteúdos e mais de 100 ferramentas que apoiam diferentes etapas da inovação, da construção de uma cultura favorável a novas ideias à formação de equipes e à execução de projetos”, explica Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inovação e Inteligência do Sistema OCB.
A inovação começa na cultura da cooperativa
Criar uma cultura inovadora não depende apenas de tecnologia. Envolve estimular a participação dos colaboradores, incentivar a colaboração entre áreas e dar espaço para testar soluções, avaliar resultados e aprender com a experiência. Também exige lideranças dispostas a ouvir novas propostas e a incorporar melhorias à rotina da organização.
Para isso, o InovaCoop disponibiliza, por exemplo, o Guia Prático: 9 medidas para promover a cultura de inovação na sua cooperativa, com orientações para criar um ambiente que favoreça a criatividade e a participação. A proposta da publicação é ajudar as organizações a identificar oportunidades de melhoria e desenvolver ações que façam da inovação parte do trabalho cotidiano.
Equipes que transformam ideias em projetos
Outra frente importante é a organização de um time de inovação. Reunir profissionais de diferentes áreas permite combinar conhecimentos, ampliar perspectivas e identificar soluções para desafios do negócio. Para funcionar, a equipe precisa ter objetivos claros, responsabilidades definidas e acesso a recursos, capacitação e ferramentas adequadas.
A experiência de cooperativas mostra que há diferentes formas de organizar esse trabalho. A Santa Clara criou o InovaClara para incentivar ideias de melhoria, digitalizar processos e ampliar a automação. A Sicredi Pioneira desenvolveu o Complexo.lab, voltado à cultura de inovação, à educação e à conexão com startups. Já a Seguros Unimed implantou a célula Stormia para experimentar soluções e desenvolver melhorias em processos, produtos, canais e serviços digitais.
Os exemplos mostram que não existe um modelo único, o importante é começar. A estrutura deve considerar as necessidades e os recursos de cada cooperativa, além de contar com acompanhamento para avaliar o andamento dos projetos e os resultados alcançados. O InovaCoop também reúne orientações sobre como formar e manter equipes preparadas para conduzir essas iniciativas.
Ferramentas para sair da ideia e chegar à execução
Para quem quer começar, o InovaCoop oferece mais de 100 ferramentas aplicáveis a diferentes momentos da inovação. Os recursos ajudam a identificar problemas, gerar ideias, avaliar alternativas, planejar ações e desenvolver soluções.
A escolha depende do desafio que a cooperativa pretende enfrentar. Em vez de adotar uma ferramenta apenas por sua novidade, o ideal é utilizá-la partir de uma necessidade concreta e selecionar o recurso mais adequado para trabalhar nela. A partir daí, é possível testar possibilidades, acompanhar os resultados e ajustar o percurso.
“Esse processo não precisa começar com grandes projetos. Uma melhoria em um atendimento, a simplificação de uma atividade ou uma nova forma de organizar o trabalho podem ser pontos de partida. O importante é que as iniciativas tenham objetivos definidos e sejam acompanhadas para que os aprendizados orientem as próximas decisões”, pontua Guilherme.
Equilibrar as necessidades de hoje e as oportunidades de amanhã
A estruturação da inovação também passa pela capacidade de conciliar melhorias nos negócios atuais com a busca por novas oportunidades. Esse equilíbrio é conhecido como ambidestria organizacional.
De um lado, estão as mudanças incrementais, que aprimoram processos, serviços e resultados. De outro, iniciativas que podem abrir mercados, desenvolver novos produtos ou transformar modelos de negócio. As duas frentes precisam caminhar juntas: enquanto a cooperativa mantém a eficiência das operações, também se prepara para as mudanças do mercado.
Esse equilíbrio depende de lideranças capazes de definir prioridades e distribuir recursos entre as demandas presentes e os projetos de futuro. Uma estrutura organizada ajuda a acompanhar essas iniciativas e a avaliar sua contribuição para os objetivos do negócio.
“Com conteúdos, orientações e ferramentas disponíveis no InovaCoop, as cooperativas podem encontrar caminhos para organizar o trabalho, envolver suas equipes e criar condições para que a inovação deixe de depender de iniciativas isoladas e passe a integrar a gestão”, finaliza Guilherme.
