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Cooperativas de infraestrutura geram desenvolvimento e qualidade de vida

Modelo fortalece acesso a serviços essenciais, reduz desigualdades e impulsiona crescimento regional 

A energia que ilumina uma casa no campo, movimenta uma agroindústria ou mantém funcionando um pequeno comércio no interior tem um impacto que vai muito além da conta de luz. Ela gera oportunidades, fortalece a economia local e ajuda as pessoas a permanecerem em suas comunidades com qualidade de vida. Em muitas regiões do Brasil, esse desenvolvimento chega pelas mãos das cooperativas de infraestrutura. 

Presentes especialmente em áreas rurais e localidades mais afastadas dos grandes centros, as cooperativas de energiaimg20260407150544252med 084d4           Vinicius Loures / Câmara dos Deputados desempenham um papel estratégico na ampliação do acesso a serviços essenciais. Elas conectam propriedades, apoiam a produção agropecuária, estimulam novos empreendimentos e contribuem para reduzir desigualdades regionais, demonstrando que o desenvolvimento pode acontecer de forma descentralizada e próxima das necessidades reais das comunidades. 

O cooperativismo de infraestrutura é um dos exemplos mais concretos de como a união de pessoas em torno de objetivos comuns gera resultados coletivos duradouros. Seja no fornecimento de energia elétrica, na expansão da conectividade ou no acesso à moradia, as cooperativas ajudam a construir condições para o crescimento econômico e social de milhares de brasileiros. 

Entre as pautas defendidas pelo setor no Congresso Nacional, está o Projeto de Lei (PL) 367/2026, que moderniza o marco regulatório das cooperativas de energia ao permitir que as enquadradas como autorizadas possam solicitar à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sua migração para o regime de permissionárias. A proposta corrige distorções históricas, amplia a segurança jurídica e fortalece a sustentabilidade econômica dessas organizações. 

A medida também acompanha a evolução das regiões atendidas pelas cooperativas, ao permitir maior flexibilidade operacional e reconhecer a importância dessas entidades para a universalização do acesso à energia de qualidade. Trata-se de um avanço que beneficia não apenas as cooperativas, mas as comunidades que dependem delas para continuar crescendo. 

Outra pauta acompanhada pelo cooperativismo é o PL 20/2020, que trata das cooperativas habitacionais e da criação de instrumentos permanentes de apoio ao modelo. A proposta reconhece a relevância histórica dessas organizações ao ampliar o acesso à moradia digna, fortalecer mecanismos de autogestão e participação dos próprios cooperados na construção de soluções habitacionais. 

Quando o assunto é infraestrutura, o debate não se limita a obras ou investimentos. Ele envolve oportunidades, permanência das famílias no campo, geração de renda e fortalecimento das economias locais. É justamente essa visão que tem orientado a atuação de lideranças comprometidas com o desenvolvimento regional e com o fortalecimento do cooperativismo. 

“Quando falamos de cooperativismo de infraestrutura, especialmente de energia, estamos falando de algo que vai muito além da distribuição de eletricidade. Estamos falando de desenvolvimento, oportunidade e qualidade de vida. As cooperativas chegaram a regiões onde o crescimento era um desafio e ajudaram a transformar comunidades inteiras. Fortalecer esse modelo é fortalecer o interior, a produção, a competitividade e, acima de tudo, as pessoas”, destaca a deputada Geovania de Sá (SC), coordenadora do Ramo Consumo da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). 

Para Thayná Côrtes, analista de Infraestrutura do Sistema OCB, as cooperativas do segmento representam uma solução eficiente para ampliar o acesso a serviços essenciais e promover o desenvolvimento sustentável dos territórios. “O cooperativismo de infraestrutura demonstra, na prática, que é possível levar serviços de qualidade para regiões que muitas vezes não são prioridade dos modelos tradicionais de mercado. As cooperativas conhecem a realidade das comunidades onde atuam e reinvestem seus resultados localmente, gerando benefícios econômicos e sociais duradouros. Por isso, é fundamental que o ambiente regulatório acompanhe a evolução dessas organizações e reconheça seu papel estratégico para o desenvolvimento regional”, explica.  

 

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