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25/03/2026
Transporte: coop debate descarbonização, seguros e governança
Reunião nacional alinhou prioridades e tratou de regulação, ESG e mercado
O Conselho Consultivo do Ramo Transporte se reuniu nesta segunda-feira (23) para discutir temas estratégicos e alinhar as principais pautas do setor para o ano. O encontro contou com a participação de representantes de 19 estados.
Entre os destaques da agenda estiveram a apresentação dos resultados dos programas do Sescoop, as novas exigências relacionadas à descarbonização e os desafios regulatórios enfrentados no mercado de seguros. Os debates mostraram a necessidade de adaptação das cooperativas às transformações em curso, com foco na competitividade e na sustentabilidade das operações.
Durante a reunião, a equipe técnica do Sescoop apresentou um panorama da adesão das cooperativas aos diagnósticos de Identidade, Governança e Gestão e ESG. Os conselheiros apontaram a importância de ajustar as ferramentas à realidade do Ramo Transporte, especialmente para atender cooperativas de menor porte.
Também foram apresentadas soluções desenvolvidas pelo Sistema OCB para apoiar as cooperativas na elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa busca preparar o setor para as exigências do mercado regulado de carbono, previsto para entrar em vigor em 2028.
No campo dos seguros, a reunião contou com a participação da especialista Angélica Carlini, que trouxe uma análise sobre os principais entraves enfrentados pelas cooperativas, como a duplicidade na contratação de seguros de roubo de carga. Também foram discutidas as oportunidades abertas pela regulamentação das cooperativas de seguros pela Susep. Como encaminhamento, o Conselho propôs a criação de um grupo técnico para estruturar um plano de negócios e avaliar a viabilidade de uma cooperativa de seguros voltada ao transporte.
Outros temas relevantes também estiveram na pauta, incluindo questões tributárias, regulatórias, concorrenciais e os desafios relacionados à renovação de frota no transporte de passageiros. A Medida Provisória 1.343/2026, que instituiu a fiscalização eletrônica de 100% dos fretes e trouxe alterações no Artigo 7º, também foi debatida. A norma gerou questionamentos sobre o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações e a manutenção de conquistas que cooperativismo de transporte já obteve no transporte de cargas
Diante disso, o Conselho solicitou análise técnica urgente da medida, com a elaboração de possíveis propostas de emenda para resguardar os interesses das cooperativas, especialmente no que diz respeito ao CIOT.
Para o coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos, o momento exige organização e visão estratégica do setor. “Estamos diante de um cenário de mudanças importantes, que exigem das cooperativas preparo técnico e alinhamento institucional. O Conselho cumpre um papel essencial ao reunir lideranças de todo o país para construir soluções conjuntas, fortalecer a representação do ramo e antecipar respostas aos desafios que já estão postos”, declarou.
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13/01/2026
Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
Cooperativismo participou de reunião técnica que discutiu ajustes na metodologia do PNPM-TRC
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (12), da reunião participativa promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir a atualização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). O encontro integrou o ciclo de contribuições técnicas da Reunião Participativa nº 13/2025, instaurada pela agência para colher subsídios sobre possíveis alterações da Resolução ANTT 5.867/2020.
A norma em vigor disciplina a metodologia, os coeficientes e os parâmetros utilizados para o cálculo do piso mínimo de frete no país, fixando valores por quilômetro rodado e por eixo carregado, e é de um dos principais instrumentos de operacionalização da política pública instituída pela Lei 13.703/2018, que busca assegurar remuneração mínima ao transportador, equilíbrio econômico-financeiro da atividade e maior previsibilidade ao mercado de transporte de cargas.
A reunião foi conduzida pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), sob a liderança do superintendente José Aires Amaral Filho, e reuniu equipes técnicas das áreas de regulação, governança, inteligência de mercado, logística integrada e gestão de dados da ANTT.
O cooperativismo esteve representado pelos analistas, Tiago de Barros Freitas e José Fernando Resende Silva e representantes do Sistema Ocepar, como o coordenador de Monitoramento e Consultoria, Jessé Rodrigues e o coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos.
Ao longo do debate, foram apresentados os avanços do processo de audiência pública e discutidos desafios observados na aplicação prática da tabela de pisos mínimos. Os participantes também analisaram caminhos para o aprimoramento da metodologia vigente, com foco em maior aderência à realidade operacional do setor, às variações regionais, aos diferentes perfis de operação e às estruturas de custos efetivamente enfrentadas pelos transportadores.
Próximos passos
A ANTT informou que o processo seguirá com a consolidação das contribuições recebidas nas audiências públicas e reuniões participativas, com vistas ao aperfeiçoamento da Resolução 5.867/2020. O Sistema OCB seguirá acompanhando o processo regulatório de forma técnica e propositiva.
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27/11/2025
Reunião com ANTT avança em soluções para multas e segurança jurídica
Encontro abordou dúvidas sobre fiscalizações e buscou soluções para reduzir autuações
Cooperativas de transporte rodoviário de cargas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso participaram, nesta terça-feira (25), de uma reunião técnica com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encontro, articulado pelo Sistema OCB e pelo Conselho Consultivo do Ramo Transporte, buscou esclarecer dúvidas e avançar em soluções para autuações e procedimentos fiscalizatórios que têm afetado o setor.
A reunião teve como eixo central temas ligados à aplicação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC) e às novas regras do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Também foram discutidas práticas de fiscalização adotadas pela agência, que vêm gerando penalidades consideradas, em algumas ocasiões, injustificadas pelas cooperativas.
Pela ANTT, participaram representantes de três áreas estratégicas: Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), com a superintendente substituta Gizelle Coelho Netto e o coordenador Alamar Augusto Araújo Durce de Oliveira; Gerência de Processamento e Cobrança de Auto de Infração (Geaut), representada por Clarissa Fernandes dos Santos; e Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (Sufis), com o superintendente Hugo Leonardo Cunha Rodrigues e o coordenador Geraldo Luiz Anselmo.
Os debates foram guiados pelos 22 questionamentos consolidados no Ofício 449/2025 – OCB, que reúne dúvidas recorrentes das cooperativas. Entre os pontos mais sensíveis estiveram a base de cálculo do frete mínimo, a retenção de INSS no valor do frete, a aplicação de multas em casos de repasse líquido abaixo do piso, questões relacionadas a CEP único e alteração de rotas, além das autuações no transporte classificado na tabela como “operações de alto desempenho”, . Problemas nos prazos e na tramitação dos processos recursais também foram abordados.
Durante a reunião, a ANTT demonstrou disposição para aprofundar o diálogo e aperfeiçoar orientações ao setor cooperativista. Os representantes da agência destacaram que ajustes operacionais e normativos serão avaliados, especialmente nos pontos em que há interpretações divergentes ou lacunas na regulamentação.
O Sistema OCB avaliou o encontro como um avanço na construção de um canal técnico permanente entre o cooperativismo de transporte e a ANTT.
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10/11/2025
A força da cooperação que navega pelos rios da Amazônia
Na Ilha do Combu, cooperativa fluvial mostra como o movimento transforma realidades
A poucos minutos de Belém (PA), atravessando o rio Guamá, está a Ilha do Combu — um paraíso de natureza exuberante, casas sobre palafitas e sabores típicos da Amazônia. É nesse cenário que a Cooperativa de Transporte Fluvial da Ilha do Combu (Cooppertrans Combu) se consolidou como protagonista do desenvolvimento local. Ela conecta comunidades, impulsiona o turismo sustentável e gera renda para dezenas de famílias ribeirinhas. Durante a COP30, que inicia nesta segunda-feira (10), a cooperativa quer apresentar seu trabalho e reforçar o papel das cooperativas amazônicas na construção de uma economia mais justa e sustentável.
Criada em 2014, a Cooppertrans Combu nasceu da necessidade de oferecer um transporte mais seguro e ágil entre a capital e as ilhas da região. À época, o turismo ainda engatinhava, e o acesso era feito apenas por barcos pequenos, lentos e sem estrutura. A iniciativa de um grupo de trabalhadores locais mudou essa realidade. Hoje, a cooperativa conta com 51 cooperados e 30 embarcações, responsáveis por transportar cerca de 6 mil passageiros por mês — número que deve quadruplicar durante a COP30.
“A cooperativa surgiu do nosso desejo de melhorar as condições de trabalho e de atender com conforto e segurança quem visita a ilha”, conta Anderson dos Santos Nascimento, presidente da Cooppertrans Combu. “No começo, éramos 24 cooperados. Hoje, já somos mais de 50, e continuamos crescendo. A cooperativa mudou a vida de todos nós e da nossa comunidade”, conta. Para o dirigente, o avanço do turismo na região só foi possível porque o cooperativismo trouxe organização e confiança ao serviço. “Antes, o transporte era precário e demorado. Agora, oferecemos viagens rápidas, seguras e com o cuidado de quem conhece e ama a ilha”.
Anderson dos Santos Nascimento, presidente da Cooppertrans CombuTurismo sustentável e geração de oportunidades
A Cooppertrans Combu é parte essencial da experiência turística da ilha. Os cooperados realizam travessias diárias entre Belém e os principais pontos turísticos, além de passeios que apresentam aos visitantes as belezas naturais e culturais da região. Os roteiros incluem paradas em restaurantes à beira-rio, trilhas na floresta, visitas a produtores locais e vivências que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. “A gente recebe turistas de todos os lugares do país e até do exterior. Sempre mostramos o melhor da nossa comunidade, com acolhimento e respeito”, afirma Renan Teles, cooperado há quatro anos. “Ser cooperado mudou minha vida. É gratificante ver o sorriso das pessoas quando chegam aqui e conhecem o Combu. Isso mostra que o cooperativismo é também uma forma de educar e inspirar”.
Para Déborah Vieira, gerente de terminal e cooperada há nove anos, a cooperativa representa uma oportunidade de evolução pessoal e coletiva. “No começo, tínhamos apenas duas lanchas. Fomos crescendo, nos organizando e nos qualificando. Hoje somos 51 cooperados e trabalhamos com estrutura e orgulho. A cooperativa abriu portas para todos nós. Antes, dependíamos apenas do açaí e da pesca. Agora, temos outra fonte de renda e uma nova perspectiva de futuro”, afirma.
Transformação social e consciência ambiental
O impacto da cooperativa vai além da questão econômica. O trabalho coletivo fortalece os laços comunitários e contribui para a preservação ambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) do Combu. “Ser cooperado me trouxe reconhecimento e estabilidade. A gente se preocupa com o meio ambiente também — como somos moradores da ilha, sabemos a importância de cuidar do rio e reduzir a erosão nas margens”, explica Raísson Lopes, fiscal de embarque e cooperado há sete anos. “Antes, a gente não era reconhecido. Depois da cooperativa, passamos a ter voz, renda e respeito. Hoje posso sustentar minha família e ajudar a cuidar do lugar onde vivo”, acrescenta.
A consciência ambiental é um dos diferenciais do grupo. As embarcações seguem regras rígidas de segurança e navegação, limitando a velocidade para evitar danos às margens e garantindo que todos os passageiros usem coletes salva-vidas homologados. O valor acessível do transporte — R$ 12 por trajeto — e o atendimento acolhedor consolidaram a Cooppertrans Combu como referência de eficiência e hospitalidade no turismo amazônico.
Cooperativismo que inspira e transforma
Para o presidente Anderson, o sentimento de pertencimento é o que move a Cooppertrans Combu: “A cooperativa é tudo para nós. Ela transformou a nossa realidade, deu emprego, organização e orgulho de fazer parte de algo maior. Hoje, além de transportar pessoas, transportamos histórias e esperança. E queremos que o mundo veja isso.”
Ele destaca ainda a expectativa para a COP30, quando o Combu deverá receber um número recorde de visitantes. “Esperamos que esse seja um momento histórico, com a Amazônia sendo olhada com carinho e respeito. Queremos mostrar que o cooperativismo é um caminho concreto para o desenvolvimento sustentável.”
Durante a COP30, a Cooppertrans Combu participará das atividades do cooperativismo brasileiro em Belém. O objetivo é apresentar o trabalho desenvolvido e reforçar o papel das cooperativas amazônicas na construção de uma economia mais justa e sustentável. “A COP é uma chance de mostrar o quanto a Amazônia tem a ensinar. Nosso trabalho é simples, mas representa algo muito maior: a união das pessoas para proteger e desenvolver esse território”, afirma Anderson.
A Ilha do Combu é uma das principais ilhas fluviais de Belém, localizada a cerca de 15 minutos de barco da capital. Rica em biodiversidade, abriga comunidades tradicionais, produtores de cacau, restaurantes flutuantes e uma série de iniciativas sustentáveis.
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14/10/2025
Conselho do Ramo Transporte debate multas, tributação e plano de ação
Reunião abordou temas urgentes para as cooperativas do setor e contou com presença da ANTT
O Conselho Consultivo do Ramo Transporte realizou, na última quinta-feira (9), mais uma reunião de trabalho com pautas consideradas estratégicas e urgentes para o setor. O encontro contou com a participação de representantes do Sistema OCB e da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) .
Entre os principais temas debatidos estiveram as multas aplicadas às cooperativas de transporte, especialmente aquelas relacionadas à Resolução 5.867/2020, que trata da Política Nacional de Piso Mínimo do Frete. Além deste tema, ainda foram discutidas as exigências que a Nota Técnica 2025/001, sobre as novas regras do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).
A convite do Sistema OCB, o superintendente de Fiscalização da ANTT, Hugo Santos, apresentou as últimas atualizações sobre o tema. “Foi um momento importante para esclarecer dúvidas, discutir interpretações e pensar em soluções conjuntas. O representante da ANTT destacou, inclusive, que erros de interpretação por parte de fiscais podem ocorrer e se colocou à disposição para aprimorar esse processo”, explicou Tiago Barros, analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Tiago destacou ainda que o Sistema OCB e a ANTT estão estruturando reuniões periódicas mensais para tratar do tema. “Essas reuniões vão permitir um acompanhamento contínuo e mais técnico. A depender do assunto, o diálogo será direcionado para diferentes superintendências da agência, o que deve facilitar a resolução de casos e dar mais segurança às cooperativas”, completou.
Outro ponto relevante da pauta foi a Reforma Tributária, apresentada pela coordenadora tributária do Sistema OCB, Amanda Oliveira, que detalhou os impactos das novas regras para o cooperativismo de transporte. “Ela fez uma apresentação técnica e institucional, destacando as mudanças previstas e as possibilidades de enquadramento das cooperativas no regime específico do IBS e da CBS, que prevê alíquota zero em determinadas operações”, detalhou Tiago.
O debate também abordou a criação de um grupo de trabalho formado por contadores e advogados para acompanhar a implementação das mudanças tributárias e compartilhar informações com o Conselho.
Na sequência, a reunião tratou de medidas provisórias com potencial impacto para o ramo Transporte, tema apresentado por Thereza Raquel, analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB. Ela fez um panorama sobre a atuação institucional em torno das MPs e Projetos de Lei, com destaque para a proposta que trata do eixo suspenso ( Projeto de Lei 18/25), em tramitação na Câmara dos Deputados, que muda as regras para a cobrança de pedágio de veículo de transporte de carga que trafega com eixo suspenso.Por fim, o Conselho analisou o Plano de Ação Nacional do Ramo Transporte, revisando os temas prioritários para 2025 e 2026. Segundo Tiago, a ideia é “definir um foco mais estratégico, priorizando os assuntos mais urgentes e reavaliando pautas que dependem de fatores externos, como questões políticas ou econômicas”.
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03/10/2025
Cooperativismo de transporte participa de encontro nacional da ANTT
Fiscalização, sustentabilidade e diálogo estiveram no foco da participação do Sistema OCB
O Sistema OCB marcou presença no 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), realizado nesta quinta-feira (2), na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. O evento reuniu representantes do governo, de entidades setoriais e de transportadores para discutir temas estratégicos como fiscalização, descarbonização, movimentação de cargas e escassez de motoristas.
O coordenador nacional do Ramo Transporte do Sistema OCB, Evaldo Matos, participou do painel sobre fiscalização, ao lado de dirigentes da ANTT, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e de entidades representativas da logística.
Evaldo destacou que a fiscalização precisa ser compreendida como um instrumento de equilíbrio do setor, e não apenas de penalização. “As cooperativas de transporte atuam em um ambiente altamente competitivo e, muitas vezes, são surpreendidas por interpretações divergentes da legislação. A fiscalização é necessária, mas ela deve vir acompanhada de diálogo, transparência e previsibilidade”, afirmou.
O dirigente relatou que o evento surpreendeu positivamente pela abrangência dos temas. “A ANTT trouxe diversos assuntos importantes, que já vínhamos discutindo em outras esferas, inclusive no cooperativismo, como a escassez de motoristas, a sustentabilidade do transporte e a descarbonização. Também foi apresentado um banco de informações a partir do MDF-e, que vai nos ajudar muito a orientar nossas estratégias de mercado”, destacou.
Entre os pontos levantados no painel, Evaldo chamou atenção para gargalos relacionados à aplicação de multas, como falhas na comunicação de autos de infração, além da cobrança indevida de eixos suspensos em rodovias concessionadas. Também foram apresentadas demandas relacionadas ao vale-pedágio, ao transporte de contêineres e ao reconhecimento da natureza jurídica das cooperativas. “Muitas vezes, os fiscais não compreendem bem o conceito jurídico das cooperativas, o que gera distorções e penalizações indevidas. Estamos organizando um documento com todas as nossas contribuições para entregar à ANTT”, explicou.
Outro destaque foi o reforço da importância de um canal de diálogo permanente com a agência. “Precisamos de uma relação com periodicidade menor, mais ágil e refinada. Isso fará muita diferença para corrigir distorções e aprimorar as normas”, disse Evaldo. Ele também ressaltou a atuação ampla da entidade. “O Sistema OCB não atua apenas em defesa do Ramo Transporte, mas também do Ramo Agro. Buscamos o equilíbrio nessa relação, respeitando os embarcadores e valorizando nossas cooperativas parceiras do agronegócio.”
Durante o encontro, a ANTT reforçou o compromisso de manter esse espaço de diálogo, considerado estratégico pelo Sistema OCB para assegurar maior segurança regulatória às cooperativas de transporte em todo o país.
Ao final, Evaldo avaliou o encontro como um marco positivo para o setor. “Tivemos espaço de fala e de representação. Foi um momento muito importante, com a presença de dirigentes de cooperativas de vários estados, e que certamente fortalecerá a atuação conjunta entre a ANTT e o cooperativismo de transporte”, concluiu.
As cooperativas presentes representaram os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
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02/10/2025
Sistema OCB e ANTT alinham ações para reduzir impacto de multas às cooperativas
Reunião tratou de gargalos na fiscalização e abriu agenda permanente de diálogo com a Agência
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (1), de uma reunião estratégica com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir os principais gargalos enfrentados pelas cooperativas de transporte em todo o país. O encontro abriu caminho para uma agenda de trabalho permanente entre a autarquia e o cooperativismo.
Pelo Sistema OCB, esteve presente Tiago Barros, analista técnico da Gerência de Relações Institucionais, que levou à mesa uma série de demandas recebidas das cooperativas de diferentes regiões. Pela ANTT, participaram a superintendente de Transporte Rodoviário de Cargas e Multimodal, Gizelle Coelho, o superintendente de Fiscalização, Hugo Leonardo Cunha, e integrantes da equipe técnica da gerência de autos de infração.
Segundo Tiago, a reunião foi fundamental para apresentar os problemas recorrentes enfrentados pelas cooperativas, especialmente sobre a aplicação de multas e a gestão de autos de infração. “Muitas vezes, mesmo em casos em que a infração é reconhecida, as cooperativas não recebem a comunicação dentro do prazo, o que acaba gerando consequências graves, como a inscrição na dívida ativa”, explicou.
Outro ponto discutido foi a cobrança indevida do eixo suspenso em rodovias concessionadas. Embora a legislação determine que apenas os eixos em contato com o solo sejam considerados, algumas cooperativas vêm sendo penalizadas de forma irregular. “Esse é um problema que afeta diretamente a competitividade das cooperativas e precisa ser corrigido”, reforçou Tiago.
As cooperativas também relataram dificuldades com a interpretação da tabela da Política Nacional de Piso Mínimo do Transporte Rodoviário de Cargas. Situações de transporte de alto rendimento, que possuem regras específicas, estariam sendo enquadradas de forma equivocada, gerando multas injustas. Demandas com maior incidência foram levadas por cooperativas do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mas havia relatos de todas as regiões do país.
Diante da complexidade dos temas, a ANTT propôs a criação de uma agenda de reuniões mensais com a Superintendência de Fiscalização. O objetivo é acompanhar de perto as situações relatadas e buscar soluções graduais, por tipo de carga ou por região. Além disso, está sendo organizada uma live inaugural com a participação da superintendência, que será voltada às cooperativas de transporte, como forma de abrir um canal direto de diálogo e orientação.
“Essa foi uma das reuniões mais importantes que realizamos recentemente. Saímos com encaminhamentos concretos e com a perspectiva de que a ANTT está disposta a conhecer melhor o cooperativismo e a trabalhar junto para eliminar problemas que há anos impactam nossas cooperativas”, avaliou Tiago.
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04/07/2025
Conselho do Ramo Transporte debate avanços e estratégias para o setor
Reunião abordou desdobramentos da missão à China e desafios em licitações
O Conselho Consultivo do Ramo Transporte realizou, nesta quarta-feira (3), reunião para tratar de temas estratégicos para o desenvolvimento do setor. O encontro abordou desde a regulamentação do cooperativismo de seguros até os desdobramentos da missão técnica à China e os desafios enfrentados por cooperativas em licitações públicas. O objetivo foi alinhar a atuação do Sistema OCB com as demandas do ramo e fortalecer o papel das cooperativas do setor no mercado.
O primeiro tema em pauta foi o cooperativismo de seguros, o 8º ramo do cooperativismo criado este ano. A equipe técnica do Sistema OCB apresentou aos conselheiros o andamento das discussões junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep) para regulamentação do segmento. Também foram expostos o plano de ação sistêmico e reflexões sobre as possibilidades de integração entre o ramo transporte e o de seguros.
“Nosso intuito foi provocar uma reflexão sobre como o cooperativismo de transporte pode, no futuro, se beneficiar e atuar de forma integrada ao ramo de seguros. Apresentamos o nosso planejamento e ouvimos as contribuições dos conselheiros para pensar estratégias conjuntas”, destacou Tiago Barros, analista técnico da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Outro ponto de destaque foi a apresentação dos resultados da Missão de Estudos do Ramo Transporte à China, realizada em maio deste ano. A iniciativa reuniu representantes de 13 estados brasileiros em visitas técnicas, reuniões institucionais e imersões em tecnologia e mobilidade. Entre os desdobramentos, já há cooperativas em processo de importação de equipamentos como câmeras de identificação facial e caminhões elétricos, além de articulações para aquisição coletiva de pneus.
“O que vimos após a missão à China é um movimento concreto das cooperativas para transformar o aprendizado em oportunidades comerciais. Há cooperativas buscando importações conjuntas e até o desenvolvimento de produtos com marca própria”, acrescentou Evaldo Matos, coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Transporte.
Durante o encontro, a equipe técnica também apresentou os resultados preliminares da 1ª Pesquisa sobre a Participação de Cooperativas em Licitações Públicas. O levantamento revelou dados importantes sobre os desafios enfrentados pelo setor para acessar certames públicos e reforçou a necessidade de atuação institucional para ampliar a representatividade das cooperativas.
Entre as demais demandas discutidas estiveram situações envolvendo a relação entre cooperado e cooperativa, questões ligadas a produção do cooperado, dentre outros aspectos. Para aprofundar o debate, o colegiado aprovou a criação de um grupo de trabalho que analisará os casos e proporá encaminhamentos.
Houve ainda alinhamento sobre a agenda com o Sest/Senat para tratar do atendimento a cooperados em alguns estados e a necessidade de abrir diálogo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre aplicação de multas a cooperativas.
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Sistema OCB discute inclusão no transporte rodoviário de cargas
Missão na China conecta cooperativas ao futuro da mobilidade global
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23/05/2025
Missão na China conecta cooperativas ao futuro da mobilidade global
Sistema OCB lidera iniciativa no país asiático para fortalecer inovação no transporte cooperativo
Com um olhar voltado para o futuro e compromisso no propósito de fortalecer o cooperativismo de transporte no Brasil, o Sistema OCB liderou, entre os dias 13 e 21 de maio, a 6ª Missão de Estudos do Ramo Transporte, desta vez com destino à China, uma das maiores potências mundiais em mobilidade, tecnologia e logística.
A delegação, composta por representantes de cooperativas de 13 estados brasileiros, passou por Guangzhou, Shenzhen, Hong Kong e Foshan, cumprindo uma programação intensa, estratégica e inovadora. Durante os oito dias de imersão, os participantes conheceram empresas líderes em veículos autônomos, plataformas de e-commerce, fabricantes de pneus e soluções de rastreamento inteligente, além de realizar visitas técnicas e reuniões institucionais de alto nível.
O principal objetivo da missão foi proporcionar às cooperativas de transporte acesso direto a tecnologias de ponta e oportunidades de negócios, com foco em inovação, sustentabilidade e redução de custos operacionais. E os resultados superaram as expectativas.
Segundo Tiago Barros, analista do ramo do transporte do Sistema OCB, o que mais surpreendeu positivamente a comitiva foi a combinação entre tecnologia e cultura de cooperação presente na China. “Essa foi a sexta missão do ramo do transporte, que tem um conselho consultivo atuante e sempre busca gerar negócios para as nossas cooperativas. Na China, o que mais nos chamou a atenção foi a organização, o modelo de negócios que eles adotam e o acolhimento. Vimos como essas relações podem gerar frutos reais para o cooperativismo de transporte no Brasil”, explicou.
Inovação na prática
Entre as experiências mais marcantes da missão esteve a imersão no universo tecnológico da BYD Auto, em Shenzhen, considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo em mobilidade elétrica. A comitiva brasileira foi recebida com uma apresentação institucional sobre a trajetória da companhia e sua cadeia produtiva integrada — que abrange desde a mineração até a fabricação de baterias, veículos e sistemas inteligentes de gestão.
Durante a visita, os participantes conheceram uma ampla gama de caminhões e ônibus 100% elétricos, além de soluções ferroviárias e plataformas digitais com alto grau de aplicabilidade para as cooperativas de transporte. A estrutura tecnológica da BYD e sua presença global revelaram caminhos concretos para a eletrificação de frotas, aumento da eficiência logística e avanços em sustentabilidade no setor cooperativista.
Outro momento impactante da missão foi a visita à WeRide, empresa globalmente reconhecida por operar ônibus e táxis 100% autônomos em cidades da China, EUA e Emirados Árabes. A comitiva brasileira participou de testes práticos em veículos de Nível 4 de autonomia, sem volante ou intervenção humana, movidos por sensores LiDAR, câmeras 360º e Inteligência Artificial (IA) embarcada.
A visita técnica ao GAC Group, um dos maiores grupos automotivos da China incluiu apresentação institucional, visita à linha de produção e ao museu de tecnologia da empresa, com destaque para veículos elétricos, caminhões pesados e pesquisas com células de hidrogênio.
Um dos modelos que despertou maior interesse foi o caminhão trator 6x4 totalmente elétrico, com potência de até 600 cavalos e recarga rápida, ideal para o transporte cooperativo de cargas no Brasil.As possibilidades de adaptação tecnológica ao mercado nacional foram debatidas pelo grupo, reforçando o papel do cooperativismo na transição energética.
A sede da Yutong, líder mundial em ônibus elétricos foi mais um ponto de parada. A visita abordou soluções completas em eletromobilidade, incluindo modelos urbanos, escolares e turísticos, além de infraestrutura de recarga, sistemas de telemetria e gestão inteligente de baterias. Também foram apresentados os caminhões elétricos da marca, voltados para logística urbana e construção, com forte potencial de aplicação no transporte cooperativo brasileiro.
A delegação esteve ainda na sede da Jouav, uma das principais fabricantes de drones industriais do país, reconhecida mundialmente por suas soluções de decolagem e pouso vertical (VTOL). Durante a visita, os participantes conheceram modelos híbridos de longo alcance, equipados com sensores avançados e câmeras térmicas, ideais para inspeções em larga escala e entregas de carga leve com alta precisão.
Segundo Tiago, os projetos apresentados pela empresa demonstraram o potencial da tecnologia para otimizar a logística de última milha, especialmente em áreas remotas, além de oferecer alternativas sustentáveis ao transporte tradicional.
A integração dos drones com plataformas de inteligência artificial e controle em nuvem também chamou a atenção, ao evidenciar novas possibilidades de gestão em tempo real para o setor cooperativista. “A experiência reforçou o papel das inovações tecnológicas como aliadas estratégicas das cooperativas brasileiras de transporte, abrindo caminhos para futuras parcerias e adaptações no cenário nacional, disse o analista.
A agenda estratégica também incluiu reuniões virtuais com a Shandong New Continent Tire e a Plataforma Made-in-China. Na primeira, as cooperativas conheceram um portfólio completo de pneus adaptados ao mercado brasileiro. A empresa demonstrou interesse em estreitar laços comerciais e ofereceu amostras gratuitas para testes operacionais no Brasil. Já na reunião com a Made-in-China, a delegação teve acesso a um dos maiores marketplaces B2B do mundo, com filtros por certificações, localização geográfica e histórico comercial dos fornecedores — uma solução concreta para importações coletivas, negociação de peças, veículos e equipamentos.
Segurança e eficiência
Em visita à 5ª Exposição de Estacionamento Inteligente e Super Carregadores da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, em Guangzhou, a atenção da delegação foi conquistada pelo estande da Hangzhou Star, empresa especializada em monitoramento inteligente embarcado, com tecnologias como reconhecimento facial, leitura de placas, sensores de fadiga e rastreamento remoto de frotas. Ferramentas com enorme potencial para aprimorar a segurança e a eficiência operacional das cooperativas brasileiras.
A visita à feira também permitiu o contato com tecnologias em mobilidade elétrica, carregamento rápido, gestão de estacionamento e logística urbana. Para Tiago, a oportunidade revelou caminhos concretos de inovação para o cooperativismo: “Essa experiência ampliou nossa visão sobre soluções viáveis em segurança, mobilidade elétrica e digitalização. As tecnologias que vimos são adaptáveis à realidade das nossas cooperativas e podem gerar impacto direto no dia a dia dos cooperados.”
Diálogo internacional
No encerramento, o grupo contou com um representante da All China Federation of Supply and Marketing Cooperatives em visita a China Co-op em Foshan. A China Co-op é a Federação Chinesa das Cooperativas e considerada como o maior sistema cooperativo estruturado do mundo, com foco em logística, comércio agroindustrial, digitalização e abastecimento urbano. A organização demonstrou interesse em desenvolver parcerias comerciais com cooperativas brasileiras, incluindo fornecimento de veículos, peças e soluções para centros logísticos. Já a All China é uma instituição similar ao Sistema OCB no Brasil.
Para o coordenador nacional do Ramo Transporte do Sistema OCB, Evaldo Matos, a experiência foi impactante não apenas do ponto de vista técnico, mas também humano. “As empresas demonstraram entusiasmo, interesse genuíno em nos atender e disposição para construir parcerias estratégicas. Isso mostra que há um terreno fértil para cooperação entre nossos países. Como cooperativas brasileiras, estamos à disposição para avançar nesse trabalho”, afirmou.
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13/12/2024
Sistema OCB alinha medidas para transporte cooperativo
Reunião com a ANTT abordou ações estratégias para minimizar problemas na comunicação de multas
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (12), de reunião estratégica com a Gerência de Autos de Infração da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Geralt - ANTT) para discutir os desafios enfrentados por cooperativas de transporte em relação às multas e autos de infração. O encontro abordou gargalos importantes, como problemas na comunicação do autos de infração com os transportadores, que tem levado resultado em problemas graves como inscrições na dívida ativa e restrições no Serasa.
A reunião contou com a participação de Carla Rosa, Fernando Santos e Alexandre Magro, coordenadores da Geralt; Evaldo Matos, coordenador nacional do Ramo Transporte, e Tiago Barros, analista técnico da Gerência de Relações Institucionais, do Sistema OCB; José Thomé Júnior, gerente de Logística da Rodocoop (PR); e João Gogola Neto, gerente de desenvolvimento cooperativo no Sescoop/PR.
Segundo os representantes das cooperativas, a origem dos problemas está, em grande parte, no não recebimento das notificações, o que impede o transportador de utilizar o prazo para defesa administrativa ou até mesmo para efetuar o pagamento em tempo hábil. Eles consideraram que, embora a ANTT afirme que as notificações são feitas de acordo com a legislação vigente, como a Lei 9.784/99 e a Resolução 5.083/16, foi reconhecido que o processo, atualmente analógico, apresenta limitações. “A sistemática utilizada hoje depende de ferramentas tradicionais, como o envio de notificações via Correios, o que pode gerar inconsistências e dificuldades para o transportador acompanhar e resolver as questões dentro do prazo estabelecido”, afirmou Tiago Barros.
Como resultado prático da reunião, foi estabelecido um canal direto de comunicação entre o Sistema OCB e a Geralt, a partir de uma proposta de que os estados e cooperativas façam o mapeamento dos problemas enfrentados e encaminhem os casos para análise individualizada pela ANTT. Para Evaldo Matos, esse mapeamento é essencial para diagnosticar e tratar os casos de forma assertiva. “O objetivo é criar soluções que, ao menos, amenizem as dificuldades relatadas pelas cooperativas”, destacou.
Além disso, a ANTT reconheceu os desafios de digitalizar os processos e modernizar os sistemas de notificação e acompanhamento de infrações. Apesar das limitações, a agência reafirmou seu compromisso em colaborar com o Sistema OCB para atender às demandas do setor. “Estamos cientes das dificuldades e sabemos que a digitalização trará um avanço significativo, mas pedimos paciência enquanto trabalhamos para viabilizar esse processo”, pontuaram os representantes da agência.
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12/12/2024
Senado contempla pleitos do coop na regulamentação na Reforma Tributária
Texto aprovado retorna para análise da Câmara dos Deputados
Plenário do Senado FederalO cooperativismo já pode comemorar mais um leque de vitórias em 2024! A regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024), aprovada nesta quinta-feira (12) pelo Plenário do Senado Federal, atendeu a maioria dos pleitos apresentados pelo movimento. Os senadores mantiveram as conquistas obtidas na Câmara dos Deputados e atenderam outros 6 pleitos trabalhados pelo Sistema OCB na etapa de apreciação do Senado, reafirmando o papel crucial das cooperativas para o desenvolvimento do Brasil. Foram 49 votos favoráveis e 19 contrários ao relatório apresentado pelo senador Eduardo Braga (AM). Como o texto sofreu alterações, volta para nova análise dos deputados.
O parecer já havia sido acatado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na noite de quarta-feira (11). Diversos senadores, entre eles, Efraim Filho (PB), Cid Gomes (CE), Flavio Arns (PR), Luis Carlos Heinze (RS), Espiridião Amin (SC), Jorge Seif (SC), Daniela Ribeiro (PB), Zequinha Marinho (PA), Fabiano Contarato (ES), Renan Calheiros (AL), Irajá (TO) e Cleitinho (MG), foram responsáveis pela apresentação e defesa de emendas com demandas do cooperativismo, como por exemplo, a dedução integral dos custos com repasse de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde.
Os pleitos aprovados no Senado incluem a menção expressa de não incidência tributária nos repasses aos cooperados em cooperativas prestadoras de serviços; a possibilidade de aplicação cumulativa do regime das cooperativas com regimes diferenciados e específicos de cada setor; a não incidência tributária de juros e remuneração pagas ao capital por cooperativas; e a possibilidade de diferimento na aquisição de insumos do produtor rural por cooperativas.
Sobre o pleito das cooperativas de saúde, o senador Eduardo Braga atendeu a solicitação da Unimed do Brasil, federações, cooperativas singulares e do Sistema OCB, para incluir no texto aprovado a dedução integral dos custos com repasses de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde. “Essa conquista é extremamente relevante. São milhares de brasileiros beneficiados e que poderiam ser prejudicados com a dedução parcial prevista anteriormente”, afirmou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Assim, fica assegurado maior eficiência e equilíbrio para as cooperativas médicas e odontológicas, com efeitos positivos para milhões de brasileiros que dependem dos serviços prestados por elas.
O resultado favorável ao coop é mais uma vez fruto de muito trabalho coordenado pelo Sistema OCB com apoio das Organizações Estaduais (OCEs) e de cooperativas de todo o país. O apoio dos parlamentares das frentes do Cooperativismo (Frencoop) e Agropecuária (FPA) também foi fundamental no processo. “A mobilização permanente em torno do processo abriu importantes frentes de diálogo e negociações com todos os atores envolvidos. Só podemos agradecer e reafirmar o fortalecimento do cooperativismo representa também o fortalecimento do Brasil”, afirmou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.
Para o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim (SP), esse é mais um passo dado no caminho para garantir o respeito às especificidades do cooperativismo no novo normativo tributário no país. “Atuamos nas mais diversas atividades econômicas e estamos em todos os setores produtivos. Nosso modelo de negócios é diferenciado e precisamos da compreensão dos legisladores nesse sentido. Por isso, a importância dos parlamentares da nossa Frencoop nesse processo. O apoio deles foi imperativo para chegarmos até aqui e temos a certeza de que assim será também na próxima fase de análise da proposta na Câmara dos Deputados”, declarou.
Intensas rodadas de debate e negociações com líderes partidários e com parlamentares do GT da Reforma Tributária na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), além de autoridades do Poder Executivo e entidades representativas do setor produtivo, foram necessárias durante a análise do projeto no Senado para garantir conquistas do cooperativismo no texto aprovado. Apenas com o secretário extraordinário para a Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e representantes da Receita Federal, foram quatro reuniões em diferentes oportunidades. O cooperativismo também esteve presente em audiências públicas coordenadas pelo GT e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Próximos passos
O PLP 68/2024 retorna agora à Câmara dos Deputados, que irá analisar as modificações promovidas pelo Senado Federal à regulamentação da Reforma Tributária. O Sistema OCB segue atuando para garantir que todas as conquistas sejam preservadas.
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07/11/2024
Sistema OCB marca presença na Fenatran 2024
Feira Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas destacou inovações para impulsionar setor
Representantes do Sistema OCB na FenatranRepresentantes do Sistema OCB e de cooperativas de transporte de diversas regiões do Brasil participaram ativamente da 24ª Feira Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas (Fenatran), realizada desde a segunda-feira (4) em São Paulo. O evento que será encerrado nesta sexta-feira (8) reúne os principais players do setor em um espaço dinâmico para a troca de conhecimentos e inovações que impulsionam a área de transporte rodoviário, especialmente para as cooperativas, que desempenham um papel cada vez mais relevante neste mercado.
Tiago Barros, analista nacional do ramo Transporte no Sistema OCB, representou a entidade em painéis e discussões estratégicas. Ele reforçou a importância da presença das cooperativas do setor em eventos de grande porte e visibilidade. “Essa participação é fundamental para manter as cooperativas atualizadas sobre as tendências e desafios do mercado, bem como para fortalecer laços com os principais stakeholders, como embarcadores, representantes de órgãos reguladores e fornecedores de tecnologia”, afirmou.
Para as cooperativas de transporte, o evento ofereceu oportunidades significativas de visibilidade e reconhecimento. Segundo Tiago, em um cenário de transformações tecnológicas e de demandas crescentes por soluções de transporte eficientes e sustentáveis, as cooperativas ganham destaque especial por seu modelo de negócios colaborativo e sustentável. “A feira permitiu que o modelo de negócios cooperativo fosse apresentado ao lado das mais recentes inovações, fortalecendo o papel das cooperativas como alternativas viáveis e competitivas no setor de transportes”, explicou.
Ainda segundo Tiago, a presença na feira também contribuiu para o estreitamento de laços com diversos stakeholders do setor, promovendo uma visão mais integrada e colaborativa para o futuro do transporte cooperativo. “Em reuniões e visitas aos estandes de tecnologia, os representantes das cooperativas presentes puderam explorar as possibilidades de parcerias e soluções que podem beneficiá-las diretamente com apoio na adaptação às novas demandas do mercado, como a sustentabilidade, digitalização e o fortalecimento de redes logísticas”, complementou Tiago.
Para ele, a participação do Sistema OCB em eventos como a Fenatran, “reafirma o compromisso em manter as cooperativas de transporte à frente das mudanças, oferecendo um suporte que inclui tanto conhecimento de mercado quanto articulação estratégica com os principais atores do setor”.
Visitas
Além da participação na feira, os representantes do Sistema OCB e das cooperativas aproveitaram a ocasião para realizar uma visita técnica à Coopertrans, uma das cooperativas de destaque no setor de transporte rodoviário de cargas. A visita proporcionou uma experiência enriquecedora de troca de experiências e aprendizado sobre a gestão e as práticas operacionais da Coopertrans. “Foi mais uma oportunidade de reforçar a missão do Sistema OCB de estimular a inovação e o fortalecimento das cooperativas de transporte, capacitando-as para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais dinâmico e exigente”, concluiu Tiago.
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Notícias representação
03/05/2024
Ramo Transporte discute avanços e desafios do setor
Grupo vai elaborar estudo técnico para pleitos das cooperativas no segmento rodoviário
Reunião discutiu o fortalecimento e o avanço do segmento no paísO Conselho Consultivo do Ramo Transporte do Sistema OCB realizou, nesta quinta-feira (02), mais uma reunião que tratou sobre temas que visam o fortalecimento e o avanço do segmento no país. Entre os destaques, foram discutidos o andamento dos Projetos de Lei Complementar (PLP) 519/18 e 101/23, além das atualizações sobre a Reforma Tributária, ESG e outras questões pertinentes.
O PLP 101/23, que está apensado ao 519/18, dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, além de regular as operações do setor. O Sistema OCB tem atuado para que alterações na legislação permitam a realização de operações de seguros por cooperativas. O tema está na lista de pautas prioritárias do Governo Federal, no âmbito econômico. "Buscamos adequar o texto da proposta com a identidade e os valores do modelo de negócios cooperativista. A construção foi feita em parceria com o poder público, parlamentares e entidades para garantir que o projeto atenda às necessidades do mercado", explicou Hugo Andrade, coordenador de Ramos.
A Reforma Tributária também entrou em pauta, com intuito de esclarecer seu panorama atual. Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais, explicou que a fase de regulamentação já começou que o trabalho de representação da entidade será mais ativo durante esse período de discussões. "O foco é assegurar que as características do nosso modelo de negócios sejam respeitadas. Temos o apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)", disse.
Clara acrescentou que o Grupo de Trabalho da Reforma Tributária, com especialistas técnicos, está debruçado em proposições para melhorar todos os segmentos e atividades cooperativistas. "Um estudo técnico está sendo feito para ser apresentado à Frencoop e ao governo", Completou.
Simone Montandon, coordenadora de Inteligência Analítica, foi responsável por apresentar o diagnóstico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e destacou a importância dos produtos e soluções oferecidos pela instituição, bem como a necessidade de melhorar os indicadores de participação das cooperativas de transporte. Para ela, a temática ESG precisa estar mais alinhada com as discussões governamentais, especialmente após o lançamento do Programa ESG no Transporte Rodoviário de Cargas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "É preciso um maior engajamento das cooperativas no suporte oferecido pelo Sescoop, além de uma preparação mais robusta em relação às diretrizes do ESG".
A questão da Autorização Especial de Trânsito (AET) para bitrens e rodotrens também foi abordada. Tiago Barros, analista técnico e institucional, ressaltou que o Sistema OCB pretende se reunir com o DNIT para tratar sobre o assunto. "Durante a reunião, exploramos a possibilidade de executar programas e ações importantes para o segmento e, também, sobre a edição de atos normativos relativos aos temas que nos interessam", destacou.
Por fim, o Projeto de Lei 1.324/22, que reduz a base de cálculo do Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas (IRPF) incidente sobre os rendimentos da prestação de serviços de transporte de passageiros de 60% para 20%, foi mencionado, com destaque ao parecer favorável na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal. Tiago salientou que a proposta apresentada pelo Sistema OCB, obteve 17 votos favoráveis, o que representa um importante passo para o setor. "Esse foi um reconhecimento sobre a importância das nossas cooperativas em oferecer segurança econômica e boas condições aos cooperados".
Ao final, o Conselho Consultivo, como um todo, se comprometeu a elaborar um estudo técnico sobre os pleitos das cooperativas de transporte rodoviário de cargas, com o objetivo de alcançar avanços significativos nessa área.
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29/04/2024
Ministério dos Transportes recebe demandas do coop
Reunião tratou sobre iniciativas que podem impulsionar o setor no Brasil
Reunião com representantes do Ministério dos Transportes delibera sobre pautas do segmento Para apresentar o cooperativismo e tratar sobre questões prioritárias para o Ramo Transporte, representantes do Sistema OCB se reuniram, nesta segunda-feira (29), com o secretário executivo do Ministério dos Transportes (MTRAN), George Santoro, e o subsecretário da Sustentabilidade, Cloves Eduardo Benevides. Estavam presentes a superintendente Tania Zanella e o analista técnico institucional Tiago Barros.
A necessidade de renovar a frota de veículos é uma das maiores preocupações para as cooperativas do setor, especialmente no segmento rodoviário de cargas. Para enfrentar esse desafio, a reunião abriu uma oportunidade para se discutir a importância de adequar as atuais linhas de crédito disponíveis nos bancos de desenvolvimento, bem como a possibilidade de criar linhas específicas direcionadas ao setor cooperativista.
Durante o encontro, também foi destacada a relevância da isenção de IPI/IPVA para a aquisição de veículos, tendo em vista o modelo já aplicado ao segmento de táxi. Para Tania Zanella, a medida não só incentiva a modernização da frota das cooperativas, como também poderia promover um ambiente mais competitivo e eficiente no transporte de cargas e passageiros. "Esse tipo de isenção pode levar as cooperativas para outros patamares e a uma esfera de concorrência maior", disse.
Além disso, Tiago Barros, citou a elaboração de um projeto de estudo de viabilidade técnica e econômica em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com foco no papel das Cooperativas de Transporte de Cargas (CTCs) na prestação de serviços para o setor de e-commerce. Para ele, a participação ativa das cooperativas nesse cenário pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de uma logística do comércio eletrônico no Brasil. "Pode abrir portas para uma melhor fluidez da economia digital do país, bem como ser uma alternativa mais ágil para atender às demandas de compra, venda e transporte nesse setor", afirmou.
Outro tema relevante abordado foi a regulamentação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para motoristas, conforme previsto na Lei 13.103/2015. A ANTT tem essa questão em pauta na agenda regulatória para 2024 e, busca ouvir, diretamente, os motoristas para adaptar os PPDs da melhor forma possível. Tania e Tiago apresentaram questionamentos sobre as vantagens e incentivos para a homologação dos pontos de parada, como o esclarecimento de que, nesses pontos, é preciso que exista uma garantia de condições adequadas para o repouso e a segurança dos motoristas.
O secretário executivo George Santoro, enfatizou a importância de ouvir todas as propostas apresentadas durante a reunião com o Sistema OCB, e se comprometeu em considerar as demandas do setor cooperativista de transporte. "Buscamos aprimorar políticas e ações adotadas por este Ministério para atender às demandas de todos os segmentos e reconhecemos a importância do cooperativismo para organização do transportador autônomo, seja de cargas ou de passageiros", afirmou.
Por sua vez, o subsecretário Cloves Eduardo, ressaltou a importância de olhar para as pautas ESG como o Sistema OCB faz. "As questões relacionadas à sustentabilidade ambiental e responsabilidade social refletem o compromisso da entidade com a construção de um futuro mais sustentável e equitativo".
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Notícias representação
02/04/2024
DNIT avalia liberação de transporte noturno de grãos
Sistema OCB discutiu demanda que irá atender necessidades do setor agrícola
Reunião com DNIT para solicitar liberação de transporte noturno de grãosNa quarta-feira (27), o Sistema OCB se reuniu com a Coordenação Geral de Operações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), especificamente na área de Autorização Especial de Trânsito. O objetivo do encontro foi discutir uma demanda da Cooperativa Agroindustrial Coamo, que solicitou uma avaliação acerca da liberação de trânsito noturno para o transporte de grãos de soja em cadeias logísticas curtas, no estado de Mato Grosso do Sul, próximo à cidade de Dourados.
A reunião foi um passo representativo para a busca por soluções que atendam às necessidades do setor agrícola da região e, ao mesmo tempo, garantam a segurança e a sustentabilidade das operações de transporte. A Coamo apresentou a viabilidade técnica da liberação de trânsito noturno e, também, os impactos e benefícios associados à medida em relação aos aspectos ambientais, econômicos e sociais.
Durante a discussão, o gerente de Transportes e Veículos da Coamo, Rodolpho Coletti, detalhou o potencial de eficiência do transporte de grãos demandado, bem como uma melhora para a economia regional e para a sociedade. "A liberação do trânsito noturno trará uma melhora significativa não apenas para a eficiência cooperativa, mas também para a economia da nossa comunidade", disse.
Para Tiago Barros, analista técnico da gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB, essa aproximação com o DNIT é importante para o cooperativismo agropecuário e de transporte, tendo em vista as demandas de ambos os ramos. "Com esse contato, conseguimos tratar sobre o gerenciamento e a execução de programas e ações de interesse do cooperativismo, além de trabalhar na edição de atos normativos relativos aos temas que são de interesse ", afirmou.
O coordenador do DNIT, Alberto Elias Maluf, ouviu atentamente a proposta apresentada pelo Sistema OCB e pela Coamo. Ele demonstrou receptividade à demanda e se comprometeu a analisar com atenção. "Estamos abertos ao diálogo e empenhados em buscar alternativas que promovam o desenvolvimento sustentável e a segurança viária em nossas estradas", declarou.
O coordenador da área de Autorização Especial de Trânsito (AET) no DNIT, Fernando Carneiro, também participou da reunião.
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20/03/2024
Sistema OCB e ANTT deliberam sobre desafios do Ramo Transporte
Reunião abordou legislações e iniciativas em defesa do setor
Representantes do Sistema OCB e ANTT se reúnem para tratar sobre transporte de cargas e de passageirosRepresentantes do Sistema OCB se reuniram, nesta terça-feira (19), com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, para discutir pautas relacionadas ao transporte rodoviário de cargas e de passageiros e, também, temas que afetam diretamente as cooperativas do Ramo Transporte. "Tivemos a oportunidade de dialogar abertamente sobre as atuais demandas e desafios enfrentados pelo segmento", destacou a superintendente da entidade, Tania Zanella.
Evaldo Moreira Matos, coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte do Sistema OCB, também salientou a oportunidade ímpar que a reunião representou. “Conseguimos expor as dificuldades enfrentadas pelas nossas cooperativas, especialmente no que diz respeito à compreensão das especificidades do nosso modelo de negócios e à resolução de gargalos existentes", declarou.
Um dos pontos abordados foi o Acordo de Cooperação Técnica firmado com Confederação Nacional do Cooperativismo (CNCoop), que propõe a elaboração de um estudo de viabilidade técnica e econômica sobre o papel das Cooperativas de Transporte de Cargas (CTC) na prestação de serviços do segmento ao e-commerce. A iniciativa visa aprofundar o entendimento sobre a contribuição das cooperativas e, para isso, ficou definido que a agência irá realizar uma visita técnica a alguma plataforma de e-commerce que hoje cooperativas de transporte operam, para compreender a lógica de operações e demandas, bem como identificar as possíveis formas de regulação dessas operações.
A Lei 14.599/2023 foi outro tema tratado, principalmente no que diz respeito ao Art. 13-B, que veda o desconto de taxas administrativas e seguros sob valor do frete. O Sistema OCB questionou a posição da agência sobre esse dispositivo, com o intuito de esclarecer a situação e possível insegurança jurídica que ele pode acarretar para as cooperativas. “Não está claro se a cooperativa poderá descontar essas taxas dos cooperados, o que sempre foi a forma de atuação até então. Precisamos de um posicionamento sobre essa questão para entender o posicionamento da agência reguladora sobre essa temática”, explicou Tania. Guilherme Sampaio sugeriu que seja feita uma consulta formal a agência para esclarecer a dúvida de forma mais efetiva.
Também foi discutida a presença de cooperativas de transporte de carga sem registro no Sistema OCB, mas ativas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas Digital (RNTRC). Uma lista com a relação dessas cooperativas foi encaminhada à Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc) para questionar as ações e prazos estabelecidos pela agência para mitigar a situação. “Entendemos que esse é um tema relevante e que exige atenção por parte da ANTT para evitar irregularidades na prestação dos serviços”, esclareceu o coordenador Evaldo Matos.
As especificidades do cooperativismo de transporte foram apresentadas junto com um pedido para aproximação com à Superintendência de Transporte de Passageiros, com o objetivo de estruturar ações conjuntas em prol do desenvolvimento das cooperativas que fazem o transporte de passageiros. Sobre este assunto, Guilherme Sampaio se colocou à disposição para entender as demandas específicas do segmento e colaborar para uma melhor regulação do assunto. "Iremos buscar soluções que possam contribuir para atender as necessidades do setor e promover um ambiente regulatório mais adequado e favorável ao seu desenvolvimento", afirmou.
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19/03/2024
TCU decide pela participação de cooperativa de transporte em licitação
Reconhecimento representa avanço para o setor
Sessão plenária do TCU decide pela participação de cooperativa de transporte em licitação. Foto: TCUEm sessão plenária realizada no último dia 06, o Tribunal de Contas da União (TCU) reforçou mais uma vez a legalidade da participação de sociedades cooperativas em processos licitatórios. Embora nenhuma cooperativa do Ramo Transporte tenha se credenciado para participar do edital objeto do julgamento, o órgão reconheceu a legitimidade da presença do modelo societário no edital e garantiu sua participação em futuros credenciamentos com fundamento na legislação vigente aplicável.
Ana Paula Andrade Ramos, assessora jurídica da unidade nacional do Sistema OCB, destacou a importância da decisão. “Ela é fruto do contexto jurídico em que se inserem as cooperativas, que cada vez mais aponta para a superação do preconceito generalizado com o modelo societário. Ela também abre mais espaço para a liberdade econômica e de organização das atividades produtivas em cooperativas, com geração de renda, trabalho e dignidade”, afirmou.
A representação julgada tratou de possíveis irregularidades ocorridas em pregão eletrônico para prestação de serviços comuns de transporte de pessoas, pequenos volumes e documentos não postais, a serviço da Caixa Econômica Federal. A prestação dos serviços ocorreria por meio de locação de veículos com motoristas, combustível e demais insumos, para atendimento nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com valor estimado em mais de R$ 32,5 milhões.
A empresa representante pediu a suspensão cautelar do certame ou impedimento da contratação, sem oitiva da parte contrária, com base em três possíveis irregularidades. A primeira seria a ausência de parcelamento do objeto, uma vez que os serviços seriam prestados em diversos estados. Também apontou a permissão indevida da participação de cooperativas, alegando que a prestação do serviços tem atributos inerentes a relações empregatícias, como a pessoalidade, a subordinação e a supervisão dos motoristas. Já a terceira irregularidade seria a falta de estimativa da quantidade ou do percentual máximo de viagens interestaduais, com prejuízo à elaboração da proposta de preços.
A Caixa Econômica Federal afirmou não se justificar a imposição de restrição à participação de cooperativas em seu edital. Segundo a instituição, a qualidade dos serviços não seria comprometida e aumentaria a competitividade do certame, trazendo ao conglomerado Caixa preços mais vantajosos e melhor qualidade nos serviços prestados. Declarou ainda não haver o que se falar em subordinação entre motoristas e a cooperativa, nem daqueles em relação à Caixa, pois o objeto da licitação vai além da mera contratação de mão de obra de motorista, incluindo o aluguel dos veículos e todos os custos relacionados (combustíveis, manutenções, lavagens, seguros, licenciamentos e outros).
Com base nos esclarecimentos prestados pela Caixa, a Unidade de Auditoria Especializada em Contratações do TCU (AudContratações) considerou plausível apenas a ausência de parcelamento do objeto e rejeitou as alegações acerca da participação de cooperativas e dimensionamento das viagens interestaduais. Em seu voto, o ministro relator do processo, Marcos Bemquerer, ratificou o entendimento da AudContratações especialmente para afastar a alegação da inadequada permissão da participação de cooperativas.
No entendimento do relator, o objeto licitado é compatível com a prestação de serviço na modalidade cooperada, conforme consolidado pelo próprio Tribunal na 4ª edição da publicação Licitações e Contratos – Orientações Jurisprudenciais do TCU, bem como em decisão judicial favorável a participação de cooperativas em edital da Caixa, proferida pela 8ª Vara Federal de Porto Alegre, no Mandado de Segurança 5017270-08.2021.4.04.7100/RS. Ainda de acordo com o ministro, a Caixa teve o cuidado de excetuar em seu edital, para as cooperativas, o cumprimento das obrigações trabalhistas, exigindo documentação específica para a sua habilitação jurídica. "Além disso, a cláusula editalícia impugnada não trouxe prejuízo, pois não houve credenciamento de cooperativas para participar do certame”, afirmou.
Os demais ministros presentes na sessão plenária acompanharam o voto do ministro relator e concluíram que não há plausibilidade jurídica na suposta permissão indevida da participação de cooperativas, uma vez que a prestação do serviços teria atributos inerentes a relações empregatícias, como a pessoalidade, a subordinação e a supervisão dos motorista, pois está em desacordo com o disposto no art. 4º, inciso II, e art. 5º da Lei 12.690/2012 (Lei das Cooperativas de Trabalho), bem como na Súmula TCU 281.
O art. 4º, II, parte final, da Lei 12.690/2012 veda a existência de relação de emprego entre cooperativas de serviços e cooperados. Por sua vez, o art. 5º da mesma Lei estabelece que a cooperativa não pode ser utilizada para intermediação de mão de obra subordinada. Nessa linha, a Súmula TCU 281 dispõe que “é vedada a participação de cooperativas em licitação quando, pela natureza do serviço ou pelo modo como é usualmente executado no mercado em geral, houver necessidade de subordinação jurídica entre o obreiro e o contratado, bem como de pessoalidade e habitualidade”.
Conheça o processo relacionado no julgamento: TC-031.312/2022-4
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11/03/2024
Embaixada da China recebe Sistema OCB
Entidades trabalham juntas para o avanço do cooperativismo em âmbito internacional
João Martins se reúne com Shao Yingjun na Embaixada da China, em BrasíliaO Sistema OCB se reuniu, nesta sexta-feira (08), com a Embaixada da China, em um encontro que visou fortalecer as relações entre o cooperativismo brasileiro e compradores e setor produtivo chinês. A ministra-conselheira da Embaixada, Shao Yingjun, recebeu o coordenador de Relações Internacionais, João Marcos Silva Martins, para discutir as colaborações entre o cooperativismo brasileiro e a All-China, a Federação Chinesa de Cooperativas de Abastecimento e Marketing (ACFSMC), instituição que representa mais de 100 milhões de cooperados no país asiático.
Desde 2009, a China ocupa o posto de principal parceiro comercial do Brasil. Em 2023, os dois países tiveram uma corrente de comércio de US$ 157 bilhões. Segundo o Anuário Brasileiro do Cooperativismo, a China é o principal destino das exportações de cooperativas brasileiras. Em 2022, as exportações diretas do cooperativismo ao gigante chinês somaram US$ 1,6 bilhão. Este valor não considera as exportações feitas por cooperativas brasileiras por meio de empresas intermediárias, como tradings.
Recentemente, a OCB recebeu no Brasil uma comitiva chinesa liderada pelo vice-presidente da All-China, Zhenhong Cai. Durante a recepção, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de fevereiro, a Casa do Cooperativismo foi convidada a conhecer mais de perto o movimento cooperativista chinês. Também está prevista uma missão de estudos das cooperativas de transporte do Brasil, com destaque para visitas à uma feira de tecnologia e mobilidade.
Para João Martins, a parceria entre a organização chinesa e o Sistema OCB não se limita apenas à troca de experiências. Ele acredita que essa é uma oportunidade que promove o intercâmbio de conhecimento, de tecnologia e boas práticas. "Essa colaboração é fundamental para impulsionar o crescimento do cooperativismo em ambos os países e para enfrentar os desafios globais de forma conjunta. Trabalhamos em prol de soluções inovadoras e sustentáveis para o futuro do cooperativismo", disse.
Criada em 1954, a All-China é a principal organização de representação e fomento das cooperativas chinesas. A Federação congrega 432 mil cooperativas que geram três milhões de empregos no país. Em 2023, a movimentação financeira de seu ecossistema somou mais de US$ 1 trilhão. A All-China também possui assento no Conselho Administrativo da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e, atualmente, ocupa a vice-presidência da ACI Ásia Pacífico, órgão regional da entidade.
A organização chinesa e o Sistema OCB também integram o BRICS-Coop, grupo que reúne as cooperativas dos países integrantes BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com encontros anuais realizados no país do presidente do grupo em exercício. Por meio do fórum de cooperação, as organizações de representação do cooperativismo nos cinco países discutem formas de promover a intercoperação e parcerias econômicas.
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Notícias representação
01/03/2024
CT do Ramo Transporte esclarece dúvidas sobre Lei 14.599/2023
Encontro também abordou ações para fortalecimento do segmento
A Câmara Temática do Ramo Transporte se reuniu, nesta quinta-feira (29), para discutir, entre outros pontos, o impacto da Lei de que posterga a exigência do exame toxicológico periódico para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (14.599/23) para aprimorar a regulamentação e a proteção do transporte rodoviário de cargas, além de estabelecer as responsabilidades para as empresas transportadoras e os proprietários de cargas.
Integrantes da reunião virtual em Câmara TemáticaO principal ponto abordado foi a preocupação de cooperativas em relação à vedação na lei do desconto do valor do frete, valores referentes a taxa administrativa e seguros de qualquer natureza, na contratação do Transportador Autônomo de Cargas (TAC) e seu equiparado. Tiago Barros, analista técnico da gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB, explicou que a preocupação é aplicação da regra na relação entre cooperados e cooperativas de forma equivocada. “Essa vedação é direcionada às relações comerciais entre tomadores de serviço e autônomos, e não deve se confundir com a relação societária do modelo de negócios cooperativista”, afirmou.
Ainda segundo Tiago, essa prática de desconto é comum. “Todas as cooperativas de transporte possuem essa prática para a manutenção da atividade. O cooperado já recebe o valor do frete com desconto do INSS, SEST/SENAT e, inclusive, a própria taxa de administração", acrescentou. Nesse sentido, o analista informou que um estudo técnico será conduzido pela Câmara Temática para esclarecer e desvincular a interpretação equivocada da norma, especialmente em relação ao artigo 13-B. “O objetivo será fornecer elementos e insumos necessários para a defesa das cooperativas e a aplicação do desconto na taxa de administração e cobertura dos custos operacionais”, completou.
A reunião abordou ainda o estudo técnico que está sendo desenvolvido pelo Sistema OCB sobre o processo de arrendamento, propriedade e locação de veículos nas operações de last mile (última milha) ou e-commerce. A iniciativa busca oferecer uma orientação técnica para as cooperativas de transporte que atuam com vendas pela internet e define conceitos claros sobre três modalidades de operações. Tiago Barros também destacou que a consolidação do processo de acordo de cooperação técnica com o SEST/SENAT está na fase de detalhamento de metas e cronograma de execução. "Até o final de março, temos como meta realizar a assinatura do acordo", disse.
Ao final, foram apresentados informes que demonstram o compromisso contínuo do Sistema OCB com o fornecimento de suporte e recursos para o fortalecimento do coop como um todo. Entre eles, atualizações sobre o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), que acontecerá entre os dias 14 e 16 de maio; e de manuais que fornecem diretrizes atualizadas e relevantes para as cooperativas do setor. "São materiais que estão em fase final de desenvolvimento. Queremos entregar a versão mais atual dos manuais operacional, tributário e contábil do Ramo Transporte até o início de abril", concluiu Thiago.
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Notícias negócios
06/12/2023
Prêmio Excelência em Gestão divulga cooperativas premiadas
Dia de festa! O Sistema OCB divulgou nesta terça-feira (5) as cooperativas contempladas com o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2023. O troféu ouro foi entregue para 17 cooperativas, enquanto o de prata ficou com outras 17 e o de bronze com 22. Das 56 cooperativas vencedoras, duas receberam o troféu ouro no nível de maturidade Excelência, que representa a categoria mais avançada da premiação. A cerimônia foi realizada em evento presencial realizado em Brasília e contou com a presença de representantes do cooperativismo nas cinco regiões do país.
Outras 166 cooperativas receberam o Selo Reconhecimento, que certifica o compromisso com a busca pela excelência na gestão e evidencia o nível de desempenho atingido. Ele foi entregue às coops avaliadas com notas acima de 80%, mas que não alcançaram as faixas ouro, prata e bronze. No total, 310 cooperativas se inscreveram para a edição deste ano.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a busca pela excelência faz parte do dia a dia cooperativista que busca, constantemente, se tornar cada vez mais forte e competitivo. “Medir o desempenho, por meio das nossas ferramentas, é extraordinário. Ver os resultados me traz a sensação de que vale a pena todo o trabalho feito pelas cooperativas do Brasil, com geração de mais prosperidade, índice de desenvolvimento humano, felicidade e renda. O cooperativismo muda vidas, cidades, muda todo um país”, declarou.
Ainda segundo o presidente, o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão é uma ferramenta importante para que as cooperativas possam aperfeiçoar seus modelos de governança, com transparência, foco, profissionalismo e autogestão.
A Cocamar, do Paraná, e o Sicoob Credicom, de Minas Gerais, foram as grandes vencedoras do nível Ouro da categoria Excelência, entregue pela primeira vez. Com 35 troféus, Minas Gerais foi o estado com o maior número de cooperativas premiadas. Santa Catarina (6), Mato Grosso (4), Goiás (3) e Paraná (3) aparecem em seguida. Em relação aos ramos, o que registrou o maior número de premiações foi o Crédito (37) seguido do Agropecuário (9).
No geral, a região com maior representatividade foi a Sudeste, com 165 cooperativas inscritas (53%), seguida da região Sul, com 62 (20%). A região Centro-Oeste registrou 43 (14%) inscrições, enquanto a Nordeste totalizou 33 (11%). Já a região Norte contou com 7 participações (2%).
Avaliação
A avaliação teve início em maio deste ano com a etapa de envio de documentos e análise de evidências. Na segunda etapa foram realizadas visitas virtuais para validação das informações disponibilizadas pelas cooperativas nos formulários de autoavaliação. A análise qualitativa dos dados apurados nas visitas e avaliação da banca julgadora compuseram as etapas seguintes. No total, 65 especialistas em gestão e governança da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) estiveram envolvidos no processo.
A banca julgadora, responsável por definir as cooperativas contempladas, é composta por representantes de entidades parceiras do Sistema OCB que possuem conhecimento técnico sobre o cooperativismo. Neste ciclo de 2023, a banca é formada por Christiano Costa Moreira, analista do Banco Central do Brasil (BCB); José Aires Amaral Filho, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Silvio Farnese, diretor do Departamento de Comercialização da Secretária de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Valéria Gama Fully Bressan, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
As cooperativas foram reconhecidas pelas boas práticas de gestão e governança divididas em três faixas: ouro, prata e bronze. Cada faixa conta com quatro níveis de maturidade: Primeiros passos para a excelência, aplicado a cooperativas que estão no estágio inicial de um programa de melhoria de gestão; Compromisso com a excelência, para cooperativas que estão em estágios iniciais de evolução dos seus sistemas de gestão e começando a medir e perceber melhorias nos seus resultados; Rumo à excelência, concedido as cooperativas cujo sistema de gestão está em franca evolução e os resultados já demonstram competitividade; e Excelência, para as que já possuem um sistema de gestão evoluído com resultados que comprovam competitividade.
Confira a lista das cooperativas reconhecidas com a melhor gestão do Brasil, por ordem alfabética e níveis de maturidade:
Primeiros passos – Bronze
COOMARCA, SANTA CATARINA
SICOOB AC CREDI, MINAS GERAIS
SICOOB ARACOOP, MINAS GERAIS
SICOOB CREDILIVRE, MINAS GERAIS
SICOOB CREDIMATA, MINAS GERAIS
SICOOB CREDISUDESTE, MINAS GERAIS
SICOOB SAROM, MINAS GERAIS
SICOOB UNIÃO CENTRO-OESTE, MINAS GERAIS
UNIMED INCONFIDENTES, MINAS GERAIS
UNIMED PONTA GROSSA, PARANÁ
Primeiros passos – Prata
SICOOB UNIÃO CENTRAL, MINAS GERAIS
SICREDI EVOLUÇÃO, PARAÍBA
SICREDI UNIÃO MS/TO, MATO GROSSO DO SUL
UNICRED VALOR CAPITAL, SANTA CATARINA
UNIMED BELÉM, PARÁ
Primeiros passos – Ouro
COCATREL, MINAS GERAIS
SICOOB COOPJUS, MINAS GERAIS
SICOOB CREDICENM, MINAS GERAIS
SICOOB NOSSACOOP, MINAS GERAIS
SICREDI PANTANAL, MATO GROSSO DO SUL
UNIMED CONSELHEIRO LAFAIETE, MINAS GERAIS
Compromisso com a Excelência – Bronze
CASTROLANDA, PARANÁ
SICOOB CREDIALTO, MINAS GERAIS
SICOOB CREDINACIONAL, MINAS GERAIS
SICOOB UNICENTRO BR, GOIÁS
SICREDI BIOMAS, MATO GROSSO
SICREDI CERRADO, GOIÁS
UNICRED CENTRO-SUL, SANTA CATARINA
Compromisso com a Excelência – Prata
CCPR, MINAS GERAIS
COLÉGIO CEM, SANTA CATARINA
FECOAGRO, SANTA CATARINA
SICOOB CREDICAF, MINAS GERAIS
SICOOB CREDICOPA, MINAS GERAIS
SICREDI PLANALTO CENTRAL, GOIÁS
SICREDI SUDOESTE MT/PA, MATO GROSSO
UNIMED VALE DO AÇO, DE MINAS GERAIS
Compromisso com a Excelência – Ouro
COOPAMA, MINAS GERAIS
COOPATOS, MINAS GERAIS
SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, MINAS GERAIS
SICOOB COOPEMATA, MINAS GERAIS
SICOOB CREDCOOPER, MINAS GERAIS
SICOOB CREDIRIODOCE, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Bronze
COOXUPÉ, MINAS GERAIS
SICOOB COPERMEC, MINAS GERAIS
UNIMED POÇOS DE CALDAS, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Prata
COOCAFÉ, MINAS GERAIS
SICOOB CREDIMEPI, MINAS GERAIS
SICOOB DIVICRED, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Ouro
COOPMETRO, MINAS GERAIS
SICREDI CELEIRO MT/RR, MATO GROSSO
SICREDI OURO VERDE, MATO GROSSO
Excelência - Bronze
UNIMED BH, MINAS GERAIS
UNIMED FRONTEIRA NOROESTE, RIO GRANDE DO SUL
Excelência - Prata
VIACREDI, SANTA CATARINA
Excelência - Ouro
COCAMAR, PARANÁ
SICOOB CREDICOM, MINAS GERAIS
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