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06/11/2026
COP31: Sistema OCB defende valorização das práticas ambientais brasileiras
Coordenador de Meio Ambiente destaca importância de métricas adequadas e incentivos econômicos
Nesta sexta-feira (6), em entrevista divulgada pela Gazeta do Povo, o Sistema OCB defendeu que a agenda ambiental precisa reconhecer as práticas sustentáveis já adotadas pela agricultura brasileira e criar condições para que a conservação também represente oportunidades econômicas para quem produz. A conversa abordou as expectativas para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que começa na segunda-feira, dia 9 de novembro, em Antália, na Turquia.
Ao veículo, o coordenador de Meio Ambiente, Alex Macedo, afirmou que a sustentabilidade precisa ser tratada como um ativo capaz de gerar valor para a produção. Para ele, acordos e políticas ambientais internacionais devem considerar as diferentes realidades produtivas e reconhecer os esforços que já estão em andamento no Brasil. “A agenda de meio ambiente deve ser uma perspectiva de impulsionamento. O verde deve ser visto como um valor, e não como um custo. É preciso valorizar as boas práticas ambientais e o cuidado que a nossa agricultura já adota no cumprimento do Código Florestal”.
Nesse sentido, Alex também chamou atenção para a importância de instrumentos econômicos que remunerem quem contribui para a conservação ambiental, como o pagamento por serviços ambientais e o fortalecimento do mercado de carbono, além de mecanismos de financiamento, seguros e incentivos adequados. “A viabilidade econômica também deve orientar iniciativas de bioeconomia e economia circular. Essas agendas precisam gerar resultados concretos para os negócios e chegar a quem está diretamente envolvido na produção”, acrescentou.
Métricas adequadas à realidade tropical
Outro ponto abordado é a necessidade de reconhecer as particularidades da agricultura tropical na construção de métricas e critérios de sustentabilidade. A aplicação de padrões desenvolvidos a partir de modelos agrícolas de clima temperado pode produzir avaliações distorcidas e desconsiderar práticas já consolidadas no Brasil.
Alex citou o plantio direto e a rotação de culturas como exemplos de técnicas de baixo carbono adotadas na agricultura brasileira. Para ele, os parâmetros internacionais precisam considerar as condições climáticas, ambientais e produtivas de cada território.
“Quando somos medidos por uma régua em cuja construção não participamos, essa régua tende a privilegiar quem a desenhou. Na agricultura tropical, já temos práticas avançadas de baixo carbono, como o plantio direto e a rotação de culturas. Ao aplicar métricas de um modelo temperado para a agricultura tropical, a conta não fecha”, explicou.
A preocupação também envolve os reflexos dessas avaliações sobre o acesso a investimentos, o desenvolvimento do mercado de carbono e a competitividade dos produtos brasileiros no comércio internacional. Por isso, de acordo com o coordenador, o Sistema OCB defende que a ciência e as especificidades da produção tropical tenham espaço nas decisões e nos padrões regulatórios discutidos globalmente.
Sustentabilidade sem barreiras comerciais
A entrevista também citou o risco de que exigências ambientais sejam utilizadas para justificar medidas protecionistas. Nesse sentido, Alex lembrou que os compromissos climáticos devem contribuir para ampliar as oportunidades de comércio sustentável, sem criar obstáculos injustificados à produção e à competitividade entre países.
“Nós não somos favoráveis a que a agenda de meio ambiente seja utilizada como instrumento anticompetitivo. Cada país tem autonomia para definir suas regras, mas não podemos aceitar uma política comercial travestida de preocupação ambiental para criar barreiras e prejudicar a competitividade do nosso setor”, ressaltou.
As posições apresentadas na entrevista estão alinhadas ao Manifesto do Coop para a COP31, documento que reúne propostas do cooperativismo brasileiro para a conferência. Com o lema Cooperar é implementar, o manifesto apresenta contribuições em áreas como segurança alimentar, energia, economia circular, financiamento climático e formação de novas gerações, com foco em transformar compromissos ambientais em iniciativas concretas.
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06/11/2026
Confira a programação do cooperativismo brasileiro na COP31
Serão dez participações em cinco espaços, com representantes de diferentes ramos e regiões do país
O cooperativismo brasileiro terá uma agenda diversificada na COP31, realizada de 9 a 18 de novembro, em Antalya, na Turquia. Até o momento, a articulação do Sistema OCB garantiu dez participações na programação oficial da conferência, distribuídas em cinco espaços de discussão. Os debates vão abordar temas como financiamento climático, transição energética, bioeconomia, seguros, sustentabilidade no agronegócio e desenvolvimento territorial.
A programação também contará com representantes de sete cooperativas brasileiras: Cergrand, Sicoob, Sicredi, Cresol, Coopmetro, Coopercitrus e Reca. Eles compartilharão experiências e iniciativas concretas do setor em debates com organismos internacionais, instituições financeiras, representantes do poder público e organizações do setor produtivo.
“Levar o cooperativismo brasileiro à COP31 significa mostrar que as soluções para a agenda climática também passam pela organização das pessoas, pela atuação coletiva e pelo desenvolvimento dos territórios. As cooperativas já desenvolvem iniciativas que conciliam atividade econômica, conservação ambiental e geração de renda. Queremos compartilhar essas experiências, ampliar o diálogo com parceiros internacionais e aproximar oportunidades de quem está na prática construindo caminhos para uma economia mais sustentável”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Programação:
9 de novembro, segunda-feira | 14h na Turquia (08h em Brasília) Painel: Do risco à resiliência: financiando a adaptação do agronegócio às mudanças climáticas. Local: Pavilhão Internacional do Transporte. Participação: Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
11 de novembro, quarta-feira | 9h na Turquia (03h em Brasília) Painel: Cooperativismo e ação coletiva para acelerar a transição energética.Local: Hub Amazônia. Participações: Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB; Jorge Luiz Soares Barbosa, presidente da Cergrand; e Janderson de Miranda Facchin, diretor financeiro do Sicoob.
11 de novembro, quarta-feira | 12h15 na Turquia (6h15 em Brasília) Painel: Uma governança para desenvolver a Bioeconomia Amazônica. Local: Hub Amazônia. Participação: Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
12 de novembro, quinta-feira | 14h na Turquia (08h em Brasília) Painel: Do risco à resiliência: seguros e cooperativismo na proteção dos sistemas alimentares e dos territórios. Local: Pavilhão da Agricultura – FAO. Participação: Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OC
13 de novembro, sexta-feria | 11h na Turquia (05h em Brasília) Painel: Bioeconomia: da biodiversidade à indústria, inovação e desenvolvimento sustentável. Local: Implementation Hub Pavilion CNI. Participação: Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
13 de novembro, sexta-feira | 17h45 na Turquia (11h45 em Brasília) Painel: Da COP ao território: conectando pequenos negócios ao financiamento climático (OCB + OEI) Local: Pavilhão Brasil. Participações: Pedro Lutz, superintendente de Tesouraria do Sicredi; Janderson de Miranda Facchin, diretor financeiro do Sicoob; e Fernando Rodrigues Neto, analista de Relações Internacionais da Cresol.
14 de novembro, sábado | 12h na Turquia (06h em Brasília) Painel: Do compromisso ao investimento: financiando a transição climática no transporte e nos territórios. Local: Pavilhão Internacional do Transporte. Participações: Alex dos Santos Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB; Pedro Lutz, superintendente de Tesouraria do Sicredi; e Fernando Rodrigues Neto, analista de Relações Internacionais da Cresol.
16 de novembro, segunda-feira | 15h15 na Turquia (9h15 em Brasília) Painel: Transparência climática no agro brasileiro: inventários e perspectivas para agropecuária e uso da terra. Local: Pavilhão do Brasil. Participação: Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
17 de novembro, terça-feira | 11h na Turquia (05h00 em Brasília) Painel: Bioeconomia que gera renda: biomassa, logística e desenvolvimento territorial. Local: Pavilhão do Transporte. Participações: Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB; Evaldo Moreira de Matos, diretor administrativo da Coopmetro; e Boris Alessandro Wiazowski, gestor de Sustentabilidade da Coopercitrus.
18 de novembro, quarta-feira | 15h15 na Turquia (09h15 em Brasília) Painel: Bioeconomia que gera renda: biodiversidade, inovação e desenvolvimento territorial. Local: Hub da Amazônia. Participações: Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB; Hamilton Condack, presidente da Cooperativa RECA; e Boris Alessandro Wiazowski, gestor de Sustentabilidade da Coopercitrus.
Acompanhe o site do Cooperativismo na COP31 e fique por dentro das novidades.
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03/11/2026
Manifesto apresenta propostas do cooperativismo brasileiro para a COP31
Documento reúne cinco eixos de atuação para transformar compromissos climáticos em ações concretas
Transformar compromissos climáticos em resultados concretos depende de soluções que cheguem a quem produz, trabalha e vive nos territórios. É com essa perspectiva que o Sistema OCB apresenta o Manifesto do Coop para a COP31, documento que reúne propostas do cooperativismo brasileiro para contribuir com a implementação da agenda climática global.
Com o tema Cooperação como caminho para a implementação da agenda climática, o manifesto reforça que é preciso avançar da definição de metas para a realização de ações concretas. “A próxima etapa das negociações internacionais exige justamente esse compromisso com a implementação, em sintonia com os princípios que orientam a Presidência da COP31: diálogo, consenso e ação”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O documento também dá continuidade ao posicionamento apresentado pelo cooperativismo na COP30, em Belém, quando o setor defendeu o verde como valor social e econômico; o clima como vetor de desenvolvimento; e as comunidades como foco das ações. Para o Sistema OCB, o desafio agora é ampliar as condições para que financiamento, inovação e tecnologia alcancem os territórios e fortaleçam soluções sustentáveis.
A contribuição do setor parte de uma estrutura já presente em diferentes regiões do país. São 4,4 mil cooperativas, 29 milhões de cooperados e 613,4 mil empregos diretos, com atuação em 3.425 municípios. Em 2025, as cooperativas movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos e acumularam R$ 1,6 trilhão em ativos.
Eixos de atuação
As propostas estão organizadas em cinco frentes: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; acesso ao financiamento climático; transição energética; bioeconomia como vetor de desenvolvimento; e adaptação e mitigação de riscos climáticos.
Na agricultura, o manifesto defende o fortalecimento de práticas sustentáveis, a ampliação da assistência técnica e da pesquisa e o reconhecimento das particularidades dos sistemas produtivos tropicais. O documento também propõe ampliar o acesso das cooperativas a recursos climáticos, especialmente por meio do cooperativismo de crédito, que está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira em funcionamento em 1.072 cidades.
Na transição energética, a proposta é ampliar a participação das cooperativas na geração e distribuição de fontes renováveis, com melhores condições regulatórias e financeiras. Já na bioeconomia e na economia circular, o manifesto destaca o potencial das cooperativas para agregar valor à biodiversidade, fortalecer a reciclagem e gerar trabalho e renda a partir do uso sustentável dos recursos naturais.
O quinto eixo trata da adaptação às mudanças climáticas. Diante de eventos extremos, como secas e enchentes, o documento defende investimentos em infraestrutura resiliente, fortalecimento dos seguros climáticos e maior participação das cooperativas na elaboração e execução de planos de adaptação.
Da agenda global aos territórios
O manifesto reforça que a presença das cooperativas nas comunidades e em diferentes cadeias produtivas permite organizar iniciativas, disseminar conhecimento, facilitar o acesso a recursos e ampliar a escala de soluções sustentáveis.
“Defendemos que as políticas climáticas considerem as diferentes realidades dos territórios e aproximem financiamento, tecnologia e oportunidades de quem coloca as soluções em prática. O desafio climático é global, mas a implementação acontece localmente, e a cooperação tem papel fundamental nessa conexão”, finaliza Tania.
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03/11/2026
COP31: Sistema OCB destaca papel das cooperativas na descarbonização
Entrevista ao Canal Rural aborda estratégias para reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade no agro
Identificar as fontes de emissão, medir os impactos da atividade agropecuária e encontrar alternativas que conciliem sustentabilidade e viabilidade econômica. Esses são alguns dos passos para avançar na descarbonização do agronegócio. Nesse processo, as cooperativas têm papel importante ao organizar produtores, compartilhar conhecimento e apoiar mudanças que podem alcançar diferentes etapas da produção.
O tema foi destaque em entrevista do coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, ao Canal Rural, para o especial Cooperativas e produtores buscam reduzir emissões no agronegócio, que integra a programação de conteúdos sobre a COP31. Em sua fala, ele lembrou que o Sistema OCB reúne mais de 1,2 mil cooperativas e cerca de 1 milhão de produtores no ramo agropecuário, o que amplia o alcance de iniciativas voltadas à sustentabilidade.
Um dos primeiros desafios, de acordo com Alex, é conhecer a dimensão das emissões. Os inventários de gases de efeito estufa permitem identificar de onde vêm os impactos e quais atividades concentram as maiores oportunidades de redução.
Em 2026, 13 cooperativas agropecuárias participaram de uma iniciativa de descarbonização apoiada pelo Sistema OCB, com levantamentos que ajudam a orientar decisões e estabelecer estratégias para reduzir emissões. “Não podemos ter uma estratégia de descarbonização sem saber quanto estamos emitindo e onde estamos emitindo”, explicou.
Além das propriedades rurais
A análise das emissões também precisa considerar as estruturas que dão suporte à produção agropecuária. Armazéns e agroindústrias, por exemplo, oferecem oportunidades para melhorar processos e reduzir o consumo de energia e combustíveis.
Alex destaca a relevância desse trabalho na armazenagem, setor em que as cooperativas representam mais de 25% da capacidade brasileira. Entre as possibilidades estão aprimorar os processos de secagem de grãos, ampliar o uso de biomassa nas caldeiras e substituir motores e equipamentos por alternativas mais eficientes.
Essas mudanças, no entanto, precisam considerar a realidade financeira das cooperativas e dos produtores. Para o coordenador, a agenda ambiental só avança de forma consistente quando as medidas também fazem sentido do ponto de vista econômico. “Essa agenda de sustentabilidade precisa, acima de tudo, ser viável para que as contas possam ser pagas”, afirmou.
Produção e conservação
A contribuição da agropecuária para o enfrentamento das mudanças climáticas também passa pelo potencial de remoção de carbono das propriedades rurais. Segundo Alex, práticas produtivas adequadas podem favorecer o sequestro de carbono no solo e na vegetação, contribuindo para compensar parte das emissões da atividade.
O coordenador citou medições realizadas com base no protocolo utilizado pelo setor para ilustrar esse potencial. “Boas propriedades rurais são, essencialmente, aspiradores de carbono. Elas compensam muito mais do que emitem. Elas sequestram carbono, de acordo com o nosso protocolo”, complementou.
Coop na COP31
De 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia, o Sistema OCB e cooperativas brasileiras levarão à conferência experiências e propostas relacionadas à agricultura de baixo carbono, à transição energética e à sustentabilidade nos sistemas produtivos.
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30/10/2026
COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação
Sistema OCB volta à conferência para apresentar soluções e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade
Faltam poucos dias para o início da COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começa dia 9 de novembro, em Antalya, na Turquia. O Sistema OCB estará presente, ao lado de cooperativas brasileiras, para mostrar como o cooperativismo contribui para enfrentar os desafios da atualidade e promover o desenvolvimento sustentável. A participação deste ano conta com painéis em diferentes espaços da conferência, com discussões sobre temas como transição energética, financiamento climático, bioeconomia, seguros, transporte e sustentabilidade no agronegócio.
O legado da COP30
A nova participação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o cooperativismo brasileiro teve presença expressiva na COP30, em Belém (PA). Durante duas semanas, o movimento ocupou espaços na Blue Zone, Green Zone e Agri Zone, além de participar de agendas temáticas, como as da Casa do Seguro. A programação levou ao público experiências e soluções ligadas à bioeconomia, ao financiamento climático, à energia renovável, à agricultura de baixo carbono e à segurança alimentar. 36 cooperativas brasileiras estiveram representadas por seus delegados, enquanto outras 67 tiveram suas experiências apresentadas na programação. Ao todo, foram realizados 34 painéis e 17 oficinas.
A presença também abriu oportunidades para ampliar o diálogo com governos, organismos internacionais e instituições financeiras. Ao longo da conferência, as cooperativas apresentaram experiências que conectam conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento dos territórios, além de evidenciar como a organização coletiva pode contribuir para a transição climática.
Outro resultado importante foi o avanço de articulações e acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas, voltados a áreas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, manejo florestal sustentável e finanças verdes.
Outro legado importante foi a consolidação de uma agenda propositiva. Por meio do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, foram apresentadas propostas organizadas em cinco grandes eixos: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; financiamento climático; transição energética; bioeconomia; e adaptação e gestão de riscos climáticos. Essas propostas continuam orientando a atuação institucional e contribuem para o posicionamento que será levado à COP31.
De Belém a Antalya
Na COP31, o objetivo é dar continuidade a essa agenda e ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas pelas cooperativas brasileiras. Os debates previstos vão abordar desde o acesso a recursos para iniciativas climáticas até o uso sustentável da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes.
“Os desafios climáticos exigem soluções que considerem as diferentes realidades dos territórios. As cooperativas têm muito a contribuir nesse processo, porque unem pessoas, conhecimento e capacidade de organização para promover mudanças na prática. Queremos mostrar essa diversidade de experiências e fortalecer as conexões que permitam levar essas iniciativas ainda mais longe”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
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23/07/2026
Sistema OCB promove imersão para fortalecer agenda rumo à COP31
Representantes do governo e parceiros conhecem iniciativas coop em sustentabilidade e inovação
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu.
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu. Saiba Mais:
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