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Cooperativismo Exportador

As coops brasileiras no comércio internacional

O cooperativismo brasileiro ultrapassa fronteiras, levando a força e a excelência do nosso modelo de negócios para o mercado global. A internacionalização consolida-se, cada vez mais, como um caminho estratégico essencial, conectando a qualidade da produção local às exigentes demandas mundiais.
Este panorama apresenta dados da atuação do cooperativismo brasileiro no cenário global e como as cooperativas estão se posicionando e expandindo suas raízes no mundo.

Valor exportado em 2025
US$ 17,4 bi

valor exportado pelas cooperativas brasileiras.

140

cooperativas exportaram produtos, de forma direta e indireta, em 2025

10,3%

dos embarques do agronegócio em 2025 foi feito por uma cooperativa

Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 — Sistema OCB. Dados de referência: 31/12/2025.

A parceria entre o Sistema OCB e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) combinou os dados das cooperativas apoiadas pela Agência com os registros do Sistema OCB, para compreender melhor os desafios e oportunidades do setor no comércio internacional.

Onde estão as cooperativas exportadoras

O universo de cooperativas apoiadas pela ApexBrasil é representativo das exportadoras em geral. Das 77 cooperativas apoiadas, 74 exportaram em 2025; cerca de 73% das envolvidas com exportação concentram-se no eixo Sul-Sudeste.

Paraná
43%
das exportações · US$ 4 bilhões
Minas Gerais
32,5%
das exportações · US$ 3 bilhões
Santa Catarina
21%
das exportações · US$ 1,9 bilhão
48,3%

dos bens exportados por essas cooperativas em 2025 tinham algum grau de processamento industrial.

Principais compradores dos produtos
exportados pelas cooperativas

1 China
US$ 1,8 bi
2 Estados Unidos
US$ 594 mi
3 Países Baixos
US$ 488 mi
4 Japão
US$ 621 mi
5 Alemanha
US$ 591 mi

Os principais produtos exportados pelas cooperativas

Cinco principais “produtos” (SH6*) exportados por coops com valor em milhões de dólares:
Café não torrado
US$ 3.133
Carnes de aves
US$ 2.504
Soja triturada
US$ 1.088
Carne suína
US$ 1.064
Óleo de soja
US$ 677
Cinco principais “produtos” (SH6*) com maior participação de coops nas exportações totais do Brasil:
Miúdos suínos
42,9%
Pedaços de suínos
35%
Toucinho suíno
28,1%
Uvas frescas
16,5%
Embutidos de carnes
7,4%
Fonte: Dados ApexBrasil e OCB, utilizando a metodologia do Agrostat/MAPA.
*SH6 = seis primeiros dígitos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias.

Percepções sobre a exportação

O Sistema OCB realizou pesquisa de Mapeamento de Exportação do Cooperativismo para identificar o perfil exportador, os gargalos operacionais e o potencial de internacionalização das cooperativas dos Ramos Agropecuário e TPBS.
Como resultado principal, a pesquisa trouxe que cooperativas entendem a relevância de competir no mercado internacional e vislumbram como benefício o aumento do faturamento, maior valor agregado ao produto, aumento da rentabilidade, benefícios fiscais e ganho de escala.

Valor potencial de exportação em 1 ano — Não exportadoras
R$ 500 mil a R$ 10 milhões
Faixa vislumbrada pelas cooperativas que ainda não exportam.
Valor potencial de exportação em 1 ano — Exportadoras
R$ 1 milhão a R$ 50 milhões
Faixa vislumbrada pelas cooperativas que já exportam.
Interesse em iniciar/ampliar exportação nos próximos 2 anos
Base: cooperativas respondentes
Experiências exportando produtos
Base: cooperativas que já exportaram

A marca de 85% mostra que existe um grande interesse destas cooperativas em iniciar ou ampliar as operações de exportação. Entre as que já exportaram, 93% relataram a experiência como positiva.

Razões apontadas pelas cooperativas sem interesse em exportar

Pesquisa de percepção · Múltiplas respostas

Entre os que não possuem interesse de iniciar ou ampliar as operações de exportação, a principal razão é a falta de um excedente de produção, uma vez que o mercado nacional absorve toda a produção.

Experiência com a exportação

Experiência das cooperativas com exportação

Experiência com exportação por porte da cooperativa

54% das cooperativas relataram que nunca exportaram.
Coops de grande porte são maioria entre as que declaram já ter exportado de forma direta.
Coops de pequeno porte são maioria entre as que nunca exportaram.

Principal estratégia de interesse para expansão da internacionalização nos próximos três anos

48% das coops interessadas em exportar vislumbram a exportação direta como objetivo

Na percepção das coops, a exportação direta é vantajosa

Motivos pelos quais a exportação direta é vista como vantajosa

Requisitos mais importantes para se ter sucesso em uma exportação direta

Requisito Descrição Importância
Conhecimento Ter conhecimento sobre os processos e legislação ALTA
Recursos Humanos Ter equipe treinada e estrutura interna ALTA
Aprovação dos Cooperados Ter o apoio da diretoria / assembleia BAIXA
Recursos Financeiros Disponibilidade de capital para a operação BAIXA

Os requisitos mais importantes para ter sucesso em uma exportação direta são ter conhecimento sobre os processos e legislação e contar com equipe treinada/estrutura interna.

Você sabia?

Em 2023, o MDIC informou que a lista de empresas exportadoras e importadoras não será mais divulgada, para adequar as estatísticas às regras de sigilo fiscal vigentes. Essa alteração inviabilizou a disponibilização de parte dos dados do cooperativismo exportador que vinham sendo publicados no anuário.

AnuárioCoop 2026
Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025 — OCB/Sescoop.
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