Saúde
Em 2025, o progresso é visto em muitas áreas
Criado para cuidar da saúde humana, o cooperativismo de saúde brasileiro ocupa a liderança mundial, sendo colocado como referência para todos os países que desejam avançar no segmento por meio da estrutura de negócios cooperativos. Reunindo especialistas em saúde e seus consumidores, as cooperativas do ramo têm como missão ofertar ou obter produtos e serviços com enfoque na preservação, atendimento e promoção da saúde humana.
Com mais de 60 anos de existência, o ramo é composto por cooperativas médicas, odontológicas e de todas as profissões classificadas no CNAE como “atividades de atenção à saúde humana”, além das cooperativas de pessoas que se reúnem para constituir um plano de saúde.
Panorama do Cooperativismo de Saúde no Brasil
Selecione o ano e toque em uma unidade da federação para ver as seis métricas do ramo naquele estado.
- Cooperativas 695
- Cooperados 304.329
- Empregados 162.285
- Ingressos R$ 130,67 bi
- Ativos R$ 81,90 bi
- Sobras R$ 6,58 bi
Indicadores financeiros do cooperativismo de saúde
As cooperativas de saúde brasileiras são verdadeiros patrimônios do país: estão presentes em mais de 90% do território nacional e são responsáveis pelo atendimento de mais de 27 milhões de brasileiros. Ao aliar o conhecimento técnico de seus cooperados aos princípios cooperativistas, elas conseguem associar trabalho, geração de trabalho, renda e compromisso socioambiental na prestação de serviços de qualidade para a sociedade.
Em 2025 as cooperativas do ramo saúde brasileiras pagaram mais de:
investidos em salários e benefícios aos seus colaboradores.
Atuação das cooperativas por segmentos
Os percentuais somam mais de 100% porque uma mesma cooperativa pode atuar em vários segmentos.
Intercooperar gera Negócios
Com quais outros ramos a Saúde mais faz negócios.
Dados complementares
Em 2025, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as informações financeiras enviadas pelas operadoras de planos de saúde demonstram que o setor fechou o ano registrando lucro líquido de aproximadamente R$ 25 bilhões. A sinistralidade, principal indicador que explica o desempenho operacional nas operadoras médico-hospitalares, registrou o índice de 81,9%, próximo ao observado no período anterior à pandemia. Um cenário ainda desafiador, mas que vem melhorando desde 2022.
No IDSS 2025, das 20 operadoras médico-hospitalares com nota máxima, 18 são cooperativas Unimed.
Publicação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) coloca a Unimed entre os 4 maiores grupos cooperativistas do mundo (relação receitas/PIB per capita).
Desafios e Oportunidades
Em 2025, os desafios do setor saúde foram inúmeros: a aprovação do piso salarial da enfermagem, ainda em 2022, continua a gerar impactos para os setores público e privado; uma crise de sustentabilidade financeira, em especial para as pequenas operadoras, permanece; a redução do prazo para a avaliação de novas tecnologias, aumento na utilização dos planos, inflação do setor, envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida em velocidade maior do que a que ocorreu na economia dos países desenvolvidos, dentre outros.
Apesar desse cenário, as cooperativas que atuam como operadoras, tanto médicas quanto odontológicas, tiveram ampliação no número de beneficiários, demonstrando a confiança dos seus usuários e a solidez do modelo cooperativo de negócios. Ao mesmo tempo, as prestadoras ampliaram contratos e foram essenciais no atendimento à população, no SUS e no segmento privado. Com essa forte atuação, o cooperativismo demostrou, mais uma vez, sua relevância e diferencial para a promoção da saúde dos brasileiros.
O segmento, com resiliência e flexibilidade marcante mesmo em momentos de adversidade, reiterou e colocou em prática algumas tendências, repensou outras e estruturou oportunidades. A esse movimento se soma a telessaúde, que veio para ficar e já é realidade para milhões de brasileiros, assim como a atenção primária à saúde, exercitada constantemente pelas cooperativas do ramo, que têm conquistado ainda mais expressividade.
Do mesmo modo, acordos entre a iniciativa privada e o setor público serão fortalecidos. Saúde mental, tratamentos de obesidade e do TEA (transtorno do espectro autista) se manterão presentes na agenda e demandarão uma atuação coordenada. Inovações voltadas à saúde estarão ainda mais acessíveis e presentes na vida da sociedade atual. O cooperativismo de saúde seguirá com atenção a todas essas tendências e será, como tem sido nas últimas décadas, protagonista.
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