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Infraestrutura
Ramos do Cooperativismo · Ano-base 2025

Infraestrutura

Panorama 2025

Em 2025, o progresso é visto em muitas áreas

247
cooperativas
1.476.472
cooperados
7.110
empregos

Em seus mais de 80 anos de existência no Brasil, o setor presta serviços de geração e distribuição de energia elétrica, saneamento básico, telecomunicação, construção civil, irrigação e habitação.

Inseridas em todos esses segmentos econômicos, as cooperativas de infraestrutura são atores representativos para seus associados e para o meio social em que estão inseridos, contribuindo para o desenvolvimento e a geração de impactos positivos em todas as regiões do país.

Distribuição territorial

Panorama do Cooperativismo de Infraestrutura no Brasil

Selecione o ano e toque em uma unidade da federação para ver as seis métricas do ramo naquele estado.

2025
Brasil
2025
Total nacional do ramo
  • Cooperativas 247
  • Cooperados 1.476.472
  • Empregados 7.110
  • Ingressos R$ 6,80 bi
  • Ativos R$ 11,44 bi
  • Sobras R$ 772,0 mi
Toque em um estado no mapa para ver os dados locais.
Indicadores financeiros · 2025

Indicadores financeiros do cooperativismo de infraestrutura

R$ 6,8 bi
em ingressos
R$ 11,4 bi
em ativos
R$ 718,4 mi
em capital social
R$ 772,1 mi
em sobras
Série anual por indicador
série anual · dados da base
Ingressos

Em 2025 as cooperativas do ramo infraestrutura brasileiras pagaram mais de:

R$ 648,5 mi

investidos em salários e benefícios aos seus colaboradores.

Atuação econômica · Segmentos

Segmentos do Ramo Infraestrutura

Pluralidade é palavra de ordem quando se fala em cooperativismo de infraestrutura. Atualmente, o ramo é composto por cinco segmentos: energia, irrigação, água e saneamento, habitacional e telecomunicações, sendo este o mais novo segmento do ramo, incorporado a partir da Lei nº 15.324/2026.

Distribuição das cooperativas por segmento de atuação
participação das cooperativas em cada segmento

Os percentuais somam mais de 100% porque uma mesma cooperativa pode atuar em vários segmentos.

Energia

O maior e mais estruturado segmento do ramo — geração e distribuição de energia elétrica (detalhado logo abaixo).

Construção civil / Habitacional

Atuação coletiva para viabilizar acesso à moradia digna, com custos acessíveis e maior controle do processo construtivo; também desenvolve espaços comerciais e comunitários, reduzindo o déficit habitacional e fortalecendo o tecido social.

Água e saneamento

Atuação ainda pontual, com experiências localizadas — gestão de sistemas simplificados de abastecimento de água e esgotamento sanitário, principalmente em comunidades rurais.

Irrigação

Cooperativas voltadas à infraestrutura de irrigação para a produção agrícola.

Descrição preliminar — a confirmar.
Novo segmento
Telecomunicações

Novo segmento do ramo, autorizado pela Lei nº 15.324/2026, que reconheceu as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações. Já há iniciativas cooperativistas que atendem mais de 74 mil usuários, com foco em áreas rurais e inclusão digital — a mudança abre caminho para a constituição de novas cooperativas no setor.

Princípio 6 · Intercooperação

Intercooperar gera Negócios

Com quais outros ramos a Infraestrutura mais faz negócios.

66%
fizeram negócios com Cooperativas de Crédito
34%
fizeram negócios com Cooperativas de Saúde
4,1%
fizeram negócios com Cooperativas de Trabalho
2%
fizeram negócios com Cooperativas Agropecuárias
Segmento em detalhe

O segmento de energia em detalhe

Como maior segmento do ramo, a energia organiza-se em dois grandes eixos — distribuição e geração — cada um com seus próprios modelos de atuação dentro da cadeia elétrica.

Cooperativas de Energia

Cooperativas de Energia
Distribuição de Energia
Autorizadas
Permissionárias
Concessionárias
Geração de Energia
Geração Convencional
Geração Distribuída
  • Cooperativas de Energia
    • Distribuição de Energia
      • Autorizadas
      • Permissionárias
      • Concessionárias
    • Geração de Energia
      • Geração Convencional
      • Geração Distribuída

Distribuição de Energia

As cooperativas de distribuição entregam energia elétrica diretamente aos consumidores em áreas onde, muitas vezes, outros agentes não atuam. Detêm os ativos de distribuição — redes, transformadores e postes — e operam em regimes distintos conforme a autorização do poder público.

Concessionárias

Operam por meio de contrato de concessão.

Permissionárias

Operam por meio de contrato de permissão.

Autorizadas

Autorização específica da ANEEL, classificadas como grandes consumidoras, com modelo diferenciado para áreas rurais.

Em 2025, as cooperativas de distribuição mantiveram o compromisso com energia de qualidade e tarifas justas, operando uma infraestrutura robusta que garante fornecimento mesmo em regiões de baixa densidade populacional.

A infraestrutura por trás da distribuição
Rede de Distribuição

Extensa rede de 115 mil km que entrega energia a diversas áreas.

Subestações Próprias

42 subestações que garantem estabilidade e confiabilidade da rede.

Linhas de Transmissão

Conectam as subestações, facilitando a transmissão eficiente de energia.

Em 2025, as cooperativas de distribuição mantiveram o compromisso com energia de qualidade e tarifas justas, operando uma infraestrutura robusta que garante fornecimento mesmo em regiões de baixa densidade populacional.

Geração de Energia

A atuação do cooperativismo no setor elétrico também se expandiu para a geração de energia, com foco na comercialização no mercado livre. As cooperativas de geração para venda são responsáveis por empreendimentos de pequeno e médio porte, voltados à produção de energia para negociação no Ambiente de Contratação Livre (ACL), por meio de comercializadoras próprias ou de contratos bilaterais com consumidores e empresas.

Geração Convencional (para venda)

Atualmente, são 77 usinas em operação sob responsabilidade de cooperativas, somando mais de 405 MW de potência instalada, provenientes de fontes renováveis — hidráulica, solar fotovoltaica e biomassa.

Fontes renováveis · 559 usinas em operação
405 Potência instalada (MW)
77 Usinas em operação
37 PCHs
23 CGHs
16 UFVs
1 UTE (biomassa)
Destaques da geração convencional
1,85 bilhão de kWh gerados em 2025 (~620 mil unidades consumidoras)
Investimento total de ~R$ 2,5 bilhões
+13 Usinas Hidrelétricas em consórcio (100 MW)
4 novas usinas em 2025 (+~5% de potência)
previsão de 7 novas usinas em 2026
Impacto ambiental
CO₂ evitadas (≈167 mil ha · ~0,5% da Amazônia)
1 mi
Ações de educação ambiental (~25 mil pessoas)
400
Nascentes protegidas
137
APP recompostos (42 mil mudas nativas)
32

A GD cooperativa em forte expansão

Cooperativas
89
Empreendimentos
2.891
Potência (MW)
37,5
Qualidade · IASC / ANEEL

Satisfação acima da média do setor

Desde 2014, quando a ANEEL incluiu as cooperativas no IASC, das 103 distribuidoras avaliadas (52 cooperativas), as cooperativas sempre estiveram entre as 20 melhores do Brasil.

Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor · 2026
As cooperativas permissionárias superaram as concessionárias na satisfação do consumidor em 2026.
MELHOR COOPERATIVA
84,55%
índice máximo de satisfação alcançado entre as cooperativas em 2025.
52
Cooperativas entre 103 distribuidoras avaliadas
Leitura do ano

Desafios e Oportunidades

O cooperativismo de infraestrutura vive um momento de transformação, impulsionado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e novas oportunidades de mercado. Em diferentes segmentos, as cooperativas ampliam sua atuação e se adaptam a um novo cenário, reforçando seu papel no desenvolvimento sustentável, na oferta de serviços essenciais e na melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Energia

O setor elétrico passa por um momento de profundas transformações, impulsionado pela abertura do Mercado Livre de Energia, pela expansão das fontes renováveis e pela modernização do sistema elétrico. Nesse cenário, desafios como a adaptação ao novo ambiente competitivo, as restrições de escoamento da geração (curtailment) e a necessidade de integração de novas tecnologias, como o armazenamento de energia, impactam as cooperativas de diferentes formas. Ao mesmo tempo, essas mudanças criam oportunidades para diversificação de serviços, desenvolvimento de novos modelos de negócios e ampliação da atuação das cooperativas em toda a cadeia do setor elétrico. Além dos desafios comuns ao setor elétrico, as cooperativas autorizadas enfrentam entraves regulatórios decorrentes da necessidade de atualização das normas aplicáveis ao modelo cooperativista — o aperfeiçoamento desse ambiente regulatório é uma das principais pautas deste segmento.

Telecomunicações

A promulgação da Lei nº 15.324/2026 autorizou a prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, criando oportunidades para diversificação das atividades das cooperativas de infraestrutura e estimulando a constituição de novas cooperativas no setor.

Habitacional

As cooperativas habitacionais seguem ampliando sua atuação para atender diferentes perfis de cooperados. Entre os principais desafios está o aperfeiçoamento do marco regulatório, especialmente em temas relacionados à equiparação com incorporadoras e às garantias aplicáveis aos empreendimentos. Em paralelo, o modelo cooperativista se consolida como uma alternativa para ampliar o acesso à moradia e desenvolver empreendimentos pautados na participação dos cooperados.

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