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Sicoob, Sicredi e Aurora figuram em lista nacional que valoriza reputação, propósito e confiança
Três marcas cooperativas estão entre as 50 mais valiosas do Brasil em 2025, segundo o ranking divulgado pelo InfoMoney em parceria com TM20 Branding, Brazil Panels e Elos Ayta. As coops Sicoob, Sicredi e Aurora foram reconhecidas por sua solidez, reputação e capacidade de traduzir propósito em valor econômico.
A lista, lançada nesta segunda-feira (3), durante evento na ESPM, em São Paulo, mede o valor das marcas com base em desempenho financeiro e percepção do consumidor. O estudo segue as diretrizes da norma internacional ISO 10668, referência mundial em avaliação de marcas, e evidencia que inovação, confiança e propósito seguem como os principais motores de valor em 2025.
“Ver três cooperativas entre as marcas mais valiosas do país é motivo de orgulho para todo o movimento. É o reconhecimento de um modelo econômico que alia desempenho com impacto social e que cresce baseado em confiança, participação e transparência”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Coop que gera valor
Na 13ª posição geral, o Sicoob aparece com valor de marca estimado em R$ 10,55 bilhões, consolidando-se como uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. O resultado reflete o crescimento consistente do sistema, que hoje reúne mais de 8 milhões de cooperados e mais de 4 mil pontos de atendimento em todo o território nacional.
Logo depois, na 24ª posição, o Sicredi reforça o peso do cooperativismo financeiro entre as grandes marcas brasileiras, com R$ 4,8 bilhões em valor de marca. O reconhecimento traduz o fortalecimento do relacionamento com seus 7,5 milhões de associados e o compromisso com o desenvolvimento regional e sustentável.
Fechando o trio de destaques, a Aurora Alimentos ocupa a 33ª colocação, com valor estimado em R$ 3,38 bilhões. A marca, referência na agroindústria cooperativa, reflete o sucesso de um modelo que alia inovação, governança e presença nacional, com produtos que carregam a identidade do campo e o trabalho de milhares de cooperados.
Reputação como ativo estratégico
De acordo com o estudo da TM20 Branding, o valor das marcas foi calculado a partir de três pilares: resultados financeiros, força da marca e percepção do público. Em comum, as cooperativas se destacam pela confiabilidade, pela proximidade com seus públicos e pela coerência entre discurso e prática, fatores que transformam reputação em ativo econômico. O levantamento analisou 208 marcas em 26 categorias.
“Esse resultado também mostra o trabalho de comunicação das cooperativas, que tem investido em posicionamento, consistência e presença de marca, sem renunciar aos seus valores de origem. Hoje, o consumidor reconhece o cooperativismo como sinônimo de confiança, proximidade e propósito”, afirma Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB.
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Em audiência pública, entidade defendeu revisão de medidas antidumping e equilíbrio de mercado
O Sistema OCB destacou, em audiência pública realizada nesta terça (5), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a urgência de medidas concretas para assegurar segurança jurídica, equilíbrio de mercado e condições justas de concorrência aos produtores de leite, especialmente os pequenos e médios cooperados.
Para o analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB, Fernando Pinheiro, o momento exige atenção e ação coordenada entre governo, Parlamento e setor produtivo. Ele ressaltou que, mesmo diante de desafios, a cadeia do leite tem
Vinicius Loures/Câmara dos Deputadosdemonstrado capacidade de resposta e potencial de crescimento. “A relevância dessa cadeia dentro do movimento cooperativista é enorme. Quando as condições são favoráveis, o produtor responde. No primeiro semestre, tivemos aumento de 6% na produção. Isso mostra que o setor tem força e pode melhorar muito mais, desde que tenha segurança e estabilidade”, afirmou.
Fernando reforçou que o cooperativismo já atua de forma organizada e eficiente na estruturação da cadeia láctea, mas depende de um ambiente competitivo equilibrado para continuar avançando. “O Brasil não será o primeiro nem o único país a defender sua cadeia produtiva de leite. Isso acontece no mundo inteiro. Todos se protegem, porque o leite gera emprego, renda e desenvolvimento regional. Quando o produtor sofre, a cooperativa também sofre, e o impacto chega à agroindústria e ao emprego no campo”.
Entre as ações urgentes, o representante do Sistema OCB destacou a necessidade de o governo rever o entendimento aplicado à petição antidumping apresentada pela CNA contra importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai. Segundo ele, o processo seguiu rigorosamente o regulamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mas encontra-se ameaçado por uma mudança de interpretação adotada após mais de 20 anos de estabilidade no procedimento. “O setor fez o que foi solicitado: apresentou a petição de forma técnica e transparente. Agora, é essencial que o governo revise o entendimento e aplique as medidas cautelares cabíveis. Essa é uma solução concreta, possível e dentro das regras. O que precisamos é de agilidade”, pontuou.
O analista também defendeu o fortalecimento de ações privadas de gestão e modernização ao longo de toda a cadeia, como a melhoria da gestão das propriedades e a qualificação da mão de obra. “O cooperativismo está pronto para continuar contribuindo com inovação e eficiência, mas precisa de segurança para seguir investindo e sustentando milhares de produtores que dependem da atividade”, completou.
Em apoio às preocupações do setor, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Pedro Lupion (PR), reforçou a gravidade da situação enfrentada pelos produtores de leite em todo o país. “Estamos vendo produtores desesperados, vacas sendo abatidas e famílias abandonando a atividade. Isso não é normal nem justificável. É inaceitável que 1,6 bilhão de litros de leite estejam entrando no Brasil importados, derrubando o preço interno e comprometendo a subsistência dos produtores”, afirmou.
O parlamentar cobrou uma resposta urgente do governo à reivindicação das entidades representativas do setor, entre elas o Sistema OCB, para conter as importações e aplicar as medidas antidumping já protocoladas. “Não existe justificativa técnica para essa demora. A CNA apresentou todos os dados e cumpriu as exigências do MDIC. O que falta é decisão política. Precisamos proteger nossa produção nacional, garantir competitividade e preservar os empregos e a renda das famílias que vivem do leite”, completou.
Durante a audiência, Lupion também destacou a tramitação de projetos de lei voltados à proteção do setor lácteo, como o PL 4.309/2023, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido, e o PL 1.999/2024, que proíbe a fabricação e comercialização de leite sintético no Brasil.
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Mobilização garantiu exclusão de dispositivo que ameaçava sustentabilidade das coops de infraestrutura
Em mais uma conquista para o cooperativismo de infraestrutura, o Congresso Nacional concluiu, nesta quinta-feira (30), a deliberação da Medida Provisória 1304/2025, que trata da reforma do setor elétrico, sem incluir o dispositivo proposto pelo Ministério da Fazenda que extinguia a subvenção por baixa densidade de carga. A retirada do trecho, que representava forte ameaça à sobrevivência das cooperativas de energia, foi resultado de intensa mobilização do Sistema OCB, com apoio fundamental dos parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (INFRACOOP), além da atuação estratégica das Organizações Estaduais. A MP segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
A proposta da Fazenda previa o fim gradual, em até quatro anos, da subvenção que beneficia concessionárias de pequeno porte e cooperativas permissionárias que operam em áreas rurais e de baixa densidade populacional, regiões onde é necessário manter extensas redes para atender poucos consumidores.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o resultado é uma vitória coletiva e reafirma a importância do diálogo permanente com o Parlamento. “As cooperativas de energia cumprem um papel essencial na inclusão energética e no desenvolvimento regional. A manutenção da subvenção é um reconhecimento de que esse modelo funciona, garante tarifas acessíveis e leva qualidade de vida ao interior do Brasil. Essa conquista é fruto da união do movimento cooperativista e da sensibilidade dos parlamentares que compreenderam a relevância do tema”, destacou.
A articulação em torno da MP foi conduzida pelo Sistema OCB desde a apresentação do texto original, em diálogo constante com o relator, senador Eduardo Braga (AM), e com lideranças parlamentares. A atuação conjunta da Frencoop e da Infracoop foi decisiva para sensibilizar o Congresso quanto aos impactos negativos da proposta do Ministério da Fazenda.
O deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frencoop, foi um ator-chave na atuação em prol do cooperativismo junto ao relator da Medida Provisória. Jardim ressaltou que o resultado mostra a força do cooperativismo quando há mobilização e clareza técnica. “O texto aprovado respeita as especificidades das cooperativas de energia e mantém um instrumento fundamental para o equilíbrio econômico e a inclusão energética. Essa é uma vitória de todos que acreditam em um Brasil mais justo e conectado”, afirmou.
O apoio expressivo da Frencoop, da Infracoop e das Organizações Estaduais fortaleceu a mobilização e garantiu que as especificidades das cooperativas fossem respeitadas no texto final. Entre os parlamentares que estiveram à frente das negociações, e foram fundamentais na defesa do setor durante as discussões, estão a deputada Geovania de Sá (SC), os deputados Heitor Schuch (RS), Tião Medeiros (PR), Bohn Gass (RS) e Covatti Filho (RS), além dos senadores Luis Carlos Heinze (RS) e Esperidião Amin (SC).
Além da subvenção por baixa densidade, a MP 1304 aborda outros pontos da reforma do setor elétrico, como o Encargo de Complemento de Recursos e as exceções na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O Sistema OCB continuará acompanhando de perto os desdobramentos do tema.
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Ação garante exclusão de dispositivo que ameaçava sustentabilidade das coops de infraestrutura
Em mais uma conquista para o cooperativismo de infraestrutura, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), a Medida Provisória 1304/2025, que trata da reforma do setor elétrico, sem incluir o dispositivo proposto pelo Ministério da Fazenda que extinguia a subvenção por baixa densidade de carga. A retirada do trecho, que representava forte ameaça à sobrevivência das cooperativas de eletrificação rural, foi resultado de intensa mobilização do Sistema OCB, com apoio fundamental dos parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar de Infraestrutura (Infracoop), além da atuação estratégica das Organizações Estaduais.
A proposta da Fazenda previa o fim gradual, em até quatro anos, da subvenção que beneficia concessionárias de pequeno porte e cooperativas permissionárias que operam em áreas rurais e de baixa densidade populacional, regiões onde é necessário manter extensas redes para atender poucos consumidores. O mecanismo, criado pela Lei 13.360/2016, transfere para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) o excedente de custos dessas operações, assegurando tarifas justas e a continuidade dos serviços prestados.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o resultado é uma vitória coletiva e reafirma a importância do diálogo permanente com o Parlamento. “As cooperativas de energia cumprem um papel essencial na inclusão energética e no desenvolvimento regional. A manutenção da subvenção é um reconhecimento de que esse modelo funciona, garante tarifas acessíveis e leva qualidade de vida ao interior do Brasil. Essa conquista é fruto da união do movimento cooperativista e da sensibilidade dos parlamentares que compreenderam a relevância do tema”, destacou.
A articulação em torno da MP foi conduzida pelo Sistema OCB desde a apresentação do texto original, em diálogo constante com o relator, senador Eduardo Braga (AM), e com lideranças parlamentares. A atuação conjunta da Frencoop e da Infracoop foi decisiva para sensibilizar o Congresso quanto aos impactos negativos da proposta do Ministério da Fazenda.
O deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frencoop, ressaltou que o resultado mostra a força do cooperativismo quando há mobilização e clareza técnica. “O texto aprovado respeita as especificidades das cooperativas de eletrificação rural e mantém um instrumento fundamental para o equilíbrio econômico e a inclusão energética. Essa é uma vitória de todos que acreditam em um Brasil mais justo e conectado”, afirmou.
A deputada Geovania de Sá (SC), o deputado Tião Medeiros (PR) e o senador Luis Carlos Heinze (RS) também foram fundamentais na defesa do setor durante as discussões da Comissão Mista e na articulação com os demais parlamentares. O apoio expressivo da Frencoop, da Infracoop e das Organizações Estaduais fortaleceu a mobilização e garantiu que as especificidades das cooperativas fossem respeitadas no texto final.
Além da subvenção por baixa densidade, a MP 1304 aborda outros pontos da reforma do setor elétrico, como o Encargo de Complemento de Recursos e as exceções na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O Sistema OCB continuará acompanhando de perto a tramitação das medidas que tratam do tema.
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https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-eventos/sistema-ocb-participa-de-reuniao-global-da-icao
Proposta amplia acesso ao crédito e reconhece papel do movimento no fortalecimento da economia
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (22), o Projeto de Lei (PL) 2.147/2021, que inclui as cooperativas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões entre os beneficiários do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A medida representa um avanço importante para o cooperativismo, que passa a ter acesso a uma das principais políticas públicas de crédito voltadas a pequenos negócios no país. De autoria do senador Jaques Wagner (BA) e com relatoria do senador Omar Aziz (AM), o texto segue agora para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no Plenário do Senado.
Andressa Anholete/Agência SenadoO Sistema OCB comemorou a aprovação da proposta. Para a superintendente, Tania Zanella, a medida representa um passo importante na busca por um ambiente de crédito mais inclusivo. "Ao incluir as cooperativas no Pronampe, o Senado reconhece que o modelo de negócio é essencial para impulsionar o desenvolvimento sustentável, gerar empregos e fortalecer as economias regionais”, avaliou.
A superintendente destacou ainda que o acesso das cooperativas ao programa permitirá que milhares de empreendimentos ampliem sua capacidade de investimento e inovação. “As cooperativas são agentes de transformação econômica e social. Essa conquista reflete o esforço contínuo do Sistema OCB em defender políticas públicas que tratem com equidade as diferentes formas de organização produtiva”, completou.
Apoio a micro e pequenas empresas
Criado em 2020, durante a pandemia da Covid-19, o Pronampe surgiu como uma ferramenta de apoio às micro e pequenas empresas, com oferta de juros reduzidos, prazos estendidos para pagamento e garantia de crédito via Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com o novo projeto, as pequenas cooperativas passam a ter acesso às mesmas condições, o que permitirá investir em capital de giro, modernização de estruturas produtivas e expansão de atividades.
Para o autor da proposta, o objetivo é corrigir uma lacuna que há anos limita o acesso das cooperativas a políticas públicas de crédito. “Atualmente, menos de 12% das cooperativas conseguem acessar as linhas de financiamento existentes, o que restringe seu potencial de geração de renda e emprego, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros”, afirmou Jacques Wagner, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
Omar Aziz destacou que a ampliação do Pronampe para as cooperativas tem forte impacto social e econômico. Segundo ele, o programa é fundamental para manter e criar postos de trabalho, sobretudo nos setores agrícola, de serviços e de produção, nos quais as cooperativas têm atuação expressiva. “O Pronampe tem se mostrado uma política pública eficiente para enfrentar períodos de crise e fomentar o desenvolvimento local. Incluir as cooperativas é ampliar o alcance social do programa e reconhecer o papel que elas já cumprem na economia nacional”, declarou.
Com a aprovação do PL 2.147/2021, as cooperativas passarão ter acesso a linhas de crédito com juros reduzidos, prazos estendidos — com possibilidade de carência de até 12 meses — e cobertura pelo FGO, que facilita a contratação ao diminuir as exigências de garantias.
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Dados mostram que 99,5% dos alunos apontaram avanços na vida profissional e pessoal após cursos
Um número traduz a força da educação cooperativista no Brasil: 99,5% dos participantes da Pesquisa de Efetividade 2025 reconheceram que os cursos da CapacitaCoop contribuíram diretamente para o seu aprendizado pessoal e profissional. E também que, por trás desse percentual, está uma transformação que supera a qualificação técnica — ela alcança valores, comportamentos e o sentimento de pertencimento que move o cooperativismo.
Realizada pelo Sistema OCB, a pesquisa ouviu 220 alunos que concluíram cursos autoinstrucionais entre janeiro e dezembro de 2024, com carga horária mínima de 10 horas. O estudo teve como meta mensurar a efetividade da formação oferecida pela plataforma nas dimensões educacional, profissional e sociocultural. Para isso, foram analisados a satisfação e a aplicação do conhecimento na rotina e no desenvolvimento das cooperativas. 
“Os resultados mostram que os cursos da CapacitaCoop são transformadores. Eles fortalecem competências, inspiram novas posturas e reforçam o propósito coletivo que sustenta o cooperativismo”, afirma Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Ainda segundo ela, o dado de que 95% dos respondentes aplicaram os conhecimentos adquiridos na vida pessoal ou profissional, demonstra que a CapacitaCoop cumpre um papel essencial na qualificação de colaboradores, dirigentes e cooperados. “A cada novo curso concluído, cresce também a capacidade de inovação e a eficiência dentro das cooperativas — um resultado que se reflete na qualidade dos serviços, no fortalecimento da governança e no desenvolvimento regional”, acrescenta.
Os dados também apontam que 91% dos participantes passaram a adotar novas posturas e habilidades em seu cotidiano, um dos indicadores mais expressivos da pesquisa. Entre os depoimentos, é comum encontrar relatos de quem aprimorou sua atuação, conquistou novas responsabilidades e desenvolveu maior segurança na tomada de decisões.
“Os cursos ampliaram meu olhar sobre o cooperativismo e me ajudaram a melhorar minha atuação como conselheiro”, relata um dos alunos entrevistados. Outro destaca que o conteúdo o inspirou a promover mudanças na própria cooperativa, reforçando a importância de um aprendizado voltado à prática. “Esse é o verdadeiro sentido da educação cooperativista: formar pessoas capazes de aplicar o conhecimento em benefício coletivo. Cada avanço individual reverbera em todo o sistema”, ressalta Débora.
Formação que inspira e engaja
Mais do que qualificar, a CapacitaCoop desperta engajamento. Segundo a pesquisa, 86% dos participantes afirmaram que os cursos despertaram o interesse em se envolver mais com o cooperativismo, seja como colaboradores ou cooperados — um índice que confirma o poder mobilizador da educação como ferramenta de pertencimento e transformação social.
Além disso, 95,5% dos alunos disseram ter reforçado o entendimento sobre a importância do cooperativismo para a sociedade, mostrando que o conteúdo dos cursos transcende o aspecto técnico e consolida os princípios e valores do movimento. “Os depoimentos revelam uma relação emocional com o cooperativismo. Muitos participantes relatam orgulho em fazer parte do movimento e vontade de multiplicar o conhecimento adquirido. Isso significa que estamos formando agentes de transformação”, destaca Cláudia Moreno, coordenadora da Gerência de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Cláudia explica que o estudo foi pensado para ir além da mensuração quantitativa, buscando compreender a jornada dos alunos após a formação. “Queríamos saber se o aprendizado gerou mudanças efetivas — e os resultados mostram que sim, tanto no desempenho profissional quanto no comportamento pessoal”, complementa.
Um retrato do público que faz o cooperativismo acontecer
A pesquisa também traçou o perfil dos alunos da CapacitaCoop. A maioria é composta por empregados de cooperativas (52,2%), seguidos por cooperados (15,9%) e dirigentes eleitos (8,4%) — o que demonstra a forte aderência da plataforma junto à base do movimento. Regionalmente, a concentração de respondentes foi maior nas regiões Sudeste (37,7%), Centro-Oeste (27,7%) e Sul (24%), representando mais de 89% do total.
O perfil etário dos alunos é outro dado relevante: mais de 85% pertencem às gerações X e Millennials, públicos que buscam formação contínua, flexível e voltada a resultados práticos — uma característica plenamente atendida pelos cursos autoinstrucionais da plataforma, que combinam recursos multimídia, conteúdos atualizados e trilhas adaptadas à realidade de cada ramo do cooperativismo.
Educação como valor social
Os depoimentos qualitativos reforçam o impacto humano da formação. Entre as falas analisadas, há relatos de alunos que se tornaram disseminadores dos valores cooperativistas em suas comunidades, que fortaleceram suas relações interpessoais e que encontraram na CapacitaCoop um estímulo para seguir aprendendo. “Fiquei impactada com o cooperativismo”, relatou uma participante. Outro declarou: “Tornei-me uma multiplicadora dos princípios cooperativos”.
Essas percepções revelam o alcance social da plataforma — uma educação que não se encerra na plataforma virtual, mas se estende para as famílias, as comunidades e o ambiente de trabalho. “Quando falamos de efetividade, estamos falando de transformação — de pessoas que passam a agir de forma mais colaborativa, ética e consciente. É isso que diferencia a educação cooperativista das demais”, reforça Cláudia Moreno.
Aprimoramento contínuo
Apesar dos índices amplamente positivos, a pesquisa também identificou pontos de atenção, como a necessidade de aprofundar conteúdos voltados ao avanço de carreira e à aplicabilidade direta dos conhecimentos em determinadas funções. Para o Sistema OCB, esse diagnóstico é essencial para o aperfeiçoamento contínuo dos cursos e o desenho de novas trilhas de aprendizagem. “Queremos que cada formação seja uma experiência significativa, que una propósito, aprendizado e resultado. O cooperativismo é um movimento de pessoas, e é nelas que precisamos continuar investindo”, conclui Débora Ingrisano.
Com mais de 210 mil matrículas concluídas desde o lançamento da plataforma em 2020 e uma comunidade ativa de aprendizes espalhada por todo o país, a Pesquisa de Efetividade 2025 confirma que o conhecimento compartilhado na Capacitacoop vai além da formação básica — ele inspira, conecta e transforma, ajudando o Sistema OCB a cumprir sua missão de fortalecer o cooperativismo como modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e humano”, acrescenta Cláudia Moreno.
Os cursos da CapacitaCoop são gratuitos e abertos a todos os interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre cooperativismo, gestão e inovação. Acesse a plataforma e descubra como o aprendizado pode transformar o seu jeito de cooperar.
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Cancelamento da sessão conjunta do Congresso Nacional é criticada pelo setor produtivo
O Sistema OCB, junto a outras entidades representativas do setor produtivo nacional, assinou nota oficial manifestando descontentamento com o cancelamento da sessão conjunta do Congresso Nacional que analisaria os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O adiamento, segundo a Coalizão das Frentes Produtivas, representa um retrocesso no diálogo entre os setores econômicos e o poder público, comprometendo o avanço de um marco regulatório essencial para o desenvolvimento sustentável do país.
A decisão de postergar a deliberação — tomada após apelo do governo — frustrou expectativas de diversos segmentos produtivos, que há meses se mobilizam em favor de uma legislação moderna e equilibrada. A Coalizão defende que a Lei Geral do Licenciamento Ambiental seja mantida em sua integridade, de forma a garantir segurança jurídica, previsibilidade e respeito ao pacto federativo, bem como permitir que estados e municípios exerçam com clareza seu papel no processo de licenciamento.
O grupo alerta ainda que os vetos presidenciais descaracterizam a estrutura da lei, o que compromete sua aplicação prática e gera insegurança regulatória. Com a entrada em vigor prevista para fevereiro de 2026, a ausência de dispositivos centrais poderá deixar entes federativos sem base legal clara para conduzir licenciamentos e abrir espaço para paralisações de obras, empreendimentos e atividades essenciais em todo o país.
Para a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, a manutenção do diálogo e o fortalecimento da legislação ambiental equilibrada são fundamentais para o futuro do Brasil. “O cooperativismo sempre defendeu o desenvolvimento sustentável, com equilíbrio entre produção e preservação. O que o setor produtivo busca é uma lei que traga segurança jurídica e eficiência, permitindo que o país cresça de forma responsável. O adiamento da votação representa um passo atrás nesse esforço coletivo”, destacou.
A nota reforça que a defesa da apreciação dos vetos não trata de uma disputa entre economia e meio ambiente, mas da construção de um caminho conjunto para o crescimento com responsabilidade. “O Brasil precisa de estabilidade regulatória para continuar gerando emprego, renda e inovação, sem abrir mão da sustentabilidade”, conclui o texto.
A manifestação é assinada por 12 frentes parlamentares, entre elas a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que integra a Coalizão das Frentes Produtivas.
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Celebração destaca a força da cooperação como caminho para um mundo mais próspero e inclusivo
Em mais de 117 países, o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC) é celebrado, anualmente, na terceira quinta-feira de outubro. Em 2025, a data — comemorada neste dia 16 — traz o tema Cooperação por um mundo próspero, definido pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU). O objetivo é reforçar o papel dessas instituições como agentes de transformação econômica, inclusão financeira e prosperidade coletiva.
No Brasil, o DICC ganha força com uma campanha nacional colaborativa, liderada pelo Sistema OCB em parceria com as cooperativas de crédito e entidades do setor. A ação busca mostrar que escolher o cooperativismo de crédito é optar por um modelo financeiro mais humano, participativo e comprometido com o desenvolvimento das comunidades.
A campanha inclui filme institucional, conteúdos digitais, depoimentos de cooperados e uma mobilização inédita de intercooperação entre as cooperativas financeiras. Parceiros estratégicos, como o Banco Central do Brasil também fazem parte da ação. Todo o material está disponível nas redes do movimento SomosCoop e convida o público a conhecer de perto os impactos positivos gerados pelo setor.
“Celebrar o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito é também reafirmar que o sistema financeiro pode ser mais humano e inclusivo. Ao escolher o coop, cada pessoa participa de uma rede que reinveste nas comunidades, fortalece a economia local e contribui para um mundo mais justo, equilibrado e sustentável”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Para Fabíola Nader Motta, gerente-geral da OCB, o DICC é um momento de celebração e conscientização sobre a importância de um sistema financeiro voltado para as pessoas. “É uma data simbólica para todos nós que acreditamos em um sistema financeiro mais justo, mais humano e também mais próximo das pessoas. É uma oportunidade para lembrar que as cooperativas de crédito oferecem todos os serviços financeiros com qualidade, mas também promovem o desenvolvimento das comunidades e geram prosperidade de forma compartilhada”, afirma. Ainda segundo ela, o modelo transforma realidades e fortalece a economia de dentro para fora.
O protagonismo das cooperativas de crédito brasileiras reforça a importância da data. Atualmente, o país conta com 689 cooperativas, que atendem 20,1 milhões de cooperados em mais de 10 mil pontos de atendimento. Em 2024, o setor movimentou R$ 455 bilhões em operações de crédito e superou R$ 885 bilhões em ativos, um crescimento de 21,1% em relação ao ano anterior. Além disso, a carteira verde das cooperativas ultrapassou US$ 10 bilhões, mostrando o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
“Quando alguém pergunta ‘no crédito ou no débito?’, a melhor resposta é ‘no coop’. Porque escolher o coop é escolher um mundo mais próspero para todos”, finaliza Fabíola.
Assista ao vídeo da campanha do Dia Internacional das Cooperativas de Crédito 2025:
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Em audiência, entidade destacou papel do movimento na gestão de risco e apoio ao produtor
O acesso ao crédito rural e os desafios do financiamento da atividade agropecuária foram temas de destaque na audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (14). O encontro contou com a presença do Sistema OCB, representado por João José Prieto Flávio, coordenador do Ramo Agro.
A audiência, requerida pelos deputados Coronel Fernanda (MT), Pedro Westphalen (RS) e Pezenti (SC), teve como foco principal discutir os entraves que produtores rurais enfrentam para acessar linhas de crédito e instrumentos de seguro rural.
Durante sua fala, Prieto destacou que o atual cenário macroeconômico impõe grandes desafios ao financiamento do campo, especialmente diante da persistência de juros elevados e da ocorrência de eventos climáticos extremos.
Segundo ele, essa combinação tem pressionado os custos de produção e reduzido a capacidade de investimento dos produtores. “Além das altas taxas de juros, vivemos uma sequência de adversidades climáticas que impactam diretamente as diferentes culturas e regiões do país”, afirmou.
Prieto também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores no acesso às políticas de mitigação de riscos, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que vêm sofrendo restrições orçamentárias. “Essas ferramentas são essenciais para dar segurança ao produtor e reduzir o custo do crédito. Quando há bloqueio de recursos, o risco aumenta e o crédito fica mais caro, tornando o ambiente de financiamento ainda mais complexo”, explicou.
O coordenador ressaltou ainda o papel estratégico das cooperativas financeiras no acesso ao financiamento rural e no apoio técnico aos produtores, uma vez que as cooperativas agropecuárias representam mais de 1 milhão de produtores rurais, “As cooperativas têm uma responsabilidade enorme de garantir que o produtor tenha acesso a crédito, tecnologia e assistência técnica de qualidade. Enquanto apenas 20% dos produtores rurais contam com assistência técnica no país, entre os cooperados esse índice supera 60%”, declarou.
Para o coordenador, a figura do cooperado como dono da cooperativa e usuário dos serviços demonstra a qualidade do modelo de negócios não somente na eficiência de aplicação de recursos no setor rural, mas também com um mitigador contra práticas abusivas, c Ele defendeu que essa relação do cooperado com a cooperativa cria um ambiente mais transparente e equilibrado nas relações entre produtores e instituições financeiras, além de evidenciar o papel transformador do cooperativismo na organização dos produtores e na defesa de seus interesses.
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Reunião abordou temas urgentes para as cooperativas do setor e contou com presença da ANTT
O Conselho Consultivo do Ramo Transporte realizou, na última quinta-feira (9), mais uma reunião de trabalho com pautas consideradas estratégicas e urgentes para o setor. O encontro contou com a participação de representantes do Sistema OCB e da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) .
Entre os principais temas debatidos estiveram as multas aplicadas às cooperativas de transporte, especialmente aquelas relacionadas à Resolução 5.867/2020, que trata da Política Nacional de Piso Mínimo do Frete. Além deste tema, ainda foram discutidas as exigências que a Nota Técnica 2025/001, sobre as novas regras do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).
A convite do Sistema OCB, o superintendente de Fiscalização da ANTT, Hugo Santos, apresentou as últimas atualizações sobre o tema. “Foi um momento importante para esclarecer dúvidas, discutir interpretações e pensar em soluções conjuntas. O representante da ANTT destacou, inclusive, que erros de interpretação por parte de fiscais podem ocorrer e se colocou à disposição para aprimorar esse processo”, explicou Tiago Barros, analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Tiago destacou ainda que o Sistema OCB e a ANTT estão estruturando reuniões periódicas mensais para tratar do tema. “Essas reuniões vão permitir um acompanhamento contínuo e mais técnico. A depender do assunto, o diálogo será direcionado para diferentes superintendências da agência, o que deve facilitar a resolução de casos e dar mais segurança às cooperativas”, completou.
Outro ponto relevante da pauta foi a Reforma Tributária, apresentada pela coordenadora tributária do Sistema OCB, Amanda Oliveira, que detalhou os impactos das novas regras para o cooperativismo de transporte. “Ela fez uma apresentação técnica e institucional, destacando as mudanças previstas e as possibilidades de enquadramento das cooperativas no regime específico do IBS e da CBS, que prevê alíquota zero em determinadas operações”, detalhou Tiago.
O debate também abordou a criação de um grupo de trabalho formado por contadores e advogados para acompanhar a implementação das mudanças tributárias e compartilhar informações com o Conselho.
Na sequência, a reunião tratou de medidas provisórias com potencial impacto para o ramo Transporte, tema apresentado por Thereza Raquel, analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB. Ela fez um panorama sobre a atuação institucional em torno das MPs e Projetos de Lei, com destaque para a proposta que trata do eixo suspenso ( Projeto de Lei 18/25), em tramitação na Câmara dos Deputados, que muda as regras para a cobrança de pedágio de veículo de transporte de carga que trafega com eixo suspenso.Por fim, o Conselho analisou o Plano de Ação Nacional do Ramo Transporte, revisando os temas prioritários para 2025 e 2026. Segundo Tiago, a ideia é “definir um foco mais estratégico, priorizando os assuntos mais urgentes e reavaliando pautas que dependem de fatores externos, como questões políticas ou econômicas”.
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Reunião marcou mais um passo em defesa de políticas que ampliem acesso a recursos públicos
Nesta terça-feira (7), o Sistema OCB se reuniu com o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Ferreira Alexandre, para apresentar oficialmente as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento congrega as principais contribuições do cooperativismo de crédito para o aprimoramento da aplicação dos recursos públicos voltados ao desenvolvimento regional nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O encontro fez parte de uma série de agendas institucionais conduzidas pelo Sistema OCB junto aos órgãos de desenvolvimento e ao Congresso Nacional, com o objetivo de fortalecer a participação das cooperativas de crédito como agentes operadoras dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com ênfase na região Nordeste.
Durante a reunião, a gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, destacou a relevância das cooperativas como instrumento de inclusão financeira, estímulo à economia local e geração de renda. O documento propõe um conjunto de aperfeiçoamentos legislativos e regulatórios para tornar mais eficiente o repasse dos recursos e ampliar o alcance territorial
da política pública.
Entre as propostas apresentadas estão a inclusão do Sistema OCB como convidado no Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento Regional do Nordeste (Sudene) para aumentar a representatividade do modelo, o qual já usufrui do FNE por meio das cooperativas rurais e urbanas, e os mecanismos para viabilizar a habilitação das cooperativas de crédito como instituição financeira parceira na política pública tal como ocorre no FCO e FNO.
Para Fabíola, a aproximação com a Sudene representa mais um passo importante para o fortalecimento institucional do cooperativismo de crédito. “As cooperativas de crédito têm papel essencial na interiorização do desenvolvimento. Elas conhecem a realidade de cada território e conseguem atender de forma ágil e personalizada as necessidades dos pequenos produtores e empreendedores. Por isso, defendemos que sejam cada vez mais consideradas parceiras estratégicas na operacionalização dos Fundos Constitucionais”, afirmou.
De acordo com levantamento técnico elaborado pelo Sistema OCB, enquanto o banco administrador do FNE conta, atualmente, com cerca de 268 agências na região, o cooperativismo de crédito já dispõe de 528 postos de atendimento, o que demonstra o potencial de ampliação do modelo no Nordeste, especialmente em municípios de pequeno porte onde muitas vezes não há presença bancária física.
As propostas do Sistema OCB já foram apresentadas também ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), à Sudeco e a parlamentares que apoiam o cooperativismo no Congresso Nacional, entre eles a então senadora Margareth Buzetti (MT), o senador Zequinha Marinho (PA) e o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
“Nosso papel é garantir que o cooperativismo seja reconhecido não apenas como operador financeiro, mas como parceiro estratégico na formulação e execução das políticas de desenvolvimento regional. Esse diálogo é o caminho para consolidar um modelo de crédito mais inclusivo e sustentável”, concluiu Fabíola.
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Reunião fortalece a participação das independentes no Conselho do Ramo Crédito e a sua voz ativa no processo decisório
O Sistema OCB realizou, no dia 2 de outubro, uma reunião virtual com representantes das cooperativas de crédito independentes. O encontro marcou a retomada de um canal direto e periódico de diálogo para fortalecer a participação dessas instituições no processo decisório do cooperativismo de crédito.
O encontro contou com a presença da gerente-geral da OCB, Fabíola da Silva Nader Motta, e do coordenador do Ramo Crédito, Thiago Borba Abrantes, que apresentaram a estrutura e a dinâmica do Conselho Consultivo Nacional do Ramo
Crédito (CECO). Ambos reforçaram a relevância da presença das independentes nesse fórum estratégico, que concentra discussões decisivas para o futuro do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).
Durante a reunião, foi apresentado o novo representante das independentes no GT Executivo do CECO. O cargo passa a ser ocupado por Mauro Braga, diretor da Cooperforte. O mandato segue até 2026, o que garante representação formal e voz ativa das mais de 200 cooperativas independentes em temas de interesse do segmento.
Entre os assuntos em debate no âmbito do CECO, os participantes destacaram:
- Fortalecimento patrimonial das cooperativas, com negociações em andamento junto ao Banco Central sobre possíveis instrumentos de capital;
- Impactos regulatórios da Resolução CMN nº 4.966/2021 e busca de alternativas para reduzir seus efeitos sobre o SNCC;
- Avanços do projeto Conhecer para Cooperar, que aproxima órgãos públicos da realidade do cooperativismo de crédito;
- Acompanhamento da regulamentação do Programa Crédito do Trabalhador, instituído pela Lei nº 15.179/2025, que ainda aguarda normas complementares;
- Atuação em instâncias como SISBAJUD e Conselhinho, para preservar direitos e especificidades do modelo cooperativo.
O espaço também foi dedicado às manifestações das lideranças presentes, que relataram dificuldades no processo de habilitação para operações do Crédito do Trabalhador e sugeriram aprimoramentos na comunicação entre OCB/CECO e as cooperativas independentes, com informações mais frequentes e objetivas.
Segundo Fabíola Motta, o Sistema OCB seguirá empenhado em assegurar representatividade ampla e efetiva. “Nosso objetivo é garantir que as cooperativas independentes participem ativamente das decisões estratégicas do cooperativismo de crédito brasileiro. Essa escuta constante é essencial para fortalecer a unidade do setor”, concluiu.
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Comitiva conheceu atuação do Sistema OCB e discutiu desafios da transição energética
O Sistema OCB recebeu, nos dias 1º e 2 de outubro, a comitiva do Fórum de Energia do Sistema OCEPAR, que contou com representantes da própria OCEPAR e das cooperativas Agrária, C.Vale, Cotriguaçu e Coagro, para mais uma edição do
Programa Portas Abertas. A iniciativa teve como objetivo aproximar técnicos e engenheiros das cooperativas agropecuárias paranaenses do funcionamento da representação política e institucional do cooperativismo em nível nacional, com ênfase nas pautas ligadas ao setor elétrico.
As cooperativas agro do Paraná vêm dedicando cada vez mais atenção ao tema energia, insumo fundamental para suas operações. Diante da abertura do mercado livre, das discussões sobre armazenamento, da transição energética e da expansão da geração distribuída, o Fórum de Energia da OCEPAR promove momentos de capacitação e acompanhamento das mudanças regulatórias. Atualmente, o Paraná conta com 62 cooperativas agro, que reúnem mais de 231 mil cooperados e geram mais de 113 mil empregos diretos. Em 2024, o setor faturou R$ 154 bilhões, respondeu por cerca de 64% da produção de grãos e 45% da produção de carnes e lácteos do Estado. Todo esse potencial produtivo reflete também no consumo de energia, que chega a aproximadamente 1.783,46 GWh por ano.
No diálogo com a comitiva, o Sistema OCB apresentou uma visão abrangente sobre seu papel institucional e político, destacando a importância de um canal permanente de
articulação e defesa dos interesses do movimento. Foram detalhados o funcionamento da entidade, os posicionamentos adotados nas discussões legislativas e a atuação conjunta com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (FRENCOOP), reforçando o alinhamento entre a representação política e as demandas concretas das cooperativas.
As Medidas Provisórias 1300/25, que trata da reforma do setor elétrico, e 1304/25, referente à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), foram pontos centrais das discussões, uma vez que o Sistema OCB vem acompanhando de perto esses debates diante das grandes transformações em curso no setor de energia. O processo legislativo sobre essas MPs tem contado com o apoio de parlamentares estratégicos da FRENCOOP, como o presidente da Frente, deputado Arnaldo Jardim, o coordenador do Ramo Infraestrutura, deputado Tião Medeiros, e o coordenador do Ramo Transporte, deputado Covatti Filho, que têm desempenhado papel fundamental na defesa do cooperativismo no tema, garantindo que as especificidades do movimento cooperativista sejam consideradas nos debates do Congresso Nacional.
Foi ressaltada ainda a relevância do tema da energia para o cooperativismo brasileiro, sobretudo por se tratar de um dos principais insumos da agroindústria, essencial para a competitividade e sustentabilidade do setor. Nesse sentido, reforçou-se
a importância de acompanhar as mudanças em andamento no setor elétrico, tanto no campo legislativo, por meio das MPs em tramitação, quanto no regulatório, para que as cooperativas estejam preparadas para se inserir de forma protagonista nas novas oportunidades que vêm se abrindo no mercado de energia.
A pauta ambiental também teve espaço de destaque, tanto no que se refere às soluções de eficiência energética quanto em relação a questões específicas do ramo agropecuário. No âmbito do Programa de Eficiência Energética, o Sistema OCB destacou que é preciso refletir não apenas sobre a geração de energia, mas também sobre a forma como as cooperativas consomem esse recurso. Foi ressaltada a necessidade de pensar em estratégias para tornar o consumo mais efetivo, reduzindo desperdícios e promovendo uma utilização racional, que ao mesmo tempo gera benefícios econômicos e ambientais. Essa abordagem amplia os ganhos coletivos, pois a eficiência energética reduz custos, aumenta a sustentabilidade das operações e fortalece a competitividade das cooperativas.
Além disso, foram discutidas iniciativas ligadas a biocombustíveis, com ênfase no Programa Combustível do Futuro, no
Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) e na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Esses programas foram apontados como instrumentos fundamentais para fortalecer a sustentabilidade, ampliar a diversificação da matriz energética e criar novas oportunidades de negócios para as cooperativas do agro.
Esse conjunto de discussões reforçou o compromisso do Sistema OCB em acompanhar de forma qualificada os debates legislativos e regulatórios, ao mesmo
tempo em que fortalece a capacidade das cooperativas de se posicionarem como protagonistas em um cenário de profundas mudanças no setor energético, garantindo que a agenda do cooperativismo esteja sempre presente nas decisões estratégicas do País.
À tarde, a agenda foi marcada por encontros parlamentares com lideranças estratégicas, entre elas os deputados Sérgio Souza, Arnaldo Jardim, Tião Medeiros e Pedro Lupion, todos integrantes da FRENCOOP e também da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Esses diálogos representaram uma oportunidade de aprofundar os debates sobre as Medidas Provisórias em tramitação, a pauta ambiental e os desafios regulatórios que impactam diretamente o cooperativismo. Ao longo das reuniões, foi possível reforçar a importância de assegurar condições adequadas para que as cooperativas possam continuar crescendo e inovando, bem como destacar a relevância da energia como insumo essencial para a agroindústria. O ambiente de diálogo permitiu não apenas alinhar estratégias, mas também consolidar o apoio político necessário para que as especificidades do movimento cooperativista estejam contempladas nas decisões do Congresso Nacional.
O segundo dia do Programa Portas Abertas começou com uma visita guiada ao Congresso Nacional, proporcionando aos representantes das cooperativas uma experiência prática sobre o funcionamento do Legislativo e o papel estratégico do Parlamento nas decisões que impactam diretamente o setor elétrico e, consequentemente, o cooperativismo.
Na sequência, a comitiva cumpriu agendas técnicas em órgãos fundamentais para o setor de energia. Na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), os participantes foram recebidos por Lívia Raggi, chefe adjunta do Gabinete do Diretor-Geral, e por João Luis dos Passos, Chefe da Assessoria de Gestão Institucional. Durante a reunião, a comitiva apresentou a relevância do Paraná no cenário nacional, destacando que o Estado ocupa a 4ª posição na contribuição do PIB brasileiro e, considerando apenas a indústria de transformação, figura como a 3ª maior economia do País. A partir desse panorama, foram debatidos pontos sensíveis para as cooperativas agropecuárias,
especialmente no que se refere aos critérios de continuidade do fornecimento de energia utilizados pela ANEEL, como os indicadores DEC e FEC. Ressaltou-se que a continuidade do serviço é fator crucial para a agroindústria, trazendo exemplos concretos do impacto que interrupções podem causar, como situações em que apenas um minuto sem energia pode resultar em prejuízos da ordem de R$ 10 mil.
Outro aspecto destacado foi a crescente eletrificação do setor produtivo, muitas vezes impulsionada pela escassez de mão de obra em determinadas atividades, o que amplia o consumo e a dependência de energia elétrica de forma acelerada. Nesse contexto, foram discutidas possibilidades de projetos-pilotos nas cooperativas voltados à qualidade e continuidade do fornecimento de energia. A ANEEL apontou que tais iniciativas podem ser viabilizadas, inclusive no formato de sandbox
regulatório, desde que haja necessidade de afastamento regulatório, reforçando que a Agência tem incentivado propostas inovadoras que contribuam para o desenvolvimento do setor elétrico e tragam soluções práticas para os desafios enfrentados na ponta.
Já no Ministério de Minas e Energia (MME), a comitiva foi recebida por Frederico de Araújo Teles, Diretor do Departamento de Políticas Setoriais. A reunião concentrou-se em temas estratégicos para o futuro do setor. Foram discutidas as Medidas Provisórias em tramitação, ressaltando a importância da previsibilidade regulatória e legislativa, elemento fundamental para dar segurança ao planejamento de investimentos e para a operação das cooperativas em todo o País. Também esteve em pauta a flexibilização dos horários dos descontos aplicáveis às atividades de irrigação e aquicultura. O MME reforçou que as normas estão sendo construídas de modo a respeitar as particularidades regionais e setoriais, justamente porque cada realidade apresenta especificidades que precisam ser consideradas.
As visitas técnicas reforçaram a importância do diálogo institucional das cooperativas com os órgãos reguladores e com o Executivo, permitindo não apenas compreender com maior profundidade os rumos do setor energético, mas também apresentar as contribuições e necessidades concretas da base cooperativista.
Esse intercâmbio foi considerado essencial para fortalecer o alinhamento de agendas, ampliar a previsibilidade das políticas públicas e consolidar o cooperativismo como ator estratégico na construção do futuro do setor elétrico brasileiro.
O encerramento do Programa Portas Abertas ficou a cargo da superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, que destacou a importância da aproximação entre a representação nacional e as cooperativas agropecuárias do Paraná. “O que construímos juntos nesses dois dias reforça a força do setor e mostra que estamos preparados para participar ativamente da construção do futuro da energia no Brasil”, finalizou.
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Reunião tratou de gargalos na fiscalização e abriu agenda permanente de diálogo com a Agência
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (1), de uma reunião estratégica com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir os principais gargalos enfrentados pelas cooperativas de transporte em todo o país. O encontro abriu caminho para uma agenda de trabalho permanente entre a autarquia e o cooperativismo.
Pelo Sistema OCB, esteve presente Tiago Barros, analista técnico da Gerência de Relações Institucionais, que levou à mesa uma série de demandas recebidas das cooperativas de diferentes regiões. Pela ANTT, participaram a superintendente de Transporte Rodoviário de Cargas e Multimodal, Gizelle Coelho, o superintendente de Fiscalização, Hugo Leonardo Cunha, e integrantes da equipe técnica da gerência de autos de infração.
Segundo Tiago, a reunião foi fundamental para apresentar os problemas recorrentes enfrentados pelas cooperativas, especialmente sobre a aplicação de multas e a gestão de autos de infração. “Muitas vezes, mesmo em casos em que a infração é reconhecida, as cooperativas não recebem a comunicação dentro do prazo, o que acaba gerando consequências graves, como a inscrição na dívida ativa”, explicou.
Outro ponto discutido foi a cobrança indevida do eixo suspenso em rodovias concessionadas. Embora a legislação determine que apenas os eixos em contato com o solo sejam considerados, algumas
cooperativas vêm sendo penalizadas de forma irregular. “Esse é um problema que afeta diretamente a competitividade das cooperativas e precisa ser corrigido”, reforçou Tiago.
As cooperativas também relataram dificuldades com a interpretação da tabela da Política Nacional de Piso Mínimo do Transporte Rodoviário de Cargas. Situações de transporte de alto rendimento, que possuem regras específicas, estariam sendo enquadradas de forma equivocada, gerando multas injustas. Demandas com maior incidência foram levadas por cooperativas do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mas havia relatos de todas as regiões do país.
Diante da complexidade dos temas, a ANTT propôs a criação de uma agenda de reuniões mensais com a Superintendência de Fiscalização. O objetivo é acompanhar de perto as situações relatadas e buscar soluções graduais, por tipo de carga ou por região. Além disso, está sendo organizada uma live inaugural com a participação da superintendência, que será voltada às cooperativas de transporte, como forma de abrir um canal direto de diálogo e orientação.
“Essa foi uma das reuniões mais importantes que realizamos recentemente. Saímos com encaminhamentos concretos e com a perspectiva de que a ANTT está disposta a conhecer melhor o cooperativismo e a trabalhar junto para eliminar problemas que há anos impactam nossas cooperativas”, avaliou Tiago.
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Proposta segue para análise do Senado e prevê nova tributação para altas rendas
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1) o Projeto de Lei 1.087/25, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com salários de até R$ 5 mil mensais. O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (AL), foi enviado pelo governo em março. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.
Com a mudança, ficam isentos do pagamento do IRPF trabalhadores que recebem até R$ 60 mil por ano. Além disso, haverá descontos parciais para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Atualmente, a faixa de isenção atinge apenas salários de até R$ 3.036.
A ampliação da isenção foi tratada como prioridade pelo governo e era considerada a principal pauta da sessão.
Tributação de altas rendas
Para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 25,8 bilhões já em 2026, o relatório aprovado manteve a previsão
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados de tributação mínima sobre rendimentos mais elevados. Pela proposta, pessoas físicas com ganhos anuais acima de R$ 600 mil passarão a ser tributadas progressivamente, com alíquota de até 10%. A cobrança incidirá integralmente para quem recebe a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, mas não afetará quem já tiver recolhido o imposto no montante exigido pela complementação.
O parecer também incluiu um dispositivo que destina parte da arrecadação adicional a estados e municípios. Segundo cálculos apresentados pelo relator, haverá sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027, valor que será utilizado para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária.
Próximos passos
Apesar da aprovação na Câmara, a medida ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de chegar à sanção presidencial. Em paralelo, já tramita no Senado um projeto de teor semelhante, apresentado pelo senador Renan Calheiros (AL) e aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Acompanhamento do Sistema OCB
Para o cooperativismo, é essencial que essas alterações considerem o equilíbrio entre justiça fiscal, competitividade econômica e sustentabilidade das contas públicas. Por isso, a entidade seguirá acompanhando o debate no Senado e vai dialogar com parlamentares para garantir segurança jurídica e tributária aos cooperados.
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Percentual do PNAE sobe para 45% e fortalece cooperativas com mais alimentos saudáveis
O governo federal, sancionou na terça-feira (30), em cerimônia no Palácio do Planalto, um conjunto de leis voltadas à segurança alimentar e à agricultura familiar. As medidas alteram políticas públicas relevantes para o público de produtores rurais, tais como o Pronaf e o PNAE, além de criar o Selo Doador de Alimentos.
Dentre as sanções está a Lei nº 15.226/2025, que eleva de 30% para 45% o percentual mínimo de aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar no âmbito do PNAE. A mudança representa um aumento da exigência de aquisição dos produtos da agricultura familiar e logo fortalece o público como fornecedor de alimentos para alimentação escolar.
Além da mudança no PNAE, outras quatro leis foram sancionadas:
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Instituição formal do Pronaf e do Plano Safra da Agricultura Familiar (Lei nº 15.223/2025).
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Prioridade de aquisição e distribuição de alimentos do PAA em situações de emergência e calamidade (Lei nº 15.227/2025).
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Inclusão do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como critério para priorização de recursos no Sisan (Lei 15.225/2025).
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Instituição da Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos e criação do Selo Doador de Alimentos (Lei 15.224/2025).
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Medida que define regras do IBS, cria Comitê Gestor e encerra etapa normativa retorna para a Câmara
O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (29), em votação no Plenário, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024. O texto encerra a fase normativa de regulamentação da Reforma Tributária e detalha as regras de funcionamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).
Ao longo da tramitação, o Sistema OCB manteve intensa agenda de reuniões com senadores, assessorias parlamentares e representantes do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. O objetivo foi apresentar as especificidades do modelo cooperativista e esclarecer pontos da regulamentação.
Com as alterações no Senado, o PLP 108/2024 retornará à Câmara dos Deputados. Nos próximos meses, os parlamentares
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado deverão deliberar sobre os dispositivos modificados antes que o projeto siga para sanção.
Consenso
O relator, senador Eduardo Braga (AM), destacou que a proposta é fruto de amplo diálogo com o Executivo e o Legislativo. O texto estabelece a criação do Comitê Gestor, órgão público responsável pela administração centralizada do IBS, coordenando a arrecadação, a distribuição das receitas entre estados e municípios e a solução de divergências sobre a aplicação do tributo.
Além disso, a proposta prevê a associação entre o Comitê Gestor e a Receita Federal para integrar a gestão do IBS e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal que substituirá PIS, Cofins e IPI. Também institui a Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo, destinada a uniformizar interpretações e julgamentos envolvendo os dois tributos.
O Comitê Gestor será composto por um Conselho Superior, com representantes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, e uma Diretoria-Executiva com nove áreas técnicas. Suas decisões exigirão quórum qualificado, garantindo equilíbrio entre os entes federativos.
O órgão contará ainda com mecanismos de uniformização, instâncias recursais e integração com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), no caso de matérias comuns ao IBS e à CBS.
Próximos passos
Com a regulamentação aprovada, o Brasil dá início à fase prática da Reforma Tributária. A expectativa é que o novo modelo entre em testes já em 2026, com a convivência gradativa dos atuais tributos e do IBS até 2032.
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Minuta da resolução do CNSP detalha regras para constituição e funcionamento das organizações
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu, na sexta-feira (26), consulta pública para regulamentar a atuação das sociedades cooperativas de seguros no Brasil. Trata-se de um passo decisivo após a aprovação da Lei Complementar nº 213/2025, que viabilizou a organização formal desse tipo de sociedade no Sistema Nacional de Seguros Privados.
O Edital de Consulta Pública nº 7/2025, publicado no Diário Oficial da União, apresenta minuta de resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que define as normas gerais para constituição, funcionamento e supervisão das cooperativas de seguros. A consulta ficará aberta por 30 dias e está disponível no site da Susep, no Sistema de Consultas Públicas.
Segundo a autarquia, a medida tem caráter histórico. Embora a possibilidade de constituição de cooperativas de seguros estivesse prevista desde 1966, nunca houve regulamentação específica. O diretor de Regulação Prudencial e Estudos Econômicos da Susep, Airton Almeida, reforçou que a iniciativa está alinhada a objetivos de inclusão e desenvolvimento.
Estrutura e principais pontos da minuta
A minuta de resolução do CNSP detalha como será a constituição e o funcionamento das cooperativas de seguros. O texto
reconhece três tipos societários: cooperativas singulares, centrais e confederações, cada qual com atribuições próprias.
As cooperativas singulares poderão operar exclusivamente em benefício de seus associados, comercializando seguros diretamente. Já as centrais terão a função de prestar serviços complementares às filiadas e poderão, em casos específicos, admitir cooperativas de crédito como associadas, desde que respeitados limites de participação. As confederações, por sua vez, deverão reunir cooperativas centrais, atuando em nível nacional.
A minuta também estabelece:
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Restrições de operação: as cooperativas não poderão atuar em ramos de grandes riscos, como petróleo, crédito à exportação e riscos nucleares.
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Governança: exigência de conselhos de administração, diretoria e conselho fiscal, além de políticas de governança e sucessão compatíveis com o porte da cooperativa.
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Capital social: cotas-partes integralizadas em moeda nacional, com regras prudenciais para restituição.
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Auditoria independente: obrigatoriedade de auditorias contábeis anuais, incluindo avaliação de processos operacionais e de gestão de riscos.
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Supervisão sistêmica: centrais e confederações terão papel de supervisionar as filiadas, prevenindo riscos e garantindo observância às normas.
Outro destaque é a previsão de mecanismos de cogestão e administração temporária, permitindo que centrais ou confederações assumam a gestão de cooperativas singulares em situações críticas, sempre com autorização e acompanhamento da Susep.
Impacto para o cooperativismo
O Sistema OCB acompanha de perto o processo e vê na regulamentação um avanço que pode ampliar o alcance do modelo cooperativista no setor de seguros. Para Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, a consulta pública representa um momento estratégico para o movimento cooperativista brasileiro. “A abertura dessa consulta marca um divisor de águas para o cooperativismo de seguros. É a oportunidade de consolidar um modelo que combina proteção, inclusão e solidariedade, levando soluções a regiões e públicos que hoje têm pouco acesso ao mercado tradicional”, avalia.
Ela destaca ainda que a participação efetiva do setor na consulta pública será essencial para aprimorar o texto. “Estamos diante de uma janela de construção coletiva. As contribuições enviadas à Susep serão fundamentais para garantir que a regulamentação traduza a realidade do cooperativismo e preserve seus princípios, ao mesmo tempo em que assegure solidez e confiança ao mercado”, acrescenta.
Próximos passos
Após o período de recebimentos das contribuições, a Susep deverá consolidá-las e submeter a versão final da resolução ao CNSP para aprovação. A expectativa é que a regulamentação definitiva entre em vigor ainda em 2025, permitindo a constituição das primeiras cooperativas de seguros no país.
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Encontro destacou a importância de ampliar vozes e lideranças diversas no movimento cooperativo
O Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (25), um encontro virtual voltado aos comitês de jovens e mulheres do cooperativismo para discutir inclusão, diversidade e equidade. A atividade contou com a participação de Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Divani Ferreira, analista da área, e da embaixadora da Global Women’s Leadership Network, Gisele Gomes, que trouxe reflexões sobre os futuros possíveis do setor.
Para Gisele Gomes, a inclusão não pode ser apenas um discurso: precisa se transformar em ação cotidiana nas cooperativas.
“Quando falamos de diversidade, falamos de futuros possíveis. Mas esses futuros não se constroem sozinhos. É preciso assumir o protagonismo e se perguntar: qual é a mudança que eu posso gerar hoje no meu ambiente cooperativo?”, destacou.
A embaixadora afirmou que os programas Elas pelo Coop e Geração C, iniciativas do Sistema OCB, são caminhos estratégicos para formar novas lideranças. “As credenciais que cada pessoa traz não são apenas pessoais, são coletivas. Liderar no cooperativismo significa estar a serviço de um movimento maior, que precisa de vozes diversas para se fortalecer”, acrescentou.
Durante a abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, reforçou que o desafio atual vai além de eventos motivacionais. “Precisamos de argumentos técnicos, dados e uma narrativa consistente que mostre, de forma clara, por que mulheres e jovens têm que estar nos espaços de decisão. O que move a ação não é só emoção, é racionalidade aplicada”, disse.
Para Divani Ferreira, analista da Gerência de Desenvolvimento de Cooperativas, o tema precisa estar incorporado às estratégias institucionais. “Estamos estruturando planos de trabalho que inserem mulheres e jovens como prioridades. Não é uma pauta lateral, mas central, que deve aparecer no orçamento, no calendário e na estrutura das organizações”, explicou.
A palestra também trouxe reflexões sobre interseccionalidade e a necessidade de ampliar o debate para outros grupos ainda pouco representados. “O futuro do cooperativismo depende da capacidade de reconhecer diferentes realidades e construir pontes que unam pessoas e comunidades. Isso é o que torna o modelo cooperativo único e relevante”, ressaltou Gisele Gomes.
O encontro faz parte da agenda contínua do Sistema OCB voltada à promoção de ambientes mais inclusivos, colaborativos e alinhados aos valores humanos.
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Vice-presidente da Sicredi Pioneira destacou movimento como motor de inclusão e sustentabilidade
O cooperativismo brasileiro marcou presença na Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre Políticas Culturais e Desenvolvimento Sustentável (Mondiacult), realizada em Barcelona, nesta sexta (26). Em um dos eventos paralelos mais aguardados da programação, a vice-presidente do Conselho da Sicredi Pioneira, Heloísa Lopes, participou do painel Posicionando as cooperativas como atores culturais na conquista do desenvolvimento sustentável, e reforçou o papel das cooperativas como expressão viva de cultura comunitária e agente de transformação social.
Organizado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o encontro destacou como as cooperativas, presentes em mais de cem países e com mais de 1 bilhão de membros no mundo, representam um modelo organizacional que integra valores econômicos, sociais e culturais. O debate reuniu lideranças internacionais, gestores públicos e representantes de entidades cooperativas.
Durante sua participação, Heloísa Lopes sublinhou a relevância da experiência brasileira. “As cooperativas são comunidades culturais que preservam saberes, histórias e identidades locais, ao mesmo tempo em que projetam soluções para desafios globais. No Brasil, o cooperativismo é parte do cotidiano de milhões de pessoas, promovendo inclusão, educação e pertencimento”, afirmou.
Ela também destacou o papel histórico da Sicredi Pioneira, fundada em 1902 em Nova Petrópolis (RS), berço do cooperativismo de crédito na América Latina. Reconhecida como a ‘Capital Nacional do Cooperativismo’, a região simboliza o vínculo entre memória, identidade cultural e desenvolvimento sustentável. “Nossa trajetória mostra que cultura e cooperativismo caminham juntos. Preservar o patrimônio cooperativo é preservar uma forma de viver coletivamente, baseada na solidariedade, na democracia e na confiança mútua”, declarou.
A dirigente reforçou a necessidade do setor assumir cada vez mais protagonismo no diálogo global. “A Mondiacult é uma oportunidade para mostrar que o cooperativismo pode ser referência em políticas culturais e sociais. Temos legitimidade porque atuamos com base em princípios que valorizam as pessoas e os territórios. Queremos contribuir com a construção de sociedades mais justas, diversas e sustentáveis”, disse.
O painel abordou também a importância de iniciativas como o Mapa Mundial do Patrimônio Cooperativo, que vem sendo desenvolvido pela ACI e conta com a contribuição ativa do Sistema OCB e da Sicredi Pioneira. A proposta é mapear locais, símbolos e práticas que representam o legado cultural do cooperativismo, reforçando seu reconhecimento como patrimônio da humanidade.
A presença da liderança brasileira no encontro conectou-se às pautas da COP30, que será realizada em novembro deste ano, em Belém. A sustentabilidade, tema central da conferência, é tratada no cooperativismo como uma prática cultural cotidiana, que integra dimensões sociais, ambientais e econômicas. Assim, cultura e clima se cruzam como eixos estratégicos de atuação do movimento.